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Na briga

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Após vitória em Macaé, Frizão busca semifinais da Série B2 Sub-20

Uma vitória providencial, importante e que pode levar o Friburguense à próxima fase da Série B2 Estadual Sub-20. O Tricolor da Serra foi a campo na última quinta-feira, 7, no estádio Claudio Moacyr, em Macaé, e venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do volante Juninho, aos 15 minutos do segundo tempo. Vivo na briga pelas semifinais da competição, a equipe comandada por Gedeil fecha a participação na Taça Maracanã diante do Santa Cruz nesta quinta-feira, 14, às 15h, no Eduardo Guinle.

Após vitória em Macaé, Frizão busca semifinais da Série B2 Sub-20

Uma vitória providencial, importante e que pode levar o Friburguense à próxima fase da Série B2 Estadual Sub-20. O Tricolor da Serra foi a campo na última quinta-feira, 7, no estádio Claudio Moacyr, em Macaé, e venceu pelo placar de 1 a 0, com gol do volante Juninho, aos 15 minutos do segundo tempo. Vivo na briga pelas semifinais da competição, a equipe comandada por Gedeil fecha a participação na Taça Maracanã diante do Santa Cruz nesta quinta-feira, 14, às 15h, no Eduardo Guinle.

O Frizão chega à essa última rodada na quinta posição na tabela, com nove pontos ganhos, três a menos que o terceiro e quarto colocados: 7 de Abril e Belford Roxo. O Santa Cruz lidera com 14 pontos, seguido por Paduano, com 13. O Tricolor terá que vencer o seu compromisso e torcer para 7 de Abril (que pega o Rio de Janeiro, fora de casa) ou Belford Roxo (que recebe o Serra Macaense) perderem os seus jogos. A missão não é simples, uma vez que os adversários dos rivais diretos já estão eliminados da competição.

Na sexta rodada, diante do Serra Macaense, o Friburguense foi a campo com Rhuan, Danilo, Yuri, Kauã e Iago Botelho; Juninho, Ryan, João Bom e Gabriel; Arthur Fábio e Fernandinho.

A Série B2 Sub-20 conta com oito equipes, que se enfrentam em turno único, classificando quatro para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, Semifinal e Final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos vai ser declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Série C profissional

Búzios, Mageense e Rio Barra venceram na abertura da 2ª rodada da Série C Estadual, no último domingo, 10. Destaque para o triunfo do Búzios sobre o Brescia, por 1 a 0, no Correão, em Cabo Frio.

Já Mageense e Rio Barra se reabilitaram e conquistaram a primeira vitória na competição sobre CAAC Brasil (3 a 1) e Barcelona (3 a 0), respectivamente. No Nélio Gomes, em Belford Roxo, o Itaboraí Profute ficou no 1 a 1 com o União Central. Já o Campos empatou com o Independente, em 2 a 2, na SAFERJ.

Fechando a rodada, na segunda-feira, 11, o Barra Mansa venceu o Tigres do Brasil pelo placar de 1 a 0, enquanto que no Nélio Gomes, o Cardoso Moreira superou o Uni Souza por 1 a 0 e manteve os 100% de aproveitamento.

Na partida de encerramento da rodada, no João Saldanha, em Maricá, o Ceres derrotou o Vera Cruz por 2 a 1, também chegando a duas vitórias em dois jogos.

Tabelão do Friburguense Sub-20

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle
Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle
Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes
Friburguense 0 x 2 Sete de Abril, Eduardo Guinle
Serra Macaense 0 x 1 Friburguense, Claudio Moacyr
14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle
Foto da galeria
Jogadores celebram o gol que selou a vitória do Friburguense em Macaé (Foto: Caio Lemos)
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Gaslighting – um tipo de abuso emocional

quinta-feira, 14 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.

Gaslighting é uma forma de abuso emocional que faz com que a vítima duvide de seus próprios sentimentos, julgamento e senso de realidade. O agressor distorce informações para fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção ou sanidade. Ocorre mais comumente em relacionamentos românticos e familiares, mas também pode acontecer em amizades, locais de trabalho ou ambientes médicos. Com o passar do tempo e permanecendo num relacionamento com esse abuso, a vítima passa a desconfiar de seu próprio julgamento, podendo até se perguntar se estará sofrendo de algum transtorno mental.

Dentre os sinais mais comuns desse tipo de abuso chamado “gaslighting”, estão: duvidar de seus próprios sentimentos ou da realidade de uma situação; questionar seu julgamento na medida em que você tem medo de compartilhar sua opinião; sentir-se nervoso e inseguro perto da pessoa que usa esse abuso; acreditar que todos percebem você como sendo do jeito que o abusador afirma; desejo de saber se tudo o que o abusador diz está correto, mesmo que você tenha duvidado anteriormente; sentir-se chateado com mudanças em seu comportamento e por não ser mais tão forte; ficar se questionando se você é uma pessoa muito sensível; sentir-se inadequado ou incapaz de atender às expectativas, ficar se desculpando com frequência apenas por ser você mesmo.

