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Maconha: uma droga inocente?

quarta-feira, 23 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

O jornalista Michelson Borges publicou em seu blog nesta semana informações sobre a maconha as quais quero compartilhar com você. Importante compreender que uma coisa é a maconha (cannabis) usada como droga recreativa e outra é um dos componentes dela que vem sendo usado com fins terapêuticos. Não é a maconha que é medicinal, mas uma de suas substâncias que vem sendo testada.

O jornalista Michelson Borges publicou em seu blog nesta semana informações sobre a maconha as quais quero compartilhar com você. Importante compreender que uma coisa é a maconha (cannabis) usada como droga recreativa e outra é um dos componentes dela que vem sendo usado com fins terapêuticos. Não é a maconha que é medicinal, mas uma de suas substâncias que vem sendo testada.

Michelson explica que em junho do ano passado, 37 estados dos EUA aprovaram leis de cannabis medicinal e 19 estados legalizaram a cannabis recreativa. A maconha tem se tornado uma droga mais perigosa ainda devido ao seu teor médio de THC (tetra-9-tetrahidrocanabinol, químico psicoativo e potencialmente viciante da cannabis) em produtos de plantas fumadas que aumentou de 1% para 4% na década de 1970 e para 15% a 30% nas cannabis atuais. Vaporizadores podem conter concentrações ainda maiores de THC.

Muitos ainda pensam que a maconha é uma droga inofensiva, mas os benefícios e riscos a longo prazo do seu uso permanecem obscuros. Apesar disso, os cientistas que estudam esta droga têm chegado à mesma conclusão: o uso pesado e por longo tempo de maconha pode afetar a cognição na meia-idade. Cognição é o seu pensamento, o que você pensa, como raciocina.

Pesquisa recente publicada na Revista Americana de Psiquiatria (American Journal of Psychiatry) seguiu de perto quase 1.000 indivíduos na Nova Zelândia dos 3 aos 45 anos de idade para entender o impacto do uso de cannabis na função cerebral. A equipe descobriu que os que usaram maconha semanalmente por vários anos, tiveram deficiências em áreas da cognição. Observou-se que os usuários de maconha de longo prazo tiveram seu QI diminuído em 5.5 pontos desde a infância, e houve deficiências na velocidade do aprendizado em comparação com os que não usaram cannabis. Quanto mais uso da droga, mais deficiência cognitiva, problemas de memória e atenção e um hipocampo (região cerebral ligada à memória e aprendizado) menor.

Michelson explica: “Esta nova pesquisa é um dos vários estudos que sugerem que existe uma ligação entre o uso pesado de cannabis a longo prazo e a cognição. Ainda assim, estudos futuros são necessários para estabelecer a causa e explorar como o uso prolongado de cannabis pode afetar o risco de desenvolver demência, uma vez que o comprometimento cognitivo na meia-idade está associado a taxas mais altas de demência.”

Outros estudos já revelaram que algumas pessoas que consomem cannabis a longo prazo podem desenvolver nevoeiro cerebral, motivação reduzida, dificuldade de aprendizado ou dificuldade de atenção. Os sintomas geralmente são reversíveis, embora o uso de produtos com maior teor de THC possa aumentar o risco de desenvolver sintomas cognitivos. E também foi verificado que muitos homens usuários de maconha podem ter uma diminuição importante do número de espermatozóides o que pode prejudicar a busca de engravidar uma mulher para ter um filho. O dr. Conrado Alvarenga, membro da Divisão de Urologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – Universidade de São Paulo, diz: “Não se sabe exatamente como ela [THC] pode alterar o funcionamento dos espermatozóides, mas acredita-se que o THC pode causar um funcionamento impróprio do espermatozóide por meio de estímulo direto ou pode levar a alteração nos mecanismos de inibição natural, ou seja, eles ficam completamente descontrolados, se locomovendo rápido demais e antes da hora. ... quando chega a hora de correr para o corpo da mulher, já não há potência para alcançar o óvulo. Estudos mostram também que, em consumidores do THC, o volume do fluido seminal e o número total de espermatozóides foram significativamente menores.”

(Fonte: https://www.conradoalvarenga.com.br/infertilidade/infertilidades-drogas-infertilidade.html)

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com 

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História de um filho amoroso

terça-feira, 22 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Quem não se comove ouvindo esse drama do filho amoroso, mãe doente e hospital distante?

Me para na calçada e por um momento esquece os próprios sofrimentos, para perguntar pela minha família, minha saúde e meus negócios. Mas ele mesmo conclui que estou bem, que basta me olhar para saber que tanto de corpo quanto de mente sou um sujeito saudável e bem de vida. Considero a avaliação assaz generosa, para não dizer exagerada, mas nem por isso deixo de agradecer sinceramente. 

Quem não se comove ouvindo esse drama do filho amoroso, mãe doente e hospital distante?

Me para na calçada e por um momento esquece os próprios sofrimentos, para perguntar pela minha família, minha saúde e meus negócios. Mas ele mesmo conclui que estou bem, que basta me olhar para saber que tanto de corpo quanto de mente sou um sujeito saudável e bem de vida. Considero a avaliação assaz generosa, para não dizer exagerada, mas nem por isso deixo de agradecer sinceramente. 

