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terça-feira, 17 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Paradesporto: guia do capacitista em desconstrução é lançado no Brasil

O Ministério do Esporte lançou o Guia Capacitista em Desconstrução. Para a pasta, enfrentar o capacitismo é parte indissociável da construção de políticas públicas comprometidas com a cidadania. O guia convida a população a rever palavras, atitudes e práticas que, muitas vezes sem intenção, reforçam exclusões. A publicação integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, da diversidade e da acessibilidade, somando-se à expansão de programas como o TEAtivo.

Com linguagem acessível e exemplos do cotidiano, o guia propõe um processo de letramento anticapacitista, começando pela forma como nos expressamos. Ao tratar do capacitismo linguístico, o material orienta a substituição de termos ultrapassados por expressões corretas e respeitosas, explicando por que palavras como “portador de deficiência”, “deficiente mental” ou “surdo-mudo” desumanizam e reforçam estigmas históricos. Mais do que listar o que não deve ser dito, o guia convida à reflexão sobre o impacto das palavras na construção de relações e ambientes.

No esporte, o guia é direto ao afirmar que o desempenho de atletas com deficiência não deve ser narrado como exceção ou superação pessoal. O esporte, destaca o material, é resultado de trabalho, treino, talento e estratégia. Colocar a deficiência como elemento central da narrativa distorce o sentido da prática esportiva e reforça estereótipos.

O conteúdo também aborda situações recorrentes no ambiente de trabalho e no convívio social, como a infantilização de adultos com deficiência, a exclusão de processos decisórios, a presunção de incapacidade para liderar projetos ou a desigualdade de reconhecimento e remuneração. Em todos esses casos, o capacitismo se manifesta de forma estrutural, indo além de atitudes individuais.

Outro eixo central da publicação é a interseccionalidade. O guia reconhece que o capacitismo se entrelaça a outros preconceitos, como racismo, sexismo, LGBTQIAPN+fobia, classismo, etarismo e xenofobia, ampliando desigualdades e barreiras. Enfrentá-lo exige, portanto, um olhar atento à complexidade das experiências e ao protagonismo das pessoas com deficiência.

Para o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Araújo, o guia representa um passo decisivo na transformação cultural necessária para garantir inclusão efetiva no esporte e na sociedade.

“O Guia Capacitista em Desconstrução é essencial porque transforma consciência em ação. Ele mostra como o capacitismo aparece no dia a dia e como isso cria barreiras que afastam pessoas com deficiência do esporte e da vida em sociedade. O desafio é cultural e diário. É rever práticas, linguagem, estruturas e a forma como acolhemos as pessoas. O esporte é uma das ferramentas mais poderosas para essa mudança, mas só cumpre esse papel quando a inclusão é real”, observa Araújo.

“O recado presente no guia é simples: respeito e acessibilidade não são favor. São direitos. E o guia é um passo concreto para acelerar essa transformação”, complementou.

Em 2025, o Ministério do Esporte também lançou o Guia de Atividade Física para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que reúne bases conceituais, orientações para avaliação, planejamento de intervenções e monitoramento de resultados, ampliando o acesso à prática esportiva em diferentes contextos.

Foto da galeria
Guia integra o conjunto de ações voltadas à promoção da inclusão, diversidade e acessibilidade (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)
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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Alice

terça-feira, 17 de março de 2026
por Tereza Malcher

Alice, idealizada pelo romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832- 1898), reverendo anglicano, conhecido por Lewis Carrol, é a protagonista do livro “Alice no País das Maravilhas”, publicado em Londres, em 1865, uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial.

Alice, idealizada pelo romancista, contista, fabulista, poeta, desenhista, fotógrafo e matemático Charles Lutwidge Dodgson (1832- 1898), reverendo anglicano, conhecido por Lewis Carrol, é a protagonista do livro “Alice no País das Maravilhas”, publicado em Londres, em 1865, uma das mais conhecidas personagens da literatura mundial.

Quando despontou em mim o interesse em escrever histórias para crianças e jovens, conversei com Maria Alice Barroso (1926 – 2012), jornalista, escritora e diretora da Biblioteca Nacional na época. Ao longo da conversa, que não deixou de ser uma aula de literatura, ela me disse: Você precisa ler Alice no País das Maravilhas, um espetáculo de criatividade”. Lewis Carrol foi um escritor que mergulhou no mundo da fantasia para criar a sua mais famosa história.

O livro é uma viagem pela literatura nonsense, subgênero literário que não respeita a lógica do mundo real, em que o leitor pode encontrar sentido nas circunstâncias sem-sentido e absurdas. Através de uma narrativa fantástica, o livro é uma viagem ao imaginário, tendo nascido nas histórias que o reverendo Charles contava para Alice Liddell e suas irmãs, Edith e Lorina. Ele era amigo da família e costumava passear com as crianças, quando contava histórias para entretê-las. Numa tarde de 1862, ele começou a narrar as aventuras de Alice no mundo subterrâneo. Alice tanto gostou que lhe pediu para que as escrevesse. Charles se pôs a escrevê-las e desenhá-las, levando um ano para fazê-lo. No Natal de 1864 ofereceu à menina.

Atualmente, 160 anos após sua publicação, “Alice no País das Maravilhas” é uma obra popular, com mais de 170 traduções para diversas línguas. É uma obra global com vários tipos de adaptação para o cinema e a televisão, o teatro e o desenho animado, dentre outras. Um livro que deve fazer parte da estante de uma casa, principalmente se houver crianças, posto que sua narrativa é um convite ao maravilhoso mundo dos sonhos.