As pessoas abusadoras que usam o gaslighting fazem isso com o objetivo de ter poder e controle sobre outra pessoa, manipulando seus pensamentos e sentimentos. Elas geralmente têm algum transtorno de personalidade, podendo ser o antissocial ou o narcisista.

Atitudes comumente utilizadas pelo abusador gaslighting são, por exemplo, ele ou ela afirma que um evento nunca aconteceu, mesmo que seja uma verdade óbvia para a vítima, usando frases como "Isso nunca aconteceu" ou "Você está imaginando coisas". O abusador deprecia os sentimentos da vítima, tratando as emoções e preocupações dela como sem valor ou exageradas, usando comentários como "Puxa! Como você é sensível demais!" ou "Era só uma brincadeira!".

O agressor usa mentiras diretas que distorcem fatos a favor dele. Ele pode atuar sobre a vítima ao forçar o isolamento emocional dela a fim de aumentar o poder sobre ela, por exemplo, afastando-a de amigos e familiares, reforçando a dependência e a ideia de que apenas ele a compreende de verdade.

Tudo isso sendo feito repetidas vezes com o passar do tempo causam confusão mental, insegurança e dependência emocional, configurando os relacionamentos abusivos.

O artigo do Verywellmind adverte: “Se alguém está te enganando, saiba que não é sua culpa, e há coisas que você pode fazer para proteger sua saúde mental. Você pode colocar alguma distância física entre você e a pessoa que está fazendo o gaslighting, pode manter um registro escrito (com anotações ou conversas salvas) das interações que você teve com a pessoa, deve criar limites, e também perguntar a alguém em quem você confia sobre como ela vê suas preocupações e como ela avalia o abusador, ou você pode se afastar desse relacionamento abusivo.

Fonte: https://www.verywellmind.com/am-i-being-gaslighted-7562452

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Agrados e desagrados

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Camilla Fiorito

Agradar. Se agradar e agradar o outro.

Agradamos. Não sempre. Não totalmente.

Realizamos coisas todos os dias que vão agradar e desagradar os demais.

Viver uma vida com o foco em agradar aquele que está na nossa frente, traz um eu que não é o real. O eu que realmente mostra de fato quem nós somos ou uma faceta mais próxima de nós mesmos fica escondido, em um lugar muito distante e profundo.

Agradar. Se agradar e agradar o outro.

Agradamos. Não sempre. Não totalmente.

Realizamos coisas todos os dias que vão agradar e desagradar os demais.

Viver uma vida com o foco em agradar aquele que está na nossa frente, traz um eu que não é o real. O eu que realmente mostra de fato quem nós somos ou uma faceta mais próxima de nós mesmos fica escondido, em um lugar muito distante e profundo.

Nos podamos de variadas formas, como se estivéssemos diminuindo o tamanho das folhas de papel, para escrever a nossa própria história. As folhas ficam pequenas para caber todas as palavras necessárias e descrever, em cada linha, o que gostamos e não gostamos, o que concordamos e discordamos, o que aceitamos e não aceitamos, o que queremos e não queremos, o que temos de visão de passado, presente e futuro.

Somos seres pulsantes dotados de sentimentos, pensamentos e visões que se manifestam a todo vapor. Como uma grande locomotiva, que, sobre os trilhos, faz “toc-toc” sem parar, com força e rapidez.

Passa por curvas e mais curvas, estações e estações, proporcionando vistas maravilhosas que trazem paz, mas que também revelam barulho e agitação, despertando diversos sentimentos que se misturam e intensificam em cada cenário apresentado, agradando e desagradando.

Nos agradamos e sentimos desagrados em cada pedaço que forma a nossa vida e falar sobre isso não pode ser tabu ou uma crença inquebrável e inquestionável por medo ou por qual motivo for.

Pessoas passam anos dentro de relações sociais, familiares, amorosas e profissionais ocultando a verdadeira face de ser quem se é. O preço pago é algo imensurável, incalculável e que resulta em grande impacto emocional, mental e social.

Agradar para caber é desagradar a si mesmo. É não se ter em primeiro plano, mas, sim, em um lugar muito abaixo daquele que, na verdade, teria que estar no topo, como na montanha mais alta, assistindo ao lindo pôr do sol.

Deixar de ser quem somos, fere a essência.

Antes de se podar, pare, respire, reflita e jamais esqueça: você é o que há de mais valor. Só conseguimos valorizar o outro com verdade quando nos valorizamos. E isso, é um agrado incontestável, que precisa estar implícito, sem tempo para depois.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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O Dia das Mães

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Max Wolosker

Uma mãe tem certeza de que pode afirmar, sem errar, que o rebento é seu filho, coisa que, infelizmente, os pais não podem fazê-lo de maneira 100%, já diz o adágio popular. Mas, essa data tem particularidades, pois não é unanimidade em todos os países, sendo comemorada em datas diferentes nos vários cantos do mundo.

