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SOS Mata Atlântica

sábado, 30 de maio de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Isabel Gakran e Carl Nduzi Gakran fundadores do Instituto Zág para salvar as araucárias da extinção (crédito: Anderson Coelho / Instituto Zág)

Na sequência dos artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que em breve será uma realidade em Nova Friburgo, o artigo dessa semana já estava pronto, mas resolvi prestar uma homenagem e destacar os trabalhos de uma ONG que vem realizando há 40 anos um trabalho exemplar: a SOS Mata Atlântica.

Na sequência dos artigos sobre o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que em breve será uma realidade em Nova Friburgo, o artigo dessa semana já estava pronto, mas resolvi prestar uma homenagem e destacar os trabalhos de uma ONG que vem realizando há 40 anos um trabalho exemplar: a SOS Mata Atlântica.

Na última terça-feira, 26, estivemos no Museu do Amanhã no Rio de Janeiro participando da bela e justa homenagem à essa ONG. Houve a apresentação de pequenos vídeos dos seus trabalhos mais recentes, de falas dos seus fundadores e seus atuais dirigentes, inclusive da presidente do conselho atual, a simpática Márcia Hirota.

Fomos bridados inclusive, com a apresentação de um vídeo das mulheres exemplares que trabalham pela restauração florestal e outro vídeo das ações pela restauração da Araucária do Instituto Zag. Clique no link:  https://www.instagram.com/institutozag/ São da tribo Xokleng, uma tribo quase extinta de Santa Catarina, que hoje luta não só pela sua própria sobrevivência como das espécies ameaçadas da região.

O evento contou com a presença do casal à frente dos trabalhos e de sua pequena e fofa filha chamada Zágtxo, que já os representou na ONU, hoje com quatro anos, cujo nome significa Floresta de Araucárias.

Ações da Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica participou e colaborou, direta ou indiretamente, de diversas ações ambientais relacionadas à região serrana do Estado do Rio de Janeiro, especialmente ligadas à conservação da Mata Atlântica. São ações de restauração florestal, monitoramento ambiental e políticas públicas. Presta apoio e fortalecimento de políticas públicas de conservação da Mata Atlântica, incluindo iniciativas de criação e valorização de unidades de conservação, RPPNs e corredores ecológicos na Serra do Mar. Tem participação em programas e campanhas de restauração florestal e recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica e projetos que incentivam reflorestamento com espécies nativas, com mais de 42 milhões de árvores nativas plantadas, o que é extraordinário.

Participa de ações de educação ambiental, mobilização social e campanhas públicas sobre proteção da Mata Atlântica, recursos hídricos e biodiversidade, frequentemente em parceria com escolas, ONGs locais, comitês de bacia e órgãos ambientais. Apoiou mais de 500 unidades de conservação em áreas de floresta, costa e mar.

Participa ativamente junto com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)  do Atlas da Mata Atlântica, sempre atualizado, com importantes informações para referência em pesquisas e educação. Clique no link: http://mtc-m21d.sid.inpe.br/ibi/sid.inpe.br/mtc-m21d/2026/05.19.14.25?forcehistorybackflag=1&parentidentifiercitedby=8JMKD3MGP3W34T/4C26B5L&forcerecentflag=0&searchinputvalue=&languagebutton=pt-BR&ibiurl.clientinformation.citingitem=sid.inpe.br/mtc-m21d/2024/09.06.19.24&linktype=relative

Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica

Além das inúmeras atividades citadas, a SOS Mata Atlântica dá atenção especial e apoia a elaboração e fortalecimento dos Planos Municipais da Mata Atlântica, ferramenta importante para municípios como Nova Friburgo planejarem conservação, restauração e uso sustentável do território.

Há uma página específica sobre o Plano, que vale ser visitada para compreender melhor essa iniciativa que em breve será parte das ações da defesa da Mata Atlântica no nosso município. Clique no link: https://www.sosma.org.br/politicas/planos-municipais-de-mata-atlantica?utm_source=chatgpt.com e o mapa com gráficos da Mata Atlântica no município. Clique no link: https://www.aquitemmata.org.br/#/busca/rj/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo

Alerta e mensagem importante da sua liderança

Uma das falas mais importantes do evento foi a do ex-deputado constituinte por São Paulo, Fábio Feldman, que fez um relato dos esforços dos parlamentares ambientalistas para a inclusão do artigo 225 da Constituição de 1988, que diz que “ Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Esse artigo baliza as ações de preservação da biodiversidade e qualidade de vida. No seu relato, o ex-deputado comentou sobre os trâmites para a inclusão desse artigo, no ambiente de restauração da democracia, favorável às ações civilizatórias.

Um ponto de destaque no seu discurso foi a denúncia dos riscos atuais do Congresso que vem fragilizando a legislação de defesa do meio ambiente, com sérios riscos de retrocesso em relação às conquistas duramente alcançadas após décadas de empenho e dedicação do conjunto da sociedade, servindo de alerta para focarmos nas escolhas futuras em candidatos que defendam o meio ambiente não apenas com palavras que nem sempre refletem suas ações, mas que defendam efetivamente a biodiversidade, defendam os licenciamentos ambientais, o monitoramento e punição das ações de degradação e criminosas, e tantas outras ações fundamentais dessa causa. Em breve estará em nossas mãos eleger quem efetivamente faça a defesa da Vida.

