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O consumo anestésico de cada dia

quarta-feira, 06 de maio de 2026
por Camilla Fiorito

Consumimos música, livros, filmes, roupas, comida, bebidas, tecnologia analógica e digital diariamente. Gastamos nosso tempo nos alimentando de futilidades e utilidades, moldando o nosso cérebro com aquilo que achamos que queremos.

Um consumo desenfreado como se as preocupações, tristezas, problemas fossem desaparecer por alguns minutos. Como um caminhar nas lindas plantações de lavanda, onde o cheiro suave relaxa o nosso ser de forma profunda, despertando sonhos e prazeres que muitas vezes guardamos em segredo.

Consumimos música, livros, filmes, roupas, comida, bebidas, tecnologia analógica e digital diariamente. Gastamos nosso tempo nos alimentando de futilidades e utilidades, moldando o nosso cérebro com aquilo que achamos que queremos.

Um consumo desenfreado como se as preocupações, tristezas, problemas fossem desaparecer por alguns minutos. Como um caminhar nas lindas plantações de lavanda, onde o cheiro suave relaxa o nosso ser de forma profunda, despertando sonhos e prazeres que muitas vezes guardamos em segredo.

Sim, o consumo traz essa paz momentaneamente, mas pode virar o pior pesadelo. Nas contas, no guarda roupa, na pele, na vida. Internamente e externamente.

Lembro dos meus 17 anos quando eu trabalhava em uma loja de roupas, na Rua Ariosto Bento de Mello, na nossa Nova Friburgo. As calças vendidas no espaço eram objetos de desejo de muitos, assim como eram os meus antes de trabalhar lá. Já as vestia desde os 13 anos. Presenciei ali pessoas consumindo, consumindo e consumindo. Com controle, sem controle. Semanal, quinzenal, mensal, esporadicamente.

O que consumimos molda o nosso futuro. Nos anestesia ou não nessa prática da vida. Comportamentos perpetuam, cessam, se renovam e estar anestesiado hoje nos coloca em uma inércia galopante.

A cultura que deixamos de ter, os conhecimentos que escolhemos não reter, a alienação que optamos sem perceber, visto o tanto que os algoritmos trabalham a esse favor nas redes sociais, que consomem boa porção do dia de muitos que fazem parte desse mundo insano e sano.

Desenvolver a criticidade nos faz questionar o porquê do consumo. Se é necessário ou não. Se combina ou se é imposto por uma moda que não queremos seguir. Se só existe uma fonte de conhecimento ou muitos canais que podemos pesquisar. Se realmente gostamos daquilo que está nos sendo oferecido ou apenas queremos ser aceitos naquele ambiente, onde hipoteticamente acreditamos ser o melhor lugar.

Não aceitar o consumo como anestésico é dar voz ao seu eu que estava adormecido. É passar a se impor, deixando entrar aquilo que faz bem, traz sentido. O que você permite e quer.

É não se deixar alienar diante de moldes impostos e prontos. É questionar, impor limites e ter a certeza que a sua opinião é válida, assim como os seus desejos e vontades de consumir aquilo que lhe convém e cai bem.

É dar adeus para a apatia e a indiferença e deixar as emoções entrarem, como a natureza que nos envolve com o doce perfume que as flores exalam no nosso caminhar.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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História viva

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Homenagens marcam os festejos pelos 112 anos do Nova Friburgo F.C.

Uma história imortal, com memórias que se renovam a cada homenagem. As lembranças dos 112 anos do eterno Friburgo Futebol Clube foram marcadas por homenagem a ex-atletas e café da manhã, em atividade realizada na sede social do Nova Friburgo, no centro da cidade.

Homenagens marcam os festejos pelos 112 anos do Nova Friburgo F.C.

Uma história imortal, com memórias que se renovam a cada homenagem. As lembranças dos 112 anos do eterno Friburgo Futebol Clube foram marcadas por homenagem a ex-atletas e café da manhã, em atividade realizada na sede social do Nova Friburgo, no centro da cidade.

“Para nós é uma honra receber todos aqui, neste evento de recordações pelos 112 anos do Friburgo Futebol Clube. Nosso principal objetivo é relembrar a trajetória vitoriosa da agremiação. Queremos sempre continuar preservando esses valores”, destacou o presidente do Conselho Diretor do clube, Luiz Fernando Bachini.

Foram prestadas homenagens especiais para Carlos Arnaldo Bravo Berbert (Juca), Dalton Carestiato, Gualter Moraes (Titiu), Carlos Sartório, Manoel Pinto de Faria (representado por Carlos Alberto Carneiro), Licínio José da Silva, Emanoel Calvão, Ezio Marques (representado por Ari da Costa), Clóvis da Costa Freitas (Catita) (representado por Luiz Fernando Bonin), Renato Costa (representado por Evaldo Freitas) e Antônio Carlos Cortez (representado por Evandro Nicoliello).

“A história do Friburgo Futebol Clube é marcada por muitas glórias. O time é grandioso e me sinto muito orgulhoso por ter a oportunidade de fazer parte desta história. Estou honrado e muito feliz, salientou o presidente do Conselho Deliberativo”, Carlos Arnaldo Bravo Berbert, o Juca.

A cerimônia

A mesa do evento foi composta por: Carlos Arnaldo Bravo Berbert (presidente do Conselho Deliberativo); Luiz Fernando Bachini (presidente do Conselho Diretor); Ivan Gambini (tesoureiro); Carlos Alberto Trindade (vereador), Tony Ventura (empresário) e Rougles Rapizo (vice-presidente de Finanças).