Há interpretações com críticas severas à obra. Contudo se abrimos suas páginas à luz de pontos de vista e julgamentos, o livro perde o brilho e a cor, além de se apagar. É uma narrativa que abre ao leitor, seja adulto ou infantil, as portas do lúdico, cujos episódios só podem ser percebidos como uma grande brincadeira. 

O autor empregou na elaboração do texto seus conhecimentos de lógica e matemática, além de escrevê-lo com bom-humor. Ele não teve intenções didáticas, queria divertir as crianças, brincando com palavras, misturando a fantasia com situações cômicas.

“Alice no País das Maravilhas”, narrada na forma de um sonho, conta com diversos episódios aparentemente desconectados, num lugar ou país imaginário onde tudo é caótico, o que nos permite pensar que o autor se sentiu completamente livre para criar. Aliás, faço questão de destacar que o escritor precisa se libertar dos seus medos e preconceitos para se permitir entrar no mundo da fantasia. Principalmente aquele que escreve para crianças e jovens.

É um texto inteligente através do qual a realidade é transformada em situações extraordinárias, possibilitando o leitor pensar e se divertir ao mesmo tempo. Alice é uma criança curiosa e distraída que cai num buraco e chega num país imaginário e vai se transformando e amadurecendo ao longo das cenas. “Tenho uma vaga lembrança de ter me sentido um pouquinho diferente, mas se eu não for a mesma, a próxima pergunta é: Quem sou eu? Essa é a questão.”

Na minha visão, o mais interessante é que Alice vai seguindo sua vida naquele país cheio de desafios e dificuldades. Chora até quase se afogar num mar de suas próprias lágrimas, mas continua, vai se deparando com personagens inusitados que lhe apresentam novas situações, discussões, ataques, encontros e desencontros.

O texto tem valor existencial. É frequentemente usado no contexto empresarial, em palestras de liderança e treinamentos por ser visto como uma metáfora do mundo corporativo, dinâmico, desafiador e em constante processo de mudança. A frase “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve” é utilizada para evidenciar a necessidade de clareza de objetivos. Ou a sábia proposição “quanto mais corro, mais atrás fico” é útil para os apressados. São frases que eu mesma deveria escrevê-las num quadro e pendurar em cima da minha cabeceira.

Enfim, ler Alice é um estímulo para experimentar as oportunidades que a vida nos oferece, sem ficarmos paralisados ou aborrecidos ante os imprevistos. Um livro para todas as idades.

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Friburgo terá transmissão de jogos de futebol pela TV Tupi

sábado, 14 de março de 2026
por Laís Lima*

Edição de 13 e 14 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

Edição de 13 e 14 de março de 1976

Pesquisado por Laís Lima (*)

Friburgo vê futebol na TV - A TV Tupi já enviou para Friburgo a primeira parte de um equipamento micro-ondas para ser instalado em sua retransmissora no Caledônia e que vai servir para realizar a transmissão em circuito fechado dos jogos no Maracanã. Esta semana o equipamento começou a ser instalado e é fruto de uma ação realizada por um diretor técnico da TV Tupi que viajou à Friburgo e considerou a experiência da localização da torre e ao mesmo tempo o seu alcance.
Desde o ano passado, os friburguenses estavam sem poder assistir o futebol devido a paralisação das transmissões da TV Rio e ainda pelo péssimo funcionamento do canal 3 do Rio de Janeiro aqui em Friburgo. É bem provável que a Tupi faça neste domingo um teste de transmissão do jogo do Maracanã para Friburgo. 
 
Eixo Rodoviário: Problemas no Trânsito – O Plano Piloto do Trânsito de Friburgo deverá ainda este mês implantar uma nova sinalização na zona central ao mesmo tempo em que mudará o sistema de rolamento em várias ruas. 
A Praça Marcílio Dias é complexa pois ali converge todo o trânsito da cidade. Recebe ainda o fluxo de veículos da RJ-2 com acesso ao Centro Norte-fluminense. Na Avenida Comte Bittencourt, o excesso de velocidade é constante: os caminhões não respeitam a sinalização e trafegam em alta velocidade. Em nenhum dos trechos checados e fotografados pela reportagem de AVS se vê um guarda.
 
O carrilhão do Morro Queimado – Perante numerosa assistência representativa das colônias Suíças, Portuguesa, Libanesa, Italiana, Japonesa, Alemã, Espanhola e das Associações Religiosas da Paróquia, foi solenemente aberta neste 5 de março de 1976, a campanha para o Carrilhão do Morro Queimado e de Nova Friburgo. Monsenhor Teixeira, vivamente entusiasmado, dirigiu-se aos presentes, expondo as razões da colocação dos sinos, a confecção e instalação dos mesmos na torre da Catedral.
 
Aviso aos forasteiros – A cidade volta a seu ritmo de vida normal após a realização do Carnaval 1976. É a melhor época para curtir Friburgo. Paz e tranquilidade voltam às ruas. 
 
Vida – Um carroceiro, com mais de 70 anos, trabalha 12 horas por dia e enfrenta o tráfego da cidade. Ele diz ao AVS o motivo de seu vigor: o trabalho. 
 
