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Fez bonito

terça-feira, 24 de março de 2026
por Vinicius Gastin

AFFM / Friburguense coleciona pódios na 1ª etapa do Estadual de Futmesa 12 Toques

A AFFM / Friburguense iniciou bem a temporada na modalidade 12 Toques. Com alguns dos seus melhores botonistas participando da 1ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, o Tricolor da Serra conquistou três pódios, com direito a um título da Série Prata na categoria Adulto. A competição foi realizada no CT do Botafogo Futmesa, reunindo atletas de diversos clubes do estado em partidas de alto nível técnico.

AFFM / Friburguense coleciona pódios na 1ª etapa do Estadual de Futmesa 12 Toques

A AFFM / Friburguense iniciou bem a temporada na modalidade 12 Toques. Com alguns dos seus melhores botonistas participando da 1ª Etapa do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques, o Tricolor da Serra conquistou três pódios, com direito a um título da Série Prata na categoria Adulto. A competição foi realizada no CT do Botafogo Futmesa, reunindo atletas de diversos clubes do estado em partidas de alto nível técnico.

Na decisão da categoria Adulto, houve dobradinha vascaína. Felipinho, do Vasco da Gama, conquistou o título ao derrotar Nando, também do clube cruz-maltino, em uma final bastante equilibrada, vencida pelo placar de 4 a 3. Na disputa pelo terceiro lugar, Bira, do América, levou a melhor sobre seu companheiro de clube, Amon-Rá, vencendo por 10 a 7 e garantindo a medalha de bronze.

Os atletas que não avançaram à fase final disputaram a Série Prata. Foi quando brilhou o jovem Daniel Couto, do Friburguense, que superou Guilherme Maia, do Vasco da Gama, para ficar com o título. Na disputa pelo terceiro lugar, Santana, do Fluminense, venceu Léo Muniz, do América, e completou o pódio da série.

A etapa inaugural da temporada teve o nome de Copa Miguel Ângelo Coutinho Lemos, uma homenagem ao botonista e professor de História da Faetec, Miguel Ângelo Coutinho de Lemos, que morreu em 2015. Miguel se destacou no futebol de mesa, atuando nas regras 3 Toques e 12 Toques por clubes como Clube dos 500, Ginástico Português e Flamengo, deixando importante legado na modalidade.

As etapas de 2026 do Campeonato Estadual Individual de Futebol de Mesa – Regra 12 Toques da Fefumerj serão sempre disputadas de acordo com este regulamento, válido para as duas categorias: Adulto e Master.

Na primeira fase, o número de atletas inscritos será sempre dividido em quatro blocos, definidos conforme o ranking, e os confrontos serão determinados por sorteio. Cada atleta enfrentará exatamente dois adversários de cada bloco, inclusive do próprio bloco, sem repetição de confrontos. Dessa forma, em todas as etapas, cada jogador disputará oito jogos na primeira fase.

O número de inscritos poderá variar entre 20 e 48 atletas. Para garantir o correto funcionamento da tabela e a aplicação integral do regulamento, sempre que necessário, a organização completará o número de participantes com WO (atleta fictício), de modo a alcançar um múltiplo de quatro, condição obrigatória para o sistema adotado.

Assim, as etapas poderão ser disputadas utilizando tabelas com 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44 ou 48 atletas. A partir da segunda fase, a competição passa a ser disputada em sistema eliminatório, com vantagem do empate para o atleta de melhor campanha na fase anterior.

O Campeonato Estadual de Futebol de Mesa terá sete etapas ao longo do ano neste formato. A competição se encerra com a oitava e última etapa — a Taça Cidade Maravilhosa —, nos dias 7 e 8 de novembro, em sistema de pontos corridos, com 12 atletas em cada série. O campeão estadual de 2026 será aquele que somar o maior número de pontos ao longo do ano nas oito etapas, com direito ao descarte dos dois piores resultados.

Categoria Master

Na categoria Master, após uma série de partidas equilibradas e disputadas desde a fase classificatória, o grande campeão da etapa foi Nelson Joazeiro, do Fluminense, que conquistou o título ao derrotar Evandro Gomes, do Vasco da Gama, na final pelo placar de 5 a 2.

Foram 11 jogos, ao todo, com oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Ele marcou 38 gols e sofreu 22, perfazendo um saldo positivo de 16 gols. Desta forma, lidera o ranking estadual também pela primeira vez.

O terceiro lugar ficou com Vinicius Mendes, que fez sua reestreia pelo Friburguense após atuar pelo Flamengo na última temporada. Os atletas que não conseguiram classificação para a fase final disputaram a 2ª Divisão (Série Prata). O campeão foi Reynaldo Antunes, do Fluminense. O vice-campeonato ficou com Anderson, que fez sua estreia pelo Tricolor da Serra após defender o Flamengo nas últimas temporadas. O terceiro lugar ficou com Enderson, do Flamengo.

Na 3ª e última divisão (Série Bronze), o título ficou com Marco Pessoa, do Petropolitano. O vice-campeonato foi conquistado por Ricardo Santana, do Fluminense, enquanto Gilson Franco completou o pódio na terceira colocação.

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    Jovem Daniel Couto fatura a Série Prata no Estadual Individual de Futebol de Mesa 12 Toques (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Em sua estreia pelo Friburguense, Vinicius Mendes foi segundo na Master (Fotos: Divulgação / AFFM)

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    Vestindo a camisa tricolor pela primeira vez, Andreson estreou no pódio da Série Prata da Master (Fotos: Divulgação / AFFM)

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Confissões de uma colunista

terça-feira, 24 de março de 2026
por Tereza Malcher

Todos têm uma confissão a fazer que pode estar em alguma caixa de segredos, guardada em nossos lugares especiais. Como ando com vontade de falar a respeito da minha experiência como colunista, resolvi abri-la. Nela, não se guarda qualquer coisa, somente preciosidades, que não se mostra de qualquer maneira. Ah, cada segredo tem um valor pessoal.