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Novo comando

sábado, 30 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Carlos Alberto Muzzi eleito para a presidência do Roqueano

Um dos clubes mais tradicionaisl de Nova Friburgo, o Roqueano Social Clube terá um novo presidente. Candidato único, Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, foi eleito no último dia 17 de maio, e assumirá a presidência do Conselho Diretor do clube situado na via expressa para o biênio 2026-2028. Do total de 56 sócios participantes do pleito, 49 votaram de forma favorável para elegê-lo. Este será o quarto mandato de Bocão, substituindo Heraldo Klein.

Carlos Alberto Muzzi eleito para a presidência do Roqueano

Um dos clubes mais tradicionaisl de Nova Friburgo, o Roqueano Social Clube terá um novo presidente. Candidato único, Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, foi eleito no último dia 17 de maio, e assumirá a presidência do Conselho Diretor do clube situado na via expressa para o biênio 2026-2028. Do total de 56 sócios participantes do pleito, 49 votaram de forma favorável para elegê-lo. Este será o quarto mandato de Bocão, substituindo Heraldo Klein.

Com um clube equacionado, manutenção constante dos espaços e contas em dia, o futuro presidente planeja dar continuidade ao que tem sido feito nos últimos anos e projeta agregar um novo espaço: um salão de festas para os associados, a ser construído em cima do salão de jogos, localizado na chegada ao clube.

“Esse é o meu principal objetivo. O Heraldo (antecessor) já fez um telhado que estávamos precisando, e agora darei continuidade ao trabalho feito. Alugamos um espaço para a prefeitura e não temos outro semelhante que seja direcionado aos associados. Por isso a ideia de construir o salão. Para levantar recursos, buscaremos parcerias com algumas pessoas, à exemplo do Jairo Wermellinger, que é sócio benemérito e sempre nos ajuda”, explica.

O clube da família

Conhecido como o “Clube da Família”, o Roqueano mantém uma boa piscina, campo de futebol society, quadra de areia, salão de baile, bar, saunas masculina e feminina e salão de jogos. Além disso, também conta com um salão capaz de receber em torno de 400 pessoas, com entrada independente pela via expressa.

Em termos estruturais, o clube evoluiu nos últimos anos, e dentre os mais novos espaços, está a bela sala de troféus que eterniza parte da sua história, juntamente com a da antiga fábrica Torrington.

Todas as sextas-feiras, o Roqueano promove bailes no espaço conhecido como Varandão, o que ajuda na arrecadação de recursos para manter o funcionamento e promover melhorias no clube. Atualmente, o quadro de associados conta com cerca de 250 pessoas.

“Temos um bom quadro de sócios, e o clube se mantém. Agora é dar prosseguimento à gestão do Heraldo, seguindo em frente para melhorar tudo o que nós já temos e o que já foi feito”, pontua o presidente eleito.

História

O Roqueano Social Clube nasceu a partir da paixão de alguns amigos por futebol. O grupo disputava a terceira divisão do campeonato amador da cidade e conquistava títulos. Com o passar do tempo e o enfraquecimento do amadorismo no município, os laços desportivos se desfizeram e os sociais ganharam força.

No início, quando a sede era localizada próximo ao antigo cinema São Clemente, o clube ficou famoso pelos bailes. Pouco tempo depois, o Roqueano mudou-se para um terreno ao lado do Colégio Municipal Dermeval Barbosa Moreira, também em Olaria, onde durante anos funcionou uma fábrica de calçados. Parte da atual sede foi comprada no início dos anos 80, e a construção do clube aconteceu de forma gradativa.  

Conselho Diretor - biênio 2026 / 2028

Presidente: Carlos Alberto Muzzi

Vice-presidente administrativo: Antônio Carlos Nogueira

Vice de Finanças: Rogério Shott Carriello

Vice Jurídico: Rodrigo Jardim Ascolly

Vice Social /Cultural: Misael Pereira da Costa

Vice de Esportes: Luciano Luiz da Silva

Vice de Patrimônio: João David Pinheiro Leite

Vice Aquático: Marllom da Silva Coelho

Vice Médico: Alexandre de Oliveira Pacheco

Vice de Relações Públicas: Celso Antônio da Conceição

Tesoureiro: Rogério Schott Carrielo

Diretor de Carteado: Rosaldo Sardou

Secretário: Antônio Carlos

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    Carlos Alberto Muzzi, o Bocão, irá para o seu quarto mandato à frente do clube (Foto: Divulgação)

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    Bocão e Heraldo, futuro e atual presidentes, alinham manutenção do trabalho que é realizado nos últimos anos (Foto: Divulgação)

  • Foto da galeria

    Além de Bocão, presidente eleito do Conselho Diretor, Roqueano tem César Braga Gastim no comando do Conselho Deliberativo (Foto: Divulgação)

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BNH lança programa para empresa financiar casa para funcionários

sábado, 30 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 29 e 30 de maio de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

BNH lança programa para empresa financiar casa e seus empregados – Por sugestão dos engenheiros Heródoto Bento de Mello e Ariosto Bento de Mello, feita durante a realização do I Pleinco, realizada em Nova Friburgo, BNH lança agora um programa para empresa financiar a casa própria para seus empregados. O fato merece destaque especial, pois foi exatamente dos dois engenheiros a ideia surgiu e é acatada pelo BNH.

