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Evitando recaída na depressão com a retirada de antidepressivos

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Cesar Vasconcellos

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

Liderado pela dra. Debora Zaccoletti, do Departamento de Neurociências, Biomedicina e Ciências do Movimento, Seção de Psiquiatria, da Universidade de Verona, na Itália, a revista médica The Lancet Psychiatry publicou um estudo em dezembro de 2025, sobre estratégias para interromper o uso de antidepressivos em pacientes com melhora dos sintomas depressivos e de ansiedade.

O estudo tem limitações, como por exemplo, do total de 17.379 participantes só 21% eram de pessoas com ansiedade excessiva e não se tentou outras estratégias de retirada da medicação. Desse total de participantes, a idade média era de 45,2 anos e tempo médio de uso da medicação antidepressiva foi de 45,9 semanas (quase 11 meses), 67,5% eram mulheres, 87,9% de raça branca, com 60 estudos (79%) investigando depressão e 16 (21%) investigando ansiedade.

Para pessoas com transtorno de ansiedade que pode se manifestar através de crise de pânico, fobia simples, fobia social, ansiedade generalizada entre outros, e depressão de moderada à grave, a recomendação é que o tratamento envolva psicoterapia e medicação por um tempo. Cada caso é um caso, de maneira que, por exemplo, uma pessoa com depressão moderada ou grave pode reagir bem melhor do que outra pessoa com o mesmo nível depressivo.

Outra coisa importante é que os mesmos medicamentos psiquiátricos ou outros, podem funcionar de maneira diferente em pessoas diferentes. Na média dos indivíduos diagnosticados com depressão de moderada à grave, o uso da medicação antidepressiva teria como ideal ser usada de seis meses a um ano. Mas existem variantes disso e alguns podem precisar mais tempo de uso. A diferença envolve fatores como a estrutura da personalidade do deprimido, recursos psicológicos que ele tem ou não tem para lidar com a depressão, intensidade do estado depressivo, tipo de perda que provocou os sintomas depressivos, apoio social, significado emocional da perda, disposição em aprender a administrar suas dores emocionais, entre outros fatores.

O uso por tempo indeterminado de certos medicamentos antidepressivos pode causar disfunção sexual e embotamento afetivo. Infelizmente é comum ocorrer recaída no caso da depressão, após a retirada da medicação. Essa análise de 76 estudos científicos (metanálise) buscou verificar que tipo de estratégias de redução da medicação teriam melhores resultados para evitar a recaída nos sintomas.

A pesquisa incluiu as seguintes estratégias de interrupção do uso do antidepressivo: (1) interrupção abrupta; (2) interrupção rápida (menos de quatro semanas); (3) redução lenta (acima de quatro semanas) e (4) redução da dose para 50% da dose mínima efetiva, com ou sem suporte psicológico.

Os achados foram: (1) A redução lenta com apoio psicológico preveniu recaídas de forma semelhante à continuação do antidepressivo em dose padrão; (2) A continuação em dose padrão com apoio psicológico e a continuação em dose reduzida também superaram a descontinuação abrupta e  (3) A redução rápida com apoio psicológico e a redução lenta isolada (sem esse apoio), não demonstraram diferença significativa em comparação com a interrupção abrupta.

A conclusão da equipe de pesquisa ao comparar os diferentes tipos de redução da medicação antidepressiva foi que a redução gradual junto com o suporte psicológico foi tão eficaz quanto a continuação do antidepressivo em dose padrão com ou sem apoio psicológico associado, para prevenir recaída no ano seguinte. Parece que a redução gradual do medicamento antidepressivo junto com o apoio psicológico pode prevenir cerca de uma recaída em cada cinco pessoas em comparação com a interrupção abrupta ou redução rápida. Veja como que a psicoterapia é importante para quem tem um diagnóstico de depressão, e não só a medicação, a qual em geral não precisa ser prescrita nos casos de depressões leves, mas somente nas moderadas e graves ou severas.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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O STF tenta escrever certo por linhas tortas

quinta-feira, 19 de março de 2026
por Lucas Barros

Há temas no Brasil que parecem resistir ao tempo — não porque sejam complexos, mas porque nunca foram enfrentados com a seriedade necessária. A punição de magistrados é um deles. Durante anos, assistimos a uma sucessão de casos em que juízes flagrados em condutas incompatíveis com o cargo eram “punidos” com a aposentadoria compulsória.

Há temas no Brasil que parecem resistir ao tempo — não porque sejam complexos, mas porque nunca foram enfrentados com a seriedade necessária. A punição de magistrados é um deles. Durante anos, assistimos a uma sucessão de casos em que juízes flagrados em condutas incompatíveis com o cargo eram “punidos” com a aposentadoria compulsória.

Na prática, deixavam o cargo, mas seguiam recebendo vencimentos pagos por todos nós. Não foram poucos os episódios. Casos de venda de decisões, favorecimentos indevidos, condutas éticas questionáveis e até situações mais graves terminaram da mesma forma: afastamento remunerado.