A história que a seguir ele me conta é sem dúvida das mais comoventes. A mãe, com 91 anos, está no Rio para submeter-se à quinta cirurgia. Apesar da idade e do sofrimento, não se deixa abater. Está lúcida e só demonstra tristeza quando pergunta pelo filho, a quem não vê desde o início dessa nova internação, meses atrás. Ele, por sua vez, conserva a esperança de em breve trazê-la para casa e oferecer-lhe algum conforto, pouco, pois é homem pobre, mas também muito amor, sentimento que nunca deixou de pulsar em seu coração de filho único.

Quem não se comove ouvindo esse drama do filho amoroso, mãe doente e hospital distante? Eu teria me comovido, não fosse o fato de que ele já ter me parado na calçada há menos de um mês e contado a mesmíssima novela, palavra por palavra, gesto por gesto, suspiro por suspiro. Lamento que sua pouca memória o tenha levado a julgar-me um novo freguês, quando na verdade me abordou faz tão pouco tempo. Também é lamentável a falta de variação no seu repertório. Bem que ele poderia, por exemplo, ter me falado da necessidade de comprar remédios para o filho entrevado. Enfim, o homem me passa a imagem de um profissional pouco atento (não me reconhece) e pouco criativo (conta a mesma história). Apesar disso, não deixo de admirar nele certa capacidade de expressão facial, a voz que embarga e retorna de acordo com o andamento da narrativa. Não é nenhum Tony Ramos, mas dá bem para um papel secundário em novela das seis.

E gosto especialmente da sutileza com que ele introduz na fala o que realmente lhe interessa. Confessa então o seu desejo de ir ver a mãe, “Quem sabe pela última vez!”, o que até agora não pôde fazer porque ainda não conseguiu dinheiro suficiente para as passagens. E, num arranco de coragem, me pergunta se eu não poderia lhe emprestar déiz mirrés. Vê-se que não é um ganancioso: contenta-se com os mesmos déiz mirrés da vez anterior, apesar da inflação e do aumento das passagens!

Andasse eu com essa fortuna no bolso, talvez o tivesse socorrido. O problema é que com esse negócio de cartão de crédito, pix, caixas eletrônicos e outras modernidades, quem ainda anda com dinheiro no bolso? Eu não carrego nem déiz mirrés, nem dez contos, nem dez reais. Dez dólares, então, só em sonho!

Desse modo, pela segunda vez despeço o homem de mãos vazias, não sem algum remorso, sobretudo ao lembrar sua preocupação com minha família, minha saúde e meus negócios. E vou embora, desejando que desta vez ele tenha prestado um pouco mais de atenção na minha insignificante pessoa e não me aborde novamente, ou que ao menos varie e aperfeiçoe suas histórias, porque seria muito chato ser parado na rua pela terceira vez para ver o mesmo filme. Se ao menos fosse com Tony Ramos!

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Hidratação é o que importa

terça-feira, 22 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Estamos em Brasília, em visita aos filhos e pegamos o período de maior seca na região, que vai de maio a outubro. Nesse período, o clima de deserto da região se acentua e, em determinadas ocasiões, a umidade do ar pode chegar a 16%, como ocorreu no último dia 3, muito próxima da registrada no deserto do Atacama, no Chile, que costuma ser de 12%. No momento em que escrevi esta coluna nesta terça-feira, 22, a umidade do ar estava um pouco mais alta, atingindo 43%.

Estamos em Brasília, em visita aos filhos e pegamos o período de maior seca na região, que vai de maio a outubro. Nesse período, o clima de deserto da região se acentua e, em determinadas ocasiões, a umidade do ar pode chegar a 16%, como ocorreu no último dia 3, muito próxima da registrada no deserto do Atacama, no Chile, que costuma ser de 12%. No momento em que escrevi esta coluna nesta terça-feira, 22, a umidade do ar estava um pouco mais alta, atingindo 43%.

De acordo com climatologistas a sensação de tempo seco é maior no Distrito Federal do que em outras regiões próximas daqui, como Goiânia, por causa da alta altitude. Isso traz mais vento para Brasília, o que diminui a umidade do ar. Isso ocorre devido a uma massa de ar seco e quente que paira sobre a região Centro-Oeste. Na semana passada, a umidade variou de 25% a 30%, o que é alerta amarelo para a região. Este cenário chama a atenção para cuidados que se deve ter para hidratar o corpo. Aliás, quando a secura do ar se torna acentuada, os seguintes conselhos são importantes: hidrate-se constantemente, aposte em uma alimentação saudável, combata o ressecamento das vias aéreas, evite exposição solar, umidifique o ambiente, escolha bem o horário da prática de exercícios, mantenha a hidratação da pele, faça o controle do seu lar.

De acordo com a técnica distrital (RTD) de medicina da família Camila Monteiro Damasceno cerca de 10% das pessoas que procuram atendimento com queixa de cansaço simplesmente bebem pouca água. Ela explica que uma pessoa, em geral, deve beber diariamente cerca de 30 mililitros para cada quilo da massa do indivíduo. Ou seja, para quem pesa 60 quilos, o mínimo de água a consumir é cerca de 1,8 litro. Segundo ela, a falta de hidratação pode causar tontura, mal-estar, raciocínio lento, dificuldade de concentração, irritabilidade, garganta seca ou arranhando e inclusive fome. “Porque os nossos centros de sede e de fome no cérebro são um pouco confusos. Então, às vezes a pessoa está com sede e fica querendo beliscar algo toda hora, sentindo ‘fome’ quando na verdade o que ela está sentindo é sede”, explica Camila.

