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Com emoção

sábado, 23 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Friburgo Sporting conquista, nos pênaltis, título Guapiense no Sub-17

Friburgo Sporting conquista, nos pênaltis, título Guapiense no Sub-17

Um final eletrizante e mais uma conquista para coroar o trabalho realizado nos últimos anos. O último dia 9 foi de comemoração para o Friburgo Sporting, que esteve em campo por quatro categorias diferentes, divididas entre partidas em duas cidades diferentes. O principal momento aconteceu em Guapimirim, onde a equipe friburguense conquistou o título do Campeonato Guapiense Sub-17, competição organizada pela Liga Guapiense de Desportos e vinculada à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

Na final, diante do Beira Linha, o time de Nova Friburgo encontrou dificuldades durante boa parte da partida. A equipe adversária controlou as principais ações ofensivas e abriu o placar no segundo tempo, chegando a ficar muito próxima da conquista. Porém, sem desistir e lutando até o fim, o Friburgo Sporting buscou o empate já nos acréscimos, quando Murilo Dias aproveitou um bate-rebate dentro da área após cobrança de escanteio.

A decisão foi para os pênaltis e o goleiro João Paulo se transformou no grande herói da conquista. O arqueiro defendeu três cobranças e garantiu a vitória por 6 a 5, assegurando mais um título para o projeto de base de Nova Friburgo.

Liderança

A campanha do Friburgo Sporting no campeonato foi marcada pela regularidade. O clube terminou a primeira fase na liderança geral com 13 pontos, acumulando quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota. Ao longo da competição, marcou oito gols e sofreu somente três.

Além do troféu coletivo, o Friburgo Sporting também terminou a competição com os principais destaques individuais. João Paulo foi o goleiro menos vazado do torneio, enquanto Pedro Arthur terminou como artilheiro da competição com três gols marcados.

Copa KBÇA

Enquanto o Sub-17 disputava a final em Guapimirim, as categorias Sub-11, Sub-13 e Sub-15, do Friburgo Sporting, estreavam na Copa KBÇA, em Rio Bonito. O Sub-15 teve uma atuação dominante diante do América de São Gonçalo e venceu por 5 a 0. O atacante Renan Bento foi o destaque da partida ao marcar quatro gols, enquanto Davi Amaral completou a goleada.

Na categoria Sub-13, o Friburgo Sporting também enfrentou o América de São Gonçalo e venceu por 3 a 1 em uma partida bastante equilibrada. Davi Bolais e Richard de Assis marcaram os gols da equipe da serra.

Já o Sub-11 encarou o Rio Bonito, equipe anfitriã da competição, e acabou derrotado por 4 a 0. Mesmo com o resultado, o clube avalia positivamente o início do trabalho das categorias mais jovens, que estão sendo estruturadas nesta temporada.

Historicamente reconhecido pela força nas categorias entre Sub-14 e Sub-20, o Friburgo Sporting iniciou em 2026 um projeto de expansão das divisões de base, passando a trabalhar também com categorias desde o Sub-7 até o Sub-17.

“A iniciativa reforça o crescimento do clube e consolida o Friburgo Sporting como um dos projetos esportivos de maior destaque no futebol de base da Região Serrana do Rio de Janeiro”, avalia a direção do clube.

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    Conquista foi alcançada de forma heróica, com empate nos últimos instantes e vitória nos pênaltis (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Além do título, Friburgo Sporting também teve premiações individuais alcançadas (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Trabalho realizado pela equipe revela talentos e passa a abranger mais categorias este ano (Fotos: Gustavo Rocha)

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    Jogadores correm para abraçar o goleiro João Paulo, herói do título nas penalidades (Fotos: Gustavo Rocha)

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Friburgo não conseguiu assistir ao Fla-Flu: um grande blefe

sábado, 23 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

dição de 22 e 23 de maio de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes

 

dição de 22 e 23 de maio de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*) 

Manchetes
 
Pequena história de um grande blefe – Chamar Otavinho Pinto Guimarães de mentiroso é pouco para compensar a falta de palavra de um homem que poderá contar aos seus descendentes que conseguiu fazer 100 mil friburguenses de palhaços. No último domingo, dia do Fla x Flu, os friburguenses se postaram diante dos aparelhos de TV para esperar a transmissão do jogo em circuito-fechado. O jogo não veio. Foram ludibriados os friburguenses. Ficou desacreditada a imprensa que divulgou a nota. 
 
Telefonia: Código DDD começou e pouca gente sabia – A CBT (Companhia Brasileira de Telecomunicações) fez mesmo uma surpresa aos friburguenses: iniciou a ligação DDD para o Rio de Janeiro no último dia 16 de maio, dia do aniversário de 158 anos da cidade, e não avisou ninguém. Nenhuma nota foi vinculada aos friburguenses dando conta da conquista tão esperada e reclamada pela população. Agora para telefonar para o Rio de Janeiro, basta esperar o sinal, discar o número nove, esperar o novo sinal e aí ligar para o número desejado.
 
Sinfonia no Grupo de Promoção Humana - Um bom programa está reservado para os friburguenses no Grupo de Promoção Humana, no bairro Cônego. Chega a Friburgo a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a regência do maestro Florentino Dias. O patrocínio é da URFJ e GPH. O ingresso custa Cr$ 10 e a apresentação começa às 20h.
 
