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A importância das despedidas

quarta-feira, 01 de abril de 2026
por Camilla Fiorito

Nunca sabemos a hora certa de seguir e de deixar ir. Nos apegamos ao cheiro, ao momento, ao espaço, à voz, à rotina, às pessoas. Desenvolvemos laços fortes que enlaçam como uma corrente poderosa que não pode e não quer ser quebrada. 

Nunca sabemos a hora certa de seguir e de deixar ir. Nos apegamos ao cheiro, ao momento, ao espaço, à voz, à rotina, às pessoas. Desenvolvemos laços fortes que enlaçam como uma corrente poderosa que não pode e não quer ser quebrada. 

A base sólida penetra e se instala, trazendo percepções que acalentam e acomodam. Mas o alicerce pode ruir de forma inesperada, como um castelo de areia que desmorona em míseros segundos, fazendo com que cada grão trace uma direção que não era planejada. Quando acontece, ver tudo aquilo que foi construído ir embora, é doloroso. Sangra de forma silenciosa. 

É como se percebêssemos que tudo aquilo que elaboramos, desenhamos, sonhamos, esperamos não fosse se concretizar, pois o aqui e agora pode mudar em um pequeno espaço de tempo. Sim, pode mudar. Não é estático, imóvel, sem alterações. A vida é movimento, vivacidade, calor, entusiasmo, vitalidade, vigor, cor e sabor. 

Deixar ir e seguir adiante mexe com toda uma estrutura que desestrutura e estremece o nosso ser. A maturação demora e ressignificar, às vezes, parece impossível. 

Se despedir daquilo que amamos, queima as nossas entranhas. Deixar o que estimamos, desejamos, construímos, acreditamos, é um processo que desencadeia uma trama que nos envolve em tantos formatos e pontos. 

Lembro das minhas perdas. Foram muitas. Familiares, amigos, animais de estimação, objetos, aquilo que não tive e que poderia ter. Também precisei deixar ir e seguir adiante em empregos, relações com pessoas que faziam parte do meu círculo social, mudanças de cidade e decisões importantes. Processos que causaram dor, mas que foram necessários para o meu crescimento pessoal e emocional. O tempo de assimilação e entendimento foi moroso, onde cada acontecimento teve a sua duração. Uns mais, outros menos.

O caminho que percorremos ao longo da vida, esse que nos surpreende a todo instante, deixa de forma límpida que, diariamente, perdemos e ganhamos. Porém, nunca estamos prontos para perder, mas, na maioria das vezes, estamos à espera do ganhar. Um ganhar que nos faz ir adiante com sentimento de dever cumprido, mesmo tendo que abrir mão de algumas pontuações, para continuarmos em frente. 

Deixar ir e seguir fazem parte da nossa trajetória. O luto precisa ser vivido, respeitado e sentido por cada um à sua maneira, assim como as decisões devem ser consideradas em sua totalidade e profundidade, para que o trajeto fique mais fluído.

Siga o fluxo! 

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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O que significa a Páscoa para nós

quarta-feira, 01 de abril de 2026
por Max Wolosker

Apesar do início da humanidade ter sido no Oriente, seus grandes impérios, suas religiões suas primeiras descobertas, o Ocidente pouco a pouco se tornou o centro do mundo. É claro que isso foi possível pelas grandes migrações do Oriente em direção do Ocidente, com o povoamento de grande parte da Europa e a consequente continuação de tradições ou festividades que se iniciaram no Oriente. A Páscoa é um acontecimento que está integrada a várias religiões, com significados diferentes. Por exemplo, entre os muçulmanos o que se assemelha à Páscoa é o jejum do Ramadã.

Apesar do início da humanidade ter sido no Oriente, seus grandes impérios, suas religiões suas primeiras descobertas, o Ocidente pouco a pouco se tornou o centro do mundo. É claro que isso foi possível pelas grandes migrações do Oriente em direção do Ocidente, com o povoamento de grande parte da Europa e a consequente continuação de tradições ou festividades que se iniciaram no Oriente. A Páscoa é um acontecimento que está integrada a várias religiões, com significados diferentes. Por exemplo, entre os muçulmanos o que se assemelha à Páscoa é o jejum do Ramadã. Acredita-se que no mês do Ramadã, o Alcorão sagrado foi enviado do céu como uma orientação aos homens e como um meio de sua salvação.

Mas, o que é, na realidade a Páscoa?  

De acordo com a publicação https://www.bibliaon.com/o verdadeiro significado da páscoa/,  ela é a celebração cristã que recorda a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. A palavra “Páscoa” vem do hebraico “Pessach”, e significa “passagem”. Para os cristãos, essa passagem representa a vitória da vida sobre a morte e a renovação da esperança por meio da obra de Jesus. De acordo com a tradição cristã, Jesus foi crucificado e morto numa sexta feira, tendo ressuscitado três dias depois, no domingo. Daí, o domingo de páscoa ser a festa da ressurreição, uma comprovação do que rezavam as escrituras do antigo testamento.

Para os judeus, o Pessach é a Festa da Liberdade, pois comemora a saída do Egito, local onde eles habitaram por mais de 400 anos, sendo um período como escravos. A travessia dos judeus pelo Mar Vermelho em direção à Terra Prometida simbolizou a passagem da escravidão para liberdade; desde então, os judeus reúnem-se todos os anos, para celebrá-la com elementos que relembrem a sua história e os fatos que culminaram na saída do Egito.

