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Bikes na pista

sábado, 16 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Edição 2026 do GP das Montanhas é neste domingo

Edição 2026 do GP das Montanhas é neste domingo

Em meio às comemorações pelos 208 anos de Nova Friburgo, os apaixonados pelas bikes terão um momento de celebração. A edição de 2026 do já tradicional GP das Montanhas, sempre presente no calendário esportivo municipal, será realizada neste domingo, 17, com largada às 9h30 na altura do quilômetro 38 da rodovia RJ-116, no Parque da Cidade (próximo ao pórtico de Cachoeiras de Macacu). A chegada acontecerá no alto da serra, no bairro Theodoro de Oliveira, em Nova Friburgo, na altura do quilômetro 65, próximo à patrulha rodoviária.

Toda a prova é disputada em trechos da rodovia, com duração máxima de três horas, sendo um evento oficial de ranking estadual classe 1. Motoristas que irão trafegar pelo trecho no domingo devem ter atenção às orientações e sinalizações específicas dos controladores de tráfego da concessionária Rota 116 que disponibilizará também uma ambulância que acompanhará os participantes durante todo o percurso para pronto atendimento em caso de necessidade.

Categorias

O GP das Montanhas envolve diversas categorias. No masculino, para os Federados, há as opções Elite; Infanto-juvenil; Juvenil; Junior; Sub-23; Sub-30; Master A1/A2; Master B1/B2; Master C1/C2; Master D1/D2; Master E; Paraciclismo PNE (sem limite de idade).

Para as mulheres Federadas, é possível competir na Elite; Infanto-juvenil; Juvenil; Junior; Sub-23; Sub-30; Master A/B/C/D/E. Há ainda as opções Open (Não federados, Estrada Masculino (Sub 45 / 45+) ,Estrada Feminino (Sub 45 / 45+), MTB Feminino (categoria única 18+) e MTB Masculino Sub 45 / 45+. Não federados competem obrigatoriamente na categoria Open.

Os competidores devem realizar o percurso completo da prova, passando por todos os pontos de controle (PCs). Caso não percorra o trecho completo ou deixe de passar por algum PC, será desclassificado. Todo o trajeto da competição é balizado com batedores, carros oficiais da organização e cones demarcando uma pista "exclusiva". É permitido aos ciclistas utilizar apenas uma bicicleta para percorrer o trajeto, independente do tipo ou modelo.

A classificação será obtida pela ordem de chegada dos competidores em suas respectivas categorias. Os resultados finais serão divulgados às 12h30. Todos os atletas que completarem a prova irão ganhar uma medalha de finisher GP das Montanhas, enquanto os cinco primeiros colocados de cada uma das categorias são premiados com troféus.

Tradição local  

Provas como esta, o Montanha Cup e o Route MTB, por exemplo, ajudam a reforçar a paixão dos friburguenses por bicicletas. É comum, em especial aos finais de semana, grupos se reunirem para explorar trilhas e percursos, seja desafiando a própria capacidade física ou apenas aproveitarem o cenário para o lazer e a prática de uma atividade.

A relação de Nova Friburgo é antiga, e teve como uma dos primeiros momentos marcantes a criação do Bicyclette Club Friburguense, por Eduardo Salusse, em 9 de abril de 1899. Inventada em 1839, a bicicleta chegou à cidade no fim do século 19.

Mesmo sendo considerada um luxo na época, ela era o principal meio de transporte dos friburguenses na década de 1950 - tanto que o tráfego de bicicletas era autorizado em uma das alamedas da Praça Getúlio Vargas. Quando circulavam pela cidade, os ciclistas eram obrigados a usar marcha moderada e lanterna acesa à noite.

As corridas de bicicleta eram o ponto alto do verão friburguense e transformavam a Praça 15 de Novembro (atual Getúlio Vargas) no velódromo de Nova Friburgo.

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    Já tradicional no calendário esportivo municipal, GP das Montanhas terá nova edição neste domingo (Foto: Divulgação / GP das Montanhas)

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    Evento tem início em Cachoeiras de Macacu e termina em Nova Friburgo, em percurso asfaltado (Foto: Divulgação / GP das Montanhas)

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    Neste fim de semana, rodada do Estadual de Futmesa em Friburgo - Neste sábado, 16, e domingo, 17, Nova Friburgo será palco da 4ª etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Bola 12 Toques, realizada no Ginásio Helena Deccache, do Friburguense. O evento conta com a presença de grandes atletas do estado, e terá representantes de clubes como Fluminense, Vasco, Flamengo, América, Petrópolis e do próprio Tricolor da Serra. Neste sábado acontecem as disputas na categoria Master (acima de 48 anos), e no domingo, os jogos pela categoria Adulto, ambos com início às 9h. A entrada é gratuita. (Foto: Divulgação)

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O Plano Municipal da Mata Atlântica

sábado, 16 de maio de 2026
por Bernardo Furrer

Parte 2

Parte 2

A Lei da Mata Atlântica de 2006, portanto com 20 anos, representa um dos mais importantes instrumentos de proteção ambiental do Brasil. Criada para regulamentar o uso e a conservação de um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta, ela estabelece princípios e regras que procuram harmonizar desenvolvimento econômico, proteção da biodiversidade e da qualidade de vida da população.  (https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm)  

Neste artigo, da série que trata do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, temos uma síntese dos artigos da lei, de forma bem resumida, trazendo aos leitores sua compreensão e significado.