Banco do Brasil pensa que vai negociar com o prédio da Câmara – O Banco do Brasil, agência de Friburgo, está pensando que vai negociar com a Prefeitura de Friburgo o prédio da Câmara Municipal. “Não vai, não senhor”, diz o vereador Bento Ferreira. “E se conseguir vai ter que passar por cima dos 17 vereadores”, garante o vereador. Ninguém vai tocar neste patrimônio histórico de Friburgo. Já estão derrubando muita coisa, mas neste prédio, ninguém toca, nem mesmo a Prefeitura”, completou Bento.
 
Alan vê Friburgo – Nosso companheiro Alan Felix de Souza, já morou em quase todas as capitais da Europa, tendo realizado inclusive trabalhos para a BBC. Alan é uma conquista de A VOZ DA SERRA e ele conta, em entrevista especial, como vê Nova Friburgo, cidade que escolheu para morar.
 
Rio financia indústria de calçados – Um financiamento de Cr$ 2,2 milhões acaba de ser concedido à empresa de calçados Bom Jardim Ltda, pelo Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro S.A (BD -Rio, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral). A empresa vem operando com duas unidades de produção: a de sintéticos, com sede em Bom Jardim, e a de couros, localizada em Nova Friburgo, distando uma da outra de cerca de 20 quilômetros.
 
Interior terá curso do Detran sobre trânsito – O curso que a Diretoria de Habilitação do Detran-RJ começou semana passada na capital, na Escola de Serviços Público do Estado, para supervisores e instrutores de autoescolas, será estendido ainda este mês, inicialmente, às cidades de Nova Iguaçu, que já colocou a disposição a faculdade local para a realização do mesmo, Nova Friburgo e Niterói.
 
Comunicado do TRE – O Tribunal Regional Eleitoral adverte aos interessados que nenhuma propaganda de candidato a cargo eletivo poderá ser realizada antes da respectiva escolha pela convenção partidária que será realizada sob a responsabilidade dos partidos políticos. Alerta ainda que estão proibidas as propagandas em muros, fachadas ou qualquer logradouro público, sejam janelas através de pintura ou cartazes.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Kátia Rocha, Humberto Caputo, Wernher Almeida, Maria Carolina Braune, Djalma Gonçalves e Maria Salete (22); Silvio Spinelli, Maria Vitória, Italo Sérgio, Lucimar de Mello, Vera Regina, Abel Ferreira e Friedrich Schlupp (23); João Batista Laggi, João Batista Pimentel; João Carlos Cortes, Beatriz Fernandes e João Batista de Azevedo (24); Márcio Gonçalves Pereira, Nair Bravo, Wilson Barros, Odgir Rapizo, Pedro Paulo Coutinho e João Antonio Alves Filho (25); Maria Lúcia, Gilberto Souza, Edith Cardinalli e Mauricio Silva (26).
 
E mais
  • O adeus da cidade ao Cine Eldorado com a exibição de “Uma janela para o céu”
  • Heródoto e Ariosto fora da disputa eleitoral 
  • Governador Faria Lima e a integração 
  • Homenagem à colônia alemã
  • Quando a Caixa vai murar seu terreno? 
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
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No clima da Copa

sexta-feira, 22 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Estudo mapeia conversa sobre o Mundial nas redes sociais

O clima da Copa do Mundo começa a tomar conta das rodas de conversas e do meio digital, cenário que se intensificou após a convocação dos 26 jogadores que irão representar o país na disputa do Mundial, realizada na última segunda-feira, 18, no Rio. Um estudo com base em mais de 20 milhões de menções diretas ao torneio em todos os idiomas, coletadas entre 1º de janeiro e 5 de maio de 2026, revela que a conversa ao redor do evento vai além dos jogos previstos.

Estudo mapeia conversa sobre o Mundial nas redes sociais

O clima da Copa do Mundo começa a tomar conta das rodas de conversas e do meio digital, cenário que se intensificou após a convocação dos 26 jogadores que irão representar o país na disputa do Mundial, realizada na última segunda-feira, 18, no Rio. Um estudo com base em mais de 20 milhões de menções diretas ao torneio em todos os idiomas, coletadas entre 1º de janeiro e 5 de maio de 2026, revela que a conversa ao redor do evento vai além dos jogos previstos.

O levantamento é da Content CO, agência de conteúdo fundada por brasileiros, que atua nos três países-sede da Copa do Mundo de 2026, servindo a Major League Soccer (Estados Unidos e Canadá) e a Liga MX (México). De acordo com a pesquisa, nenhum outro país é mais relacionado ao futebol do que o Brasil. Mesmo sem vencer uma Copa há 24 anos, a Seleção é a mais mencionada no mundo inteiro.

De todos os posts sobre os 48 times da competição, 12,9% falam da equipe brasileira, bem mais do que a França, segunda colocada, com 7,5% — atual campeã, a Argentina representa apenas 6,6% do total. Em comparação com as 20 seleções mais fortes do planeta, de acordo com o ranking da Fifa, o Brasil é o que tem a maior proporção de menções positivas: 22,7%.

Termos relacionados à convocação da Seleção e ao início da Copa estão entre os mais usados na conversa sobre o torneio no Brasil. O maior debate é se Neymar, presente entre os 26 selecionados, deveria ou não ter sido chamado pelo técnico Carlo Ancelotti. Os dois lideram a lista de nomes mais mencionados nas redes sociais.

O atacante do Santos é citado 2,5 vezes mais do que Vinícius Jr., principal jogador brasileiro da atualidade e eleito melhor do mundo em 2024. Pelé é o quarto brasileiro mais mencionado nas conversas sobre Copa do Mundo em todo o planeta, atrás apenas de Neymar, Vini Jr. e Endrick.