Uma mãe tem certeza de que pode afirmar, sem errar, que o rebento é seu filho, coisa que, infelizmente, os pais não podem fazê-lo de maneira 100%, já diz o adágio popular. Mas, essa data tem particularidades, pois não é unanimidade em todos os países, sendo comemorada em datas diferentes nos vários cantos do mundo. Uma grande maioria como Alemanha, Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Colômbia, Dinamarca, Equador, Estados Unidos, Finlândia, Grécia, Itália, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos, Peru, Suíça, Taiwan, Turquia, Uruguai, Venezuela, Zâmbia o segundo domingo de maio foi a data escolhida para essa festividade, mas existem países com a Noruega, Índia, Argentina, Iugoslávia, e muitos outros em que a data é lembrada em meses diferentes.

De acordo com o site https://portaleducamais.com/dia-das-maes-origem-historia-curiosidades-e-significado/, o Dia das Mães é uma das datas comemorativas mais celebradas em todo o mundo, cuja origem remonta à Grécia Antiga. Nessa época, já se realizavam festivais em homenagem à deusa Reia, considerada a mãe de todos os deuses. Porém, o que conhecemos hoje como Dia das Mães começou a tomar forma nos Estados Unidos, no início do século 20.

A professora e ativista Anna Jarvis liderou um movimento para homenagear sua mãe, Ann Reeves Jarvis, que havia sido uma importante figura na luta por melhores condições de saúde para mulheres e crianças durante a Guerra Civil americana. Em 1914, o então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães nos Estados Unidos. A iniciativa logo se espalhou por outros países, inclusive o Brasil.

A partir da comemoração americana, muitos países seguiram a tendência. Aqui, a Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul foi quem importou a data, em 1918, sendo oficializada pelo presidente Getúlio Vargas apenas em 1932. Em outros países, tradições religiosas ou seculares acabam suplantando a data original: em Portugal, por exemplo, o primeiro domingo de maio é ligado ao dia de Santa Maria, segundo a tradição católica do país, já na Bolívia o dia 27 de maio foi o escolhido, por conta da defesa de mães em favor de seus filhos em uma batalha contra o exército espanhol, em 1812. Portanto, cada país adaptou essa data de acordo com os seus interesses.

Mas, seja em janeiro, fevereiro, maio, não importa o mês, essa data tem um significado especial, pois além de festejar a maternidade, coloca em destaque o papel da mulher na sociedade moderna. Apesar de que no passado remoto, ela tenha sido relegada a um segundo plano, a importância da mãe jamais foi renegado e sempre marcou, profundamente, a história humana. Foi de um ventre materno que saíram as figuras mais importantes de que temos conhecimento tais como Abrãao, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Napoleão Bonaparte, Albert Einstein, Albert Sabin, etc.

Apesar dos regimes totalitários tentarem, de todas as maneiras, destruírem a família, como instituição norteadora das nações, é a mulher que detém o papel de destaque na manutenção da família e da sociedade. Além de botar no mundo um novo ser, cuidar dele com uma força e a perseverança inigualáveis, os educa, os orienta e os prepara para serem alguém, quando adultos, mantendo a chama da vida sempre acesa. Figuras de destaque ou não, seja em que país for, sempre tiveram uma mãe, na retaguarda, dando o apoio e a orientação necessárias para que se tornassem pessoas importantes na sociedade. É lógico que não se nega a importância do pai na criação dos filhos, mas a ligação que se inicia no ventre materno, faz o diferencial. O pai é, em tese, o provedor da família e o protetor desse núcleo, mas as necessidades da vida moderna modificaram esse conceito. A mulher além das tarefas básicas da maternidade, tem de se desdobrar em outras atividades o que enaltece ainda mais a figura do ser mãe.

Hoje, como não podia deixar de ser, o Dia das Mães se banalizou, em função de se tornar muito mais uma festa comercial, uma maneira de aumentar as vendas do comércio, junto com o Natal, a Páscoa, o dia das Crianças e o dia dos Namorados. Mas, o que temos de ter em mente é que dar presentes, na realidade, é um hábito que se tornou rotina, mas que se torna pequeno face à grandeza do amor que se dedica a essa figura tão importante, na vida de todos nós. Quem já as perdeu em função da realidade da vida, não deixe nessa data de fazer uma oração em sua memória, pois a elas devemos a nossa existência, nosso desempenho no dia a dia de nossa estada aqui na Terra.

Parabéns a todas as mães de nossa cidade, não importa se vivas ou já falecidas, pois elas têm lugar na história e é nossa obrigação lembrar delas sempre, com amor e carinho.

