Blogs

Papa: Buscar o Pão da Vida

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Papa Leão XIV presidiu missa em Saurimo, capital da província angolana de Lunda Sul, na manhã desta segunda-feira, 20. A cidade situa-se a 1.081 metros acima do nível do mar. Anteriormente, chamava-se Henrique de Carvalho, em homenagem a um explorador português que visitou a região, em 1884, e entrou em contato com o povo banto Lunda-Cokwe, um grupo etnolinguístico predominante no nordeste de Angola.

Procuramos o Senhor por gratidão ou por interesse?

O Pontífice ressaltou que Jesus Ressuscitado "ilumina-nos a via para o Pai e santifica-nos com a força do Espírito, para que transformemos o nosso estilo de vida segundo o seu amor". “Esta é a Boa Nova, o Evangelho que corre como sangue nas veias, sustentando-nos ao longo do caminho. Um caminho que hoje me trouxe até aqui, para estar convosco!”

A seguir, o Papa refletiu "sobre o motivo e o fim pelos quais seguimos o Senhor", que realizou "gestos eloquentes para manifestar a vontade do Pai: ilumina as trevas dando a vista aos cegos, dá voz aos oprimidos soltando a língua dos mudos, sacia a nossa fome de justiça multiplicando o pão para os pobres e os fracos". "Quem ouve falar destas obras põe-se à procura de Jesus", sublinhou o Papa.

"Ao mesmo tempo, o Senhor vê o nosso coração, perguntando-nos se o procuramos por gratidão ou por interesse, por cálculo ou por amor", disse ainda Leão XIV, recordando as palavras de Jesus: “Vós procurais-me, não por terdes visto sinais milagrosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes”.

Projetos de quem não deseja o encontro

De acordo com o Papa, as palavras de Jesus "manifestam os projetos de quem não deseja o encontro com uma pessoa, mas o consumo de objetos. A multidão vê Jesus como um instrumento para atingir outros fins, o vê como um prestador de serviços. Se Ele não lhes desse de comer, os seus gestos e ensinamentos não interessariam".

"O mesmo acontece quando a fé autêntica é substituída por um comércio supersticioso, no qual Deus se torna um ídolo que se procura apenas quando nos serve e enquanto nos serve. Até os mais belos dons do Senhor, que cuida sempre do seu povo, se tornam então uma exigência, um prêmio ou uma chantagem, e são mal compreendidos precisamente por quem os recebe", disse Leão XIV, acrescentando:

“O relato evangélico faz-nos, portanto, compreender que existem motivos errados para procurar Cristo, sobretudo quando é considerado um guru ou um amuleto da sorte. Também o objetivo que aquela multidão se propõe é inadequado: não procuram, efetivamente, um mestre a quem amar, mas um líder a reverenciar por interesse.”

Acolher o sentido das palavras de Jesus

"Bem diferente é a atitude de Jesus para conosco", ressaltou o Papa. "Ele não rejeita esta procura insincera, mas incentiva a sua conversão. Não manda embora a multidão, mas convida todos a examinar o que palpita no nosso coração. Cristo chama-nos à liberdade: não quer servos nem clientes, mas procura irmãos e irmãs a quem se dedicar com todo o seu ser."

“Para corresponder com fé a este amor, não basta ouvir falar de Jesus: é preciso acolher o sentido das suas palavras. Nem basta sequer ver o que Jesus faz: é preciso seguir e imitar a sua iniciativa. Quando, no sinal do pão partilhado, vemos a vontade do Salvador, que se dá a si mesmo por nós, então aproximamo-nos do verdadeiro encontro com Jesus, que se torna seguimento, missão e vida.”

Explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza

Jesus nos educa "a procurar de modo correto o pão da vida, alimento que nos sustenta para sempre. O desejo da multidão encontra assim uma resposta ainda maior e surpreendente: Jesus não nos dá um alimento que acaba, mas um pão que não nos deixa acabar, porque é alimento de vida eterna".

“O seu dom ilumina o nosso presente: com efeito, hoje vemos que muitos desejos das pessoas são frustrados pelos violentos, explorados pelos prepotentes e enganados pela riqueza. Quando a injustiça corrompe os corações, o pão de todos torna-se propriedade de poucos. Perante tais males, Cristo escuta o clamor dos povos e renova a nossa história: em cada queda levanta-nos, em cada sofrimento conforta-nos, na missão encoraja-nos.”

"Tal como o pão vivo que sempre nos dá, a Eucaristia, assim a sua história não tem fim e, por isso mesmo, remove o fim, ou seja, a morte, da nossa história, que o Ressuscitado abre com a força do seu Espírito. Cristo vive! Ele é o nosso Redentor. Este é o Evangelho que partilhamos, fazendo irmãos todos os povos da terra. Este é o anúncio que transforma o pecado em perdão. Esta é a fé que salva a vida", disse o Papa Leão.

Não viemos ao mundo para morrer

Em Jesus, "ganha voz o anúncio da nossa ressurreição", disse o Pontífice, ressaltando que "não viemos ao mundo para morrer. Não nascemos para nos tornarmos escravos nem da corrupção da carne, nem da corrupção da alma: toda a forma de opressão, violência, exploração e mentira nega a ressurreição de Cristo, dom supremo da nossa liberdade".

A palavra de Deus "é para nós regra de vida e critério de verdade", disse ainda o Papa. "É o Senhor quem traça a via para esta caminhada, não as nossas urgências, nem as modas do momento. Por isso, seguindo Jesus, o caminho eclesial é sempre um «Sínodo da ressurreição e da esperança»", disse Leão XIV, citando um trecho da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Ecclesia in Africa, de São João Paulo II. "O Senhor caminha sempre ao nosso lado, para que possamos prosseguir na sua estrada: o próprio Cristo dá orientação e força à caminhada, uma caminhada que queremos aprender a viver cada vez mais como deve ser, ou seja, de modo sinodal", concluiu.

