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Avanço

sexta-feira, 18 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Câmara aprova projeto que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte

Câmara aprova projeto que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que torna permanente a Lei de Incentivo ao Esporte, pela qual empresas e pessoas físicas podem deduzir do Imposto de Renda doações e patrocínios realizados para projetos desportivos. A proposta será enviada ao Senado. De autoria do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) e outros oito parlamentares, o Projeto de Lei Complementar mantém as demais regras atuais sobre prestação de contas, restrições aos doadores e patrocinadores, responsabilidades, divulgação dos dados, infrações e definição de limites pelo Ministério do Esporte.

A partir da publicação da futura lei complementar, será revogada a lei atual sobre o incentivo (lei 11.438/06), cuja vigência iria até 2027. O texto aprovado é o substitutivo da comissão especial que analisou o tema, elaborado pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

Segundo o texto, a partir de 2028, as deduções permitidas por parte de pessoas jurídicas passam de 2% para 3% do Imposto de Renda devido, mantendo-se o patamar de 4% quando se tratar de projetos desportivos ou paradesportivos destinados a promover a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades em situação de vulnerabilidade social.

Orlando Silva lembra que, desde 2007, a lei já ajudou a captar cerca de R$ 6 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão foi atingido somente em 2024. Ele afirmou que, quando se comemora a vitória de um atleta brasileiro, a medalha tem um pedaço da Lei de Incentivo ao Esporte. "A lei é o construtor de pontes entre a periferia do Brasil e quadras, campos e ginásios. E essa oportunidade que a nossa juventude tem, queremos multiplicar, para fazer do esporte uma ferramenta para o desenvolvimento humano", disse. Silva foi ministro do Esporte por seis anos, quando a lei foi criada.

Com o argumento de que os temas não são correlatos, Silva retirou a concorrência desse incentivo com outro previsto na Lei 14.260/21, para projetos de reciclagem (ProRecicle). Assim, o limite atual máximo de dedução de 6% do Imposto de Renda da pessoa física ficará para esses projetos de reciclagem e para as contribuições feitas aos fundos da criança e do adolescente e do idoso; pela Lei Rouanet e pela Lei do Audiovisual. O limite atual de 7% da lei do esporte concorrerá somente com a desses fundos e com a cultura, sem os projetos de reciclagem.

Mesma regra valerá, também a partir de 2028, para as pessoas jurídicas, cujo valor de dedução ao esporte não será afetado pelas doações ao ProRecicle. Quanto às modalidades dos projetos que podem se beneficiar com as doações ao esporte, há mudança de nomenclatura. O desporto educacional passa a estar incluído na categoria de "formação esportiva". Já o desporto de rendimento passa a se chamar "excelência esportiva"; e o desporto de participação será "esporte para toda vida".

Outra novidade no projeto de lei complementar é que ele disciplina como os estados e os municípios poderão adotar legislações semelhantes seguindo os parâmetros da lei federal. Até que os governos editem leis atualizando os parâmetros, serão mantidos os limites e as condições para concessão de incentivo ao desporto tendo como base o ICMS e o ISS previstos em suas respectivas leis.

O projeto determina, no entanto, que essas leis perderão eficácia após a substituição desses tributos pelo IBS, como previsto na reforma tributária. O IBS terá vigência integral a partir de 1º de janeiro de 2033. Estados, Distrito Federal e municípios deverão manter comissão técnica para avaliar e aprovar o enquadramento dos projetos apresentados.

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    Orlando Silva foi o relator da matéria na Câmara dos Deputados (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

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    Parlamentares e representantes de atletas comemoram a aprovação do projeto no Plenário (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

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Situação poética

sexta-feira, 18 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Era um dia comum. Tardezinha. A moça, sobrevivente, pôs-se a pensar. A premissa: cada dia em que estamos vivos é mais um dia de sobrevivência - não em sentido estrito, mas em sentido amplo mesmo do que isso significa. Naquela ocasião, teve a oportunidade de tomar com calma a xícara de chá e por incrível que pareça ficou até tarde da noite sem fazer nada que não fosse pensar. Um privilégio, é verdade. A vida tem dessas coisas. Às vezes, se tem a oportunidade de parar... e pensar.