O evento ainda contou com a presença de representantes dos conselhos Deliberativo e Diretor, além de convidados. Ao todo, 50 pessoas assinaram a lista de presença. O café da manhã foi servido antes da atividade.  A apresentação do evento ficou a cargo do professor José Tadeu Costa.

Um clube com história

A história do Friburgo F.C. começa a ser contada no início do século 20, quando estudantes de várias partes do país migraram para Nova Friburgo e trouxeram a bola de futebol. Os moradores do bairro Vilage passaram a frequentar o Colégio Anchieta e as tradicionais “peladas” foram disputadas no campo da escola. A brincadeira tomou proporções maiores e acompanhou o crescimento do futebol no estado. As famílias Sertã, Spinelli e Van Erven estreitaram as relações e passaram a organizar os jogos.

No dia 26 de abril de 1914, uma reunião no Hotel Salusse fundou oficialmente o Friburgo Futebol Clube. Durante os primeiros anos, os duelos eram realizados nas ruas Galdino do Valle e Oliveira Botelho. O esquadrão vermelho e branco tornou-se o time a ser batido. Em 1915, goleou o União pelo placar de 11 a 0 e os dirigentes, insatisfeitos, responderam com a criação do Esperança Futebol Clube.

Em 1922, o Friburgo passou a utilizar o estádio Raul Sertã, no centro da cidade, um espaço de nove mil metros quadrados, que ganharia arquibancadas a partir da década de 1950.

Em 1930, o Friburgo conquistou o primeiro título e formou um dos grandes times de sua história, que seria tetracampeão na década. Nos primeiros anos da década de 1940, o domínio foi esperancista, mas a partir de 1945, o Friburgo reagiu e formou um grande time, conquistando o hexacampeonato entre 1946 e 1954.

Já em 1960, o time vermelho e branco foi campeão em todas as categorias e passou a pensar no profissionalismo. O Friburgo disputou alguns jogos em torneios profissionais, mas o clube não acompanhou as transformações do futebol na década de 1970. As fusões mudaram os rumos do esporte na cidade.

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    Bachini, atual presidente do Nova Friburgo F.C., foi um dos que discursaram durante o evento (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Homenagens diversas marcaram as celebrações pelo aniversário de 112 anos do clube (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Dezenas de pessoas passaram pela sede social do Centro para relembrar e celebrar algumas histórias (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Papa: caridade – encontro com Deus

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Vatican News

O Papa Leão XIV, entre a série de audiências da manhã desta segunda-feira, 4, recebeu o Conselho de Administração da Catholic Charities USA, a Organização das Caridades Católicas dos Estados Unidos que coordena uma rede nacional de mais de 160 instituições comprometidas em reduzir a pobreza e acompanhar as pessoas mais vulneráveis do país, independentemente da sua fé. Fundada em 1910, funciona como o braço beneficente da Igreja ao auxiliar cerca de 15 milhões de pessoas ao ano.

Ter coragem na missão, mesmo diante dos desafios

O Papa Leão XIV, entre a série de audiências da manhã desta segunda-feira, 4, recebeu o Conselho de Administração da Catholic Charities USA, a Organização das Caridades Católicas dos Estados Unidos que coordena uma rede nacional de mais de 160 instituições comprometidas em reduzir a pobreza e acompanhar as pessoas mais vulneráveis do país, independentemente da sua fé. Fundada em 1910, funciona como o braço beneficente da Igreja ao auxiliar cerca de 15 milhões de pessoas ao ano.

Ter coragem na missão, mesmo diante dos desafios

O grupo formado por 50 membros foi recebido na Sala do Consistório do Palácio Apostólico pelo Pontífice que, logo no início do discurso, encorajou a visitar "o coração da Igreja Universal" para fortalecer os laços com o Sucessor de Pedro, mas também para se aproximar ao "coração de Cristo", como os próprios apóstolos fizeram para poder anunciar o Evangelho.

Na tarefa da evangelização, assim como na Igreja primitiva, o Papa falou da importância de recordar a presença de Jesus todos os dias (Mt 28,20), mesmo diante das dificuldades que possam se apresentar ao cuidar dos pobres e necessitados: "Entre elas estão a busca por recursos suficientes, demonstrar aos outros que esse tipo de serviço é parte integrante de uma autêntica vida cristã e não ceder ao desânimo, especialmente quando encontramos aqueles a quem não podemos ajudar da maneira que gostaríamos."

São desafios também enfrentados pelas Caridades Católicas, disse o Papa, que também devem sempre "aprender a ouvir a voz de Jesus" ao se deparar com os obstáculos.

Leão XIV, então, encorajou a organização pelos "louváveis esforços" na missão e agradeceu pela "disposição em levar adiante o ministério de compaixão de Nosso Senhor para com os mais pequeninos entre nós": "Dessa forma, vocês procuram encontrar soluções para situações desumanas, aliviar o sofrimento de indivíduos e famílias e aliviar o fardo daqueles que estão oprimidos pelas dificuldades e provações. Em todas essas circunstâncias, deve ser a caridade de Cristo que impulsiona no trabalho diário de vocês. Ou seja, o desejo de levar aos outros ajuda material com o amor e o coração de Jesus, pois é nesse amor que eles encontrarão descanso autêntico e terão sua dignidade respeitada."

