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A importância da verdade para a cura

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Podemos não estar prontos para ver o que precisaríamos perceber para o alívio mental. Isso é um dilema porque não podemos forçar a mente a liberar o conhecimento do que dói e ainda não conseguimos administrar conscientemente. E é um dilema porque não estando capazes emocionalmente de ver o que nos machucou, o que nos assustou, os sintomas permanecem.

Entrar no espaço da verdade de nossa dor emocional é curativo e pode nos fortalecer para lidar com outras dores que virão na vida. Vivendo o luto pelas perdas importantes em nossa vida, a resolução da dor se processa. Mas podemos permanecer com um luto ainda inacabado o qual resulta em um estilo de vida de autoproteção emocional.

Podemos nos proteger emocionalmente de maneiras diferentes da dor ainda não experimentada de forma libertadora. Pode ser por um apego excessivo a alguém ou a algo; ou ao usarmos substâncias para anestesiar as emoções dolorosas, por automutilação que substitui emoções insuportáveis por sensações definíveis, além de desvios da identidade sexual.

Trauma é uma resposta mental intensa a um evento que causa sofrimento e deixa machucados na memória e na mente como resultado de um evento angustiante. É uma resposta emocional a um evento que fere o conceito de identidade de uma pessoa. Trauma é a consequência de um acontecimento que abalou a pessoa, causando mudanças consideráveis no seu modo de funcionamento psíquico. Ele não é só um fato que ocorreu no passado, mas também uma marca que a experiência deixou na mente, no cérebro e no corpo. O trauma muda não só o modo como pensamos e o que pensamos, mas também a capacidade de pensar.

Quando uma pessoa que viveu traumas emocionais se torna adulta, ela deve reconhecer e lamentar a perda ligado aos eventos traumáticos do passado. Se defrontando com a verdade da história da dor, essa dor pode ser liberada e, assim, o alívio pode surgir sem a pessoa precisar seguir com um comportamento de defesa da dor que o afasta da verdade, da realidade, da originalidade do seu ser.

Quanto mais a pessoa é capaz de entrar em sua dor e resolver sua perda afetiva, menos se sente impulsionada ao comportamento disfuncional como uma forma de reparação. O processo de restauração do equilíbrio emocional prossegue ao aceitar a realidade da perda, ficando cara a cara com ela; ao reconhecer e confrontar seu significado, sentir o impacto emocional da perda com o apoio de um “outro significativo” empático (um terapeuta empático e honesto cientificamente); admitir a si mesmo a irreversibilidade da perda e aceitar a realidade de que não há como voltar atrás e desfazer a experiência.

Tomando esses passos de verdade da sua história de dor emocional, manifestada por dependência de substância, transtorno de ansiedade, depressão, alteração da identidade sexual, qualquer compulsão e outras defesas, é possível melhorar. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jesus Cristo, João 8:32.

(Fonte: Bessel Van Der Kolk, M.D., professor de psiquiatria da Universidade de Boston, em “O Corpo Guarda as Marcas”, 2020)

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

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Os donos da rua

quarta-feira, 27 de maio de 2026
por Robério Canto

Tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve

Tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve

Sentei (“sentei-me”, corrigiria o imortal Evanildo Bechara, se já não estivesse no céu, dando aula de gramática para os anjos e esquecido dos iletrados aqui da terra), pois bem, sentei-me para escrever e até encontrei uma ideia promissora. Aí, lembrei-me de que estava na hora de Ancelloti anunciar os convocados para a Seleção. Não sou desses que vivem e infartam pelo time do coração, mas também não sou nenhum aluado que não saiba da importância do futebol neste país em que as pernas tortas de Garrinha e as lindas pernas de Marta Rocha disputam o título de as pernas mais perfeitas da nossa gloriosa história nacional. Ponto parágrafo, que o período já está muito longo.

Recomeçando: ouvi os nomes escolhidos, gostei de uns e não de outros e espero que os nossos rapazes acertem mais as redes adversárias do que os adversários acertem as nossas. Sentei-me (agora sim!) de novo, mas já era tarde: a ideia tinha ido embora. Procurei-a por todos os cantos, até atrás do computador passei os olhos e as mãos para ver se a encontrava. Nada de coisa nenhuma. Mas algum anjo bom (ou talvez Evanildo Bechara, grato por eu tê-lo citado) me fez o favor de chamar minha atenção para o barulho lá fora.

As ruas do meu bairro são administradas por dois flanelinhas e, como eles trabalham em tempo integral, de segunda a domingo, com horário extra nas noites de sexta-feira e sábado, as demais autoridades do trânsito se sentem dispensadas de aparecer por lá. Ora, os flanelinhas não existem para cuidar dos interesses dos moradores. Assim sendo, não só permitem, como ajudam os motoristas a estacionarem em qualquer espaço onde seus carros consigam entrar.