Todos os grandes clubes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul aparecem na conversa sobre a Copa e, somados, superam as menções à própria Seleção. Além disso, o sentimento relacionado a eles é consistentemente positivo. O motivo: os fãs de futebol acompanham o Mundial com a lente do seu clube de coração, defendendo seus jogadores, cobrando convocações e assistindo a jogos de outras Seleções pelas quais seus ídolos atuam.

Outro ponto de destaque: as mulheres representam um quarto de toda conversa sobre a Copa do Mundo. No Brasil, esse índice é de 27%, segundo maior share entre os dez países que mais falam sobre o torneio, atrás apenas dos Estados Unidos, com 29%. Mas o dado mais revelador não é o volume, é o comportamento.

Enquanto o público masculino usa um vocabulário mais tático e competitivo ("classificação", "duelo", "elenco"), o feminino amplia a conversa e se refere ao torneio como um evento grandioso que vai além do campo. Uma análise qualitativa revela ainda que as mulheres brasileiras estão mais confiantes no hexa.

 

Uma paixão brasileira

No geral, o Brasil é o segundo país que mais fala sobre Copa do Mundo em todo o planeta, sendo responsável por 9% de todos os posts. Os Estados Unidos lideram o ranking, com 14%. Dentro do território americano, o português é o terceiro idioma usado nas conversas relacionadas à competição, atrás apenas de inglês e espanhol.

Por trás desse número está uma comunidade brasileira que fala sobre a Copa com entusiasmo. O sentimento positivo entre eles é quatro vezes maior do que na conversa em inglês, e a saudade é o fio condutor: referências ao Rio de Janeiro, a Copacabana e à cultura do Brasil aparecem com frequência muito superior à de qualquer cidade do país-sede.

Foto da galeria
Copa domina as discussões também nos ambientes digitais de todo o planeta (Reprodução / FIFA)
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A arte salva os dias

sexta-feira, 22 de maio de 2026
por Paula Farsoun

Outro dia ouvi uma música antiga em um restaurante.  Dessas músicas que a gente não procura mais, mas que, de vez em quando, encontram a gente pelo caminho. E foi curioso perceber como bastaram poucos segundos para que tudo mudasse dentro de mim. O café continuava quente. As pessoas continuavam entrando e saindo apressadas. O mundo seguia igual. Mas eu não.

Outro dia ouvi uma música antiga em um restaurante.  Dessas músicas que a gente não procura mais, mas que, de vez em quando, encontram a gente pelo caminho. E foi curioso perceber como bastaram poucos segundos para que tudo mudasse dentro de mim. O café continuava quente. As pessoas continuavam entrando e saindo apressadas. O mundo seguia igual. Mas eu não.

A arte tem esse poder de interromper o automático da vida. Às vezes ela chega numa canção esquecida. Outras vezes aparece num filme reprisado numa madrugada insone, numa fotografia antiga guardada na gaveta, numa dança improvisada na cozinha, num livro sublinhado, numa poesia encontrada sem querer. E quando chega, mexe. Nem sempre faz barulho. Quase nunca faz. Mas reorganiza silenciosamente aquilo que estava bagunçado por dentro.

Talvez seja por isso que algumas pessoas sobrevivam graças à arte sem sequer perceberem. Porque há dias em que um quadro explica o que não conseguimos dizer. Há dores que só uma música alcança. Há cansaços que um filme leve consegue amenizar. Há vazios que um texto preenche sem pedir licença.

A verdade é que a arte nos devolve partes de nós mesmos que a rotina vai apagando. Em meio a boletos, notificações, pressa, trânsito, metas, compromissos e telas demais, a sensibilidade vai ficando esquecida em algum canto da semana. E então a vida começa a endurecer sem que a gente note. Os dias ficam úteis, mas deixam de ser bonitos. Funcionais, porém sem encanto. Até que alguma forma de arte atravessa o caminho e lembra que sentir ainda importa.

Uma canção pode trazer de volta alguém que já foi embora. Um livro pode abrir uma janela onde antes só havia parede. Uma peça de teatro pode provocar mais reflexão do que horas inteiras de discussões vazias. Um desenho feito por uma criança pode devolver leveza a um adulto exausto. E talvez esteja aí uma das maiores grandezas da arte: ela humaniza novamente aquilo que o mundo insiste em mecanizar.

Nem sempre percebemos, mas os momentos mais bonitos da vida quase sempre vêm acompanhados de arte. Tem música em comemoração. Tem fotografia em reencontro. Tem cinema em namoro. Tem poesia em despedida. Tem pintura em memória. Tem dança em liberdade.

A arte registra aquilo que o coração sozinho não consegue guardar. E talvez por isso ela seja tão necessária. Não como luxo. Não como excesso. Mas como respiro. Como pausa. Como abrigo emocional para dias difíceis. Porque existem semanas em que a alma também precisa ser alimentada.

Entendo que a arte não serve apenas para entreter. Ela serve para lembrar que ainda estamos vivos. E viver, no fundo, também é conseguir se emocionar com aquilo que não se toca, mas transforma tudo por dentro.

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Friburgo precisa de voz na Alerj

quinta-feira, 21 de maio de 2026
por Lucas Barros

Nossa cidade se acostumou a reclamar da ausência de investimentos, da lentidão das obras, da dificuldade de conseguir apoio estadual e da sensação permanente de que está sempre correndo atrás do que deveria já ter chegado. Mas talvez exista uma pergunta simples que precise ser feita com mais honestidade: quem, hoje, fala por Friburgo dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro?