Todos têm uma confissão a fazer que pode estar em alguma caixa de segredos, guardada em nossos lugares especiais. Como ando com vontade de falar a respeito da minha experiência como colunista, resolvi abri-la. Nela, não se guarda qualquer coisa, somente preciosidades, que não se mostra de qualquer maneira. Ah, cada segredo tem um valor pessoal.

Vou começar tirando a primeira recordação de quando era adolescente.  Minha avó paterna dizia, com orgulho, ser prima do colunista Artur da Távola, que, por mais de 30 anos, escreveu para os jornais do Rio de Janeiro. Quando lia as colunas tinha a vontade de ser colunista. Como achava que jamais seria capaz, guardei comigo em segredo.

Quando redigi a dissertação de Mestrado, senti pela primeira vez o gosto de escrever um texto capaz de ser lido por professores, catalogado e arquivado na biblioteca da universidade. Porém meu “segredo” continuou guardado; a escrita que fiz naquele trabalho foi teórica, e Artur da Távola escrevia sobre os acontecimentos, situações quotidianas, fatos relacionados à arte com leveza e plena liberdade de usar as palavras.

Contudo o aprendizado que adquiri no Mestrado foi fundamental para a construção da minha identidade como colunista posto que aprendi a educar minhas ideias, pesquisar, a transpor para o papel aquilo que pensava e sentia. Entendi que as ideias precisavam de fundamentos para serem apresentadas. O mais importante foi constatar que era saudável elaborar ideias com ética para serem compartilhadas e não restarem fechadas em gavetas ou arquivos. As ideias têm vida; voam longe.

Alguns anos depois, encantada com o teatro, fiz adaptações de textos a serem encenados. Durante esse tempo, constatei que os conteúdos das peças tinham de ter valores em suas linhas e entrelinhas porque o espetáculo, ao mesmo tempo em que tem a função de entreter, deve oferecer ideias que beneficiem as pessoas e suas relações com o mundo. E, aí, meu amigo, percebi o valor da arte literária: transformar uma ideia em um texto para levar diversão e reflexão ao público. Tarefa nada fácil.

Depois, ao me tornar escritora de livros infantojuvenis, adquiri a desenvoltura na escrita. Frequentei inúmeras oficinas literárias quando escrevia sem parar e aprendia a ter humildade para receber críticas. Além do que aprofundei o hábito de pesquisar. Os textos literários necessitam de informações objetivas. Ao contar a história do Labareda, meu personagem canino do livro “Um cão cheio de ideias”, pesquisei a vida dos cães sob vários pontos de vista.

Ao escrever “Aventureiros da Serra”, a história de um menino que é acometido pelo câncer e continua a ser o líder de um grupo de amigos, pedi assessoria a uma médica oncologista e pesquisei sobre como a liderança acontece em grupos infantis.

O desejo de ser colunista permaneceu vivo e latente, jamais adormecido. Tive a oportunidade de conhecer a direção do jornal e falar a respeito desta vontade antiga. Fui aceita. Em 27 de junho de 2016 minha primeira coluna foi publicada: “Meus avós e meus abacates”. Tenho o orgulho de nunca ter faltado, nem repetido um tema. Hoje, a coluna tem o nome “Momentos Literários”

Escrever semanalmente é, ao mesmo tempo, um prazer e um desafio. Um processo que, às vezes, é mais complexo, enquanto outros são de uma facilidade que surpreende. Cada texto é produzido de modo próprio. Entretanto, inicialmente, sempre há uma exposição livre, sem preocupações com a forma, mas com o desenvolvimento de uma ideia. A seguir, vem a pesquisa, através da qual leio trabalhos de outros autores, busco nos livros e na internet informações válidas e reescrevo a coluna várias vezes. Finalmente, meu professor corrige o texto.

Hoje, tenho a certeza de que ao escrever “Momentos Literários” reflito sobre o viver, que a cada dia me surpreende e espanta.

O que me reforça a produzir um texto semanal com este entusiasmo é a oportunidade de aprofundar os valores humanos, hoje tão ameaçados e deteriorados. Tomo cuidado para não ter uma postura de autoajuda, nem ensinar o que é certo ou errado. Mas de mostrar a vida através de textos sérios, que consideram a natureza e a pessoa humana como os maiores patrimônios.

Cada um de nós tem funções na vida. Depois de cumprir tantas, atualmente me orgulho de escrever a coluna “Momentos Literários”, toda a semana para o jornal A VOZ DA SERRA.

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A VOZ DA SERRA é sempre o caminho certo no trânsito da informação

terça-feira, 24 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Não são poucas as vezes que alguma notícia no jornal me lembra uma canção. Desta vez, a charge de Silvério me levou para os primórdios da Jovem Guarda, quando Roberto Carlos gravou a música “Um leão está solto nas ruas...”. A letra diz que foi “por descuido de seu domador”. É certo que na charge não há descuido, porque esse é o leão que espera que os seu contribuintes não percam o prazo de enviar a devida e temida “Declaração de Imposto de Renda”. A antecipação do prazo de entrega já ocorreu, e o prazo de finalização vai até 29 de maio.

Não são poucas as vezes que alguma notícia no jornal me lembra uma canção. Desta vez, a charge de Silvério me levou para os primórdios da Jovem Guarda, quando Roberto Carlos gravou a música “Um leão está solto nas ruas...”. A letra diz que foi “por descuido de seu domador”. É certo que na charge não há descuido, porque esse é o leão que espera que os seu contribuintes não percam o prazo de enviar a devida e temida “Declaração de Imposto de Renda”. A antecipação do prazo de entrega já ocorreu, e o prazo de finalização vai até 29 de maio. Lembrando que a isenção para quem ganha até R$ 5 mil só vai valer para a declaração de 2027, referente aos ganhos de 2026.