Casos emblemáticos

Episódios históricos, como o escândalo do TRT de São Paulo, ou investigações como a Operação Anaconda, ajudaram a consolidar essa percepção. A mensagem que se sedimentou foi perigosa — a de que, no topo do Judiciário, o erro não necessariamente implica punição proporcional.

E não se trata apenas de grandes esquemas. Em tempos mais recentes, o país assistiu a cenas que chocaram pela banalidade do abuso. Durante a pandemia, o desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi flagrado humilhando um guarda municipal em uma praia, recusando-se a cumprir regras básicas e invocando sua posição como escudo.O episódio expôs, em escala cotidiana, uma distorção que já era percebida em casos mais complexos.

A mensagem que se consolidou ao longo do tempo foi perigosa — a de que, no topo da estrutura do Judiciário, o erro não necessariamente implicaria uma punição proporcional. E isso, para a sociedade, nunca pareceu razoável.

Mudança de rota

Recentemente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, trouxe uma inflexão relevante nesse cenário. Em decisão que repercutiu no meio jurídico, passou a admitir a possibilidade de punição de magistrados com a perda do cargo, e não apenas com a aposentadoria compulsória. Em termos práticos, trata-se de uma tentativa de alinhar a sanção à gravidade da conduta.

A iniciativa, sob o ponto de vista moral, parece inquestionável. É difícil defender que um juiz que viole gravemente seus deveres continue sendo remunerado pelo Estado. A sociedade, que já convive com tantas desigualdades, não compreende — e nem aceita — a ideia de financiar uma espécie de “prêmio” àqueles que deveriam zelar pela lei. Nesse ponto, o desconforto social é legítimo.

Hierarquia legaI ou do tribunal?

O problema, no entanto, não está no objetivo, mas no caminho escolhido. A aposentadoria compulsória como sanção disciplinar não surgiu por acaso. Ela está prevista em lei, estruturando um modelo específico de responsabilização de magistrados.

E, no Estado de Direito, há uma premissa básica: aquilo que é estabelecido por lei, em regra, só pode ser modificado por outra lei. É justamente aí que surge o impasse. O Congresso Nacional, responsável por legislar sobre o tema, historicamente pouco avançou nessa discussão. Projetos de lei que poderiam rever o modelo de punição de magistrados não prosperaram, e o sistema permaneceu praticamente inalterado ao longo dos anos. A inércia legislativa, nesse caso, é evidente.

Diante desse vazio, o Supremo parece tentar ocupar o espaço deixado pelo Legislativo – que por sinal é um dos piores. A decisão do ministro Flávio Dino surge, nesse contexto, como uma resposta a uma demanda social legítima por maior rigor e responsabilidade. Mas, ao fazê-lo, levanta uma questão delicada sobre os limites dessa atuação.

Afinal, até que ponto é possível alterar, por via interpretativa, aquilo que a lei expressamente estabelece? Em um eventual caso concreto, prevalecerá o texto legal que prevê a aposentadoria compulsória ou o entendimento mais recente que admite a perda do cargo? Mais do que técnica, essa é uma discussão sobre segurança jurídica.

O polêmico tribunal federal

O Supremo Tribunal Federal, ao longo de sua história, já foi chamado inúmeras vezes a corrigir distorções do sistema. Em muitos casos, atuou como protagonista de mudanças relevantes. Mas há uma linha tênue entre interpretar a lei e, na prática, substituí-la.

O que se vê, nesse episódio, é uma tentativa clara de corrigir um problema real — e urgente. No entanto, ao optar por esse caminho, o STF acaba por tensionar os limites institucionais que sustentam o próprio Estado de Direito. E isso não pode ser ignorado.

No fim das contas, a Corte parece buscar um resultado correto, justo e pretendido por todos por um percurso questionável. A intenção é legítima. A demanda social é evidente. Mas o método adotado deixa dúvidas. E talvez seja essa a síntese do momento: o STF tenta escrever certo — mas, ao que tudo indica, por linhas tortas.

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Renascendo no caos

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Camilla Fiorito

Renascer, renovar, ressurgir no descontrole, na desordem, nos descontrola em um todo, trazendo movimentos que não conseguimos nomear.

O desequilíbrio e a confusão nos tira do centro. Emergir, aflora, desponta aquilo que procuramos guardar na nossa caixa, onde muitas facetas de nós mesmos se encontram. Traz ódio, tristeza, indignação, medo, decepção, cobrança, desalento, desconforto, insegurança que fazem com que a saúde mental fique inteiramente desorganizada.

Renascer, renovar, ressurgir no descontrole, na desordem, nos descontrola em um todo, trazendo movimentos que não conseguimos nomear.

O desequilíbrio e a confusão nos tira do centro. Emergir, aflora, desponta aquilo que procuramos guardar na nossa caixa, onde muitas facetas de nós mesmos se encontram. Traz ódio, tristeza, indignação, medo, decepção, cobrança, desalento, desconforto, insegurança que fazem com que a saúde mental fique inteiramente desorganizada.

O caos desorganiza nossos sentimentos. Nossas emoções se entrelaçam, o entender e nomear aquilo que se mistura dentro do corpo se torna obscuro, o estresse fica fomentado e a intensidade elevada.