Segundo a médica, para perceber se o nível de água está dentro do estipulado, a principal forma de fazer o controle é pela cor da urina. O ideal é que a urina seja sempre amarela clara. Damasceno explica que a secreção muito escura, com cheiro forte e eliminada poucas vezes ao longo do dia é um sinal de desidratação.

É importante ressaltar que os cuidados com crianças e idosos deve ser redobrado. Nas crianças, em função da sua maior proporção de massa líquida, daí desidratarem mais rapidamente; nos idosos pelo envelhecimento do centro da sede, o que faz com que esse segmento ingira menos líquido que o necessário. E aqui estamos falando de água, pois apesar de sucos auxiliarem, nada substitui a água, nosso líquido precioso.

Aliás, esses mesmos conselhos quanto à ingestão de água são importantes na época do verão. Nesse período, em função do calor, as pessoas suam mais com uma consequente maior evaporação. Portanto, nessa época do ano, também, a ingestão do líquido precioso deve ser aumentada.

Na capital federal o início da primavera costuma marcar o final da seca acentuada e é quando se aproxima a estação das chuvas, que costuma começar a partir de outubro e aumenta no verão. Mas, é sempre bom ter na lembrança que não importa a época do ano, uma boa hidratação é muito importante e saudável.

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A VOZ DA SERRA é uma voz abrangente!

segunda-feira, 21 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z do último fim de semana nos levou a viajar pelo mundo da arte para a encenação da “dura batalha de quem faz teatro no Brasil”. Quem nos guia nesse primeiro ato, é Daniela Santi, que abre as cortinas da realidade: “Se não houvesse arte para informar, questionar, divertir, entreter, a vida seria menos colorida, não é mesmo? Pois há muitos anos nossas casas estão ruindo, metafórica e fisicamente”. Quando nos pomos no lugar da plateia, nem sempre pensamos, ante o espetáculo, o quanto de doação do artista foi colocado na obra.

O Caderno Z do último fim de semana nos levou a viajar pelo mundo da arte para a encenação da “dura batalha de quem faz teatro no Brasil”. Quem nos guia nesse primeiro ato, é Daniela Santi, que abre as cortinas da realidade: “Se não houvesse arte para informar, questionar, divertir, entreter, a vida seria menos colorida, não é mesmo? Pois há muitos anos nossas casas estão ruindo, metafórica e fisicamente”. Quando nos pomos no lugar da plateia, nem sempre pensamos, ante o espetáculo, o quanto de doação do artista foi colocado na obra. E Daniela enumera várias etapas do trabalho, de cara com o fantasma da insegurança: “onde apresentar?”. A arte do artista já começa na arte de lutar.

O ator Jayme Periard, com 40 anos de carreira, em setembro, brindará a plateia no Teatro das Artes, no Rio, com o monólogo “A Quebra”. Ele, que é fruto de uma criação em Nova Friburgo, lembrou sua professora dona Jandira, do jardim de infância, do Externato São José, o Colégio Anchieta, o Gama, os tios Carlos e Irapuan Guimarães, o primo João Carlos Cortes e tantos outros. Cria artística de nossa cidade, Bernardo Dugin, ator, autor, diretor e ator, aos 33 anos, tem um histórico apreciável no mundo das artes cênicas e ainda consegue multiplicar o seu tempo para ministrar curso de teatro para crianças, adolescentes e adultos. Para ano que vem, ainda em preparação, um solo. 

Com tanta arte nos ares friburguenses, dois espaços fechados: o Centro de Arte e o Teatro Municipal Laercio Rangel Ventura. Oxalá Zé Celso e Jaburu soprem no ouvido das autoridades que teatro também é turismo e traz “divisas”. Antes que as cortinas se fechem, Wanderson Nogueira, em cena: “Se as linhas que nos separam em cidades e nações são imaginárias, o artista derruba esses muros pela linguagem universal da dança, do bocejo, do riso largo, da orquestra, da lágrima, do dedo em riste, do peito aberto e do que ele floresce em cordel ou escultura.”. E viva a arte!

A viagem prossegue dando um giro em 1973, quando foi a anunciada, “Há 50 Anos”, a inauguração do teleférico e de uma pista de esqui. Sendo que a concessionária tinha um ano para colocar as novidades em funcionamento, esperemos o dia dos festejos de inauguração. Falando em festa, este ano coincidiu de ser feriado do comércio nessa segunda-feira, 21. É claro que a folga deve ter atrapalhado muita gente de comprar presentes de aniversário para Marly Pinel. A ela, que é tão querida, um grande abraço. Em “Sociais”, também Valcir Ferreira que é sucesso em todas as paradas onde se propõe a cantar e já se tornou figurinha fácil no Pavilhão de São Cristóvão. Parabéns! Quem ainda não visitou a exposição de miniaturas e colecionáveis no Friburgo Shopping, não perca a oportunidade de fazer uma viagem pelo tempo, um primor e tanto!