Valeu, Silvério, pois, a charge, como nosso veículo de embarcação literária, nos leva ao topo das nossas demandas. Estar em dia com o “leão” nos dá a chance de não sermos “devorados” pela Receita. Continuando em assuntos “delicados”, o governador  do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está na iminência de uma renúncia. Segundo o advogado Guilherme Barcelos: A renúncia não interrompe o processo, caso fique provada a participação direta do político nas irregularidades”. Inocente ou não, eu sempre me pergunto sobre a razão que leva uma pessoa graduada, com alto rendimento financeiro e poder, a se “meter” em falcatruas? Mesmo me perguntando, eu já sei a resposta: o poder exige mais poder. Pura ilusão! Lá na frente vai ser apanhado com a boca na botija.

Em 21 de março foi celebrado o Dia da Infância e entre as medidas de proteção, nessa era digital, o Estatuto da Criança e do Adolescente ganhou uma nova versão – o ECA Digital. Em destaque, a iniciativa abrange limites e regras para menores de idade que utilizam as redes sociais e aplicativos online. Como proteção, está proibida a “rolagem infinita” nas redes sociais. 21 de março também é o Dia Internacional da Síndrome de Down. A data foi marcada por uma intensa programação, inclusive com a criação do Instituto Alentho, na sede do GPH, no Cônego.

O empresário Gustavo Faria, que desenvolveu o projeto, explicou que a partir do nascimento de um sobrinho, diagnosticado com a síndrome, veio a ideia do Alentho. E destacou: “o instituto nasce com a proposta de ser um espaço de acolhimento, orientação na construção de uma rede de apoio mais ampla”. A empatia, por certo, faz a diferença!

“Divórcio do sono” ganha espaço na rotina dos casais”. A matéria, assinada por Isabella Rodrigues, trouxe essa quase “novidade” de os casais terem espaços separados para melhorar a qualidade do sono e “reduzir conflitos no relacionamento”. É mais do que certo, pois os hábitos de dormir são muitos e pessoais. Uns gostam de música, outros de silêncio. Tem os que gostam de penumbra, outros de escuridão total. TV ligada incomoda a quem quer sossego. Se é para “dormir”, no verdadeiro sentido do verbo, que seja o momento sagrado do descanso. Isso não é afastamento. É maturidade conjugal.

Em “Há 50 anos”, o registro da nova diretoria do “Centro Industrial de Friburgo”, trouxe, ao tempo presente, nomes de pessoas ilustres que representavam suas empresas, entre as quais, Filó, Hasenclever, Sinimbu, Torrington e Indaço. Não só a cidade se desenvolveu sob a égide dessas baluartes, assim como tantos e tantos funcionários tiveram seus empregos garantidos. Era a indústria alavancando o progresso!

Quero felicitar a equipe  “Amigas do Vôlei” que vai representar Nova Friburgo na “Supercopa Master”.  A formação desse “time” tem história grandiosa que, por si só, é vitoriosa pelo fato de reunir mulheres que amam o esporte e vão muito além das regras do jogo para marcar “um set de felicidade”! Parabéns e sucesso no próximo dia 4 de abril!

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Morador de Friburgo pode passear no teleférico, nos dias úteis, doando um quilo de alimento

terça-feira, 24 de março de 2026
por Alex Santos
Foto de capa
(Foto: divulgação)

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

Opa! Tudo verde?

A coluna de hoje é especial — quero compartilhar uma ação que tive a alegria de ajudar a construir. Mais do que um projeto, é uma iniciativa que nasce com propósito e conexão com aquilo que acredito para o futuro das cidades. Trata-se de uma ação socioambiental em Nova Friburgo que reúne três pilares que considero essenciais: cuidado ambiental, impacto social e valorização do território. É exatamente essa combinação que estamos colocando em prática com o “Passaporte Verde e Solidário”, uma iniciativa da EcoModas em parceria com o Teleférico de Nova Friburgo.

A proposta nasce com um olhar muito claro: envolver os moradores da cidade em uma experiência que vai além do passeio turístico. A partir desta semana, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, qualquer morador pode trocar o ingresso do teleférico por um quilo de alimento não perecível. É um gesto simples, acessível, mas carregado de significado.

Ao embarcar nessa experiência, partindo da Praça do Suspiro, o visitante sobe até o primeiro estágio do teleférico, onde está a sede da EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche. Na EcoModas, abrimos as portas da nossa loja sustentável, onde é possível ver na prática o que é economia circular, mobiliários e esculturas com ecodesign e apresentação de um pouco daquilo que construímos desde 2010. A loja também oferece moda sustentável, experiências, café, artesanatos e diversos outros produtos feitos na cidade.

Mas o que mais me encanta nesse projeto é o que ele provoca nas pessoas. Cada alimento arrecadado será destinado, inicialmente, ao Bloco da Jurema, um projeto social que realiza um trabalho fundamental na nossa cidade com pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ou seja, o passeio se transforma em alimento na mesa de quem precisa.

Além do social, ação ambiental

Cada morador de Nova Friburgo que participar desta ação também receberá uma bomba de sementes para que seja lançada no trajeto do morro do teleférico. Com isso, queremos estimular um gesto coletivo de regeneração e impacto social positivo. É como se cada visitante deixasse uma marca positiva no caminho, ajudando a devolver vida à paisagem que tanto nos orgulha e que por alguns anos foi afetado por incêndios florestais. As sementes utilizadas são de árvores nativas como Embaúba, Aroeira e Palmeira-juçara.

Esse movimento ganha ainda mais força por acontecer em um momento muito especial. No próximo dia 29, celebramos os 16 anos da EcoModas — uma história construída com muitos desafios, aprendizados e, principalmente, propósito. Ao mesmo tempo, o teleférico completa 50 anos de existência neste ano, sendo um dos atrativos turísticos mais visitados de Nova Friburgo. Unir essas duas histórias em uma ação como essa é, para mim, algo extremamente significativo e positivo.