Com o tempo, elementos como ovos, chocolates e reuniões em família se tornaram parte da comemoração. No entanto, esses costumes não explicam o significado original da data, que tem o seu fundamento em Jesus Cristo, no caso daqueles que professam a religião católica. Por isso, na Bíblia, a Páscoa é uma celebração que recorda a libertação do povo de Israel, que vivia em situação de escravidão. Esse acontecimento, registrado no Antigo Testamento, serviu como base para a festa que mais tarde ganharia um novo e maior significado para os cristãos.

O dia da Páscoa foi estabelecido por decreto do Primeiro Concílio de Niceia (ano de 325 d.C), devendo ser celebrado sempre no domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e outono (no Hemisfério Sul). O Primeiro Concílio de Niceia foi um concílio de bispos, reunidos na cidade de Niceia da Bitínia (atual İznik, província de Bursa, Turquia) pelo Imperador Romano Constantino. A Páscoa é, portanto, uma festa móvel. É um tipo de feriado que não ocorre sempre na mesma data no calendário civil, mas tem um período certo para acontecer. Como o carnaval, por exemplo. A comemoração da Páscoa costuma ser entre os dias 22 de março a 25 de abril. É comemorada em vários países, principalmente aqueles com fortes influências do cristianismo. Os espanhóis chamam a data de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

A entrada em cena do coelho da páscoa e dos ovos de chocolate é muito mais recente, mas tem uma explicação lógica. As celebrações religiosas da igreja católica são resultado do sincretismo de costumes e rituais pagãos ou de outras religiões. O coelho, por exemplo se tornou um dos principais símbolos desta festividade em referência as comemorações realizadas pelos povos antigos, durante o começo da primavera. Acreditava-se que o coelho era a representatividade da fertilidade e do ressurgimento da vida. Do ressurgimento eu não digo nada, mas da fertilidade, eu tenho certeza.

 Com relação ao ovo, do ponto de vista religioso, ele é considerado símbolo do nascimento e da vida. A relação com a Páscoa, comemorada pelos cristãos, está a partir da Ressurreição de Jesus Cristo, que representa a esperança de uma nova vida para toda a humanidade. Mas, existe também uma tradição que vem dos povos eslavos. Presentear as pessoas com ovos era um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente. Durante as festividades realizadas com a chegada da primavera, depois do inverno, os ovos (de galinha) eram cozidos e pintados com desenhos que lembravam plantações e outras figuras relacionadas à colheita. Representavam a esperança de fertilidade do solo e de abundantes colheitas.

A origem dos ovos de chocolate

 Os ovos de chocolate vieram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados da clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam escondê-los nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje. A título de curiosidade, em 1847, a empresa Fry’s, que hoje pertence à fábrica de chocolates inglesa Cadbury, fabricou as primeiras barras de chocolate. Elas começaram a se popularizar e, em 1873, a mesma fábrica produziu os primeiros ovos de Páscoa de chocolate em todo o mundo

Infelizmente, voltamos aos primórdios do século 20, quando essa iguaria era muito cara, exclusiva das castas abastadas. A partir da década de 1970, o comércio começou a vendê-lo a preços mais em conta e eles se tornaram uma tradição. Mas a parir de 2010 eles voltaram a pesar no bolso do consumidor e hoje, estão a preços estratosféricos. Dizem que é por causa da alta do preço do chocolate. Pelo sim, pelo não, uma caixa de bombons é bem mais em conta e tem efeito semelhante.

Desejo uma boa Páscoa para os meus leitores e com o sabor inebriante de um bom chocolate.

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Inclusão

quarta-feira, 01 de abril de 2026
por Vinicius Gastin

Programa Vencer pelo Esporte integra esporte, saúde e educação para PcDs

Programa Vencer pelo Esporte integra esporte, saúde e educação para PcDs

O Ministério do Esporte lançou o Programa Vencer pelo Esporte. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Nacional de Paradesporto, estabelece um novo modelo de atuação ao integrar esporte, saúde e educação no atendimento a pessoas com deficiência, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Formalizado por meio da Portaria MESP 15/2026, assinada pelo ministro do Esporte, André Fufuca, o programa será desenvolvido em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, com alcance em todo o Brasil.

O Programa Vencer pelo Esporte tem como público-alvo pessoas com deficiência em processo de reabilitação, além de profissionais de educação física e de saúde que atuam diretamente com esse público. A iniciativa também prevê a meta de 50% de participação feminina, o que amplia o acesso de meninas e mulheres ao paradesporto.

Durante o lançamento, o secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, destacou o potencial transformador da iniciativa: “O Programa Vencer pelo Esporte representa a união dos ministérios do Esporte, da Saúde e da Educação. Estamos trabalhando para transformar a realidade das pessoas com deficiência no Brasil, garantindo que o esporte faça parte do processo de reabilitação e chegue a quem mais precisa. É um modelo que queremos ver replicado em todo o país”, afirmou o secretário.

Mais atendimento e autonomia 

O programa aposta na qualificação de profissionais que atuam em Centros Especializados em Reabilitação (CERs) e leva o paradesporto para dentro da rotina de cuidado no SUS. A proposta é ampliar o atendimento, promover autonomia e qualidade de vida e, ao mesmo tempo, fortalecer a base do paradesporto brasileiro.

Entre os principais objetivos estão a promoção da prática esportiva no SUS, a capacitação de profissionais para o esporte adaptado, o estímulo à autoestima e ao bem-estar e o desenvolvimento de tecnologias assistivas e metodologias inclusivas. Na primeira etapa, serão capacitados profissionais em 11 centros especializados em reabilitação distribuídos pelo país, com formações conduzidas por tutores regionais.