A morte do Cine Eldorado – Um cinema de Friburgo está morrendo. Está com os dias contados. O Eldorado, de 36 anos, guarda inúmeras lembranças de muitas gerações. Do cinema só restaram lembranças de várias gerações que ali passaram. A TV veio tomar o lugar do cinema (é mais fácil ficar em casa e ver os mesmos filmes que o cinema apresenta). Aí começou a crise.
Nesta edição, Rubens Pinto conta a odisseia desse cinema.
 
Mais de 120 quilômetros de asfalto – De março a dezembro de 1975, o DER-RJ pavimentou mais de 120 quilômetros de estradas. O interesse econômico da região, particularmente do setor turístico, determina as prioridades no programa do órgão da Secretaria de Transportes do Estado do Rio de Janeiro. 
No início deste ano, o DER-RJ abriu quatro frentes de trabalho, compreendendo as estradas Teresópolis-Friburgo, Campos-São Fidélis, Miracema-Venda das Flores e São Pedro da Aldeia-Campos Novos, todas também de vital importância para o abastecimento do Grande Rio.
 
Obras – As obras de terraplanagem da Estrada Teresópolis-Friburgo, suspensas em 1974, foram reiniciadas no trecho Venda Nova-Bonsucesso e dali até Friburgo, numa extensão total de 50 quilômetros.
 
Sociais - A VOZ DA SERRA registrou os aniversários de: Helena Barros Pinheiro, Maria José Curio Nogueira, Gracinha Alves e Paulo César (14); Maria Luiza Braune, Lenita Vilarinho, Fernando Vassalo e Yoshiyuki Ban (15); Paulo Guilherme Santos (16); Carlos Manoel Alves Couto (17); Maria Sara Hamelmann e Vitor Emanuel Hamelmann (18); Edésio José Alves, José Bizzotto e José Rodrigues da Silva (19).
 
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
 
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O contrato de concessão da gestão do “lixo” em Nova Friburgo

sábado, 14 de março de 2026
por Bernardo Furrer
Foto de capa
Foto: Arquivo AVS

Parte 2/2

Nessa semana o prefeito Johnny Maycon teve que ir às redes sociais para dar satisfação às muitas queixas sobre a precariedade e até abandono do lixo pela cidade.

Hoje vamos continuar o resumo do recente contrato da concessão da gestão dos resíduos sólidos de Nova Friburgo.

Parte 2/2

Nessa semana o prefeito Johnny Maycon teve que ir às redes sociais para dar satisfação às muitas queixas sobre a precariedade e até abandono do lixo pela cidade.

Hoje vamos continuar o resumo do recente contrato da concessão da gestão dos resíduos sólidos de Nova Friburgo.

Lembrando: trata-se de um contrato por 30 anos, assinado em 25-11-2025, no valor de R$ 1.601.666.772,44, da concessão da “Exploração e Prestação dos Serviços de Coleta, Transporte e Tratamento de Resíduos Sólidos Domiciliares, bem como de Destinação Final Ambientalmente Adequada dos Resíduos Sólidos Domiciliares e da Limpeza Urbana do Município de Nova Friburgo à EBMA Gestão de Resíduos S.A., constituída pela empresa Vital Engenharia Ambiental S.A.”. Os dados foram obtidos do próprio contrato, disponível no Portal da Transparência.  https://novafriburgo-rj.portaltp.com.br/consultas/documentos.aspx?id=1524 

Quais os direitos e deveres das partes envolvidas, a Prefeitura, a EBMA/Vital e a população?

Está prevista uma “AGÊNCIA REGULADORA”: “Entidade que será criada para exercer a regulação e fiscalização da prestação dos serviços”. A lei obriga a regulação independente. Não fica evidenciado no contrato como se dará a regulação na prática, atribuindo à própria concessionária, ainda que provisoriamente, essa função, apesar da sua relevância.

Haverá um “VERIFICADOR INDEPENDENTE”, selecionado em lista tríplice pela própria EBMA/Vital após chamamento público, não uma concorrência pública, com base em qualificação técnica e preço em lista tríplice, para a importantíssima fiscalização do contrato, e a Prefeitura escolherá uma das pleiteantes. É fundamental a fiscalização independente, para defender com isenção a população. A seleção do Verificador pelo verificado pode prejudicar a isenção da fiscalização.

Alguns Indicadores de Desempenho:

.Monitoramento do cronograma, investimentos e resultados da execução da concessão e validação dos dados obtidos;

. Realização de reuniões periódicas de acompanhamento e controle;

. Emissão de relatório mensal;

. Avaliação das demonstrações financeiras e contábeis;

.Cumprimento das metas definidas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.

Dos direitos e deveres da população

  • Receber serviços adequados, em condições de regularidade, eficiência, segurança, higiene, conforto, cortesia e generalidade;
  • Pagar as taxas pelos serviços utilizados, salvo as situações previstas em lei;
  • Obter as informações necessárias para o bom uso do serviço;
  • Não despejar e/ou jogar resíduos em vias públicas, áreas e/ou terrenos vazios;
  • Levar ao conhecimento da Prefeitura e da EBMA/Vital as irregularidades de que tenha conhecimento;
  • Comunicar às autoridades competentes eventuais atos ilícitos praticados pela EBMA/Vital;
  • Contribuir para a conservação das boas condições dos bens relativos à prestação dos serviços;
  • Adotar e incentivar a coleta seletiva

Apesar da sugestão no relatório da Fipe, não há menção no contrato ao “Indicador de Atendimento ao Programa de Educação Ambiental”.