Um encontro mútuo com Deus

Nesse sentido, recordou o Papa, é verdade que “o amor ao próximo é prova tangível da autenticidade do nosso amor a Deus” (Exortação Apostólica Dilexi Te, 26). Mas também é verdade "que amar autenticamente o próximo" significa lhe oferecer a possibilidade de encontrar com Deus. É uma "oportunidade privilegiada de compartilhar a alegria da Ressurreição", através de um "sincero testemunho de fé": 

"A assistência prática que vocês e suas agências parceiras oferecem aos desfavorecidos permite que eles experimentem o amor de Deus por meio de vocês e abre um caminho para que eles entrem em uma relação duradoura com Ele. Ao mesmo tempo, permite que vocês entrem em contato com a carne de Cristo, procurando vê-lo e servi-lo em nossos irmãos e irmãs. Desta forma, suas obras de caridade tornam-se um encontro mútuo com o Senhor que está presente entre nós."

Ao final da audiência, o Papa Leão XIV concedeu a bênção apostólica aos presentes na Sala do Consistório, extensivo a todas as instituições associadas à Catholic Charities USA, "como garantia de paz e alegria no Senhor Ressuscitado".

Fonte: Vatican News

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As mães e as gemas de ovos

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Tereza Malcher

Estava pensando no que haveria de escrever para esta coluna na semana do Dias das Mães, celebrado no próximo domingo, 9. Trata-se de uma merecida homenagem a quem nos gerou, nos criou, deu-nos presença ou um beijo todas as noites. Na verdade, vale a pena, enviar um aceno a todas as mães. Enfim, se biológica ou não, um gesto que possa homenagear as mulheres que se fazem mães, que têm a vontade de preparar alguém para a vida com suavidade e determinação.

Estava pensando no que haveria de escrever para esta coluna na semana do Dias das Mães, celebrado no próximo domingo, 9. Trata-se de uma merecida homenagem a quem nos gerou, nos criou, deu-nos presença ou um beijo todas as noites. Na verdade, vale a pena, enviar um aceno a todas as mães. Enfim, se biológica ou não, um gesto que possa homenagear as mulheres que se fazem mães, que têm a vontade de preparar alguém para a vida com suavidade e determinação.

Para reverenciá-las, vou relatar uma relação mãe e filho que presenciei num ônibus. Ela, bem nova, de cabelos lisos que escorriam ombros abaixo, vestida de jeans, blusa de tecido e casaco nas costas. O menino, seu filho, moreno de olhos vivos e calças compridas, com uns cinco anos, não mais. Os dois iam sentados atrás de mim, conversando como bons amigos. Reparei que eram mãe e filho porque ele a chamou de mãe algumas vezes. Não soube seus nomes, nem se eram da cidade. Ele perguntava sobre os detalhes e fatos da vida.  Ela, com calma, respondia a um número sem fim de perguntas, fazendo questão de explicar; não se cansava nem pedia um tempo para apreciar a paisagem da serra.

Na conversa, ela corrigia alguns pequenos erros de português que o filho cometia e pedia para que ele repetisse a frase corretamente. Ele continuava a perguntar com firmeza, demonstrando tranquila satisfação. Possivelmente, para os dois, era um momento descontraído, tanto quanto o de saborear algodão doce num passeio pela praça.

A cada curva, ia notando naquelas duas pessoas em suas diferenças e simplicidades, em suas vontades de aproveitar cada instante daquela manhã de domingo ensolarado, o Dia das Mães. Somente os dois; um se fazendo presente ao outro. Eles viviam um estado de plenitude. Estavam com o mundo nas mãos, quando um alimentava o outro com nutrientes, como os das gemas de ovos vermelhos.

Num determinado momento, ele perguntou se poderia ficar de pé no assento para ver melhor a paisagem. Ela disse não e explicou que não se deveria colocar as solas de sapatos no lugar onde outras pessoas iriam se sentar. Ele concordou. E continuou com as perguntas.

Em Cachoeiras de Macau, eles desceram e não perceberam que eu estava ali, admirando-os. Reconhecendo o fazer-se mãe, num momento tão comum, quanto sábio.

O fazer-se mãe é um estado especial. O livro de uma amiga, Andrea Viviana Taubman, “Sonho de Mãe”, me chama a atenção, uma vez que conta para as crianças a experiência de ser mãe, belamente ilustrado por outra amiga, Sandra Ronca. Ambas são mães. As crianças vão apreendendo as mães pelo tom de voz e modos de olhar, pelo toque das mãos e tantos outros jeitos de amar. O sentido que cada mãe descobre para sê-lo, constrói o senso de cada um dos filhos.

Enfim, gostaria de enviar doces de quindim a todas as mães, posto que é um saboroso quitute feito de açúcar e gemas de ovos. Aliás, é uma ótima sobremesa para o “Dia das Mães”

Para finalizar, deixo uma mensagem de “boua” noite que escrevi para minha mãe quando era pequena, não me lembro quantos anos tinha. Fiz questão de manter os erros, que não interferiram no afeto contido em cada palavra.

Minha querida ‘douce’ mamãe

“Eu te amo com todo o coração de criança. Eu te faço tudo por você que tenha a vida muito grande e, com muitas felicidades, que teu coração, seja só de Deus.

Mamãe eu ofereço o meu coração de criança para você que é minha vida e é a própria alegria.

Eu te amo eu te ofereço uma boua noite

Tome o meu coração.”

Um feliz Dia das Mães a todas as mães do mundo.

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A VOZ DA SERRA é trabalho e dedicação por Nova Friburgo

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

O quinto mês do ano começou festejando o Dia do Trabalhador. Silvério, atento ao calendário, assinalou o 1º de maio na capa da edição do último fim de semana, dando à data o destaque merecido. O trabalho está em todos os lugares e setores. Movimentando pessoas, criando agendas, demandando reuniões, planejamentos e não há quem escape de suas artimanhas.

