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Mulheres do Brasil

quarta-feira, 22 de julho de 2026
por Robério Canto

Lá vão elas. Dentistas, garis, professoras, donas (?) de casa

Lá vão elas. Dentistas, garis, professoras, donas (?) de casa

Digamos que se chamasse Jhoanna, com h e dois NNs, porque a mãe não queria que ela parecesse uma Joana qualquer, como outras que havia pelo bairro. Mas Jhoanna não era diferente, menina como tantas meninas, mulher como tantas mulheres. Não tinha essa beleza toda, mas também não era feia. Virtudes e defeitos, planos e sonhos. Os sonhos, nada extraordinários, foram se concretizando, ou quase: planejou ser professora, mas parou no Ensino Médio. Trabalhou de balconista, fez concurso, se tornou funcionária pública. Salário que dava para o essencial, mais o batom e um vestido novo de vez em quando. Felicidade mediana, nem mais nem menos do que precisava para ser feliz.

Digamos que se chamasse Ronaldo, sem nenhuma invencionice no nome. Jogava futebol de mesa, cerveja nos fins de semana, profissão protético. Gabava-se de que muita gente devia a ele o sorriso que ostentava pelas ruas. Achava injusto que os dentistas tivessem mais lucro com seu trabalho do que ele. Revoltava-se. Certa vez quebrou uma peça menos perfeita, culpando pelo insucesso o profissional que a encomendara: “Incompetente!” Namorara muitas e, para falar a verdade, tinha engravidado uma delas, de cuja consequência se livrou sem dificuldade, graças a algumas próteses que tinha acabado de entregar na ocasião.

Quando conheceu Jhoanna, apaixonou-se. Namoro, casamento, uma filha. Impôs algumas condições para a união, uma delas que a noiva parasse com os estudos e abandonasse a ideia de ser professora: “Ensinar Geografia não dá camisa a ninguém”. Estabeleceu horário de chegada, proibiu certas roupas. Café da manhã na mesa, antes que ele saísse para o trabalho. E tratasse de aprontar a filha e levá-la para a creche. Um dia, aborrecido sabe-se lá com o quê, deu um empurrão em Johanna. Pedido de perdão, acompanhado de muitos carinhos. Ao perdão seguiu-se o primeiro tapa, compensado com uma ida ao cinema. A primeira surra foi por causa de um homem que olhou para ela na rua.

Na terceira vez que apanhou, Jhoanna fugiu para a casa dos pais, cuja porta ficou marcada com os chutes de Ronaldo. Medida protetiva, sem nenhuma proteção. Defendeu-se como pôde das facadas, mas ficaram as cicatrizes. Sobreviveu, perguntando-se seguidamente em que momento tinha morrido o Ronaldo tão bonzinho e o monstro tinha brotado das profundezas. Não sabia responder. Largou o emprego, despediu-se dos pais, pegou a menina no colo e foi viver em lugar até agora incerto e não sabido.

Jhoanna não é nenhuma personagem heroica. É apenas uma brasileira comum, exceto pelo nome rebuscado. Tal qual ela, muitas são as que vão levando a vida, julgando-se senhoras de si mesmas, até que um gentil cavalheiro as toma pelas mãos e, nem gentil nem cavalheiro, passa a tratá-las como um objeto que adquiriram e marcaram com seu sobrenome. Maria da Silva, de Souza, de Oliveira? Não importa: tem dono. E o que começou como promessa de paraíso virou purgatório e inferno.

Lá vão elas. Dentistas, garis, professoras, donas (?) de casa. O que as espera quando chegarem ao lar, sweet home? Rezemos por elas, não porque sejam melhores do que os homens, que também precisam de oração e consolo. Mas porque estão sujeitas a maiores riscos, porque cuidam de si, dos filhos e dos maridos, e às vezes nem sabem por que são agredidas. Sim, as agredidas são exceções, mas, em 2024, na Pátria Mãe Gentil, 3.642 foram assassinadas pelos seus companheiros. Rezemos pelas mulheres do Brasil, pelas que são felizes e tanto mais pelas que são, tristemente, apenas mulheres do Brasil.

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Microconto: Imprudência

O carteiro acreditava no velho ditado “Cão que ladra não morde” e atravessou o portão. Passou dois meses sem poder se sentar direito.

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​A Espanha é bicampeã do mundo

quarta-feira, 22 de julho de 2026
por Max Wolosker

Num jogo típico de ataque contra defesa, a La Furia Roja (como é conhecida a seleção espanhola desde as Olimpíadas de 1920, quando a seleção espanhola foi destaque na competição com uma maneira ofensiva e agressiva de jogar, a equipe ficou com a medalha de prata, após perder para a Bélgica; a partir de 2004 o apelido foi encurtado para la Roja) que, agora, sagrou-se bicampeã mundial de futebol, ao derrotar no último domingo, 19, a Argentina, na grande final da Copa do Mundo 2026, disputada no Canadá, Estados Unidos e México.

Num jogo típico de ataque contra defesa, a La Furia Roja (como é conhecida a seleção espanhola desde as Olimpíadas de 1920, quando a seleção espanhola foi destaque na competição com uma maneira ofensiva e agressiva de jogar, a equipe ficou com a medalha de prata, após perder para a Bélgica; a partir de 2004 o apelido foi encurtado para la Roja) que, agora, sagrou-se bicampeã mundial de futebol, ao derrotar no último domingo, 19, a Argentina, na grande final da Copa do Mundo 2026, disputada no Canadá, Estados Unidos e México.

Ao final do jogo de 120 minutos, os 90 regulamentares mais os 30 da prorrogação, a Espanha tinha finalizado 24 vezes contra nenhuma da Argentina. Não fosse o goleiro Emiliano Martinez o placar teria sido muito mais elástico que o 1 a 0, num gol que saiu aos 42 segundos do segundo tempo da prorrogação, já que o jogo terminara empatado em 0 a 0. É bem verdade que a La Roja teve de fazer três gols, para valer um, já que os outros dois tinham sido anulados um por impedimento e outro por uma suposta falta num defensor argentino.