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Mundo dos bichos

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Robério Canto

Os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo

Os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo

Matador de animais, eu?! Às vezes uma barata cruza o meu caminho e, podendo, eu a evito: que ela siga em frente e cumpra seu destino de barata, que é andar sem destino, pra lá e pra cá, tonta que nem uma barata tonta. No entanto, se eu a encontro se intrometendo onde não é chamada, especialmente dentro de casa, não hesito em dar-lhe um banho de inseticida e, no último caso, uma pisada fatal, que me perdoem as associações defensoras dos animais. Em resumo, sou contra qualquer tipo de violência, mesmo contra um ser primitivo e, vamos falar a verdade, nojento como Dona Baratinha. Só os ataco em legítima defesa.

Mas há alguns anos alguém andou dizendo que eu era, se não um matador, pelo menos um inimigo dos cachorros de rua. Vamos aos fatos: próximo à minha casa, havia uma instituição de saúde onde os espaços eram disputados por pacientes, funcionários e uma respeitável cachorrada. Os pacientes às vezes rareavam, os funcionários às vezes faltavam, mas os cães cumpriam seus horários com fidelidade canina. Fosse domingo, feriado ou ponto facultativo, nem por isso eles deixavam de diariamente assinar o ponto. Se algum bípede ousava incomodá-los, rosnavam e latiam, como é próprio da espécie. À noite, cumpriam o ritual de namorar e procriar, não raro disputando a fêmea a dentadas. Enfim, não era uma vizinhança agradável.

Isso me levou a recorrer a algumas autoridades, sugerindo que arrumassem outra residência para a matilha, de modo que os bichos não mais pudessem ameaçar os usuários do local, nem perturbar minhas noites de sono. Eis aí a verdadeira história, muito diferente da que me valeu a injusta fama de cachorrocida. Bem ao contrário: gosto de todos os animais, são nossos companheiros de travessia, nessa curta viagem que fazemos pelo planeta Terra. E não só cães, gatos e outros mais chegados a nós. Até a incômoda pulga e o desengonçado camelo devem ter alguma finalidade neste mundo, se não, por que a natureza os teria deixado crescer e se multiplicar?

 De modo que fico revoltado quando vejo as crueldades que às vezes acontecem com os nossos vira-latas, verdadeiro patrimônio material do povo brasileiro. Tenho especial simpatia por eles, tão carentes de afeto e até mesmo de água e comida. Os bichos, se os deixamos em seu cantinho, lá ficam eles na boa paz de Deus. E, se alguma vez um deles sai de seu habitat e vem nos incomodar, é porque nós mesmos os desesperamos, queimando as matas, poluindo as águas, disparando foguetes, assim transformando em tormento o que era para eles o paraíso.

É como diz Chico Buarque, em “Passaredo”: “Some, rolinha/anda, andorinha/ Te esconde, bem-te-vi/ voa bicudo/ voa sanhaço/ bico calado/ muito cuidado/ que o homem vem aí/ o homem vem aí/ o homem vem aí”. Sim, para os outros seres somos o mais perigoso dos inimigos. Bem pilheriou Millôr Fernandes, com algum azedume, mas não muito longe da verdade: “O homem é o único animal que não deu certo”.                   

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Microconto: Refeição

Eram pobres, mas moravam ao lado de uma churrascaria. Almoçavam cheiro de picanha todos os dias.

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Colecionando medalhas

quarta-feira, 13 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Equipe Kickboxing da Serra se destaca na Copa Carioca  

Mais uma participação para ficar na história, incluindo novos talentos que começam a brilhar em competições oficiais. A equipe Kickboxing da Serra participou da Copa Carioca da modalidade, promovida no último dia 3, no município de Rio Bonito.

Equipe Kickboxing da Serra se destaca na Copa Carioca  
Mais uma participação para ficar na história, incluindo novos talentos que começam a brilhar em competições oficiais. A equipe Kickboxing da Serra participou da Copa Carioca da modalidade, promovida no último dia 3, no município de Rio Bonito.
Ao todo, 13 atletas friburguenses participaram do evento, que contou como uma segunda seletiva para o Campeonato Brasileiro de Kickboxing. O evento nacional irá acontecer dos dias 3 a 7 de junho, em Curitiba, capital paranaense. Com o total de 13 atletas presentes, a equipe conseguiu duas medalhas de ouro, quatro de prata e outras quatro de bronze.
 
Boa performance
Seguindo os passos do professor Gilberto Frossard, um dos nomes mais vitoriosos da modalidade nos últimos anos, os alunos fizeram bonito em suas apresentações. O atleta Felipe Banhato Etz, por exemplo, foi campeão na categoria universitária até 89 quilos e terceiro colocado na adulto.
Já Samuel Barcelos ficou em segundo lugar na categoria 13 a 15 anos, até 42 quilos, vencendo uma luta. Ana Karolina Paz atingiu a segunda colocação da categoria feminina até 65 quilos.
Outro destaque foi a participação dos irmãos Lucas e Larissa Breder. Lucas atingiu o terceiro lugar em duas modalidades diferentes (Point Fighting e Light Contact até 69 quilos). Já Kauan de Paula Cleto saiu com a terceira colocação da categoria adulta até 74 quilos.
Augusto César Schott Moreira e Gabriel da Costa Schottz Ferreira participaram da categoria 16/17 anos até 69 quilos, e Pedro Neves Simões, até 63 quilos. Todos fizeram boas lutas, mas não foi o suficiente para atingirem o pódio.
Álefe Matheus Siqueira Rosa de Souza, aluno do professor Ronaldo Almeida Dias, o Naldinho, fez três lutas, venceu duas delas e atingiu o segundo lugar da categoria adulta, até 74 quilos. Alunos do professor Charles Maurício, Ryan Mackevy atingiu o primeiro lugar da categoria K1 adulto, até 60 quilos, e Miguel Cássio ficou em segundo lugar até 63 quilos.