Fonte: Vatican News

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Saque inicial

sábado, 18 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Circuito Nova Friburgo de Voleibol é iniciado com categorias Sub-18

Os saques iniciais foram dados, inaugurando uma temporada repleta de jogos, movimento e fortalecimento da modalidade no município. No último fim de semana, o Circuito Nova Friburgo de Voleibol teve a sua primeira etapa realizada, com as competições válidas pela categoria Sub-18, tanto no masculino quanto no feminino. O torneio, que conto com o apoio da prefeitura, é organizado pela Secretaria Municipal de Esportes em conjunto com o professor Fernando Miranda.

Circuito Nova Friburgo de Voleibol é iniciado com categorias Sub-18

Os saques iniciais foram dados, inaugurando uma temporada repleta de jogos, movimento e fortalecimento da modalidade no município. No último fim de semana, o Circuito Nova Friburgo de Voleibol teve a sua primeira etapa realizada, com as competições válidas pela categoria Sub-18, tanto no masculino quanto no feminino. O torneio, que conto com o apoio da prefeitura, é organizado pela Secretaria Municipal de Esportes em conjunto com o professor Fernando Miranda.

Os jogos foram realizados no Ginásio Municipal Adhemar Combat, no bairro Olaria. No primeiro dia de competições foram disputadas as partidas do feminino Infanto Juvenil, com as participações das equipes Camões Pinochio, do Rio de Janeiro; Escola de Vôlei Arena Adriano Costa, de Rio das Ostras; Muriaé, de Minas Gerais, e Cachoeiras de Macacu, além de Vôlei da Serra e Serra, ambas de Nova Friburgo.

A decisão colocou frente a frente as equipes do Camões Pinochio e de Cachoeiras de Macacu, sendo que as cariocas levaram a melhor e ergueram o título da competição. Na premiação, os pais fizeram a entrega das medalhas aos filhos. O Vôlei da Serra ficou com terceiro lugar, seguida por Muriaé, Escola de Vôlei Arena Adriano Costa e Serra.

Já no domingo, 12, foi a vez do Torneio Sub-18 Masculino, com as participações dos times Camões Pinochio, do Rio; Projeto Petrópolis; Enseada, de Rio das Ostras, e os friburguenses União, Vôlei da Serra e Friserra.

A decisão entre União e Camões Pinochio foi uma final emocionante, com a troca de liderança no placar por diversos momentos. Com um ótimo sistema de recepção de saque e um jogo mais agressivo, a equipe de Nova Friburgo sagrou-se campeã. A terceira colocação ficou com o Volei da Serra, seguido por Projeto Petrópolis, Enseada e Friserra.

As competições são divididas por categorias, e vão se estender durante todo 2026. Cada equipe poderá inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria, que serão: Mirim: 8 a 13 anos; Infantil: 13 a 15 anos; Infanto: 15 a 17 anos; Juvenil: 18 a 20 anos; Adulto (acima de 21 anos); Master (acima 30 anos); 40 anos (podendo inscrever até dois atletas 35+), 50 anos (podendo inscrever até dois atletas 45+) e acima 55 anos (podendo inscrever até dois atletas 50+).

As partidas acontecem nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria, José Pereira da Silva, em Duas Pedras e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, sempre das 9h às 18h.

  • Foto da galeria

    Camões Pinochio, do Rio de Janeiro, se destacou nas competições femininas do Torneio (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Escola de Vôlei Arena foi uma das participantes da competição, que reuniu diversas equipes (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Vôlei da Serra foi um dos times que representaram Nova Friburgo no campeonato (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    Entre os homens, o friburguense União foi o grande vencedor do primeiro Circuito do ano (Fotos: Divulgação Vinicius Gastin)

  • Foto da galeria

    O Frizão Futsal volta a atuar em casa neste sábado, 18, pelo Campeonato Carioca de Futsal 2026, no Ginásio Helena Deccache. A entrada é gratuita. A programação começa às 13h30, com a equipe Sub-14 enfrentando o Bradesco Seguros. Na sequência, a partir das 15h, entram em quadra as categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13, que enfrentam o Olaria-RJ, em jogos válidos pela Série Prata do estadual. “Jogar em casa sempre nos dá uma energia diferente. Nossos atletas sentem esse apoio e isso faz muita diferença dentro de quadra. Esperamos mais uma vez o ginásio cheio para incentivar nossas equipes”, convoca o coordenador do projeto, Sávio Badini. (Foto: Léo Borges)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O majestoso Pico do Caledônia

sábado, 18 de abril de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
(Foto: Alan Andrade)

O Pico

O Pico do Caledônia, com 2.257 metros, é uma das maiores elevações da Serra do Mar, superado no município apenas pelo Pico Maior com 2.366 metros. Está situado entre Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu, no Parque Estadual dos Três Picos. Tem uma impressionante vista panorâmica de 360 graus podendo se avistar do seu alto a Baía da Guanabara. Provavelmente os primeiros visitantes seriam das tribos nativas locais, os Puris.

O Pico

O Pico do Caledônia, com 2.257 metros, é uma das maiores elevações da Serra do Mar, superado no município apenas pelo Pico Maior com 2.366 metros. Está situado entre Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu, no Parque Estadual dos Três Picos. Tem uma impressionante vista panorâmica de 360 graus podendo se avistar do seu alto a Baía da Guanabara. Provavelmente os primeiros visitantes seriam das tribos nativas locais, os Puris.