O quinto mês do ano começou festejando o Dia do Trabalhador. Silvério, atento ao calendário, assinalou o 1º de maio na capa da edição do último fim de semana, dando à data o destaque merecido. O trabalho está em todos os lugares e setores. Movimentando pessoas, criando agendas, demandando reuniões, planejamentos e não há quem escape de suas artimanhas. A VOZ DA SERRA é um exemplo de trabalhador incansável que, nem bem concluiu uma edição, já idealiza a próxima e assim vai numa sucessão de trabalhos que geram demandas e exigem foco, clareza, responsabilidade e muito empenho de toda a equipe. Parabéns a todos.

O Caderno Z, da mesma forma, é um trabalhador que vai fundo nas pesquisas para nos trazer um conteúdo digno de sua proposta de transmitir a arte em toda a sua essência. Em “Personalidade”, Marília Cabral, jornalista “de profissão e fotógrafa por vocação” , tem maior identificação com a sensibilidade de “perceber aquilo que o tempo costuma tentar a apagar”, do que com o seu próprio equipamento fotográfico. Para Vitor Buzato “o reconhecimento do trabalho está quando tudo acontece como deve acontecer: o som limpo, a iluminação correta e o espetáculo fluindo sem interrupções”. A recompensa!

Em “Vozes da Serra” Rayune Marchon, tatuadora e desenhista, entende que a arte “não é restrita, não é coisa que se domestique ou que se atenha a um grupo social... A arte é impulso, coisa que nasce da necessidade humana de se expressar, de levar a mente a lugares onde o corpo não chega...”. Barbara Breder vê “ que a arte permite que a gente crie habilidades para lidar no coletivo, ter a possibilidade de efetivar um roteiro, um sonho, um projeto, tornar as coisas tangíveis e palpáveis... “.

Já Rebeca Lorenzon atua na “arquitetura do movimento”. Seu trabalho é lapidar a confiança e a técnica  para que a transição entre o camarim e o holofote seja impecável...”.  Assim percebemos que há muita luz nos bastidores; do início ao fim, o bastidor é o caminho, tudo passa por ele!

Deixamos o Caderno Z com a arte na alma, e vamos para 1976, em “Há 50 anos”, quando Júlio Cesar Seabra Cavalcante, o inesquecível Jaburu, era destaque, aclamado por sua brilhante atuação no teatro e pela cultura friburguense. Em “Sociais” , na próxima quarta-feira, 6, é o aniversário da querida Maria Nilce Ventura, que forma par romântico com o prezado Coutinho. O casal é destaque na ruas de Nova Friburgo. A doce Maria Nilce, nossa coluna deseja muitas felicidades e saúde. Parabéns também para o Igor Belório, nesta terça, 5, festejando idade nova. Outro sempre querido, Joel de Sá Martins vai celebrar o Dia das Mães com homenagens especiais no seu programa “Relembrando Teixeirinha”, na Nova Friburgo FM, no próximo sábado, 9.  Que beleza!

“Do crachá ao CNPJ, o novo retrato do trabalhador brasileiro” está mudando de figura. Em âmbito nacional, o aumento de pequenas empresas passou a ser um grande negócio.  Em Nova Friburgo, da mesma forma,  o crescimento de MEIs (microempreendedores individuais) é uma realidade.

Um exemplo é Luna Teixeira, de 36 anos, que deixou seu emprego de funcionária do comércio para se embrenhar na arte dos bolos. Sua cozinha virou palco das produções, mas ela confessa que não tem mais aquela segurança trabalhista de antes, pois se não produzir também não ganha. E acrescenta: “Hoje preciso trabalhar,  planejar para tudo, até para ficar doente...”. Amiga, planeje tudo sim. Menos ficar doente!

Com Paula Farsoun, minha amiga, sobre o Dia do Trabalho, um destaque: “Celebrar o trabalho é também uma maneira de reconhecer a centralidade que ele ocupa na vida humana. É por meio dele que se constrói autonomia, identidade e pertencimento social...”. O trabalho não é só o pão de cada dia...É o fermento do espírito que nos faz crescer...

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Carta para o futuro de Nova Friburgo

terça-feira, 05 de maio de 2026
por Alex Santos

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Um legado coletivo, com foco no turismo, construído no World Creativity Day

Opa! Tudo verde?

Vamos para mais uma Prosa Sustentável. Hoje compartilho como foi a atividade que conduzi no Dia da Terra, durante o World Creativity Day (WCD), com foco no turismo sustentável em Nova Friburgo. Atuo há seis anos diretamente com o turismo e vejo, na prática, o quanto esse setor é relevante — impactando não só a economia, mas também o meio ambiente e a qualidade de vida.

Nova Friburgo é, por essência, um destino privilegiado. Cercada pela Mata Atlântica, com clima de serra e paisagens que unem montanhas, rios e cachoeiras. A cidade encanta por sua natureza, cultura e gastronomia. Mais do que isso, o turismo movimenta hotelaria, comércio e serviços, gerando emprego e renda. Não por acaso, o município está na categoria “A” do Mapa do Turismo Brasileiro, reconhecimento dado a destinos com forte impacto econômico e infraestrutura consolidada (Fonte: Rotas RJ).