O Cão Sentado, na charge de Silvério, rendeu homenagem ao Dia do Ciclista, 19 de agosto. E eu sinto saudades de minha infância, na Filó, onde era bom andar de bicicleta. Será que ainda sei? Pedalar lembra trânsito e as obras de drenagem no centro da cidade continuam aceleradas. Quase completando um ano, a obra, de grande porte, vai solucionar os antigos alagamentos que desciam centro abaixo. Apesar dos transtornos, o trabalho é apreciável, com previsão de término em novembro próximo.

Christiane Coelho trouxe uma reportagem especial sobre a relação com narcisistas. Tão denso é o seu conteúdo que eu aconselho: leiam, releiam, arquivem a página ou salvem o link. A psicóloga Cinthia Lima Ramos enriqueceu a publicação com informações fundamentadas na área de psicologia e psiquiatria. Nem sempre nos damos conta do assunto, até por falta de conhecimento. Não sendo capaz de resumir o tema no pouco espaço que me sobra, de uma forma poética, contribuo com os versos de Caetano Veloso, em Sampa: “... Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto... chamei de mau gosto, mau gosto, de mau gosto o que vi... é que Narciso acha feio o que não é espelho...”. Até que um narcisista se reconheça no outro, se é que isso é possível, muita gente já sofreu com o seu comportamento. E Cinthia alerta: “Não negociar o que é inegociável”!

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Medicina em Nova Friburgo

segunda-feira, 21 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Mais uma de primeira desta coluna. O sonho de longos anos de bastante gente de nosso município e região, de que Nova Friburgo venha ter, finalmente, uma faculdade de medicina, parece que está próximo de se tornar realidade.

E para tanto, fiquemos ligados no que já possa estar pensando e projetando, a conceituada Universidade de Medicina de Vassouras de abrir uma unidade, provavelmente ano que vem.

 

Com nova idade

Mais uma de primeira desta coluna. O sonho de longos anos de bastante gente de nosso município e região, de que Nova Friburgo venha ter, finalmente, uma faculdade de medicina, parece que está próximo de se tornar realidade.

E para tanto, fiquemos ligados no que já possa estar pensando e projetando, a conceituada Universidade de Medicina de Vassouras de abrir uma unidade, provavelmente ano que vem.

 

Com nova idade

Nesta terça-feira, 22, querida friburguense Marly Ribeiro Pinel (foto), conhecidíssima por sua atuação de mais de meio século no colunismo social da cidade, assim como desfilante de todas as escolas de samba de Nova Friburgo, sem esquecer ainda que é presença garantida em todas as festividades e até já possui um livro da história de sua vida lançado recentemente, celebra seus 87 anos de idade, completados ontem, 21.

A comemoração dos 8.7 da super Marly, no sistema por adesão, reunirá muitos amigos em uma pizzaria do centro de Nova Friburgo.

 

Boa viagem, Campesina!

Depois do ensaio final no último sábado, 19, e dos inúmeros preparativos, a banda Campesina Friburguense está com tudo pronto para sua viagem a Portugal.

O embarque no aeroporto do Galeão, no Rio, acontecerá no próximo sábado, 26, às 20h25 com a comitiva formada por 47 músicos, tendo a frente entre outros dirigentes, o seu presidente Carlos Magno da Silva, o Maguinho.

Até o seu retorno previsto para o dia 9 de setembro, a Campesina Friburguense tem grandes concertos agendados para fazer nas províncias portugueses de Belmont e Castelo Branco, em meios a outras atividades que deverão ocorrer em terras lusitanas.

 

Bonan virou Manchete

O admirado locutor esportivo de nossa cidade Fernando Bonan (foto) que ostenta a chancela ‘O Juventude da Serra’, sucesso pela Rádio Nova Friburgo FM e que teve também passagem já pela equipe esportiva da renomada Rádio Globo FM, deu na quarta-feira passada, 16, mais um representativo passo em sua aplaudida carreira profissional.

Como pé quente na vitória de 1 a 0 do Flamengo contra o Grêmio, assegurando a presença do Mengão para a final da Copa do Brasil contra o São Paulo, o grande Bonan estreou

na Rádio Manchete do Rio de Janeiro, marcando a nova fase de transmissões esportivas da emissora.

Seguindo como pé quente para o futebol carioca, Fernando Bonan com seus novos companheiros da equipe da Manchete FM, transmitiu no último sábado, 19, a vitória do Fluminense que emplacou 3 a 1 em cima do América-MG.

 

Vivas para a Ediméia

Costume anual desta coluna que se renova: na próxima sexta-feira, 25, a simpática Ediméia Souza Louza (foto), eficiente funcionária do fórum de Nova Friburgo, estará completando mais um aniversário natalício.

À querida Ed Louza, que se destaca também por participar de competições de corrida em nossa cidade e região, os nossos parabéns com votos de mais e mais felicidades.

 

Parabéns ao Barão!

Por conta de mais um aniversário que completa amanhã, 23, esta coluna apresenta desde já congratulações ao simpático amigo Marcos Batista, da Barão Bier. Parabéns!

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Maria, mãe e modelo de vida consagrada

segunda-feira, 21 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Celebramos, no último domingo, 20, a Assunção gloriosa de Nossa Senhora, Nossa Mãe Maria. Esta verdade essencial da nossa Fé Católica (dogma) foi proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, através da Constituição Apostólica Municentissimus Deus: "... a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial" (n°44). Este dogma se apoia, em sua conveniência teológica, em outra verdade da fé que é a da Imaculada Conceição, proclamada em 1854, pelo papa Pio IX, pela Bula Pontifícia Ineffabilis Deus.