Objetivos

A lei define que a proteção e a utilização da Mata Atlântica devem ter como objetivo o desenvolvimento sustentável, assegurando a preservação da biodiversidade, dos recursos hídricos, da paisagem, da estabilidade social e da saúde humana. Não se trata apenas de proteger árvores ou fragmentos florestais isolados, mas de preservar um patrimônio natural fundamental para milhões de brasileiros, responsável pela manutenção de rios, nascentes, clima, solos e da enorme diversidade de fauna e flora existente no país.

Princípios

A legislação também incorpora princípios modernos e fundamentais para a gestão ambiental, como a função socioambiental da propriedade, a transparência dos atos públicos, a gestão democrática e o respeito ao direito de propriedade. Ao mesmo tempo, reconhece a importância dos pequenos produtores rurais e das populações tradicionais, garantindo gratuidade de serviços administrativos e tratamento diferenciado em determinadas situações.

A lei estimula ainda a pesquisa científica, o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis e a formação de consciência pública voltada à recuperação e conservação dos ecossistemas.

Critérios para a supressão de árvores

Um dos pontos centrais da Lei da Mata Atlântica é o estabelecimento de critérios rigorosos para o corte, a supressão e a exploração da vegetação nativa. A legislação diferencia vegetação primária da vegetação secundária em regeneração, considerando inclusive o estágio dessa regeneração.

Em áreas de vegetação primária ou em estágio avançado e médio de recuperação, a supressão fica proibida quando houver risco para espécies ameaçadas de extinção, proteção de mananciais, controle de erosão, formação de corredores ecológicos, proteção do entorno de unidades de conservação ou presença de excepcional valor paisagístico.

A lei permite a supressão da vegetação apenas em situações excepcionais, especialmente nos casos de utilidade pública, interesse social, pesquisa científica e práticas preservacionistas. Mesmo nessas hipóteses, a autorização depende de rigoroso controle ambiental e da realização de compensação ambiental.

A vegetação primária somente pode ser suprimida em caráter excepcional, enquanto a vegetação secundária em estágio médio ou avançado possui restrições específicas e regras próprias para autorização.

Ocupação urbana

Outro aspecto importante está relacionado à ocupação urbana. A legislação proíbe a supressão de vegetação primária em loteamentos e edificações nas regiões metropolitanas e áreas urbanas.

Para vegetação secundária em estágio avançado ou médio de regeneração, a lei estabelece percentuais mínimos obrigatórios de preservação da cobertura florestal nos empreendimentos urbanos, fortalecendo o planejamento territorial e a manutenção de áreas verdes nas cidades.

A Lei da Mata Atlântica também reconhece que conservar florestas é um interesse público e uma função social da propriedade. Por isso, prevê incentivos econômicos para estimular a proteção e o uso sustentável do bioma, permitindo inclusive que áreas preservadas possam ser utilizadas para compensação ambiental e outros instrumentos previstos na legislação ambiental brasileira.

A conservação, em imóvel rural ou urbano, da vegetação primária ou da vegetação secundária em qualquer estágio de regeneração do Bioma Mata Atlântica cumpre função social e é de interesse público, podendo, a critério do proprietário, as áreas sujeitas à restrição de que trata a lei, ser computadas para efeito da Reserva Legal e seu excedente utilizado para fins de compensação ambiental ou instituição de Cota de Reserva Ambiental – CRA.

Mecanismos de apoio

Entre os mecanismos criados pela legislação está o Fundo de Restauração do Bioma Mata Atlântica, destinado ao financiamento de projetos de restauração ambiental e pesquisa científica.

A lei ainda determina que municípios que possuam Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, devidamente aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente, como será o caso de Nova Friburgo, tenham prioridade no acesso a esses recursos. Essa diretriz fortalece a participação dos municípios na proteção ambiental e incentiva políticas locais de conservação.

Mais do que uma simples norma ambiental, a Lei da Mata Atlântica representa um compromisso com a preservação de um bioma essencial para o equilíbrio ecológico, a segurança hídrica e a qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

Foto da galeria
Rio Bonito (Foto: Bernardo Furrer)
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Parabéns Nova Friburgo: 158 anos!

sábado, 16 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 15 e 16 de maio de 1976

 

Não existe terra cansada, onde existe um homem que acredite nela 

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Edição de 15 e 16 de maio de 1976
 
Não existe terra cansada, onde existe um homem que acredite nela 
 
Pesquisado por Laís Lima (*)
 
O desfile do aniversário da cidade começa às 14h deste 16 de maio – O desfile oficial comemorativo dos 158 anos de aniversário de Nova Friburgo está marcado para às 14h, na Avenida Alberto Braune. Vão desfilar crianças das escolas municipais e estaduais, além de outras entidades representativas do município, além de oficiais da corporação da PM sediada em Nova Friburgo. A avenida estará interditada a partir de 13h, tendo o tráfego removido para o eixo rodoviário. Coletivos urbanos terão seus pontos terminais transferidos para a Praça do Suspiro, no período do desfile.
 