 

Edição de 29 e 30 de maio de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

 
Manchetes
 
BNH lança programa para empresa financiar casa e seus empregados – Por sugestão dos engenheiros Heródoto Bento de Mello e Ariosto Bento de Mello, feita durante a realização do I Pleinco, realizada em Nova Friburgo, BNH lança agora um programa para empresa financiar a casa própria para seus empregados. O fato merece destaque especial, pois foi exatamente dos dois engenheiros a ideia surgiu e é acatada pelo BNH.
 
Mário Dutra cotado – O médico Mário Dutra já tem seu nome bastante cotado para disputar uma chapa arenista nas próximas eleições. O dr. Mário Dutra tem sido bastante sondado, mas prefere por enquanto não se manifestar sobre o assunto, esperando contudo uma posição oficial do partido.
 
Congresso Bíblico – Neste fim de semana se realiza mais um Congresso Regional das Testemunhas de Jeová no Colégio Estadual Canadá. O ponto alto do encontro está previsto para às 14h de domingo com um discurso público sobre o tema “Como o Reino de Deus o afeta”. No domingo pela manhã haverá batismo de novas testemunhas.
 
Javier esclarece convite para a vice-prefeitura – O médico Javier Flores falando a AVS afirmou que se sentia realmente prestigiado com a veiculação de seu nome para concorrer numa chapa para a vice-prefeitura, na próxima eleição. No entanto, ele ainda considera prematura esta ideia e, apesar de já ter se filiado à Arena, não pretende concorrer nas próximas eleições.
 
Distritos poderão ter sistema de radiotelefonia – Despachando, com o secretário de Serviços Públicos, Silvio Spinelli, o prefeito Amâncio Azevedo, determinou os estudos de viabilidades técnica e econômica para a instalação de um serviço de rádio, no alto da Caledônia, que permita a comunicação com a Zona Rural de Nova Friburgo que não é atendida pela Companhia Telefônica.
Ratos: Um para cada habitante – Há em Friburgo um rato para cada habitante, cifra que pode aumentar a cada dia, cabe às autoridades fazerem a diferença. Medidas paliativas poderiam ser desenvolvidas no município, no sentido profissional e de higiene. Hoje em Friburgo pode-se dizer que o problema é dramático e não se ouve ninguém falar sobre combater o aumento das ratazanas.
 
Country promove festa da cerveja e vinho – Duas grandes atrações para o inverno friburguense estão anunciadas no Colunão pelo Nova Friburgo Country Clube: o festival da cerveja e vinho, Friburgo poderá ser também sede do campeonato nacional de tênis.
 
Eldorado, o amor e a saudade de todos – O Cine Eldorado encerra suas atividades na próxima segunda-feira, com o filme “Uma Janela para o Céu”. Os proprietários do cinema não querem nenhuma manifestação. 
 
Francis veste a Miss Friburgo 1976 – Como aconteceu no ano passado, a representante friburguense ao título de Miss Estado do Rio 1976, a senhorita Mármara Liz, desfilará no Hotel Nacional, neste dia 30, com modelo exclusivo do figurinista Francis. Mármara visitou vários ateliers de costureiros cariocas, e chegou a conclusão que Francis não fica devendo nada a estes grandes nomes, além disso foi ele quem descobriu e a lançou para Miss Friburgo. Ela usará um belíssimo modelo helênico. “Foi com modelo de Francis que fui eleita Miss Friburgo, portanto criações me dão sorte”.
 
Imperatriz de Olaria fazendo inscrições – Os alunos da escola de samba Imperatriz de Olaria já podem fazer suas inscrições. Deverão procurar a firma Roberto Galvez, agência de Olaria, levando apenas dois retratos 3x4 para confecção de carteirinha.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: 
Leila Newton, Gustavo José Couto e Nilce Guimarães (29); Alfredo Noel, Márcia Marilda e Thais Campos (30); Melsene Schlupp, Antonio Valente e Luiz Paulo Moreira (31); Gilberto Paulo de Souza, Zuenir Carlos, Armando Gardon, Rosa Gentil e Angelo Fiasca (1º de junho); Eunice Macedo, Carlos Roberto, Zélia Maria e Sidney de Souza (2); Zaly Batista e Manoel Barante (3); Maria Alice, Sofia Ventura, Maria de Lourdes Enes, Cleverson Freitas, Beatriz Santos, Silvio Fabris e Carmem Ruiz (4).
 
E mais: 
  • O que esperar da política? 
  • Para quem tem carro, estacionamento é uma parada 
  • A moda infantil e suas cotações 
  • Comerciários de Friburgo vão ganhar CR$ 912,65
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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​Com recorde de inscrições, Jogos Escolares do Rio começam neste fim de semana

sexta-feira, 29 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro começam neste fim de semana, com disputas de diversas modalidades em todo o estado. Realizado pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer, em parceria com a Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (Feerj), o torneio chega ao terceiro ano consecutivo em um novo formato de execução, que engloba todas as regiões fluminenses. O objetivo é ampliar a participação de estudantes de instituições públicas e privadas de ensino.

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro começam neste fim de semana, com disputas de diversas modalidades em todo o estado. Realizado pela Secretaria estadual de Esporte e Lazer, em parceria com a Federação de Esportes Estudantis do Rio de Janeiro (Feerj), o torneio chega ao terceiro ano consecutivo em um novo formato de execução, que engloba todas as regiões fluminenses. O objetivo é ampliar a participação de estudantes de instituições públicas e privadas de ensino.