Celebramos, no último domingo, 20, a Assunção gloriosa de Nossa Senhora, Nossa Mãe Maria. Esta verdade essencial da nossa Fé Católica (dogma) foi proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, através da Constituição Apostólica Municentissimus Deus: "... a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial" (n°44). Este dogma se apoia, em sua conveniência teológica, em outra verdade da fé que é a da Imaculada Conceição, proclamada em 1854, pelo papa Pio IX, pela Bula Pontifícia Ineffabilis Deus.

Desta forma, convinha que Maria, a Mãe do Senhor, concebida Imaculada, preservada do pecado original, em previsão dos méritos de Cristo na Sua Redenção transistórica na cruz, não experimentasse a corrupção corporal após o término de sua vida e missão terrestre, mas fosse elevada, assunta aos céus, em seu corpo ressuscitado e glorificado, para junto do seu Filho, como ocorrera com o próprio Jesus, imaculado.

Toda esta verdade já vinha sendo acalentada no coração da Igreja, na sua consonância com a grandeza da pessoa, da vocação e da missão de Maria, na Sagrada Escritura, no senso sobrenatural dos fiéis, em sua Tradição litúrgica, patrística, teológica, escolástica e pós-escolástica e moderna. E foi definida no dogma, após larga consulta do Papa Pio XII ao episcopado, seus fiéis, exercendo assim também a colegialidade apostólica episcopal e sinodalidade, nesta iluminação do Espírito Santo infalível à sua autoridade como Sucessor de Pedro, a quem Cristo entregou as chaves da Igreja e o pastoreio supremo: "O que ligares na terra, será ligado no céu."(Mt 16,19).

No mês vocacional de agosto, a Igreja também dedica este terceiro domingo às vocações religiosas. E refletimos e rezamos por todos os irmãos que vivem a sua vocação à vida consagrada religiosa. O Concílio Vaticano II nos apresenta o Decreto Perfectae Caritatis que nos fala da natureza, da importância e da proposta de renovação da vida consagrada. "Desde os primórdios da Igreja, houve homens e mulheres que pela prática dos conselhos evangélicos procuraram seguir Cristo com maior liberdade e imitá-lo mais de perto, consagrando, cada um a seu modo, sua vida a Deus. Muitos deles, movidos pelo Espírito Santo, levaram vida solitária ou fundaram famílias religiosas, que depois a Igreja de boa vontade acolheu e aprovou com a sua autoridade" (Perfectae Caritatis, n° 1).

Assim tivemos durante a história, muitas famílias admiráveis, pelo desígnio de Deus, agostiniana, beneditina, franciscana, dominicana, camiliana, jesuíta, salesiana, mercedária, claretiana, carmelita, verbita, sacramentina, palotina, vicentina, dos oblatos de Cristo Sacerdote, dos joseleitos, das servas do horto, das servas do Senhor, dentre tantas outras que se destacam pela vida fraterna em comunidade (cenobítica) e pela vivência dos conselhos evangélicos, da pobreza, da castidade e da obediência, cumprindo a missão do seu carisma fundacional. Também há os irmãos que vivem o carisma da vida eremítica.

Através da Constituição Dogmática Lumen Gentium que trata da natureza teológica da Igreja, o Concílio nos mostra que "a consecução da caridade perfeita por meio dos conselhos evangélicos tem sua origem na doutrina e nos exemplos do Divino Mestre e brilha como sinal luminoso do Reino do Céu." ( PC, n° 1).

Maria, neste sentido, foi a primeira discípula-missionária do seu Filho, vivendo esta caridade perfeita, na contemplação do Mistério, na obediência total a Deus, entregando-se plenamente à vontade do Senhor: "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38). Viveu também a total castidade, fundada na dedicação plena de sua vida à Missão do Filho, despojando-se de todo projeto pessoal, peregrinando na fé, com simplicidade e humildade, abandonando-se à Providência do Plano do Pai. Vivenciou em sua história e consagração a essência da pobreza evangélica que é o despojamento de todas as seguranças e garantias materiais e terrestres, para a exclusiva doação de amor aos desígnios do Senhor.

Os religiosos e religiosas tem em Maria, então, junto com Jesus, o modelo perfeito de consagração e vivência plena do seu carisma, no testemunho dos votos de pobreza, castidade e obediência. Imitando Maria, a discípula fiel de Jesus, os religiosos e religiosas estarão também seguindo o exemplo de Jesus Cristo, "que sendo virgem e pobre (Mt 8,20, Lc 9,58), remiu e santificou todos os homens pela obediência até a morte e morte de cruz ( Fil 2,8)...". (PC , n° 1).

O papa São João Paulo II escreve a Exortação Apostólica Vita Consecrata, em 1996, especialmente aos religiosos, sobre a sua vida e missão como consagrados. Há vários outros ricos documentos do Magistério sobre a vida religiosa que podemos abordar futuramente.

O papa Francisco em sua mensagem para a XX Jornada Mundial da Vida Consagrada, em 2016, afirma: "Os consagrados e consagradas são chamados a ser um sinal concreto e profético desta proximidade de Deus, desta partilha da condição de fragilidade, do pecado e das feridas do homem do nosso tempo. Todas as forma de vida consagrada, cada uma com suas características, são chamadas a estar em condição permanente de missão, compartilhando "as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias do homem de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem" (Gaudium et Spes, n°1).