Do ponto de vista das agendas globais, o projeto “Passaporte Verde e Solidário da EcoModas no Teleférico” dialoga diretamente com diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos falando de combate à fome (ODS 2), ao estimular a doação de alimentos; consumo e produção responsáveis (ODS 12), ao promover consciência e educação ambiental; e ação contra a mudança do clima (ODS 13), ao incentivar práticas de regeneração e conexão com a natureza.

Mas, mais do que números e metas, estamos falando de cultura — e cultura se constrói com vivência, com conexão e com pertencimento. O que buscamos com essa iniciativa é justamente despertar nos moradores esse olhar mais atento e afetivo sobre a própria cidade. Queremos que o friburguense se reconheça como parte ativa desse movimento, não apenas como espectador. Que passe a enxergar Nova Friburgo com novos olhos, valorizando seus espaços, sua história e, principalmente, seu papel na transformação do território.

Turismo, para nós, não é apenas receber bem quem vem de fora. É, antes de tudo, cuidar de quem já está aqui. É fortalecer o vínculo da população com a cidade, criando experiências que gerem orgulho, consciência e participação. Entendemos que quando o morador se envolve, o turismo ganha alma. E quando há pertencimento, qualquer iniciativa deixa de ser pontual e passa a se tornar um verdadeiro movimento de transformação coletiva.

Acredito profundamente que iniciativas como essa fortalecem o posicionamento de Nova Friburgo como um destino que vai além da beleza natural. Um destino que pensa, que age, que se movimenta em direção a um futuro mais equilibrado. “Para nós, é uma grande satisfação integrar uma iniciativa que une solidariedade, sustentabilidade e valorização de quem vive em Nova Friburgo. O Teleférico de Nova Friburgo sempre foi um símbolo da cidade, parte da nossa história e da memória afetiva de tantas pessoas. Essa parceria com a EcoModas reforça exatamente esse propósito: ir além do turismo e transformar o teleférico em uma plataforma de impacto positivo, conectando experiência, consciência e benefício real para a comunidade”, comenta Rodolfo Acri, proprietário do teleférico.

Seguimos acreditando que pequenas atitudes, quando bem direcionadas, têm o poder de gerar grandes transformações. E talvez essa seja a maior mensagem do “Passaporte Verde e Solidário”: não é preciso fazer muito, mas é essencial fazer juntos.

Regras do “Passaporte Verde e Solidário”

  •  Benefício exclusivo para moradores de Nova Friburgo;
  • Obrigatória a apresentação de comprovante de residência no nome do participante, junto com documento oficial com foto;
  • O benefício é válido apenas para o titular dos documentos apresentados. Acompanhantes deverão adquirir ingresso integral, incluindo crianças;
  • Uso individual, pessoal e intransferível;
  • Válido ao longo do ano de 2026, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h (exceto feriados e período de férias escolares);
  • Acesso limitado ao primeiro estágio do teleférico (onde estão a EcoModas, restaurante, boneca Eva e boliche);
Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

A fiscalização e o controle social da gestão dos resíduos sólidos

sábado, 21 de março de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
(Foto: Henrique Pinheiro)

Nos artigos anteriores tratamos da concessão da gestão dos resíduos sólidos pela Prefeitura de Nova Friburgo para a EBMA/Vital Engenharia Ambiental S.A., disponível no Portal da Transparência,  https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524 ./ Vimos a quantidade de direitos, deveres e obrigações para o cumprimento da sua função social sanitária e que a privatização dos serviços não correspondem necessariamente à eficácia do sistema.

Nos artigos anteriores tratamos da concessão da gestão dos resíduos sólidos pela Prefeitura de Nova Friburgo para a EBMA/Vital Engenharia Ambiental S.A., disponível no Portal da Transparência,  https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524 ./ Vimos a quantidade de direitos, deveres e obrigações para o cumprimento da sua função social sanitária e que a privatização dos serviços não correspondem necessariamente à eficácia do sistema. Sem fiscalização e controle não há garantia da qualidade dos serviços.

Até o prefeito reclamou

Na semana passada o prefeito Johnny Maycon voltou às redes sociais manifestando indignação com as inúmeras reclamações com o lixo espalhado pela cidade, prometendo providências. E isso há apenas três meses da assinatura do contrato, deixando evidente a necessidade do acompanhamento, fiscalização e cobrança pela sociedade.

As leis

A regulação nacional da atividade se dá pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305, de 2010), que se integra com a Política Nacional do Meio Ambiente e articula-se com a Política Nacional de Educação Ambiental (lei 9.795, de 1999), além da Política Federal de Saneamento Básico, regulada pelas leis 11.445, de 2007, e 11.107, de 2005.  Portanto há necessidade de leis para regular o sistema, garantindo o direito da sociedade à informação, ao controle social e a cobrança do poder público. Isso é o que torna o sistema seguro e transparente.

O Plano

Dentre os instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, há os planos municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, essenciais para os municípios terem acesso a recursos da União ou por ela controlados. Há prioridade para a implantação da coleta seletiva com a participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda. Há exigências em lei, de metas de redução, reutilização, coleta seletiva e reciclagem.

Muitos leitores tem chamado a atenção para que seja mais explícita e detalhada a coleta seletiva, a quantidade de caçambas nas ruas e o destino para reciclagem dos resíduos selecionados. Outro questionamento é quanto ao incentivo aos programas de elaboração de composteiras para diminuir a quantidade de resíduos e gerar adubo orgânico. A redução da geração total de resíduos diminuiria consideravelmente com tais sistemas, como aplicados em muitas cidades.

Também não fica detalhada a política e ações de educação ambiental, e como a concessão se relacionaria com as iniciativas atuais e futuras. Há informações que sugerem haver preocupação, mas não há indicação das práticas e dos programas com essas finalidades, não ficando estabelecida a relação com os programas atuais e futuros da prefeitura na área de educação ambiental.