É como se estivéssemos nos movendo em terras hostis não habitadas. A coragem de se mover com segurança e bravura diminui. As movimentações ficam como um andar à cavalo sem cela e ferradura em trajetos montanhosos, sinuosos e rochosos. Difícil de seguir e continuar.

As antenas emergenciais e a autocobrança ficam em alerta total, questionando o controle que precisa estar em ordem diariamente, em todos os instantes. Mas, ao mesmo tempo, as transformações são realizadas dentro de um espaço que traz horas, minutos e segundos limitados para autorregulação emocional e comportamental. O relógio não para. A vida precisa seguir, ir à diante, mesmo com todas as adversidades que cercam a nossa trajetória.

Quando o controle desmorona, evidencia um excesso. Excessos que vamos nos permitindo avançar em diversos pontos da nossa rotina. O excesso de trabalho, o excesso de tarefas que desenvolvemos na rotina pessoal, o excesso que a sociedade espera que cada um de nós realize, o excesso daquilo que foi dito e escutado, o excesso em dar conta de tudo e de todos. Não, nenhum excesso é vigoroso. Excede o limite daquilo que é apropriado e saudável.

Dentro desse cenário, o caos se destaca e nos ensina muito. Torna claro o extrapolar. E a percepção dos extrapolamentos é algo necessário e libertador, nos lembra da hora crucial daquilo que não podemos mais deixar passar.

Respire, se conecte. Realinhe a estrutura, acolha as suas emoções com compaixão e calma, organize o corpo e os sentimentos, traga o que é essencial dentro do que precisa realizar.

Cada dia é um novo momento possível para seguir uma nova direção, atraindo mudanças significativas para o seu crescimento.

Seja resistência!

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

 

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O 171 americano está desgraçando o Botafogo

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Max Wolosker

O artigo 171 do Código Civil trata do crime de estelionato, que se configura quando alguém, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, induz ou mantém alguém em erro, com o objetivo de obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio. Em termos mais simples, o estelionato é o ato de enganar alguém para obter algo de valor de forma desonesta.

O artigo 171 do Código Civil trata do crime de estelionato, que se configura quando alguém, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, induz ou mantém alguém em erro, com o objetivo de obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio. Em termos mais simples, o estelionato é o ato de enganar alguém para obter algo de valor de forma desonesta.

Essa é a opinião formada por muitos torcedores do Botafogo, para explicar a desastrosa atuação do presidente da SAF alvinegra, John Textor, que em pouco mais de quatro anos, já que ela foi criada em 2022, coincidindo com a volta do alvinegro da Rua General Severiano, à elite do futebol brasileiro, levou os torcedores da glória à loucura. Em 2023, o clube nadou e nadou, durante no Campeonato Brasileiro, mas morreu na praia, pois depois de liderar a competição por um bom tempo. Acabou chegando em quinto lugar. No entanto, essa classificação lhe deu o direito de disputar a pré-Libertadores do ano seguinte.

Veio, então, o ano mágico de 2024, onde o time com algumas contratações pontuais, passou a sobrar em relação aos seus adversários, e conquistou os dois mais importantes torneios da temporada, o Campeonato Brasileiro de Clubes e a Libertadores da América. Dava gosto ver aquele time jogar com atletas do quilate de um Luís Henrique, Igor Jesus, Marlon Freitas, Almada, Alexandre Barboza e Bastos, entre outros. Por culpa da CBF, a participação no mundial de clubes daquele ano foi pífia, pois dois dias após a conquista do brasileirão, em 11 de dezembro, o Fogão tinha seu primeiro compromisso, quando foi derrotado pelo Pachuca do México por 3 a 0 e deu adeus à competição, após uma viagem internacional de mais de 15 horas.

Mas, o ano de 2025 mal começara e os desmandos de John Textor começaram. De uma só canetada perdeu seu técnico vencedor, o português Arthur Jorge e 14 jogadores, entre titulares e reservas imediatos, de uma só vez. Ou seja, o novo técnico teria de começar do zero, para remontar um time vencedor. Só que Textor, de futebol não entende nada e demorou mais de dois meses para contratar um novo “professor”. Foram quatro, Arthur Jorge que saiu em janeiro, Renato Paiva que só começou a trabalhar em março, Davide Ancelotti, sem nenhuma experiência, o Botafogo foi o primeiro time profissional que ele treinou, mas que durou até dezembro, quando pediu demissão por não concordar com algumas atitudes da diretoria de futebol. Com a saída de Ancelotinho veio o argentino Martin Anselmi, com resultados catastróficos até agora.

O resultado dessa atuação, que na realidade era para Textor recuperar o dinheiro que investira, sem se preocupar com os destinos do glorioso, não tardaram a aparecer. Terminou o Brasileirão de 2025 em sexto lugar e se despediu da Libertadores nas quartas de final, eliminado que foi pela LDU do Equador. No cariocão nem classificado foi, para as finais, contentando-se em disputar a Taça Rio, com os times do quinto ao oitavo lugar. Perdeu também a Recopa (disputa entre os campeões da Libertadores e da Sul-Americana do ano anterior (2024) e a Supercopa (disputa entre os campeões do Brasileirão e da Taça Brasil).

