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Ao jornal A Voz da Serra, meus parabéns pelo seu aniversário!

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Hoje, 7 de abril, com alegria, abraço o jornal A Voz da Serra, do qual faço parte há dez anos como colunista. É uma data valorosa para um jornal que, ao longo de 81 anos, deixa sua voz ecoar entre as montanhas friburguenses. Como resultado de um esforço coletivo, um trabalho jornalístico diário e incansável, faz com que as notícias da cidade, do Brasil e do mundo cheguem atualizadas e impecáveis aos moradores da cidade.

Hoje, 7 de abril, com alegria, abraço o jornal A Voz da Serra, do qual faço parte há dez anos como colunista. É uma data valorosa para um jornal que, ao longo de 81 anos, deixa sua voz ecoar entre as montanhas friburguenses. Como resultado de um esforço coletivo, um trabalho jornalístico diário e incansável, faz com que as notícias da cidade, do Brasil e do mundo cheguem atualizadas e impecáveis aos moradores da cidade.

A Voz da Serra traz consigo a energia e a renovação do outono. Com personalidade forte e corajosa, sem receio de noticiar, tem liderança nos rumos de Nova Friburgo. Já tendo ultrapassado dificuldades quase intransponíveis, o jornal vem transmitindo, em cada uma de suas reportagens, a competente seriedade de noticiar. Portanto, faz parte da história da região, colaborando com a cidade em sua rotina, dificuldades e desafios. Além de prestar serviços valiosos à população através da divulgação de informações sobre serviços, eventos e entidades.

É possível observar, através das suas colunas, a preocupação com a qualidade de vida da população. Tenho orgulho de participar desta empreitada com a coluna Momentos Literários. Como a literatura percorre o tempo em diferentes épocas e lugares, contribuo com ideias sobre a vida a serem refletidas pelos leitores. Publicada semanalmente, às terças-feiras, é um espaço que valoriza diversos estilos literários, como o romance, a poesia, o conto e a crônica. Além de incentivar a formação do leitor e o hábito de ler.

Ao produzir a coluna sou revestida pela responsabilidade de colaborar com os modos de viver e conviver dos leitores, sejam friburguenses ou não. É uma responsabilidade que emerge da preocupação com os valores humanos, princípios que regem a ética nas relações sociais, econômicas, afetivas, familiares e profissionais.

Participar do jornal A Voz da Serra enriquece a minha vida. Fazer parte de um grupo de profissionais e colabores é motivo de orgulho, posto serem pessoas conscientes do papel que possuem na cidade, sempre atentas aos fatos e aos modos como podem oferecer colaborações efetivas ao presente e ao futuro da cidade.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Nova fase: Yetis altera modalidade e planeja ano movimentado

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Um novo começo, em busca de novas histórias e sucesso dentro do universo do futebol americano. O Nova Friburgo Yetis promoveu uma mudança para buscar um novo patamar na modalidade regional, e desta forma vai retornar à modalidade full pad, com equipamento completo. Inclusive, o clube projeta participar de competições oficiais no segundo semestre. A proposta inclui profissionalização da gestão, reorganização administrativa e ampliação da formação de atletas desde as categorias iniciais.

Um novo começo, em busca de novas histórias e sucesso dentro do universo do futebol americano. O Nova Friburgo Yetis promoveu uma mudança para buscar um novo patamar na modalidade regional, e desta forma vai retornar à modalidade full pad, com equipamento completo. Inclusive, o clube projeta participar de competições oficiais no segundo semestre. A proposta inclui profissionalização da gestão, reorganização administrativa e ampliação da formação de atletas desde as categorias iniciais.

Segundo a direção do Yetis, a ideia é profissionalizar a gestão, formar atletas desde as categorias iniciais e oferecer um projeto sustentável para o futebol americano na Região Serrana. Essa nova fase inclui três áreas principais: marketing, administrativo e técnico. Contudo, ainda há alguns entraves para o melhor desenvolvimento do projeto, como a ausência de um campo fixo para atividades regulares.

Mesmo no cenário desafiador, dois atletas formados no clube já chegaram a uma das principais equipes do país. Roger Martins e Pedro Cordoeira passaram pelo Yetis e atualmente integram o elenco do Flamengo Imperadores. O clube vai iniciar um núcleo de Flag Football, modalidade em crescimento nacional e mais acessível para iniciação esportiva. Depois disso, a proposta é implantar categorias de base também no full pad.

O planejamento prevê amistosos a partir de maio e estreia oficial no segundo semestre de 2026. Também estão em andamento tratativas por patrocínios locais, campanhas de financiamento coletivo e venda de produtos oficiais. A contrapartida inclui presença em uniformes, materiais promocionais, eventos e canais digitais.

Trajetória

Criado através da paixão de amigos pela bola oval, em 7 de setembro de 2006, o Nova Friburgo Yetis foi a primeira equipe da modalidade no interior e se tornou um importante time da Região Serrana. Além disso, o time sempre foi voltado a ações sociais e a servir como escola para ensinar o futebol americano para jovens. Em 2013, o time conquistou a Liga Fluminense de Futebol Americano e em 2014 venceu a Conferência Norte.