Que Maria, Mãe e modelo da vida consagrada ilumine, fortaleça todos os religiosos e religiosas que colaboram tanto com a nossa querida Diocese.

 

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é assessor eclesiástico da Comunicação Institucional da Diocese de Nova Friburgo

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Hoje as crianças vivem a infância com plenitude?

segunda-feira, 21 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

A Academia Friburguense de Letras está realizando um Ciclo de Palestras on-line, via Zoom, “Os desafios da Literatura Infantojuvenil” e temas diversos estão sendo apresentados durante as palestras. Ontem, Anna Cláudia Ramos, escritora e Mestre em Literatura, abordou a importância do brincar e do ler durante a infância. Brincar. Sim, brincar. Passear pelo universo do “Faz de Conta” com passos criativos, em que a criança recria suas fantasias e os personagens das histórias que conhece. 

A Academia Friburguense de Letras está realizando um Ciclo de Palestras on-line, via Zoom, “Os desafios da Literatura Infantojuvenil” e temas diversos estão sendo apresentados durante as palestras. Ontem, Anna Cláudia Ramos, escritora e Mestre em Literatura, abordou a importância do brincar e do ler durante a infância. Brincar. Sim, brincar. Passear pelo universo do “Faz de Conta” com passos criativos, em que a criança recria suas fantasias e os personagens das histórias que conhece. 

Através do brincar, a criança revive sua realidade, externa seus sentimentos e escuta sua voz. Conhece-se. Sente-se. Apreende melhor o ambiente em que vive, reexperimenta a cultura familiar, comunitária e social à sua maneira. Percebe-se, de modo lúdico, como sujeito, sujeitado, como pessoa afetiva e como indivíduo com características próprias. A cada brincadeira, vai amadurecendo a percepção de si, do outro e do mundo. Quando brinca, a criança se transforma em um animal, que seja gato, papagaio, peixe ou leão. Que seja idoso, adulto e, até mesmo em outra criança. De qualquer forma é a pessoa dela inteira que está ali, construindo sua personalidade, experimentando modos de ser e de fazer diferentes, sendo ela mesma ou não.  

E, diante das telas dos tablets e celulares, que oportunidades a criança tem para se construir? Com um objeto frio nas mãos, que pode ser ligado e desligado a qualquer momento, deixa de experimentar a concretude dos fatos ao interagir com outra criança, vivenciar divergências, competir, estabelecer relações de amizade. Como fazê-lo se não tem o outro, criança como tal, para dialogar, discordar, cantar, gritar?  Gostar e desgostar?

A literatura infantil, ao fazer parte do universo infantil, enriquece a experiência lúdica. A história de Pinóquio mostra que a criança pode construir seus próprios brinquedos e a estimula para entrar no mundo fantástico do “Faz de Conta”, quando Gepeto dá vida a um boneco feito de madeira para ser usada como lenha. Outro fato que posso apontar é que a história aborda a relação afetiva entre gerações, na medida em que Gepeto, já velho, cria um boneco que o trata como um filho e preenche seus vazios. Além de tudo, a história conta as travessuras de um boneco de madeira, exaltando-o como um aprendiz da vida. Outro personagem interessante é o Grilo Falante que representa a consciência do boneco do menino, o superego, a instância responsável entre o eu e o ambiente circundante.

Além do mais, os personagens são fontes de inspiração para a criança encená-los nas brincadeiras e nos teatros que produzem. E, cá para nós, é gostoso imitar personagens e reproduzir suas falas!

A leitura de histórias possibilita o contato do leitor infantojuvenil com sua língua, amplia seu vocabulário e mostra o emprego dos fatos gramaticais, sintáticos e ortográficos. 

Para finalizar, quero fazer uma referência à Convenção dos Direitos da Criança, elaborada pela Assembleia Geral da ONU, em 1989, que promove, protege, e assegura o exercício pleno de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todo o indivíduo com menos de 18 anos de idade. Indiferente à raça, cor, sexo, origem, religião, classe econômica ou deficiência física.

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Teleférico e pistas de esqui serão inaugurados

sábado, 19 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 18 e 19 de agosto de 1973 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes 

Teleférico e pistas de esqui serão inaugurados - Concessionária terá um ano para colocar as novidades em funcionamento. Embratur garantiu financiamento. Povo poderá praticar esportes de inverno. Teresópolis vibrando com a possibilidade de maior afluxo de turismo. Hoteleiros e comerciantes aplaudem a iniciativa.

Edição de 18 e 19 de agosto de 1973 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes 

Teleférico e pistas de esqui serão inaugurados - Concessionária terá um ano para colocar as novidades em funcionamento. Embratur garantiu financiamento. Povo poderá praticar esportes de inverno. Teresópolis vibrando com a possibilidade de maior afluxo de turismo. Hoteleiros e comerciantes aplaudem a iniciativa.