Mas, Textor começou a enfrentar problemas com a Eagle, responsável pelo Botafogo no modelo de Sociedade Anônima do Futebol, onde os demais acionistas dessa holding, querem o seu afastamento. Além disso, os problemas com o Lyon, clube da primeira divisão francesa, também pertencente à Eagle, levaram ao seu afastamento. Tudo isso se refletiu no departamento de futebol do alvinegro, que apesar de contratar novos jogadores, enfrentou um transfer-ban imposto pela Fifa, como punição ao clube por não ter cumprido um compromisso financeiro, quando da aquisição do jogador argentino Thiago Almada.

Quando o transfer-ban foi finalmente suspenso, o time já tinha sido eliminado do Carioca de 2026 e caiu frente o Barcelona de Guaiaquil, na terceira fase da Libertadores, não conseguindo a classificação para a fase de grupos. No Brasileirão ocupa a vice lanterna da competição. Na realidade, Textor enganou a torcida com um grande time em 2024 e desmanchou o time no ano seguinte e não se ganhou mais nada, retornando-se ao desempenho pífio da era pré SAF.

Para complicar mais ainda a vida do Botafogo e deixar a torcida mais preocupada, os próximos compromissos são o Palmeiras nesta quarta-feira, 18, Bragantino, no próximo sábado,  21 e Atlético Paranaense, dia 29, todos fora do Rio de Janeiro. Haja coração.

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Desafio pra base

quarta-feira, 18 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Friburguense participa da Série B2 Estadual Sub-20 a partir de abril

Friburguense participa da Série B2 Estadual Sub-20 a partir de abril

Mantendo a tradição de investir na base e pinçar novos talentos, o Friburguense terá um novo desafio para a sua categoria Sub-20. Após sorteio realizado na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), foi definida a tabela da Série B2 Estadual de juniores, com participação do Tricolor da Serra e mais sete equipes. A estreia será contra o Paduano, no dia 2 de abril, uma quinta-feira, às 15h, no Eduardo Guinle. Alguns dos atletas utilizados nesta competição poderão compor o time profissional no segundo semestre, quando o Frizão terá a Série B2 do Campeonato Carioca como desafio.

Nesta edição, as oito equipes se enfrentam em turno único, classificando quatro times para as semifinais e finais. Além do Frizão, participam CIG 7 de Abril, Rio de Janeiro, Paduano, Belford Roxo, Santa Cruz, Serra Macaense e Paraty. O campeonato é disputado em três fases: Taça Maracanã, semifinal e final. Ao término das sete rodadas, o primeiro colocado em pontos ganhos vai ser declarado campeão da Taça Maracanã. Os quatro melhores classificados disputarão a semifinal do campeonato.

Na primeira rodada, além de Friburguense x Paduano, se enfrentarão Santa Cruz x Belford Roxo, Serra Macaense x Rio de Janeiro  e 7 de Abril x Paraty.

Futsal no Campeonato Carioca

Nas quadras, o Friburguense também vai se destacando. A equipe de Futsal do Tricolor da Serra entrou em quadra pela primeira rodada Campeonato Carioca 2026 no último fim de semana, em um desafio que envolve o enfrentamento contra grandes equipes do Estado do Rio de Janeiro nas categorias de base.

A equipe Sub-14, atuando fora de casa, empatou pelo placar de 3 a 3 com a equipe do Bradesco Seguros. As demais categorias enfrentaram o Olaria, obtendo duas vitórias e uma derrota. O revés aconteceu no Sub-9, pelo placar de 2 a 0. No sub-11, o Frizão venceu por 3 a 0 e, no Sub-13, a vitória foi consolidada por 2 a 0.

Na Série Prata da competição estadual, os meninos das categorias Sub-9, Sub-11 e Sub-13 encaram, além do Olaria, as equipes do Jacarepaguá, São Gonçalo Futsal e Barra Futsal. Já no Sub-14, o desafio é contra grandes camisas do futsal carioca, à exemplo do Botafogo, Maria da Graça, Portuguesa e Bradesco Seguros.

A tabela do Friburguense

02/abr - Qui - 15h - Friburguense x Paduano, Eduardo Guinle

09/abr - Qui - 15h - Belford Roxo x Friburguense, Nélio Gomes

16/abr - Qui - 15h - Friburguense x Rio de Janeiro, Eduardo Guinle

23/abr - Qui - 15h - Paraty x Friburguense, a definir

30/abr - Qui - 15h - Friburguense x 7 de Abril, Eduardo Guinle

07/mai - Qui - 15h - Serra Macaense x Friburguense, Claudio Moacyr

14/mai - Qui - 15h - Friburguense x Santa Cruz, Eduardo Guinle

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    Friburguense faz a estreia na B2 Estadual Sub-20 no estádio Eduardo Guinle (Foto: Divulgação)

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    Nas quadras, jovens atletas do Friburguense participam do Carioca Série Prata, em quatro categorias (Foto: Arquivo pessoal)

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Alice

terça-feira, 17 de março de 2026
por Tereza Malcher

Alice, idealizada pelo romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832- 1898), reverendo anglicano, conhecido por Lewis Carrol, é a protagonista do livro “Alice no País das Maravilhas”, publicado em Londres, em 1865, uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial.