A edição de 2026 bateu recorde de inscrições, com 10.524, totalizando 1.182 a mais que no ano passado. Neste sábado, 30, acontecem as competições de vôlei, nas categorias feminina e masculina, na Barra Olímpica, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, Campos dos Goytacazes recebe as disputas de basquete das regiões Norte e Noroeste, com jogos femininos e masculinos, no Colégio Salesiano, no Parque Tamandaré.

Já no domingo, 31, a ginástica artística reúne atletas de todas as regiões, nas categorias feminina e masculina, no Clube de Regatas do Flamengo, na cidade do Rio. As provas já definirão os ginastas que irão representar o Rio de Janeiro nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) deste ano. Em 2026, o número de modalidades esportivas aumentou, passando de 21 para 24, com a entrada da esgrima e do remo virtual, coordenados pelas respectivas federações estaduais, além da inclusão efetiva das Águas Abertas.

Expectativa

No ano passado, a competição contou com mais de nove mil inscrições das cinco regiões do estado, consolidando o crescimento do esporte escolar fluminense. Com o recorde de 2026, a expectativa é ainda mais alta para o sucesso da edição.

“Depois do sucesso das duas últimas edições, a ansiedade é grande por parte dos estudantes, e a expectativa é de muita emoção e diversão nas novas modalidades. Nosso objetivo é tornar o JERJ cada vez mais inclusivo, democrático e conectado com os interesses da juventude, superando a cada ano o engajamento em todo o estado do Rio de Janeiro”, ressaltou o secretário estadual de Esporte e Lazer, Rodrigo Scorzelli.

Além de troféus e medalhas, os vencedores terão a oportunidade de representar o Rio de Janeiro nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), organizados pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar, e nos Jogos da Juventude, promovidos pelo Comitê Olímpico do Brasil.

O programa esportivo do JERJ 2026 contará com um amplo conjunto de modalidades individuais e coletivas. Entre as individuais estão Águas Abertas, Atletismo, Atletismo Adaptado, Badminton, Ciclismo, Ginástica Artística, Judô, Karatê, Natação, Taekwondo, Tênis de Mesa, Tiro com Arco, Triathlon, Wrestling e Xadrez, além da Ginástica Rítmica no feminino. Já nas modalidades coletivas, destacam-se Basquetebol, Futsal, Handebol, Voleibol e Vôlei de Praia.

Etapas

Os Jogos Escolares do Rio de Janeiro serão realizados em duas etapas, sendo a primeira regional, com competições nas Regiões Metropolitana I, Metropolitana II, Serrana/Lagos, Norte/Noroeste e Sul Fluminense. Os primeiros colocados nas etapas regionais serão selecionados para a segunda etapa, a estadual. De lá sairão os estudantes que vão representar o estado (pelo TimeRJ) nas competições nacionais. A grande final do Jerj será disputada na capital fluminense.

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    Evento vai movimentar as mais variadas localidades do Estado do Rio de Janeiro (Fotos: Divulgação / Jerj)

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    Recorde de inscrições e seleção para representar o Estado são alguns dos atrativos dos Jogos (Fotos: Divulgação / Jerj)

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Casa não esquece

sexta-feira, 29 de maio de 2026
por Paula Farsoun

Há casas que continuam habitadas mesmo depois que as pessoas vão embora. Nos lares, mesmo depois que os moradores se vão, há versões antigas que permanecem silenciosamente espalhadas pelos cantos, como se fossem impregnadas nas paredes, nas janelas, entre fotografias esquecidas, xícaras lascadas que ninguém joga fora, bilhetes dobrados dentro de livros e perfumes que ainda resistem no fundo de alguma gaveta. Toda casa tem memória. E às vezes ela lembra de nós melhor do que nós mesmos.

Há casas que continuam habitadas mesmo depois que as pessoas vão embora. Nos lares, mesmo depois que os moradores se vão, há versões antigas que permanecem silenciosamente espalhadas pelos cantos, como se fossem impregnadas nas paredes, nas janelas, entre fotografias esquecidas, xícaras lascadas que ninguém joga fora, bilhetes dobrados dentro de livros e perfumes que ainda resistem no fundo de alguma gaveta. Toda casa tem memória. E às vezes ela lembra de nós melhor do que nós mesmos.

Outro dia abri um armário procurando uma caixa de documentos antigos e encontrei uma mulher que já fui. Ela estava ali, guardada entre certificados, cartões com validade vencida, cartas amareladas, bloquinho de anotações, fotografia 3x4 do tempo em que ainda era adolescente e outras reveladas em papel, daquelas que precisavam esperar dias para existir. Pude me lembrar do cheiro de um rolo de filme da Kodak que a gente comprava nas opções 12, 24, 36 ou 48 fotos (esta última, era a melhor opção, porém muito cara). Usávamos nossas máquinas de fotografar com cuidado, o flash, se usado, tinha que ser bem estudado, para não queimar uma fotografia à toa. Não gastar uma chance. Um registro a menos. Uma memória a menos para ser recordada para sempre.

Lembrei-me também do dia de juntar os rolinhos e levá-los para que fossem revelados. Levava dias para a entrega. E quando o envelope de fotos chegava, com aquele álbum da reveladora, com os plásticos para serem preenchidos por memórias, dava até uma emoção. As melhores fotos ficavam na frente. As demais, vinham na sequência. Bons tempos.

