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Três pontos

sexta-feira, 17 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Frizão Sub-17 vence mais uma no Carioca da Série A2 e sobe na tabela

Em casa, no estádio Eduardo Guinle, e diante da torcida, o Friburguense conquistou uma importante vitória contra o America na categoria Sub-17 do Campeonato Carioca da Série A2. Já a equipe Sub-15 acabou superada pelo mesmo rival, durante partidas realizadas na tarde do último sábado, 11.

Frizão Sub-17 vence mais uma no Carioca da Série A2 e sobe na tabela

Em casa, no estádio Eduardo Guinle, e diante da torcida, o Friburguense conquistou uma importante vitória contra o America na categoria Sub-17 do Campeonato Carioca da Série A2. Já a equipe Sub-15 acabou superada pelo mesmo rival, durante partidas realizadas na tarde do último sábado, 11.

Primeiro a entrar em campo, o time juvenil contou com dois gols de Maicon para vencer o adversário pelo placar de 2 a 0. Com o resultado, a equipe somou dez pontos ganhos, e subiu para a sexta posição do grupo A. A distância em relação ao quarto colocado, Americano, é de seis pontos, com um jogo a menos em relação ao rival de Campos.

No Sub-17, o Frizão foi a campo no último fim de semana com Thiago, Gabriel, Renan, Yuri e Lucas Rodrigues; Renan Daudt, Iago Botelho, Arthur Fábio e Gabriel; Maicon e Yan. Já a equipe sub-15 foi escalada com Enzo, Lucas Santos, Bernardo Rodrigues, Conrado e Davi Buchelle; Davi Sabino, Herick, Bernardo e Cauã Luca; PH e Caio Freitas.

Regras do campeonato

O Frizão está no grupo A da competição, a chave que conta com 12 equipes, ao lado de Pérolas Negras, Resende, Bonsucesso, Serrano, Americano, São Gonçalo, Petrópolis, Univassouras Artsul, Santa Cruz, Paraty e Rio de Janeiro.

Já o Grupo B tem Olaria, America, Audax Rio, Cabofriense, Araruama, Niteroiense, Campo Grande, Nova Cidade, Paduano, 7 de Abril e Serra Macaense, com o total de 11 times.

São ao todo 12 rodadas, onde todos jogam contra todos do outro grupo, sendo que um time do Grupo A sempre folgará na rodada - uma chave tem número par de clubes e, a outra, ímpar. Após a disputa da primeira fase, avançam para as quartas de final as oito equipes melhor classificadas, sendo quatro de cada grupo.

Nesta fase estão previstos dois jogos de mata-mata, com os dois primeiros colocados de cada chave tendo vantagem no placar agregado e decidindo em casa. Para as semifinais, os times seguem enfrentando adversários do mesmo grupo, também em dois jogos de mata-mata, com as equipes mais bem classificadas na primeira fase tendo a vantagem do placar agregado e de jogar a segunda partida em casa.

Infantil não foi bem

No infantil, o Friburguense acabou sendo derrotado por 2 a 0. Na categoria, o Tricolor caiu duas posições na tabela de classificação, para a nona colocação da chave, com sete pontos conquistados. O próximo desafio será já nesta sexta-feira, 17, contra o Nova Cidade, fora de casa, no estádio Joaquim Flores.

 

Tabelão do Friburguense

17/jul - Sex - Nova Cidade x Friburguense

25/jul - Sáb - Friburguense x Audax Rio

01/ago - Sáb - Campo Grande x Friburguense

08/ago - Sáb - Friburguense x Cabofriense

15/ago - Sáb - Niteroiense x Friburguense

22/ago - Sáb - Friburguense x Araruama

 

Brasil Soccer Cup

Em paralelo à disputa do Estadual, o Frizão começa a sua caminhada na Brasil Soccer Cup Sub-16 neste domingo, 19, às 11h, quando recebe a equipe do Petrópolis, no Eduardo Guinle. A casa do Tricolor da Serra é uma das sedes da competição.

O Friburguense está no Grupo D da Brasil Soccer Cup, ao lado de Palmeiras, Imperial e Petrópolis. Na segunda-feira, 20, o Frizão encara o Imperial, às 9h, e encerra a participação nesta primeira fase no dia 21, contra o Palmeiras, às 11h.

A Brasil Soccer Cup é realizada desde 2022 pela Liga Macaense de Desportos (LMD), conta com a supervisão da Ferj e é reconhecida oficialmente pela Confederação de Futebol Brasileira (CBF), como um torneio nacional das categorias Sub-16 e Sub-14.

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    Frizão obtém vitória importante atuando em casa. Tricolor está na briga pelo G-4 no Sub-17 (Fotos: Dudu Correa)

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    Próximo compromisso do Friburguense por ambas as categorias será fora de casa, neste fim de semana (Fotos: Dudu Correa)

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Mais contemplados

quinta-feira, 16 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Bolsa Atleta Federal volta a bater recorde em números este ano

O Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, alcançou um novo recorde em 2026 ao beneficiar 11.182 atletas. O número recorde foi atingido após a divulgação da segunda lista de contemplados no Diário Oficial da União (DOU). O programa continua ampliando seu alcance e fortalecendo o incentivo ao esporte em diferentes níveis, com a inclusão de 297 novos beneficiários entre atletas paralímpicos, olímpicos e surdolímpicos.