Presente de aniversário: futebol pela TV - O sr. Otávio Pinto Guimarães liberou para Friburgo a transmissão do jogo entre Flamengo e Fluminense em circuito fechado e TV ao vivo. Os contatos foram mantidos entre A VOZ DA SERRA, o sr. Lair Macedo e Trajano de Almeida, contando com o apoio da Câmara Municipal e da Prefeitura. AVS alegou que o jogo poderia ser liberado pela TV, direto, como presente de aniversário aos friburguenses.
 
E os aposentados, como é que ficam? - Está é a pergunta que fazem os aposentados da prefeitura municipal que não observaram aumento correspondente aos demais quadros do funcionalismo público municipal. Os aposentados obtiveram apenas aumento de 30%, o que consideram um verdadeiro absurdo.
 
O posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto vai ser construído mesmo – Já começaram as obras de demolição do prédio situado no final da Rua Fernando Bizzoto, na esquina com o eixo rodoviário. A Shell vai construir no local um posto de gasolina, debaixo de muitos protestos, já que o local é zona residencial.
 
Faculdade de Filosofia faz 20 anos – A Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia está completando 20 anos de fundação. A VOZ DA SERRA ouviu o depoimento da madre Sania Cosmelli, a maior incentivadora desta unidade de ensino. De luta saiu o embrião que faz a Faculdade de Filosofia ser uma das unidades de ensino mais respeitáveis de todo o Estado do Rio de Janeiro.
 
Projeto Piloto de Friburgo entra em sua fase prática – O remanejamento de trânsito, com a colaboração de novas placas de sinalização projetadas pelo Grupo de Trabalho da Secretaria de Transportes, será a primeira experiência prática do Plano Piloto de Trânsito e de Transportes em Nova Friburgo. Na parte de sinalização horizontal, será experimentada a sinalização rodoviária adaptada ao eixo urbano. A operação contará com a participação de técnicos do Detran.
 
Agricultores fluminenses terão garantia de melhor carreto de seus produtos – Os produtos agrícolas cultivados em Nova Friburgo, Teresópolis, Sumidouro, Duas Barras, Bom Jardim, Itaperuna, Miracema e Cambuci, que utilizam os mercados expedidores de São José e Barracão dos Mendes, serão diretamente beneficiados com estradas vicinais (estradas de terra que ligam zonas de produção). Isso porque a Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e Terminais (Coderte) mandará construir as novas estradas, dentro de pouco tempo, gastando exatamente Cr$ 14.924.000.
 
Novidade: Polimento para carros – Nova Friburgo já tem uma empresa especializada em polimento para carros. Está situada na rua Padre Roberto Sabóia de Medeiros, 37. A nova empresa funciona também aos domingos e feriados e é a única especializada em Friburgo.
 
Vilage: tudo em paz – Fonte da Vilage no Samba falando esta semana para a reportagem de AVS afirmou que tudo corre bem na agremiação carnavalesca e desmente boato que queria intranquilizar a escola de samba. A mesma fonte informou que qualquer notícia vinculando a Vilage é mero boato sem nenhum fundamento. AVS sabe que a escola possui grandes figuras humanas que têm dado tudo pela entidade, desenvolvendo todos os esforços para seu engrandecimento.
 
Friex – Sucesso na sua inauguração – Já está instalada na Praça do Suspiro a Friex/76, que mostra toda a vida cultural, artística, governamental, industrial e comercial de Nova Friburgo. A ação pode ser conferida na antiga feira da Praça do Suspiro.
 
E mais: 
  • Um passeio às torres de TV 
  • Carros de propaganda acabam. Vitória da Lei Geraldo Pinheiro 
  • Décio conta a história dos colonos: eram suíços e buscavam nova vida 
  • No Bom Pastor, interferência atrapalha TV 
  • Friburgo no sol de maio: a esperança nos 158 anos
  • Detran ganhou terreno da prefeitura 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 

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Corrida celebra 49 anos do Corpo de Bombeiros em Friburgo

sexta-feira, 15 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Desafio Forte Apache será neste domingo, nas ruas da cidade 

O 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar em Nova Friburgo (6º GBM), um dos maiores símbolos de civismo e segurança do município, vai comemorar seus 49 anos de atuação com uma atividade esportiva especial: o Desafio Forte Apache. A corrida será neste domingo,17, com largada às 8h, no quartel da corporação militar, localizada na Praça da Bandeira, bairro Vila Nova. Desta vez, a corrida terá três modalidades:

Desafio Forte Apache será neste domingo, nas ruas da cidade 

O 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar em Nova Friburgo (6º GBM), um dos maiores símbolos de civismo e segurança do município, vai comemorar seus 49 anos de atuação com uma atividade esportiva especial: o Desafio Forte Apache. A corrida será neste domingo,17, com largada às 8h, no quartel da corporação militar, localizada na Praça da Bandeira, bairro Vila Nova. Desta vez, a corrida terá três modalidades:

Caminhada – 4 km
Corrida – 4 km
Corrida – 8 km

    Os percursos da prova são do quartel em direção ao centro da cidade e retornando ao ponto inicial:

  • 4 km: 6º GBM- Igreja Luterana – 6º GBM

  • 8 km: 6 GBM – Nova Friburgo Country Clube – 6º GBM

Em 2025, ocorreu a primeira edição do evento, que contou com militares, autoridades locais e a população. Na época, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro destacou que o Desafio Forte Apache consolidou-se como um marco para o quartel ao unir esporte, tradição e valores.