A coordenadora do projeto em Macaíba-RN, a fisioterapeuta Fabíola Campos, ressaltou o impacto direto da iniciativa. “Estamos dando um passo importante para transformar vidas por meio do esporte. A partir de maio, iniciaremos a formação em centros de diferentes regiões da Grande Natal, com o objetivo de garantir o acesso ao paradesporto e fortalecer a inclusão em todo o país”, destacou.

Foto da galeria
Profissionais em 11 centros especializados em reabilitação serão capacitados na primeira etapa do projeto (Foto: Samy Sousa/MEsp)
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Especial

terça-feira, 31 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Grupo Silvana Gym/Inec recebe a visita de dupla do Europa Park

Uma presença para inspirar ainda mais e motivar os próximos passos e desafios. O grupo Silvana Gym/Inec, recebeu da alemã Sabine Bulsemeier e de Ricardo Sacramento, ambos do Europa Park, e dois dos responsáveis pela parceria há mais de 20 anos. Na ocasião, o renomado e vitorioso grupo de ginástica de Nova Friburgo fez uma pequena apresentação em homenagem aos amigos.

Grupo Silvana Gym/Inec recebe a visita de dupla do Europa Park

Uma presença para inspirar ainda mais e motivar os próximos passos e desafios. O grupo Silvana Gym/Inec, recebeu da alemã Sabine Bulsemeier e de Ricardo Sacramento, ambos do Europa Park, e dois dos responsáveis pela parceria há mais de 20 anos. Na ocasião, o renomado e vitorioso grupo de ginástica de Nova Friburgo fez uma pequena apresentação em homenagem aos amigos.

O Europa Park fica na cidade de Rust, perto de Freiburg, na Alemanha. E o velho continente será o destino da equipe em 2027, quando o Silvana Gym/Inec participará da Gymnaestrada Mundial, que será realizada em Lisboa, Portugal. O grupo friburguense seguirá com alguns integrantes para a Alemanha, onde fará diversas apresentações no Europa Park, sob a direção dos professores Eder Vieira e Silvana Schwartz Noel.

A vaga para participar de mais um Gymnaestrada Mundial veio após a participação no festival de GPT (Ginástica para Todos), que contou como seletiva para a edição em solo português. A equipe de Nova Friburgo foi composta por 37 ginastas, além do professor, José Victor Zebende Fragoso, e os técnicos Eder Vieira e Silvana Noel. O grupo também participou da festa de encerramento da Federação de Ginástica do Estado do Rio de Janeiro.

Colecionando momentos históricos nos últimos anos, a equipe fez a coreografia de abertura do Mundial de Ginástica Rítmica, entre os dias 20 e 24 de agosto de 2025. Esta foi a primeira edição do evento na América do Sul, sendo realizado no Rio de Janeiro. O Silvana Gyn/Inec formou centenas de atletas de nível nacional, alguns chegaram a despontar em países da Europa, principalmente. As coreografias geralmente são baseadas nas lendas do folclore brasileiro, estilizadas, com movimentos de ginástica acrobática, rítmica e artística.

 

Nova Friburgo ganha uma associação de Airsoft

Primeira diretoria eleita assume com a proposta de estruturar eventos, fomentar parcerias e ampliar a visibilidade da modalidade

Foi oficializada na noite da última sexta-feira, 27, a criação da Associação Friburguense de Airsoft (AFA), um novo marco para o esporte local e a prática organizada da modalidade. O airsoft é um esporte de simulação tática e de combate que utiliza réplicas realistas de armas de fogo para disparar pequenas esferas de plástico, não letais. Focado em estratégia, trabalho em equipe e honestidade, o airsoft é praticado em espaços abertos ou fechados exigindo equipamentos de proteção.

A nova entidade foi fundada com uma cerimônia na praça de alimentação do Friburgo Shopping que reuniu praticantes e entusiastas da modalidade no município. O encontro formalizou a criação da AFA e consolidou sua estrutura inicial, com a realização da votação que definiu a chapa responsável pela primeira diretoria da associação.

A iniciativa representou um passo importante para a organização, regulamentação e fortalecimento do airsoft na região, promovendo integração entre praticantes, segurança nas atividades e incentivo ao esporte.

A nova diretoria eleita assume com a proposta de estruturar eventos, fomentar parcerias e ampliar a visibilidade da modalidade em Nova Friburgo e região. A fundação da AFA marca, assim, o início de uma nova fase para o airsoft local, agora com estruturação institucional e objetivos definidos.

A primeira diretoria da AFA ficou com a seguinte composição: Vanderson da Silva, Ian de Aquino Gripp Delgado e Silva, Thiago Pacheco, Anderson Marins, Vagner Batista, Aldenir Almeida, Rodrigo Peter, Nylson Azevedo, Anderson Deruci, Weslen Ruiz e Pablo Aguiar.

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    Ocasião da visita resultou em uma pequena apresentação das ginastas (Foto: Divulgação)

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    Além do evento em Portugal, grupo de Nova Friburgo também vai se apresentar na Alemanha (Foto: Divulgação)

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    A primeira diretoria da AFA instituída em cerimônia na última sexta-feira (Foto: Divulgação

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A VOZ DA SERRA sabe a arte de encantar dosando informação, cultura e lazer

terça-feira, 31 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Na carona da charge de Silvério em destaque na capa da edição do último fim de semana, vamos para o nosso quintal comunitário, a Praça Getúlio Vargas. A praça é do povo e Virgílio é a estampa dos questionamentos com tanto atraso nas obras. Valeu, Silvério, ser a voz que nos representa! A justificativa para o atraso se deu pelas chuvas na cidade e a demora na entrega dos materiais pelos fornecedores.