No ano seguinte, se tornou a primeira equipe fora da capital e sem ligação com times de futebol, a disputar a categoria principal, a Fullpad, que exige a utilização do equipamento completo. Em 2018, a diretoria chegou a anunciar a possibilidade de participar, pela primeira vez, da Liga Nacional de Futebol Americano. O Yetis havia sido selecionado a partir do histórico favorável de boas participações na Liga Fluminense, a LiFFA, e desta forma disputaria a 2ª divisão do esporte. As dificuldades financeiras e logísticas impediram a realização do sonho.

Na temporada de 2017, o Nova Friburgo Yetis ficou entre as três melhores equipes classificadas da LiFFA. O Yetis chegou a realizar os treinos no Sanatório Naval, através de uma parceria com a Marinha, mas sempre teve dificuldade em conseguir um campo para os jogos. O Botafoguinho, o Amparo e o Serrano foram alguns dos locais utilizados ao longo da trajetória.

Foto da galeria
Nova proposta inclui o retorno às competições já no segundo semestre deste ano (Foto: Divulgação Yetis)
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Criei um imã de geladeira para pagar a faculdade de turismo

terça-feira, 07 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma prosa sustentável!

Sempre acreditei que produtos simples podem carregar grandes histórias — e foi com esse pensamento que criei um novo item sustentável que hoje vem conquistando turistas: imã de geladeira artesanal feito em madeira pintada e escrito manualmente por mim. Ao fazer os primeiros itens, me lembrei da época que trabalhei como cartazista em um supermercado da cidade.

Cada peça é criada de forma individual e artesanal. Após pintar e montar as madeiras, escrevo as frases à mão com tintas especiais, renovando constantemente as mensagens. Não há um padrão fixo — as palavras mudam, os sentimentos se reinventam, e assim cada imã nasce único. Em todos eles faço questão de incluir “Nova Friburgo”, reforçando o valor turístico e afetivo que a cidade carrega.

Essa singularidade tem despertado o interesse dos visitantes, que encontram no produto um souvenir autêntico, personalizado, simples e repleto de significado. E, em cada peça, também deixo impresso meu carinho por esta cidade que me acolheu e me presenteou, em 2016, com o título de cidadão friburguense — um reconhecimento que carrego como quem guarda um abraço permanente.

Os imãs passaram a ser comercializados na loja EcoModas, no teleférico, onde atuo, e tiveram excelente aceitação desde o início. Após a validação inicial da ideia — aprovada pela sócia e esposa — foi desenvolvido um MVP (Produto Mínimo Viável), permitindo aprimoramentos progressivos com base no comportamento real dos consumidores. Observou-se que muitos turistas que adquirem outros produtos ecológicos da loja quase sempre incluem também o imã na compra. A combinação de preço acessível, estética artesanal e mensagem positiva transforma o produto em uma lembrança significativa e de alto valor simbólico.

Educação e propósito em cada peça

A comercialização dos imãs contribui diretamente para custear minha graduação recém-iniciada em Gestão de Turismo — uma escolha motivada pela compreensão do papel estratégico que o setor exerce no desenvolvimento econômico e nos impactos sociais e ambientais dos destinos. Nesse sentido, o produto desenvolvido assume também um papel formativo em minha trajetória pessoal e profissional.

Dentro desse contexto, o imã acaba contribuindo ainda mais amplamente para o turismo do que aparenta à primeira vista. Ele funciona como um agente de promoção territorial, levando o nome da cidade para outros lugares e mantendo viva a memória da experiência do visitante. Paralelamente, realizamos atividades constantes com turistas em nossa sede, incluindo ações de educação ambiental e o fornecimento de bombas de sementes que são lançadas nas matas da região para enriquecer a Mata Atlântica, envolvendo crianças, jovens e adultos.

Um dos objetivos, a médio prazo, é estabelecer parcerias com empreendimentos do setor turístico, possibilitando que esses parceiros ofereçam este mesmo imã como uma lembrança sustentável aos seus clientes.

Tamanho do mercado

Embora não exista um dado oficial específico sobre o tamanho do mercado de souvenirs no Brasil, sua relevância pode ser compreendida dentro do contexto do turismo: em 2025, turistas estrangeiros injetaram cerca de US$ 7,9 bilhões (aprox. R$ 41,5 bilhões) na economia brasileira, e considerando que entre 10% e 20% dos gastos de viagem são destinados a compras, estima-se que o segmento de souvenirs e artesanato tenha movimentado entre R$ 4 bilhões e R$ 8 bilhões no período, evidenciando seu potencial para negócios criativos e locais.

Além disso, as projeções para 2026 indicam que o turismo deve alcançar US$ 167,6 bilhões, representando cerca de 7,7% do PIB e sustentando 8,2 milhões de empregos, o que reforça o setor como um dos pilares do desenvolvimento nacional e destaca a importância de investir em qualificação e experiências mais sustentáveis e transformadoras.

Produzir um souvenir sustentável enquanto estudo turismo é algo simbólico para mim. O imã representa exatamente o tipo de experiência turística em que acredito: aquela que valoriza o território, respeita o meio ambiente e gera impacto positivo real. Hoje, cada pessoa que leva um desses imãs para casa não leva apenas uma lembrança — leva uma história, uma mensagem escrita à mão e a certeza de que está apoiando um projeto de vida que conecta educação, turismo e sustentabilidade.

Saudações sustentáveis! Tudo verde sempre!