 Das obrigações da EBMA/Vital, entre outras

  • Disponibilizar os bens e áreas que sejam necessários, inclusive a área do novo Aterro Sanitário;
  • Responder integralmente pela aquisição dos bens, execução das obras de instalação e pela operação do sistema;
  • A EBMA/Vital deverá, quando solicitado pela prefeitura, proceder aos reparos, à manutenção ou à adequação que se fizerem necessários, sem interrupção do funcionamento dos serviços;
  • Fornecer todos os veículos, equipamentos, instrumentos, ferramentas e materiais necessários à execução dos serviços, em perfeitas condições de uso, o fornecimento de combustível, lubrificantes e demais utilidades necessárias, não podendo a falta ser invocada como justificativa de atraso ou imperfeição dos serviços;
  • Admitir pessoal e arcar com as despesas relativas às contratações;
  • Arcar com todos os ônus e despesas decorrentes do consumo, conservação, reparos, avarias e perdas, custos com reparação ou reposição de peças, ferramentas, máquinas e materiais;
  • Cumprir as exigências ambientais impostas pelos órgãos governamentais responsáveis pelo controle do meio ambiente;
  • Manter em operação, 24 horas por dia, em todos os dias da semana, um sistema de vigilância capaz de garantir a integridade das instalações e das áreas internas do sistema;
  • Permitir ao pessoal da fiscalização da prefeitura e do VERIFICADOR INDEPENDENTE, livre acesso aos seus depósitos, oficinas, garagens e outras dependências, inclusive ao aterro sanitário;
  • Obter, junto aos órgãos competentes, as licenças ambientais;
  • Manter os equipamentos, máquinas e veículos em bom estado de funcionamento
  • Fazer publicar, nos primeiros quatro meses de cada ano, suas demonstrações financeiras e contábeis enviando ao VERIFICADOR INDEPENDENTE;

A EBMA/Vital deverá implantar o aterro sanitário futuro e será responsável pela realização das obras, e assumirá todos os custos e despesas envolvidas, inclusive na aquisição da área necessária, de construção e sua implantação.

Das obrigações da Prefeitura

  • Proceder à vistoria das instalações, antes do início dos serviços e, a cada 60 dias, lavrando ata com relatório da situação observada;
  • Fiscalizar e acompanhar permanentemente a execução dos serviços;
  • Exigir a troca de veículo ou equipamento que não seja adequado;
  • Aplicar as penalidades previstas no contrato;
  • Solicitar, a qualquer tempo, dados e informações referentes aos serviços;
  • Solicitar as correções, reparos, remoções, reconstruções ou substituições que se fizerem necessárias;
  • Deter e manter sempre o contrato e seus respectivos aditivos arquivados;
  • Transferir para a administração da EBMA/Vital os bens necessários à prestação dos serviços. (Esse ponto parece conflitar com os itens 17.1.5 e 17.1.11 que dizem ser obrigação da Concessionária a aquisição dos bens para a operação do sistema).

A fiscalização dos serviços será de responsabilidade da Prefeitura.

No quarto e último artigo da série falaremos da importância de uma Lei de Gestão dos Resíduos Sólidos para a eficácia da gestão para o ambiente, da coleta seletiva e dos mecanismos de avaliação, fiscalização e controle por parte da população usuária.

Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre esse ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected]

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Desafio em três percursos

sábado, 14 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Abertas as inscrições para a Tio Dongo Race

Friburgo terá ainda uma série de outras corridas ao longo deste ano   

Seguindo o calendário de eventos de corrida em Nova Friburgo durante este ano, a Tio Dongo Race já está com inscrições abertas. A prova será realizada no dia 26 de abril, com largada à partir de 7h, na Praça do Suspiro. Desafiando os atletas, o evento oferece três opções de percursos aos participantes: cinco, dez e 21 quilômetros. As inscrições poderão ser realizadas através do site www.ticketsports.com.br. A idade mínima para participação é de 18 anos.

Os interessados poderão inscrever-se nas categorias masculino e feminino. Ao longo do percurso da prova haverá dois postos de hidratação com água; para os dez quilômetros e um para os cinco quilômetros, além de cinco postos de hidratação para os participantes do percurso de 21 km. A estrutura contará com banheiros, guarda-volumes, ambulância, mesa de frutas, água e medalhas de participação, além de camisa do evento, número de peito, chip, isotônico, brindes, stands de parceiros e animação com DJ.

Os cinco primeiros atletas, das categorias, feminina e masculina, das provas de cinco e dez km receberão troféus e premiações em dinheiro, que variam entre R$ 50 e R$ 2 mil, totalizando R$ 14 mil em prêmios. Além disso, os três primeiros de cada faixa etária, nas três provas, receberão medalha de bronze, prata e ouro. São elas: até 24 anos, 25 a 29 anos, 30 a 34 anos, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 54, 55 a 59, 60 a 64, 65 a 69 e acima de 70 anos.

Calendário intenso

Em maio, a Corrida Forte Apache está programada para o dia 17. Já no mês de junho, a Corrida de São João, no dia 21, celebrará o padroeiro da cidade, e geralmente oferece um percurso com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira.