Na carona da charge de Silvério em destaque na capa da edição do último fim de semana, vamos para o nosso quintal comunitário, a Praça Getúlio Vargas. A praça é do povo e Virgílio é a estampa dos questionamentos com tanto atraso nas obras. Valeu, Silvério, ser a voz que nos representa! A justificativa para o atraso se deu pelas chuvas na cidade e a demora na entrega dos materiais pelos fornecedores.

Quero aproveitar o ensejo para solicitar aos encarregados das obras que não retirem as placas com as trovas,  fixadas nos postes, por enquanto. Meu pedido se prende ao fato de que os Jogos Florais de maio estão chegando e os integrantes da comitiva dos trovadores virão de várias partes do Brasil. E todos, ávidos por uma foto ao lado de suas trovas.

Março está por um fio e quantas comemorações foram registradas  em homenagem ao mês da mulher. Com o ciclismo em alta, Vinicius Gastin destacou o “Pedal da Mulher” que encerra as atividades esportivas,  ressaltando a determinação e a força feminina. O esporte é fonte de energia, cria laços e transforma vidas. O movimento é responsável, inclusive, pela  manutenção da saúde, o que leva ao envelhecimento mais saudável. Atividades cotidianas podem contribuir para o bem-estar, com “caminhar, subir pequenos degraus, serviços domésticos... A casa da gente é uma excelente academia.

Em “Sociais”, dois baluartes da vida friburguense aniversariando. Nesta terça-feira, 31, fechando o terceiro mês do ano, tem comemoração para o empresário Antônio Celles Cordeiro. Pessoa de destaque em nosso município no setor do agronegócio, sempre atuante, inclusive, na vida social friburguense. Felicidades! Outro ícone empresarial, Braulio Rezende, festejou idade nova na última sexta-feira, 27. Rodeado das boas energias atraídas por sua personalidade marcante, coleciona amizades expande a confiança, onde quer que esteja atuando. Familiares, amigos e admiradores fazem o coro dos votos de saúde e muita prosperidade. Ao  coro, juntamos a voz de gratidão dos trovadores pelo muito de seu empenho em prol dos Jogos Florais e da UBT, a União Brasileira dos Trovadores.

Boas-vindas ao novo comandante do 11º BPM, tenente-coronel Hilmar Faulhaber, empossado na última quinta-feira, 26. Com um currículo riquíssimo de experiências em atuações na corporação militar no Estado do Rio de Janeiro, há 27 anos, é formado em Direito e pós-graduado em Ciências Jurídicas. Que a sua atuação em Nova Friburgo seja de bem-estar nos ares friburguenses. Desejamos que a coronel Daniele Farias, que passou o comando, tenha em seu coração as mais valiosas experiências vividas em nossa cidade.

Bernardo Furrer fez uma bonita conexão com a exposição “Conversadeira – Arte que Pulsa . Memória que Dialoga”, do artista Cacau Rezende. Realmente, estive lá e vivi momentos de pura magia e encantamento. Como bem destacou Furrer: “Cacau Rezende nos dá o exemplo de como o lixo pode ser aproveitado e transformado em algo tão belo como a arte.”. Eu acrescento: “Conversadeira” dialoga com o aroma das almas!

Que a era digital está tomando conta do mundo moderno, isso não se pode negar. Semana  passada, por exemplo, eu fiz um trabalho no jardim e queria mostrar minhas habilidades. Assim, chamei minha filha que estava no interior da casa. E ela me respondeu: “Manda foto que eu vejo!” -  A comodidade e rapidez resumem horas de trabalho e envolvimento. Na Suécia deu certo trocar o ensino digital pela volta aos livros físicos. Que tenhamos a certeza de que a tecnologia é apenas um facilitador. Não podemos perder nossas habilidades: pensar, discernir, amar, conviver, experenciar... e em tudo, um livro faz a diferença. Talvez nos falte ainda saber a medida exata na arte da moderação!

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Semana Santa: quem tem medo da cruz?

terça-feira, 31 de março de 2026
por Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça

Chegamos a Semana Santa. Neste final de Quaresma, façamos uma profunda reflexão-preparação espiritual.

Quem tem medo da cruz? Resposta: todos nós. Não fomos feitos para a cruz. Fomos gerados para a luz, para a vida. A cruz assombra, assusta, frustra, entristece. Faz fenecer todo sonho, o brilho dos olhos, a paz do coração. Faz perecer o voo, o projeto da ave, agora amarrada e sangrada. A cruz é terrível. É o nada travestido de dor, o vazio do abandono, o frio do desmonte existencial.

Chegamos a Semana Santa. Neste final de Quaresma, façamos uma profunda reflexão-preparação espiritual.

Quem tem medo da cruz? Resposta: todos nós. Não fomos feitos para a cruz. Fomos gerados para a luz, para a vida. A cruz assombra, assusta, frustra, entristece. Faz fenecer todo sonho, o brilho dos olhos, a paz do coração. Faz perecer o voo, o projeto da ave, agora amarrada e sangrada. A cruz é terrível. É o nada travestido de dor, o vazio do abandono, o frio do desmonte existencial.