E foi essa provocação que levei ao WCD. Durante o encontro, tivemos uma vivência com abelhas sem ferrão conduzida pela bióloga e companheira Adriana Santos, uma oficina de vasos autoirrigáveis e, principalmente, a construção coletiva de uma carta para o futuro de Nova Friburgo. Em tempo real, os participantes compartilharam palavras-chave em um grupo digital, criando um mosaico de ideias e sentimentos que agora se transforma em um legado coletivo para a nossa cidade.

Carta ao futuro de Nova Friburgo

Se você está lendo estas palavras, é porque, em algum ponto do tempo — que para nós ainda é presente — escolhemos desacelerar e nos reconectar. Paramos para escutar com atenção, sentir com verdade e refletir com responsabilidade sobre o caminho que estávamos traçando para a nossa cidade. Talvez você já esteja vivendo a Nova Friburgo que sonhamos. Talvez ainda esteja construindo esse cenário. De todo modo, fica aqui um lembrete essencial: o futuro não chega pronto — ele nasce todos os dias, nas escolhas de cada um de nós.

O turismo, para esse grupo, é partilha, conhecimento, saúde, experiência, cultura, paz e aventura. Viajar desperta alegria, liberdade, tranquilidade e curiosidade. E foi assim que olhamos para Nova Friburgo — como um refúgio de paz, de beleza, de natureza viva, de paisagens que abraçam, de nascentes que banham e de um equilíbrio que precisa ser cuidado todos os dias.

Imaginamos — e desejamos — que você esteja vivendo uma cidade onde as montanhas continuam respirando, onde as águas seguem limpas, onde o verde não foi substituído, mas valorizado. Uma cidade onde o turismo não sufoca, mas fortalece. Onde quem chega entende que não está apenas visitando, mas fazendo parte.

O turismo gera valor, renda, emprego e conhecimento, mas pode impactar a natureza, o meio ambiente, o cotidiano e gerar resíduos quando não há consciência. Por isso, ecoaram entre nós alertas sobre o descarte correto, a coleta seletiva, a limpeza urbana e o respeito aos espaços — pequenos gestos que, no tempo, definem grandes futuros.

E então veio a virada de chave. Escolhemos acreditar em um turismo que colabora, e não apenas consome. O turismo regenerativo, para nós, passou a ser responsabilidade, consciência, cuidado, equilíbrio e amor — por nós, pelos outros e pelo lugar que habitamos. Entendemos que cuidar é mais do que preservar: é melhorar, é devolver, é regenerar.

O turista ideal é consciente, educado e responsável — alguém que pisa leve, observa mais do que interfere, e deixa mais do que leva. Porque, naquele momento, concordamos sobre algo essencial: viajar deve deixar o lugar melhor.

Assumimos compromissos simples, mas transformadores: agir com exemplo, promover educação, oferecer ajuda e cultivar atitudes melhores. Porque entendemos que o futuro não se constrói com grandes discursos, mas com pequenas ações repetidas todos os dias.

A natureza, para nós, é vida. É tudo. É parte de quem somos. E pertencimento é isso: colaboração, escolha, consciência de que somos parte do todo. Somos moradores, visitantes, cuidadores. Somos, de alguma forma, todos turistas. Sustentabilidade deixou de ser conceito e passou a ser prática: cuidado, consciência, colaboração, reutilizar e postura de vida.

Esta carta não foi escrita por uma única pessoa. Ela nasceu da escuta. Da troca. Da soma de vozes que, naquele momento, escolheram não apenas pensar — mas se comprometer. Se hoje você vive uma Nova Friburgo mais viva, mais equilibrada, mais consciente… então valeu a pena. Se ainda não, que essa carta siga como lembrete.

Ao presente e ao futuro, deixamos este compromisso: cuidar, viver e regenerar Nova Friburgo — todos nós, todos os dias.

Saudações sustentáveis. Tudo verde, sempre!

Foto da galeria
(Foto: Divulgação)
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A Mata Atlântica é aqui

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Bernardo Furrer

Antes do período da colonização, quase toda a região Sudeste do Brasil era território da Mata Atlântica, com todas as espécies ali existentes convivendo de forma equilibrada.

Antes do período da colonização, quase toda a região Sudeste do Brasil era território da Mata Atlântica, com todas as espécies ali existentes convivendo de forma equilibrada. Centenas de anos de ocupação desordenada, sem controle, com atividades predatórias na busca do maior lucro e sem pensar na preservação desse ambiente de grande biodiversidade, a maior do mundo por km², levaram a que hoje tenha sobrado apenas 15% da cobertura original, sendo que, no Estado do Rio, originalmente com cobertura de 100% de Mata Atlântica, restam somente cerca de 18%. Felizmente, em Nova Friburgo, ainda há 45% das matas originais.
Graças ao seu relevo, às características do solo e a diversos fatores que favoreceram a preservação, conseguimos esse bom índice de conservação, mas, apesar disso, hoje é fundamental uma boa gestão municipal para manter a proteção do território. Nova Friburgo tem grande responsabilidade na preservação do que restou da Mata Atlântica e pode mostrar exemplarmente que o desenvolvimento ordenado, criterioso e sustentável é possível. Enquanto o Sudeste perdeu quase toda a sua floresta, Nova Friburgo ainda guarda quase metade, sendo um dos últimos territórios-chave da Mata Atlântica.
 