Nossa cidade se acostumou a reclamar da ausência de investimentos, da lentidão das obras, da dificuldade de conseguir apoio estadual e da sensação permanente de que está sempre correndo atrás do que deveria já ter chegado. Mas talvez exista uma pergunta simples que precise ser feita com mais honestidade: quem, hoje, fala por Friburgo dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro?

Há algum tempo, a cidade deixou de ter uma representação estadual verdadeiramente ligada à região. E isso não é um detalhe político — é um problema prático. Porque orçamento, articulação, influência e prioridade passam, inevitavelmente, pela capacidade de uma cidade ter alguém que conheça suas demandas e esteja disposto a defendê-las dentro dos espaços de poder.

Não se trata de votar por votar. Nem de transformar eleição em torcida organizada. O voto é livre, individual e deve continuar sendo. Cada pessoa tem o direito de escolher quem quiser — inclusive ninguém. Mas é impossível ignorar que cidades que possuem representantes fortes acabam tendo mais capacidade de articulação política, acesso a recursos e pressão institucional.

E aqui talvez esteja um dos maiores desafios de Friburgo: a dificuldade histórica de construir lideranças regionais duradouras. A cidade frequentemente divide forças, pulveriza votos e termina assistindo outros municípios ocuparem espaços estratégicos enquanto seguimos dependendo da boa vontade política de quem, muitas vezes, sequer conhece a realidade local.

Isso se reflete em diversas áreas. Friburgo é um dos maiores polos de moda íntima do país, movimenta emprego, indústria, turismo de negócios e geração de renda. Ainda assim, o setor frequentemente caminha quase sozinho, sem o suporte proporcional ao impacto econômico que possui. Falta investimento, incentivo, linhas estratégicas de desenvolvimento e presença política capaz de transformar importância econômica em prioridade institucional.

E não é por ausência completa de recursos. Em muitos casos, o dinheiro existe — ou ao menos já existiu, em especial de recursos federais. Ao longo dos anos, diversos repasses estaduais e federais foram anunciados para Nova Friburgo. Alguns sequer saíram do papel. Outros se perderam entre burocracias, disputas políticas e falta de continuidade administrativa. Há recursos que chegam, mas não encontram execução eficiente. Há verbas que viram anúncio, mas não viram transformação concreta.

Um filme repetido inúmeras vezes

No fim, a população sente o resultado nas ruas. Obras que começam e param, assim como o Hospital do Câncer. Projetos que nunca saem do papel. Estruturas que envelhecem sem modernização. E uma cidade com enorme potencial econômico, turístico e universitário que, muitas vezes, parece menor do que realmente é diante do cenário estadual.

Enquanto isso, municípios que conseguem construir representação política regional organizada acabam avançando com mais velocidade. Não necessariamente porque possuem mais potencial — mas porque possuem voz. E, em política, quem não ocupa espaço acaba sendo ocupado pelas prioridades dos outros.

Talvez esteja na hora de Friburgo discutir isso com mais seriedade e menos paixão eleitoral. Entender que representação política não deveria ser apenas disputa de nomes, mas estratégia de cidade. Porque projetos pessoais passam, mandatos acabam, mas a ausência de articulação deixa consequências que permanecem por anos.

Isso não significa apoiar qualquer candidato apenas por ser da região. Pelo contrário. Representação local sem preparo, sem proposta e sem compromisso também não resolve nada. O debate precisa ser maduro. É preciso olhar trajetória, capacidade técnica, propostas reais e compromisso com a cidade.

Mas também é preciso compreender que uma cidade sem representantes fortes nos espaços estaduais perde capacidade de influência. E influência, gostemos ou não, move orçamento, prioridade e desenvolvimento.

Nova Friburgo não é uma cidade pequena em relevância econômica, cultural ou regional. Temos universidades, indústria, comércio forte, turismo consolidado e um dos setores de moda íntima mais importantes do Brasil. O que falta, muitas vezes, não é potencial. É articulação para transformar potencial em prioridade política.

Porque cidade que não ocupa espaço político acaba ocupando apenas a fila de espera das promessas.

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​Classificado, Frizão inicia disputa da semifinal da B2 Sub-20

quinta-feira, 21 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

 

Uma vitória coroada com a classificação. O Friburguense precisava fazer a sua parte diante do Santa Cruz, no Eduardo Guinle, e contar com pelo menos um resultado favorável. E foi o que aconteceu. O triunfo por 2 a 0 em Nova Friburgo e a derrota do 7 de Abril para o Rio de Janeiro, por 3 a 1, classificaram o Tricolor da Serra para as semifinais da Série B2 Estadual Sub-20. Os dois gols da partida foram marcados por Gabriel.

 

Uma vitória coroada com a classificação. O Friburguense precisava fazer a sua parte diante do Santa Cruz, no Eduardo Guinle, e contar com pelo menos um resultado favorável. E foi o que aconteceu. O triunfo por 2 a 0 em Nova Friburgo e a derrota do 7 de Abril para o Rio de Janeiro, por 3 a 1, classificaram o Tricolor da Serra para as semifinais da Série B2 Estadual Sub-20. Os dois gols da partida foram marcados por Gabriel.