Isso é especialmente verdadeiro nos dias de festa, em que as leis do trânsito ficam suspensas no bairro, o caos é permitido e as faixas amarelas existem apenas para enfeitar os meios-fios. Ingênuo que sou desde criancinha, cheguei a reclamar no órgão competente. Mandaram que eu preenchesse um longo questionário e sugeriram que enviasse fotos do local, para agilizar as devidas providências. Mandei-as, inclusive uma que mostrava o local preferido pelos motoristas, por ser o de mais fácil acesso: embaixo da placa que diz solenemente: “Proibido estacionar”. Isso foi no dia primeiro de setembro do longínquo ano de 2025. Até hoje nenhuma das “devidas providências” foi tomada.

Não que eu tenha me conformado, mas sou de paz, fico preso em casa, ou, como diz uma das pérolas do linguajar popular, fico preso do lado de fora (a melhor delas é: “A gente não tinha nada e perdeu tudo que tinha, por causa da chuva”). Continuando: o problema maior é que um dos flanelinhas ─ me disseram que ele é surdo ─ grita pelos cotovelos, enquanto encaminha os clientes para as vagas. Já pensei em pedir a ele que seja menos sonoro, mas se ele não ouve os próprios gritos, as minhas súplicas é que ele não vai ouvir mesmo.

Parece que o direito de ir e vir é garantido pela Constituição Federal, mas aqui no bairro os flanelinhas detêm a concessão desse direito. Enfim, se o estacionamento é um tormento na minha rua, ao menos me ajudou a escrever esta crônica, mesmo sem ter achado um assunto. Mas tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve. Veremos.

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Final mais perto

quarta-feira, 27 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Frizão vence em casa e abre vantagem na semifinal Série B2 Sub-20

Uma vitória para deixar o Friburguense bem perto da final. Com gols de Gabriel e Fernandinho, o Tricolor da Serra venceu o Paduano por 2 a 0 na última quinta-feira, 21, no Eduardo Guinle, e deu mais um passo importante na busca pelo título do Campeonato Carioca da Série B2 sub-20. O jogo da volta acontece nesta quinta-feira, 28, às 15h, em Santo Antônio de Pádua, quando o Frizão poderá até mesmo perder por um gol de diferença para chegar à decisão.

Frizão vence em casa e abre vantagem na semifinal Série B2 Sub-20

Uma vitória para deixar o Friburguense bem perto da final. Com gols de Gabriel e Fernandinho, o Tricolor da Serra venceu o Paduano por 2 a 0 na última quinta-feira, 21, no Eduardo Guinle, e deu mais um passo importante na busca pelo título do Campeonato Carioca da Série B2 sub-20. O jogo da volta acontece nesta quinta-feira, 28, às 15h, em Santo Antônio de Pádua, quando o Frizão poderá até mesmo perder por um gol de diferença para chegar à decisão.

Na outra semifinal, o Belford Roxo bateu o Santa Cruz, fora de casa, por 3 a 1, e também encaminhou a sua vaga na disputa pela taça. A partida da volta também será nesta quinta-feira, 28, no estádio Nélio Gomes, na Baixada Fluminense.

Na primeira partida pela semifinal, o Friburguense foi escalado pelo técnico Gedeil com Rhuan, Danilo, Bryan, Kauã e Iago Botelho; Renan, Ryan, João Bom e Gabriel; Arthur Fábio e Fernandinho.

O Frizão avançou no quarto lugar da Taça Maracanã, com 12 pontos e quatro vitórias conquistadas em seus sete compromissos na primeira fase. A Série B2 Sub-20 conta com oito equipes, que se enfrentaram em turno único, e as quatro primeiras avançaram para as semifinais. Além do Frizão, participam 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

Série C profissional

O Cardoso Moreira, manteve a liderança do Grupo A da Série C Estadual ao golear o CAAC Brasil, por 4 a 0, na tarde do último domingo, 24, no Joaquim Flores, em Nilópolis, pela 4ª rodada da competição. Com o triunfo, o time do Norte Fluminense segue com 100% de aproveitamento na Série C, com 12 pontos, na ponta isolada da chave. Quem também goleou na rodada foi o União Central, que superou o Barcelona, por 5 a 2, no Nélio Gomes, em Belford Roxo.

Já o Rio Barra bateu o Vera Cruz, por 3 a 1, no Los Lários, em Xerém, enquanto o Brescia venceu o Barra Mansa, por 2 a 0, no Leão do Sul. Pela manhã, o Tigres do Brasil derrotou o Independente, por 1 a 0, no CT da Saferj, em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio. O único empate do domingo foi entre Búzios e Mageense, que ficaram no 1 a 1, no Correão, em Cabo Frio.

No complemento da rodada, na última segunda-feira, 25, o Campos virou o placar sobre o Ceres, por 2 a 1, no João Saldanha, em Maricá. Com o triunfo, o Roxinho chegou aos oito pontos, na vice-liderança do Grupo A, enquanto o time da Zona Oeste segue na ponta isolada do B, com nove pontos. Em outra partida da tarde, Uni Souza e Itaboraí Profute ficaram no 1 a 1, no Nélio Gomes, em Belford Roxo. Ambos ocupam a sexta posição em suas chaves, sendo que o Profute tem cinco pontos, no Grupo A, enquanto o Uni Souza soma quatro pontos, no B.