Bolsa Atleta Federal volta a bater recorde em números este ano

O Programa Bolsa Atleta, do Ministério do Esporte, alcançou um novo recorde em 2026 ao beneficiar 11.182 atletas. O número recorde foi atingido após a divulgação da segunda lista de contemplados no Diário Oficial da União (DOU). O programa continua ampliando seu alcance e fortalecendo o incentivo ao esporte em diferentes níveis, com a inclusão de 297 novos beneficiários entre atletas paralímpicos, olímpicos e surdolímpicos.

Entre os novos contemplados, a categoria Nacional se destaca, reunindo 192 atletas beneficiários. Também foram incluídos atletas das categorias Internacional (40), Estudantil (41), Base (12) e Olímpico/Paralímpico/Surdolímpico (12). Ainda há uma nova lista, voltada à categoria Atleta Pódio, contemplando outros destaques nacionais.

O Bolsa Atleta oferece apoio financeiro direto a atletas de alto desempenho e garante condições para treinamento e participação em competições nacionais e internacionais. A iniciativa abrange diferentes fases da carreira esportiva, com categorias como Estudantil, Base, Nacional, Internacional e Olímpico/Paralímpico/Surdolímpico além da categoria Pódio, voltada a atletas com potencial de medalha em grandes competições.

Para obter mais informações sobre as categorias de bolsas, bem como os critérios e requisitos para se tornar beneficiário, basta acessar o site gov.br/esporte. Também é possível entrar em contato com o Disque Esporte, pelo número 0800 942 9100, ou enviar uma mensagem via WhatsApp para (61) 3686-3279.       

Em postagem, o Ministério do Esporte destaca que o Brasil está vivendo o maior ciclo de investimento da história. O crescimento de 40% mostra que o esporte voltou a ser prioridade, com planejamento e compromisso com quem representa o país. “Estamos garantindo condições para que nossos atletas possam treinar, competir e alcançar resultados cada vez melhores”, diz a mensagem.

Exemplos de sucesso

A maratonista Mirella Saturnino, da Associação Petrolinense de Atletismo, destaca o impacto do programa em sua vida pessoal e profissional. “Com esse recurso, consigo investir na minha preparação, melhorar minha alimentação e até ajudar minha família. Isso nos dá segurança para seguir sonhando e representando o Brasil cada vez melhor”, disse.

No paradesporto, Marcelo da Silva Rumão, da APA Petrolina, reforça o papel do programa na viabilização da carreira esportiva. Competidor da classe T13 (baixa visão) e campeão brasileiro, ele destaca que o benefício é fundamental para sua rotina.

“O Bolsa Atleta é muito importante para quem vive do alto rendimento. Ele me ajuda com alimentação, materiais e viagens. É uma política que realmente muda a vida da gente”, observou.

O Bolsa Atleta contempla integrantes do esporte surdolímpico (494 no atual edital), além de guias e auxiliares do esporte paralímpico. Em outra frente, passou garantir a manutenção da bolsa para atletas gestantes e puérperas (em fase de amamentação) e garantiu o primeiro reajuste do programa em 14 anos, com os 10,8% de aumento incorporados às bolsas em 2024.

 

Foto da galeria
Maratonista Mirela Saturnino afirma: 'Bolsa Atleta é segurança para seguir sonhando'. (Foto: Henrique Barrios/MEsp)
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Pensamento saudável

quinta-feira, 16 de julho de 2026
por Cesar Vasconcellos

Muitos sofrimentos mentais humanos têm ligação com um padrão negativo de pensar. Mas é possível desenvolver melhor a maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos.

Muitos sofrimentos mentais humanos têm ligação com um padrão negativo de pensar. Mas é possível desenvolver melhor a maneira de pensar, com conteúdos mais saudáveis dos pensamentos. Na verdade, essa deve ser a meta principal em tratamentos psiquiátricos e psicológicos porque se uma pessoa com depressão, ansiedade excessiva e outros sofrimentos emocionais, não aprender a educar seus pensamentos corretamente, e somente seguir um tratamento baseado em medicação, ela poderá ter alívio dos sintomas, mas faltará esse aprendizado sobre cultivar pensamentos saudáveis e lidar com a emoção de forma equilibrada.

Não é fácil mudar a corrente dos pensamentos, ou a forma habitual de raciocinar, porque nos acostumamos a tê-los num sentido pessimista ou otimista, negativo ou positivo, desesperançoso ou esperançoso, alegre ou triste, nervoso ou calmo ao longo da vida. Muito do que sentimos depende do que pensamos, da maneira como pensamos, do que mais pensamos. Em parte, nos tornamos no que mais pensamos e no que mais contemplamos.

Muita gente se acostumou a pensar negativamente contra si mesmo, se depreciando com frequência e isso produz sofrimento emocional. Em vez de cultivar pensamentos de autodesprezo e autodepreciação, você pode se proteger dessa forma de se rebaixar, de se diminuir. Isso envolve, portanto, observar os pensamentos de desrespeito por si mesmo, parar com isso, e passar a pensar de uma forma que, mesmo reconhecendo ter defeitos de caráter, não precisa de desprezar ou depreciar por causa disso.