No segundo semestre, as atrações terão início no dia 12 de julho, com a Friburgo Meia Maratona. No dia 15 de agosto acontecerá a Family Night Run, e no mês seguinte, no dia 13, a Corrida Sest / Senat. A prova Correndo Juntos, com detalhes ainda a serem divulgados, será atração no dia 18 de outubro. Fechando o calendário de eventos, a Festa do Corredor, no dia 13 de dezembro, é uma prova feita para celebrar os atletas e encerrar o ano esportivo.

Corrida da Mulher

Ainda festejando o Dia Internacional e o mês da Mulher, a Corrida da Mulher e Admiradores será promovida neste domingo, 15, a partir das 8h, com largada e chegada na Praça Dermeval Barbosa Moreira. A prova oferece percursos de três, cinco e dez km aos participantes, no sentido Centro-Conselheiro Paulino. Outras atividades estão programadas para o dia da corrida.

Além de estimular a prática de atividades físicas entre as mulheres, o evento também faz um alerta para reforçar a importância delas na sociedade.

A retirada do kit dos inscritos será feita neste sábado, 14, na loja Prodesporte, das 10h às 17h, mediante apresentação de CPF e comprovante de pagamento. O material pode ser retirado por terceiros, desde que seja apresentado o comprovante de inscrição.

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Tio Dongo Race vai se tornando uma prova tradicional no calendário do atletismo friburguense (Foto:Arquivo / Tio Dongo Race)
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Sigo acreditando

sexta-feira, 13 de março de 2026
por Paula Farsoun

Diante de um enorme desafio sem precedentes, questionou-se a um jovem se ele iria encará-lo, ao que ele respondeu de forma óbvia que sim. Ele não era de se curvar às barreiras. Havia aprendido que ser forte também é uma questão de treinamento, de aprimoramento. Habitava nele uma força interior que impulsionava a energia para a execução e a transposição de qualquer obstáculo.

Diante de um enorme desafio sem precedentes, questionou-se a um jovem se ele iria encará-lo, ao que ele respondeu de forma óbvia que sim. Ele não era de se curvar às barreiras. Havia aprendido que ser forte também é uma questão de treinamento, de aprimoramento. Habitava nele uma força interior que impulsionava a energia para a execução e a transposição de qualquer obstáculo.

Tem gente que olha para o céu e agradece quando as oportunidades surgem ainda que venham acompanhadas de dedicação extrema, de trabalho árduo. Gente que acolhe uma missão e por ela se transforma no melhor que pode ser. Gente que não se acomoda, que encara, vai à luta, mesmo diante das dificuldades e da desconfiança dos outros, das indagações constantes sobre se é ou não capaz de dar conta do que está por vir. É claro que ele é capaz. Ele acredita nisso e faz acontecer.

Dá a sensação de que pessoas com esse perfil de enfrentamento e superação trazem em seu DNA a marca da coragem, apesar de todo medo pelo novo, pela missão grandiosa que pode estar por vir.

Seria bom se os jovens fossem incentivados e encorajados a darem o melhor de si para vencerem a si mesmo e aos desafios impostos pela vida. Podem ser grandiosas oportunidades de crescimento e evolução, instrumentos úteis à formação de uma sociedade em que superar desafios pessoais em prol de um objetivo, de um projeto, de um trabalho seja valorizado.

Não é questão de retorno financeiro. Não apenas. É questão também de repercussão social. De ser exemplo para outras pessoas que continuam investindo sua energia e acreditando que vencer obstáculos pode ser uma forma eloquente de crescimento pessoal e profissional. Ser jovem que ensina jovem; que acredita em jovem; que aprende com jovem; que compartilha com jovem. Ser jovem que vai encarar sim, o que der e vier, com dignidade e hombridade. É disso que estou falando.

Que esse jovem corajoso que vai vencer o mundo – o seu mundo, tenha força e sabedoria para investir o mais nobre de si na construção de algo melhor.

Há que se endossar cada palavra e concordar com Gonzaguinha quando pronunciou a bela canção que diz assim: “Eu acredito é na rapaziada/ que segue em frente e segura o rojão/ eu ponho fé é na fé da moçada/ que não foge da fera e enfrenta o leão. Eu vou à luta com essa juventude/Que não corre da raia a troco de nada/Eu vou no bloco dessa mocidade/Que não tá na saudade e constrói a manhã desejada.”

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Adequação

sexta-feira, 13 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

Ministério do Esporte atualiza regras da Lei de Incentivo e fortalece projetos sociais

O Ministério do Esporte publicou uma nova portaria que consolida um novo marco operacional para a Lei de Incentivo ao Esporte no Brasil. A norma estabelece regras para cadastramento, aprovação, execução e prestação de contas de projetos que buscam captar recursos por meio de incentivo fiscal. Trata-se da portaria 10, do último dia 3, que regulamenta a lei complementar 222, de 2025 e o decreto 12.861/2026. A redação traz novidades sobre níveis de prática esportiva, fluxo de projetos e outros procedimentos.

A regulamentação organiza os projetos em três níveis de atendimento, com objetivos e limites financeiros específicos. Na formação esportiva, voltada a crianças e adolescentes, não há limite preestabelecido para captação de recursos, o que reforça a prioridade à base e à democratização do acesso ao esporte. Já o “Esporte para toda a vida”, direcionado a jovens e adultos, com foco em qualidade de vida e inclusão social, poderá captar até R$ 2,5 milhões por projeto. Na “Excelência esportiva”, destinada ao alto rendimento, o teto é de até R$ 5 milhões.