Fiquei olhando para aquela caixa com a estranha sensação de visitar alguém conhecido. E era. Só que aquela mulher já não mora em mim da mesma forma. As fotografias sabem disso antes da gente. As casas também...

Sabem quando deixamos de ouvir certas músicas. Quando abandonamos hábitos. Quando paramos de esperar alguém voltar. Há corredores que testemunharam choros abafados de madrugada. Mesas que ouviram despedidas definitivas. Sofás que acolheram silêncios mais dolorosos do que qualquer discussão.

Sabem das flores que colocamos naquele vaso que acabou manchando a madeira. Sabem de cada “parabéns” cantado nas festas de aniversário. Conhecem os sorrisos que foram dados para gente querida. Os abraços. Os momentos partilhados.

Existe uma intimidade entre as paredes e quem vive nelas. Uma cumplicidade inegável. Já parou pra pensar? Talvez por isso seja tão difícil mudar de casa. Não pela mudança em si, mas porque empacotar objetos é também tocar em pequenas arqueologias emocionais. Uma colher qualquer pode trazer de volta um domingo inteiro. Um cheiro antigo pode abrir uma porta que estava trancada há anos dentro da memória.

As casas acumulam tempos. A planta que alguém esqueceu na varanda. A marca de um quadro que já não está mais ali. A gaveta onde ainda existe um carregador de celular de um aparelho que nem existe mais. Pequenas permanências de vidas que foram acontecendo sem percebermos. E o curioso é que, enquanto tentamos organizar a casa, ela também nos organiza por dentro.

Há pessoas que conseguem viver em ambientes absolutamente neutros, sem história, sem afeto visível. Eu nunca consegui. Gosto das casas que parecem vividas. Das que têm livros fora do lugar, mantas sobre a poltrona, fotografias espalhadas e algum perfume emocional no ar. Casas excessivamente perfeitas me dão certa tristeza. Parecem não permitir que ninguém exista de verdade ali dentro. Porque viver desarruma. Amar desarruma. E toda casa sinceramente habitada acaba revelando isso em algum detalhe.

As casas nunca esquecem completamente quem amou dentro delas.

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Entre vaias e privilégios, parte da Câmara escolheu ao próprio bolso

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou um auxílio-alimentação de R$ 50 por dia útil para os vereadores da cidade. Ao final do mês, o valor gira em torno de R$ 1 mil por parlamentar. O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis e oito contrários, em meio a vaias da população presente no plenário.

A Câmara Municipal de Nova Friburgo aprovou um auxílio-alimentação de R$ 50 por dia útil para os vereadores da cidade. Ao final do mês, o valor gira em torno de R$ 1 mil por parlamentar. O projeto foi aprovado por 11 votos favoráveis e oito contrários, em meio a vaias da população presente no plenário.

A votação ocorreu com 19 vereadores presentes. Onze votaram a favor: Janio Carvalho (União Brasil), Carlinhos do Kiko (PL), Cascão do Povo (Podemos), Walace Piran (PL), Dr. Bruno Silva (MDB), Tia Karla (Republicanos), Max Bill (MDB), Evandro Miguel (MDB) e Dirceu Tardem (PL). Oito votaram contra: Maicon Gonçalves (Mobiliza), Marcos Marins (PSD), Maiara Felício (PT), Cláudio Damião (PT), Ghabriel do Zezinho (Solidariedade), Romulo Pimentel (Podemos), Christiano Huguenin (PP) e José Carlos Schuabb (União Brasil).

Importante começar essa coluna com muita clareza e lucidez: a indignação popular não nasce exatamente do valor. Mil reais por mês, dentro do orçamento de um município inteiro, não representam um colapso financeiro. Não é esse o ponto central da revolta. O problema é o símbolo. O momento. O recado que se passa quando a prioridade da pauta política parece, mais uma vez, olhar primeiro para dentro da própria Câmara do que para fora dela.

Há menos de uma semana, o Hospital Municipal Raul Sertã foi alvo de autuações pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). A decisão cita irregularidades graves nas refeições da unidade, incluindo larvas, cabelo e até caramujo em salada servida aos pacientes. Em paralelo, alguns vereadores parecem preocupados em não precisar gastar parte do próprio salário para almoçar.

E é justamente nesse cenário que a Câmara decide mobilizar tempo político para votar um benefício próprio. Talvez por isso a reação tenha sido tão negativa. Porque o cidadão comum olha para a própria realidade e percebe que, quando servidores brigam por reajustes mínimos em auxílio-alimentação, frequentemente enfrentam resistência, discursos de austeridade e debates intermináveis sobre impacto financeiro. Professores, por exemplo, muitas vezes precisam lutar por valores muito inferiores, como se cada pequeno aumento colocasse em risco toda a saúde fiscal do município.

Mas, quando o assunto envolve o próprio Legislativo, a tramitação parece ganhar velocidade diferente. A população não se revolta apenas com números — revolta-se com contrastes.

E aqui cabe um cuidado importante: criticar essa votação não significa defender que vereador tenha que trabalhar sem estrutura ou sem condições adequadas. Política séria exige dedicação, disponibilidade e responsabilidade. O problema não é existir remuneração ou benefício. O problema é quando a prioridade política se desconecta completamente do sentimento das ruas — e da realidade da cidade.