A Lei da Mata Atlântica
 
A sociedade, por meio dos instrumentos políticos de gestão pública e após muitas décadas de discussão, aprendizado e lutas, criou uma série de leis, como a Lei da Mata Atlântica (lei 11.428), de 2006, que é o principal marco legal de proteção desse bioma no país.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm
 
O Código Florestal Brasileiro
 
Em 2012, foi criado o Código Florestal Brasileiro (lei 12.651/2012), mais amplo, substituindo o de 1965, abrangendo todos os biomas, menos restritivo, mas submetido à Lei da Mata Atlântica nesse bioma.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm
A Lei da Mata Atlântica é mais restritiva e prevalece sobre o Código Florestal, sendo esse entendimento consolidado em tribunais. Por exemplo: mesmo que o Código permita desmatamento fora de Áreas de Preservação Permanente (APP), a Lei da Mata Atlântica só permite em casos excepcionais. E isso prevalece juridicamente. Na Mata Atlântica, não basta cumprir o Código Florestal; é a Lei da Mata Atlântica que define o limite real de uso.
O instrumento mais poderoso para a preservação do nosso bioma, portanto, é a Lei da Mata Atlântica. Infelizmente, nem sempre a lei é cumprida, por diversas razões, sendo a principal o anseio pelo lucro, nem sempre de forma legal, a morosidade da justiça, as más influências políticas etc., levando à expansão urbana desordenada, à degradação dos chamados serviços ecossistêmicos, prejudicando, inclusive, os mananciais, resultando na diminuição dos recursos hídricos e na ocupação progressiva das áreas rurais pelo homem, além do permitido, com loteamentos irregulares e até ilegais, bem como na presença de obras diversas feitas à revelia do licenciamento ambiental, de forma clandestina ou sem os devidos estudos de impacto, inclusive pelo próprio poder público.
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA)
 
Para regular as atividades econômicas e sociais em harmonia com a Lei da Mata Atlântica, previu-se o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), para que os municípios possam exercer sua função protetora e reguladora, como manda a lei. É um instrumento previsto e exigido no âmbito da gestão ambiental municipal, conforme expressa o decreto 6.660/2008, que regulamenta a lei 11.428/2006 e define sua função:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6660.htm
 
DECRETO 6.660/2008
CAPÍTULO XIV
DO PLANO MUNICIPAL DE CONSERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA MATA ATLÂNTICA
Art. 43. O plano municipal de conservação e recuperação da Mata Atlântica, de que trata o art. 38 da lei 11.428, de 2006, deverá conter, no mínimo, os seguintes itens:
I - diagnóstico da vegetação nativa, contendo mapeamento dos remanescentes em escala de 1:50.000 ou maior;
II - indicação dos principais vetores de desmatamento ou destruição da vegetação nativa;
III - indicação de áreas prioritárias para conservação e recuperação da vegetação nativa; e
IV - indicação de ações preventivas aos desmatamentos ou à destruição da vegetação nativa e de conservação e utilização sustentável da Mata Atlântica no Município.
Parágrafo único. O plano municipal de que trata o caput poderá ser elaborado em parceria com instituições de pesquisa ou organizações da sociedade civil, devendo ser aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente.
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, instrumento poderoso para a preservação ambiental, estará presente no ordenamento ambiental do município de Nova Friburgo, e falaremos mais sobre isso nos próximos artigos.
 
Gostou do artigo? Alguma sugestão ou comentário sobre este ou outro tema? Mande um e-mail para [email protected].
Foto da galeria
A Mata Atlântica em Macaé de Cima (Foto: Regina Lo Bianco)
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No município vizinho

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Vinicius Gastin

Com Teresópolis, Fifa seleciona CTs para Copa do Mundo Feminina no Brasil

As 32 seleções que se classificarem para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, poderão escolher entre uma ampla oferta de instalações de treino e hospedagem de alto nível, distribuídas por todo o país. São 38 centros de treinamento na primeira versão do catálogo, que será compartilhado com as federações-membro.

Com Teresópolis, Fifa seleciona CTs para Copa do Mundo Feminina no Brasil

As 32 seleções que se classificarem para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, poderão escolher entre uma ampla oferta de instalações de treino e hospedagem de alto nível, distribuídas por todo o país. São 38 centros de treinamento na primeira versão do catálogo, que será compartilhado com as federações-membro.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) realizou um processo de inspeção dos centros de treinamento em todo o Brasil, com mais de cinco fases de visitas de inspeção entre novembro de 2024 e março de 2026. A fase final se concentrou na avaliação de 42 campos em nove cidades.

“Este é um momento significativo e temos o prazer de apresentar este catálogo às seleções que já se classificaram e àquelas que ainda estão na disputa. É o resultado de um grande trabalho em equipe e do compromisso de inspecionar cuidadosamente as melhores instalações disponíveis”, disse Rhiannon Martin, diretora da Copa do Mundo Feminina da Fifa.

“Nosso objetivo é garantir que as seleções sejam recompensadas com centros de treinamento de primeira categoria e com as instalações necessárias para ajudar as jogadoras a atuarem no nível mais alto no palco mundial”, completou.

Durante um ano e meio, especialistas técnicos da Fifa visitaram 52 cidades em 19 estados brasileiros, e analisaram 261 locais. O objetivo era garantir que fossem providenciados centros de treinamento e hospedagem ideais de norte a sul do Brasil.

Após as visitas, a equipe da Fifa compilou informações sobre 38 centros de treinamento, vinculados a um local de hospedagem, que foram incluídos na primeira versão do catálogo dos Centros de Treinamento de Seleções.

Um dos pilares da estratégia para a Copa do Mundo Feminina é aproveitar o legado e a infraestrutura da Copa de 2014, também realizada no Brasil. Doze dos locais selecionados para o catálogo do próximo foram usados como centros de treinamento de seleções há 12 anos, durante o torneio masculino.