As bases do contrato

Para garantir os objetivos da concessão é importante definir em lei municipal, os direitos e deveres das partes envolvidas: a prefeitura, a sociedade civil e a concessionária, no caso a EBMA/Vital. O município contratou a Fipe para a elaboração de um estudo, o relatório denominado “Modelagem da Concessão do Serviço Público de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos”, onde “pretende-se que o presente relatório seja o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) de Nova Friburgo”. https://www.pmnf.rj.gov.br/uploads/documento/19166/  zYVVqG_q8dHGIzF6IJBzcM65ANyw4m18.pdf

O estudo serviu para estruturar e viabilizar juridicamente a posterior concessão dos serviços, e fundamentar a lei 5.001/2023 que autoriza a licitação da concessão.

https://novafriburgo.cespro.com.br/visualizarDiploma.php?cdMunicipio=6811&cdDiploma=20235001&NroLei=5.001&Word=&Word2

O Plano faz o diagnóstico e dá as diretrizes da gestão, atribuindo responsabilidades e funções, mas da forma como está, pode gerar questionamentos:

Um deles é se o estudo da Fipe é realmente o Plano de Gestão, por não haver propriamente um decreto que tenha criado o Plano, ou se é apenas um estudo técnico bem elaborado, que permite a concessão, mas sem força legal, passível de questionamento quanto à futura utilização de recursos da União e até mesmo ter sua validade contestada no TCE-RJ.

Outro questionamento é não haver uma lei anterior ao contrato que o regule gerando incerteza e fragilidade jurídica, principalmente em situações de conflito, abrindo a possibilidade de ações judiciais, denúncias de não cumprimento do contrato por qualquer das partes, etc. Por exemplo: caso não seja constituída a “AGÊNCIA REGULADORA”, o que acontecerá? E se o “VERIFICADOR INDEPENDENTE”, falhar na sua atuação e na sua independência? E se as metas e objetivos não forem alcançados? Quais mecanismos existem para garantir os direitos dos cidadãos?

Outro exemplo: os equipamentos serão comprados pela concessionária como no artigo 17.1.2 e 17.1.5 ou serão fornecidos pela prefeitura como no artigo 18.1.12? Quais as fontes dos recursos para o pagamento da concessão? Virão do apertado orçamento municipal? Seriam criadas futuramente novas taxas? A coleta domiciliar está desvinculada da varrição de rua? Enfim, são questionamentos legítimos, cujas respostas darão maior transparência e trarão maior tranquilidade para a população.

Seria prudente, e até uma obrigação do município, definir em lei o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, garantindo maior segurança operacional e jurídica na sua execução e controle.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Futebol: TV Tupi briga com a Federação Carioca

sábado, 21 de março de 2026
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 20 e 21 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes:

A TV Tupi ainda briga com a Federação Carioca - A TV Tupi ainda está brigada com a Federação Carioca de Futebol e proibida de atuar no Maracanã. Este é o motivo porque não foi transmitido em caráter experimental o último jogo entre Fluminense e Bonsucesso, direto no Maracanã. 

Edição de 20 e 21 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes:

A TV Tupi ainda briga com a Federação Carioca - A TV Tupi ainda está brigada com a Federação Carioca de Futebol e proibida de atuar no Maracanã. Este é o motivo porque não foi transmitido em caráter experimental o último jogo entre Fluminense e Bonsucesso, direto no Maracanã. 

A medida da FCF visa multar a Tupi que transmitiu o jogo entre Cruzeiro e Internacional, de Minas Gerais, no mesmo momento em que jogavam, no Rio, amistosamente, Flamengo e Fluminense. Por outro lado continua a instalação de um microondas no Caledônia, conforme AVS já noticiou e logo que seja superada a crise entre a emissora e a Federação os jogos de futebol poderão ser transmitidos para Friburgo. A aparelhagem instalada está avaliada em Cr$ 200 mil.

Ratos: a grande indiferença – As autoridades continuam indiferentes ao problema dos ratos em Nova Friburgo. Parece que o problema não existe, tal o desacordo de atitude e a marcante falta de posição das autoridades sanitárias. De todos os locais da cidade chegam apelos contra o grande número de ratazanas que vasculham residências, casas comerciais, que atacam outros animais. Em todo o gramado das calçadas há buracos e eles surgem dali a qualquer hora do dia ou noite. Não precisa ir muito longe. Nas avenidas Comte Bittencourt e Galdino do Valle é curioso notar as tocas dos ratos armadas.

Arena completa a lista – A Arena de Friburgo voltou a se reunir lançando mais seis nomes para as próximas eleições, completando a lista de 25 candidatos para a Câmara Municipal. Os candidatos são: Oswaldo Quime, representante do Cônego, Arnaldo, Paulo Oliveira, Hélio Medeiros, Barreto e Flávio Gomes.

Abandono de estrada – Usuários da estrada Friburgo-Vargem Alta consideram precárias as condições de tráfego em todo o trecho. Os 22 quilômetros da estrada não dão mais passagem nem para jipes. Os usuários não sabem mais a quem apelar. Também moradores do Parque das Flores se encontram na mesma situação. São péssimas as condições da estrada de acesso ao logradouro.

Ônibus – Moradores de Cardinot, Ponte Preta e Córrego Dantas, tendo à frente o sr. Ademir Lopes de Carvalho entregaram ao vereador Sá Martins um abaixo assinado, solicitando à Prefeitura de Friburgo seção de passagens para a linha rodoviária do Cardinot. Atualmente é cobrada tarifa única e muitos usuários se acham prejudicados.