Em momentos de crise, a população espera sensibilidade. Espera exemplo. Espera que os representantes entendam que política também é percepção, timing e responsabilidade coletiva. Porque, no fim, o problema nunca foi apenas o valor do auxílio. O problema é a sensação de que, enquanto a cidade tenta sobreviver às próprias urgências, parte da política continua discutindo conforto.

E talvez o mais perigoso disso tudo seja o desgaste gradual da confiança pública. Porque decisões assim alimentam a percepção de que parte da política local se afastou da realidade cotidiana da cidade. Uma cidade onde há ruas abandonadas, mato alto, buracos recorrentes, dificuldades na saúde e uma constante sensação de improviso administrativo.

A votação simboliza uma classe política que, muitas vezes, parece mais eficiente quando o assunto envolve benefício próprio do que quando envolve o sofrimento da população. Simboliza uma desconexão perigosa entre prioridade institucional e necessidade pública.

No fim das contas, não são os R$ 50 por dia que produzem tanta indignação. É o que eles simbolizam. E isso pesa ainda mais quando falamos de vereadores que já possuem salários superiores a R$ 14 mil mensais líquidos— valor que, para a realidade de Nova Friburgo, está longe de ser baixo.

A discussão, portanto, não deveria ser apenas financeira. Ela é moral, política e simbólica. Porque toda decisão pública carrega uma mensagem. E a mensagem transmitida nesta semana foi péssima: R$ 50 no prato e zero constrangimento no plenário.

Não é o valor — é o recado. E o recado que muitos friburguenses ouviram foi simples e cruel: para alguns vereadores, garantir o próprio almoço parece continuar sendo mais urgente do que enfrentar os problemas reais da cidade.

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A importância da verdade para a cura

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Psicoterapia é a busca da verdade da história emocional pessoal de maneira que o conhecimento dela pelo paciente, favoreça seu equilíbrio emocional, alívio de dores como ansiedade excessiva, tristeza duradoura, medo irracional, compulsões. 

Enterramos, não propositalmente, em nosso inconsciente verdades ligadas a fatos dolorosos vividos na infância e adolescência. Nosso psiquismo seleciona o que aguentamos pensar e perceber conscientemente e libera a tomada de consciência da dor do conflito básico se e quando estamos prontos para ver e sentir o que dói e por que dói.

Podemos não estar prontos para ver o que precisaríamos perceber para o alívio mental. Isso é um dilema porque não podemos forçar a mente a liberar o conhecimento do que dói e ainda não conseguimos administrar conscientemente. E é um dilema porque não estando capazes emocionalmente de ver o que nos machucou, o que nos assustou, os sintomas permanecem.

Entrar no espaço da verdade de nossa dor emocional é curativo e pode nos fortalecer para lidar com outras dores que virão na vida. Vivendo o luto pelas perdas importantes em nossa vida, a resolução da dor se processa. Mas podemos permanecer com um luto ainda inacabado o qual resulta em um estilo de vida de autoproteção emocional.

Podemos nos proteger emocionalmente de maneiras diferentes da dor ainda não experimentada de forma libertadora. Pode ser por um apego excessivo a alguém ou a algo; ou ao usarmos substâncias para anestesiar as emoções dolorosas, por automutilação que substitui emoções insuportáveis por sensações definíveis, além de desvios da identidade sexual.

Trauma é uma resposta mental intensa a um evento que causa sofrimento e deixa machucados na memória e na mente como resultado de um evento angustiante. É uma resposta emocional a um evento que fere o conceito de identidade de uma pessoa. Trauma é a consequência de um acontecimento que abalou a pessoa, causando mudanças consideráveis no seu modo de funcionamento psíquico. Ele não é só um fato que ocorreu no passado, mas também uma marca que a experiência deixou na mente, no cérebro e no corpo. O trauma muda não só o modo como pensamos e o que pensamos, mas também a capacidade de pensar.

Quando uma pessoa que viveu traumas emocionais se torna adulta, ela deve reconhecer e lamentar a perda ligado aos eventos traumáticos do passado. Se defrontando com a verdade da história da dor, essa dor pode ser liberada e, assim, o alívio pode surgir sem a pessoa precisar seguir com um comportamento de defesa da dor que o afasta da verdade, da realidade, da originalidade do seu ser.

Quanto mais a pessoa é capaz de entrar em sua dor e resolver sua perda afetiva, menos se sente impulsionada ao comportamento disfuncional como uma forma de reparação. O processo de restauração do equilíbrio emocional prossegue ao aceitar a realidade da perda, ficando cara a cara com ela; ao reconhecer e confrontar seu significado, sentir o impacto emocional da perda com o apoio de um “outro significativo” empático (um terapeuta empático e honesto cientificamente); admitir a si mesmo a irreversibilidade da perda e aceitar a realidade de que não há como voltar atrás e desfazer a experiência.

Tomando esses passos de verdade da sua história de dor emocional, manifestada por dependência de substância, transtorno de ansiedade, depressão, alteração da identidade sexual, qualquer compulsão e outras defesas, é possível melhorar. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Jesus Cristo, João 8:32.

(Fonte: Bessel Van Der Kolk, M.D., professor de psiquiatria da Universidade de Boston, em “O Corpo Guarda as Marcas”, 2020)

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Montanhismo em alta

quinta-feira, 28 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Free Mountain Festival terá a 2ª edição em Nova Friburgo 

A temporada de montanhismo em Nova Friburgo está apenas começando, e aproveitar todo o potencial da cidade para a prática de atividades relacionadas é sempre uma ótima dica. Neste fim de semana, nos dias 29 a 31 de maio, acontece a segunda edição do Free Mountain Festival, primeiro festival de esportes ao ar livre da Região Serrana do Rio. A programação é gratuita, e a arena principal do evento ficará no Espaço Arp.