Essa copa foi uma vergonha, com Trump torcendo descaradamente pela Argentina, beneficiada pela arbitragem em vários jogos, ingressos caríssimos e um calor infernal. Ao ser expulso no segundo tempo do jogo, o argentino Enzo Fernández entrou neste domingo para uma lista curta e indesejada da história das copas do mundo. Ao ser excluído da decisão entre Argentina e Espanha, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, o meio-campista tornou-se apenas o sexto jogador a receber cartão vermelho em uma final do torneio. Na minha visão sua expulsão equilibrou o jogo, pois o juiz esloveno Slavko Vinčić, parecia mais um décimo segundo jogador argentino, prejudicando nitidamente os espanhóis.

A nova Espanha

Mas, deu gosto ver a seleção espanhola jogar, não deixando saudades da equipe campeã de 2010, cujos destaques principais foram Puyol, Xavi, Iniesta e Xabi Alonso. A atual vencedora tem em Lamine Yamal, uma das principais estrelas da nova geração do futebol mundial e um dos que mais chamam atenção do selecionafo espanhol na Copa do Mundo de 2026. Natural da Catalunha ele tem apenas 19 anos de idade, mas um futebol de encher os olhos. Seu passe está avaliado, atualmente, em 200 milhões de euros. Outro jogador da atual equipe espanhola, o zagueiro Pau Cubarsí, recebeu prêmio de revelação da Fifa, após campanha de destaque e ajuda decisiva na conquista do título mundial.

Ainda bem que a seleção brasileira ficou pelo caminho, sendo eliminada pela Noruega nas oitavas de final, quando foi derrotada por 2 a 0. Se tivéssemos ido à final contra a Espanha, o resultado de 7 a 1, contra a Alemanha, na Copa de 2014, poderia se repetir, tamanha a disparidade entre as duas seleções.

O que mais dói é que seu atual treinador, Carlo Lancelotti ganha um salário nababesco, na casa dos R$ 5,3 milhões por mês e sendo o dobro do que recebem o espanhol Luís de la Fuente e do argentino Lionel Scaloni. Um absurdo pelo resultado apresentado, convocando a pior seleção brasileira que eu já vi jogar. Tenho certeza que temos treinadores, no Brasil, mais baratos e que fariam um trabalho muito melhor. Mesmo levando-se em consideração que estão amarrados no contrato a escalar, como titulares, jogadores que tenham contrato com a fornecedora de material da seleção, no caso a Nike.

Infelizmente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) está nas mãos de arrivistas, sem nenhum conhecimento do que seja futebol, como é o caso do atual manda chuva da entidade, Francisco Mendes, influente, mas sem cargo, cujo mérito maior é ser filho de Gilmar Mendes membro e decano do STF.

De acordo com o revelado pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo, ele declarou no evento denominado Gilmarpalooza, em Portugal, ter sido o responsável pela convocação do jogador Neymar. O mais triste é que ele estava contundido, sem a menor condição de entrar em campo, e jogando desde a muito um futebol de péssima qualidade.

Por outro lado, a Espanha faturou os mundiais de 2010 e 2026, a Liga das Nações de 2023 e a Eurocopa de 2024. Antes já tinha conquistado as Eurocopas de 1964, 2008 e 2012. Ou seja, é também uma equipe de tradição no futebol mundial e que apesar de não ser tão badalada como o futebol inglês, deixa-o no chinelo. É anos luz superior a ele. Foi um título merecido, com ótimas exibições, principalmente ao eliminar a França, até então favorita, nas semifinais e ao despachar a Argentina, na final.

Aos Hermanos resta agora o consolo do vice campeonato, quase alcançando o tão sonhado tetra, já que se tornara tri campeã, com o título em 2022. A lamentar a falta de educação e desportividade dos argentinos, com arruaças em Búzios, Arraial do Cabo e Copacabana. Num fato inédito conseguiram o mundo inteiro torcendo contra a Argentina.

Sancho Pança e Don Quixote estão rindo de orelha a orelha.

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A VOZ DA SERRA é sempre uma surpresa diária

terça-feira, 21 de julho de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Embarcamos na viagem literária com a sensação de que certas coisas que deveriam estar certas, estão erradas. Pela expressão pensativa do Cão Sentado, na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, o Hospital do Câncer em Nova Friburgo continua à mercê de um calendário sem definição de datas na conclusão dos “trâmites” para a sua tão aguardada inauguração. O novo prazo agora está marcado para outubro. Milton Nascimento tem uma canção assim: “Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz...”. Mamãe dizia: “o futuro guarda uma esperança...”.

Embarcamos na viagem literária com a sensação de que certas coisas que deveriam estar certas, estão erradas. Pela expressão pensativa do Cão Sentado, na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, o Hospital do Câncer em Nova Friburgo continua à mercê de um calendário sem definição de datas na conclusão dos “trâmites” para a sua tão aguardada inauguração. O novo prazo agora está marcado para outubro. Milton Nascimento tem uma canção assim: “Outros outubros virão, outras manhãs plenas de sol e de luz...”. Mamãe dizia: “o futuro guarda uma esperança...”. Valeu, Silvério!

“Alameda dos Trovadores” – assim o Caderno Z  nos convidou a entrar no maravilhoso mundo da trova em Nova Friburgo. 18 de julho -  o Dia do Trovador mereceu matéria especial e Marcelo Gonzales fez uma edição abrangente, entrevistando a presidente da UBT-Seção Nova Friburgo, Elisabeth Souza Cruz. Sim, sou eu, pessoal! Para definir “a cidade que escolheu falar em versos”, Gonzales mergulhou fundo nas águas do mar, por onde navegavam Luiz Otávio e J.G e ofereceu aos leitores um panorama da criação dos Jogos Florais de Nova Friburgo.