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Sobre afetos e bancos

segunda-feira, 06 de abril de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Havia uma pequena praça no centro de uma cidade que ninguém mais reparava. Não porque ela fosse feia, mas porque, como acontece com tudo que é constante, tornou-se invisível.

No meio da praça, existia um banco de madeira antigo, daqueles que rangem levemente quando alguém se senta. Ele já tinha visto de tudo: encontros apressados, despedidas silenciosas, promessas que não resistiram ao tempo e outras que floresceram apesar dele. Ele tinha chicletes grudados e testemunhou conversas que nem podem ser transcritas.

Havia uma pequena praça no centro de uma cidade que ninguém mais reparava. Não porque ela fosse feia, mas porque, como acontece com tudo que é constante, tornou-se invisível.

No meio da praça, existia um banco de madeira antigo, daqueles que rangem levemente quando alguém se senta. Ele já tinha visto de tudo: encontros apressados, despedidas silenciosas, promessas que não resistiram ao tempo e outras que floresceram apesar dele. Ele tinha chicletes grudados e testemunhou conversas que nem podem ser transcritas.

Certo dia, duas pessoas passaram a ocupar aquele banco com frequência. Não havia grandes declarações, nem gestos teatrais. À primeira vista, pareciam apenas companhia uma da outra. Mas, com o passar dos dias, algo curioso aconteceu: o banco deixou de ranger. Não porque estivesse novo, longe disso... Mas porque o peso que ali repousava era leve. Era feito de presença, não de cobrança. De escuta, não de pressa. Era o tipo de encontro que não exige explicação, apenas continuidade.

As estações mudaram. Vieram dias de sol intenso, outros de chuva persistente. Em alguns momentos, apenas um dos dois aparecia. Sentava-se, olhava ao redor e permanecia ali, como quem guarda um lugar não por obrigação, mas por afeto. E, ainda assim, o banco não rangia. Não mais.

Com o tempo, outras pessoas passaram a notar aquela cena. Perguntavam-se o que havia de especial naquele banco. O interessante é que quando os outros ali sentavam, no auge do seu estresse, para descansar as pernas cansadas por cinco minutos enquanto disparavam mensagens pelo celular, o ranger voltava. Porque não era sobre o banco. Nunca foi. Era sobre o que se constrói sem alarde. Era sobre intenção.

Banco na praça arborizada é um convite para pausa, para conversa, para contemplação. E o que vemos além da régua de madeira lascada? Gente esgotada usando de apoio enquanto a próxima tarefa não se cumpre.

E então, com essa mania que tenho de fazer analogia com tudo, pensei que , assim como o banco que silenciava de forma seletiva, os afetos verdadeiros não precisam fazer barulho. Não disputam espaço. Não se provam a todo instante com alardes. Afetos simplesmente são. Simplesmente existe. Simplesmente permanecem .

Amizade, no fim das contas, talvez seja isso: um lugar onde a gente pode chegar com o peso do mundo… e, ainda assim, não fazer ruído. E, se fizer, que seja só o suficiente para lembrar que ainda estamos ali.

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O ataque às áreas de preservação ambiental (APAs)

sexta-feira, 03 de abril de 2026
por Bernardo Furrer

No último domingo, 29 de março, fomos surpreendidos por uma medida arbitrária do ex-governador Cláudio Castro, recém tornado inelegível: a anulação dos Planos de Manejo das Áreas de Preservação Ambiental (APAs) litorâneas do Estado do Rio de Janeiro.

No último domingo, 29 de março, fomos surpreendidos por uma medida arbitrária do ex-governador Cláudio Castro, recém tornado inelegível: a anulação dos Planos de Manejo das Áreas de Preservação Ambiental (APAs) litorâneas do Estado do Rio de Janeiro. Os fluminenses, particularmente os que atuam na defesa do meio ambiente, além dos moradores e visitantes das lindas áreas litorâneas - onde encontram-se as APAs do Pau-Brasil, em Búzios; Tamoios, em Angra dos Reis; Massambaba em Araruama; Serra de Sapiatiba, na Lagoa de Araruama e a APA de Maricá, enfim, as APAs representativas da biodiversidade litorânea e marinha, e que são objeto de cobiça do setor imobiliário e tem a preservação ambiental como um entrave para maiores lucros - todos estão revoltados por essa medida absurda e temendo pelo futuro daquelas áreas preservadas, agora novamente ameaçadas.

APAs: unidades de conservação da natureza

Trata-se da extinção pura e simples dos Planos de Manejo dessas APAs. O que significa isso? Temos que compreender o que é uma APA e seu Plano de Manejo criados pela lei 9985/2000 a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%209.985-2000 Uma das várias unidades de conservação de uso sustentável, portanto menos restritivas, são as Áreas de Preservação Ambiental, “uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais”(SNUC).

Os planos de manejo

Os Planos de Manejo, instrumentos obrigatórios das unidades de conservação previsto na Lei do SNUC estabelecem as diretrizes da gestão, a fiscalização do território, e definem as atividades permitidas. Tratam do manejo territorial através do zoneamento e do regramento de caráter civilizatório, para ajustar e coordenar os diversos interesses conflitantes, da forma mais harmônica e democrática possível, com a participação popular nos conselhos consultivos, compostos pelos diversos segmentos representativos da sociedade, como trabalhadores, empresários, moradores, ambientalistas, etc., cuja composição é variável pela sua renovação permanente.