Imposto de Renda espera recorde - A agência da Receita Federal em Nova Friburgo espera, com a implantação de novo sistema simplificado, um recorde na entrega das declarações dos friburguenses neste 1976. Como nos anos anteriores  a agência local vem prestando informações, orientações e fornecendo esclarecimentos aos contribuintes que demandam aquela repartição em número elevado durante o corrente mês. Funcionários especializados estão à disposição dos friburguenses no endereço da Receita, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. O prazo para entrega das declarações, para aqueles que auferem mais de Cr$ 26 mil termina no dia 23 de março.

Centro industrial: nova diretoria - Já tomou posse a Nova Friburgo a nova diretoria do Centro Industrial de Friburgo. O presidente eleito é o sr. Adam Hoffmann, da Filó; vice-presidente, Ângelo tesoureiro, da Hasenclever; diretor executivo, Nelson de Assis, da Sinimbu; diretor-tesoureiro, José Vitor de Alcantara, da Torrington, e, como secretário, Franz Ludwuing Hepp, da Indaço.

Rua Uruguaiana – Os moradores do final da Rua Uruguaiana, em Olaria, estão pedindo às autoridades providências quanto ao abandono em que ela se encontra. O mato está crescendo em todo o seu trecho, falta iluminação, o que torna o problema mais agravante. O lixo está entulhado no final da artéria já alcançando três metros de altura.

Recuo x rotina – A publicação de um edital para tomada de preços feito pela a Prefeitura Municipal de Nova Friburgo para aquisição de um automóvel cujo valor se aproxima de Cr$ 150 mil e a posterior renúncia, oficializada pelas próprias palavras do prefeito, em efetivamente adquirir o luxuoso veículo podem parecer fatos isolados, mas não são. Nunca a cidade teve um governo tão pobre em atos e palavras. Tudo se anuncia, tudo se promete, tudo, tudo mesmo; porém nada é realmente realizado, e aquilo que se tenta realizar, ou fica inacabado, ou se faz pela metade. Este episódio do carro é um exemplo do despreparo político-administrativo que, apesar dos três anos, vigora plenamente do Palácio Barão de Nova Friburgo.

E mais:  

  • Acidente fere menor de 17 anos na Rua José Eugênio Muller 
  • Homem morre e quatro se ferem em briga na localidade de Salinas

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 
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Novo desafio

sábado, 21 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Equipe Amigas do Vôlei representa Friburgo na Supercopa Master

O voleibol segue em alta no município, e mais uma vez vai colocar Nova Friburgo em destaque no cenário estadual. A equipe Amigas do Vôlei NF vai representar a cidade na disputa da Supercopa, promovida pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, nas categorias 55+ e 59+. O evento é promovido no Rio, e reúne diversos times, de variadas localidades.

Equipe Amigas do Vôlei representa Friburgo na Supercopa Master

O voleibol segue em alta no município, e mais uma vez vai colocar Nova Friburgo em destaque no cenário estadual. A equipe Amigas do Vôlei NF vai representar a cidade na disputa da Supercopa, promovida pela Federação de Voleibol Master do Rio de Janeiro, nas categorias 55+ e 59+. O evento é promovido no Rio, e reúne diversos times, de variadas localidades.

O Amigas do Vôlei é formado por mulheres atletas entre 40 e 67 anos, residentes em Nova Friburgo, que se uniu e montou um time informal de voleibol durante a pandemia. A maioria foi jogadora quando jovem, algumas competiram em suas escolas e em campeonatos interestaduais.

Na ocasião, em 2021, Marcilenia Marques foi procurada por várias amigas que buscavam um grupo de apoio para saírem do sedentarismo. Ali estavam mulheres que desenvolveram problemas psicológicos e/ou físicos como depressão, dificuldade de mobilidade, ganho de peso e ansiedade, devido às dificuldades provenientes dos anos de semi reclusão.

Lene, como é chamada carinhosamente, disponibilizou o campinho de sua casa, todas as sextas-feiras, para partidas de voleibol, conversas e integração. No início, eram cerca de dez mulheres, mas, ao término da pandemia, o grupo havia crescido para 20, e o campinho não comportava mais tantas pessoas. Teve início então a busca por quadras disponíveis na cidade.

Com a pandemia estabilizada, o Friburguense normalizou as atividades e as atletas, que já eram sócias, retornaram. O grupo que permaneceu jogando na quadra popular de Olaria — inclusive por não ter condições para custear o valor da mensalidade do clube — foi denominado Amigas do Vôlei.

Calendário de eventos

Outro passo importante para o crescimento e fortalecimento do voleibol em Nova Friburgo foi a criação de um calendário de torneios da modalidade para este ano, com competições divididas por categorias, que se estenderão durante todo 2026. As datas, regulamento e outros detalhes foram definidos após conversas entre Fernando Miranda, organizadores das competições, e o secretário municipal de Esportes, João Victor Duarte.

Os torneios serão disputados por categorias masculinas e femininas, contemplando seis equipes de Nova Friburgo em cada categoria. Times de cidades vizinhas também serão convidadas. As datas sofreram uma pequena alteração, e a primeira atividade será promovida no próximo dia 4 de abril, um sábado, na categoria Infanto Feminino.

Cada equipe pode inscrever no mínimo seis e no máximo 12 atletas por torneio e categoria. As competições irão acontecer nos ginásios Adhemar Combat, em Olaria, José Pereira da Silva, em Duas Pedras, e Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino, com partidas disputadas sempre das 9h às 18h.

Na fase classificatória, as equipes serão divididas em dois grupos com três times cada, e dentro do grupo, todos jogam contra todos. Cada equipe realiza duas partidas nesta fase, contando as pontuações. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais.

Há premiações com troféus para o primeiro lugar e técnico, e medalhas para o vice-campeão e treinador. Também serão entregues certificados para os destaques de cada partida e para o atleta “MVP”dos Torneios, a serem escolhidos pela arbitragem.