Lembre-se de que o que mais pensamos, produz o que sentimos. E o que mais sentimos, produz o que fazemos e o que mais fazemos, criam hábitos, e a repetição de hábitos forma a conduta básica na vida, ou seja, nosso caráter. Por isso é que se a maioria dos seus pensamentos for negativa, os sentimentos serão também negativos e as decisões na vida poderão ser negativas, destrutivas, doentias. Por isso pensar correto é importante para a melhora da vida emocional e para a pessoa sair da sensação que pode ser antiga de se sentir rejeitado, sem condições de melhorar, e ficando deprimido.

Sim, é importante a compreensão dos sentimentos, a expressão e a experimentação deles que podem ter estado reprimidos inadequadamente. Expressar é falar, e experimentar é viver o sentimento com equilíbrio. Mas, você pode começar a trabalhar consigo mesmo com a questão da observação de seus pensamentos para ver quais não são saudáveis e lutar contra eles, treinamento se concentrar em melhores pensamentos, e isso já produzirá alívio mental, enquanto você vai aprendendo a lidar com suas emoções de forma também mais saudável, ajudado pelo pensamento construtivo, autoprotetor baseado na verdade.

_______

Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
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IG @claramentent
Tik-Tok claramentent
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O veto que não apagou um nome

quinta-feira, 16 de julho de 2026
por Lucas Barros

Na última terça-feira, 14, a Câmara Municipal de Nova Friburgo decidiu manter o veto do prefeito ao projeto de lei que pretendia dar o nome de Isadora da Silva Cardoso Stulpen Veigaao posto de saúde de Lumiar. A proposta surgiu como uma homenagem e um protesto à menina que faleceu após a ausência de atendimento médico adequado no distrito - caso que provocou enorme comoção popular e reacendeu o debate sobre a precariedade da assistência em saúde naquela região turística. Com a manutenção do veto, o posto permanecerá sem ter o seu nome.

Na última terça-feira, 14, a Câmara Municipal de Nova Friburgo decidiu manter o veto do prefeito ao projeto de lei que pretendia dar o nome de Isadora da Silva Cardoso Stulpen Veigaao posto de saúde de Lumiar. A proposta surgiu como uma homenagem e um protesto à menina que faleceu após a ausência de atendimento médico adequado no distrito - caso que provocou enorme comoção popular e reacendeu o debate sobre a precariedade da assistência em saúde naquela região turística. Com a manutenção do veto, o posto permanecerá sem ter o seu nome.

Para alguns, trata-se apenas de uma discussão administrativa. Para outros, trata-se de memória. E, sobretudo, de significado.

Não pretendo discutir aqui se o veto foi correto ou politicamente conveniente. Há argumentos dos dois lados e cada leitor tem o direito de formar sua própria convicção. O que me chama atenção não é exatamente a placa que deixará de existir. É aquilo que ela representaria.

A sessão do Legislativo que antecedeu esse texto foi marcada por um momento impossível de ignorar. Com a voz interrompida pela emoção, o pai de Isadora olhou para os representantes do município e afirmou que tanto o Executivo quanto o Legislativo carregavam responsabilidade pela morte de sua filha.

Há frases que não se respondem com discursos. Elas permanecem ecoando muito depois de a sessão terminar.

Dar o nome de Isadora ao posto de saúde jamais devolveria uma filha ao pai. Jamais diminuiria a dor da família. Jamais apagaria a tragédia. Mas símbolos possuem uma força que muitas vezes ultrapassa a utilidade prática. Eles lembram às futuras gerações que determinado sofrimento não pode ser esquecido.

A memória existe justamente para impedir que a negligência seja tratada como um acidente qualquer. Porque algumas histórias precisam permanecer vivas para que nunca mais se repitam. E talvez seja exatamente isso que mais incomode.

Um apelo antigo

Durante anos, moradores de Lumiar denunciaram dificuldades relacionadas ao atendimento em saúde. Reclamações antigas, pedidos antigos, reivindicações antigas. A sensação era de que o distrito precisava insistir continuamente para ser ouvido. Até que um dia a tragédia rompeu o silêncio.

Foi preciso perder uma criança para que um tema antigo finalmente ocupasse o centro das discussões públicas. Essa talvez seja uma das maiores feridas da administração pública brasileira. Muitas vezes, a política parece funcionar apenas depois da tragédia. Enquanto o problema é apenas um alerta, ele pode esperar.

Quando se transforma em comoção, torna-se prioridade. Não deveria ser assim. Política pública deveria nascer da prevenção, não do luto. Deveria surgir do planejamento, não da indignação. Deveria proteger vidas antes que elas se transformassem em estatísticas ou manchetes. Infelizmente, a realidade costuma seguir outro roteiro.

Nova Friburgo conhece bem esse ciclo. A saúde continua enfrentando dificuldades estruturais. Faltam profissionais, faltam insumos, faltam respostas. Ao mesmo tempo, assistimos com frequência a debates que parecem caminhar em outra direção. Festas, eventos, inaugurações e anúncios ocupam espaço enquanto problemas antigos permanecem aguardando solução.

Não se trata de afirmar que cultura, turismo ou entretenimento não tenham importância. Têm. Uma cidade também precisa celebrar. Mas existe uma ordem natural das prioridades. Quando o cidadão não encontra atendimento adequado, toda comemoração perde um pouco do brilho. E só quem já precisou, sabe dizer esse sentimento de impotência.