Alguns dos selecionados foram a Granja Comary, em Teresópolis, Escola de Educação Física do Exército (RJ), Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel (Cotia-SP) e os estádios Kleber Andrade (ES), Dr. Novelli Júnior 2 (SP) e Couto Pereira (PR).

“Os investimentos feitos para a Copa do Mundo de 2014 garantiram que o Brasil tenha agora um sólido estoque de instalações sustentáveis e de boa qualidade. O impacto duradouro sobre a infraestrutura do futebol vem beneficiando o país-sede e o esporte como um todo, e estamos muito satisfeitos de poder oferecer essas instalações na Copa do Mundo Feminina", explicou Martin.

Em 2014, Nova Friburgo se colocou entre as possibilidades para receber uma seleção. Na ocasião, o estádio Eduardo Guinle poderia receber uma série de reformas patrocinadas pela Fifa, caso a cidade fosse selecionada.

Durante o processo de escolha, a Suderj visitou municípios no Rio, dentre eles Nova Friburgo. Agentes da Fifa também estiveram na casa do Tricolor da Serra, mas algumas questões estruturais não poderiam ser atendidas. Dentre elas, estavam deslocamento, acomodação e mobilidade, como por não possuir um aeroporto e estar distante do terminal mais próximo.

 

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Se nada mudar, Seleção Brasileira fará sua preparação no CT de Teresópolis (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)
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Dia do Trabalho

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Paula Farsoun

O Dia do Trabalho não é apenas mais um feriado no calendário. Não deveria ser, pelo menos. Não é um respiro burocrático entre uma semana e outra. Trata-se de uma data que carrega história, luta e, sobretudo, um lembrete incômodo: o trabalho, que dignifica, sustenta, dá sentindo a muitas coisas na vida, também pode adoecer e excluir.

O Dia do Trabalho não é apenas mais um feriado no calendário. Não deveria ser, pelo menos. Não é um respiro burocrático entre uma semana e outra. Trata-se de uma data que carrega história, luta e, sobretudo, um lembrete incômodo: o trabalho, que dignifica, sustenta, dá sentindo a muitas coisas na vida, também pode adoecer e excluir.

Celebrar o trabalho é também uma maneira de reconhecer a centralidade que ele ocupa na vida humana. É por meio dele que se constrói autonomia, identidade e pertencimento social. Mas é também por meio dele que se revelam, com nitidez, as desigualdades mais profundas de uma sociedade.

No Brasil, o dia 1º de maio expõe um contraste difícil de ignorar. De um lado, trabalhadores formais, protegidos por um arcabouço jurídico que, apesar de imperfeito, ainda resiste. De outro, uma massa crescente de pessoas inseridas em relações precárias, informais ou travestidas de modernidade, onde a promessa de liberdade muitas vezes esconde a ausência de direitos básicos.

Não se trata de saudosismo, tampouco de rejeição às transformações do mundo do trabalho. Pelo contrário. A tecnologia, a flexibilização e as novas formas de contratação são realidades irreversíveis. Precisamos nos adaptar e fazer bom proveito de tudo que as novas formatações nos possibilitam. O problema não está na mudança em si, mas na forma como ela vem sendo conduzida: frequentemente à custa da segurança, da estabilidade e da própria dignidade do trabalhador.

Há, ainda, uma distorção perigosa no discurso contemporâneo: a romantização da exaustão. Trabalhar muito deixou de ser apenas necessário e passou a ser, em certos ambientes, um símbolo de valor pessoal. A produtividade se tornou métrica de existência. E, nesse cenário, o descanso quase soa como culpa.

O Direito do Trabalho, nesse contexto, não é um entrave ao desenvolvimento econômico, como muitos insistem em afirmar. Ao contrário: ele é instrumento de equilíbrio. É o limite civilizatório que impede que o trabalho volte a ser apenas força explorável. É a garantia mínima de que, por trás de cada função, há uma pessoa. Como professora de Direito do Trabalho há muitos anos, vivencio a dicotomia entre presenciar e apreciar toda evolução que o mundo novo nos apresenta e a preocupação com as garantias mínimas de subsistência digna.

Neste 1º de maio, talvez a reflexão mais honesta não seja sobre o quanto avançamos, mas sobre o quanto ainda precisamos avançar. Não basta comemorar empregos; é preciso discutir as condições em que eles existem. Não basta defender o trabalho; é preciso proteger quem trabalha, sob os mais diversos pontos de vista. Olhar para quem oferece a mão de obra e também para quem emprega. Porque, no fim, a verdadeira celebração do Dia do Trabalho não está no feriado, mas no compromisso contínuo com a dignidade de todos os envolvidos nas variadas esferas de trabalho, todos os dias do ano.

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Prefeito e vereadores ganham aumento de salários

sexta-feira, 01 de maio de 2026
por Laís Lima (*)

Para o funcionalismo público municipal, reajuste de 30%  

 

Edição de 1º e 2 de maio de 1976

 

Pesquisado por Laís Lima (*)

 

Manchetes

 

Para o funcionalismo público municipal, reajuste de 30%  
 
Edição de 1º e 2 de maio de 1976
 
Pesquisado por Laís Lima (*)

 
Manchetes
 
Prefeitos e vereadores têm subsídios majorados: Funcionalismo público municipal tem 30% – O prefeito de Friburgo teve seu subsídio mensal majorado de Cr$ 7 mil para Cr$ 9 mil. A Arena votou contra. Os vereadores que ganhavam Cr$ 2.500, por mês, recebem agora Cr$ 3.200. A Arena também votou contra. Já foi enviada à Câmara Municipal uma mensagem do Executivo que concede 30% de aumento ao funcionalismo. 
A Arena justifica que votou contra o aumento dos subsídios do prefeito e dos vereadores porque, em primeiro lugar, a preocupação deve ser o funcionalismo. O MDB diz que a atitude foi demagógica. A Arena afirma que recebeu recomendações de sua cúpula.
 