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Grupo de friburguenses segue firme com atividades e participações em eventos diversos (Foto: Divulgação Vnicius Gastin))
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Oportunidade

sexta-feira, 20 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Desafio da Ponte abre inscrições para a prova em agosto

O Desafio da Ponte Rio-Niterói volta ao calendário esportivo do Estado em 2026 e será realizado no dia 2 de agosto. As inscrições estão abertas, em lote antecipado destinado aos participantes da edição 2025 e aos corredores que preencheram o cadastro de interesse, pelo site oficial do Desafio da Ponte. Serão disponibilizadas oito mil vagas para a prova de 21 quilômetros, que oferece uma oportunidade rara: atravessar correndo a Ponte Rio–Niterói, com uma das vias totalmente fechada para os atletas.

Desafio da Ponte abre inscrições para a prova em agosto

O Desafio da Ponte Rio-Niterói volta ao calendário esportivo do Estado em 2026 e será realizado no dia 2 de agosto. As inscrições estão abertas, em lote antecipado destinado aos participantes da edição 2025 e aos corredores que preencheram o cadastro de interesse, pelo site oficial do Desafio da Ponte. Serão disponibilizadas oito mil vagas para a prova de 21 quilômetros, que oferece uma oportunidade rara: atravessar correndo a Ponte Rio–Niterói, com uma das vias totalmente fechada para os atletas.

Desafio em um cenário icônico

Em sua segunda edição desde a retomada, o evento figura entre as corridas mais icônicas do Brasil, conectando Niterói e Rio de Janeiro em um percurso que combina desafio físico, cenário histórico e vistas privilegiadas da Baía de Guanabara. Por se tratar de uma prova de alta exigência técnica, a inscrição está condicionada à comprovação de índice mínimo recente.

No momento da inscrição, atletas deverão apresentar resultado oficial, obtido a partir do dia 1º de janeiro de 2025, de: meia maratona (21 km) concluída em até duas horas e meia (homens) e duas horas e 35 minutos (mulheres) ou maratona (42 km) concluída em até cinco horas (homens) e cinco horas e dez minutos (mulheres). A prova utilizada como índice precisa ser de corrida de rua e chancelada por federação estadual, pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) ou pela World Athletics. Resultados da edição de 2025 da Maratona do Rio também são válidos como critério de participação.

O Desafio da Ponte integra a principal plataforma de corridas de rua do país, mantendo padrão elevado de operação e entrega de experiência. A largada será na Rua Professor Plínio Leite, em Niterói, em frente ao Caminho Niemeyer. O percurso completo será divulgado em breve pela organização. Ao longo da prova, os atletas encaram cerca de 14 quilômetros de travessia pela Ponte Rio-Niterói, com a deslumbrante vista panorâmica da Baía de Guanabara.

Vencedores do ano passado

Na edição de retorno, no ano passado, os grandes vencedores foram os ugandenses Mark Kiptoo, campeão no masculino com o tempo de 1h03m22s, e Emily Chebet, campeã no feminino com 1h17m28s. Entre os brasileiros, os melhores colocados foram Miguel Morone, quinto lugar geral com um hora e nove minutos, e Glauciele Souza, quarta colocada geral com uma hora e 18 minutos.

Realizada em 2025, após mais de uma década sem acontecer, a retomada do Desafio da Ponte reuniu cinco mil corredores e evidenciou o forte interesse pela travessia da Ponte Rio–Niterói. Ao todo, 91% dos participantes correram a prova pela primeira vez, enquanto apenas 9% já haviam participado de edições anteriores - um dado que revela o alcance da retomada e o interesse de uma nova geração em viver a experiência de cruzar correndo um dos cartões-postais mais icônicos do Estado do Rio de Janeiro.

Reconhecido por seu forte caráter técnico e foco em desempenho, o Desafio da Ponte exige preparo específico dos participantes. O percurso de 21 quilômetros inclui o trecho que passa pelo vão central da Ponte, onde há ganho aproximado de 70 metros de altimetria, demandando estratégia, controle de ritmo e resistência. A exigência de índice mínimo reforça esse posicionamento e consolida a prova como um desafio voltado a atletas que buscam rendimento em um dos cenários mais emblemáticos do país.

Mais homens participando

        O perfil do público reforça a pujança regional do evento. A média de idade foi de 42 anos, com predominância masculina (66%) e participação feminina de 34%. A maioria dos corredores veio do Sudeste (96%), sendo 78% do Estado do Rio de Janeiro. Rio e Niterói concentraram juntos 70% dos participantes, refletindo o caráter simbólico de uma prova que conecta as duas cidades.

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​Embora prova só acontece em março, inscrições já tiveram início este mês (Foto: Pedro Macedo/Desafio da Ponte)
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Árvore não tem pressa

sexta-feira, 20 de março de 2026
por Paula Farsoun

É tanta informação que me confunde. E, talvez, essa frase nunca tenha sido tão verdadeira quanto agora. Acordamos com notificações. Dormimos com o celular ainda na mão. Entre uma tarefa e outra, deslizamos o dedo pela tela como quem procura alguma coisa que nem sempre sabemos exatamente o quê. Notícias, opiniões, vídeos curtos, análises longas, urgências que surgem do nada. Tudo parece importante. Tudo parece imediato. Tudo parece exigir uma resposta. E, no meio disso, a gente vai ficando cansado sem perceber. Um tipo de esgotamento diferente e até perturbador.

É tanta informação que me confunde. E, talvez, essa frase nunca tenha sido tão verdadeira quanto agora. Acordamos com notificações. Dormimos com o celular ainda na mão. Entre uma tarefa e outra, deslizamos o dedo pela tela como quem procura alguma coisa que nem sempre sabemos exatamente o quê. Notícias, opiniões, vídeos curtos, análises longas, urgências que surgem do nada. Tudo parece importante. Tudo parece imediato. Tudo parece exigir uma resposta. E, no meio disso, a gente vai ficando cansado sem perceber. Um tipo de esgotamento diferente e até perturbador.