O Zoneamento

O Plano de Manejo define o zoneamento, estabelecendo os limites das áreas urbanas, das áreas de atividades econômicas, das áreas preservadas para a vida silvestre, das zonas de transição entre essas áreas, etc. É resultado de muitos debates e avaliações técnicas de especialistas sendo feitos ajustes e correções periodicamente. O Plano de Manejo pode ser mais restritivo que o Plano Diretor do município, daí ser objeto de ataque, pois a esfera municipal é mais sensível às pressões especulativas locais.

A participação da sociedade

A elaboração do Plano de Manejo é um trabalho árduo e longo construído por muitas mãos, com a supervisão e controle dos órgãos ambientais, de forma dinâmica e democrática. Com isso os diversos interesses legítimos, às vezes conflitantes, encontram acomodação e ajuste para seu objetivo final, que é no caso de uma APA, a preservação ambiental em harmonia com o desenvolvimento socioeconômico da região.

A violência do ex-governador

Surpreendendo a todos, na calada da sua saída antes de uma provável cassação que afinal o tornou inelegível, o ex-governador emitiu um decreto revogando de forma violenta e arbitrária os Planos de Manejo das APAs litorâneas citadas. Todo o trabalho de décadas, de construção participativa, foi revogado numa canetada. Por quê? Quais os possíveis interesses que o motivaram, na iminência da sua saída do governo, para essa decisão tão desastrosa? Houve motivações ocultas que pela sua impopularidade e até possível ilegalidade, fugiram dos debates abertos com a população?

Territórios atualmente preservados, protegidos pelos licenciamentos que cumprem as exigências legais para qualquer atividade potencialmente degradadora ambiental, se tornariam prováveis alvos da especulação imobiliária para a construção de resorts, condomínios de luxo, hotéis e até campos de golfe. A especulação imobiliária há anos vem assediando esses territórios.

As unidades de conservação no município

Em Nova Friburgo temos a APA Estadual de Macaé de Cima, e as APAs municipais dos Três Picos, do Pico da Caledônia, Municipal de Macaé de Cima e do Rio Bonito e o Monumento Natural do Cão Sentado. O Refúgio da Vida Silvestre do Amparo é Unidade de Conservação (UC) mais perto de ser implementada pelo município. A única UC em pleno funcionamento no município, inclusive com Conselho Consultivo atuante é a APA Estadual Macaé de Cima, atualmente em fase de revisão do seu Plano de Manejo.

As UCs municipais no futuro deverão se incorporar ao cotidiano do município reforçando a importância da preservação da biodiversidade da nossa Mata Atlântica. O decreto não atinge nossa região, mas emite um sinal de alerta para todos nós.

Em defesa da APA Macaé de Cima

Não sabemos quais serão os desdobramentos e consequências das arbitrariedades descritas, e se serão contestadas política e judicialmente, mas temos que estar preparados e prevenidos de possíveis futuros ataques às nossas Unidades de Conservação, especialmente a APA Macaé de Cima.

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(Foto: Divulgação)
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Nova alternativa

sexta-feira, 03 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense recebe proposta de empresário por futebol do clube

As possibilidades se apresentam, e o Friburguense pode ter novidades em breve com relação ao futuro do seu futebol. No último dia 27 de março, o empresário Claudio José Alves Melo protocolou uma proposta de compra da SAF do Tricolor da Serra. Sem maiores detalhes com relação a valores, a oferta se soma a outras alternativas que surgem para encaminhar rumos diferentes ao clube.

Friburguense recebe proposta de empresário por futebol do clube

As possibilidades se apresentam, e o Friburguense pode ter novidades em breve com relação ao futuro do seu futebol. No último dia 27 de março, o empresário Claudio José Alves Melo protocolou uma proposta de compra da SAF do Tricolor da Serra. Sem maiores detalhes com relação a valores, a oferta se soma a outras alternativas que surgem para encaminhar rumos diferentes ao clube.

“Meu amor pelo Frizão surgiu ainda criança, quando escutava as transmissões na Rádio Friburgo, e já sabia da força e grandeza desse clube. Em 2024, quando surgiu o possível interesse de um ex-jogador pelo Tricolor da Serra, fiquei com medo de que, como em outros clubes, o Friburguense fosse embora da cidade. Sabemos que os interesses desses grupos é somente financeiro, trazendo atletas de fora sem valorizar as pratas da casa. Na mesma hora liguei para cinco grandes empresários da cidade, e falei que não poderíamos deixar isso acontecer. Foi assim que surgiu o interesse em comprar a SAF do Friburguense, pois sabia da minha força de articulação. Em 2015 apresentei uma grande empresa ao Flamengo, que gerou uma proposta de R$ 30 milhões. Ali tive a oportunidade de conhecer o ex-presidente, Bandeira de Mello. Em 2016, trouxe o Zico duas vezes à Friburgo para encontrar empresários locais. Muita gente me conhece, sou do ramo de telefonia, e como sempre digo, eu não conserto aparelhos, faço network. Hoje me considero preparado para investir, buscar recursos e estruturar o clube. Falta a aprovação dos conselhos Deliberativo e Diretor, pois o apoio popular já temos. Nossa meta é ter um Friburguense de portas abertas, sem cobranças de ingressos até chegar a Série A do Carioca. Nosso primeiro reforço é a torcida”, pontua o empresário.