 

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  • Foto da galeria

    Atletas de Nova Friburgo voltam a se destacar em competição de nível estadual (Divulgação / Arquivo pessoal)

  • Foto da galeria

    Campeonato em Rio Bonito serviu também como Seletiva para o Brasileiro da modalidade (Divulgação / Arquivo pessoal)

  • Foto da galeria

    Com diferentes professores e a mesma qualidade, lutadores friburguenses conquistam diversas medalhas (Divulgação / Arquivo pessoal)

  • Foto da galeria

    Rodada da Copa do Calcário tem empate e goleada – A bola rolou, no domingo (10), para mais uma rodada da Copa do Calcário. Em Visconde de Imbé, distrito de Trajano de Moraes, o Visconde ficou no empate em 1 a 1 com o Monerá, enquanto que, em Bom Jardim, o time da casa goleou o Cordeiro por 5 a 1. A partida entre Monte Carmelo e Altense, que aconteceria também no último domingo, foi adiada em virtude do falecimento de um dos diretores da equipe do Monte Carmelo. Em comum acordo entre os times, o confronto será realizado nesta quarta-feira, 13, às 19h, em Macuco. Macuco e Monerá dividem a liderança da competição, com dez pontos ganhos, e são seguidos por Visconde, com seis; Bom Jardim, que soma cinco; Altense, com quatro pontos e Cordeiro, com três. A equipe do Monte Carmelo ainda não pontuou. (Foto: Dudu Corrêa)

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O Concílio, estrela-guia para a igreja

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Vatican News

O Concílio Vaticano II continua sendo, 61 anos após a sua conclusão, uma bússola constante para a Igreja universal. Com essa convicção, no último dia 7 de janeiro, o Papa Leão XIV deu início ao novo ciclo de aprofundamento dedicado aos documentos do Concílio. Dois fatores orientaram a sua escolha: a constatação de que «a geração de bispos, teólogos e fiéis do Concílio Vaticano II hoje já não existe mais» e «o apelo para não extinguir a profecia» do Concílio, mas sim para «continuar buscando caminhos e formas de pôr em prática as intuições».

O Concílio Vaticano II continua sendo, 61 anos após a sua conclusão, uma bússola constante para a Igreja universal. Com essa convicção, no último dia 7 de janeiro, o Papa Leão XIV deu início ao novo ciclo de aprofundamento dedicado aos documentos do Concílio. Dois fatores orientaram a sua escolha: a constatação de que «a geração de bispos, teólogos e fiéis do Concílio Vaticano II hoje já não existe mais» e «o apelo para não extinguir a profecia» do Concílio, mas sim para «continuar buscando caminhos e formas de pôr em prática as intuições».

Acima de tudo, explicou o Papa, é importante conhecer o Concílio «não por meio de “boatos” ou das interpretações que foram feitas, mas relendo seus documentos e refletindo sobre o seu conteúdo». Reler os textos de 1965 significa, portanto, oferecer à Igreja a possibilidade de «perceber as mudanças e os desafios da era moderna» e de «colaborar na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna», permanecendo com os «braços abertos» para a humanidade, suas esperanças e angústias.

A humanidade integral de Cristo que revela o mistério divino

De 7 de janeiro a 6 de maio — excluindo a pausa para os Exercícios Espirituais da Quaresma e a viagem apostólica à África —, até o momento, foram 14 as reflexões do Pontífice dedicadas a duas constituições dogmáticas: a Dei Verbum sobre a revelação divina e a Lumen gentium sobre a Igreja.

A primeira, eixo central de cinco catequeses, foi definida por Leão XIV como «um dos documentos mais belos e importantes da assembleia conciliar», pois recorda que Deus fala à humanidade e a convida à amizade com Ele. Cristo, de fato, é o rosto humano de Deus e sua existência histórica, da encarnação à ressurreição, manifesta plenamente o Pai. Não se trata de uma verdade que anula o humano, mas que o realiza: é justamente a humanidade integral de Cristo que torna visível o mistério divino, pois o Senhor «se encarna, nasce, cura, ensina, sofre, morre, ressuscita e permanece entre nós». Daí deriva uma visão dinâmica do cristianismo: ele se baseia na unidade entre Escritura e Tradição, consideradas um único “depósito” confiado à Igreja.