Alice, idealizada pelo romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832- 1898), reverendo anglicano, conhecido por Lewis Carrol, é a protagonista do livro “Alice no País das Maravilhas”, publicado em Londres, em 1865, uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial.

Quando despontou em mim o interesse em escrever histórias para crianças e jovens, conversei com Maria Alice Barroso (1926 – 2012), jornalista, escritora e diretora da Biblioteca Nacional na época. Ao longo da conversa, que não deixou de ser uma aula de literatura, ela me disse: Você precisa ler Alice no País das Maravilhas, um espetáculo de criatividade”. Lewis Carrol foi um escritor que mergulhou no mundo da fantasia para criar a sua mais famosa história.

O livro é uma viagem pela literatura nonsense, subgênero literário que não respeita a lógica do mundo real, em que o leitor pode encontrar sentido nas circunstâncias sem-sentido e absurdas. Através de uma narrativa fantástica, o livro é uma viagem ao imaginário, tendo nascido nas histórias que o reverendo Charles contava para Alice Liddell e suas irmãs, Edith e Lorina. Ele era amigo da família e costumava passear com as crianças, quando contava histórias para entretê-las. Numa tarde de 1862, ele começou a narrar as aventuras de Alice no mundo subterrâneo. Alice tanto gostou que lhe pediu para que as escrevesse. Charles se pôs a escrevê-las e desenhá-las, levando um ano para fazê-lo. No Natal de 1864 ofereceu à menina.

Atualmente, 160 anos após sua publicação, “Alice no País das Maravilhas” é uma obra popular, com mais de 170 traduções para diversas línguas. É uma obra global com vários tipos de adaptação para o cinema e a televisão, o teatro e o desenho animado, dentre outras. Um livro que deve fazer parte da estante de uma casa, principalmente se houver crianças, posto que sua narrativa é um convite ao maravilhoso mundo dos sonhos.

Há interpretações com críticas severas à obra. Contudo se abrimos suas páginas à luz de pontos de vista e julgamentos, o livro perde o brilho e a cor, além de se apagar. É uma narrativa que abre ao leitor, seja adulto ou infantil, as portas do lúdico, cujos episódios só podem ser percebidos como uma grande brincadeira. 

O autor empregou na elaboração do texto seus conhecimentos de lógica e matemática, além de escrevê-lo com bom-humor. Ele não teve intenções didáticas, queria divertir as crianças, brincando com palavras, misturando a fantasia com situações cômicas.

“Alice no País das Maravilhas”, narrada na forma de um sonho, conta com diversos episódios aparentemente desconectados, num lugar ou país imaginário onde tudo é caótico, o que nos permite pensar que o autor se sentiu completamente livre para criar. Aliás, faço questão de destacar que o escritor precisa se libertar dos seus medos e preconceitos para se permitir entrar no mundo da fantasia. Principalmente aquele que escreve para crianças e jovens.

É um texto inteligente através do qual a realidade é transformada em situações extraordinárias, possibilitando o leitor pensar e se divertir ao mesmo tempo. Alice é uma criança curiosa e distraída que cai num buraco e chega num país imaginário e vai se transformando e amadurecendo ao longo das cenas. “Tenho uma vaga lembrança de ter me sentido um pouquinho diferente, mas se eu não for a mesma, a próxima pergunta é: Quem sou eu? Essa é a questão.”

Na minha visão, o mais interessante é que Alice vai seguindo sua vida naquele país cheio de desafios e dificuldades. Chora até quase se afogar num mar de suas próprias lágrimas, mas continua, vai se deparando com personagens inusitados que lhe apresentam novas situações, discussões, ataques, encontros e desencontros.

O texto tem valor existencial. É frequentemente usado no contexto empresarial, em palestras de liderança e treinamentos por ser visto como uma metáfora do mundo corporativo, dinâmico, desafiador e em constante processo de mudança. A frase “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve” é utilizada para evidenciar a necessidade de clareza de objetivos. Ou a sábia proposição “quanto mais corro, mais atrás fico” é útil para os apressados. São frases que eu mesma deveria escrevê-las num quadro e pendurar em cima da minha cabeceira.

Enfim, ler Alice é um estímulo para experimentar as oportunidades que a vida nos oferece, sem ficarmos paralisados ou aborrecidos ante os imprevistos. Um livro para todas as idades.

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Novidade

terça-feira, 17 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Com linguagem acessível e exemplos do cotidiano, o guia propõe um processo de letramento anticapacitista, começando pela forma como nos expressamos. Ao tratar do capacitismo linguístico, o material orienta a substituição de termos ultrapassados por expressões corretas e respeitosas, explicando por que palavras como “portador de deficiência”, “deficiente mental” ou “surdo-mudo” desumanizam e reforçam estigmas históricos. Mais do que listar o que não deve ser dito, o guia convida à reflexão sobre o impacto das palavras na construção de relações e ambientes.