Predomina a vegetação de campos de altitude e a denominada floresta montana/alto montana, com plantas adaptadas ao frio, vento e solo raso facilitando a presença de bromélias, orquídeas e arbustos de pequeno porte. A fauna é de espécies típicas da Mata Atlântica de altitude, como aves, pequenos mamíferos e insetos.

As temperaturas são baixas, podendo chegar a 0°C, com alta umidade e neblina frequentes, sendo importante área de captação hídrica, havendo diversas nascentes, que formarão as bacias hidrográficas locais. O clima frio é de montanha de grande altitude. Há presença de expressiva flora endêmica, isto é, que só ocorre naquela região, e infelizmente muitas espécies estão ameaçadas de extinção.

O turismo como atividade econômica

As atividades turísticas em geral, tem se desenvolvido muito pelo mundo e há países em que tais atividades alcançam altos níveis de participação no PIB (Produto Interno Bruto, índice que mostra o nível da riqueza e atividade econômica do país), muitas vezes sendo a principal atividade para a captação de recursos financeiros.

O turista busca atrativos como praias, montanhas, trilhas, escaladas, cachoeiras, festas, festivais, shows, isolamento, etc. Os atrativos naturais costumam ser os mais procurados e infelizmente os mais ameaçados, quando a infraestrutura é insuficiente para a carga do fluxo turístico existente.

O turismo sustentável

Nova Friburgo tem no Pico do Caledônia o seu maior atrativo turístico, superando as atividades e festejos sazonais e episódicos. Não dispomos de dados consolidados, mas estima-se que o fluxo turístico de visitantes possa estar em mais de 15 mil pessoas por ano, numa área preparada  para receber, na melhor das hipóteses, a metade desse número.

Devido às limitações da receptividade adequada aos turistas, apesar dos grandes esforços de gestores e funcionários do Parque dos Três Picos, há dificuldade no controle de acesso e na fiscalização de visitantes que jogam seu lixo no local, depredam equipamentos e não cuidam da flora e fauna existentes. Até a caça e captura de animais silvestres podem ocorrer.

Há ainda o risco dos frequentes e devastadores incêndios, quase sempre provocados. Tem havido vários mutirões de limpeza e conscientização para minimizar tais impactos, numa ação coletiva e solidária que merece o agradecimento de toda a sociedade. Também são promovidas caminhadas organizadas por associações como o Centro Excursionista Friburguense, Grupo Eco-Desbravadores e pela AGEANF, a Associação de Gestores Ambientais de Nova Friburgo, entre outras, com finalidade recreativa e educativa.

Uma proposta: um Programa de Gestão Participativa

Para haver o turismo sustentável, não predatório, seguro, e com o devido grau de preservação ambiental, é necessário o esforço conjunto e integrado, coordenado pelos gestores do Parque dos Três Picos (Inea) com a colaboração da prefeitura através das Secretarias de Ambiente e Turismo, visando ordenar o fluxo de turistas e as atividades locais. Um Programa de Gestão Participativa que agregue Estado, Município, Polícia Militar, Guarda Municipal, iniciativa privada e sociedade civil coordenado pelo Parque é urgente e tudo indica que a situação irá melhorar.

Estão em curso várias iniciativas visando o ordenamento turístico com agendamento das visitas e limitação dos visitantes em horários determinados, entre outras medidas. Os atuais dois guardas-parque lotados no local passarão a ser quatro e contarão com um quadriciclo para maior agilidade e trânsito em locais de difícil acesso.

Tais iniciativas devem ter todo apoio e incentivo para progredirem, inclusive para garantir a boa imagem desse importante atrativo, garantindo a preservação ambiental e o retorno econômico esperado.

Além do controle do fluxo de visitantes com agendamento e limitação diária de pessoas, do controle de acesso de veículos, da criação de um sistema de sinalização e cartazes educativos e de manejo das trilhas, de equipar os pontos principais de observação, deve-se promover ações de restauração das espécies prejudicadas, com a colaboração de voluntários da sociedade civil.

Ações de educação ambiental num Programa de Gestão Participativa devem ser contínuas, com o incentivo à visitação de estudantes de todos os níveis e pesquisadores do Brasil e do exterior, num Programa Educacional que trabalhe os conceitos ecológicos e a importância da preservação do meio ambiente para a peculiar biodiversidade local.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande  um e-mail para [email protected]

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Adeus, Eldorado

sábado, 18 de abril de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 17 e 18 de abril de 1976

Após 36 anos em Friburgo, tradicional cinema dará lugar ao Bradesco  

Pesquisado por Laís Lima (*)  

Manchetes

Edição de 17 e 18 de abril de 1976

Após 36 anos em Friburgo, tradicional cinema dará lugar ao Bradesco  

Pesquisado por Laís Lima (*)  

Manchetes

Adeus, Eldorado O Cine Eldorado vai mesmo fechar as portas. A primeira parcela do dinheiro da venda já foi paga pelo banco Bradesco ao Eldorado. Até o mês de julho o cinema encerra suas atividades depois de 36 anos. Nesta edição, na coluna “Presença de Yvette”, uma análise saudosa do desaparecimento do cinema.

Rejuvenescimento e furo - O jornal O Globo recebeu uma informação dando conta que, em Friburgo, havia morrido, há cerca de um ano, um homem que sofreu processo de atrofia: aos 18 anos tinha o tamanho de um bebê. A notícia veio de Barra Mansa através da própria mãe da vítima. O Globo enviou dois repórteres a Friburgo que levantaram o caso junto à Casa dos Pobres. Os jornalistas se hospedaram no Hotel Floresta. Daí o assunto virou notícia nacional e esta semana já estavam visitando Friburgo jornalistas de São Paulo, Brasília e Minas.