A sensação que permanece é de abandono. É a sensação de que algumas comunidades precisam gritar muito alto para serem percebidas. De que alguns problemas só recebem atenção quando já produziram consequências irreversíveis.

Talvez seja justamente por isso que a discussão sobre o nome do posto tenha provocado tanta repercussão. Não por causa da placa. Mas porque ela acabou se tornando um símbolo de algo muito maior.

O símbolo de uma população que deseja ser lembrada antes da tragédia. O símbolo de famílias que não querem homenagens futuras. Querem atendimento presente. Querem ambulâncias funcionando, equipes suficientes, estrutura adequada e a tranquilidade de saber que, diante de uma emergência, o poder público estará preparado para agir.

No fim das contas, a placa nunca foi o centro da discussão. O verdadeiro debate sempre foi sobre memória. Sobre responsabilidade. Sobre prioridades. E sobre o tipo de cidade que queremos construir. Porque nomes podem, sim, ser vetados. Mas existem histórias que nenhuma votação consegue apagar.

E talvez essa seja a principal delas: a de uma comunidade que aprendeu, da maneira mais dolorosa possível, que nenhuma homenagem será maior do que a obrigação do poder público de proteger vidas. Afinal, monumentos confortam a memória, mas somente políticas públicas impedem que novas lembranças precisem ser erguidas sobre a dor.

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Rompendo padrões

quarta-feira, 15 de julho de 2026
por Camilla Fiorito

Padrões. Modelos repetitivos que se tornam automáticos, que são inseridos como base naquilo que vivemos. 

Seguimos a lógica familiar, repetindo padrões sem nenhum questionamento, somente seguimos. Desde a infância, vamos absorvendo aquilo que foi replicado nas gerações anteriores e que nos foi passado como verdades absolutas ou contentamentos. 

Ficamos imersos dentro de ciclos que se repetem e nossas próprias escolhas ficam em segundo plano, sem percebermos.

Adiante, nos vemos inseridos em relações tóxicas e doentias ou em relações respeitosas e saudáveis.

Padrões. Modelos repetitivos que se tornam automáticos, que são inseridos como base naquilo que vivemos. 

Seguimos a lógica familiar, repetindo padrões sem nenhum questionamento, somente seguimos. Desde a infância, vamos absorvendo aquilo que foi replicado nas gerações anteriores e que nos foi passado como verdades absolutas ou contentamentos. 

Ficamos imersos dentro de ciclos que se repetem e nossas próprias escolhas ficam em segundo plano, sem percebermos.

Adiante, nos vemos inseridos em relações tóxicas e doentias ou em relações respeitosas e saudáveis.

O estar ou não estar passa como um cavalgar em terreno plano ou rochoso. Muitas vezes, sem parada, com desgaste das ferraduras. Sedentos, cavalgamos e cavalgamos, balançando sobre a cela, em um percurso longo ou curto, mas com impactos reais que são sentidos e enraizados em nosso ser.

O sentimento de dor ou liberdade chega de acordo com aquilo que nos foi passado. E eternizar dores pode sim deixar de ser uma opção. 

Romper padrões não é fácil, mas é totalmente possível. É uma decisão corajosa não seguir com aquilo que causa sofrimento emocional.

Quando decidimos não perpetuar dores que não são nossas, realizamos um ato de amor próprio consigo e com as gerações futuras que estão por vir. 

É um aprendizado se afastar de relações que adoecem ou que causam gatilhos que machucam. Assim como aceitar que autocuidado não é uma ação de egoísmo, mas, sim, de amor e acolhimento. 

Não deixe o passado escolher por você. 

Faça suas escolhas!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Este ano tem eleições. Votemos com consciência

quarta-feira, 15 de julho de 2026
por Max Wolosker

No próximo dia 28, os partidos políticos brasileiros, uma penca que contribui para encarecer ainda mais a política nacional, definirão seus candidatos para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais. Esses postulantes, se eleitos, serão responsáveis pela condução dos destinos do combalido Brasil, por mais quatro anos. Na realidade, são velhos conhecidos, pois à semelhança da idade média, a política nacional transformou-se num verdadeiro feudo.

No próximo dia 28, os partidos políticos brasileiros, uma penca que contribui para encarecer ainda mais a política nacional, definirão seus candidatos para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais. Esses postulantes, se eleitos, serão responsáveis pela condução dos destinos do combalido Brasil, por mais quatro anos. Na realidade, são velhos conhecidos, pois à semelhança da idade média, a política nacional transformou-se num verdadeiro feudo.

Assim como os nomes são, na prática, os mesmos, os bordões pré-campanha de que tudo farão pela segurança, pela educação, pela saúde e pela estabilidade econômica não mudam. Mesmo que saibamos que o Brasil está nas mãos dos PCCs e CVs da vida, com peças infiltradas no Congresso Nacional, nas câmaras estaduais e municipais e nas prefeituras; assim pensar em segurança torna-se uma utopia, a menos que viremos um El-Salvador, onde seu atual presidente pôs ordem na casa. A educação continua uma lástima, pois povo inteligente não se deixa enganar facilmente.

Portanto, é de suma importância que o eleitor vote com consciência, saiba escolher bem seus candidatos, separando o joio do trigo e elegendo pessoas capazes, de bons princípios e, principalmente, patriotas interessados no crescimento do Brasil como nação e com reconhecimento de ser um país sério. O problema é que nosso povo cada vez se interessa menos por política; além disso, o grande número de alfabetizados funcionais faz com que sejam facilmente influenciados pela propaganda eleitoral enganosa, conduzida com maestria pela mídia esquerdista e comprometida do Brasil.