No esporte, o guia é direto ao afirmar que o desempenho de atletas com deficiência não deve ser narrado como exceção ou superação pessoal. O esporte, destaca o material, é resultado de trabalho, treino, talento e estratégia. Colocar a deficiência como elemento central da narrativa distorce o sentido da prática esportiva e reforça estereótipos.

O conteúdo também aborda situações recorrentes no ambiente de trabalho e no convívio social, como a infantilização de adultos com deficiência, a exclusão de processos decisórios, a presunção de incapacidade para liderar projetos ou a desigualdade de reconhecimento e remuneração. Em todos esses casos, o capacitismo se manifesta de forma estrutural, indo além de atitudes individuais.

Outro eixo central da publicação é a interseccionalidade. O guia reconhece que o capacitismo se entrelaça a outros preconceitos, como racismo, sexismo, LGBTQIAPN+fobia, classismo, etarismo e xenofobia, ampliando desigualdades e barreiras. Enfrentá-lo exige, portanto, um olhar atento à complexidade das experiências e ao protagonismo das pessoas com deficiência.

Para o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Araújo, o guia representa um passo decisivo na transformação cultural necessária para garantir inclusão efetiva no esporte e na sociedade.

“O Guia Capacitista em Desconstrução é essencial porque transforma consciência em ação. Ele mostra como o capacitismo aparece no dia a dia e como isso cria barreiras que afastam pessoas com deficiência do esporte e da vida em sociedade. O desafio é cultural e diário. É rever práticas, linguagem, estruturas e a forma como acolhemos as pessoas. O esporte é uma das ferramentas mais poderosas para essa mudança, mas só cumpre esse papel quando a inclusão é real”, observa Araújo.

“O recado presente no guia é simples: respeito e acessibilidade não são favor. São direitos. E o guia é um passo concreto para acelerar essa transformação”, complementou.

Em 2025, o Ministério do Esporte também lançou o Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que reúne bases conceituais, orientações para avaliação, planejamento de intervenções e monitoramento de resultados, ampliando o acesso à prática esportiva em diferentes contextos.

Foto da galeria
Guia integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, diversidade e acessibilidade (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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A VOZ DA SERRA abre um leque de reflexões para ventilar a nossa mente

terça-feira, 17 de março de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

A charge de Silvério nos leva até as proximidades de Conselheiro Paulino. O passeio é agradável, embora o leito do Rio Bengalas não seja uma cama confortável para os moradores da região, em dias de tempestade. A garça, a capivara e o patinho conversam sobre um rio “novo”, sem os habituais descartes desumanos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai investir “pesado” em obras para evitar enchentes, promovendo uma  série de melhorias para que possamos cantar: “O Bengalas, sereno, desliza, sob o olhar do Cruzeiro do Sul”. Os “habitantes” do Bengalas agradecem também. Valeu, Silvério!

A charge de Silvério nos leva até as proximidades de Conselheiro Paulino. O passeio é agradável, embora o leito do Rio Bengalas não seja uma cama confortável para os moradores da região, em dias de tempestade. A garça, a capivara e o patinho conversam sobre um rio “novo”, sem os habituais descartes desumanos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro vai investir “pesado” em obras para evitar enchentes, promovendo uma  série de melhorias para que possamos cantar: “O Bengalas, sereno, desliza, sob o olhar do Cruzeiro do Sul”. Os “habitantes” do Bengalas agradecem também. Valeu, Silvério!

E Silvério está brilhando na coluna “Sociais”, pois 15 de março é o dia de seu nascimento, que trouxe ao mundo esse gênio das charges. Pessoa notável que transmite, em cada traço de seus desenhos, os traços de sua personalidade marcante, sensível, que se preocupa em nos traduzir o dia a dia, defendendo causas, alertando sobre episódios, dando serviço de “fiscalização” ao Cão Sentado. Parabéns, meu amigo!

Na sexta-feira, 13, os abraços foram para Vitor José, “impressor na gráfica de A VOZ DA SERRA”, causando sempre as melhores impressões. Felicidades, Vitor! Feliz da vida, Gisele Márcia, que fez parte do time de “mulatas do Sargentelli”, agradeceu a publicação de uma foto sua, na Coluna “Há 50 anos”. O tempo passou e trouxe mais brilho e beleza para Gisele. Seu encanto é nota 10 e, com certeza, uma “imperatriz na Imperatriz de Olaria”!

A coluna “Há 50 anos” é mesmo muito interessante. Na presente edição deste fim de semana, a manchete marcante: “Friburgo terá transmissão de jogos de futebol pela TV Tupi”. Era uma ação avançada que viria a substituir a antiga TV Rio, canal 3. Era o tempo das antenas nas lajes e telhados. E tinha que achar a posição para “pegar bem”. Outro registro “pitoresco” o do carroceiro com 70 anos e trabalhando 12 horas por dia. Perguntado sobre a razão de seu vigor a resposta veio certeira: o trabalho. 