 

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Sugestões

Ministério do Esporte abre consulta para construir o legado da Copa Feminina

O Ministério do Esporte convida toda a população brasileira a participar da construção do legado da Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027. A consulta pública será realizada por meio da plataforma Brasil Participativo, com o objetivo de ouvir a sociedade sobre quais transformações o país deve priorizar a partir da realização do maior evento do futebol feminino mundial.

“Queremos que a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027 seja um marco não apenas dentro de campo, mas principalmente na vida das pessoas. Ao abrir essa consulta pública, estamos convidando a sociedade a construir, junto com o Governo Federal, um legado que amplie oportunidades, fortaleça o futebol feminino e promova mais igualdade em todo o país”, afirma o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro.

Pela primeira vez sediada na América do Sul, a Copa do Mundo de Futebol Feminino será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho do ano que vem. Mais do que promover uma competição histórica dentro de campo, o Governo Federal quer garantir que o torneio deixe impactos positivos e duradouros para toda a sociedade.

O conceito de legado envolve justamente essas transformações que permanecem após o evento: avanços sociais, esportivos e econômicos que vão além dos jogos e contribuem para o desenvolvimento do país.

Entre os possíveis legados estão o aumento do investimento e da visibilidade no futebol feminino, a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas às mulheres, a ampliação da participação de meninas e mulheres no esporte, além da formação de treinadoras e gestoras. Também estão em pauta o fortalecimento do futebol como um ambiente seguro, o combate à violência e ao assédio, e o desenvolvimento econômico e turístico das cidades-sede.

Brasil Participativo

A consulta pública é uma oportunidade para que cidadãs e cidadãos contribuam diretamente com ideias e propostas. Os interessados podem acessar a plataforma Brasil Participativo e responder à pergunta: “Qual legado você quer para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027?”. As propostas recebidas vão orientar a construção do Plano Nacional do Legado Social e Esportivo da Copa do Mundo 2027.

Além da participação individual, também será possível organizar encontros para discussão, presenciais ou online. A proposta é reunir, no mínimo, cinco mulheres interessadas em debater e indicar prioridades relacionadas à valorização do futebol feminino e à ampliação das condições de participação em todas as esferas da modalidade.

“A participação social é fundamental para garantir que o legado da Copa represente, de fato, as necessidades e os sonhos das mulheres brasileiras. Queremos ouvir diferentes vozes, experiências e propostas para construir políticas públicas mais eficazes e duradouras para o futebol feminino”, completa a secretária extraordinária para a Copa do Mundo Feminina 2027, Juliana Agatte.

A participação é feita pela plataforma do Brasil Participativo, em www.brasilparticipativo.presidencia.gov.br/processes/copa-feminina-2027 ./

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    (Foto: Magnific)

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    Participação está aberta para toda a sociedade opinar e sugerir passos do pós Copa (Foto: Divulgação / Ministério do Esporte)

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A conta chega

sexta-feira, 15 de maio de 2026
por Paula Farsoun

Tem gente que não sabe mais responder “tudo bem?” sem mencionar que está cansada. Porque transborda. A exaustão está ali e precisa transcender, como um pedido de ajuda, talvez. E isso diz muito sobre o tempo em que estamos vivendo.

Tem gente que não sabe mais responder “tudo bem?” sem mencionar que está cansada. Porque transborda. A exaustão está ali e precisa transcender, como um pedido de ajuda, talvez. E isso diz muito sobre o tempo em que estamos vivendo.

O cansaço deixou de ser consequência de uma rotina pesada e passou a funcionar quase como um certificado social. Quem vive correndo parece mais importante. Quem está sempre ocupado transmite a sensação de sucesso. Descansar, por outro lado, começou a parecer sinônimo de preguiça, falta de ambição ou desperdício de tempo. Criamos uma geração que sente culpa por parar.

As pessoas almoçam olhando o celular, respondem mensagens no trânsito, levam trabalho para a cama e transformaram a própria exaustão em assunto cotidiano. E o mais curioso é que a gente já não estranha mais isso. Virou normal dizer que dormiu três horas. Virou admirável trabalhar até tarde. Virou bonito viver sem tempo.

Existe hoje uma necessidade constante de provar produtividade. Como se estar disponível o tempo inteiro fosse demonstração de competência. Como se o corpo não cobrasse a conta depois. E cobra. Só que, antes de cobrar no físico, cobra no silêncio.

A pessoa continua funcionando, mas perde a leveza. Perde a paciência. Perde a vontade de estar presente nas próprias relações. Vai ficando irritada, distante, acelerada. O descanso já não resolve, porque o problema não é apenas sono. É excesso de pressão acumulada em alguém que nunca se permitiu desacelerar.