Tabelão do Friburguense Sub-20

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle
Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle
Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 0 x 2 Sete de Abril, Eduardo Guinle
Serra Macaense 0 x 1 Friburguense, Claudio Moacyr
Friburguense 2 x 0 Santa Cruz, Eduardo Guinle

Semifinais - Série B2 Sub-20

Último dia 21 - jogos de ida
Friburguense 2 x  0 Paduano, no Eduardo Guinle
Santa Cruz 1 x 3 Belford Roxo, no EC Guanabara
 
Quinta-feira, 28 - jogos de volta (15h)
Paduano x Friburguense, no Waldo Carneiro, em Santo Antônio de Pádua
Belford Roxo x Santa Cruz, no Nélio Gomes, em Belford Roxo
Foto da galeria
A partir da goleada contra o Paraty, Frizão engata sequência, avança e fica perto da final (crédito: João Laurentino)
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O vazio da pressa coletiva

quarta-feira, 27 de maio de 2026
por Camilla Fiorito

Vivemos com pressa.

Pressa para comer, consumir, vestir, tomar banho, resolver problemas e conflitos, responder, perguntar, ter. Pressa por um amanhã que nem mesmo sabemos se vai chegar ou como vai estar.

Seguimos um ritmo imposto dentro de uma sociedade que tem dificuldade de esperar. O resultado precisa ser imediato. Aqui e agora. Os infinitos e-mails recebidos e as mensagens de whatsapp trazem uma urgência de tempo coletivo.

Vivemos com pressa.

Pressa para comer, consumir, vestir, tomar banho, resolver problemas e conflitos, responder, perguntar, ter. Pressa por um amanhã que nem mesmo sabemos se vai chegar ou como vai estar.

Seguimos um ritmo imposto dentro de uma sociedade que tem dificuldade de esperar. O resultado precisa ser imediato. Aqui e agora. Os infinitos e-mails recebidos e as mensagens de whatsapp trazem uma urgência de tempo coletivo.

A angústia latente passa a frequentar a parte mais íntima do nosso ser. A cada segundo dessa urgência que avassala, a velocidade insiste em ocupar um lugar que mexe e nos desconecta de nós mesmos.

Mas, dentro da pressa do dia a dia, trago a pausa. Esta que me faz lembrar dos maravilhosos versos escritos por Lenine, na música “Paciência”, que traz melodia para os meus ouvidos.

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara”.

A vida não para. Não temos a tecla “pause”, para parar tudo ao nosso redor. Iniciamos um ritmo que sequer paramos para pensar no porquê ele é instalado nas nossas rotinas, simplesmente seguimos sem questionar. Apenas realizamos, realizamos e realizamos.

A pressa incessante abafa. Tira do foco o abismo que muitas vezes criamos com o nosso íntimo. As demandas são realizadas sem conexão, o sentir fica escondido dando lugar apenas àquilo que precisa ser feito.

Conectar-se com o seu tempo, definindo limites, passa a ser luxo e momento de escassez, onde o lugar deveria ser de prioridade. Desacelere. Viva essa vida rara e maravilhosa que temos sem o vazio da pressa coletiva.

Sua saúde física, social, emocional e mental agradecem!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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O conto de fadas

terça-feira, 26 de maio de 2026
por Tereza Malcher

Será possível afirmar que contos de fadas guardam as grandes sabedorias da humanidade? Ou melhor, que podem ser considerados como verdadeiras aulas de evolução humana?

Será possível afirmar que contos de fadas guardam as grandes sabedorias da humanidade? Ou melhor, que podem ser considerados como verdadeiras aulas de evolução humana?

Surgiram há muitos anos na tradição oral quando as histórias eram passadas de boca a boca. Talvez tenham surgido na idade do Bronze, como o “Ferreiro e o diabo”. São histórias que passaram pelas culturas de diferentes tempos e lugares, geralmente contadas em rodas de conversa nas ruas, praças, calçadas ou em torno de fogueiras, às vezes em troca de alguma refeição ou abrigo durante a noite. Tal como Homero recitava as histórias da “Odisseia” (*) em decassílabos para não se esquecer.

É fascinante como elas sobreviveram ao tempo. A tradição de contos de fadas também se eternizou, e um bom exemplo é “O Leão e a garça”. Marina Colasanti foi uma exímia criadora na atualidade de contos de fadas, que estão reunidos no livro “Mais de 100 histórias maravilhosas”, o que denota que esse estilo literário continua vívido em livrarias, estantes de livros nos corredores das casas, nas bibliotecas escolares ou de bairro. Eu, inclusive, guardo o livro da Marina, com carinho, na minha estante.

O conto de fadas é uma narrativa fantástica com começo, meio e fim, e não está situado em tempo ou lugar como aqueles que se utilizam das expressões “Naquele tempo” ou “Num lugar distante”. Seus personagens são idealizados com ou sem poderes mágicos, podem ser príncipes e princesas, madrastas e bruxas, animais e seres fantásticos, como os duendes ou dragões, que vivem em reinos encantados.