“Todos os projetos submetidos a partir de agora devem observar criteriosamente o disposto nas novas regras: tanto na portaria, quanto no decreto. Então, para que os projetos não sejam devolvidos, todos os proponentes precisam se atentar. Estamos falando de recursos públicos, oriundos de renúncia fiscal, que exigem responsabilidade, planejamento e total compromisso com a transparência e com o caráter social da Lei de Incentivo ao Esporte”, destacou o ministro do Esporte, André Fufuca.

Podem apresentar propostas entidades com, no mínimo, um ano de funcionamento comprovado e capacidade técnica para execução das ações. Cada instituição, considerando o CNPJ raiz, poderá submeter até seis projetos por ano-calendário. O prazo de envio das propostas de 2026 vai até 18 de setembro.

A portaria também estabelece que, uma vez depositados nas contas do projeto, os recursos captados, provenientes de renúncia fiscal, passam a ter natureza pública. Por isso, não podem ser devolvidos ao incentivador, salvo em casos específicos de erro de depósito. É expressamente proibida a utilização dos valores para pagamento de salários de atletas profissionais ou manutenção de equipes profissionais de alto rendimento. Também não são dedutíveis aportes que beneficiem diretamente o patrocinador ou doador.

Regras

Os projetos deverão ser apresentados por meio do Sistema da Lei de Incentivo ao Esporte (SLI) em todas as fases, do cadastro da entidade à prestação de contas final. A documentação deverá ser enviada em PDF pesquisável (OCR), e o prazo padrão para análise de cada etapa é de até 45 dias, que pode ser prorrogado por igual período, exceto na fase final de prestação de contas.

Cada projeto deverá operar com duas contas bancárias específicas, uma conta captação, destinada exclusivamente ao recebimento dos recursos, sem movimentação pela entidade; e a conta movimento, utilizada para execução das despesas, mediante autorização do Ministério do Esporte.

Fases

O ciclo de vida dos projetos passa a ser estruturado em nove fases, o que inclui a admissibilidade, autorização para a captação, publicação no Diário Oficial da União (DOU), análise técnica e orçamentária, autorização para captação, execução monitorada e prestação de contas técnica e financeira. O descumprimento das regras poderá resultar na instauração de Tomada de Contas Especial (TCE), com responsabilização e eventual ressarcimento ao erário.

A portaria também determina que o selo da Lei de Incentivo ao Esporte e as marcas do Governo Federal tenham exposição equivalente à do maior patrocinador em todas as peças de divulgação. “Com a portaria MESP 10/2026, o Ministério do Esporte fortalece os mecanismos de controle, amplia a segurança jurídica e reafirma o compromisso com a transparência e a ampliação do acesso ao esporte em todo o país”, afirma a diretora de Programas e Políticas de Incentivo ao Esporte, Carolinne Neves.

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Brasil tem novos direcionamentos para a sua política de incentivo à prática esportiva legenda (Foto: Henrique Barrios/MEsp)
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O que fazer quando a ansiedade e a tristeza apertarem?

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Dr. Cesar Vasconcellos

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Vivemos um dia de cada vez. Não tem como viver dois dias de cada vez, ou meio. Cada dia tem 24 horas e podemos usar oito horas para trabalhar, outras oito para dormir e mais oito horas para tarefas variadas sem ser o trabalho. Pessoas muito ansiosas podem querer viver dois dias em um só, ou ver o amanhã quando ainda é hoje, se preocupam demais com o que não podem controlar, cultivam muita pré-ocupação, ou seja, se preocupam antes de precisar disso, e muitas vezes, sem precisar.

Por outro lado, os deprimidos querem dormir muito (ou têm insônia), porque dormir bastante serve para não pensar na tristeza ou em outro sentimento difícil de encarar conscientemente. Deprimidos focam no que perderam, mesmo tendo ganhos na vida. É como a cena do copo com metade de água, em que o depressivo observa e diz: “Puxa! Eu com tanta sede, e só tem metade de água nesse copo!”, e o otimista diz: “Ah! Que bom, tem metade de água nesse copo!”

Alivia o sofrimento treinar nossa mente a pensar que basta vivermos um dia de cada vez. O que temos para viver é hoje. Hoje é o presente, não é o passado e nem é o futuro. E é um presente do Criador – a vida. Pense assim: “Hoje vou fazer o melhor que puder com o que estou sentindo.” Seja angústia ou tristeza. Vá, mas vá com calma, se você é ansioso. Vá com calma, mas vá, se você é depressivo.

Ajuda muito a aliviar o estresse mental, a ansiedade e a melancolia se você forçar sua mente a pensar que o que precisa ser vivido é só hoje. Amanhã, não sabemos. Então, foque no hoje. E ajuda ainda mais se você dividir esse “hoje” em partes menores. Por exemplo, se você está depressivo, desanimado, sem energia, então, decida viver o melhor que puder nessa próxima hora. Se é de manhã, não fique pensando: “O que posso fazer sem forças para viver esse dia todo?” Troque isso por: “Mesmo sem ânimo, vou executar essa pequena tarefa agora. Agora decido fazer ...”

Daí, você estipula a tarefa, e será melhor se for algo simples, se sua energia e disposição estiverem bastante diminuídas. Coisas simples podem ser varrer o quintal, regar as plantas, arrumar uma gaveta do seu armário que tem dez gavetas, entrar em contato com quem você se sente bem, e conversar, orar, dar uma caminhada, tirar a roupa do varal, arrumar sua mesa do escritório.