O Frizão avança no quarto lugar da Taça Maracanã, com 12 pontos e quatro vitórias conquistadas em seus sete compromissos na primeira fase. A briga por vaga na decisão será contra o Paduano, campeão do primeiro turno, e o primeiro duelo acontece já nesta quinta-feira, 21, às 15h, no Eduardo Guinle, com entrada gratuita. O jogo de volta, em Santo Antônio de Pádua, será disputado no dia 28.

Na sétima rodada, diante do até então líder Santa Cruz, o Friburguense foi escalado pelo técnico Gedeil com Rhuan, Danilo, Bryan, Yuri e Iago Botelho; Renan, Juninho, João Bom e Gabriel; Arthur Fábio e Fernandinho.

A Série B2 Sub-20 conta com oito equipes, que se enfrentaram em turno único, e as quatro primeiras avançaram para as semifinais. Além do Frizão, participam 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty.

Série C profissional

Cardoso Moreira e Ceres venceram mais uma na 3ª rodada da Série C Estadual, disputada na tarde do último domingo, 17, e seguem com 100% de aproveitamento na Taça Waldir Amaral. O time do norte fluminense bateu o Rio Barra por 1 a 0, no Ferreirão, enquanto a equipe da Zona Oeste derrotou o Itaboraí Profute, por 3 a 2, no Joaquim Flores, em Nilópolis.

Os outros resultados do domingo foram: Campos 1 a 1 Buzios; Brescia 2 a 1 Uni Souza e Vera Cruz 0 a 1 Barra Mansa. No complemento da rodada, na última segunda-feira, 18, o Mageense bateu o União Central, por 2 a 1, enquanto o Barcelona conquistou seu primeiro triunfo na competição, marcando 1 a 0 no Independente. Outro que venceu pela primeira vez na Série C foi o Tigres, que derrotou o CAAC Brasil, por 2 a 0.

Tabelão do Friburguense Sub-20

Friburguense 1 x 2 Paduano, Eduardo Guinle

Belford Roxo 3 x 2 Friburguense, Nélio Gomes

Friburguense 3 x 2 Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

Paraty 0 x 4 Friburguense, Nélio Gomes

Friburguense 0 x 2 Sete de Abril, Eduardo Guinle

Serra Macaense 0 x 1 Friburguense, Claudio Moacyr

Friburguense 2 x 0 Santa Cruz, Eduardo Guinle

 

Semifinais - Série B2 Sub-20

Quinta-feira, 21 - jogos de ida (15h)

Friburguense x Paduano, Eduardo Guinle

Santa Cruz x Belford Roxo, EC Guanabara

Próximo dia 28 - jogos de volta (15h)

Paduano x Friburguense, Waldo Carneiro, em Santo Antônio de Pádua

Belford Roxo x Santa Cruz, Nélio Gomes, em Belford Roxo

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    Festa nos vestiários do Friburguense pela classificação para as semifinais; adversário será o Paduano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Destaque friburguense no judô estadual – A atleta Ana Sophia Martins Féu, do Projeto Solução de Judô Comunitário, conquistou a classificação para o Campeonato Brasileiro Sub-13 de Judô, que será realizado em agosto, em Macapá, capital do Amapá. Durante a seletiva Sophia realizou três lutas e garantiu a segunda colocação, resultado que assegurou sua vaga na seleção estadual que representará o Rio de Janeiro no campeonato nacional. Em outubro, o Projeto Solução completa 20 anos de existência, consolidando uma trajetória marcada pelo incentivo ao esporte e formação de atletas. “A conquista representa mais um importante resultado do projeto comunitário em Nova Friburgo neste ano, coroando o trabalho desenvolvido com os atletas da modalidade”, avalia a coordenação do projeto.

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A liberdade gera angústia

quinta-feira, 21 de maio de 2026
por Cesar Vasconcellos

Fomos criados por Deus com liberdade de escolha. Ser livre para escolher significa que podemos e precisamos decidir coisas diariamente e construir nosso caminho. É uma maravilha ter essa liberdade que está sendo ameaçada e será mais ainda num mundo caminhando a passos largos para a implantação do que usualmente chamam de “bem comum”. Só que esse “bem comum” envolve determinações ditatoriais, violando o direito constitucional de liberdade de escolha e religiosa.

Fomos criados por Deus com liberdade de escolha. Ser livre para escolher significa que podemos e precisamos decidir coisas diariamente e construir nosso caminho. É uma maravilha ter essa liberdade que está sendo ameaçada e será mais ainda num mundo caminhando a passos largos para a implantação do que usualmente chamam de “bem comum”. Só que esse “bem comum” envolve determinações ditatoriais, violando o direito constitucional de liberdade de escolha e religiosa.

A liberdade de escolha no campo psicológico envolve responsabilidade, risco e incerteza. A pessoa percebe que não pode culpar sempre os outros, a sociedade ou o destino pelas suas decisões. Essa consciência desperta angústia porque obriga o indivíduo a enfrentar a própria existência de maneira madura e consciente. A liberdade de escolha envolve o risco de escolher errado, e isso pode causar ansiedade em muitas pessoas.

Rollo May, psicólogo, teólogo, psicanalista e profundo pensador, afirmava que muitas pessoas desejam liberdade, mas ao mesmo tempo têm medo dela. Quando alguém percebe que pode mudar de vida, terminar relacionamentos destrutivos, abandonar vícios ou assumir novos rumos, também percebe que terá de lidar com as consequências dessas decisões. Assim, a angústia surge como um sinal de que a pessoa está diante de possibilidades reais de transformação. De certa forma essa angústia pode ser a expressão do medo do que se deseja.