Dívida externa

Desde 2002, com duas exceções, Temer exercendo um mandato tampão após a cassação da presidente Dilma Rousself e de Jair Bolsonaro, no período de 2018 a 2022, quem esteve no comando do país foi o PT. E nesse período a dívida externa brasileira só cresceu. De acordo com a Trading Economics “A dívida externa no Brasil aumentou para 855.647,24 milhões de USD (dólar americano) no primeiro trimestre de 2026, em comparação com 819.469,66 milhões de USD no quarto trimestre de 2025.

“A dívida externa no Brasil teve uma média de 350.490,05 milhões de USD de 1980 até 2026, atingindo um máximo histórico de 855.647,24 milhões de USD no primeiro trimestre de 2026 e um mínimo recorde de 64.259,50 milhões de USD no quarto trimestre de 1980”.

Com relação à dívida interna, de acordo com o portal G1: “A dívida do setor público consolidado registrou alta de um ponto percentual em julho, atingindo 77,6% do PIB — o equivalente a R$ 9,6 trilhões, segundo dados do Banco Central”. O G1 informa ainda que, segundo o BC, o método, utilizado desde 2008, "reflete as características institucionais brasileiras". 

“No padrão do Fundo Monetário Internacional (FMI), referência para comparação internacional — que inclui títulos públicos que estão na carteira do BC no endividamento brasileiro —, a dívida do país é muito maior: 90% do PIB (patamar de julho)”. Ou seja, ao contrário do que apregoa nosso presidente, o país não é nenhum exemplo de crescimento sustentado, muito pelo contrário, ele caminha a passos gigantes para se tornar uma republiqueta venezuelana, rica em petróleo, mas cuja economia é um desastre e a população se vê às voltas para ter uma alimentação digna. O país chafurda na mediocridade de seus ex-presidentes de esquerda Hugo Chaves e Nicolás Maduro, hoje preso nos Estados Unidos.

O que mais dói é saber que até o Paraguai, até tempos atrás o patinho feio da América do Sul, ostenta um crescimento econômico melhor que o nosso. Haja visto a migração importante de empresas brasileiras para as terras guaranis.

Claro que o PT tem muitos adeptos, aqueles que se locupletam das benesses do governo, os que não leem e apenas se deixam enganar pelo noticiário comprometido da mídia mal-intencionada e os que não se importam com os destinos do país, desde que não sejam prejudicados.

O grande problema nacional é que a cada eleição, procuramos eleger o menos pior, pois o que se foi não deixa saudades, e a renovação inexiste, a cada ano que passa nossos jovens se interessam menos pela política. Aliás, devemos isso à 1964, quando a intervenção militar amordaçou os diretórios acadêmicos de nossas faculdades, de onde saíam líderes importantes do Brasil.

Que façamos, aqueles que ainda têm um pouco de amor pela pátria, um mergulho na vida política dos nossos atuais candidatos e que consigamos eleger pessoas realmente comprometidas com o bem-estar do Brasil e por consequência, do seu povo.

É querer muito, mas que consigamos eleger um presidente que remeta o Brasil ao seu patamar de nação séria, sem a alcunha de ser uma das mais corruptas do mundo, menos endividada e que voltemos a ter orgulho de sermos brasileiros. Atualmente, até a nossa seleção já não é mais a mesma, um desastre.

 E que tenhamos um governador que recoloque o Estado do Rio de Janeiro no patamar que já foi, de um dos mais importantes do Brasil. Por falar nisso, Sérgio Cabral esteve recentemente por aqui, num conhecido estabelecimento de Friburgo. Só não sei se ainda usa tornozeleira eletrônica.

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Caminho definido

quarta-feira, 15 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense estreia fora de casa na Série B2 do Carioca

Friburguense estreia fora de casa na Série B2 do Carioca

Um caminho repleto de novas equipes, contra as quais o Friburguense de temporadas atrás não imaginaria enfrentar. O cenário mudou, e o Tricolor da Serra vive uma nova realidade, como consequência de diversos e complexos fatores que envolvem falta de recursos, de apoio, investimentos limitados e outras dificuldades. Além, obviamente, do insucesso dentro das quatro linhas nesses últimos anos. Desta forma, o Frizão terá que encarar, este ano, a Série B2 do Campeonato Carioca, equivalente a quarta divisão do futebol estadual.

Em reunião do Conselho Arbitral com os clubes participantes, na tarde de segunda-feira, 13, na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foram definidos o regulamento e a tabela da competição. O início está previsto para 30 de agosto, e o Friburguense terá o Serra Macaense como primeiro adversário. A partida acontece fora de casa, possivelmente no Moacyrzão, em Macaé. O primeiro desafio em Nova Friburgo será contra o terceiro colocado da Série C - ainda em andamento -, no dia 6 de setembro.

Regras

O campeonato terá 12 equipes, com turno único, onde todos jogam contra todos, classificando os quatro melhores times colocados para as semifinais e finais. Ao final do turno, a melhor equipe fatura o título da Taça Maracanã, e as duas piores serão rebaixadas para a Série C.