Quem tem medo da cruz? Todo ser sensato tem. Mas a pergunta é outra: quem ou o que venceria o Amor? O que ou quem derrotaria a Luz? E a Luz e o Amor tem nome: Jesus, o Homem-Deus Salvador. Não que a cruz não pese ou não doa. Mas, a presença do seu Amor é mais forte do que a morte! O que é a dor do parto em relação à infinita alegria do filho-fruto? O que é a dor do sofrimento terreno perante a alegria estrondeante da eternidade que já pulsa e vibra dentro de nós?

Cristo venceu a cruz, porque era todo Amor. Ele sabia que o Pai não o deixaria. Até por um momento de solidão estremeceu e oscilou na segurança. Mas seu espírito estava entregue. Ele era plena comunhão de Amor e de Luz com o seu Pai. E o Espírito estava com Ele. Ele atravessou o deserto da fome e da sede, do calor e do vento gélido. Ele perseverou fiel na dureza das tentações. Sempre nos nossos momentos de fraqueza aparecem as portas largas do fácil e do mal. É mais cômodo jogar a toalha. É mais prático também mais covarde abandonar o navio, a luta, a causa. Perder os princípios, compactuar com a mentira. Fazer o jogo, vender a alma, ganhar tesouros, curtir o egoísmo-prazer. Adorar o poder, garimpar o dinheiro. É o movimento-alucinação do mundo, do nosso mundo roleta russa. Salve-se quem puder!

Ao contrário, o Mestre sustentou a caridade com a fibra do despojamento e da humildade, com a força divina da constância. A estabilidade do Bem, sem máscara, sem terceiras intenções, sem hipocrisia, sem autopromoção. A generosidade sempre pronta daquele que tinha no cotidiano de cada dever-missão o tempero do sentido maior do coração: a felicidade do outro, o crescimento do irmão-amigo, a salvação da amiga-irmã. A cruz só prevalece quando não temos a Luz e o sentido! Quando possuímos um porquê, então fazemos a oferenda, entregamos o sacrifício. Cada dor é doação, é oferta.

É "por eles" que caminhamos. É "por eles" que sofremos. É "por eles" que não desistimos e enfrentamos tudo e não cedemos à infidelidade. É "por eles", gratuitamente, já nos dispensando do "obrigado" e da necessidade lógica da gratidão e do retorno. Como é o Amor de Cristo, puro e gratuito, só para que todos nós nos libertássemos. E isso já é uma imensa felicidade!

Se pudermos plantar a semente e fazer crescer alguém, isto já é um bálsamo de Deus que diz a nós ao ouvido e ao coração: "É por aí! Vai, continua, sê feliz!" Não importa o peso do madeiro, mesmo que diário. Transcenderemos o calvário, os chicotes, as cusparadas, as zombarias, a lança da traição, a sensação de abandono... Não fugiremos da missão, pois o nosso sangue é semente, nossa vida é geradora de tantas vidas e esperanças.

Se a cada passo o Amor ilumina, a cruz que era nada, se torna instrumento-caminho do Tudo. O que era fim se transforma em meio. O que aniquilava, agora amadurece e reforça o valor da meta. O muro aparentemente intransponível é, na verdade, somente um obstáculo para o corredor que tem como ideal a coroa de louros da vitória. E assim nos libertamos e corremos no certame que nos é proposto rumo à realização eterna de Deus.

Não queremos ser escravos de ninguém, de nada, nem de nós mesmos. Foi para que fôssemos livres que Cristo nos redimiu, que Ele derramou total e resignadamente seu sangue, vendo em cada dor a nossa liberdade, em cada chicotada, o nosso riso, em cada bofetada, a nossa canção, na coroa de espinhos, a nossa glória. Persevera quem ama. De novo retorna a mente a pergunta: Quem tem medo da cruz? Todos nós temos medo da dor. Mas temos muito mais confiança no Amor que vence o tempo, a força, a mentira e a maldade, porque tem o Poder e a perenidade da Verdade - a única estrada que nos pode dar a vitória-felicidade-ressurreição!

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça – Diocese de Nova Friburgo.

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O silêncio das certezas

terça-feira, 31 de março de 2026
por Tereza Malcher

Fazendo pesquisas a respeito dos temas que desenvolvo nesta coluna, uma pergunta circundou em diversos textos e me chamou atenção: as certezas têm silêncios? A voz do silêncio pode conter a mais poderosa sabedoria, revelar maturidade emocional e significar um escudo contra os conflitos. É a voz que, por vezes, fala mais alto e é mais reveladora do que as palavras. Além do que há fatos tão evidentes que não precisam ser falados.

Fazendo pesquisas a respeito dos temas que desenvolvo nesta coluna, uma pergunta circundou em diversos textos e me chamou atenção: as certezas têm silêncios? A voz do silêncio pode conter a mais poderosa sabedoria, revelar maturidade emocional e significar um escudo contra os conflitos. É a voz que, por vezes, fala mais alto e é mais reveladora do que as palavras. Além do que há fatos tão evidentes que não precisam ser falados.

Em Shakespeare, o silêncio é tratado como uma forma de verdade, posto que os sentimentos profundos não precisam de discursos ou declarações, pairam sobre as atitudes, os olhares, os gestos, sempre reveladores das relações, como as de afeto, poder ou manipulação. A tristeza e a felicidade absolutas possuem uma linguagem própria e são expressas no silêncio. Ou seja, quando o sentimento tem completude, é insuficiente tentar expressá-lo por meio de palavras.