A trama das histórias, de um modo geral, gira em torno de desafios que precisam ser superados, exigindo desempenhos inimagináveis dos personagens, como em “A gata borralheira” e, geralmente, possuem um final feliz. Os protagonistas são heróis que, ao driblarem dificuldades, representam os protótipos que contêm as bases dos valores universais, constituem a essência do inconsciente coletivo e apresentam lições de vida relevantes.

São personagens capazes de se interiorizar em nós, até porque seus nomes não possuem sobrenomes, como a Branca de Neve. São entidades que vivem no imaginário. De certa forma, a expressão “era uma vez” representa um portal à imaginação. Ou seja, uma porta que é aberta para uma realidade fantástica; a realidade concreta deixa de existir depois da passagem por esse portal.

O ouvinte, o leitor ou o espectador, diante dos contos de fadas, encontra referenciais úteis à praticidade da vida devido à quantidade que arquétipos contundentes e poderosos contidos nas histórias, como os existentes em Pinóquio, um clássico italiano da Literatura Infantil, que se depara com situações éticas para se tornar um menino de verdade. Os contos de fadas podem causar reflexões significativaS às relações humanas, sociais e culturais. À maneira como as pessoas reagem aos fatos da vida.

A criança, ao ler um conto de fadas, aprende a postura que poderá ter na vida através do prazer. Na verdade, esse é o grande trunfo da literatura para crianças e jovens. Sem ter finalidades pedagógicas, as histórias são fontes de ensinamentos, posto que as regras são apresentadas de modo lúdico, como por meio do heroísmo de Peter Pan e da resiliência criativa de Sherazade. Ainda há a possibilidade da criança e do jovem conversarem com outros da mesma idade e com adultos, sejam familiares, amigos e professores.

Todo o leitor, independentemente da idade, sexo ou nacionalidade, tem necessidade de falar de si, da sua visão particular de mundo. Falando de uma história, fala também de si. Escuta outro leitor, conversa a respeito, debate temas. Interage culturalmente.

Os contos de fadas possuem uma abordagem interdisciplinar; podem ser pensados à luz da filosofia, da psicologia, da história, ou da sociologia. Até da física e da matemática quando as histórias envolvem números ou efeitos relacionados à física, como as viagens de Gulliver.

Enfim, a criança e o jovem que aproveitam a literatura sentem, no seu quotidiano, o livro pulsar como um coração, principalmente se estão em processo intenso de descobertas e transformações.

 (*) – A “Odisseia” de Homero não é um conto de fadas, mas é descrita em estilo narrativo de contos de fada. É um poema épico, considerado um dos pilares da literatura universal.

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A VOZ DA SERRA expande conhecimentos e desaba muros

terça-feira, 26 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

No trânsito confuso dos tempos atuais, a charge de Silvério, que ilustrou a capa da edição do último fim de semana, é um guia de bons procedimentos. O “Maio Amarelo” no desenho retrata a segurança de uma faixa de pedestre e a imprudência de se atravessar uma rua com as atenções voltadas para o celular. O recado foi dado, mas nos falta conscientização. Todo cuidado ainda será pouco.

No trânsito confuso dos tempos atuais, a charge de Silvério, que ilustrou a capa da edição do último fim de semana, é um guia de bons procedimentos. O “Maio Amarelo” no desenho retrata a segurança de uma faixa de pedestre e a imprudência de se atravessar uma rua com as atenções voltadas para o celular. O recado foi dado, mas nos falta conscientização. Todo cuidado ainda será pouco.

Eu sempre senti o Caderno Z musical. Desde a sua primeira versão, as canções cabiam dentro do conteúdo como uma luva sedosa se estreita nas mãos da natureza. E quando se pensa que “algumas canções moram nas cidades, como citado no “Z”, e com Beto Guedes não é setembro, mas a “boa nova já anda nos campos”.

Marcelo Gonzales tem razão, pois existe mesmo alguma coisa afetiva que nos toca musicalmente. Falando por mim, quando ouço Milton cantar “Certas Canções” eu penso que “certas canções que ouço cabem tão dentro de mim, que perguntar carece – como não fui eu quem fiz?” – E “Os Ciclos da Serra” alcançam a alma de quem estiver à beira de uma sensibilidade maior.  A Lua Crescente se mostra sempre um fenômeno para quem souber acompanhar.

Barbara Breder, atriz, psicanalista e professora, “entrou cedo em cena e, desde então, nunca mais deixou de atravessar seus caminhos”... O teatro está em cada passo de sua vida, em cada encontro com outros e em cada realização”. Cristina Cabral, psicóloga e arteterapeuta, nos convida ao olhar intenso: “A mudança começa muitas vezes em pequenos detalhes: o canto dos pássaros ao amanhecer, o som constante das águas, a ausência do excesso visual das cidades e a possibilidade de voltar a enxergar o céu noturno...”.