Free Mountain Festival terá a 2ª edição em Nova Friburgo 

A temporada de montanhismo em Nova Friburgo está apenas começando, e aproveitar todo o potencial da cidade para a prática de atividades relacionadas é sempre uma ótima dica. Neste fim de semana, nos dias 29 a 31 de maio, acontece a segunda edição do Free Mountain Festival, primeiro festival de esportes ao ar livre da Região Serrana do Rio. A programação é gratuita, e a arena principal do evento ficará no Espaço Arp.

“O festival foi idealizado para valorizar o potencial natural da cidade, que abriga algumas das montanhas mais emblemáticas da Serra do Mar e se destaca como destino de referência em meio ambiente e ecoturismo. A proposta é proporcionar experiências memoráveis em meio à natureza, promovendo valores como o respeito ao meio ambiente e a conexão com o planeta”, explicam os idealizadores.

Em parceria com o Centro Excursionista Friburguense (CEF), o projeto se transformou também na abertura oficial da temporada de montanhismo (ATM) de Nova Friburgo. Na edição de 2026, o destaque esportivo é a corrida de trailrun, com percursos de 19km e 10km e ganho de altimetria de até 1200 metros. Além da competição, o evento conta com o Bike Experience, o Festival de Boulder e o trekking até a Pedra da Catarina e a Pedra do Imperador. Essas quatro atividades já tiveram a inscrição esgotada.

Na Arena Free Mountain, montada no Espaço Arp, no Centro, a programação gratuita inclui shows, espaço gastronômico, cinema, palestras, área kids, espaço de bem-estar e ativações de patrocinadores. Outras atividades como trekking, yoga, slackline e o tradicional desafio no Boulder do CEF também estarão disponíveis ao público.

“A montanha não é só um lugar para conquistar. É um lugar para aprender, respeitar e pertencer. O Free Mountain nasce para aproximar as pessoas dessa cultura e lembrar que preservar a natureza também é preservar quem somos”, comenta Daniel Abreu, idealizador do festival.

Programação completa:

Sexta-feira, 29  - Arena Arp

17h às 22h – Entrega de kits de todas as modalidades – Smartfit (Arp)

18h30 – Abertura do Free Mountain Festival com a exibição do documentário “Solo Sagrado” – ArpGarten

19h30 – Show com Robson Albuquerque (especial Sting/The Police) – Palco principal da Arena

Sábado,30  - Parque Juarez Frotté – Cascatinha

7h – Concentração da Volta da Caledônia e Meia Volta da Caledônia

8h – Largada Volta da Caledônia 19km

8h20 – Largada Meia Volta da Caledônia 10km

13h – Horário limite para completar a prova

Arena Arp

9h às 12h – Iniciação à escalada na rocha com o CEF

9h30 – Aula de Yoga com Ju Sancho – no Estúdio Frame8

11h às 16h – Slackline com CEF – ArpGarten

12h às 14h – Altos Papos – Tema Livre, com Montanha Solidária – no SustentArp

12h – Dj no Lounge Angê – ArpGarten

13h – Dj Bispim – no Palco Principal

13h – Festival CEF de Boulder – ArpGarten

15h – Show com Junior Lima e Marcel Risso (especial Zé Ramalho/Rock Nacional) – no Palco Principal

15h – Roda de conversa – Dia da Mata Atlântica – no Estúdio Frame8

16h – Desafio Smartfit Escadas – na Smartfit

17h – Premiação da corrida – ArpGarten

18h – Show com As Lumiarinas (Forró/Música Brasileira) – no Palco Principal

Domingo,31- Arena Arp

6h30 – Saída da Van para o Bike Experience – Smartfit

8h – Saída da Van para o Trekking – Smartfit

9h30 – Aula de Yoga com Vânia Martins – no Estúdio Frame8

10h às 17h – Boulder livre recreativo – no ArpGarten

11h às 16h – Slackline com CEF – Smartfit

12h às 14h – Altos Papos – Tema Livre, com Instituto Marianeira e Projeto Aventura Animal – no SustentArp

12h – Dj Bispim – no Palco Principal

14h – Show com Iris e Santiago (Groove Latino) – no Palco Principal

16h – Exibição do filme “Sempre Mais Alto” – no Estúdio Frame8

17h – Show com Amanda Ferraz e Ivo Vargas (MPB) – no Palco Principal

 

  • Foto da galeria

    Diversas atividades estão programadas para o evento a partir desta sexta-feira (29) ( Foto: Divulgação/Free Mountain)

  • Foto da galeria

    Expectativa é atrair centenas de pessoas durante os três dias de atividades (Foto: Divulgação/ Free Mountain)

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O vazio da pressa coletiva

quarta-feira, 27 de maio de 2026
por Camilla Fiorito

Vivemos com pressa.

Pressa para comer, consumir, vestir, tomar banho, resolver problemas e conflitos, responder, perguntar, ter. Pressa por um amanhã que nem mesmo sabemos se vai chegar ou como vai estar.