Na visão existencial de Rollo May, a angústia não deve ser vista apenas como algo negativo ou patológico. Existe uma ansiedade “normal”, ligada ao crescimento humano. Ela aparece quando o indivíduo enfrenta desafios importantes, assume responsabilidades e busca viver de maneira autêntica. O problema acontece quando a pessoa tenta fugir dessa angústia por meio de comportamentos de fuga, como dependências, superficialidade, excesso de distrações ou submissão completa às expectativas alheias. Fugir continuamente da liberdade pode levar ao vazio interior e à perda do sentido da vida.

A ansiedade gerada pela liberdade de escolher pode ser administrada através de atitudes criativas e construtivas, mas também pode ser vivida de forma destrutiva, como através de compulsões para jogo, sexo, pornografia, drogas lícitas ou ilícitas, compulsão alimentar, fumo, compras, redes sociais, entre outras dependências.

Amadurecer é aprender a suportar a angústia da liberdade sem paralisar-se. A coragem, para Rollo May, não é ausência de medo, mas a capacidade de seguir adiante apesar da insegurança. A pessoa saudável emocionalmente reconhece seus limites, aceita que não possui controle absoluto sobre tudo e ainda assim escolhe viver de forma responsável e significativa. Dessa maneira, a angústia deixa de ser apenas sofrimento e pode tornar-se um caminho para autenticidade, crescimento pessoal e maior consciência da própria existência.

O ex-professor da UFRJ psiquiatra e psicanalista, dr. Eustáquio Portela dizia que o drogado se droga porque não pode ser Deus. Ou seja, não tolera a angústia da limitação, da impotência para tantas coisas, e possui limiar baixo para lidar com frustrações.

Lidar conscientemente com nossa angústia é um fator importante para nossa saúde mental, porque saúde mental não é a ausência de sentimentos dolorosos como ansiedade, medo, tristeza. Uma pessoa com boa saúde mental é a que quando experimenta tais sentimentos consegue lidar com eles sem fazer besteira, sem se drogar, sem fugir para comportamentos disfuncionais.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O poder do afeto

quarta-feira, 20 de maio de 2026
por Camilla Fiorito

Andamos, corremos, passamos, fechamos, encontramos, procuramos, ganhamos, perdemos, intercalamos, sujamos, limpamos, cortamos, costuramos, colamos, saímos, chegamos, evitamos, conversamos.

Nos reunimos, frente a frente, lado a lado, sem o olhar necessário e cuidadoso, para que possamos seguir. As sutilezas ficam imersas como uma grande âncora atracada em águas profundas, esperando o aviso para continuar a grande navegação que tem pressa, hora e tempo curto para realizar todo percurso.

Andamos, corremos, passamos, fechamos, encontramos, procuramos, ganhamos, perdemos, intercalamos, sujamos, limpamos, cortamos, costuramos, colamos, saímos, chegamos, evitamos, conversamos.

Nos reunimos, frente a frente, lado a lado, sem o olhar necessário e cuidadoso, para que possamos seguir. As sutilezas ficam imersas como uma grande âncora atracada em águas profundas, esperando o aviso para continuar a grande navegação que tem pressa, hora e tempo curto para realizar todo percurso.

O piloto automático é ligado, sem trégua. As águas ficam rasas, fundas, calmas, agitadas e muito turbulentas, mas seguimos, com ou sem capitão, rumo à uma direção que entendemos ser a certa.

Os dias passam, as tardes começam, as noites chegam e o navegar continua da mesma forma, sem muitas apreciações da vista, do entorno ou das singelas miudezas que ficam na subjetividade do nosso dia a dia.

A falta de calma e paciência, atravessa a gentileza e a delicadeza das ações, que por menores que sejam, podem despertar uma grandiosidade que não se calcula, trazendo particularidades que despertam um poder inestimável para o outro que recebe e para quem realiza.

O afeto pode vir de diversas formas. Uma palavra, um sorriso, uma escuta atenta e empática, um olhar, uma posição do corpo, um gesto que, imperceptível ou não, na miudeza ou grandeza, transforma e revigora.

O poder do afeto estanca feridas, recentes ou passadas, seca lágrimas, ou abre a torneira para mais algumas, e aquece o coração mesmo no mais rigoroso inverno. Traz conforto, acolhimento e entendimento de que fomos percebidos ou percebemos alguém que, nem sempre, é o outro o qual temos total, um pouco ou nenhuma afinidade. Traz esperança, fortalece vínculos e transforma as nossas relações.

Mas como ser afetuoso em um mundo onde demonstrar afeto é visto como moeda de troca?

Hoje, vivemos um grande desafio, onde realizar delicadezas diárias não são bem vistas por muitos, seja nos núcleos pessoais, profissionais e familiares.

Me traz a memória de quando eu era mais nova. Ainda criança, gostava de presentear amigos e familiares com cartões produzidos por mim. Esse feito seguiu durante a minha adolescência e juventude, onde os papéis passaram a ser linhas e agulhas que davam vida a cachecóis de tricô, feitos à mão e com imenso carinho.

Conforme fui crescendo, as demonstrações de afeto passaram a furar a bolha do meio que vivo e sou inserida, porém, a sociedade, muitas vezes, não está pronta para isso, pois há quem não está pronto para receber aquilo que está sendo ofertado.

Como sempre digo: Aceite a gentileza! Faz bem!

Até a próxima quarta!

