Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

07/02/2020

Pois é. Comprometimento é virtude em falta, como se diz. Nem todas as pessoas conseguem, querem, gostam ou necessitam se entregar ao que se propõem a fazer. É bastante comum a meia entrega, aquela barrada pelo clássico “pé atrás” para tudo, por vezes somado àquela preguiça, prima daquela falta de motivação que mais funciona como travas do que qualquer outra coisa.

Leia mais
31/01/2020

Maria circulava por aí. Todo santo dia, mil tarefas por fazer, atividades de não dar conta, alguma energia vital, e a vontade de fazer dar certo. Seu simples viver dentro da normalidade, a intrigava por uma razão: ela não conseguia compreender a razão de alguém sempre exigir-lhe recompensas por alguma coisa ou indagar-lhe sobre seus interesses pelos feitos. Ela sequer conseguia explicar, mas relatara o que lembrava.

Leia mais
24/01/2020

Somos instados a fazer escolhas o tempo todo. Se pegarmos como exemplo, um único dia de nossas vidas, já podemos perceber que ao abrir os olhos pela manhã, já necessitamos optar sobre o que fazer logo em sequência. Algumas pesquisas já dão conta de que muitos de nós decidimos logo nos primeiros segundos do despertar, olhar para as telas luminosas dos celulares.

Leia mais
17/01/2020

Tudo estava empoeirado. Parecia não existir ninguém ali, aliás, parecia que ninguém trabalhava, conversava, tomava uma xícara de café ou lia um livro naquele ambiente. Era até difícil imaginar o tanto de decisões que poderiam ter sido tomadas naquela sala de reuniões ou a troca de olhares entre os anfitriões. Nas caixas havia sinais de que alguém passara por ali; havia folhas brancas, novas, entre as amareladas e gastas pelos tempos. Nas prateleiras, livros novos dividiam espaço com as “relíquias” do século passado.

Leia mais
10/01/2020

Dia desses, deparei-me com imagens do filme Aladdin e pude relembrar aquele sonho de criança de encontrar o gênio da lâmpada mágica com a possibilidade de fazer três pedidos. Lembro-me de ouvir desejos como ‘todo chocolate do mundo’, ‘férias o ano inteiro’, ‘vídeo game novo’, ‘não precisar tomar banho’, ‘morar perto dos amigos’, ‘que papai noel existisse’ etc.

Leia mais
03/01/2020

Para os próximos anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, desejo boas notícias. De todos os lados. Que seu telefone toque para que alguém lhe conceda uma boa nova. Que as capas de jornais e revistas ostentem novidades que agreguem, façam crescer e te arranque sorrisos. Que aquela velha expectativa por algum resultado, ceda espaço para um desfecho positivo.

Leia mais
27/12/2019

Aprendi com os japoneses, que é possível ter ordem sem imposição, organização pelo exemplo, ruas cheias de gente e nenhum lixo, respeito pelos espaços públicos e pelas pessoas mais velhas.

Aprendi com os japoneses que tradição se faz com orgulho no peito, com esforço coletivo, com conhecimento da história e prestígio aos ancestrais. Que a modernidade pode andar alinhada com um passado valoroso, e velado com amor por gerações.

Leia mais
20/12/2019

Professores, no fundo, se entendem entre eles. Entre nós! Há um elo invisível que transcende o título e de alguma forma tem o poder de unir e promover a compreensão. Até os olhos tomados pelas olheiras do cansaço encontram ressonância nos olhos dos outros. Não tem jeito, a gente se identifica. Docentes por amor carregam para além dos olhos fundos de quem dorme menos e foca muito no outro, corações generosos capazes de neles carregarem o mundo. Seus mundos. Seus universos de alunos aonde invariavelmente habitam seus esforços, anseios, dores e amores.

Leia mais
13/12/2019

Acabou o ano? Estamos em pleno dia 13 de dezembro, sexta-feira, e muitos já falam que o ano de 2019 terminou. De fato, estamos muito próximos do fim. Já se foram quase todos os dias desse ano um tanto abarrotado de informações, acontecimentos e mudanças. Enquanto sociedade, vimos de tudo, tememos muito, perdemos esperanças, sentimos muito. Foram tantas notícias estranhas que a exaustão coletiva foi tomando seu espaço de forma surpreendente.

Leia mais
06/12/2019

Bem que o céu cinza poderia se tornar azul de novo. A serração sumir, a neblina dissipar, o frio encolher e o astro rei voltar a tomar o seu lugar, e brilhar deixando para trás esse final de primavera com cara de inverno. As luzes do Natal até já podem ser vistas nas ruas e no comércio. .

Querendo ou não, há de se ter em mente que os dias cinzas vem, mas passarão. E podem não ter correlação com o tempo lá fora. O mundo não para se estamos tristes. Dia e noite continuam se revezando no espetáculo da vida. Somos nós que temos e perdemos a capacidade de apreciarmos o show.

Leia mais