Essa possibilidade, eu penso, pode até ser uma janela longe dos holofotes, sem aparatos astronômicos ou tecnológicos. Apenas olhar. É o que tem feito Beth Medeiros, “artista, antes mesmo do primeiro quadro”. Autodidata, sua visão abrangente busca ancestralidade, memória, espiritualidade e permanência. Para Beth, “a arte foi a primeira oração da humanidade...”.

Conhecer essas artistas é um bálsamo para abrandar nossas correrias. E justo, no último sábado, 23, festejamos o Dia Mundial da Tartaruga, é um convite ao repouso... desacelerar!

Em Sociais, no auge de sua beleza feminina, festejamos no último sábado, 16, o aniversário da querida Rosi Guilland. Rodeada de boas energias do marido Girlan, dos filhos Ilan e Ilana e do genro Caio Laundos, sempre é dia de festa nessa família abençoada. Outra maravilhosa, Márcia Carestiato, ‘Madrinha dos Jogos Florais”, na última quinta- feira, 21, colheu mais brilho para o seu novo ciclo. No meio dessas estrelas, está o astro-rei da cirurgia cardíaca, dr. Gustavo Ventura, que na próxima sexta, 29, abre nova idade para mais conquistas. A todos, os votos de muita saúde, paz e prosperidade.

Além de ser o Dia da Indústria, 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd. Antigamente, ser nerd definia alguém de elevada timidez, muito dedicado aos estudos, com hábitos e comportamentos dados como “diferentes”. Hoje, a cultura se refere a uma “celebração de todas as paixões”, quando a naturalidade do ser importa mais do que qualquer padrão estabelecido pelas antigas sociedades. Tudo vale a pena quando o amor remove os muros.

“Além das Chamas” é o título da exposição que celebra os 49 anos do 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar em Nova Friburgo. A mostra está em cartaz até o próximo domingo, 31, no Cadima Shopping, na Rua Moisés Amélio, 17. Rumo ao Jubileu de Ouro, a corporação, que vai sempre “além das chamas”, tem o “fogo da paixão” na alma para salvar vidas, cuidando da vida de todos nós. É paixão ardente. Parabéns!

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Festa do futmesa friburguense

terça-feira, 26 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Copa Rio reúne alguns dos melhores botonistas no município 

O ginásio Helena Deccache, do Friburguense, recebeu, no último dia 16, feriado de aniversário de Nova Friburgo, a disputa da Copa Rio – 4ª etapa do Campeonato Estadual de Futebol de Mesa - Regra 12 Toques. O evento foi um presente para a celebração deste esporte, que cai no gosto dos friburguenses a cada dia. A competição contou com a participação de atletas do Tricolor da Serra e do América, Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Petropolitano.

Copa Rio reúne alguns dos melhores botonistas no município 

O ginásio Helena Deccache, do Friburguense, recebeu, no último dia 16, feriado de aniversário de Nova Friburgo, a disputa da Copa Rio – 4ª etapa do Campeonato Estadual de Futebol de Mesa - Regra 12 Toques. O evento foi um presente para a celebração deste esporte, que cai no gosto dos friburguenses a cada dia. A competição contou com a participação de atletas do Tricolor da Serra e do América, Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e Petropolitano.

Na categoria Adulto, o torneio reuniu atletas do América, Fluminense, Friburguense e Vasco, e o grande destaque da Série Ouro foi Marcus Vinicius, do Fluminense, que conquistou o título após campanha consistente, com nove vitórias e três derrotas ao longo da competição.

Na decisão, o atleta tricolor, nascido e residente em Nova Friburgo venceu Filipe Maia, do Vasco, por 7 a 4, garantindo o lugar mais alto do pódio. Diogo, do Friburguense, completou o pódio com a terceira colocação.

Na Série Prata, o Frizão comemorou o título com Guigui Klein, que levou a melhor na decisão da categoria. Manoel, do América, ficou com o vice-campeonato, enquanto Daniel Couto, também do Friburguense, terminou na terceira colocação.

Na categoria Master, o grande destaque da Série Ouro foi Alessandro, do Fluminense, que conquistou o título com uma campanha impecável e 100% de aproveitamento. O atleta venceu os 11 jogos que disputou, marcou 49 gols e sofreu apenas 26. Na decisão, ele superou Marcão, do Vasco, que ficou com o vice-campeonato. O terceiro lugar ficou com Vinícius Mendes, atleta do Friburguense.

Séries Prata e Bronze

Além da disputa da Série Ouro, o evento também contou com as Séries Prata e Bronze, destinadas aos atletas que não avançaram da primeira fase para a disputa da série principal.

Na Série Prata, o título ficou com Reynaldo Antunes, do Fluminense. Manoel, do América, terminou na segunda colocação, enquanto Nélson Joazeiro, também do Fluminense, completou o pódio.

Já na Série Bronze, Ricardo Santana, do Fluminense, ficou com o título. Cláudio Novelli, do Petropolitano, terminou como vice-campeão, e Naldo, do Vasco, garantiu a terceira posição.