Os dois finalistas da competição conquistam o acesso para a Série B1 (terceira divisão). A premiação da B2 será de R$ 300 mil, destinando a quantia de R$ 150 mil para o campeão, R$ 75 mil para o vice, R$ 45 mil para o terceiro colocado e R$ 30 mil para o quarto lugar.

O fator casa poderá ser um aliado para o Friburguense. O Tricolor disputará seis das 11 rodadas no estádio Eduardo Guinle, enquanto irá viajar em outras cinco oportunidades. Longe de seus domínios, o Frizão encara o campeão e o vice da Série C, tendo ainda a estreia diante do tradicional Serra Macaense e os confrontos contra Paraty e 7 de Abril. O último jogo da fase de classificação será em Nova Friburgo, contra o Santa Cruz, em 1º de novembro.

A queda no ano passado

Em 2025, o Tricolor da Serra viveu um ano difícil, que resultou na queda para quarta divisão e impôs o cenário desafiador para a temporada de 2026. Durante a disputa da Série B1, o Frizão obteve apenas uma vitória — contra o campeão Serrano — e um empate. Foram nove derrotas, seis delas pelo placar 1 a 0.

Ainda sem uma definição concreta sobre a venda do futebol para algum investidor e, portanto, sem recursos para contratações de alto valor, o Friburguense deve novamente apostar na mescla entre os garotos das divisões de base e jogadores mais experientes, que irão chegar para encorpar o plantel de jogadores.

 

Tabela do Frizão

30/ago - Dom - 14h45 - Serra Macaense x Friburguense

06/set - Dom - 14h45 - Friburguense x 3º lugar Série C

13/set - Dom - 14h45 - Paraty x Friburguense

20/set - Dom - 14h45 - Friburguense x 4º lugar Série C

27/set - Dom - 14h45 - Friburguense x Belford Roxo

01/out - Qui - 15h - 7 de Abril x Friburguense

05/out - Seg - 15h - Friburguense x Paduano

11/out - Dom - 15h – vice-campeão Série C x Friburguense

18/out - Dom - 15h - Friburguense x Rio de Janeiro

25/out - Dom - 15h - Campeão Série C x Friburguense

01/nov - Dom - 15h - Friburguense x Santa Cruz

 

Primeira rodada - 30 de agosto

Paraty x Belford Roxo

Santa Cruz x 7 de Abril

Rio de Janeiro x Vice da Série C

Serra Macaense x Friburguense

Campeão da Série C x Paduano

3º lugar da Série C x 4º lugar da Série C

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    Friburguense em ação na temporada de 2025: uma única vitória, contra o Serrano, marcou a queda para a B2 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Eduardo Guinle poderá ser um importante aliado do Tricolor em busca do acesso (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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A VOZ DA SERRA é uma sucessão de surpresas

terça-feira, 14 de julho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério publicada na capa da edição do último fim de semana, um alerta para uma situação recorrente que tem sido uma pedra no sapato dos transeuntes que passam em alguns pontos críticos da cidade. O Cão Sentado, na charge, não economizou sua preocupação com o descaso que paira em determinados pontos de perigo para a população. Volta e meia, alguém despenca de uma calçada que, há muito, deveria possuir um guarda-corpos. Acorda, Nova Friburgo!

Na carona da charge de Silvério publicada na capa da edição do último fim de semana, um alerta para uma situação recorrente que tem sido uma pedra no sapato dos transeuntes que passam em alguns pontos críticos da cidade. O Cão Sentado, na charge, não economizou sua preocupação com o descaso que paira em determinados pontos de perigo para a população. Volta e meia, alguém despenca de uma calçada que, há muito, deveria possuir um guarda-corpos. Acorda, Nova Friburgo!

Se caminhar em alguns trechos da cidade pode ser uma cilada, “entrar” no Caderno Z é sempre um caminho seguro e prazeroso.  É comum, no meu texto das surpresas, desde os tempos do meu início como colunista, “musicar”, como se fosse escolhida, na minha cabeça, uma trilha capaz de interagir com um tema abordado. Desta vez, não seria diferente, pois, “Quando a voz de uma pessoa muda o mundo”, me veio Milton cantando: “É bom assim, ser a voz que alegra alguém além do oceano, além das nações...”

E assim tem sido a voz de Malala que, ao completar 16 anos de idade, no dia 12 de julho de 2013, discursou na Assembleia da Juventude na Organização das Nações Unidas. Seu discurso se desdobrou entre defesas sobre edificação humana, a partir dos saberes da educação. Sua célebre afirmação de que “uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo” tem sido pauta reflexiva e ativa para a mudança mundial e que, sem esse quarteto, o protagonismo humano não avança nem para a paz.

Marcelo Gonzales costurou muito bem os feitos de Malala no tecido musical da nossa banda Euterpe Lumiarense que “se recusa a ser apenas lembrança”, que “não caminha sozinha, pois ao seu redor caminham as oficinas de instrumentos, o cinema, a leitura, a dança, “a memória e o encontro”.

Num texto maravilhosamente construído, Gonzales nos aproximou do 5º distrito, dos sentimentos, de sua gente banhada em arte e concluiu: “A Euterpe não é apenas um espaço onde a música acontece. É um lugar de memória contínua ensaiando o futuro...”.  O ensaio do futuro é a peça fundamental da arquitetura humana e a Usina Cultural cria horizontes no projeto, cujo nome dá vida e visibilidade para talentos que têm luz própria. E a Usina Cultural Energisa inaugura mais uma “Usina Viva” -  uma programação com várias parcerias, até 12 de dezembro.