A esse respeito, o Pontífice alertou para dois riscos específicos: por um lado, uma leitura fundamentalista que interpreta os textos sagrados de forma isolada «do contexto histórico em que se desenvolveram e das formas literárias utilizadas». Por outro lado, negligenciar a origem divina da Escritura, acabando por entendê-la como «um mero ensinamento humano», um texto técnico ou já ultrapassado. Pelo contrário — foi a advertência de Leão XIV —, o Evangelho deve ser compreendido como «um espaço privilegiado de encontro, no qual Deus continua a falar aos homens e às mulheres de todos os tempos».

Em um mundo saturado de palavras vazias, de fato, a Palavra de Deus se distingue como sempre nova, geradora e saciante para uma humanidade em busca de sentido e verdade.

A Igreja em favor dos pobres, explorados, vítimas, sofredores

Desde 18 de fevereiro, o Bispo de Roma tem centrado suas catequeses na Lumen gentium, à qual dedicou até agora oito reflexões. A partir delas, a Igreja surge como «sinal eficaz de unidade e reconciliação entre os povos» e «presença santificadora em meio a uma humanidade ainda fragmentada» por divisões e conflitos. Investida da missão de «pronunciar palavras claras» para rejeitar tudo o que mortifica a vida, a Igreja — destacou ainda o Papa — é chamada a «tomar posição» em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas, dos sofredores. Em sua dimensão escatológica, de fato, ela é guardiã de uma esperança que ilumina o caminho.

Também é fundamental a reflexão que Leão XIV fez sobre duas dimensões eclesiais: a hierárquica e a escatológica. A primeira tem como objetivo perpetuar a missão confiada por Cristo aos Apóstolos, desde que nunca seja absolutizada. Pelo contrário: para corresponder plenamente à sua missão, as instituições eclesiais devem visar «uma conversão contínua, a renovação das formas e a reforma das estruturas». A segunda dimensão — definida como «essencial» — convida, além disso, a considerar a dimensão «comunitária e cósmica da salvação em Cristo», avaliando tudo nessa perspectiva.

Os leigos, cada vez mais testemunhas de justiça e de paz

O Pontífice reservou então uma atenção especial aos leigos, convidados a serem sempre testemunhas de justiça e de paz: seu «vasto campo» de apostolado não deve limitar-se ao espaço eclesial, mas alargar-se ao mundo, de modo a mostrar em toda parte a beleza da vida cristã.

Por fim, o Papa retomou o tema da santidade: ela, disse Leão XIV, não é privilégio de poucos, mas compromisso de todos os cristãos na caridade. Em meio às perseguições do mundo, os fiéis são, portanto, exortados a deixar “sinais de fé e de amor”, empenhando-se pela justiça e vivendo a cada dia sua missão de conversão e testemunho.

Fonte: Vatican News

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Um show de desempenho

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Atletas da equipe Gordo Jiu-Jítsu brilham no Campeonato Brasileiro

Atletas da equipe Gordo Jiu-Jítsu brilham no Campeonato Brasileiro

Uma galera que vai se acostumando a brilhar cada vez mais, levando toda a técnica e garra da arte suave de Nova Friburgo para os mais variados cantos. Representada por 12 dos seus atletas, a equipe Gordo Jiu-Jítsu Nova Friburgo, comandada pelo professor Pedro Dugin - cinco vezes campeão brasileiro e referência da modalidade na região - foi destaque durante a disputa do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu 2026 da CBJJ/IBJJF, realizado entre os dias 24 de abril e 3 de maio, no ginásio poliesportivo José Correa, em Barueri-SP.

O evento é considerado como o maior do calendário nacional, reunindo faixas pretas e lutadores de categorias de base de todo o mundo. A equipe de Nova Friburgo participou com oito lutadores faixas pretas, dois faixas marrom, um faixa azul e um faixa branca. Dentre eles, três conseguiram ir ao pódio.

Destaques para a faixa preta, Helen Knupp, vice-campeã feminina na categoria Master 3 Pluma; para o faixa marrom, Wallace Cristian, terceiro colocado na Master 3 Super-pesado; e para Bernardo Sanglard Couto, faixa branca, que alcançou a segunda posição na categoria Juvenil 2.

Considerado pela mídia especializada como um dos eventos mais difíceis para alcançar o pódio, por conta do alto nível técnico da competição e pela grande quantidade de atletas inscritos (quase oito mil), o Campeonato Brasileiro de Jiu-Jítsu compõe o Grand Slam da IBJJF.

“Esse feito demonstra o potencial do jiu-jítsu friburguense, e demonstra que um trabalho bem direcionado e devidamente supervisionado por um profissional capacitado pode trazer ótimos resultados para a equipe e para o município”, celebram os responsáveis pela equipe.