Ao ler Franz Kafka concluí que somos os mestres das incertezas, uma vez que vivemos em busca delas. Mas em que fato o certo e o errado podem ser revelados se não no nascimento e na morte? Se observarmos a vida com mais cuidado, podemos concluir que vivemos no labirinto dos absurdos, como um operário de obra que constrói uma casa e nela jamais habitará. O mais breve silêncio guarda verdades ocultas.

A música instrumental não tem vazios, traz o silêncio das emoções do seu compositor. Quem a compõe a reveste os acordes com seus silêncios. O concerto de Aranjuez, “Adágio”, de Joaquim Rodrigo, o hino universal da saudade, foi composto quando ele perdeu seu filho recém-nascido. Ele se utilizou do violão para chorar, quando, então, conseguiu transformar uma profunda tristeza em intocável beleza musical.

Já para Fernando Pessoa, o silêncio da certeza é uma contradição. A certeza é o ponto mais intenso de anulação, na medida em que não habita em qualquer pensamento. Não pensar é a forma mais profunda de deixar de existir; quem pensa, duvida. Utilizando seu heterônimo(*), Alberto Caieiro, ele afirmou que as coisas são o que são e não há o que interpretar. A mente vê sem julgar ou interpretar.

O autor português José Saramago expressou em sua obra o silêncio enquanto pausa para a compreensão e aceitação das verdades, que não precisam de palavras. O silêncio se contrapõe ao caos e às certezas autoritárias. É através do silêncio que se pode compreender a vida e a morte, além de guardar insatisfações. Em o “Ensaio sobre a cegueira”, mostrou que o silêncio busca na certeza o que está além do óbvio.

O silêncio é uma comunicação, uma força viva que indica a fragilidade das palavras e a necessidade de perceber a realidade de outras formas. Para Antoine de Saint-Exupéry, o silêncio da certeza é uma experiência espiritual e essencial, que transcende a lógica. A verdade não pode ser explicada, é algo que se sente na quietude. “É invisível aos olhos” e “só pode ser vista com o coração”. Segundo ele, a linguagem pode ser uma fonte de desentendidos.

 Se a realidade é percebida e interpretada pela pessoa, e as ciências precisam de comprovações fundamentadas em estudos que investigam os fatos da realidade, a busca pelas certezas se movimenta a partir do momento em que a realidade toca o sujeito. A verdade, para o autor de “O Pequeno Príncipe”, é revelada no deserto e nas alturas, onde não há ruídos.

Certa vez, pensei que somente do alto poderíamos perceber a vida na totalidade dos fatos, onde tudo e todos fazem parte de uma mesma circunstância. Os pormenores, como cada um de nós, sob essa ótica, estariam misturados de tal forma que se tornariam parte de uma unidade.

Durante o silêncio encaramos nossos vazios e os mais profundos pensamentos. A modernidade não nos concede o silêncio, enquanto pausa, o momento em que será possível encontrarmos a oportunidade de autoconhecimento e de paz. Contudo, hoje, quando somos tomados pelo silêncio, nos deparamos com as preocupações, situações quotidianas e questões mal resolvidas. Pouco nos damos as mãos, nos abraçamos e nos escutamos.

O mais triste é que pouco nos damos direito a experimentar o silêncio!

(*) heterônimo é uma personalidade literária criada por um autor para assinar obras com estilos, filosofias e biografias distintas do criador

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Há um caminhão na pista

sábado, 28 de março de 2026
por Laís Lima (*)

Edição de 27 e 28 de março de1976

 

Pesquisado por Laís Lima(*)

 

Manchetes:

 

Edição de 27 e 28 de março de1976
 
Pesquisado por Laís Lima(*)
 
Manchetes:
 
Há um caminhão na pista – Eram por volta das 19h10 quando ocorreu o choque. Um ônibus da Viação 1001 engavetou na traseira de um caminhão basculante cheio de areia que, 15 minutos antes, havia quebrado a barra de torção. Enquanto o motorista saia em busca de socorro, o ônibus engavetou na traseira do caminhão. Um passageiro que se encontrava em um dos últimos bancos, sofreu contusões na cabeça e nas pernas, mas foi liberado horas depois. O motorista do ônibus, excelente, segundo seus colegas- morreu na hora, esmagado nas ferragens.
 
Estátua de Dermeval em maio – Está previsto para o dia 6 de maio deste 1976 a inauguração da estátua do dr. Dermeval Barbosa Moreira. A empresa encarregada pela obra é a Soares Portela e Filhos Ltda, que já recebeu a primeira parte do valor pela execução do trabalho. A estátua tem 1,72 metro de altura, pesa 400 quilos e é confecionada em bronze maciço.
 
Pastor e motorista: dois dramas - O pastor Esmael Gomes, 52 anos, funcionário do Centro de Saúde apresentou melhoras no decorrer da semana. No último domingo, ele foi baleado com dois tiros de revólver Taurus, calibre 38, disparados pelo motorista de táxi, que se encontrava em Sumidouro.
 
Prefeitura x Arena: empréstimo de Cr$ 6 milhões - A prefeitura até hoje não respondeu às perguntas da Arena local sobre o empréstimo de Cr$ 6 milhões. Passado o tempo regular, e segundo manda a lei, a matéria foi automaticamente aprovada. A Arena, claro, protestou. A AVS publica nesta edição o pedido de informações da Arena e que acabou esquecido na gaveta do prefeito municipal.
Censo começa em abril – A agência do IBGE em Friburgo vai realizar em abril o Censo Agropecuário. Se você quer participar deste Censo é só procurar a agência local, na Avenida 16 de maio.
 