Fujam da Avenida Roberto Silveira Se você continuar vivo não passe pela Avenida Roberto Silveira, que continua matando. Os seus trágicos seis quilômetros continuam na mira e sob a irresponsabilidade e esquecimento das autoridades municipais e estaduais. A única coisa a fazer é evitar, o quanto possível de usar aquela artéria como pedestre ou como motorista.

As pontes sofridas A maioria das pontes do eixo rodoviário estão destruídas. A Ponte do Caribé já não possui uma apara devido aos acidentes que ali ocorrem. É só a Prefeitura de Friburgo recompor que vem um carro ou caminhão para destruí-la. No último sábado houve mais um acidente. Um carro foi parar dentro do rio, logo depois de deixar a Avenida Euterpe para acessar o eixo. O motorista nada sofreu.

Fusão para um grande clube de futebol - Baseados no sucesso que vem sendo a participação dos clubes de Campos e Volta Redonda, dirigentes dos mais principais clubes de futebol de Nova Friburgo estudam a possibilidade de uma fusão para a constituição de um grande clube, capaz de ingressar na Federação do Rio de Janeiro. A VOZ DA SERRA irá colaborar com essa ideia, através de comentários mais esclarecedores dando exata noção do andamento da fusão.

Feliciano pode ser o nome A Arena de Friburgo continua a discutir um nome para a sucessão municipal. Feliciano Costa é um dos mais cotados. E ele aceita, se for o caso. Essa semana ele declarou que se for chamado a servir sua terra, aceitará a luta.

INPS, o que fazer? Muita gente está recriminando o INPS. A maioria dos médicos que atende, por esta unidade, só possui horário de atendimento dentro de cinco a seis meses. O que fazer, se há urgência no atendimento. E quem não tem dinheiro para pagar uma consulta de 150 cruzeiros?

SociaIs

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elvira Azevedo Gandur (17); Rosane Vieira, Eliana Maria, Márcio Cláudio, João Henrique Pereira, José Arnaldo e Layter Pontes (18); Johannes Eduard, Moacyr de Araújo, Oswaldo Torres, Maria Carmem, Relf Jansen e Jacir Anselmo (19); Ricardo Vassalo, Péricles Alves, Luiz Freitas, Zally Spinelli, Walma Alves, Virginia Azevedo e João Carlos (20); Marina Cúrio, Júpiter José, Aryosaldo Ventura, Ana Pinel, Walter Saldanha e Antonio Bento (21); Waldir Schuabb, José Afonso, Marilda Mesquita e Dário Salomão (22); Benedito Pedro, Mônica Cariello, Ednéia Heringer e Raphael Jaccoud (23). 

E mais

  • Bizzotto desmente negociações
  • Aleluia no Country 
  • Alencar luta pelo Centro de Saúde 

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Postura firme

sexta-feira, 17 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Brasil terá ações de combate à manipulação de resultados

O Governo Federal instituiu, por meio de portaria interministerial, a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR). Coordenada pelo Ministério do Esporte, a iniciativa envolve também os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além da Polícia Federal (PF), e estabelece diretrizes para fortalecer a integridade das competições esportivas no país.

Brasil terá ações de combate à manipulação de resultados

O Governo Federal instituiu, por meio de portaria interministerial, a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos (PNPEMR). Coordenada pelo Ministério do Esporte, a iniciativa envolve também os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além da Polícia Federal (PF), e estabelece diretrizes para fortalecer a integridade das competições esportivas no país.

A política define ações de regulamentação, prevenção, monitoramento, fiscalização e repressão a fraudes, com o objetivo de assegurar que os resultados esportivos sejam determinados exclusivamente pelo desempenho legítimo dos atletas. A medida também reconhece a integridade esportiva como um bem de interesse público, essencial para a credibilidade, a transparência e a confiança da sociedade no esporte.

A PNPEMR está fundamentada em princípios como integridade esportiva, ética, boa-fé, mérito esportivo, cooperação institucional e responsabilização. A proposta prevê atuação integrada entre órgãos públicos, entidades esportivas, operadores de apostas e organismos de integridade, com foco na construção de um ambiente esportivo seguro e confiável.

A implementação da política ocorrerá por meio de um Plano de Ação, instrumento de planejamento e coordenação que orientará a execução das diretrizes, dos objetivos e das medidas estabelecidas. As ações estão organizadas em quatro eixos: regulamentação, prevenção, monitoramento, fiscalização e repressão.

Ações

No eixo de prevenção, a política prevê ações de conscientização e capacitação voltadas a atletas, treinadores, árbitros, gestores e demais profissionais do esporte, além de campanhas sobre a importância do jogo limpo.

Também estão previstas a oferta de cursos e materiais educativos abertos ao público, bem como campanhas de comunicação voltadas à promoção da integridade e à preservação da imprevisibilidade dos resultados esportivos. Haverá, ainda, articulação com instituições de ensino para fortalecer a cultura da ética desde a base.

A política incentiva, ainda, a adoção de boas práticas por operadores de apostas, com foco na identificação de padrões suspeitos e no cumprimento das normas vigentes. No âmbito regulatório, cabe ao Ministério da Fazenda, por meio da SPA, exigir o reporte de operações suspeitas e o cumprimento de requisitos de integridade.

Uso de dados e fiscalização

No eixo de monitoramento e fiscalização, a política fortalece o uso de dados e o intercâmbio de informações entre instituições nacionais e internacionais, subsidiando o encaminhamento de casos às autoridades competentes.