A cineasta Janine Bastos conduziu a entrevista sobre “a trajetória de Ana Flávia Veiga no cinema mundial”. Toca o nosso coração, pois “dos palcos do Anchieta aos Sets de Hollywood”, tudo começou aqui, conforme no seu dizer – “a sementinha foi plantada ali”, no Anchieta. Lembrei logo de Jane Ayrão, que plantava essas “sementinhas”, tanto no Taca (grupo de teatro amador do Colégio Anchieta) quanto no “Taquinha”. Ana Flávia citou: “Para encenar uma peça sobre o Rio antigo, os professores explicavam o contexto histórico”.  Eu compus textos em trovas para o Taca e um deles sobre o ator Oscarito. O cenário foi uma reprodução de um antigo café da vida carioca. As crianças com roupas da época, foi lindo. Pode ser também que Ana Flávia tenha se referido aos cenários da encenação dos “50 anos da Bossa Nova”, reproduzindo a época a partir de 1958, texto de minha autoria. Só sei que a trajetória de Ana Flávia é envolvente, inspiradora e corajosa. Muito sucesso, sempre!

Eu gostaria de só tratar de assuntos amenos, mas tem hora que não dá para evitar. Criam-se leis para proteger a mulher e, a mais recente, é a lei estadual que prevê multa de até R$ 500 mil para os agressores. Contudo, a agressão já aconteceu e, dependendo da multa, nem vai doer no bolso do agressor. Ainda para análise do Senado, a liberação do spray de pimenta para defesa de mulheres acima de 16 anos. As exigências vão desde o ato da compra do produto até a orientação de que “o uso do spray deverá ser cessado imediatamente após a neutralização da ameaça”. Entretanto, numa suposição, até que a mulher abra a bolsa e pegue o spray, a agressão já pode ter acontecido e o então objeto de defesa, pode se virar contra a própria vítima.  Será que estou sendo pessimista?

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A Virgem Maria, modelo do sim quaresmal

terça-feira, 17 de março de 2026
por Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça*

O tempo litúrgico da quaresma nos remete a uma preparação piedosa e contrita para a Páscoa do Senhor. São-nos indicadas várias atitudes e práticas para este período: a oração, o arrependimento, a penitência, o jejum, a conversão, a ação da caridade fraterna. Temos em Maria, a Mãe Auxiliadora, uma modelar companheira de jornada rumo à Ressurreição do seu Filho Jesus Cristo. Ela que foi a primeira discípula d"Ele, concebendo o Verbo primeiramente no coração e só depois no ventre, como nos ensina Santo Agostinho.

O tempo litúrgico da quaresma nos remete a uma preparação piedosa e contrita para a Páscoa do Senhor. São-nos indicadas várias atitudes e práticas para este período: a oração, o arrependimento, a penitência, o jejum, a conversão, a ação da caridade fraterna. Temos em Maria, a Mãe Auxiliadora, uma modelar companheira de jornada rumo à Ressurreição do seu Filho Jesus Cristo. Ela que foi a primeira discípula d"Ele, concebendo o Verbo primeiramente no coração e só depois no ventre, como nos ensina Santo Agostinho. Com certeza, ela é a serena Mestra da oração, a Virgem que sabe ouvir, solícita à proposta de Deus, guardando todo o mistério da Epifania divina no silêncio do seu coração, transformando o diálogo com Deus em atitude humilde e fiel: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim, segundo a sua palavra" (Lc 1,37).

Orar com Maria na quaresma é mergulhar neste silêncio do Pai, escutar despojadamente a voz do Criador, reenvocando a nossa íntima identidade de "imagem e semelhança", o projeto original de Seu Amor. É reconhecer todas as dissonâncias e ranhuras advindas do pecado, do "não" desintegrador e desagregador da soberba de Adão e Eva, assumindo o sim da Mãe da nova humanidade, na ordem da graça, a "Nova Eva", como chama S. Irineu, São Justino e outros padres, que desata os nós da antiga negação. Pelo exemplo e intercessão de Maria, identificamo-nos com a obediência do "Novo Adão"(cf 1 Cor 15, 20-21; Rm 5),17-19) Jesus Cristo, mergulhando-nos no seu mistério salvífico, revivenciando a nossa dignidade de filhos de Deus, caráter indelével batismal.

Fazer penitência com Maria é seguir o seu testemunho de permanência em Deus, fortaleza da Mãe das Dores que sofre e atravessa o vale das sombras, sabendo com confiança do sentido misterioso divino, com a fé de que tudo se cumpriria conforme a promessa do Senhor. É despir-se das nossas falsas seguranças, das ilusões e escravidões dos prazeres, esvaziar-se como a Mãe peregrina que renunciou às projeções pessoais para assumir totalmente o projeto salvífico.

Por isso, não é só privar-se de algumas coisas por algum tempo, mas penitenciar-se é gerar no seu interior uma atitude de "kénosis", esvaziamento de si, na simplicidade e prioridade do serviço ao Reino, como Maria, inteiramente doada ao Filho de Deus e à sua missão, avançando na obediência itinerante da fé. Suportou a Mãe da Esperança todas as dúvidas, incertezas do mistério dos desígnios do Criador-Redentor, as angústias e preocupações diante da exposição do seu amado filho, incompreendido e, muitas vezes, rejeitado, injustiçado, o sofrimento extremo de vê-lo torturado, crucificado e morto em seus braços maternais.