Dividindo o dia em pequenas porções de tempo para nelas fazer algo simples, sem se cobrar por não estar bem disposto, pode aliviar o fardo do dia inteiro. Um dia de cada vez, uma coisa de cada vez, uma hora de cada vez. É assim que você pode encarar a realidade nesse momento da vida quando não está bem emocionalmente.

Mas é importante vencer a ociosidade. É importante fazer alguma coisa, seja manual ou intelectual. Não fazer nada contribui para a melancolia que pode já estar perturbando. Ficar sem fazer nada contribui para o aumento da ansiedade, do vazio. Não fique olhando para as 32 coisas que precisam ser feitas e com isso se sentir desesperado por não ter vontade de iniciar uma. Escolha uma e comece, devagar, no ritmo possível, sem autocobranças.

Esses pequenos esforços, ou grandes para o deprimido, auxiliam, mais tarde no dia, a melhorar emocionalmente, porque você poderá pensar ao final do dia: “Puxa! Eu estava tão para baixo hoje e graças a Deus consegui arrumar três gavetas do armário, regar as plantas e ir na padaria.” Seja grato por isso, em vez de se cobrar por não ter feito muito mais coisas, que você consegue fazer quando não está depressivo.

Compaixão por si ajuda a aliviar o fardo do momento, do dia. Compaixão, nesse contexto, significa tratar a si mesmo com gentileza e respeitar seu estado emocional do momento. Tem dias em que as coisas ficam difíceis para todos nós, e nesses dias o melhor é pegar leve, descansar, meditar, orar, fazer pequenas tarefas e ter paciência com o que estará produzindo esse estado emocional. O que é bom, passa. Mas o que é ruim, também passa. Isso também vai passar. Enquanto isso, faça algumas coisinhas simples uma hora de cada vez, só por hoje.

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Cesar Vasconcellos de Souza
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Conexão de Inovação Floripa x Friburgo

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Lucas Barros

Entre os dias 10 e 12 de março, Florianópolis recebe no CentroSul mais uma edição do GovTech, evento dedicado a discutir como a tecnologia, inovação e gestão pública podem caminhar juntas para melhorar a vida dos cidadãos. Tive a oportunidade de estar presente no encontro e acompanhar de perto algumas das iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por governos, instituições de pesquisa e empresas que atuam no setor de inovação.

Entre os dias 10 e 12 de março, Florianópolis recebe no CentroSul mais uma edição do GovTech, evento dedicado a discutir como a tecnologia, inovação e gestão pública podem caminhar juntas para melhorar a vida dos cidadãos. Tive a oportunidade de estar presente no encontro e acompanhar de perto algumas das iniciativas que vêm sendo desenvolvidas por governos, instituições de pesquisa e empresas que atuam no setor de inovação.

O GovTech reúne representantes dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, além de startups, pesquisadores e gestores públicos interessados em discutir soluções tecnológicas aplicadas à administração pública. Mais do que um evento institucional, trata-se de um espaço de diálogo sobre como modernizar serviços, tornar o Estado mais eficiente e aproximar a gestão pública das demandas contemporâneas da sociedade.

Durante o evento, tive a possibilidade de conhecer diversas iniciativas interessantes, especialmente vindas dos estados do Sul do Brasil. A troca de experiências entre diferentes regiões mostra que inovação pública não nasce isolada — ela surge do diálogo entre governos, universidades, empresas e centros de pesquisa.

Florianópolis, aliás, não foi escolhida por acaso para sediar um evento dessa natureza. A capital catarinense consolidou ao longo das últimas décadas um dos ecossistemas de inovação mais relevantes do país. Atualmente, estima-se que cerca de 25% da receita do PIB municipal esteja vinculada ao setor de tecnologia e inovação, um indicador expressivo da força desse ambiente.

Hoje, a cidade conta com um ecossistema robusto e diversificado, que reúne empresas consolidadas, startups em crescimento e importantes centros de desenvolvimento tecnológico. Iniciativas ligadas ao campus do Senai, à Acate, ao Sapiens Park e a diversos outros polos ajudam a consolidar Florianópolis como uma verdadeira referência nacional em inovação.

Incentivos

Outro destaque importante do evento foi o avanço do ecossistema de inovação do Paraná. Nos últimos anos, o estado tem adotado políticas públicas estruturadas para incentivar ciência, tecnologia e pesquisa. Entre essas iniciativas, destaca-se a decisão de destinar cerca de 2% da receita estadual para o fomento à pesquisa e à inovação, sinalizando que a agenda tecnológica não pode se limitar ao funcionamento burocrático do Estado, mas precisa ser encarada como investimento estratégico no futuro.

Esse movimento também se reflete na forma como o Paraná vem estruturando seus polos de inovação ao longo do território. O estado apresenta um modelo relativamente integrado, que começa no Oeste com a força tecnológica ligada à Itaipu e se estende pelo interior, com centros universitários e polos de pesquisa, até chegar à região metropolitana de Curitiba, onde se concentram parques tecnológicos, hubs de inovação e um ambiente empresarial bastante dinâmico.

Além disso, o Paraná tem registrado recordes de investimento em ciência e tecnologia. Apenas em editais recentes voltados à pesquisa e inovação — os chamados NAPIs — os valores somados chegam à casa dos R$ 222 milhões, direcionados a projetos estratégicos em diversas áreas do conhecimento. A mensagem do governo estadual parece clara: estimular inovação também em cidades menores, permitindo que novas regiões cresçam em receita, conhecimento e oportunidades.