A próxima etapa está marcada para 25 de julho, na sede do Petropolitano Foot-Ball Club, em Petrópolis, e também contará com pontuação bônus de 20%, assim como ocorreu em Nova Friburgo, por se tratar de uma etapa disputada fora da capital fluminense.

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    Botonistas do Friburguense que participaram de mais uma etapa realizada em Nova Friburgo (Foto: Divulgação/AFFM)

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    Friburguense, Marcus Vinicius foi o grande campeão na categoria Adulto, com Diogo na terceira colocação (Foto: Divulgação/AFFM)

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    Ginásio Helena Deccache se transformou em palco para mais uma grande evento de futebol de mesa (Foto: Divulgação/AFFM)

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Doutrina social da Igreja, sempre atual

terça-feira, 26 de maio de 2026
por Institucional Diocese de Nova Friburgo

Última parte

Ainda que a encíclica Rerum Novarum (RN), publicada pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1891 (documento que é a "Carta Magna" da Doutrina Social da Igreja Católica - DSI), tenha surgido em uma realidade própria e possua seus objetos específicos de análise com a necessidade de contextualizá-la historicamente, a sua reflexão legou-nos princípios permanentes de interpretação das questões sociais que, a partir dessa encíclica, foram se tornando cada vez mais complexas e desafiadoras para a Igreja.

Legados

Última parte

Ainda que a encíclica Rerum Novarum (RN), publicada pelo Papa Leão XIII, em 15 de maio de 1891 (documento que é a "Carta Magna" da Doutrina Social da Igreja Católica - DSI), tenha surgido em uma realidade própria e possua seus objetos específicos de análise com a necessidade de contextualizá-la historicamente, a sua reflexão legou-nos princípios permanentes de interpretação das questões sociais que, a partir dessa encíclica, foram se tornando cada vez mais complexas e desafiadoras para a Igreja.

Legados

- A centralidade da dignidade da pessoa humana.

- A primazia da pessoa e da família sobre o Estado.

- A primazia do trabalho sobre o capital.

- A dignidade do trabalho que se manifesta especialmente em salário suficiente não só para despesas cotidianas, mas para sustento e crescimento digno da família.

- A necessidade de direitos trabalhistas que respeitem a dignidade da pessoa humana trabalhadora.

- A defesa do repouso semanal para convívio familiar saudável e vivência religiosa.

- A intervenção do Estado no jogo econômico como necessário serviço à pessoa humana, protegendo-a e promovendo-a, e não para suprimi-la (subsidiariedade).

- O reconhecimento do direito de organização dos trabalhadores (sindicalização, lutas por direitos).

- A não aceitação do mero livre acordo entre patrões e empregados.

- A necessidade de colaboração recíproca entre operários e patrões (concórdia, e não luta de classes).

- O princípio da solidariedade.

- O reconhecimento da propriedade privada como direito natural e com função social, na dinâmica da destinação universal dos bens da Criação/do Criador.

- O valor da liberdade de autodeterminação e criatividade.

- A centralidade da luta por justiça, moral e social.

- A necessidade de se tomar ciência que são as causas de injustiça social que levam os trabalhadores a optarem pelo recurso das greves, de tal modo a combater essas causas.

- O cuidado especial da Igreja e da sociedade para com os pobres.

- A necessidade de reduzir radicalmente as distâncias socioeconômicas entre as pessoas e de distribuição mais justa da riqueza produzida.

- As diferenças das condições naturais são agravadas socialmente pelo pecado (estrutura de pecado).

- A caridade como via mestra da doutrina social proposta pela Igreja.

- A condenação frontal dos dados centrais das ideologias socialistas e capitalistas.

Esse último ponto merece um pequeno destaque nesse momento da reflexão, pois nem sempre ele é evidente para as pessoas. É importante considerar que a RN condena o socialismo como “solução”, como “remédio” (cf. RN, 3). Ou seja, antes do mal do socialismo havia o mal do capitalismo liberal, que estava expresso exatamente nas condições deploráveis dos operários de então. Tanto um quanto outro é o pano contextual de fundo que leva Leão XIII a escrever sua encíclica social.

Diz o papa que os socialistas aparecem “para curar este mal” e, para tanto, promovem especialmente a luta de classes e a supressão da propriedade privada. Aclaramentos sobre isso foram acontecendo no decorrer do desenvolvimento da DSI nesses últimos 135 anos, mas já são deduzíveis da própria encíclica leonina.

Falando sobre a RN, o papa São João XXIII afirmou na encíclica Mater et magistra (MM) que “tanto a concorrência de tipo liberal como a luta de classes no sentido marxista são contrárias à natureza e à concepção cristã da vida” (MM, 22).

Reflexões

É importante compreender que a DSI é um verdadeiro processo, um patrimônio milenar dialógico, requerendo constantes e atualizadas reflexões (cf. CDSI, 9), manifestando, por um lado, continuidade imutável com a fonte da Revelação e da natureza humana, e, por outro, uma capacidade e necessidade contínua de renovação e atualização.