Na repressão, a atuação integrada dos órgãos de segurança pública busca ampliar a eficiência das investigações, garantir a responsabilização penal e combater organizações criminosas envolvidas em fraudes esportivas, inclusive em articulação com redes internacionais.

A PNPEMR também prevê mecanismos de proteção a denunciantes e seus familiares, com garantia de preservação de identidade, além de medidas para proteger atletas e profissionais contra coação e aliciamento.

A coordenação da política ficará a cargo do Ministério do Esporte, responsável por articular e integrar as ações de promoção da integridade esportiva, fomentar boas práticas e fortalecer a cooperação entre entidades esportivas, órgãos públicos e organismos nacionais e internacionais.

Regulamentação

O Ministério da Fazenda terá papel estratégico na regulamentação, no monitoramento e na fiscalização do mercado de apostas esportivas, especialmente na modalidade de quota fixa. Caberá à pasta exigir dos operadores autorizados a adoção de políticas de integridade, mecanismos de detecção de irregularidades e comunicação de indícios de manipulação.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública coordenará a atuação dos órgãos de segurança no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública, promovendo integração operacional, compartilhamento de informações e capacitação técnica para o enfrentamento da manipulação de resultados esportivos, inclusive com cooperação jurídica internacional.

Pela norma, compete à Polícia Federal exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União e investigar crimes de manipulação de resultados esportivos com repercussão interestadual ou internacional, sem prejuízo da atuação de outros órgãos de segurança pública, especialmente as Polícias Civis.

Também caberá à instituição manter e aprimorar sistemas de monitoramento, análise criminal e inteligência para identificar padrões suspeitos relacionados a manipulação de resultados, apostas irregulares e movimentações financeiras atípicas no esporte.

Além disso, deve promover a cooperação policial internacional e atuar de forma integrada, técnica e operacionalmente, com diversos órgãos e entidades, nacionais e estrangeiros, visando ao intercâmbio de informações e ao combate eficaz a essas práticas ilícitas.

A política contará, ainda, com um Comitê Gestor, que será instituído para acompanhar a implementação, monitorar resultados e propor aprimoramentos.

Foto da galeria
Polícia Federal terá funções de polícia judiciária da União para investigar possíveis crimes (Foto: Divulgação / Ministério do Esporte)
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Vale a pena

sexta-feira, 17 de abril de 2026
por Paula Farsoun

Seguimos pela vida como a costura uma colcha de retalhos. Ou ao menos tentando costurar. O tempo tem a gentileza de nos devolver em forma de sabedoria aquilo que antes parecia apenas experiência acumulada e sem sentido. Certos episódios têm uma força pedagógica muito contundente. A dor, a perda, as rupturas, os recomeços forçados. Situações que exigem de nós uma capacidade quase imediata de adaptação, como aqueles cursos intensivos em que tudo precisa ser aprendido de uma vez. Na vida, isso funciona, ainda que, muitas vezes, à revelia da nossa vontade.

Seguimos pela vida como a costura uma colcha de retalhos. Ou ao menos tentando costurar. O tempo tem a gentileza de nos devolver em forma de sabedoria aquilo que antes parecia apenas experiência acumulada e sem sentido. Certos episódios têm uma força pedagógica muito contundente. A dor, a perda, as rupturas, os recomeços forçados. Situações que exigem de nós uma capacidade quase imediata de adaptação, como aqueles cursos intensivos em que tudo precisa ser aprendido de uma vez. Na vida, isso funciona, ainda que, muitas vezes, à revelia da nossa vontade.

Viver, por si só, já exige coragem e um tanto de lucidez. Há períodos em que tudo parece difícil demais, como se a existência estivesse apenas nos testando. Mas, curiosamente, são esses mesmos períodos que costumam anteceder algo novo. E o novo sempre chega. Se aceitarmos essa dinâmica como parte do caminho, talvez possamos nos permitir um exercício diferente: agradecer antes mesmo da virada acontecer. Sem adiar. Sem condicionar. Porque, às vezes, o “depois” não concede o tempo que imaginamos ter.

A gratidão tem algo de silenciosamente poderoso. Conecta-nos a algo maior, que transcende. É como se esse sentimento nos envolvesse em uma espécie de proteção sutil. Como se, ao agradecer, abríssemos espaço para que o inesperado se tornasse mais leve.

Recordo-me de uma conversa simples, mas profundamente marcante, com um homem que enfrentava grandes dificuldades. Ele falava pouco, mas dizia o essencial. Contou-me, com serenidade, o que considerava ser o segredo para uma vida com mais sentido. Começar o dia agradecendo. Apenas isso, mas com verdade. Acordar já é motivo suficiente. Abrir os olhos, enxergar a luz, perceber o próprio corpo funcionando, cada gesto cotidiano transformado em um reconhecimento do que se tem. Desde então, tento repetir esse exercício. Às vezes, falho miseravelmente. Mas tento e comumente venço o desafio.

Ser grato não significa ignorar as dores. Significa reconhecê-las sem perder de vista o que ainda nos sustenta. É entender que o corpo pode falhar, mas ainda nos conduz. Que o dia pode não ser como planejado, mas ainda assim é uma oportunidade. Que os sonhos podem não ter se concretizado, mas a possibilidade de lutar permanece intacta.

Gratidão também se aprende. Treina-se. Cultiva-se. E, quando praticada, ela se expande. Cria um ciclo que retroalimenta o próprio sentimento. Em contraste, há essa tendência quase automática de reclamar de tudo... do clima, do trabalho, da ausência dele, das pequenas contrariedades que, somadas, parecem ocupar espaço demais. Imagine a força disso, quando multiplicada. Agora imagine se essa mesma energia fosse direcionada ao agradecimento.