Curiosamente, durante o evento tive a satisfação de encontrar um conterrâneo: Marcelo Verly, entusiasta do setor de inovação e vencedor de prêmios estaduais na área, além de um dos nomes à frente do projeto Inova Fri. Foi especialmente gratificante encontrar alguém de Nova Friburgo participando desse ambiente e contribuindo para o diálogo entre diferentes ecossistemas de inovação do país.

Segundo Marcelo Verly, a participação no GovTech foi fundamental para conhecer iniciativas voltadas à modernização das administrações públicas municipais, estaduais e federais. Para ele, a inovação tem transformado gradualmente a forma como governos prestam serviços à população.

O sucesso de Florianópolis

Marcelo também destacou como importante a fala do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, que ressaltou um ponto essencial: investimentos públicos em inovação demandam tempo para maturar e muitas vezes ultrapassam a duração de um mandato político. Por isso, é fundamental estabelecer prioridades, metas e estruturas institucionais sólidas, com participação ativa de servidores de carreira que garantam continuidade às políticas tecnológicas voltadas à sociedade.

Outro aspecto que chamou atenção foi o nível de integração presente no ecossistema catarinense. O desenvolvimento de Florianópolis no campo da tecnologia parece estar alguns passos à frente de muitas outras regiões do país. Já havia visitado a cidade anteriormente, mas é sempre impressionante perceber como seus polos de inovação continuam crescendo e se consolidando.

“Ver esse avanço de perto também traz um sentimento positivo. Experiências como a de Florianópolis servem de referência para outras regiões que desejam fortalecer seus próprios ambientes de inovação. Quando um polo tecnológico prospera, ele acaba inspirando outros a trilhar caminhos semelhantes”, observou Marcelo.

Uma visão de futuro

Fato é que eventos como o GovTech ajudam justamente a construir essas pontes. Eles aproximam governos, empreendedores, pesquisadores e gestores públicos em torno de uma agenda comum: pensar soluções mais inteligentes para os desafios do presente.

No fim das contas, inovação pública não é apenas sobre tecnologia. É sobre visão de futuro. É sobre entender que investir em conhecimento, pesquisa e desenvolvimento significa construir cidades mais eficientes, economias mais dinâmicas e serviços públicos mais preparados para atender às necessidades da população.

E, ao caminhar pelos corredores do evento, fica claro que essa transformação já está em curso.

Foto da galeria
(Foto: Arquivo pessoal)
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Desafio

quinta-feira, 12 de março de 2026
por Vinicius Gastin

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Maratona do Rio inscreve para provas de duas categorias

A Maratona do Rio abriu oficialmente as vendas gerais para as provas de 5k e 10k da edição de 2026. A próxima edição do maior festival de corridas de rua da América Latina acontecerá durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 3 e 7 de junho.

Antes da abertura ao público geral, a organização realizou uma pré-venda exclusiva para clientes de um banco privado, encerrada em pouco mais de duas horas, com a maior parte das inscrições concentrada na primeira hora de operação, reforçando a alta procura pelas distâncias iniciais do evento.

As inscrições devem ser realizadas pelo site da ticketeira GoDream. Reconhecidas como portas de entrada para milhares de corredores, as provas fazem parte do perfil democrático da Maratona do Rio, reunindo desde iniciantes até atletas mais experientes, dentro de um festival que celebra a corrida de rua em diferentes níveis e distâncias.

A 24ª edição da Maratona do Rio acontecerá na capital fluminense, com as provas: 5K, Vibra, 10K,  Netshoes, 21K e 42K, Michelob Ultra (por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado do Rio de Janeiro, via Secretaria de Esporte e Lazer) e o Desafio Cidade Maravilhosa 21K + 42K Dorflex Max.

 

Queda

Maricá é rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca

Após ser derrotado por 5 a 2 pela Portuguesa, no Estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, o Maricá acabou rebaixado para a Série A2 do Campeonato Carioca. O resultado definiu a queda da equipe na última rodada do Grupo X do estadual, o quadrangular do rebaixamento. O time precisava apenas de uma vitória simples para garantir a permanência na primeira divisão do futebol carioca, mas acabou superado pela Portuguesa e não conseguiu evitar o rebaixamento.

O Maricá já havia encerrado a primeira fase do Estadual na lanterna do Grupo B, com três pontos conquistados, o que levou a equipe à disputa do Grupo X, fase que reúne os times que lutam contra o descenso. Com a derrota, o clube volta a disputar a Série A2 do Campeonato Carioca, depois de ter conquistado o acesso à elite estadual em 2024.

A estreia na segunda divisão do Carioca já tem data marcada. O Tsunami começa a campanha no dia 18 de abril, contra o Resende, fora de casa, no Estádio do Trabalhador, no Sul Fluminense. Antes do início da Série A2, a equipe também terá pela frente o início da Série D do Campeonato Brasileiro. A estreia está prevista para os dias 4 ou 5 de abril, mas o adversário do clube na primeira rodada ainda não foi definido pela CBF.

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    Prova de atletismo é uma das mais tradicionais do Estado do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação/Maratona do Rio)

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    Mesmo com alto investimento, Maricá é rebaixado para a segunda divisão do Rio (Foto: Bruno Maia/Comunicação Maricá F.C)

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