Nesse sentido, se pode então entender que “a firmeza nos princípios não faz dela um sistema de ensinamentos rígido e inerte, mas um Magistério capaz de abrir-se às coisas novas (“rerum novarum”) sem se desnaturar nelas” (CDSI, 85).

A encíclica social de Leão XIII legou-nos uma doutrina que será para sempre válida e atual. Comemorar os seus 135 anos e todos os outros aniversários dela que ainda virão é celebrar a vitalidade sempre fecunda do Evangelho de Jesus Cristo que a cada pessoa humana salva integralmente, como fruto da efusão de Sua própria Caridade.

Leão XIII conclui sua encíclica afirmando que é essa caridade que resume em si todo o Evangelho, nos colocando sempre em prontidão para sacrificar-nos pelo próximo [e não a sacrificar o próximo]: é ela o antidoto mais seguro contra o orgulho e o egoísmo que assola a vida de tantas pessoas em todos os tempos (cf. RN, 37). RN, um tesouro valioso que precisamos sempre redescobrir.

Por Elvis Rezende Messias, filósofo, teólogo, especialista em DSI, doutor em Educação, pós-doutorando em Filosofia e autor, dentre outros, do livro “O evangelho social: manual básico de doutrina social da Igreja” (Paulus, 2020), em coautoria com Dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano de Nova Friburgo. (Texto-base: https://diocesedacampanha.org.br/130-anos-da-rerum-novarum-uma-enciclica-sempre-atual-um-tesouro-a-redescobrir/)

Fonte: Institucional Diocese de Nova Friburgo

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Com emoção

sábado, 23 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Friburgo Sporting conquista, nos pênaltis, título Guapiense no Sub-17

Friburgo Sporting conquista, nos pênaltis, título Guapiense no Sub-17

Um final eletrizante e mais uma conquista para coroar o trabalho realizado nos últimos anos. O último dia 9 foi de comemoração para o Friburgo Sporting, que esteve em campo por quatro categorias diferentes, divididas entre partidas em duas cidades diferentes. O principal momento aconteceu em Guapimirim, onde a equipe friburguense conquistou o título do Campeonato Guapiense Sub-17, competição organizada pela Liga Guapiense de Desportos e vinculada à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Na final, diante do Beira Linha, o time de Nova Friburgo encontrou dificuldades durante boa parte da partida. A equipe adversária controlou as principais ações ofensivas e abriu o placar no segundo tempo, chegando a ficar muito próxima da conquista. Porém, sem desistir e lutando até o fim, o Friburgo Sporting buscou o empate já nos acréscimos, quando Murilo Dias aproveitou um bate-rebate dentro da área após cobrança de escanteio.

A decisão foi para os pênaltis e o goleiro João Paulo se transformou no grande herói da conquista. O arqueiro defendeu três cobranças e garantiu a vitória por 6 a 5, assegurando mais um título para o projeto de base de Nova Friburgo.

Liderança

A campanha do Friburgo Sporting no campeonato foi marcada pela regularidade. O clube terminou a primeira fase na liderança geral com 13 pontos, acumulando quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota. Ao longo da competição, marcou oito gols e sofreu somente três.

Além do troféu coletivo, o Friburgo Sporting também terminou a competição com os principais destaques individuais. João Paulo foi o goleiro menos vazado do torneio, enquanto Pedro Arthur terminou como artilheiro da competição com três gols marcados.

Copa KBÇA

Enquanto o Sub-17 disputava a final em Guapimirim, as categorias Sub-11, Sub-13 e Sub-15, do Friburgo Sporting, estreavam na Copa KBÇA, em Rio Bonito. O Sub-15 teve uma atuação dominante diante do América de São Gonçalo e venceu por 5 a 0. O atacante Renan Bento foi o destaque da partida ao marcar quatro gols, enquanto Davi Amaral completou a goleada.

Na categoria Sub-13, o Friburgo Sporting também enfrentou o América de São Gonçalo e venceu por 3 a 1 em uma partida bastante equilibrada. Davi Bolais e Richard de Assis marcaram os gols da equipe da serra.

Já o Sub-11 encarou o Rio Bonito, equipe anfitriã da competição, e acabou derrotado por 4 a 0. Mesmo com o resultado, o clube avalia positivamente o início do trabalho das categorias mais jovens, que estão sendo estruturadas nesta temporada.

Historicamente reconhecido pela força nas categorias entre Sub-14 e Sub-20, o Friburgo Sporting iniciou em 2026 um projeto de expansão das divisões de base, passando a trabalhar também com categorias desde o Sub-7 até o Sub-17.

“A iniciativa reforça o crescimento do clube e consolida o Friburgo Sporting como um dos projetos esportivos de maior destaque no futebol de base da Região Serrana do Rio de Janeiro”, avalia a direção do clube.