Não quero, lá na frente, olhar para trás e perceber que vivi sem perceber o valor do que tinha. Aquela amarga sensação de que a felicidade estava ali, mas passou despercebida. Não quero desperdiçar o presente por falta de reconhecimento.

Ser grato é uma escolha. E, entre tantas possíveis, talvez seja uma das mais transformadoras. Comece agora. Vale a pena.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Você precisa mesmo comprar isso? – A compulsão por compras

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria?

Vivemos num mundo bombardeado por estratégias de marketing para vender tudo. Obter bens tem sido usado como prova de competência e de status. O conceito, mesquinho, da sociedade pós-moderna é que seu valor como indivíduo depende do quanto você tem, da sua fama, do seu poder social. Isso é um equívoco porque se você constrói sua noção de valor pessoal na dependência de vínculo com pessoas e posse de bens materiais, o que seria de você se essas pessoas e coisas forem tiradas de repente de sua vida? O que sobraria? Pode existir uma diferença grande entre o que você realmente precisa e o que deseja.

A compulsão por compras serve para mascarar dores emocionais que para a pessoa são difíceis de serem encaradas para serem resolvidas de forma construtiva e funcional. Enquanto reações químicas cerebrais produzidas pela excitação das compras atua no cérebro, a pessoa se sente bem. Ao retornar para casa, e colocar as bolsas de compras na cama ou na mesa, a onda cerebral de prazer já terá passado e a pessoa se defrontará com a sensação de vazio novamente.

Pessoas diferentes se envolvem em compulsões às vezes diferentes, mas tendo um mesmo objetivo: buscar alívio da angústia, da tristeza, da sensação de falta de sentido para viver. Esses sentimentos podem estar enraizados em sofrimentos vividos ao longo da infância, ou na juventude e mesmo na vida adulta, para os quais a pessoa ainda não encontrou solução. Comprar de forma compulsiva serve como um calmante e euforizante temporário.

O compulsivo para compras precisa perceber gatilhos que disparam a fissura para adquirir objetos. Gatilhos externos podem ser propagandas, promoções, novidades, notícias sobre o “último lançamento” de um produto. Gatilhos internos que disparam a fissura pelas compras podem ser tédio, ociosidade, estresse, orgulho, egoísmo, inveja, conflitos familiares e pessoais.

Um fator que colabora para a obsessão por compras é ligado à cultura de consumo, ao mundo consumista, ao que a Bíblia denomina “concupiscência dos olhos”, ou seja, desejos desenfreados para obter o que os olhos podem ver e os sentimentos desejam, mesmo sem ter lógica nisso. Mas, o que também contribui para o consumismo que se enquadra na compulsão para compras, além do vazio interior, pode ser a comparação social. Você vê que seu vizinho comprou um novo carro, e começa a cultivar o desejo de fazer o mesmo. Pode ser por inveja, por futilidade, ou por querer diminuir ou apagar o sentimento de ansiedade e tristeza que podem perturbar, na falsa impressão de que obtendo aquele objeto, tudo ficará bem.

O Senhor Jesus ensinou nos Evangelhos que maior coisa é dar do que receber. E recomendou que não coloquemos nosso coração nos bens materiais, mas nas coisas do Céu. Se seu sofrimento com vício em compras está machucando muito, peça ajuda a Deus para lidar com isso, reconsidere seu sentido para a vida, reflita sobre que sofrimentos você passou em sua vida infantil e talvez na adolescência que produziram angústia, tristeza que podem estar empurrando você para tentar obter alívio disso através de compras. Se necessário, procure ajudar profissional com psicólogo de boa referência.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
youtube.com/claramentent
IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Procedimento estético para o rosto e maquiagem para a Saúde

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Lucas Barros

Há algo de curioso — e, de certo modo, simbólico — quando um gestor público, no caso, o prefeito de Nova Friburgo, decide aparecer nas redes sociais exibindo procedimentos estéticos como se estivesse protagonizando a campanha de uma clínica de estética da cidade.

Não há ilegalidade nisso. Não há, sequer, proibição. Mas há momentos em que a forma fala mais alto que o ato. E, sobretudo, há contextos que exigem mais sensibilidade do que vaidade.

Há algo de curioso — e, de certo modo, simbólico — quando um gestor público, no caso, o prefeito de Nova Friburgo, decide aparecer nas redes sociais exibindo procedimentos estéticos como se estivesse protagonizando a campanha de uma clínica de estética da cidade.

Não há ilegalidade nisso. Não há, sequer, proibição. Mas há momentos em que a forma fala mais alto que o ato. E, sobretudo, há contextos que exigem mais sensibilidade do que vaidade.

Cuidar da própria imagem é legítimo. Todos cuidamos, em maior ou menor medida. O problema não está no procedimento, mas na mensagem que se escolhe transmitir em um município que enfrenta dificuldades evidentes na área da saúde, onde faltam respostas, estrutura e, muitas vezes, o básico.

Brilho na pele, escuridão na Saúde  

Enquanto alguns buscam atendimento nos hospitais e encontram filas, demora ou ausência, o que se vê na tela é um roteiro leve, bem iluminado, quase ensaiado. Enquanto alguns veem procedimentos estéticos com luvas, tudo limpo e organizado na clínica de estética, o popular encontra o hospital com enfermeiros atendendo sem insumos básicos.

É uma narrativa de quem se diz populista, mas que não dialoga com a realidade de quem depende e vive o sistema público de saúde do município. E é justamente essa desconexão que incomoda. Não pela estética em si, mas pela ausência de total senso de oportunidade em um momento que exige cuidado.