O mais preocupante é que nós começamos a admirar pessoas destruídas pelo excesso de trabalho. Nós passamos a ser essas pessoas e a validar nossos méritos pelo tanto de cansaço que sentimos, como se fosse um selo de produtividade. Como se nosso valor estivesse aí. Só aí. Isoladamente aí. Como se viver no limite fosse prova de determinação. Como se sacrificar a saúde mental fosse parte obrigatória do caminho para vencer na vida. Não é.

Existe algo profundamente errado em uma sociedade que incentiva performance, mas ignora completamente o adoecimento emocional que existe por trás dela. As pessoas estão sobrevivendo em ritmo de urgência permanente. E talvez o maior problema seja justamente esse: ninguém mais consegue descansar de verdade. Quando o corpo para, a mente continua acelerada. Há sempre alguma pendência, alguma cobrança, alguma sensação de que deveria estar fazendo mais. Mais. Sempre mais....

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Gaslighting – um tipo de abuso emocional

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

Gaslighting é uma forma de abuso emocional que faz com que a vítima duvide de seus próprios sentimentos, julgamento e senso de realidade. O agressor distorce informações para fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção ou sanidade. Ocorre mais comumente em relacionamentos românticos e familiares, mas também pode acontecer em amizades, locais de trabalho ou ambientes médicos. Com o passar do tempo e permanecendo num relacionamento com esse abuso, a vítima passa a desconfiar de seu próprio julgamento, podendo até se perguntar se estará sofrendo de algum transtorno mental.

Dentre os sinais mais comuns desse tipo de abuso chamado “gaslighting”, estão: duvidar de seus próprios sentimentos ou da realidade de uma situação; questionar seu julgamento na medida em que você tem medo de compartilhar sua opinião; sentir-se nervoso e inseguro perto da pessoa que usa esse abuso; acreditar que todos percebem você como sendo do jeito que o abusador afirma; desejo de saber se tudo o que o abusador diz está correto, mesmo que você tenha duvidado anteriormente; sentir-se chateado com mudanças em seu comportamento e por não ser mais tão forte; ficar se questionando se você é uma pessoa muito sensível; sentir-se inadequado ou incapaz de atender às expectativas, ficar se desculpando com frequência apenas por ser você mesmo.

As pessoas abusadoras que usam o gaslighting fazem isso com o objetivo de ter poder e controle sobre outra pessoa, manipulando seus pensamentos e sentimentos. Elas geralmente têm algum transtorno de personalidade, podendo ser o antissocial ou o narcisista.

Atitudes comumente utilizadas pelo abusador gaslighting são, por exemplo, ele ou ela afirma que um evento nunca aconteceu, mesmo que seja uma verdade óbvia para a vítima, usando frases como "Isso nunca aconteceu" ou "Você está imaginando coisas". O abusador deprecia os sentimentos da vítima, tratando as emoções e preocupações dela como sem valor ou exageradas, usando comentários como "Puxa! Como você é sensível demais!" ou "Era só uma brincadeira!".

O agressor usa mentiras diretas que distorcem fatos a favor dele. Ele pode atuar sobre a vítima ao forçar o isolamento emocional dela a fim de aumentar o poder sobre ela, por exemplo, afastando-a de amigos e familiares, reforçando a dependência e a ideia de que apenas ele a compreende de verdade.

Tudo isso sendo feito repetidas vezes com o passar do tempo causam confusão mental, insegurança e dependência emocional, configurando os relacionamentos abusivos.

O artigo do Verywellmind adverte: “Se alguém está te enganando, saiba que não é sua culpa, e há coisas que você pode fazer para proteger sua saúde mental. Você pode colocar alguma distância física entre você e a pessoa que está fazendo o gaslighting, pode manter um registro escrito (com anotações ou conversas salvas) das interações que você teve com a pessoa, deve criar limites, e também perguntar a alguém em quem você confia sobre como ela vê suas preocupações e como ela avalia o abusador, ou você pode se afastar desse relacionamento abusivo.

Fonte: https://www.verywellmind.com/am-i-being-gaslighted-7562452

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com
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Em qual Nova Friburgo você vive?

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Lucas Barros

Havia ruas, todas muito semelhantes umas às outras. Havia também ruelas ainda mais semelhantes umas às outras, onde moravam pessoas também semelhantes umas às outras, que saíam e entravam nos mesmos horários, pelas mesmas calçadas, para fazer o mesmo trabalho sacal.

E para quem cada dia era o mesmo de ontem e de amanhã, e cada ano o equivalente do próximo e do anterior. Afinal, nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa e tudo sempre passará – de um modo para uns e de outro modo para outros. Cada um, com a sua luta e sua jornada.

Havia ruas, todas muito semelhantes umas às outras. Havia também ruelas ainda mais semelhantes umas às outras, onde moravam pessoas também semelhantes umas às outras, que saíam e entravam nos mesmos horários, pelas mesmas calçadas, para fazer o mesmo trabalho sacal.