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    Conquista foi alcançada de forma heróica, com empate nos últimos instantes e vitória nos pênaltis (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Além do título, Friburgo Sporting também teve premiações individuais alcançadas (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Trabalho realizado pela equipe revela talentos e passa a abranger mais categorias este ano (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Jogadores correm para abraçar o goleiro João Paulo, herói do título nas penalidades (Fotos: Gustavo Rocha)

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Friburgo não conseguiu assistir ao Fla-Flu: um grande blefe

sábado, 23 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

dição de 22 e 23 de maio de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes

 

dição de 22 e 23 de maio de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes
 
Pequena história de um grande blefe – Chamar Otavinho Pinto Guimarães de mentiroso é pouco para compensar a falta de palavra de um homem que poderá contar aos seus descendentes que conseguiu fazer 100 mil friburguenses de palhaços. No último domingo, dia do Fla x Flu, os friburguenses se postaram diante dos aparelhos de TV para esperar a transmissão do jogo em circuito-fechado. O jogo não veio. Foram ludibriados os friburguenses. Ficou desacreditada a imprensa que divulgou a nota. 
 
Telefonia: Código DDD começou e pouca gente sabia – A CBT (Companhia Brasileira de Telecomunicações) fez mesmo uma surpresa aos friburguenses: iniciou a ligação DDD para o Rio de Janeiro no último dia 16 de maio, dia do aniversário de 158 anos da cidade, e não avisou ninguém. Nenhuma nota foi vinculada aos friburguenses dando conta da conquista tão esperada e reclamada pela população. Agora para telefonar para o Rio de Janeiro, basta esperar o sinal, discar o número nove, esperar o novo sinal e aí ligar para o número desejado.
 
Sinfonia no Grupo de Promoção Humana - Um bom programa está reservado para os friburguenses no Grupo de Promoção Humana, no bairro Cônego. Chega a Friburgo a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Florentino Dias. O patrocínio é da URFJ e GPH. O ingresso custa Cr$ 10 e a apresentação começa às 20h.
 
Banco do Brasil pensa que vai negociar com o prédio da Câmara – O Banco do Brasil, agência de Friburgo, está pensando que vai negociar com a Prefeitura de Friburgo o prédio da Câmara Municipal. “Não vai, não senhor”, diz o vereador Bento Ferreira. “E se conseguir vai ter que passar por cima dos 17 vereadores”, garante o vereador. Ninguém vai tocar neste patrimônio histórico de Friburgo. Já estão derrubando muita coisa, mas neste prédio, ninguém toca, nem mesmo a Prefeitura”, completou Bento.
 
Alan vê Friburgo – Nosso companheiro Alan Felix de Souza, já morou em quase todas as capitais da Europa, tendo realizado inclusive trabalhos para a BBC. Alan é uma conquista de A VOZ DA SERRA e ele conta, em entrevista especial, como vê Nova Friburgo, cidade que escolheu para morar.
 
Rio financia indústria de calçados – Um financiamento de Cr$ 2,2 milhões acaba de ser concedido à empresa de calçados Bom Jardim Ltda, pelo Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro S.A (BD -Rio, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral). A empresa vem operando com duas unidades de produção: a de sintéticos, com sede em Bom Jardim, e a de couros, localizada em Nova Friburgo, distando uma da outra de cerca de 20 quilômetros.
 
Interior terá curso do Detran sobre trânsito – O curso que a Diretoria de Habilitação do Detran-RJ começou semana passada na capital, na Escola de Serviços Público do Estado, para supervisores e instrutores de autoescolas, será estendido ainda este mês, inicialmente, às cidades de Nova Iguaçu, que já colocou a disposição a faculdade local para a realização do mesmo, Nova Friburgo e Niterói.
 
Comunicado do TRE – O Tribunal Regional Eleitoral adverte aos interessados que nenhuma propaganda de candidato a cargo eletivo poderá ser realizada antes da respectiva escolha pela convenção partidária que será realizada sob a responsabilidade dos partidos políticos. Alerta ainda que estão proibidas as propagandas em muros, fachadas ou qualquer logradouro público, sejam janelas através de pintura ou cartazes.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Kátia Rocha, Humberto Caputo, Wernher Almeida, Maria Carolina Braune, Djalma Gonçalves e Maria Salete (22); Silvio Spinelli, Maria Vitória, Italo Sérgio, Lucimar de Mello, Vera Regina, Abel Ferreira e Friedrich Schlupp (23); João Batista Laggi, João Batista Pimentel; João Carlos Cortes, Beatriz Fernandes e João Batista de Azevedo (24); Márcio Gonçalves Pereira, Nair Bravo, Wilson Barros, Odgir Rapizo, Pedro Paulo Coutinho e João Antonio Alves Filho (25); Maria Lúcia, Gilberto Souza, Edith Cardinalli e Mauricio Silva (26).
 
E mais
  • O adeus da cidade ao Cine Eldorado com a exibição de “Uma janela para o céu”
  • Heródoto e Ariosto fora da disputa eleitoral 
  • Governador Faria Lima e a integração 
  • Homenagem à colônia alemã
  • Quando a Caixa vai murar seu terreno? 
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
Foto da galeria
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