Renda fixa, a classe mais popular de investimentos

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Provavelmente você tem – ou já teve – algum dinheiro aplicado na caderneta de poupança; por sua vez, um investimento em renda fixa. Ou, caso tenha um volume mais expressivo, muito provavelmente o gerente da sua agência lhe ofereceu algum CDB (também investimento de renda fixa) para “melhorar a sua relação com o banco”; cá entre nós, essa estratégia não passa de conversa de vendedor precisando bater meta.

A propósito, vale a observação: nunca (nunca!) aceite um produto de renda fixa com rentabilidade pós fixada abaixo de 100% do CDI. Acredite em mim, você merece investimentos muito melhores e com toda a segurança da garantia pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Antes de entrarmos especificamente nos produtos disponíveis para esta classe de investimentos, é muito importante considerarmos seus riscos. Ao adquirir qualquer produto de renda fixa, você está atuando como credor da companhia emissora do título; literalmente, você empresta dinheiro para uma grande empresa e ela te paga os juros por esta operação. Portanto, o maior risco deste investimento é emprestar dinheiro para uma empresa que venha à falência e não pague as dívidas assumidas com seus credores.

Contudo, para assegurar os investidores da categoria, existe o FGC: associação responsável por assegurar, para cada CPF, até R$1 milhão (até R$ 250mil por instituição, limitando o recurso a quatro instituições diferentes) caso os emissores dos títulos de renda fixa não estejam em condições de assumir seu compromisso. É o FGC que garante seus investimentos e isso faz com que esta classe de investimentos seja tão popular e segura.

Entretanto, tanta segurança traz suas desvantagens.

Há uma taxa bastante conhecida – e muito comentada por mim, aqui – para representar os parâmetros de juros de acordo com a realidade econômica do momento e definir as rentabilidades sobre os produtos de investimentos em renda fixa. Estou me referindo à taxa Selic que, por sua vez, encontra-se no menor patamar histórico – aos 2% ao ano – e influencia diretamente na remuneração do investidor; tornado a renda fixa algo pouco rentável nos últimos anos, ainda que de alta segurança.

Portanto, ao escolher seus investimentos considere sempre o equilíbrio mais saudável entre segurança e rentabilidade e lembre-se: a cada escolha, uma renúncia. Procure viver bem com seu planejamento de investimentos e faça, desta, uma experiência positiva.

Tem gostado da relação entre risco e retorno desta classe de investimentos? Vamos entender o processo necessário para a aquisição dos seus ativos.

Considerando que já tenha sua conta em algum banco ou corretora de investimentos, o processo é simples:

- Analisar os produtos garantidos pelo FGC: poupança, CDB (Certificado de Depósito Bancário); LCI (Letras de Crédito Imobiliário); LCA (Letras de Crédito do Agronegócio); LC (Letras de Câmbio); LH (Letras Hipotecárias).

- Entender os riscos de produtos não garantidos pelo FGC: Tesouro Direto (títulos públicos); CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários); CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio); Debêntures (títulos de dívidas de empresas).

- Definida a preferência entre produtos de renda fixa com ou sem a garantia do FGC, o próximo passo é buscar a liquidez (tempo de resgate do dinheiro) que mais se adeque à sua realidade financeira. Este é o ponto principal, pois caso retire o dinheiro investido antes da data de vencimento você perde toda – sim, toda(!) – a rentabilidade prometida pelo investimento.

- Por fim, só aqui busque estudar e selecionar os ativos de maior rentabilidade.

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