Recursos e apoio de empresas

Em conversa com A VOZ DA SERRA, Claudio adiantou alguns detalhes de sua proposta. Ele afirma que, na questão de recursos, já há valores fechados com alguns investidores, além de empresas de renome nacional interessadas em estampar a marca na camisa do clube.

Também está prevista a abertura de uma loja oficial no coração da cidade para vender camisas e produtos licenciados, ampliando a geração de receitas.

Há ainda a intenção de criar um plano de sócio torcedor e de trabalhar o fortalecimento das redes sociais do clube, em especial o Instagram.

Quanto às prioridades, o empresário divide os projetos por setores. Nas divisões de base, o objetivo é criar núcleos exclusivos do Friburguense em todos os distritos e municípios vizinhos para captação de novos talentos, mantendo bom relacionamento com os grandes clubes brasileiros para negociar atletas e tornar o Tricolor um clube formador auto-sustentável. Também há uma sinalização na questão estrutural.

“Ano passado fomos procurados por um respeitado corretor da cidade, ao saber de nossa proposta de SAF, para visitar um terreno em Campo do Coelho, com 140 mil metros, tendo potencial para ser o futuro centro de treinamentos do Friburguense. Seria uma estrutura para os atletas e profissionais da comissão”, revela Claudio.

Estrutura e credibilidade  

No âmbito profissional, a intenção é segmentar por departamentos: futebol profissional; base e formação; saúde e performance; marketing e comunicação; financeiro e administrado e Departamento jurídico.

“Vamos repatriar atletas que estão subvalorizados em outros clubes, pois acreditamos que com uma nova gestão eles vão querer vestir a camisa com amor e levar nosso Friburguense a elite do futebol carioca. Um exemplo é o vizinho Goytacaz, que em 2025 jogou a B2 do Carioca com pratas da casa e foi campeão. Agora vão disputar Copa Rio e podem conseguir vagas na Copa do Brasil ou no Brasileiro da Série D de 2027”, pontua.

“Nosso objetivo em curto prazo é recuperar a credibilidade do clube entre com os empresários de Nova Friburgo e região, com trabalho sério, transparente e fortalecimento da base. No médio prazo, montar um time competitivo capaz de subir nas divisões do Estado. E para longo prazo, trabalhamos com a premissa de que pensar em algo grande ou pequeno dá o mesmo trabalho. Então nossos objetivos são permanecer na Série A do Campeonato Carioca, participar da Copa São Paulo de Juniores e garantir vagas na Copa do Brasil e no Brasileirão da Série D. Não vamos fazer nada novo, apenas aplicar as práticas de gestão de clubes de menor investimento que deram certo, à exemplo do Mirassol”, explica.

Neste contexto, Claudio mostra a intenção de contar com a participação do atual gerente de futebol do Friburguense, Siqueirinha, nesse processo de fortalecimento e integração com clubes e federações.

“Sobre Siqueira, tenho a dizer que a nossa relação é muito cordial, nos tornamos próximos dentro desse projeto. Temos que respeitar sua história à frente do clube, pois ele estava presente nos maiores momentos de glória. Mas sem dinheiro não se faz futebol, e por isso o Friburguense chegou na situação atual. Importante destacar que estamos abertos ao diálogo, e qualquer decisão será discutida junto aos investidores, conforme o próprio interesse do Siqueira. Ressaltamos que Siqueira tem uma forte influência dentro da Federação de Futebol do Rio e pode ajudar muito a SAF nesse momento de transição”, finaliza.

Conforme noticiado por A VOZ DA SERRA, a direção do Friburguense também recebeu a proposta de um grupo da Escandinávia, que envolve Dinamarca, Suécia, Noruega e toda essa região da Europa, para o desenvolvimento de um projeto no Tricolor da Serra.

Na ocasião, o presidente Elberth Heringer afirmou que o clube analisava internamente com os conselhos e sócios, em fase muito inicial, com pouca formalidade. Foram feitas reuniões com as partes interessadas para a análise de todos os pontos e uma possível contraproposta.

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    Proposta foi protocolada, e empresário aguarda por análise e resposta da direção tricolor (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Por iniciativa própria, Claudio costuma “levar” o Friburguense a empresários e contatos pessoais (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Posto de saúde transferido para Duas Pedras

sexta-feira, 03 de abril de 2026
por Laís Lima*

Edição de 3 e 4 de abril de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes:

 

Edição de 3 e 4 de abril de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
Manchetes:
 
ANIVERSÁRIO DE A VOZ DA SERRA - 31 ANOS DE LUTA E AMOR POR NOVA FRIBURGO! – Este 7 de abril de 1976 que se aproxima estará marcando mais uma data deste especial para este semanário. Nos seus 31 anos de vida, AVS vem acompanhando o desenvolvimento de Nova Friburgo e está intimamente ligada à sua história. Na vida de AVS um homem se salienta de modo expressivo: Américo Ventura Filho cuja passagem pelo jornal conseguiu imprimir uma nova dinâmica de ação e passou grande parte da vida escrevendo e lutando pelos interesses do município.
 
Posto de saúde vai ser transferido para Duas Pedras – O posto de saúde que funcionava na Rua Augusto Cardoso e possuía instalações precárias vai ser transferido provisoriamente para o prédio da Faculdade de Odontologia em Duas Pedras. O acerto foi feito entre os vereadores da Câmara e o prefeito municipal que concordou em ceder o prédio provisoriamente até que um novo posto seja construído no mesmo local na rua Augusto Cardoso.
 