Seguindo a trilha cultural, a Casa de Cultura e Cidadania de Olaria está com novas atividades. A programação é gratuita e oferece oficinas de Hip Hop, Crochê, Percussão, Desenho, Dança do Ventre, Artesanato, Violão, Banda e Brincadeiras Tradicionais. O  espaço cultural fica localizado na Rua Gustavo Lira, 209. Para inscrição ou informações, o contato pode ser feito pelo número (22) 2521-5304. Buscar a arte, difundi-la e praticá-la é uma essência que permeia a vida.

Na coluna “Há 50 anos”, o querido Gama – Grupo Arte Movimento e Ação, criado pelo inesquecível Jaburu, percorria várias cidades de Minas Gerais com apresentações da peça “O que mantém um homem vivo”, de Bertholt Brecht.

Com tantas datas no calendário, não poderia faltar o Dia Mundial do Rock – 13 de julho. Lais Lima nos trouxe um excelente panorama do estilo musical que tomou conta do mundo. De Elvis Presley, Beatles e Rolling Stones, o som das guitarras se expandiu e hoje se mantém eletrizado pelas possibilidades que o sistema digital nos oferece. Jessyka Azevedo contou a experiência com sua playlist. É a facilidade de gostar de uma música em um filme ou série, pesquisar na internet e adicionar a uma playlist.

Seja na modernidade ou no modo antigo, nas telas, no vinil, na fita k7, no cinema, no show, nos documentários, importa mesmo é vivenciar o rock, mantê-lo vivo e empolgante. É o estilo que se renova!

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O vício arrasta vidas inteiras ao abismo

terça-feira, 14 de julho de 2026
por Tereza Malcher

As obras literárias “Camaleão”, livro infantojuvenil, de Maria Clara Cavalcanti, e “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, foram dois livros que me despertaram para um tema difícil de abordar, triste e delicado. Faz tempo que estou adiando desenvolvê-lo posto que expõe a cruel realidade decorrente do vício na vida pessoal do dependente, em sua vida familiar, nos laços afetivos e nas relações sociais. São histórias que se repetem, esgarçam propósitos de vida e anulam esperanças, processos que arrastam vidas inteiras a um abismo.

As obras literárias “Camaleão”, livro infantojuvenil, de Maria Clara Cavalcanti, e “Trilogia de Copenhagen: infância, juventude e dependência”, da autora dinamarquesa Tove Ditlevsen, foram dois livros que me despertaram para um tema difícil de abordar, triste e delicado. Faz tempo que estou adiando desenvolvê-lo posto que expõe a cruel realidade decorrente do vício na vida pessoal do dependente, em sua vida familiar, nos laços afetivos e nas relações sociais. São histórias que se repetem, esgarçam propósitos de vida e anulam esperanças, processos que arrastam vidas inteiras a um abismo.

“Camaleão” fala de uma menina que gostaria de desaparecer no estampado do sofá, na escuridão da noite ou no azul da colcha da sua cama sempre que sentisse um cheiro diferente no beijo do pai. Quando isso acontecia, ele se tornava uma pessoa cruel, fazendo lágrimas escorrerem nos olhos da mãe e a menina fugir para a casa da avó. Com uma linguagem cuidadosa e preocupada com o entendimento do leitor infantil, a autora mostra a realidade sofrida e destrutiva de uma família que convive com o vício do álcool. O que não é raro nas famílias, ao contrário, é mais comum do que se possa imaginar.

Maria Clara, através de “Camaleão”, é solidária às crianças que sofrem com o alcoolismo de um dos pais ou parentes que convivem na mesma casa. Mostra, ao longo da história, que mudar é possível e que cada um pode tomar as rédeas da própria vida.

Tove Ditlevsen escreve sua autobiografia em “Trilogia de Copenhagen”, que foi considerada pelo New York Times um dos melhores livros do século XXI. De fato, ela escreve, com coragem, sua travessia pela vida, desde criança, sem deixar de mostrar, com minúcias, as dificuldades que passou e conquistas que realizou, sendo a literária bastante significativa. A meu ver, a mais importante foi o enfrentamento do vício em opioides (classe de drogas analgésicas potentes que atuam no sistema nervoso central para aliviar dores e apresentam alto risco de dependência e efeitos colaterais graves).

O vício percorre os caminhos biológicos e existenciais de uma pessoa, através do uso de substâncias químicas que têm o poder de iludir por uma recompensa anestésica, digamos assim, que, através do prazer momentâneo, sequestra-a da rotina diária. É um hábito, de início, altamente sedutor que vai retirando sua liberdade individual, esvaziando os significados da vida, incapacitando-a de resistir. O viciado, passa, então, a ser movido por um estímulo incontrolável em busca de alívio imediato, seguido de prazer. Ou seja, os vícios têm potencial destrutivo, além de impedirem que o usuário pare para avaliar as consequências que dilaceram a sua vida à longo prazo. Podem levar à morte.

A droga, seja de que natureza for, desfragmenta a autonomia humana: o corpo, a mente e a afetividade. Corrói a identidade, a autoestima, as propostas de vida e, principalmente, o livre-arbítrio do viciado. É como uma espiral repetitiva, cujos eventos são muitas vezes trágicos.