Era um dia comum. Tardezinha. A moça, sobrevivente, pôs-se a pensar. A premissa: cada dia em que estamos vivos é mais um dia de sobrevivência - não em sentido estrito, mas em sentido amplo mesmo do que isso significa. Naquela ocasião, teve a oportunidade de tomar com calma a xícara de chá e por incrível que pareça ficou até tarde da noite sem fazer nada que não fosse pensar. Um privilégio, é verdade. A vida tem dessas coisas. Às vezes, se tem a oportunidade de parar... e pensar.

Dois pontos de partida tomaram seu tempo e suas reflexões. Primeiro, refletiu sobre as encruzilhadas da vida. Com o dedo da mão direita, desenhou na toalha de mesa e em seu imaginário, aquele ponto central entre dois caminhos, a plaquinha indicando para a esquerda um rumo, para a direita, outro e ela bem ali, no meio. Sem saber para onde ir. Sem saber para qual direção caminhar. É uma situação poética. A vida tem dessas coisas. A encruzilhada, pelo olhar da moça naquele momento de descontração era uma metáfora. Mas na verdade, sentido na pele o desafio da escolha pelo caminho a perseguir, só conseguia perceber um nó. E a moça, naquele meio distante de um real ponto de equilíbrio, sentia que precisava tomar uma decisão. Só não sabia qual.

A vida tem dessas coisas. E nossa, como é difícil! Aquela velha frase de que cada escolha implica em renúncias é uma verdade sentida no âmago do ser. Há quem viva de olhar para trás e se arrepender de ter ido pela direita ao invés da esquerda. Há quem olhe para frente e vislumbre um horizonte único que será perseguido em qualquer caminho, desde que se continue a andar adiante.

Às vezes, até mesmo o ponto nevrálgico da dúvida e da decisão pode merecer uma desconstrução. Pode ser que o tamanho do nó, o embaçamento da visão, o peso preso aos pés e a necessidade de opinião do outro tenham muito a ver com nossas expectativas. Desconstruir barreiras também é um processo. E seguir em frente sem medo de se arrepender pelo que deveria ter sido e não foi é uma baita evolução. Essa foi a segunda reflexão.

A moça percebeu que deveria desconstruir de alguma maneira esse medo de dar errado e o temor de escolher o pior caminho e entender que o processo é assim mesmo e que quanto maior for seu autoconhecimento, maior a probabilidade de celebrar opções que tenham nexo com seus valores e sua trajetória. Percebeu que as questões da vida não vêm com gabarito. E que a encruzilhada não é um enunciado com resposta pronta. Percebeu que mesmo que depois venha a se reconhecer em outro direcionamento na trajetória da vida, aquilo tudo que um dia foi construído, de alguma maneira se permanecerá de pé.

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Tenho câncer. E agora?

quinta-feira, 17 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Entre 2023 e 2025 devem surgir 704 mil novos diagnósticos de câncer no Brasil segundo o Inca, Instituto do Câncer. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer prevê que cerca de dois milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer só em 2025. Receber um diagnóstico de câncer atinge a pessoa profundamente.

Entre 2023 e 2025 devem surgir 704 mil novos diagnósticos de câncer no Brasil segundo o Inca, Instituto do Câncer. Nos Estados Unidos, o Instituto Nacional do Câncer prevê que cerca de dois milhões de pessoas serão diagnosticadas com câncer só em 2025. Receber um diagnóstico de câncer atinge a pessoa profundamente.

As reações iniciais que uma pessoa experimenta ao saber que tem câncer são choque, negação, sensação de perda de controle sobre sua vida, incerteza, medo, ansiedade, depressão, revolta. O medo e a ansiedade se relacionam com a dúvida do que virá no futuro a curto, médio e longo prazo. Como será o tratamento? Vai sobreviver? Vai sofrer muito?