O Ausente — Presente - Há em nossa vida essa lembrança imperecível daqueles que já se foram - os nossos familiares, parentes, amigos e conhecidos. Interrompida a convivência com a separação, permanece, no entanto, viva ou fugaz, configurando no presente a imagem do passado, ou se elevando às regiões etérias onde, em mansão serena e calma, cremos, repousam as almas bem-aventuradas. Américo Ventura Filho, para quem a nossa recordação se reporta, quando o dia 22 deste, lembra o seu aniversário natalício era um justo, um bom, compreensivo, liberal, magnânimo, modelo de honradez e probidade, em suma, “uma excepcional figura humana” como bem sintetizava o ilustre cortês e culto professor José Côrtes Coutinho, merecendo, assim, a bem-aventurança dos pássaros celestes. 

Lafayette Bravo Filho - Os minutos passam. As horas passam. Os dias também. Os meses se vão. E em nós todos, amigos de Lafayettinho, a sua memória está viva, mais viva que nunca. É imensa a falta que faz a todos. Aos seus familiares, aos seus amigos, àqueles que chamava carinhosamente de irmãos. 

Padilha vê direitos da polícia - O governador Raymundo Padilha voltou a lembrar a sua qualidade de representante da revolução no Estado do Rio, dizendo que “ao reconhecer os direitos do policial, também exige o cumprimento de suas responsabilidades, ao lado de um comportamento ético compatível com os mesmos princípios revolucionários”. 

Comerciários reconduzem Alcindo - Numa demonstração de confiança no trabalho desenvolvido até agora, em benefício da categoria, os comerciários de Nova Friburgo, em movimentada eleição, reconduziram à presidência de seu sindicato o sr. Alcindo Alves dos Reis. 

Presos ganharão biblioteca - Em iniciativa e promoção da Associação de Mães Cristãs, está sendo organizada em nossa Delegacia de Polícia, pelo  colega W. Robson, uma biblioteca para os presos, os quais, aliás, recebem há mais de 50 anos, uma permanente assistência religiosa e material daquela aplaudida associação. 

Os “Pensadores” - O “Jornal do Brasil” publica, todos os domingos, um interessante conjunto de notícias ligadas ao nosso estado, que são reunidas no Caderno RJ. Nesta última semana, além de matéria que trata da produção de flores em Friburgo, que atinge anualmente a cifra expressiva de três milhões de dúzias selecionadas, o JB dá-nos a notícia que Teresópolis no próximo inverno contará com pistas artificiais de gelo para prática de esqui, a 1.110m do nível do mar. Além das pistas, será construído um parque de turismo, com restaurante panorâmico ligado à entrada da cidade através de um sistema de teleféricos. 

Paralisia terá combate dia 22 - Pelo menos 25 postos espalhados por toda a cidade serão acionados para vacinar as crianças friburguenses contra a paralisia infantil. Num perfeito esquema montado pelo posto de saúde local, serão aplicadas dose de reforço para as crianças já vacinadas e a primeira dose para as não vacinadas. 

  

Sociais 

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Dermeval Barbosa Moreira (13); Messias de Moraes Teixeira, José Luiz Longo, Jonas Sampaio Faria e Olga Maria (19); Aloysio Martins Yaggi (20); Carolina Polo de Castro Nunes, Ricardo Ventura El-Jaick e Geraldo Pinheiro (21); Aristides Freire, Verônica Villaça e Paulo Cordeiro (22); Willian Kind, Benício Araripe, Geraldo Ventura Filho, Maria Enir Baptista da Silva, Rosa Ramos Bussinger e Virgínia Lucia Lima (23); Mariana Villa Moura e Aurea Pereira Rosa (24); Marilena Telles e Jaqueline Marujo (25); Jacyra Nunes, Eduardo Marcelo Motta e Maria Beatriz Cordeiro (26).

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Palco e plateia

sábado, 19 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Quando os dias estão depressa demais, desacelere os passos para acelerar o coração. Escolha uma poltrona ao centro e se satisfaça — plateia. Observe, vislumbre, imagine. Sinta a realidade, sem vesti-la. Suspire o que inspira o palco. O artista é de carne e osso. Mas sua alma flutua. Para além do corpo e dos pensamentos — sentimento. Afeta. Deixe-se afetar. De repente, mobilizado permita-se fazer parte de atmosfera até então desconhecida e que só você, no seu singular jeito de ser, poderá descrever. Se é que pode ser descrita. 

Quando os dias estão depressa demais, desacelere os passos para acelerar o coração. Escolha uma poltrona ao centro e se satisfaça — plateia. Observe, vislumbre, imagine. Sinta a realidade, sem vesti-la. Suspire o que inspira o palco. O artista é de carne e osso. Mas sua alma flutua. Para além do corpo e dos pensamentos — sentimento. Afeta. Deixe-se afetar. De repente, mobilizado permita-se fazer parte de atmosfera até então desconhecida e que só você, no seu singular jeito de ser, poderá descrever. Se é que pode ser descrita. 

Deixe a poesia invadir, esbarrar em você, seja ela de raiva ou paciência, seja ela de ópio ou transcendente. Se o mundo não chama, convoque-se. Plateia. Ao palco, o protagonismo do que sente. Revela. A arte é mesmo misteriosa, ainda que nunca se rogue de enigma. Percepção. 

Mergulhe. Na cena. Nas luzes da ribalta. Passeiam átomos, poeira cósmica e invisível aos olhos — enxerga. Há certa beleza apavorante que alimenta a coragem de render-se à música. Diz: “será que é de louça, será que é de éter, será que é loucura, será que é cenário, a casa da atriz. Se ela mora num arranha-céu. E se as paredes são feitas de giz. E se ela chora num quarto de hotel. E se eu pudesse entrar na sua vida”.