Além dos vícios químicos (álcool, tabagismo, drogas ilícitas e energéticos, dentre outros). Há vícios comportamentais que afetam o sistema de recompensa cerebral de forma semelhante às drogas. Podem causar consequências severas à vida do viciado, como ansiedade, depressão, perda de controle da rotina diária, isolamento social e desajustes na vida familiar. Caracterizam-se pela repetição compulsiva de um comportamento que gera prazer imediato, seguido de arrependimento e prejuízo, como os tão populares jogos de azar, as apostas, os videogames e demais digitais/tecnológicos que causam dependência das redes sociais, dos videogames e da internet em geral. Também pertencem a esse grupo o vício em compras (oniomania) em trabalho (workaholismo).

Todo o vício requer tratamento médico, psicológico, terapias de apoio e alternativas de assistência, não somente do viciado, como dos familiares. Carl Jung considerava que o vício preenche vazios emocionais ou espirituais, enquanto decorrente de um sofrimento profundo. O vício anestesia dores. “É uma tentativa de preencher o vazio da alma que tem a forma de Deus”.

A cura é decorrente de um profundo processo de autoconhecimento. Como do entendimento e aceitação das perdas e dores afetivas e, principalmente, da descoberta dos motivos pessoais para viver.

Meu padrasto, Gilberto Avena, geriatra e cardiologista, sempre me dizia: “A espiritualidade é fundamental em todo processo de tratamento e cura”.

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Desafio

terça-feira, 14 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona Serra Imperial movimenta atletas de corrida em Friburgo

As corridas de rua, que recentemente foram tema de audiência pública na Câmara Municipal, seguem a todo o vapor em Nova Friburgo, E pelo menos mais um grande evento irá movimentar a cidade nos próximos dias, reunindo atletas e amantes da modalidade, que não para de crescer e ganhar adeptos no município.

Maratona Serra Imperial movimenta atletas de corrida em Friburgo

As corridas de rua, que recentemente foram tema de audiência pública na Câmara Municipal, seguem a todo o vapor em Nova Friburgo, E pelo menos mais um grande evento irá movimentar a cidade nos próximos dias, reunindo atletas e amantes da modalidade, que não para de crescer e ganhar adeptos no município.

Acontece no próximo domingo, 19, a Maratona Serra Imperial. De acordo com os organizadores, a promessa é que este seja o maior evento de corrida da região, sendo esta a primeira maratona seletiva do Brasil, onde somente poderão se inscrever corredores que já tenham realizado uma maratona em menos de quatro horas e meia.

Contudo, também há opções paras aqueles que optam por distâncias menores e buscam se desafiar. Além da maratona terão mais três distâncias: 5, 21 e 30 quilômetros. Todas as provas terão largadas ao longo do Circuito Tere-Fri e chegadas no Sesc.

Para facilitar o acesso dos participantes, haverá um ônibus saindo da Praça do Suspiro para cada largada (as passagens devem ser adquiridas no mesmo site da inscrição, o www.ticketsports.com.br, até esta quarta-feira, 15).

O kit oferecido aos atletas conta com número de peito com chip, camiseta oficial, sacochila e medalha de participação para concluintes. Haverá ainda premiações com troféus para os cinco primeiros colocados no geral masculino e feminino, em todas as provas, e por faixa etária (de cinco em cinco anos) nas provas de 42, 30, 21 e 5k. A maratona também terá premiação em dinheiro.

Corrida de Inverno SM 2026

Outra opção para os amantes da corrida de rua em Nova Friburgo é a Corrida de Inverno SM 2026. O evento, já com inscrições abertas, será realizado em 2 de agosto, com percurso pelo centro da cidade. A largada acontece a partir das 7h, na Avenida Alberto Braune, em frente ao supermercado SuperMarket. A expectativa é reunir até 1.500 participantes.

A corrida será disputada na categoria individual masculino e individual feminino, onde cada atleta correrá 4 ou 8 quilômetros, com os percursos divulgados no site www.corridadeinvernosm.com.br. Também há a opção da caminhada de dois quilômetros, sem premiação em troféu ou valores. A retirada de kits para participantes da corrida acontecerá no dia que antecede o evento, ou seja, dia 1º de agosto, no supermercado, das 9h às 17h.

São premiados os cinco primeiros colocados gerais por ordem de chegada, no masculino e feminino, com premiação em dinheiro, e também por categorias.

Manual de corridas

O crescimento das corridas de rua é notório em Nova Friburgo, e levou a Câmara de Vereadores a realizar, recentemente, uma audiência pública para discutir os desafios para a realização desses eventos no município.

A discussão, proposta pelo vereador Maicon Gonçalves (Mobiliza), reuniu representantes do poder público, entidades esportivas, organizadores de provas, assessorias de corrida e atletas.

Um dos principais destaques da audiência foi o anúncio da elaboração do Manual de Corrida de Rua de Nova Friburgo, que reunirá, em um único documento, todas as orientações, exigências e procedimentos necessários para a organização e legalização de eventos da modalidade.

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    Estrada Tere-Fri se transforma em pista de atletismo e desafia corredores e maratonistas (Foto: Henrique Pinheiro)

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    Registro da edição anterior da Corrida de Inverno: organização espera até 1,5 mil corredores (Foto: Divulgação)

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