E para quem cada dia era o mesmo de ontem e de amanhã, e cada ano o equivalente do próximo e do anterior. Afinal, nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa e tudo sempre passará – de um modo para uns e de outro modo para outros. Cada um, com a sua luta e sua jornada.

No entanto, Nova Friburgo é uma cidade, mas não a mesma para todos que moram nela. A depender do seu CEP, renda mensal e cor de pele, a cidade revela-se de modos diferentes, numa escala que varia entre ir ou não tranquilamente para o trabalho, acessar ou ter negado seu direito à saúde e manter-se ou não seguro em casa durante uma chuva forte.

Nova Friburgo de uns e de outros

Podemos falar do foco no Turismo. Uma cidade turística que revolucionou os seus índices de visitantes nos últimos anos com as inovações propostas. Festas? E quem não gosta de festas? Festejar significa estar junto de quem gostamos com o único e sincero propósito de ser feliz.

Seria uma hipocrisia negar que a nossa cidade fica ainda mais linda em épocas de festas! Eu como ex-morador da Avenida Alberto Braune e apaixonado por Friburgo, me encantava todos os dias com o que via pela janela. Grandes e pequenos shows. Natal Luz, Carnaval e tudo mais que tivemos em nossa cidade.

Abriram-se muitas oportunidades. Muitas pessoas tiveram oportunidades para mudar de vida nesses tempos de festa. Desde os hotéis que puderam dar um respiro desde a tragédia de 2011 até as pessoas envolvidas nas festividades como os barraqueiros, artistas, produtores artísticos e donos de infraestrutura de eventos.

No entanto, aprendi que não posso me contentar com uma paixão cega e desarrazoada. É preciso também olhar para as outras Nova Friburgo existentes e suas inúmeras dificuldades. Em se tratando de saúde, vemos uma cidade cujas soluções estão distantes de podermos comemorar.

Em uma cidade com pessoas com plano de saúde – que reclamam do serviço – as pessoas que dependem do SUS, já não tem mais para quem reclamar. Um pouco mais tarde, em um passado recente, mais más notícias. O teto da recepção do hospital caiu em meio às chuvas de final de ano. Mais um baque. Meses depois, foram detectados riscos biológicos, como: fezes de rato, pombos, risco de incêndio e de colapso na infraestrutura devido às infiltrações no principal hospital de nossa região.

Há também a Nova Friburgo para quem se locomova a pé, no conforto de morar perto do trabalho ou dos afazeres da vida em bairros próximos ao Centro. Doce é a vida de quem caminha olhando para as vitrines do comércio. Em vários bairros, pessoas se arriscam no meio das ruas escuras, face a falta de calçadas e de iluminação pública.

Há ainda uma outra cidade para quem dirija. Anda, para. Anda, para. Anda para. Uma velha conhecida friburguense: a falta de gestão de trânsito de uma cidade, que apesar de arrecadar muito com multas, pouco investe no trânsito e na locomoção de quem precisa de carro.

Todavia não podemos esquecer que há ainda um município especial para pessoas que necessitam diariamente do transporte coletivo. Pagam caro pelas passagens. Não contam com pontualidade ou muito menos com o mínimo de infraestrutura nos pontos de ônibus que muitas vezes não tem banco, nem teto e nem placa indicativa.

Há também uma Nova Friburgo para os que possuem filhos que estudam na rede privada de educação, que apesar dos altíssimos preços na mensalidade, podem ter a certeza de contar com um ensino de qualidade. Entretanto, há outra cidade para aqueles que não possuem tal condição.

Mas o que faz uma única, pequena e pacata Nova Friburgo se transformar em tantas outras? A resposta é uma só: as políticas públicas. Quem está à frente das decisões da cidade precisa considerar as múltiplas realidades que ela contém. E quem está por trás, enxergar as necessidades além das nossas dores. Nova Friburgo tem potencial para ser exemplo de cidade inovadora para as pessoas e não precisamos de muita inovação para isso.

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Na briga

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Após vitória em Macaé, Frizão busca semifinais da Série B2 Sub-20

Uma vitória providencial, importante e que pode levar o Friburguense à próxima fase da Série B2 Estadual Sub-20. O Tricolor da Serra foi a campo na última quinta-feira, 7, no estádio Claudio Moacyr, em Macaé, e venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do volante Juninho, aos 15 minutos do segundo tempo. Vivo na briga pelas semifinais da competição, a equipe comandada por Gedeil fecha a participação na Taça Maracanã diante do Santa Cruz nesta quinta-feira, 14, às 15h, no Eduardo Guinle.

Após vitória em Macaé, Frizão busca semifinais da Série B2 Sub-20

Uma vitória providencial, importante e que pode levar o Friburguense à próxima fase da Série B2 Estadual Sub-20. O Tricolor da Serra foi a campo na última quinta-feira, 7, no estádio Claudio Moacyr, em Macaé, e venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do volante Juninho, aos 15 minutos do segundo tempo. Vivo na briga pelas semifinais da competição, a equipe comandada por Gedeil fecha a participação na Taça Maracanã diante do Santa Cruz nesta quinta-feira, 14, às 15h, no Eduardo Guinle.