Entre na única vida que te pertence. A sua mesma. Todas as outras, até as imprestáveis, apenas se emprestam a você por alguns momentos. Três minutos ou menos se for esquete. Comédia ou drama. Musical? Quantos atos? Haverá intervalo. Quanto tempo dura uma transa? Em transe. Perguntas não importam. 

Não se mova, ainda que tudo dentro de você se mobilize para a fantasia de um salão de mascarados em Veneza, dos anos 60 da elite carioca ou do baile de favela de uma boate qualquer de Buenos Aires. Ou vá sem ir. A arte é de um mundo onde não há territórios que delimitam espaços, mas céus que nos expandem. Para sambódromos, lonas de circos, guerras de rimas, teatros de mamulengos, para o divino. 

Se as linhas que nos separam em cidades e nações são imaginárias, o artista derruba esses muros pela linguagem universal da dança, do bocejo, do riso largo, da orquestra, da lágrima, do dedo em riste, do peito aberto e do que ele floresce em cordel ou escultura. 

No magnífico espetáculo da vida, todos estão no palco, enquanto plateia. Todos são plateia, enquanto cena. Da coxia dá para ver. O bastidor mais interessante é o burburinho dessa conversa toda que se tem consigo mesmo. 

Que a arte mereça o respeito que a liberdade clama. Que nossas peças teatrais, que contam a história de cada um de nós, não se preocupem com o final, mas se empenhem por meios dignos. Felizes ou tristes, mas intensos, vívidos… Estamos vivos, aprendendo a não andar com os pés no chão.

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Ibovespa batendo recorde!

quinta-feira, 17 de agosto de 2023
por Jornal A Voz da Serra

Mas um recorde nada bom...

Enquanto escrevo este texto ainda é dia 16 e o principal índice da nossa bolsa brasileira, o Ibovespa, alcança a marca de 12 pregões negativos consecutivos. Segundo o Valor Data, é a maior sequência de quedas desde a criação do índice em 1968. Preocupante, não acha? Mas quais são os porquês deste cenário e como se proteger?

Mas um recorde nada bom...

Enquanto escrevo este texto ainda é dia 16 e o principal índice da nossa bolsa brasileira, o Ibovespa, alcança a marca de 12 pregões negativos consecutivos. Segundo o Valor Data, é a maior sequência de quedas desde a criação do índice em 1968. Preocupante, não acha? Mas quais são os porquês deste cenário e como se proteger?

O primeiro ponto para entender diante desta realidade é a influência da política monetária sobre as atividades da economia real. Compreender o custo do dinheiro é fundamental para tomar suas decisões de investimentos. Com juros altos o dinheiro torna-se mais caro – e com dinheiro mais caro, menor incentivo ao fomento de novos negócios (ou, até mesmo, expansão de negócios já existentes). É uma lógica simples de risco e retorno. Já que títulos com alta segurança estão me trazendo boa rentabilidade, qual o sentido de assumir riscos desnecessários?

E voltando ao assunto de política monetária, você pode estar se perguntando o porquê de a bolsa brasileira refletir tão negativamente seu resultado diante do primeiro corte de juros na última reunião do Copom. Bom, aqui temos um detalhe de extrema importância para o contexto global: o banco central brasileiro tem certa relevância, mas ainda pouca diante do peso representado pelo banco central dos Estados Unidos. E por lá, vale ressaltar, tivemos novo aumento de juros e com espaço para juros ainda maiores nas próximas decisões do Fomc (o Copom dos EUA). O resultado, portanto, foi de forte direcionamento de capital para fora do Brasil – e quando nossa bolsa perde liquidez, a tendência natural é queda de preços.

Aproveitar o momento ideal é importante para alcançar resultados extraordinários. Mas nem sempre é possível encontrar o timing perfeito em suas operações e por isso existem ferramentas responsáveis por assegurar preços e proteger quedas.

Apesar da sequência de resultados negativos, por exemplo, recentemente vivemos uma forte alta do índice Ibovespa garantir os lucros seria fundamental para se proteger das quedas que vieram depois. Mas como fazer isso? Quais são essas ferramentas?

Agora entram em cena os derivativos. Aqui, você se compromete com operações futuras de compra e venda. Imagine-se, portanto, numa situação em que você tenha comprado ações da empresa X por R$ 42 e quer garantir o direito de venda a este mesmo preço para se proteger do possível cenário de queda. Basta ter comprado uma put no mesmo preço para, se necessário, exercer a venda do papel sem realizar o prejuízo.

Outras possibilidades, entretanto, também existem. Se você fizer combinações específicas entre call e put, estratégias diferentes podem ser estruturadas e abrem possibilidade, até mesmo, para o ganho dobrado no mercado de ações.

É um conhecimento, de fato, complexo e que exige muito estudo. Não ache que o mercado de derivativos é simples, pois você pode acabar confundindo algum detalhe responsável por atribuir resultado devastador em seu patrimônio. Contudo, é claro, o acompanhamento de um profissional da área pode ampliar seus horizontes e possibilitar boas experiências no mercado, mesmo em tempos de crise.

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