E, nesse cenário, cada gesto comunica. Cada publicação transmite uma mensagem. Quando a cidade vive um momento de fragilidade na saúde, o esperado não é leveza estética, mas firmeza de quem quer fazer acontecer. Não é o brilho de uma lente, mas a clareza de uma resposta para que não enxerga solução. Porque quem está na ponta não enxerga estética — enxerga ausência, dor e desamparo de não conseguir ser atendido.

A vida política exige leitura de ambiente. Exige entender o tempo, o lugar e, principalmente, as dores de quem está do outro lado – especialmente quem precisa de você, prefeito. Não se trata de proibir o gestor de viver sua vida privada, mas de compreender que, ao ocupar um cargo público, a linha entre o pessoal e o institucional se torna inevitavelmente mais tênue — especialmente quando se utiliza a própria rede social como ferramenta de comunicação pública.

Quando o retoque vai além do rosto

Mas ainda há um detalhe que agrava esse cenário e que não pode ser tratado como periférico. Não é a primeira vez que críticas ao governo municipal desaparecem das redes sociais. Comentários são apagados, manifestações de insatisfação são filtradas e o que deveria ser um espaço de diálogo se transforma, pouco a pouco, em vitrine controlada. Isso, sim, revela um problema mais profundo. Trata-se de uma vaidade - que nesse momento não tem qualquer significado estético.

Um agente público que utiliza suas redes como extensão de sua atuação política não pode tratar a crítica como um ruído a ser eliminado. Apagar comentários não resolve problemas — apenas os empurra para fora do campo de visão. E governar não é administrar percepção, é lidar com realidade, inclusive quando ela incomoda.

Esse comportamento, inclusive, já foi objeto de observação nesta coluna em outras ocasiões e voltou a ser destacado recentemente por diferentes portais de notícias da região. Não se trata, portanto, de um episódio isolado, mas de uma prática que se repete. E práticas reiteradas acabam revelando mais do que qualquer discurso cuidadosamente construído em roteiros e edições.

Há uma diferença importante entre comunicação e propaganda. Comunicar é prestar contas, explicar decisões, ouvir a população. Propaganda, por outro lado, constrói uma imagem — muitas vezes distante daquilo que se vive no cotidiano. Quando a segunda começa a substituir a primeira, transforma-se a gestão em narrativa, e não em entrega. Sim, podemos harmonizar o rosto, mas jamais, desarmonizar o debate.

Não é sobre estética, é sobre o que ele ignora

No fim das contas, a questão não é estética. É prioridade. Não é sobre o procedimento em si, mas sobre o momento em que ele é exposto e divulgado quase como uma propaganda. Não é sobre o vídeo, mas sobre o contraste que ele cria diante de uma população que ainda busca respostas básicas para problemas urgentes e o seu gestor está fazendo algo semelhante a um marketing.

Talvez o título dessa coluna diga mais do que parece. Procedimentos estéticos cuidam da superfície. A maquiagem cobre imperfeições, suaviza marcas e cria a ilusão de harmonia. Mas, na gestão pública, não é o rosto que precisa de ajustes — é a realidade que exige transformação.

No final, a população não espera um prefeito bem bonito e bem enquadrado em vídeo. Espera um gestor que encare, sem filtros e sem edição, os problemas que insistem em aparecer fora da tela. E esses, ao contrário de qualquer imagem e comentário, não podem ser apagados.

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

No pódio do Estadual de Futmesa

quinta-feira, 16 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Botonistas do Frizão são destaque na Série Prata Master

Botonistas do Frizão são destaque na Série Prata Master

A AFFM / Friburguense continua presente entre as principais potências do futebol de mesa do Estado do Rio de Janeiro. Durante a disputa da 3ª etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa, Regra 12 Toques, categoria Master – Copa Manoel Gomes Tubino, no último fim de semana, no CT do Botafogo, o Tricolor colocou dois de seus botonistas entre os melhores da Série Prata. A competição reuniu os principais jogadores do estado, com a organização da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj).

O destaque da rodada foi Marcão, do Vasco da Gama, que conquistou o título da Série Ouro após superar Nelson Joazeiro, do Fluminense, na final. Assim como nas etapas anteriores, os atletas que não avançaram à fase principal seguiram na disputa em séries paralelas, mantendo o alto nível competitivo do evento.

Na Série Prata, domínio do Friburguense, com Christofer conquistando o título ao superar seu companheiro de equipe, Vinicius Mendes, na final. Santana, do Fluminense, garantiu o terceiro lugar. Já na Série Bronze, Sérgio Castro, do Flamengo, ficou com o título ao vencer Luiz Carlos Oliver, do Petropolitano, na decisão. Ricardo Schmidt, do Fluminense, completou o pódio na terceira posição.

Na categoria Adulto, o destaque da Série Ouro foi Hiêgo, ex-Friburguense e atualmente no Vasco da Gama, que conquistou o título vencendo João Victor, do Petropolitano, por 8 a 4 na final. Felipinho, também do Vasco, garantiu a terceira colocação, consolidando a força da equipe cruzmaltina no estadual deste ano. Antes de Hiêgo, Felipinho e Thiago Penna, ambos do Vasco da gama, venceram as etapas anteriores.

Na Série Prata, Rogerinho, do Fluminense, ficou com o título. Léo Muniz, do América, terminou como vice-campeão, e Pirica, do Friburguense, completou o pódio na terceira posição. Já na Série Bronze, Marcelinho, do América, conquistou o título. Santana, do Fluminense, ficou com o segundo lugar, e Márcio Pires, do Friburguense, fechou o pódio na terceira colocação.