A Mãe da Ressurreição nos ensina a trilhar o caminho das tentações, provações e opressões do mal, resilientes, centrados na fé, confiantes, aprendendo com os erros e pecados, arrependendo-nos, crucificando as nossas paixões no madeiro de Cristo, como nos diz o apóstolo São Paulo.

Ser missionário com Maria, a Estrela da Evangelização, a Mãe solidária que, alimentada pelo amor divino aos mais necessitados, partiu apressada para servir a Isabel, deve ser o coroamento de toda a nossa ação quaresmal. A prática da caridade servidora é missão da quaresma de uma vida inteira, na permanente preparação espiritual da Páscoa eterna, mistericamente já experimentada no tempo e na história presente, sob os véus do Inefável, entre as lutas e cruzes, na comunhão com o Senhor Ressuscitado. Sem este amor concreto de misericórdia, ficam sem sentido a oração, o jejum e a penitência e ficam sem consistência de verdade as palavras de arrependimento e de conversão, como nos fala fortemente o profeta Isaías.( cf Is 58, 6-10).

A Mãe da Divina Providência, do Perpétuo Socorro, das Mercês, das Graças de Deus ... será sempre o nosso luminoso exemplo de doação total, a partir do silêncio orante, do esvaziamento de si, da penitência da entrega confiante, da suportação das dores e provas, da inclinação amorosa e maternal a todos os filhos, abraçando-os e servindo-os com o Dom do Cristo e de sua redenção. É a Nossa Senhora Aparecida, que aparece em nossas vidas para comunicar-nos, solícita, o Amor de Deus. Encontrada, sim. Mas aquela que, antes, quis nos encontrar, em nossas necessidades e fraquezas como fora na atitude com Isabel e com os pescadores.

Também, agora, é Ela que intercede por nós, pecadores, como Mãe da Misericórdia, para ajudar a restaurar em nós, pelo Espírito, a imagem do Seu Filho. Tenhamo-la, nesta quaresma e sempre, como a nossa querida Mãe, Advogada e Protetora, Modelo e Companheira de nossa peregrinação e servir eclesial.

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo

 

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Desafio em três percursos

sábado, 14 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Seguindo o calendário de eventos de corrida em Nova Friburgo durante este ano, a Tio Dongo Race já está com inscrições abertas. A prova será realizada no dia 26 de abril, com largada à partir de 7h, na Praça do Suspiro. Desafiando os atletas, o evento oferece três opções de percursos aos participantes: cinco, dez e 21 quilômetros. As inscrições poderão ser realizadas através do site www.ticketsports.com.br. A idade mínima para participação é de 18 anos.

Os interessados poderão inscrever-se nas categorias masculino e feminino. Ao longo do percurso da prova haverá dois postos de hidratação com água; para os dez quilômetros e um para os cinco quilômetros, além de cinco postos de hidratação para os participantes do percurso de 21 km. A estrutura contará com banheiros, guarda-volumes, ambulância, mesa de frutas, água e medalhas de participação, além de camisa do evento, número de peito, chip, isotônico, brindes, stands de parceiros e animação com DJ.

Os cinco primeiros atletas, das categorias, feminina e masculina, das provas de cinco e dez km receberão troféus e premiações em dinheiro, que variam entre R$ 50 e R$ 2 mil, totalizando R$ 14 mil em prêmios. Além disso, os três primeiros de cada faixa etária, nas três provas, receberão medalha de bronze, prata e ouro. São elas: até 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima de 70 anos.

Calendário intenso

Em maio, a Corrida Forte Apache está programada para o dia 17. Já no mês de junho, a Corrida de São João, no dia 21, celebrará o padroeiro da cidade, e geralmente oferece um percurso com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

No segundo semestre, as atrações terão início no dia 12 de julho, com a Friburgo Meia Maratona. No dia 15 de agosto acontecerá a Family Night Run, e no mês seguinte, no dia 13, a Corrida Sest / Senat. A prova Correndo Juntos, com detalhes ainda a serem divulgados, será atração no dia 18 de outubro. Fechando o calendário de eventos, a Festa do Corredor, no dia 13 de dezembro, é uma prova feita para celebrar os atletas e encerrar o ano esportivo.

Corrida da Mulher

Ainda festejando o Dia Internacional e o mês da Mulher, a Corrida da Mulher e Admiradores será promovida neste domingo, 15, a partir das 8h, com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A prova oferece percursos de três, cinco e dez km aos participantes, no sentido Centro-Conselheiro Paulino. Outras atividades estão programadas para o dia da corrida.

Além de estimular a prática de atividades físicas entre as mulheres, o evento também faz um alerta para reforçar a importância delas na sociedade.

A retirada do kit dos inscritos será feita neste sábado, 14, na loja Prodesporte, das 10h às 17h, mediante apresentação de CPF e comprovante de pagamento. O material pode ser retirado por terceiros, desde que seja apresentado o comprovante de inscrição.

Foto da galeria
Tio Dongo Race vai se tornando uma prova tradicional no calendário do atletismo friburguense (Foto:Arquivo / Tio Dongo Race)
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