Na capa, a belíssima foto da placa que intitula, na Praça Getúlio Vargas, a Alameda dos Trovadores, um projeto de restauração da Fundação D. João VI. A expectativa dos quase 80 participantes, é a de que as placas voltem aos seus devidos lugares, após a reforma da praça. Tomara!

Para Elisabeth, “a inteligência artificial ainda precisa da inteligência humana para fazer uma trova realmente redonda. Depois da técnica, é preciso encontrar a inspiração. E a inspiração continua pertencendo ao ser humano”. É essa peculiaridade da trova, de ser fruto da capacidade humana de achar o elemento construtivo como na “arquitetura dos encontros” da artista Mariana Portugal, que vai buscar sua arte na “matéria-prima de experiências que unem natureza, criação e pertencimento”. Na composição da trova entra o elemento surpresa, o achado; na arte de Mariana “o bambu deixa de ser apenas elemento construtivo para representar acolhimento e integração entre arte e natureza”.

Da mesma forma, “Entremundos”, de Marcos Vinícius de Palma, merece todas as palmas do mundo. O artista não apresenta apenas “sua evolução nas técnicas”, mas “a transformação de seu olhar sobre montanhas, rios, florestas...” em São Pedro da Serra, Lumiar e vizinhança.

Deixamos o Z com a alma plena de saberes, “melhores no amor, melhores na trova...”. Entretanto, em certas coisas, caminhamos com passos de formiga. A exemplo, em “Há 50 Anos”, a coluna destacava o drama que ilustrava a capa do jornal: “Mendigos à mercê da própria sorte” tentando se aquecer do frio...” . 50 anos se passaram e agora a “Defensoria cobra da Prefeitura de Nova Friburgo acolhimento à população de rua...”.

Por sua vez, a prefeitura informa que o Centro Pop, no Parque São Clemente, realiza acolhimento provisório às pessoas em situação de rua, recebendo-as até às 19h, encerrando às 7h no dia seguinte. O ingresso é exclusivamente voluntário.

Ainda na coluna, Há 50 anos, Dalva Ventura foi notícia recebendo seu diploma em Comunicação Social, para orgulho da família dedicada ao jornalismo. Salve, nossa Estrela Dalva!

Em “Sociais”, mais um aniversário de Carminha Basílio e eu ainda não tive o prazer de conhecê-la, pessoalmente. Felicidades, mulher bonita! E chega uma excelente notícia: “Comitiva visita obras de reforma do ginásio Frederico Sichel, do Sesi, a futura Casa do Basquete Brasileiro”. Isso, sim, é ter manejo de bola, marcar o melhor arremesso, porque o rebote é sucesso para Nova Friburgo. Já pensou que cesta maravilhosa!

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O garoto brilha

terça-feira, 21 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Breno Pittizer conquista o ouro no Abu Dhabi Grand Slam Rio 2026

Já uma realidade do esporte de Nova Friburgo, o atleta Breno Batista Pittizer, representante do Al Ain Jiu-Jitsu Club (Emirados Árabes Unidos), foi um dos destaques do Abu Dhabi Grand Slam Jiu-Jitsu World Tour – Rio de Janeiro 2026. A competição, considerada como uma das mais prestigiadas do calendário mundial da modalidade, aconteceu, semana passada, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

Breno Pittizer conquista o ouro no Abu Dhabi Grand Slam Rio 2026

Já uma realidade do esporte de Nova Friburgo, o atleta Breno Batista Pittizer, representante do Al Ain Jiu-Jitsu Club (Emirados Árabes Unidos), foi um dos destaques do Abu Dhabi Grand Slam Jiu-Jitsu World Tour – Rio de Janeiro 2026. A competição, considerada como uma das mais prestigiadas do calendário mundial da modalidade, aconteceu, semana passada, na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.

O evento marcou a abertura da temporada 2026–2027 da AJP (Abu Dhabi Jiu-Jitsu Pro) e reuniu mais de 2.300 atletas de diversos países. Breno realizou quatro lutas, obtendo três vitórias por pontos e uma por finalização, desempenho que o levou à conquista do título do Grand Slam Rio 2026, um dos maiores feitos da promissora e já vitoriosa carreira.

Ótima fase

A participação no Grand Slam reforça a excelente fase vivida pelo friburguense, que vem construindo uma temporada de grandes resultados. Recentemente, o atleta conquistou o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, uma das competições mais tradicionais e disputadas do país. Antes disso, já havia conquistado o título do Abu Dhabi Grand Slam, consolidando uma sequência de excelentes resultados em competições de nível internacional.

Competindo em eventos de alto rendimento e enfrentando atletas de diferentes nacionalidades, Breno segue fortalecendo sua trajetória no cenário internacional do jiu-jítsu. “Estou muito feliz com esse resultado. Neste ano já tive a honra de conquistar o título do Abu Dhabi Grand Slam, e agora vencer também o Grand Slam Rio, no meu país, é uma sensação indescritível. Lutar diante da torcida brasileira e conquistar esse título torna esse momento ainda mais especial para mim” disse o jovem.

“Foram quatro lutas muito difíceis, contra adversários de alto nível. Consegui conquistar três vitórias por pontos e uma por finalização, resultado de muito treinamento, dedicação e confiança no trabalho que venho realizando com minha equipe. Quero agradecer primeiramente a Deus, à minha família, aos meus professores, aos meus companheiros de treino e a todos que acreditam no meu sonho. Esse título aumenta minha motivação para continuar evoluindo e representar com orgulho o Brasil e os Emirados Árabes Unidos nas maiores competições do mundo”, completou o jovem talento de Nova Friburgo.