Homenagem

A etapa recebe o nome de Copa Manoel Gomes Tubino, em homenagem à personalidade fundamental para a oficialização do futebol de mesa como esporte no Brasil. Em 29 de setembro de 1988, Manoel Gomes Tubino, então conselheiro-presidente do Conselho Nacional de Desportos (CND), por meio da resolução 14, acolheu o ofício 542/88 e o processo 23005.000885/87-18, com base na lei 6.251, de 8 de outubro de 1975, e no decreto 80.228, de 25 de agosto de 1977, sendo atendidos todos os requisitos técnicos necessários para o registro e a publicação no Diário Oficial.

A próxima etapa (Copa Rio) será realizada nos dias 16 e 17 de maio, no ginásio do Friburguense. Antes, porém, acontece a disputa da 36ª edição do Campeonato Brasileiro, em Campinas-SP, na sede do Guarani, com a presença de 33 atletas do Rio de Janeiro de um total de 248.

  • Foto da galeria

    Christofer e Vinicius fazem dobradinha no pódio master da Série Prata (Fotos: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Decisão entre botonistas do Tricolor reforça equipe como potência da modalidade no estado (Fotos: Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Frizão esteve representado, na Master e no Adulto, com alguns dos seus principais atletas (Fotos: Divulgação / AFFM)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Regulamentado

quarta-feira, 15 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Governo define regras para sediar Copa do Mundo Feminina de 2027

Governo define regras para sediar Copa do Mundo Feminina de 2027

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória 1.335, que cria o regime jurídico de proteção especial para a realização da Copa do Mundo Feminina da Federação Internacional de Futebol (Fifa) 2027 no Brasil. O texto, publicado no Diário Oficial da União, define regras sobre uso de marcas, símbolos oficiais, direitos de transmissão e exploração comercial do evento, com o objetivo de assegurar segurança jurídica para a competição, que vai ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, em oito cidades, com a participação de 32 seleções.

Pela medida, a Fifa passa a ser titular dos direitos de exploração comercial do torneio, incluindo logotipos, mascotes, troféus e direitos de mídia. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) adotará um regime especial para o registro de marcas ligadas ao evento. O texto também cria áreas de restrição comercial e publicitária ao redor dos estádios e dos espaços oficiais, para coibir o marketing de emboscada, além de prever sanções civis para uso indevido de símbolos, exibições públicas não autorizadas e venda irregular de ingressos.

A Fifa vai ter exclusividade na captação de imagens e sons, mas tem que liberar flagrantes de até 3% da duração das partidas para fins informativos a veículos sem direitos de transmissão. A medida não flexibiliza normas sanitárias, de defesa do consumidor nem de proteção à criança e ao adolescente. Para o governo, a Copa vai ampliar a visibilidade do futebol feminino e integrar uma estratégia de democratização do esporte, com foco na equidade entre mulheres e homens.

 

//////////////////////////////

 

Passo a frente

Brasil fortalece modelo integrado com metodologia multidisciplinar na Ginástica Artística

A Confederação Brasileira de Ginástica iniciou a temporada regida por um sistema multidisciplinar integrado, que conecta Seleção e clubes em uma estrutura única de desenvolvimento da ginástica artística no país. O modelo vem sendo continuamente aperfeiçoado desde sua implementação inicial, que remonta a 2013. O primeiro camping do ano traduz plenamente os conceitos de um método que evoluiu de um trabalho reativo para uma cultura preventiva.

“Em 2013, começamos a estruturar um trabalho multidisciplinar entendendo as particularidades da modalidade. A ideia é cercar o atleta com profissionais que garantissem que ele chegasse às competições nas melhores condições técnicas, físicas e emocionais. Consolidamos a tríade da performance: técnica, condição física e equilíbrio emocional”, explica Juliana Fajardo, gestora esportiva e coordenadora da Ginástica Artística.

Segundo Juliana, o conceito central permanece o mesmo desde então: atleta e treinador no centro do processo, cercados por uma equipe que sustenta o desenvolvimento integral. Além disso, o sistema amadureceu com o tempo. Se no início houve um modelo de seleção permanente concentrado, o aprendizado acumulado nos ciclos seguintes levou à construção de uma rede integrada entre clubes e seleção.

Exemplo dessa integração pode ser observado quando o olhar se dirige à área de fisioterapia. Atualmente, praticamente todos os clubes que atuam na modalidade contam com fisioterapeutas, o que configura um avanço estrutural significativo.

“Hoje temos um projeto que vem dando muito certo: a aproximação dos fisioterapeutas dos clubes com a seleção. Eles conhecem nossas formas de avaliação, o monitoramento de carga, os questionários de exposição e como pensamos a preparação do atleta para a performance”, destaca Álvaro Margutti, coordenador da equipe de fisioterapia da Seleção Brasileira de Ginástica Artística.

No primeiro camping do ano, que já serve de base para o planejamento da temporada, é realizado um mapeamento completo dos atletas. O modelo evoluiu significativamente ao longo dos anos. Se no início o foco era tratar lesões, hoje a atuação é preventiva e, mais do que isso, voltada à otimização do rendimento. A redução dos índices de lesão e o aumento da integração entre as áreas são indicadores concretos do sucesso do modelo.

 

  • Foto da galeria

    Preparação para receber o Mundial feminino envolve inúmeros detalhes e pontos a serem observados (Foto: imago)

  • Foto da galeria

    Trabalho interdisciplinar corrige rumos e reforça boa expectativa para a ginástica brasileira (Foto: Beto Noval/CBG)

Publicidade
TAGS:

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.