Ah! O dinheiro veio - Com mil regulamentos, sugestões e fiscalizações, chegou o empréstimo tão esperado do casamento feliz entre o Banco do Brasil e a Prefeitura de Friburgo. Salve-se quem puder: ruas serão abertas e avenidas construídas. Pontes serão erguidas. Salve o próximo prefeito: as dívidas serão suas…
 
Salve Friburgo no seu aniversário - Lamentem a falta de festejos - Onde estão os festejos de maio. Dia 16, a cidade faz mais um aniversário. Antigamente a cidade tinha festa o mês inteiro, hoje, não. 
 
Hambúrguer – Alencar Barroso diz que é candidato e já trabalha há dois anos. Feliciano Costa diz que aceita “para o bem do povo”. Aguilera Campos aceita a candidatura se disputar pela Arena sozinho. Roberto Pinto vem com o médico Walter Araújo. Messias tem na chapa Jofre Costa. Italo Spinelli já tem plano de governo. Ariosto e Heródoto ainda indecisos.
 
INPS acelera convênios na Semana do Trabalhador – O Instituto Nacional da Previdência Social, prestigiando a Semana do Trabalhador, fez importantes convênios para prestação de serviços médicos que serão feitos pela autarquia federal. Santa Casa de Misericórdia de Bom Jardim, uma tenente do Hospital São Vicente, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Nova Friburgo e o Grupo de Promoção Humana do Cônego. As três entidades serão beneficiadas pelo convênio recém assinado.
 
Sonho bonito e dor logo depois – Dezenas de famílias em Friburgo choram o envolvimento de seus filhos com o tóxico. Um dos delegados que mais se preocupou com o problema foi Nilson Homem de Castro. Há necessidade de uma conscientização de professores e entidades para que mostrem os trágicos caminhos do vício. Há um misto de paraíso e dor nos corações dos nossos jovens. 
 
Este “Globo” não está com nada – O Globo publicou matéria acusando policiais de Friburgo de corrupção. O secretário de Segurança pediu um rigoroso inquérito que acaba de ser concluído. Resultado: quem acusou a Polícia de celebração de convênio para implicar um terceiro tráfico de tóxicos estava no mesmo dia, preso em Cantagalo. A notícia saiu no Globo, um dos maiores jornais do Brasil, ou o melhor do país.
 
Jaburu e a arte - Nesta edição um depoimento de Júlio Cezar Cavalcanti, o Jaburu, um dos maiores incentivadores do teatro em todo o Estado do Rio. Jaburu é constantemente elogiado pelo JB devido ao seu trabalho pela cultura fluminense.
 
Coluna de primeira - Papai me solta – O diretor do Correio Friburguense parou seu carro na Rua do Resende, no Rio de Janeiro e enquanto o jornal rodava, ladrões levaram tudo que tinha no veículo. // O secretário dos Transportes do Estado promete o alargamento e o asfaltamento do trecho bairro Ypu-Theodoro de Oliveira. // Os proprietários de títulos do Country Clube tiveram uma revalorização dos mesmos. Até está semana comprava-se um título por Cr$ 8 mil. Agora estão custando Cr$ 18 mil. // A PM deve fiscalizar trecho da Rua São João e a Praça Dermeval Barbosa Moreira. // Diálogo de um PM com um jovem: “Não adianta me prender que papai me solta”.
 
Problemas da cidade – Moradores da Rua Moisés Amélio reclamam da constante escuridão na artéria. Vários pedidos já foram feitos a Cia. de Eletricidade e a Prefeitura de Friburgo. O comércio do local também fica prejudicado. // A ponte do Caribé continua com a parte de um lado completamente destruída. A situação se perdura há mais de dois meses, sem que nenhuma providência tenha sido tomada. Usuários da Friburgo Auto Ônibus afirmam que o horário de 17h30, para aquele distrito, circula  superlotado. Passageiros pedem a Faol que acrescente mais um ônibus para atender a grande demanda.

 
Chevrolet: novo prédio a cair – Depois do Eldorado que será demolido em julho, chegou a vez de outro prédio no centro da cidade que também será vendido. O grupo que aluga o atual prédio da Rua Monte Líbano deverá deixar suas dependências ainda no segundo semestre deste ano e entregá-lo aos seus proprietários. A agência Chevrolet vai se mudar para o bairro Ypu, onde foi construído um moderno prédio devido a contínua expansão daquela agência.
 
Sociais
 
A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Conceição Côrtes Teixeira, João Galindo e Laura Maria Carriello (1º); Abel Rodrigues (2); Marly Almeida, Ned Torres, Rafael Pecci, Juvenal Folly, Herbert Kunzel, Janete Maria e Francisco Fernandes Porto (3); Maria Natividade (4); Ionara Gonçalves (5); Maria Nilce Ventura, Gilberto Vassallo e Alice Cúrio (6) e Maria da Glória (7).
 
E mais: 
 
  • Colégio Anchieta faz 90 anos
  • Avenida Roberto Silveira: perigo no trânsito 
  • Câmara: a luta vai ser dura  
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim
 
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