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    Breno tem o braço levantado para decretar uma de suas quatro vitórias durante a competição (Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal)

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    Jovem friburguense soma mais uma medalha de grande importância à já vitoriosa trajetória (Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal)

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    Breno é mais uma das revelações recentes do jiu-jítsu de Nova Friburgo, brilhando em alto nível (Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal)

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    Garoto friburguense já disputa competições em grandes palcos e obtém resultados expressivos (Fotos: Divulgação / Arquivo pessoal)

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A espiritualidade conjugal e familiar

terça-feira, 21 de julho de 2026
por Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça*

No último capítulo da exortação apostólica Amoris Laetitia, o saudoso pastor maior da Igreja Católica, o Papa Francisco, refletiu sobre a espiritualidade do casal e da família (313-325), destacando que a presença do Senhor habita na comunidade familiar real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários. O papa apresenta o seu entusiasmo pela "alegria do amor": "...apesar das muitas dificuldades" (1), é preciso ir em frente, contando sempre com Cristo. "Avancemos, famílias. Continuemos a caminhar! Aquilo que se nos promete é sempre mais!

No último capítulo da exortação apostólica Amoris Laetitia, o saudoso pastor maior da Igreja Católica, o Papa Francisco, refletiu sobre a espiritualidade do casal e da família (313-325), destacando que a presença do Senhor habita na comunidade familiar real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos diários. O papa apresenta o seu entusiasmo pela "alegria do amor": "...apesar das muitas dificuldades" (1), é preciso ir em frente, contando sempre com Cristo. "Avancemos, famílias. Continuemos a caminhar! Aquilo que se nos promete é sempre mais! Não percamos a esperança por causa de nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida"(325).

Reafirma a inabitação do próprio Deus na comunhão familiar: "A presença do Senhor habita na família real e concreta, com todos os seus sofrimentos, lutas, alegrias e propósitos divinos"; "A espiritualidade familiar é feita de milhares de gestos reais e concretos. Deus tem a sua própria habitação nesta variedade de dons e encontros que fazem maturar a comunhão. Esta dedicação une o 'humano e o divino' porque está cheia do amor de Deus" (315). Sublinha que "a comunhão familiar vivida é um verdadeiro caminho de santificação na vida ordinária e de crescimento místico, um meio para a união íntima com Deus".

Com o subtítulo - ‘Unidos em oração à luz da Páscoa’, ressalta a oração em família como "um meio privilegiado para exprimir e reforçar a fé pascal" (317), acentuando as expressões da piedade popular, com a culminância na palavra e na eucaristia na celebração e no descanso dominical. Com o outro subtítulo – ‘Espiritualidade do amor exclusivo e libertador’, reforça que se deve reconhecer a presença de Cristo no outro, onde "os esposos assumem o desafio e o anseio de envelhecer e gastar-se juntos e assim refletem a fidelidade de Deus. Esta firme decisão que marca um estilo de vida é uma “exigência interior do pacto de amor conjugal" (319).

Tematizando a 'Espiritualidade da solicitude, da consolação e do estímulo', o sucessor de Pedro afirma que "os esposos cristãos são cooperadores da graça e testemunhas da fé um para o outro, para com os filhos e mais familiares". Para tal doação deve haver a disponibilidade gratuita e generosa, o despojamento e a liberdade interior, na compreensão de que não pode possuir o outro na sua total intimidade, mas que ambos pertencem ao Senhor, desenvolvendo uma madura autonomia. E enfatiza: "A vida em casal é uma participação na obra fecunda de Deus e cada um é para o outro uma permanente provocação do espírito. Assim, os dois são entre si reflexos do amor divino que conforta com a palavra, o olhar, a carícia, o abraço" (321).

Espiritualidade refletida também na santidade da união afetivo-sexual, já abordada pelo papa (cf  74), cumprindo o fim unitivo do amor conjugal no matrimônio, como valorizara na exortação (cf  36), ao lado do outro fim, procriativo, na geração e educação dos filhos, na consciência e vivência amorosa das duas propriedades essenciais, a unidade-fidelidade e a indissolubilidade.

O pastoreio misericordioso

O papa chama esta divina missão de "pastoreio misericordioso", onde cada um é "pescador de homens" (Lc 5,10) ou "um lavrador que trabalha nesta terra fresca que são os seus entes queridos, incentivando o melhor deles". E conclui: "A fecundidade matrimonial implica promover" (...) "Isto é um culto a Deus, pois foi ele que semeou muitas coisas boas nos outros, com a esperança de que as façamos crescer" (322). O sentido missionário da família cristã que recoloca, com entusiasmo: "Sob o impulso do espírito, o núcleo familiar não só acolhe a vida no próprio seio, mas abre-se também, sai de si para derramar o seu bem nos outros para cuidar deles e procurar a sua felicidade" (324). E termina com uma belíssima oração pela família.

Nos diversos ângulos da vida cristã e da edificação da pessoa humana, do casal, da família e da Igreja, a exortação apostólica Amoris Laetitia se apresenta como uma abençoada enciclopédia teológica, afetiva, espiritual e pastoral, refletindo a maternidade e a paternidade eclesial, no serviço de acolhida, compreensão, acompanhamento, cooperação, amparo, auxílio, conversão, direcionamento, iluminação, evangelização, santificação e salvação de cada filho, o mais perdido, o mais afastado, o mais equivocado, esmagado, desfigurado ou destruído, com todas as graças abundantes e regeneradoras da misericórdia do Bom Pastor.

* Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler e assessor eclesiástico diocesano da Pastoral Familiar

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A magia dos desenhos animados e a literatura

terça-feira, 21 de julho de 2026
por Tereza Malcher

A magia desponta na relação entre a literatura e os desenhos animados a partir da interpretação do texto e da sua tradução em imagens com movimento. Os artistas da literatura constroem mundos inteiros e os do desenho materializam as ideias invisíveis feitas de palavras. Com espíritos imaginativos entrecruzados, criam universos mágicos com o intuito de oferecer fantasia aos espectadores, a maioria crianças e jovens. Por que não os adultos? Aliás, qual adulto não teve sua infância marcada pelos desenhos animados?

A magia desponta na relação entre a literatura e os desenhos animados a partir da interpretação do texto e da sua tradução em imagens com movimento. Os artistas da literatura constroem mundos inteiros e os do desenho materializam as ideias invisíveis feitas de palavras. Com espíritos imaginativos entrecruzados, criam universos mágicos com o intuito de oferecer fantasia aos espectadores, a maioria crianças e jovens. Por que não os adultos? Aliás, qual adulto não teve sua infância marcada pelos desenhos animados?

A ideia primeira, o fio condutor, o roteiro, é do escritor que cria a história. A seguir, o desenhista a materializa a partir da maneira como a percebe, assimila os personagens e imagina os cenários. Nessas distintas instâncias não há regras rígidas para a criação. A fantasia, ao embalar todas as etapas do processo, oferece diversão e estimula o imaginário de quem a assiste.

A imaginação do escritor roteirista e a do desenhista supera as leis da Física e da Biologia; tudo pode acontecer: um cavalo falar, um brinquedo ter asas e voar e um urso cozinhar. As cenas são pensadas e estruturadas seguindo o princípio da verossimilhança, para que ofereça ao espectador a impressão de ser verdadeiro.

Seus personagens são lúdicos, engraçados, atraentes e expressivos. A alegria, o espanto, a dúvida e a tristeza são indicadas no texto para serem expressas no desenho, através de um delicado trabalho entre a sensibilidade dos artistas. Na animação, por exemplo, os sentimentos se transformam em imagens literais, como o coração pulando fora do peito e a raiva fazendo a fumaça sair pelas orelhas.

 Nem sei se é preciso haver comunicação entre um e outro, nem o escritor deve determinar como a sua ideia vai se materializar nos traços do desenhista. Mas, certamente, quem vai desenhar precisa captar a essência de todas as etapas da história. E, muitas vezes, vai além, ampliando-a. O que comumente acontece.

Vou contar uma experiência com o meu personagem, o Labareda, do livro “Um cão cheio de ideias”. Quando minha obra foi adaptada para o teatro, o ilustrador do livro percebeu meu personagem de uma forma e o desenhou. O desenhista da peça idealizou uma figura totalmente diferente. Cada um dos atores descreveu o Labareda de uma maneira. E eu entrei em desespero porque a minha ideia era diferente de todas. Mas entendi, por fim, que a beleza do processo estava justamente nessa diversidade de percepção, que estimulou o diálogo e enriqueceu a encenação. Deu nova vida à história.

O desenho animado tem uma linguagem universal, posto que as imagens dizem tudo e muito mais.  Uma relação dinâmica e criativa entre o escritor e o desenhista faz com que a criança e o adulto se emocionem com a mesma cena, mesmo sendo captada a partir de entendimentos diferentes. Além do que, os desenhos animados mostram situações vividas pelas pessoas, seja de modo objetivo, metafórico ou fantástico. O espectador reage e se identifica com os personagens que fazem a história acontecer.

Por outro lado, alguns desenhos animados podem ser considerados verdadeiras poesias em movimento, como o do “O Pequeno Príncipe”. Os contos de fadas, escritos por Hans Christian Andersen, pelos Irmãos Grimm e por Charles Perrault são eternizados pelos desenhos animados.  Ao assisti-los, a criança pode sentir vontade de ter acesso às obras clássicas, ser estimulada a buscar o livro e descobrir o prazer de ler.

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Prédio da Faculdade de Odontologia: O “pardieiro” esquecido

sábado, 18 de julho de 2026
por Henrique Amorim

Destaques da edição de 17 e 18 de julho de 1976

Pesquisado por Henrique Amorim 

MANCHETES

Destaques da edição de 17 e 18 de julho de 1976

Pesquisado por Henrique Amorim 

MANCHETES

O “pardieiro” esquecido - A mente do nosso governante parece continuar indevassável. O prédio da Faculdade de Odontologia de Friburgo, construído pelo ex-prefeito Feliciano Costa e depredado pelo atual prefeito Amâncio Azevedo, é um bom exemplo do “catatonismo” crônico. Depois de destruído (só não foram levadas as paredes e o telhado), o prédio, hoje, serve como “moldura” para um parque de diversões e mafuás. Um exemplo como esse deve constar na lista da propaganda eleitoral do MDB para as Eleições de 1976…

Tchau Amâncio. Faltam 199 dias - Enfim, menos de 200 dias para o fim do desgoverno do prefeito Amâncio Azevedo, onde as obras só terminam por milagre. O calçamento da Avenida Alberto Braune, por exemplo, estava prevista para ser finalizado em junho. O satírico teleférico também foi anunciado para aquele mês. Para piorar, o vereador Alencar Barroso não é o candidato do prefeito e não conta nem com a simpatia dos mestres do MDB em Friburgo…

Olimpíada dos Industriários com o ministro - Os organizadores da 6ª Olimpíada dos Industriários, Nelson Assis e Hélio Arantes, confirmaram. O ministro do Trabalho, Arnaldo Pietro, virá a Friburgo participar da solenidade de abertura manifestar seu entusiasmo com a organização do evento.

Subdelegacia do Trabalho quase pronta - Inauguração está prevista para agosto e o ministro do Trabalho, Arnaldo Prieto, vai aproveitar sua viagem a Friburgo, para acompanhar o andamento das obras. Na inauguração, estão previstas as presenças ilustres do governador Faria Lima e prefeitos de toda a região. 