Seguimos um ritmo imposto dentro de uma sociedade que tem dificuldade de esperar. O resultado precisa ser imediato. Aqui e agora. Os infinitos e-mails recebidos e as mensagens de whatsapp trazem uma urgência de tempo coletivo.

Vivemos com pressa.

Pressa para comer, consumir, vestir, tomar banho, resolver problemas e conflitos, responder, perguntar, ter. Pressa por um amanhã que nem mesmo sabemos se vai chegar ou como vai estar.

Seguimos um ritmo imposto dentro de uma sociedade que tem dificuldade de esperar. O resultado precisa ser imediato. Aqui e agora. Os infinitos e-mails recebidos e as mensagens de whatsapp trazem uma urgência de tempo coletivo.

A angústia latente passa a frequentar a parte mais íntima do nosso ser. A cada segundo dessa urgência que avassala, a velocidade insiste em ocupar um lugar que mexe e nos desconecta de nós mesmos.

Mas, dentro da pressa do dia a dia, trago a pausa. Esta que me faz lembrar dos maravilhosos versos escritos por Lenine, na música “Paciência”, que traz melodia para os meus ouvidos.

“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma. A vida não para. Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso, faço hora, vou na valsa. A vida é tão rara”.

A vida não para. Não temos a tecla “pause”, para parar tudo ao nosso redor. Iniciamos um ritmo que sequer paramos para pensar no porquê ele é instalado nas nossas rotinas, simplesmente seguimos sem questionar. Apenas realizamos, realizamos e realizamos.

A pressa incessante abafa. Tira do foco o abismo que muitas vezes criamos com o nosso íntimo. As demandas são realizadas sem conexão, o sentir fica escondido dando lugar apenas àquilo que precisa ser feito.

Conectar-se com o seu tempo, definindo limites, passa a ser luxo e momento de escassez, onde o lugar deveria ser de prioridade. Desacelere. Viva essa vida rara e maravilhosa que temos sem o vazio da pressa coletiva.

Sua saúde física, social, emocional e mental agradecem!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Os donos da rua

quarta-feira, 27 de maio de 2026
por Robério Canto

Tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve

Tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve

Sentei (“sentei-me”, corrigiria o imortal Evanildo Bechara, se já não estivesse no céu, dando aula de gramática para os anjos e esquecido dos iletrados aqui da terra), pois bem, sentei-me para escrever e até encontrei uma ideia promissora. Aí, lembrei-me de que estava na hora de Ancelloti anunciar os convocados para a Seleção. Não sou desses que vivem e infartam pelo time do coração, mas também não sou nenhum aluado que não saiba da importância do futebol neste país em que as pernas tortas de Garrinha e as lindas pernas de Marta Rocha disputam o título de as pernas mais perfeitas da nossa gloriosa história nacional. Ponto parágrafo, que o período já está muito longo.

Recomeçando: ouvi os nomes escolhidos, gostei de uns e não de outros e espero que os nossos rapazes acertem mais as redes adversárias do que os adversários acertem as nossas. Sentei-me (agora sim!) de novo, mas já era tarde: a ideia tinha ido embora. Procurei-a por todos os cantos, até atrás do computador passei os olhos e as mãos para ver se a encontrava. Nada de coisa nenhuma. Mas algum anjo bom (ou talvez Evanildo Bechara, grato por eu tê-lo citado) me fez o favor de chamar minha atenção para o barulho lá fora.

As ruas do meu bairro são administradas por dois flanelinhas e, como eles trabalham em tempo integral, de segunda a domingo, com horário extra nas noites de sexta-feira e sábado, as demais autoridades do trânsito se sentem dispensadas de aparecer por lá. Ora, os flanelinhas não existem para cuidar dos interesses dos moradores. Assim sendo, não só permitem, como ajudam os motoristas a estacionarem em qualquer espaço onde seus carros consigam entrar.

Isso é especialmente verdadeiro nos dias de festa, em que as leis do trânsito ficam suspensas no bairro, o caos é permitido e as faixas amarelas existem apenas para enfeitar os meios-fios. Ingênuo que sou desde criancinha, cheguei a reclamar no órgão competente. Mandaram que eu preenchesse um longo questionário e sugeriram que enviasse fotos do local, para agilizar as devidas providências. Mandei-as, inclusive uma que mostrava o local preferido pelos motoristas, por ser o de mais fácil acesso: embaixo da placa que diz solenemente: “Proibido estacionar”. Isso foi no dia primeiro de setembro do longínquo ano de 2025. Até hoje nenhuma das “devidas providências” foi tomada.

Não que eu tenha me conformado, mas sou de paz, fico preso em casa, ou, como diz uma das pérolas do linguajar popular, fico preso do lado de fora (a melhor delas é: “A gente não tinha nada e perdeu tudo que tinha, por causa da chuva”). Continuando: o problema maior é que um dos flanelinhas ─ me disseram que ele é surdo ─ grita pelos cotovelos, enquanto encaminha os clientes para as vagas. Já pensei em pedir a ele que seja menos sonoro, mas se ele não ouve os próprios gritos, as minhas súplicas é que ele não vai ouvir mesmo.

Parece que o direito de ir e vir é garantido pela Constituição Federal, mas aqui no bairro os flanelinhas detêm a concessão desse direito. Enfim, se o estacionamento é um tormento na minha rua, ao menos me ajudou a escrever esta crônica, mesmo sem ter achado um assunto. Mas tenho a esperança de que a ideia sumida reapareça em breve. Veremos.

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