O Frizão chega à essa última rodada na quinta posição na tabela, com nove pontos ganhos, três a menos que o terceiro e quarto colocados: 7 de Abril e Belford Roxo. O Santa Cruz lidera com 14 pontos, seguido por Paduano, com 13. O Tricolor terá que vencer o seu compromisso e torcer para 7 de Abril (que pega o Rio de Janeiro, fora de casa) ou Belford Roxo (que recebe o Serra Macaense) perderem os seus jogos. A missão não é simples, uma vez que os adversários dos rivais diretos já estão eliminados da competição.

Na sexta rodada, diante do Serra Macaense, o Friburguense foi a campo com Rhuan, Danilo, Yuri, Kauã e Iago Botelho; Juninho, Ryan, João Bom e Gabriel; Arthur Fábio e Fernandinho.

A Série B2 Sub-20 conta com oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, Semifinal e Final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos vai ser declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Série C profissional

Búzios, Mageense e Rio Barra venceram na abertura da 2ª rodada da Série C Estadual, no último domingo, 10. Destaque para o triunfo do Búzios sobre o Brescia, por 1 a 0, no Correão, em Cabo Frio.

Já Mageense e Rio Barra se reabilitaram e conquistaram a primeira vitória na competição sobre CAAC Brasil (3 a 1) e Barcelona (3 a 0), respectivamente. No Nélio Gomes, em Belford Roxo, o Itaboraí Profute ficou no 1 a 1 com o União Central. Já o Campos empatou com o Independente, em 2 a 2, na SAFERJ.

Fechando a rodada, na segunda-feira, 11, o Barra Mansa venceu o Tigres do Brasil pelo placar de 1 a 0, enquanto que no Nélio Gomes, o Cardoso Moreira superou o Uni Souza por 1 a 0 e manteve os 100% de aproveitamento.

Na partida de encerramento da rodada, no João Saldanha, em Maricá, o Ceres derrotou o Vera Cruz por 2 a 1, também chegando a duas vitórias em dois jogos.

Tabelão do Friburguense Sub-20

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle
Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle
Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 0 x 2 Sete de Abril, Eduardo Guinle
Serra Macaense 0 x 1 Friburguense, Claudio Moacyr
14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle
Foto da galeria
Jogadores celebram o gol que selou a vitória do Friburguense em Macaé (Foto: Caio Lemos)
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Mundo dos bichos

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Robério Canto

Os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo

Os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo

Matador de animais, eu?! Às vezes uma barata cruza o meu caminho e, podendo, eu a evito: que ela siga em frente e cumpra seu destino de barata, que é andar sem destino, pra lá e pra cá, tonta que nem uma barata tonta. No entanto, se eu a encontro se intrometendo onde não é chamada, especialmente dentro de casa, não hesito em dar-lhe um banho de inseticida e, no último caso, uma pisada fatal, que me perdoem as associações defensoras dos animais. Em resumo, sou contra qualquer tipo de violência, mesmo contra um ser primitivo e, vamos falar a verdade, nojento como Dona Baratinha. Só os ataco em legítima defesa.

Mas há alguns anos alguém andou dizendo que eu era, se não um matador, pelo menos um inimigo dos cachorros de rua. Vamos aos fatos: próximo à minha casa, havia uma instituição de saúde onde os espaços eram disputados por pacientes, funcionários e uma respeitável cachorrada. Os pacientes às vezes rareavam, os funcionários às vezes faltavam, mas os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo, nem por isso eles deixavam de diariamente assinar o ponto. Se algum bípede ousava incomodá-los, rosnavam e latiam, como é próprio da espécie. À noite, cumpriam o ritual de namorar e procriar, não raro disputando a fêmea a dentadas. Enfim, não era uma vizinhança agradável.

Isso me levou a recorrer a algumas autoridades, sugerindo que arrumassem outra residência para a matilha, de modo que os bichos não mais pudessem ameaçar os usuários do local, nem perturbar minhas noites de sono. Eis aí a verdadeira história, muito diferente da que me valeu a injusta fama de cachorrocida. Bem ao contrário: gosto de todos os animais, são nossos companheiros de travessia, nessa curta viagem que fazemos pelo planeta Terra. E não só cães, gatos e outros mais chegados a nós. Até a incômoda pulga e o desengonçado camelo devem ter alguma finalidade neste mundo, se não, por que a natureza os teria deixado crescer e se multiplicar?

 De modo que fico revoltado quando vejo as crueldades que às vezes acontecem com os nossos vira-latas, verdadeiro patrimônio material do povo brasileiro. Tenho especial simpatia por eles, tão carentes de afeto e até mesmo de água e comida. Os bichos, se os deixamos em seu cantinho, lá ficam eles na boa paz de Deus. E, se alguma vez um deles sai de seu habitat e vem nos incomodar, é porque nós mesmos os desesperamos, queimando as matas, poluindo as águas, disparando foguetes, assim transformando em tormento o que era para eles o paraíso.

É como diz Chico Buarque, em “Passaredo”: “Some, rolinha/anda, andorinha/ Te esconde, bem-te-vi/ voa bicudo/ voa sanhaço/ bico calado/ muito cuidado/ que o homem vem aí/ o homem vem aí/ o homem vem aí”. Sim, para os outros seres somos o mais perigoso dos inimigos. Bem pilheriou Millôr Fernandes, com algum azedume, mas não muito longe da verdade: “O homem é o único animal que não deu certo”.                   