Terreno já está à disposição da Saúde -  O vereador Alencar Barroso enviou ofício ao secretário de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Woodrol Pimentel Pantoja informando que um terreno no final da Rua General Osório, que pertencia a empresa Cetel, já está disponível para a Secretaria que tem a verba, mas não tinha um terreno para construir o novo Centro de Saúde de Friburgo. 

Nelson Spitz assume - Eis o novo presidente da Arena de Friburgo. Solenidade de posse está marcada para as 10h deste sábado. Deixa a presidência do partido o sr. Carlos Schuenck, que será candidado a prefeito nas próximas eleições, neste 1976. Spitz, logo após a convenção, vai traçar planos para a campanha eleitoral. 

Sensacional Noite de Queijos & Vinhos, no Country Clube - É neste sábado a realização, pela primeira vez da Festa de Queijos e Vinhos. Será uma grande noite no Pavilhão de Festas e no Parque Aquático, com shows de Los Gringos até as 2h da madrugada. Lotação máxima de 500 pessoas. 

Liturgia na infância -  Abertas inscrições para o curso que é uma promoção da Casa João XXIII e destinado a educadores, religiosos, leigos e pais de família. Inscrições abertas até o dia 23. 

Mendigos e o frio de Friburgo (destaque de capa) - A imagem que ilustra a primeira página desta edição mostra uma cena comum no centro da cidade. Os mendigos à mercê da própria sorte.O prefeito prometeu a construção de um moderno albergue, mas o único amparo para eles, até agora, ainda é a cachaça e o abrigo nas portas das casas comerciais para tentar se aquecer do frio deste inverno. 

Dalva Ventura, agora “a jornalista” - A família Ventura tem tradição por possuir grandes jornalistas, como Zuenir e Mary Ventura. Agora, Dalva Maria Ventura, colou grau como diplomada em Comunicação Social, em solenidade presidida pelo reitor da Universidade Federal. Se vivo estivesse, seu pai, Américo Ventura Filho - e patrono de A VOZ DA SERRA - estaria radiante de felicidade, justificada por sinal ao ver a querida Dalvinha formada em Comunicação, abrançando por herança a vocação de toda uma vida dedicada ao jornalismo. (nota em destaque no “Colunão - Sociedade / Presença de Yvette)    

E mais

  • Herbert Prelog com exposição no Centro de Arte 
  • Sesi terá curso de encargos trabalhistas nas empresas 
  • Elizabeth Babo pergunta: O que você faria se fosse prefeito? 
  • Cáritas patrocina o futebol 
  • Os perigos da serra nas imediações de Mury
  • Praças de Friburgo sofrem com as festas 
  • Avenida Roberto Silveira: mais acidentes de trânsito  
  • Perigo em frente ao supermercado ABC: sinal só dá preferência aos veículos 
 
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA)

sábado, 18 de julho de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Serramar, Rio Macaé (Foto: Regina Lo Bianco)

A caminho

Parte 5

O começo da mobilização e os atores principais

Em dezembro de 2025 a Agepav, a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, publicou o ato convocatório para a contratação de instituição especializada no planejamento, elaboração e suporte à aprovação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), destinados a alguns municípios, inclusive Nova Friburgo.

A caminho

Parte 5

O começo da mobilização e os atores principais

Em dezembro de 2025 a Agepav, a Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, publicou o ato convocatório para a contratação de instituição especializada no planejamento, elaboração e suporte à aprovação dos Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), destinados a alguns municípios, inclusive Nova Friburgo.

A Agevap foi criada em 2002, para o exercício das funções de Secretaria-Executiva, e trata das competências das chamadas Agências de Água, ou Agências de Bacia. O projeto foi viabilizado por meio do sistema de gestão de recursos hídricos da bacia do rio Paraíba do Sul. O Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Dois Rios (CBH R2R), integrante do sistema, participou da definição das prioridades e da destinação dos recursos para o Programa Mananciais, enquanto a Agevap foi a responsável pela licitação e pela futura contratação da instituição executora.

O Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Dois Rios tem como objetivos (https://www.cbhriodoisrios.org.br/objetivo-competencias.php):

I – Promover e articular a gestão dos recursos hídricos e as ações de sua competência considerando a Região Hidrográfica do Rio Dois Rios, como unidade de planejamento e gestão e consolidação das políticas públicas sustentáveis;

II – Promover a articulação intermunicipal, estadual e entre os diferentes segmentos presentes na Região Hidrográfica do Rio Dois Rios, potencializando ações, desenvolvendo estudos, projetos, planos e programas para conservação dos recursos hídricos;

III – Estimular e acompanhar a execução das ações, exercer as atribuições definidas no âmbito da Política Estadual de Recursos Hídricos e do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos e contribuir na construção do Plano Estadual de Recursos Hídricos.

Portanto, o Comitê de Bacia Hidrográfica Rio Dois Rios apoiou e viabilizou, por meio dos recursos da cobrança pelo uso da água e da Agevap, a contratação da instituição responsável pela elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) de Nova Friburgo.

O escopo do plano

Os tópicos principais do ato convocatório são a contratação de instituição especializada para o planejamento, elaboração e suporte à aprovação dos Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA) de Nova Friburgo, em consonância com a Secretaria do Ambiente e com a Agevap na condição de entidade delegatária das funções de agência de água.

A instituição contratada para a elaboração do Plano deverá fazer o levantamento e mapeamento dos remanescentes de Mata Atlântica, a identificação das áreas prioritárias para conservação e recuperação, a definição de programas, metas e ações para proteção e restauração da vegetação nativa, a realização de oficinas e processos participativos com o poder público e a sociedade civil, a elaboração do documento técnico final e dar o suporte técnico até a aprovação formal do PMMA pelo município.

