Radar

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Para pensar:

“A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou.”

Adam Smith

Para refletir:

“Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura.”

Padre Fábio de Melo

Radar

Bom, como o leitor deve imaginar, não cai um copo na cidade sem que o telefone do colunista toque, ou ao menos receba uma mensagem.

São as vantagens (e responsabilidades) de se estar há tanto tempo no ramo, e contar com uma rede tão extensa de informantes.

Então, é claro que quando pessoas começam a ouvir - enquanto andam na calçada - brados vindos de dentro da prefeitura, a coluna fica sabendo.

Sonar

Fisgado pelos relatos, o colunista, que não estava longe, deu uma passadinha para ver do se se tratava.

E não apenas confirmou a veracidade das mensagens (obrigado, leitores!), como foi capaz de reconhecer uma ou outra voz.

Por sinal, os relatos sobre quem teria sido visto saindo do encontro, já tarde da noite, batem com essas identificações auditivas.

Faro

Bom, esse não é um espaço de fofocas, então temos muito o que apurar antes que seja possível visualizar a íntegra do quebra-cabeça.

E isso às vezes leva tempo.

Mas se o colunista farejou direito, então os desdobramentos podem ser de grande interesse para a população.

Logo saberemos.

Passivo trabalhista

As pesquisas que a coluna realizou a respeito das ações judiciais movidas contra a prefeitura, sobretudo a partir de contrato assinado ano passado para a manutenção da iluminação pública, descortinaram um cenário para lá de preocupante para os cofres do Palácio Barão de Nova Friburgo.

Até onde o Massimo foi capaz de apurar, por exemplo, apenas para este mês de setembro foram agendadas 103 audiências trabalhistas(!) envolvendo nossa gestão municipal.

Abacaxi

Nesse pacote a coluna encontrou ao menos 30 ações movidas por guardas municipais relacionadas ao pagamento de férias e/ou adicional de periculosidade de maneira aparentemente equivocada, além de 240 ações trabalhistas cobrando o pagamento do piso nacional dos professores, com efeito retroativo aos últimos cinco anos.

No caso dos professores, por sinal, as leituras de sentenças já têm apontado para o ganho de causa, ainda que caibam recursos.

Ou seja, em algum momento a bomba vai explodir.

Analogia

Questionado a respeito do impacto de tais ações, um contador experiente foi bem didático: “se uma empresa privada chegasse para mim com um passivo trabalhista desta proporção, eu diria que essa empresa iria quebrar”.

RPAs

O assunto nos fornece um gancho que não podemos desperdiçar.

O TAC firmado entre a prefeitura, MPT e MPF estabelece o dia 12 de outubro como prazo máximo para que a administração municipal “abstenha-se de contratar pessoa física, sob a formatação de autônomo, para o exercício de atividades próprias de servidores públicos efetivos ou para atender necessidade temporária de excepcional interesse público.”

Isso equivale a dizer que no próximo dia das crianças, salvo algum fato novo, os chamados RPAs deixarão os quadros públicos.

Bagunça

A intenção, claro, é moralizar.

Basta dizer, por exemplo, que há servidores cujos vencimentos ultrapassam R$ 3 mil, que ainda não sabem quando vão receber o salário de junho.

A turma está se endividando, pegando dinheiro emprestado, pagando juros, e nem ao menos sabe quando terá dinheiro no bolso.

Essa bagunça, de fato, precisa acabar.

Incertezas

A coluna tem tentado dissipar as nuvens quanto ao futuro desse contingente, sem muito sucesso.

É de se supor que no mês que vem eles recebam todos os atrasados a que têm direito, quando os vínculos vierem a ser encerrados.

Mas... E aí?

Vão fazer falta

É evidente que a administração não pode prescindir dos serviços desse pessoal sem repassar um prejuízo muito grande à qualidade dos atendimentos prestados à população.

Sobretudo na Saúde.

Afinal, o problema está na precariedade dos vínculos, não no serviço prestado.

Profissionais apreensivos têm procurado a coluna em busca de informações: vão ser aproveitados de outra forma? Haverá concurso? Vão simplesmente embora?

Espaço aberto

A coluna adoraria ter resposta para essas perguntas, e obviamente abre espaço à administração, caso queira fazer uso deste canal para eventuais esclarecimentos.

Desafio

Santa Regina Lo Bianco nos presenteia a todos com mais uma daquelas fotos que nos fazem amar ainda mais essa cidade linda que escolhemos para viver.

E a imagem não foi uma escolha gratuita, não.

Ela nos lembra a respeito da realização, no próximo dia 1º de outubro, de uma importante audiência pública na Câmara Municipal.

E aí, quem sabe de qual espaço público estamos falando?

Abraços, e boa sorte a todos!

 

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