Inundação – Moradores da Rua Vicente Sobrinho, em Olaria, estão fazendo apelo à Prefeitura de Friburgo para que seja regularizado o problema da inundação que atinge aquelas artérias. Os moradores dizem que as galerias não mais comportam a vazão das águas quanto às chuvas fortes.
 
Sociais:
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Wilson Campos (28); Norma Tavares, Lygia Maria Carpenter Mayer; Márcio Silva e Gerson de Souza (29); Joaquim Pereira Bispo, Sérgio Moreira e Telma Rocha (30); Siegfried Helmut Hossmann (31); Maria de Lourdes e Ronaldo Duque Estrada Laginestra (1º de abril); Luiz Pecci, José dos Santos Sobrinho, Vasconcellos, Eliana Batista, Augusto Claudio Ferreira e Hartmut (2).
 
E mais:
  • Acidente fere a professora Olga Bastos 
  • Em maio, Friburgo ganhará novo carrilhão na Catedral São João Batista 
  • DER começa 1976 com obras em quatro rodovias do Estado do Rio   
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

 

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Ciclismo em alta

sábado, 28 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Pedal da Mulher fecha o ciclo de atividades esportivas no mês delas 

Março é o mês das mulheres e além das muitas ações que foram desenvolvidas em defesa dos direitos e o respeito a elas, atividades esportivas também têm sido programadas em Nova Friburgo para homenageá-las. Neste domingo, 29, será realizada a prova ciclística Pedal da Mulher, que vai fechar esse ciclo no calendário esportivo da cidade. A atividade será promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, com largada às 8h, na Praça Dermeval Barbosa Moreira.  

Pedal da Mulher fecha o ciclo de atividades esportivas no mês delas 

Março é o mês das mulheres e além das muitas ações que foram desenvolvidas em defesa dos direitos e o respeito a elas, atividades esportivas também têm sido programadas em Nova Friburgo para homenageá-las. Neste domingo, 29, será realizada a prova ciclística Pedal da Mulher, que vai fechar esse ciclo no calendário esportivo da cidade. A atividade será promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, com largada às 8h, na Praça Dermeval Barbosa Moreira.  

O passeio ciclístico terá um percurso aproximado de 25 quilômetros, seguindo até o distrito de Conselheiro Paulino, e retornando ao Centro passando pela prefeitura, em direção ao ponto de largada, onde acontecerá a cerimônia de entrega de medalhas às participantes.

De acordo com a organização, a iniciativa tem como objetivo estimular a prática esportiva, promover o cuidado com a saúde física e mental e fortalecer espaços de convivência, autocuidado e segurança feminina.

 

Vale reforçar

Atividades físicas são aliadas para um envelhecimento mais saudável

Uma máxima cada vez mais comprovada: praticar atividades físicas pode ajudar em um envelhecimento mais saudável. No último 10, foi celebrado o Dia de Consciência e combate ao Sedentarismo, reforçando que a prática regular pode evitar doenças e garantir mais mobilidade e autonomia ao longo de toda a vida.

O sedentarismo está associado ao aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes tipo 2 e colesterol elevado, além de favorecer a sarcopenia, que é a perda progressiva de massa e força muscular e que compromete o equilíbrio, a marcha e a capacidade de reação, elevando o risco de quedas, fraturas e hospitalizações.

“O corpo do idoso responde muito rapidamente à inatividade. Em poucas semanas, já é possível observar perda de massa muscular, piora do equilíbrio e redução da capacidade cardiorrespiratória”, diz a médica e professora de geriatria da pós-graduação da Afya Vitória, Karoline Fiorotti.

Dicas simples para o dia a dia

Atividades simples do cotidiano, como caminhar, levantar e sentar, subir pequenos degraus, alongar ou até realizar tarefas domésticas, ajudam a preservar a força muscular, a mobilidade das articulações, o equilíbrio e a coordenação, fatores essenciais para a independência nas atividades diárias, como tomar banho, se vestir e locomover. A atividade física desempenha ainda papel relevante na preservação da memória e do raciocínio ao longo da vida.

Segundo os especialistas algumas das consequências do sedentarismo, sentidas principalmente por pessoas idosas são: perda de massa muscular, aumento do risco de quedas, rigidez articular e dor crônica, declínio da memória e da cognição, osteoporose e fraturas, piora do padrão do sono, maior risco de ansiedade e depressão, piora da imunidade e maior risco de infecções e complicações gastrointestinais.

A falta de movimento, por exemplo, acelera a perda de massa e força muscular. Com menos músculos, o idoso perde autonomia para realizar tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, levantar da cadeira ou carregar objetos. Fraqueza muscular e piora do equilíbrio aumentam a instabilidade ao caminhar. O sedentarismo reduz reflexos e coordenação, elevando significativamente o risco de quedas e fraturas.

Articulações que não se movimentam perdem mobilidade e flexibilidade. Isso favorece dores persistentes, limitação de movimentos e piora de quadros como artrose. O cérebro também precisa de estímulo. A atividade física melhora a circulação cerebral, contribui para a manutenção das funções cognitivas e ajuda a reduzir o risco de declínio cognitivo.

Sem estímulo do movimento, os ossos perdem densidade e ficam mais frágeis. Isso aumenta o risco de quedas evoluírem para fraturas, especialmente de quadril e coluna. Outra consequência é o aumento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. O sedentarismo dificulta o controle da glicose, da pressão arterial e das gorduras no sangue, favorecendo o surgimento ou a piora dessas doenças.