Teleférico: Um local absurdo – Quem passa pela praça do Suspiro vai ver um monte de cimento encravado numa ala da praça. Enquanto todos os governos procuram áreas verdes, a administração local procura áreas de cimento para o povo. Por que destruir metade da praça em nome do teleférico? Porque não transferir o teleférico local em nome da praça. Os entulhos estão lá. Uma promessa de mais de dois anos.
 
Revolução: 12 anos – Essa semana foi marcada por mais um acontecimento expressivo para a sociedade brasileira. A Brasil - Ano 12, passa por mais uma fase de intenso desenvolvimento: o presidente Ernesto Geisel consolida as tradições democráticas e impulsiona a terra brasileira para seu grande futuro.
 
Bateu no veículo oficial - O motorista não estava mesmo com sorte quando bateu com seu caminhão Mercedes em um veículo do Ministério do Exército, AR - 73-23, no eixo rodoviário de Friburgo. Para complicar ainda mais, o profissional não se encontrava com a documentação do caminhão, e foi detido.
 
Arena tem candidato em maio – O presidente da Arena, Carlos Schuenck informou que até o mês de maio terá o nome do candidato a prefeito, mas que qualquer cogitação neste sentido, no momento, é mera conjectura. Contudo as conjecturas são apreciadas e estão sendo avidamente discutidas por toda a cidade. A Arena deverá lançar três chapas: uma que já está composta: dr. Jofre Costa e Messias Teixeira. A chapa considerada forte terá a participação do médico Feliciano Costa ou do engenheiro Heródoto Bento de Mello.
 
Imprensa: Posição difícil – Uma professora de uma faculdade local usa os jornais de Friburgo como exemplo negativo de como não se deve escrever, de como não se deve fazer jornal. Seu grande divertimento é ouvir a rádio local e levar para as salas de aulas as tiradas dos locutores, salientando as incongruências da programação. AVS ouviu alguns depoimentos de alunos do ensino superior que analisam o jornal e a rádio em Nova Friburgo. A conclusão é a mais desanimadora possível.
 
Governo libera recursos para o norte fluminense – A importância de Cr$ 1,9 milhão acaba de ser colocada pelo Governo Federal à disposição do Governo do Estado do Rio, destinada aos projetos de Desenvolvimento Agrícola, constantes do Programa Especial do Norte Fluminense. A liberação do Fundo de Desenvolvimento de Programas Integrados foi comunicada ontem, ao governador Faria Lima, pela Secretaria de Planejamento da Presidência da República.
 
O Prefeito e a Câmara – O prefeito de Friburgo, pela primeira vez em seu governo, esteve na Câmara Municipal, esta semana, para um contato com os vereadores quando, amigavelmente, vários problemas municipais foram discutidos. Dois fatos desse encontro merecem ser salientados: o primeiro é a liderança e o “elan” de um homem que atua há mais de 30 anos na política local. O prefeito possui um magnetismo que já é figura no cordel popular. O segundo fato é que por mesmo este magnetismo ele consegue fazer crer que pedra é água é que sol é lua, tal a sua dialética.
 
Sociais
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elizabeth Ventura (3); Denise Coutinho (4); Ary Quaresma (5); Alba Maria, Cid Cardoso, Vitória Frans e João Batista (6); Sônia Vasconcellos, Alfredo Almeida e Sada Romélia (7); Elias Caputo, Hebe El Jaick e José Luiz da Silva (8); Marly Nelson, Geraldo de Almeida, Elza Côrtes, Fernando Agre e Sebastian Moranta (9).
 
E mais: 
  • Plano de trânsito discute muito e age pouco
  • Avenida Roberto Silveira: mais atropelamentos 
  • Venda do Cine Eldorado ainda é discutida 
  • Alencar e as arquibancadas 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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Placebo e nocebo

quinta-feira, 02 de abril de 2026
por Cesar Vasconcellos

Você já deve ter ouvido falar em efeito placebo. E nocebo? Efeito placebo e efeito nocebo são dois fenômenos psicológicos e fisiológicos opostos, mas que têm o mesmo princípio, ou seja, são ligados com os efeitos da mente sobre o corpo.

Você já deve ter ouvido falar em efeito placebo. E nocebo? Efeito placebo e efeito nocebo são dois fenômenos psicológicos e fisiológicos opostos, mas que têm o mesmo princípio, ou seja, são ligados com os efeitos da mente sobre o corpo.

Efeito placebo é a melhora de sintomas que uma pessoa experimenta após um tratamento sem efeito ativo, por exemplo, tomando um comprimido de açúcar ou de amido, crendo que se trata de um remédio verdadeiro. Ela crê que é um medicamento real e se sente melhor. Quando cremos em algo bom, nosso corpo pode liberar substâncias como a endorfina e a dopamina, que diminuem a dor e melhoram o bem estar emocional.

Já o efeito nocebo é a piora de sintomas ou surgimento de efeitos negativos por causa da expectativa negativa que a pessoa nutre, mesmo sem causa física real para tais sintomas. Isso acontece por causa do medo ou crença de que alguma coisa fará mal. Por exemplo, uma pessoa toma um remédio inofensivo, mas ao ler na bula sobre possíveis efeitos colaterais, começa a sentir dor de cabeça ou náusea. O medo e a ansiedade podem ativar a liberação de hormônios do estresse, como o cortisol e a adrenalina.