A empresa vencedora que elaborará o Plano

A empresa selecionada através da concorrência pública, com valor estimado de R$ 1.192.023,85 (https://www.agevap.org.br/sisatos/edital-concorrencia-37-2025.pdf) foi o Consórcio IP Mata Atlântica composto pelas empresas Interplan Planejamento e Desenvolvimento Urbano Ltda e a Prisma Estudos e Projetos Ltda, conforme a Ata de Habilitação de 06/05/2026 (https://www.agevap.org.br/sisatos/ata060526-concorrencia-37-2025.pdf). O Consórcio IP Mata Atlântica deverá apresentar um plano detalhando a metodologia de execução, o cronograma físico-financeiro, a equipe técnica, a estratégia de participação social e os procedimentos de comunicação com o município e a Agevap.

Será elaborado o diagnóstico ambiental municipal com o levantamento das principais características do município, incluindo os remanescentes de Mata Atlântica, o uso e cobertura do solo, as áreas protegidas como as Áreas de Preservação Permanente (APPs), as Reservas Legais, as diversas unidades de conservação, inclusive as RPPNs, os potenciais e existentes corredores ecológicos, as áreas prioritárias para conservação, as áreas degradadas passíveis de recuperação, e os principais vetores de pressão sobre a vegetação nativa.

Os objetivos do diagnóstico “conversam” bastante com o Plano Diretor e os Planos de Manejo das unidades de conservação, inclusive o da APA Macaé de Cima em revisão, além das RPPNs.

Serão elaborados mapas temáticos contendo a cobertura vegetal, os fragmentos florestais, hidrografia, unidades de conservação, além das áreas de interesse para restauração florestal.

Participação social

O Termo de Referência prevê a realização de atividades participativas, envolvendo a prefeitura, o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Commam), a Secretaria de Ambiente, a população residente, as organizações da sociedade civil, universidades e demais interessados. A instituição contratada deverá prestar apoio técnico para a apresentação do plano aos diversos conselhos municipais com a realização de audiências e consultas públicas, incorporando sugestões para a consolidação da versão final a ser aprovada pelo município.

Essas oficinas têm como objetivo validar o diagnóstico e construir coletivamente as propostas do plano. A participação da sociedade é fundamental para que o Plano cumpra os seus objetivos.

O Termo de Referência não trata apenas de proteger os remanescentes existentes. Ele também exige a identificação de áreas prioritárias para recuperação da Mata Atlântica, a definição de corredores ecológicos e as ações concretas de implementação. Isso significa que o PMMA deverá se tornar um instrumento efetivo de planejamento ambiental, integrando políticas públicas como restauração florestal, proteção de mananciais, PSA, criação e fortalecimento de unidades de conservação e incentivos à conservação em propriedades privadas.

Essas serão ações fundamentais para o município de Nova Friburgo, que possui extensa cobertura de Mata Atlântica, com elevado número de RPPNs e diversas unidades de conservação, e que poderá utilizar o PMMA como instrumento de integração dessas iniciativas.

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De Friburgo para o México

sábado, 18 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Delegação mexicana, com mestre friburguense, é destaque no Mundial de Jiu-Jitsu

O Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da Confederação Brasileira da modalidade (CBJJO) ganhou destaque internacional com a participação, pela primeira vez, de uma delegação formada por 28 atletas mexicanos. A curiosidade é que havia um friburguense entre os responsáveis técnicos, ajudando a conduzir a equipe durante a campanha que resultou na expressiva conquista de 27 medalhas.

Delegação mexicana, com mestre friburguense, é destaque no Mundial de Jiu-Jitsu

O Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu da Confederação Brasileira da modalidade (CBJJO) ganhou destaque internacional com a participação, pela primeira vez, de uma delegação formada por 28 atletas mexicanos. A curiosidade é que havia um friburguense entre os responsáveis técnicos, ajudando a conduzir a equipe durante a campanha que resultou na expressiva conquista de 27 medalhas.

A delegação foi organizada pelo friburguense Wilson Féu, professor de Brazilian Jiu-Jitsu, radicado no México desde 2017, que dividiu a responsabilidade técnica com Rubén Sánchez Romero. Eles foram responsáveis por conduzir os atletas durante toda a preparação e a participação no campeonato. O projeto tem como objetivo fortalecer o intercâmbio entre Brasil e México por meio do esporte, promovendo disciplina, respeito, amizade e desenvolvimento técnico.

Premiação

A delegação mexicana encerrou sua participação com os seguintes resultados com a conquista de dez medalhas de ouro, sete de prata e outras dez de bronze. Para Wilson Féu, o maior resultado foi a postura demonstrada pelos atletas dentro e fora dos tatames.

“Sinto um orgulho enorme de cada um dos nossos atletas. Mais do que as medalhas, eles demonstraram disciplina, respeito, coragem e um verdadeiro espírito de equipe. É isso que significa representar o nosso país. Cada luta, cada vitória e cada aprendizado fazem parte de um sonho que seguimos construindo juntos.”

Após a competição, a delegação permanece no Brasil para um período de treinamento e intercâmbio técnico. O grupo visitará academias de Nova Friburgo, cidade reconhecida como um importante celeiro de talentos esportivos e com forte tradição no Brazilian Jiu-Jitsu. A iniciativa permitirá que os atletas mexicanos conheçam as origens da trajetória do treinador e vivenciem de perto a cultura brasileira e a história da arte suave.

Féu destaca que o intercâmbio reforça a união entre os dois países e amplia as oportunidades de crescimento da modalidade. “No país do futebol, também nascemos para o BJJ. O Brazilian Jiu-Jitsu é uma das maiores contribuições esportivas do Brasil para o mundo, e poder apresentar essa história aos nossos atletas é motivo de muito orgulho”, garantiu.

“A participação da equipe mexicana consolida mais um passo no fortalecimento do Brazilian Jiu-Jitsu no México e evidencia o papel do esporte como ferramenta de integração entre diferentes culturas”, finaliza o mestre friburguense.