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    Vida sedentária pode trazer complicações, ao passo que a atividade física é aliada para um bom envelhecimento (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

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Quando o lixo vira arte

sábado, 28 de março de 2026
por Bernardo Furrer

Sabemos da importância da coleta seletiva dos resíduos sólidos. Temos a exata noção da importância de diminuir o volume desses resíduos, que em geral se destinam aos aterros sanitários. Aterro sanitário é o “local de disposição de resíduos sólidos domiciliares no solo, utilizando-se de técnica que não cause danos à saúde pública e sua segurança, minimizando os impactos ambientais, e que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos na menor área possível reduzindo seu volume”.

Sabemos da importância da coleta seletiva dos resíduos sólidos. Temos a exata noção da importância de diminuir o volume desses resíduos, que em geral se destinam aos aterros sanitários. Aterro sanitário é o “local de disposição de resíduos sólidos domiciliares no solo, utilizando-se de técnica que não cause danos à saúde pública e sua segurança, minimizando os impactos ambientais, e que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos na menor área possível reduzindo seu volume”.

Antigamente esses aterros eram os “lixões”, verdadeiras montanhas de lixo insalubre de todas as espécies. Com a exigência de tratamento adequado às exigências de saúde pública e em respeito ao meio ambiente, foram criados os aterros sanitários, um passo na evolução civilizatória da gestão dos resíduos sólidos.

A coleta seletiva dos resíduos sólidos

Outro passo civilizatório importante é o da coleta seletiva, dentro de cada residência, comércio ou indústria, sendo os resíduos separados de acordo com suas características, e posteriormente coletados separadamente. Inicialmente selecionam-se os resíduos orgânicos que podem ser destinados à compostagem, e falaremos disso no futuro, e separam-se também os resíduos sólidos, como plásticos, vidros, papéis, metais, etc.

A coleta seletiva, quando aplicada pela prefeitura por intermédio da concessionária EBMA/Vital, pode minimizar o volume total dos resíduos, como dito, e também pode disponibilizar materiais a serem reciclados e reutilizados para voltar à economia circulante. Consta da Política Nacional de Resíduos Sólidos a prioridade de cooperativas de catadores para sua inclusão socioeconômica nessa coleta.

Infelizmente o contrato de concessão não é explícito nessa exigência, portanto não gera sua obrigação, e mais uma vez nos deparamos com temas que deveriam constar em lei, com a possibilidade de aperfeiçoar as funções sociais, ambientais e educativas do contrato de concessão. Pelo contrato tal função pode ser exercida pela própria concessionária gerando um lucro adicional, que apesar de previsto, o faz em detrimento dos catadores, os mais vulneráveis e necessitados.

O reaproveitamento

Após a coleta seletiva domiciliar com a separação dos materiais para reaproveitamento na denominada economia circular, para onde vai todo esse material? São plásticos, vidros, papéis, metais, vendidos para indústrias recicladoras, sucateiros, etc., para reprocessamento, fundição, etc., gerando recursos da ordem estimada de milhões de reais por ano, que poderiam promover atividades dignas, incrementando o orçamento dos trabalhadores nas cooperativas de catadores e afins, garantindo justiça e estimulando a reinserção social para suas famílias.

Outra parte desses materiais pode ter as mais diversas utilizações, como móveis, brinquedos, objetos decorativos, e outras tantas finalidades de acordo com a criatividade de cada um.

A arte

Uma das diversas possibilidades de utilização desses materiais é a arte. Quantas vezes vemos objetos, fragmentos, estruturas amorfas, ganharem a expressão da transmissão de sentimentos, vontades, mensagens, feições de beleza para sua contemplação, reflexão, críticas e questionamentos de artistas, num retorno desses materiais rejeitados pela sociedade na forma de algo que nos traz algum sentido ou transmite algum sentimento ou sensação.

Essa é a função da expressão artística que não encontra limites ou amarras nos conceitos tradicionais, usando materiais e formas que escapam à nossa compreensão imediata e às vezes dialogam com nosso próprio inconsciente, trazendo à tona sensações e olhares que só poderiam se manifestar através dessa subjetividade.

Cacau Rezende e sua obra reciclada

Atualmente podemos apreciar um exemplo dessa manifestação artística através da obra de Cacau Rezende que está com parte da sua produção artística na exposição “Conversadeira”, Arte que Pulsa, Memória que Dialoga, em comemoração aos 25 anos da sua arte, na Usina Cultural Energisa (Praça Getúlio Vargas, 55).

Cacau Rezende, 74 anos, é morador de Nova Friburgo, onde desenvolve seus trabalhos e estudos, com foco especial na urbe e sua população há 30 anos. Ele se auto denomina um artista plástico, engenheiro civil por formação acadêmica e arquiteto por vocação, com foco também nas questões ambientais.

Essa interação com as questões ambientais e a busca pela conscientização pela cidadania, se refletem nos materiais utilizados: papéis reciclados, resíduos da construção civil, pedaços de madeira, peças de automóveis, que ao ganharem nova forma exteriorizam além da sua grande beleza e criatividade, um olhar sensível de admiração e que busca a reflexão do nosso papel na sociedade de como tornar nossa presença social mais inclusiva e justa com propostas de humanização do espaço urbano em ações participativas e transformadoras. E isso com o reaproveitamento de materiais que deixam de compor a grande massa de resíduos sólidos, para alívio do meio ambiente.

Cacau Rezende nos dá o exemplo de como o lixo pode ser aproveitado e transformado em algo tão belo como a arte.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande e-mail para [email protected]

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