Estes dois efeitos mostram como a mente é unida ao corpo e produz efeitos físicos, bons ou ruins, dependendo da crença psicológica, a qual pode ser positiva ou negativa.

Vamos ver alguns exemplos clínicos. Várias pessoas participando de uma pesquisa científica, e tendo dor muscular recebem um comprimido sem princípio ativo achando que é um analgésico. Algumas poderão sentir redução da dor mesmo sendo um remédio sem efeito químico, porque acreditam, e essa crença libera analgésicos naturais produzidos pelo corpo, chamados “endógenos”, como a endorfina.

Outro exemplo é quando um laboratório farmacêutico pesquisa um novo antidepressivo. No grupo de pacientes que recebem um tratamento com comprimidos sem efeito antidepressivo, vários podem relatar melhoras do estado depressivo. Eles tomaram um placebo e sentiram melhor. A atitude mental de crer favorece a melhora, mesmo não tendo tomado um antidepressivo real.

Certa vez uma equipe de neurocirurgia num hospital me pediu para avaliar um paciente que tinha dor na coluna lombar e que não melhorava com medicamentos via oral para dor, mas que relatou melhora quando injetaram um placebo. Aquela pessoa acreditou na injeção e comentou ter sentido diminuição da dor lombar.

Por outro lado, algumas pessoas muito impressionadas, ansiosas, com medo excessivo, muito preocupadas, podem apresentar efeitos colaterais tomando medicamentos sem efeito. Por exemplo, o médico pode explicar que o remédio que a pessoa precisa tomar pode ter como efeito colateral dor de cabeça. É dado para o paciente uma pílula sem produto químico, mas a pessoa diz sentir dor de cabeça. Isso é o efeito nocebo.

Importante, então, considerar o seguinte: a forma como o tratamento é apresentado pode influir no resultado do mesmo. A confiança no médico e no tratamento pode produzir melhores resultados. O medo, a tristeza, a ansiedade, a desconfiança podem piorar os sintomas ou criar sintomas não prováveis de surgirem com aquele medicamento ou procedimento. A atitude mental é muito influenciadora da saúde ou da doença.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Tudo certo

quinta-feira, 02 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Conselho Deliberativo aprova contas de 2025 do Nova Friburgo F.C. 

Mais um ano com o trabalho sendo reconhecido e apreciado. O Conselho Deliberativo aprovou, por unanimidade, as contas do exercício de 2025 da gestão comandada pelo presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini. A reunião ocorreu na sede social do clube, no centro da cidade. A mesa diretora do evento foi composta por Carlos Arnaldo Bravo Berbert, o Juca, (presidente do Conselho Deliberativo) e Luiz Fernando Bachini (presidente do Conselho Diretor).

Conselho Deliberativo aprova contas de 2025 do Nova Friburgo F.C. 

Mais um ano com o trabalho sendo reconhecido e apreciado. O Conselho Deliberativo aprovou, por unanimidade, as contas do exercício de 2025 da gestão comandada pelo presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini. A reunião ocorreu na sede social do clube, no centro da cidade. A mesa diretora do evento foi composta por Carlos Arnaldo Bravo Berbert, o Juca, (presidente do Conselho Deliberativo) e Luiz Fernando Bachini (presidente do Conselho Diretor).

“Examinamos, no desempenho de nossas funções, documentos, demonstrativos de receitas e despesas, bem como relatórios que constituíram a prestação de contas do exercício de 2025. Encontramos tudo em perfeita ordem e boa escrita, não havendo dúvidas quanto aos lançamentos. Recomendamos a inteira aprovação”, destacou o documento assinado pelos membros do Conselho Fiscal, composto por Alair Lourenço, Ezio Marques e Joel Duarte.

Participaram da atividade os membros dos conselhos Deliberativo, Diretor, Fiscal e convidados. O presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini, agradeceu o apoio incondicional dos diretores e colaboradores.

“Agradeço aos diretores, amigos de longa data e aos funcionários pela dedicação. Contamos sempre com a ajuda, confiança, vontade, trabalho e esperança. Vamos juntos alcançar nossas metas e objetivos com determinação, união e disciplina”, destacou.

O presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Arnaldo Bravo Berbert, parabenizou o trabalho realizado pelo Conselho Diretor. “Quero saudar o presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini, e todos os nossos diretores pelo trabalho que vem sendo desenvolvido. Fico muito feliz com os resultados alcançados”, finalizou.

A reeleição de Bachini

Luiz Fernando Bachini foi reeleito como presidente do Conselho Diretor do Nova Friburgo para o biênio 2026-2027, e está em seu décimo mandato consecutivo à frente da instituição. Com uma trajetória de torcedor e dirigente, participou de todo o processo que levou à fusão entre o Friburgo e o Esperança, resultando no surgimento do Nova Friburgo Futebol Clube.

Durante a gestão à frente do verde e rubro, o presidente conseguiu avançar em diversas frentes, mantendo o clube saudável financeiramente, sem deixar de investir em obras estruturais. A principal delas é a reconstrução do Centro de Treinamento no distrito de Conselheiro Paulino, que continua recebendo intervenções frequentes para melhorias e ampliação.