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    Rubén Sánchez Romero e Wilson Féu, responsáveis técnicos da delegação, celebram os resultados (Foto: Divulgação)

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    Após participação marcante, mexicanos virão a Nova Friburgo para conhecer a cidade e algumas academias (Foto: Divulgação)

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    Quatro times sobem para a Série B2 do Rio: Cardoso Moreira, Campos, Búzios e Barra Mansa garantiram o acesso para a Série B2 Estadual, após os jogos de volta das quartas de final da Série C, disputados na tarde do último domingo, 12. Com isso, todos eles serão adversários do Friburguense na edição deste ano da competição, que teve o arbitral realizado no início da semana. As partidas de ida das semifinais da Série C acontecem neste domingo, 19, às 14h45. Cardoso Moreira e Campos medem forças no Ferreirão, enquanto Búzios e Barra Mansa se enfrentam no Correão. (Crédito: Jullio Miglio)

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Três pontos

sexta-feira, 17 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Frizão Sub-17 vence mais uma no Carioca da Série A2 e sobe na tabela

Em casa, no estádio Eduardo Guinle, e diante da torcida, o Friburguense conquistou uma importante vitória contra o America na categoria Sub-17 do Campeonato Carioca da Série A2. Já a equipe Sub-15 acabou superada pelo mesmo rival, durante partidas realizadas na tarde do último sábado, 11.

Frizão Sub-17 vence mais uma no Carioca da Série A2 e sobe na tabela

Em casa, no estádio Eduardo Guinle, e diante da torcida, o Friburguense conquistou uma importante vitória contra o America na categoria Sub-17 do Campeonato Carioca da Série A2. Já a equipe Sub-15 acabou superada pelo mesmo rival, durante partidas realizadas na tarde do último sábado, 11.

Primeiro a entrar em campo, o time juvenil contou com dois gols de Maicon para vencer o adversário pelo placar de 2 a 0. Com o resultado, a equipe somou dez pontos ganhos, e subiu para a sexta posição do grupo A. A distância em relação ao quarto colocado, Americano, é de seis pontos, com um jogo a menos em relação ao rival de Campos.

No Sub-17, o Frizão foi a campo no último fim de semana com Thiago, Gabriel, Renan, Yuri e Lucas Rodrigues; Renan Daudt, Iago Botelho, Arthur Fábio e Gabriel; Maicon e Yan. Já a equipe sub-15 foi escalada com Enzo, Lucas Santos, Bernardo Rodrigues, Conrado e Davi Buchelle; Davi Sabino, Herick, Bernardo e Cauã Luca; PH e Caio Freitas.

Regras do campeonato

O Frizão está no grupo A da competição, a chave que conta com 12 equipes, ao lado de Pérolas Negras, Resende, Bonsucesso, Serrano, Americano, São Gonçalo, Petrópolis, Univassouras Artsul, Santa Cruz, Paraty e Rio de Janeiro.

Já o Grupo B tem Olaria, America, Audax Rio, Cabofriense, Araruama, Niteroiense, Campo Grande, Nova Cidade, Paduano, 7 de Abril e Serra Macaense, com o total de 11 times.

São ao todo 12 rodadas, onde todos jogam contra todos do outro grupo, sendo que um time do Grupo A sempre folgará na rodada - uma chave tem número par de clubes e, a outra, ímpar. Após a disputa da primeira fase, avançam para as quartas de final as oito equipes melhor classificadas, sendo quatro de cada grupo.

Nesta fase estão previstos dois jogos de mata-mata, com os dois primeiros colocados de cada chave tendo vantagem no placar agregado e decidindo em casa. Para as semifinais, os times seguem enfrentando adversários do mesmo grupo, também em dois jogos de mata-mata, com as equipes mais bem classificadas na primeira fase tendo a vantagem do placar agregado e de jogar a segunda partida em casa.

Infantil não foi bem

No infantil, o Friburguense acabou sendo derrotado por 2 a 0. Na categoria, o Tricolor caiu duas posições na tabela de classificação, para a nona colocação da chave, com sete pontos conquistados. O próximo desafio será já nesta sexta-feira, 17, contra o Nova Cidade, fora de casa, no estádio Joaquim Flores.

 

Tabelão do Friburguense

17/jul - Sex - Nova Cidade x Friburguense

25/jul - Sáb - Friburguense x Audax Rio

01/ago - Sáb - Campo Grande x Friburguense

08/ago - Sáb - Friburguense x Cabofriense

15/ago - Sáb - Niteroiense x Friburguense

22/ago - Sáb - Friburguense x Araruama

 

Brasil Soccer Cup

Em paralelo à disputa do Estadual, o Frizão começa a sua caminhada na Brasil Soccer Cup Sub-16 neste domingo, 19, às 11h, quando recebe a equipe do Petrópolis, no Eduardo Guinle. A casa do Tricolor da Serra é uma das sedes da competição.

O Friburguense está no Grupo D da Brasil Soccer Cup, ao lado de Palmeiras, Imperial e Petrópolis. Na segunda-feira, 20, o Frizão encara o Imperial, às 9h, e encerra a participação nesta primeira fase no dia 21, contra o Palmeiras, às 11h.

A Brasil Soccer Cup é realizada desde 2022 pela Liga Macaense de Desportos (LMD), conta com a supervisão da Ferj e é reconhecida oficialmente pela Confederação de Futebol Brasileira (CBF), como um torneio nacional das categorias Sub-16 e Sub-14.

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    Frizão obtém vitória importante atuando em casa. Tricolor está na briga pelo G-4 no Sub-17 (Fotos: Dudu Correa)

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    Próximo compromisso do Friburguense por ambas as categorias será fora de casa, neste fim de semana (Fotos: Dudu Correa)

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