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Frizão quer concluir negociações por SAF em junho, mas considera outras opções

quarta-feira, 20 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

O Friburguense pode avançar na chegada de novos investidores para o futebol do clube já no mês de junho. A projeção é da diretoria tricolor, que trabalha com esse prazo para concluir a fase de análises, negociações e avançar pelo caminho escolhido. O Frizão trabalha com valores, define conceitos e avalia, neste momento, pelo menos duas propostas. Ainda há uma nova oferta, em fase de avaliações, e outra desvinculada após não cumprir requisitos mínimos.

O Friburguense pode avançar na chegada de novos investidores para o futebol do clube já no mês de junho. A projeção é da diretoria tricolor, que trabalha com esse prazo para concluir a fase de análises, negociações e avançar pelo caminho escolhido. O Frizão trabalha com valores, define conceitos e avalia, neste momento, pelo menos duas propostas. Ainda há uma nova oferta, em fase de avaliações, e outra desvinculada após não cumprir requisitos mínimos.

Esse cenário seria o ideal, mas o Friburguense garante que há outras possibilidades e a retomada gradual da gestão do futebol profissional não está descartada. “Paralelamente, também existe um planejamento interno de médio e longo prazo para o futebol do Friburguense. Caso não ocorra a concretização de um modelo SAF dentro do período projetado, o clube já vem debatendo alternativas futuras para uma transição gradual de retomada direta da gestão do futebol profissional, respeitando a história e as características que marcaram o Friburguense ao longo das décadas. O mais importante é que existe um esforço coletivo, com um único objetivo: fortalecer o Friburguense e preparar o clube para um futuro mais sustentável, competitivo e organizado”, explica o diretor jurídico do tricolor, Marlon Freimann Heringer.

Na segunda parte da reportagem especial sobre o avanço do projeto da SAF do Friburguense, Heringer fala sobre o avanço de algumas análises, confirma a proposta de um grupo europeu e pontua diferenças entre as propostas apresentadas. Confira:

Como é o trâmite de análise dessas ofertas? Quem opina, participa das reuniões… Como o clube tem avançado nesse cenário?

O Friburguense estruturou um procedimento para garantir transparência, segurança jurídica e responsabilidade institucional na análise das propostas relacionadas à SAF. Inicialmente, as propostas são avaliadas por uma comissão interna formada por representantes da diretoria e dos poderes do clube. Após essa primeira análise documental e institucional, os materiais são encaminhados ao meu escritório jurídico para realização da “due diligence”, com verificação de informações societárias, capacidade financeira, estrutura operacional, regularidade jurídica e consistência do projeto apresentado. Ao final dessa etapa, podem ser emitidos pedidos de esclarecimentos, solicitações de documentos adicionais ou parecer técnico quanto à viabilidade da proposta. Posteriormente, o tema é submetido ao Conselho Deliberativo do clube, composto atualmente por cerca de 60 conselheiros. Importante destacar que a eventual aprovação de uma SAF não é uma decisão isolada da comissão ou da diretoria. Trata-se de uma atribuição institucional do Conselho Deliberativo, que possui competência para deliberar sobre aceitação ou rejeição de eventual proposta. Também é importante esclarecer que a comissão interna não atua com critérios subjetivos ou pessoais. Eventuais desclassificações somente ocorrem quando o proponente deixa de apresentar informações técnicas, garantias ou documentos mínimos necessários para continuidade do processo de análise. O objetivo do clube é justamente conduzir tudo de forma séria, técnica e transparente.

Dentre as ofertas pela SAF feitas até o momento, todas atingem, na maior parte dos termos, aquilo que o clube considera dentro de uma legalidade? Existe uma espécie de diretriz, legislação interna ou algo do tipo?

Sim. Todas as propostas analisadas pelo Friburguense precisam obrigatoriamente observar tanto a legislação aplicável às SAFs quanto às normas internas e diretrizes previstas no Estatuto Social do clube. O Friburguense se preocupa muito com a preservação da sua história, da sua identidade institucional e dos valores construídos ao longo de décadas junto à cidade e à torcida. Por isso, a análise não envolve apenas aspectos financeiros, mas também questões relacionadas à governança, responsabilidade jurídica, sustentabilidade do projeto e proteção da marca do clube. Nenhuma proposta é avaliada exclusivamente pelo valor. O clube busca uma conjugação entre viabilidade econômica, segurança institucional e alinhamento com os princípios que sempre fizeram parte da história do Friburguense. É justamente por esse motivo que existe um processo técnico e criterioso de análise, para garantir que qualquer eventual avanço ocorra dentro da legalidade, com transparência e respeito à instituição.

Dentre as propostas analisadas até aqui, há alguma que esteja melhor avaliada ou tenha avançado nessas etapas de avaliação?

Hoje existem propostas em diferentes estágios de maturidade e avaliação. Naturalmente, algumas acabam despertando maior interesse em determinados aspectos estratégicos. No caso específico do grupo europeu, existe um ponto que chama bastante atenção do clube, que é a possibilidade de inserção do Friburguense em uma conexão mais ampla com o futebol internacional, especialmente em relação à exposição de atletas, intercâmbio esportivo e abertura de mercado. O futebol moderno exige cada vez mais integração global, tanto na formação quanto na valorização de jogadores e ativos esportivos. Por outro lado, ainda existem pontos sensíveis, principalmente os relacionados à proteção da marca, identidade e utilização institucional do clube. Embora algumas propostas tenham avançado, o clube entende que ainda existem etapas importantes de alinhamento antes de qualquer definição.