Não é só cansaço físico. É um cansaço mental, difuso, que embaralha ideias simples, que tira a clareza das decisões pequenas, que nos faz sentir atrasados mesmo quando não estamos. É como se o excesso de informação criasse um ruído constante dentro da cabeça que não silencia nem quando tudo ao redor está quieto.

A verdade é que fomos tragados por esse movimento de consumir informação como se isso fosse, por si só, sinônimo de evolução. Não fomos ensinados a parar. Cada pessoa que vemos porta um smartphone junto ao corpo, como parte indissociável dele.

Acontece que nosso cérebro também precisa de intervalo. Que o silêncio não é perda de tempo. Que não absorver tudo é, na verdade, uma forma de proteção. E talvez seja por isso que, em algum momento, o simples se torna quase revolucionário. Olhar uma árvore, por exemplo. Pode parecer pouco. Pode parecer até ingênuo. Mas não é.

Uma árvore não tem pressa. Não disputa atenção. Não tenta convencer ninguém de nada. Ela só está ali, suficiente em si mesma. E, quando a gente se permite observar, algo dentro de nós começa a desacelerar também. O vento nas folhas, a textura do tronco, a sombra que se move devagar. Tudo isso acontece fora da lógica da urgência. E, por alguns instantes, a gente também pode sair dela.

Não se trata de ignorar o mundo. Nem de fugir das responsabilidades. Trata-se de lembrar que existe vida para além da enxurrada de estímulos. A pausa não é um luxo. É uma necessidade. Porque, sem pausa, a informação deixa de esclarecer e passa a confundir. Sem pausa, a gente perde o critério. Perde a sensibilidade. Perde até a capacidade de distinguir o que realmente importa.

Chega um momento em que, se conscientemente não praticarmos a pausa, não pararmos de buscar por mais e mais conteúdo, mais estímulos, respostas, explicações, interações, não vamos dar conta. Tenho batido nesta tecla por aqui, mas não apenas nos textos. Venho buscando praticar essas reflexões e os resultados têm sido muito bons, como esperado. Venho priorizando o tempo com mais qualidade, o contato com a natureza como prioridade, menos volume, mais afetos.

De vez em quando, é simplesmente parando e contemplando uma árvore que investimos nossa vida no que interessa, porque ressignificar o que andamos fazendo com nossas mentes conectadas é necessário. O vazio também abre espaço para o  mundo.

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Evitando recaída na depressão com a retirada de antidepressivos

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

O estudo tem limitações, como por exemplo, do total de 17.379 participantes só 21% eram de pessoas com ansiedade excessiva e não se tentou outras estratégias de retirada da medicação. Desse total de participantes, a idade média era de 45,2 anos e tempo médio de uso da medicação antidepressiva foi de 45,9 semanas (quase 11 meses), 67,5% eram mulheres, 87,9% de raça branca, com 60 estudos (79%) investigando depressão e 16 (21%) investigando ansiedade.

Para pessoas com transtorno de ansiedade que pode se manifestar através de crise de pânico, fobia simples, fobia social, ansiedade generalizada entre outros, e depressão de moderada à grave, a recomendação é que o tratamento envolva psicoterapia e medicação por um tempo. Cada caso é um caso, de maneira que, por exemplo, uma pessoa com depressão moderada ou grave pode reagir bem melhor do que outra pessoa com o mesmo nível depressivo.

Outra coisa importante é que os mesmos medicamentos psiquiátricos ou outros, podem funcionar de maneira diferente em pessoas diferentes. Na média dos indivíduos diagnosticados com depressão de moderada à grave, o uso da medicação antidepressiva teria como ideal ser usada de seis meses a um ano. Mas existem variantes disso e alguns podem precisar mais tempo de uso. A diferença envolve fatores como a estrutura da personalidade do deprimido, recursos psicológicos que ele tem ou não tem para lidar com a depressão, intensidade do estado depressivo, tipo de perda que provocou os sintomas depressivos, apoio social, significado emocional da perda, disposição em aprender a administrar suas dores emocionais, entre outros fatores.

O uso por tempo indeterminado de certos medicamentos antidepressivos pode causar disfunção sexual e embotamento afetivo. Infelizmente é comum ocorrer recaída no caso da depressão, após a retirada da medicação. Essa análise de 76 estudos científicos (metanálise) buscou verificar que tipo de estratégias de redução da medicação teriam melhores resultados para evitar a recaída nos sintomas.

A pesquisa incluiu as seguintes estratégias de interrupção do uso do antidepressivo: (1) interrupção abrupta; (2) interrupção rápida (menos de quatro semanas); (3) redução lenta (acima de quatro semanas) e (4) redução da dose para 50% da dose mínima efetiva, com ou sem suporte psicológico.

Os achados foram: (1) A redução lenta com apoio psicológico preveniu recaídas de forma semelhante à continuação do antidepressivo em dose padrão; (2) A continuação em dose padrão com apoio psicológico e a continuação em dose reduzida também superaram a descontinuação abrupta e  (3) A redução rápida com apoio psicológico e a redução lenta isolada (sem esse apoio), não demonstraram diferença significativa em comparação com a interrupção abrupta.

A conclusão da equipe de pesquisa ao comparar os diferentes tipos de redução da medicação antidepressiva foi que a redução gradual junto com o suporte psicológico foi tão eficaz quanto a continuação do antidepressivo em dose padrão com ou sem apoio psicológico associado, para prevenir recaída no ano seguinte. Parece que a redução gradual do medicamento antidepressivo junto com o apoio psicológico pode prevenir cerca de uma recaída em cada cinco pessoas em comparação com a interrupção abrupta ou redução rápida. Veja como que a psicoterapia é importante para quem tem um diagnóstico de depressão, e não só a medicação, a qual em geral não precisa ser prescrita nos casos de depressões leves, mas somente nas moderadas e graves ou severas.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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