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    Bachini e Juca, dupla à frente dos conselhos do Nova Friburgo, em mais uma aprovação de contas (Fotos: Rafael Seabra)

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    Em seu décimo mandato, presidente tem as contas respaldados pelo Deliberativo do clube (Fotos: Rafael Seabra)

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    Membros do Conselho Fiscal, em documento, recomendaram a inteira aprovação das contas (Fotos: Rafael Seabra)

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Geração Z: Cada dia mais longe da casa própria

quinta-feira, 02 de abril de 2026
por Lucas Barros

Sonhar com a casa própria já foi uma das maiores aspirações de quem começava sua trajetória no mercado de trabalho. Contudo, para a Geração Z, os jovens que nasceram entre 1995 e 2010, esse sonho parece cada vez mais distante e menos palpável.

Sonhar com a casa própria já foi uma das maiores aspirações de quem começava sua trajetória no mercado de trabalho. Contudo, para a Geração Z, os jovens que nasceram entre 1995 e 2010, esse sonho parece cada vez mais distante e menos palpável.

Há quem fale que a geração não tenha o sonho de comprar a casa própria para ter maior liberdade de locomoção por um mundo globalizado. Entretanto, a realidade se distancia da afirmativa. O resultado desse cenário? A aquisição de um imóvel deixou de ser uma meta atingível para a maioria dos jovens, transformando-se em um privilégio restrito a poucos.

Perda do poder de salário

A realidade atual revela que os salários perderam substancialmente o poder de compra, enquanto os custos essenciais da vida só aumentaram. Em décadas passadas, era comum que um jovem recém-ingressado no mercado de trabalho conseguisse, com o tempo, juntar dinheiro suficiente para casar, comprar um carro e dar entrada em um imóvel. Esse objetivo, que representava um marco importante na vida adulta, era alcançável por meio de um planejamento financeiro prudente.

No entanto, a vida não é mais como era antigamente. Enquanto os salários cresceram de forma lenta e desproporcional, a inflação disparou, corroendo o poder aquisitivo da população. Itens básicos como aluguel, alimentação, transporte e lazer consomem boa parte da renda dos jovens dessa geração, deixando espaço mínimo para a poupança.

Além disso, as empresas deixaram de ser as grandes corporações centralizadas de antigamente, nas quais os jovens subiam gradualmente até cargos de gerência, com salários mais altos. Hoje, o mercado de trabalho é mais dinâmico e diversificado, com o surgimento de empresas menores, que geralmente oferecem menos estrutura e planejamento de carreira.

Especulação imobiliária

A situação se agrava ainda mais devido à especulação imobiliária. Investidores que compram imóveis em larga escala e os revendem a preços elevados, impulsionados pela busca incessante de lucro, têm ajudado a inflacionar ainda mais os preços dos imóveis. O resultado é que, enquanto uma parcela da população se beneficia desse cenário, quem realmente precisa de um lar digno e acessível encontra opções cada vez mais escassas e inacessíveis.

A chamada “bolha imobiliária” parece se expandir sem controle, colocando a casa própria ainda mais fora do alcance dos jovens. Com isso, muitos se veem obrigados a pagar aluguel por apartamentos cada vez menores, com valores que muitas vezes beiram o absurdo, sem conseguir acumular patrimônio.

A falta de espaço nos grandes centros urbanos também se tornou um obstáculo significativo. Enquanto as grandes cidades continuam sendo os principais polos de emprego e oportunidades, a escassez de terrenos e a saturação do mercado imobiliário tornam o sonho de morar perto do trabalho quase impossível.

Os poucos imóveis disponíveis em áreas centrais estão além do orçamento da maioria dos jovens. Isso força os jovens a tomarem decisões difíceis: ou se mudam para bairros distantes, enfrentando o caos do trânsito, da violência e do desgaste do tempo – e gastos - de deslocamento, ou optam por gastar uma parte significativa da sua renda mensal com aluguel. O que antes era uma escolha natural e até desejada – ter um lar próprio perto de onde trabalham – agora parece mais uma utopia.

Financiamentos cada vez mais difíceis

Comprar um imóvel? Esse objetivo tem tornado viável para a geração por meio de financiamentos, que quando conseguidos, são de valores exorbitantes, cujas parcelas podem atravessar gerações, com valores que, muitas vezes, ultrapassam a capacidade de pagamento de muitos.

Utopia

Em face dessa realidade desanimadora, tanto nas grades cidades como em Nova Friburgo, muitos jovens já desistiram do sonho da casa própria, considerando-o inatingível em suas circunstâncias atuais. Outros buscam alternativas, como soluções de co-living (repúblicas), nos quais dividem espaços com outras pessoas, ou aceitam financiar imóveis por prazos tão longos que parecem quase impensáveis.

Há ainda aqueles que simplesmente se conformam com a ideia de que morar de aluguel será a única opção ao longo de toda a vida adulta. O problema, contudo, não está apenas no fato de que os jovens estão se adaptando a um mercado imobiliário cada vez mais restritivo, mas na necessidade de questionar se esse mercado ainda faz sentido.

Será que o modelo atual, onde imóveis são tratados como meros produtos de especulação, ainda é viável e sustentável para as futuras gerações? Se a tendência continuar, a casa própria, que já foi um símbolo de conquista e estabilidade, pode se transformar, para a Geração Z, em um sonho inalcançável, quase um conto de fadas.

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