Um jovem potencial

Um dos exemplos do trabalho realizado pela Academia Gordo Jiu-Jítsu é Bernardo Sanglard Couto. O atleta, com apenas 16 anos, conseguiu subir ao pódio após vencer duas lutas duríssimas e ser parado na final da categoria, perdendo por 2 a 0 para um atleta de Natal, no Rio Grande do Norte.

O detalhe é que o jovem talento se dedica diariamente aos treinos junto ao seu pai, Rodrigo Couto, focando nas competições estaduais e nacionais com o auxílio do professor Pedro e de toda a equipe Gordo Jiu-Jítsu.

A academia da equipe está sediada em uma das unidades da Body Club, no Nova Friburgo Country Clube e no distrito de Conselheiro Paulino, com aulas diárias em diversos horários.

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    Gordo JJ brilha em competição de nível internacional, levando a modalidade friburguense ao pódio (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Bernardo, Pedro e Rodrigo festejam o desempenho e a conquista do jovem talento (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Equipe de Nova Friburgo levou alguns de seus bons talentos para São Paulo e obteve resultados festejados (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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    Dedicado aos treinos diários, Bernardo já é um destaque com apenas 16 anos de idade (Fotos: Divulgação/Gordo JJ)

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A gralha-azul

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Tereza Malcher

Na mais pura simplicidade da vida, como um ato de sobrevivência, está uma das mais gentis grandiosidades da natureza, que não busca na tecnologia, na filosofia ou na ciência meios para promover a vida e a sobrevivência de várias espécies, inclusive a nossa. A gralha-azul, ave que encontra seu habitat nas florestas de araucária no Sul do Brasil.

Na mais pura simplicidade da vida, como um ato de sobrevivência, está uma das mais gentis grandiosidades da natureza, que não busca na tecnologia, na filosofia ou na ciência meios para promover a vida e a sobrevivência de várias espécies, inclusive a nossa. A gralha-azul, ave que encontra seu habitat nas florestas de araucária no Sul do Brasil.

Trago este tema porque muito me encantei com a vida dessa ave ao viajar pelo interior do Rio Grande do Sul. Ela é, de alguma forma, a principal responsável pelo reflorestamento da região. Costumo passear pelos estados do Sul e sempre e incansavelmente admiro as araucárias, inclusive as temos em Nova Friburgo. No meu jardim fiz questão de plantar uma, onde cresce vigorosa e discreta, dando um show de força e beleza. É um orgulho que guardo no coração.

Confesso que a leitura do livro “Maneiras de Ser - Animais, plantas, máquinas: a busca por uma inteligência planetária”, escrito por James Bird, me fez mais sensível ainda com a natureza dessas árvores imponentes, um fóssil-vivo, tão antiga quanto os dinossauros, datando do período jurássico, quando os continentes americano e africano eram unidos, tendo mais de 200 milhões de anos. São árvores longevas, podendo viver, em média, de 200 a 300 anos. Até a 500 anos, como a que existe em Monte Verde, município de Minas Gerais.

O autor, James Bird, através de uma abordagem interdisciplinar, expõe sua preocupação com a sobrevivência do nosso planeta face às agressões que a natureza vem sofrendo. A obra revela seu esforço em promover a sensibilidade e o reconhecimento do potencial da Inteligência Artificial, recurso capaz de promover interconexão da ciência, das tecnologias e das necessidades humanas com a natureza, como forma de preservar as incontáveis formas de vida existentes na Terra. Inclusive a nossa!

Ah!, pensamos ser superiores... Grande ilusão. Os animais nos superam!  Seres, mais antigos que nós, que nunca precisaram destruir o meio-ambiente ou fizeram muros ou cercas com arames farpados. Sim, viveram experimentando a mais desafiadora liberdade e sobreviveram sem precisar fazer lixos de pneus e poluição de monóxido de carbono, verdadeiros assassinos silenciosos.

A gralha-azul é uma das mais belas aves do Sul do Brasil, cuja plumagem brilhante em tons de azul intenso chama atenção. Ela possui um papel ecológico relevante para a manutenção das florestas de araucária, através de uma relação de mútua dependência com a árvore.  Ela se alimenta da sua semente, o pinhão.

Porém, alguns, ela os guarda como precaução, ou melhor, esconde-os em buracos que faz no solo ou sob a vegetação para consumo em outra ocasião. Como se esquece de muitas sementes, provavelmente não sabendo onde as guardou, faz com que os pinhões acabem germinando. Assim, a gralha-azul é responsável pelo crescimento das florestas de araucária ou do seu reflorestamento. Ou seja, se essa divina ave deixasse de existir, as florestas seriam reduzidas, provavelmente nem mais existiriam.

Hoje, há o reflorestamento artificial, como estratégia fundamental para a conservação da espécie através do plantio de mudas em viveiros, o que substitui o trabalho da gralha-azul. Mas retira da natureza seus processos espontâneos.