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Microconto: Refeição

Eram pobres, mas moravam ao lado de uma churrascaria. Almoçavam cheiro de picanha todos os dias.

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O Dia das Mães

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Max Wolosker

Uma mãe tem certeza de que pode afirmar, sem errar, que o rebento é seu filho, coisa que, infelizmente, os pais não podem fazê-lo de maneira 100%, já diz o adágio popular. Mas, essa data tem particularidades, pois não é unanimidade em todos os países, sendo comemorada em datas diferentes nos vários cantos do mundo.

Uma mãe tem certeza de que pode afirmar, sem errar, que o rebento é seu filho, coisa que, infelizmente, os pais não podem fazê-lo de maneira 100%, já diz o adágio popular. Mas, essa data tem particularidades, pois não é unanimidade em todos os países, sendo comemorada em datas diferentes nos vários cantos do mundo. Uma grande maioria como Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Finlândia, Grécia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos, Peru, Suíça, Taiwan, Turquia, Uruguai, Venezuela, Zâmbia o segundo domingo de maio foi a data escolhida para essa festividade, mas existem países com a Noruega, Índia, Argentina, Iugoslávia, e muitos outros em que a data é lembrada em meses diferentes.

De acordo com o site https://portaleducamais.com/dia-das-maes-origem-historia-curiosidades-e-significado/, o Dia das Mães é uma das datas comemorativas mais celebradas em todo o mundo, cuja origem remonta à Grécia Antiga. Nessa época, já se realizavam festivais em homenagem à deusa Reia, considerada a mãe de todos os deuses. Porém, o que conhecemos hoje como Dia das Mães começou a tomar forma nos Estados Unidos, no início do século 20.

A professora e ativista Anna Jarvis liderou um movimento para homenagear sua mãe, Ann Reeves Jarvis, que havia sido uma importante figura na luta por melhores condições de saúde para mulheres e crianças durante a Guerra Civil americana. Em 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães nos Estados Unidos. A iniciativa logo se espalhou por outros países, inclusive o Brasil.

A partir da comemoração americana, muitos países seguiram a tendência. Aqui, a Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul foi quem importou a data, em 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas apenas em 1932. Em outros países, tradições religiosas ou seculares acabam suplantando a data original: em Portugal, por exemplo, o primeiro domingo de maio é ligado ao dia de Santa Maria, segundo a tradição católica do país, já na Bolívia o dia 27 de maio foi o escolhido, por conta da defesa de mães em favor de seus filhos em uma batalha contra o exército espanhol, em 1812. Portanto, cada país adaptou essa data de acordo com os seus interesses.

Mas, seja em janeiro, fevereiro, maio, não importa o mês, essa data tem um significado especial, pois além de festejar a maternidade, coloca em destaque o papel da mulher na sociedade moderna. Apesar de que no passado remoto, ela tenha sido relegada a um segundo plano, a importância da mãe jamais foi renegado e sempre marcou, profundamente, a história humana. Foi de um ventre materno que saíram as figuras mais importantes de que temos conhecimento tais como Abrãao, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Napoleão Bonaparte, Albert Einstein, Albert Sabin, etc.

Apesar dos regimes totalitários tentarem, de todas as maneiras, destruírem a família, como instituição norteadora das nações, é a mulher que detém o papel de destaque na manutenção da família e da sociedade. Além de botar no mundo um novo ser, cuidar dele com uma força e a perseverança inigualáveis, os educa, os orienta e os prepara para serem alguém, quando adultos, mantendo a chama da vida sempre acesa. Figuras de destaque ou não, seja em que país for, sempre tiveram uma mãe, na retaguarda, dando o apoio e a orientação necessárias para que se tornassem pessoas importantes na sociedade. É lógico que não se nega a importância do pai na criação dos filhos, mas a ligação que se inicia no ventre materno, faz o diferencial. O pai é, em tese, o provedor da família e o protetor desse núcleo, mas as necessidades da vida moderna modificaram esse conceito. A mulher além das tarefas básicas da maternidade, tem de se desdobrar em outras atividades o que enaltece ainda mais a figura do ser mãe.

Hoje, como não podia deixar de ser, o Dia das Mães se banalizou, em função de se tornar muito mais uma festa comercial, uma maneira de aumentar as vendas do comércio, junto com o Natal, a Páscoa, o dia das Crianças e o dia dos Namorados. Mas, o que temos de ter em mente é que dar presentes, na realidade, é um hábito que se tornou rotina, mas que se torna pequeno face à grandeza do amor que se dedica a essa figura tão importante, na vida de todos nós. Quem já as perdeu em função da realidade da vida, não deixe nessa data de fazer uma oração em sua memória, pois a elas devemos a nossa existência, nosso desempenho no dia a dia de nossa estada aqui na Terra.

Parabéns a todas as mães de nossa cidade, não importa se vivas ou já falecidas, pois elas têm lugar na história e é nossa obrigação lembrar delas sempre, com amor e carinho.

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