Há algum prazo para a conclusão dessas análises? O que o torcedor do Friburguense pode esperar em relação aos próximos passos?

O Friburguense trabalha internamente com a expectativa de concluir essa fase inicial de análises e negociações até meados de junho, respeitando o andamento de cada proposta e o cumprimento das etapas. Ao mesmo tempo, o clube adotou uma postura de bastante cautela neste período que antecede a competição estadual (Série A2 do Estadual, no segundo semestre). Existe uma preocupação institucional em preservar a estabilidade do ambiente esportivo, o planejamento do futebol e o trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo Siqueirinha à frente da gestão técnica do departamento de futebol. O Friburguense entende que qualquer discussão relacionada à SAF precisa acontecer de forma responsável e organizada, sem gerar interferências desnecessárias na preparação esportiva da equipe. O clube está atento às oportunidades, mas também consciente da responsabilidade envolvida nesse processo. A prioridade é construir algo sólido, sustentável e que realmente represente um avanço para o futuro do Friburguense.

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Tricolor da Serra pode ter novidades sobre o avanço da chegada de investidores no próximo mês (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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A VOZ DA SERRA é muito amor por Nova Friburgo

terça-feira, 19 de maio de 2026
por Jornal A Voz da Serra

            A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.

            A charge de Silvério, publicada na capa da edição especial do último fim de semana é pura festa! O Cão Sentado nos convidou a comemorar os 208 anos de Nova Friburgo – A Suíça Brasileira, que abriu caminhos para outros povos imigrantes! E o Caderno Z também nos convidou para que possamos “perceber Nova Friburgo não apenas como paisagem, mas como construção humana, afetiva e cultural”.

Isso até me lembrou um estudo, na faculdade, sobre “ecologia humana” que me rendeu até um poema: “No arquivo de costumes, tradições, uma cidade, além das construções, constrói a história dos seus habitantes!”. Ao mesmo tempo em que nascemos aqui, nascem em nós também raízes da árvore que dá os nossos frutos e sombras em prol do nosso lugar. É uma troca. Amando a cidade, ela se desenvolve e nos devolve em bem-estar e evolução.

            A Trupe Família Clou é um exemplo dessa relação de troca. Há 23 anos, Dalmo Latine e Talita Melone transformaram o circo em projeto de vida. Os filhos do casal, Ian e Isabela, nasceram no ambiente circense, “entre praças públicas, escolas, teatros e festivais”.  Um projeto que se expandiu para o Punk Circus e o Circlou, tudo pelo riso.

Assim, na mesma via, Celso DaKombi acabou unindo o útil ao agradável, pois, de tanto dar apoio logístico ao trabalho de sua esposa, Belinha, também artista, Celso fez de sua Kombi o veículo por onde o rock circula de Jimi Hendrik, Elvis Presley e tantos outros. Desde seus 8 anos de idade, Celso já sabia que seria um artista.

            Descendente de suíços, da família Tinguely, sou fã de nossa cidade e tudo o que a ela diz respeito, me diz respeito também. No dizer de Guilherme Rezende Jr. “Tudo ficou mais rápido, mais caótico, menos amigável. Mas o sentimento de pertencimento ainda permanece igual”.

A mudança é inevitável e como ressaltou Victor Schote, “caberá a cada friburguense e à sociedade como um todo decidirem qual a identidade de Nova Friburgo”. Celebramos uma história de 208 anos que começou de forma até inadvertidamente. Como recorda Luiz Fernando Folly, uma história “marcada por muitos momentos desafiadores que foram enfrentados com resiliência... por dificuldades severas, com falta de moradias, doenças, e mortes nos primeiros meses...”.  Realmente, o passado deixou um legado de enfrentamentos e hoje essa reverência é uma forma de respeito.

            Em “Curiosidades da história de Nova Friburgo, Isabella Rodrigues fez um maravilhoso apanhado. Somos a única cidade brasileira criada por um decreto de Dom João VI, com a vida da imigração suíça. Mais adiante, vieram os alemães, italianos, espanhóis, japoneses, sírios, libaneses, austríacos, húngaros que se juntaram aos portugueses, africanos, já habitantes. Muito anteriormente, os índios povoaram a região e toda essa variação habitacional criou alicerces para chegarmos aos dias atuais.

            Com características de cidade grande, com engarrafamentos, correrias de transeuntes pelas calçadas, apesar de tudo, dos inúmeros problemas pontuais que se arrastam, somos uma cidade romântica, bucólica e com um forte viés turístico. Temos a fama de o melhor carnaval do interior do Estado do Rio de Janeiro. Somos destaque na produção de moda íntima, o que já nos deu o título de “Capital da Moda Íntima”. A produção agrícola é outra fonte de desenvolvimento. Somos o maior produtor de couve-flor do nosso estado. Produzimos flores de corte em profusão.

            Nossa cultura é vasta. Temos bandas centenárias, colégios que são referência na educação, como o Colégio Anchieta, 140 anos. Estamos no centro, no ponto geodésico do Estado do Rio. Somos a “Cidade da Trova”, referência nacional, com 67 anos de Jogos Florais. O Sanatório Naval, que beleza! Somos muito e muito mais. E agora, a restauração do Lazareto. Que restauro de coragem e ousadia! Que presente para a comunidade!

            São tantas as exclamações pulsando com a emoção de saber que, se outrora fora destinado ao isolamento, agora, ao contrário, ressurgiu para a aproximação, para unir cultura e cidadania, provendo o seu entorno com a beleza de um casarão ativo na missão de transformar vidas!

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