A gralha-azul, guardiã das matas brasileiras, é a árvore da renovação, uma excelente trabalhadora rural, além de representar a conexão da natureza com a vida humana e animal. A araucária nos oferece o pinhão com fartura, rico alimento em energias e nutrientes, madeira de excelente qualidade, além de possibilitar a vida de diversas espécies sob sua copa.

Além do mais, é uma árvore dioica, uma espécie botânica com sexos separados; indivíduos masculinos que produzem o pólen e os femininos que produzem as sementes. Para produzirem o pinhão, elas dependem de agentes externos, como o vento e os insetos, para levar o pólen de uma árvore macho para a árvore fêmea. Apenas 5% das plantas são dioicas.

Para finalizar, deixo uma lenda que conta que a gralha-azul possuía uma plumagem escura, igual a milhares de outras aves. Deus pintou suas penas da cor do céu para que o mundo pudesse reconhecer o seu esforço e dedicação.

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A VOZ DA SERRA revive o passado, vive o presente e aponta o futuro

terça-feira, 12 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

Silvério não poderia ter sido mais gentil para homenagear o Dia das Mães ao elaborar a charge que ilustrou a capa da edição do jornal no último fim de semana. O Cão Sentado veio vestido de uma singeleza ímpar: flores, o azul do céu e um coração enorme saudando o segundo domingo de maio que reverencia aquela, símbolo do bem e da abnegação. Aquela que não tem rima, porém, no plural, rima com cães, a que protege e defende os filhos com as garras poderosas do amor divino, incondicional.

O Caderno Z também foi todo amor! A arte de ser mãe é também uma encenação diária em que personagens formam um elenco de aprendizados, sem ensaios, sem plateia, recriando o dia a dia, numa profusão de cenas, onde o palco é a convivência. E Marcelo Gonzales, sensível ao belo, nos trouxe um caderno de encantamentos. Em “Matéria de Capa”, Gabriela Ribas, uma artista plena, se mostrou a mãe que poucos conhecem e relata: “Nunca dei conta de tudo...”. Em compensação, entende que o “nascimento dos filhos inaugura um desaprendizado inevitável e nada permanece como antes...”. Celina Sodré, diretora da Clínica de Artes, de São Pedro da Serra, reforçou a ideia: “Longe de provocar ruptura, a maternidade amplia sua percepção e fortalece sua identidade como artista...”.

Em “Personalidade”,  As Lumiarinas revelaram a “força feminina e identidade no forró de Nova Friburgo”. O trio, que não admite individualização, não nasceu em Lumiar, mas carrega o espírito leve, lumiarense. Parece que elas se “ilumiaram” para iluminar os caminhos por onde levam a sua alegria. Entre elas, o cuidado está em tudo: “com a história de cada uma, ao falar, na escolha do repertório, disciplina nos ensaios, com a estética, com o público e com o próprio grupo”. Na verdade, um conceito de quatro itens valendo até para a nossa vida diária. Sabrina Alvernaz “abriu” seu livro “Assistida” como quem abre a alma e expõe uma trajetória do “Lado Invisível da Maternidade”. Sua narrativa é um convite ao livro, que se “constrói a partir de um diário  atravessado por dois anos de tentativas de engravidar, sem garantia de desfecho...”. Uma obra de relevância atual.

Saindo do “Z” celebrando a nossa “mãe natureza”, nem todos os debates convergem para o “ser mãe”. Na reportagem de Laís Lima, existe ainda uma resistência fundamentada em alguns tabus, porque “nem toda mulher quer ser mãe”. Na verdade, é uma cobrança de que a “mulher nasceu para ser mãe”. Contudo, a não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível.

Como bem disse a psicóloga Claudia Saraiva, a mulher que rompe esse padrão “desafia expectativas que foram construídas culturalmente ao longo do tempo...”. A não maternidade é uma escolha pessoal e intransferível. Numa outra vertente, emerge o formato “mães solo” que no Brasil chegam a quase oito milhões”. São outras demandas multiplicadas na atuação da mulher de “ser tudo ao mesmo tempo”.

Não há mesmo que seguir padrões. A maternidade pode ser para “mães de pet” que se assumem com a mesma responsabilidade peculiar ao desafio maternal. Isabella Garcia expandiu o tema desde o afeto e cuidados até “como se tornar uma mãe de pet”.

Em “Há 50 anos”, a manchete: “ Barbaridade: autorizado posto de gasolina na Rua Fernando Bizzotto”.  Em 1976, isso pareceu mesmo uma tragédia, pois, o noticiário destacou ainda: “A zona residencial será atingida. A poluição atingirá centenas de moradores... o sossego do local vai acabar...”. Ao contrário do que se temia, o posto de gasolina no final da Fernando Bizzotto (esquina com a Avenida Comte Bittencourt) tem sido de grande valia para a população friburguense e demais passantes que seguem, muitas vezes, para o norte do Estado do Rio de Janeiro, Brasil afora. Vamos, então, festejar o cinquentenário desse posto de gasolina!

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