Um em cada quatro pacientes com câncer acaba entrando em depressão, infelizmente, e apenas 5% deles procuram um profissional em saúde mental e isso nos Estados Unidos, país de primeiro mundo. A pessoa com câncer também pode experimentar raiva e negação, dizendo a si mesma que não pode ser verdade esse diagnóstico. A negação é uma fuga da realidade até que a pessoa esteja pronta para aceitar e encarar a verdade de que tem a doença. Outros indivíduos ao saberem que têm um câncer se culpam por sentirem que elas provocaram a doença ou por pensar que irão sobrecarregar a família e amigos.

Importante entender que cultivar esperança, seja no caso de um diagnóstico de câncer ou de outro problema, auxilia no tratamento porque a atitude mental de esperança ativa a produção de neurotransmissores que favorecem um bom funcionamento do sistema imunológico, essencial na luta contra câncer, infecções, viroses e outras enfermidades.

Ter pessoas que dão apoio também é importante no enfrentamento do câncer. Esse apoio pode ser através de grupo de apoio presencial ou online, pode ser num atendimento em aconselhamento profissional. Escrever uma espécie de diário onde você descreve seus sentimentos dia a dia, auxilia também. E a pessoa com câncer precisa se proteger daqueles indivíduos que sugam com perguntas, conselhos não pedidos, lamentos, sugestões de tratamento, que apesar disso poder ser feito com boa intenção, pode estressar a pessoa com câncer.

O portador do câncer se beneficia praticando uma tarefa que para ela é relaxante, como cuidar de plantas, bordar, fazer tapeçaria, ler, e ter atividade ao ar livre em meio à natureza em ambiente de ar puro, luz solar, longe da agitação urbana. Deve priorizar o descanso, pedir ajuda para evitar multitarefas, usar alimentação vegetariana equilibrada sob orientação de um nutricionista.

Expressar os sentimentos num ambiente protetor, acolhedor e empático, como num grupo de apoio, ou num atendimento individual de apoio psicológico, ou ainda num aconselhamento pastoral, e mesmo com parentes mais próximos e amigos, ajuda a aliviar a tensão, o medo, a ansiedade e a tristeza. Dependendo do tipo de câncer, manter uma atividade física aeróbica que pode ser caminhada ao ar livre em meio à natureza, fortalece o sistema de defesa do corpo e auxilia no combate à essa doença. E fundamental para proteção do seu corpo e mente é abandonar o tabagismo, o consumo alcoólico, usar café de cevada ou de milho em lugar do café convencional, e fazer todo o possível para abandonar produtos da dieta que tenha origem animal, dando preferência a uma alimentação com cereais integrais, frutas, verduras, legumes.

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Cesar Vasconcellos de Souza

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Oportunidade

quinta-feira, 17 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Atletas fluminenses podem receber auxílio de até R$ 5 mil para prática esportiva

Atletas fluminenses podem receber auxílio de até R$ 5 mil para prática esportiva

Com recorde de 825 atletas contemplados em 2024, o Bolsa Atleta RJ abriu inscrições para sua quarta edição. O maior programa de transferência direta de recursos do Estado para apoiar o esporte fluminense contempla atletas de diferentes categorias, da base ao olímpico, com benefícios que variam de R$ 500 a R$ 5 mil mensais. O acesso à iniciativa é feito por meio de edital de seleção pública e as inscrições estão disponíveis até o dia 31 de julho. No biênio 2024/2025, o Governo do Estado investirá R$ 15 milhões no programa.

“O Bolsa Atleta RJ é uma política pública que leva dignidade e reconhecimento para os nossos atletas, incluindo os paratletas. Ao investir nesses talentos, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com o esporte como ferramenta de inclusão, transformação social e superação. Além disso, o programa é uma oportunidade para que possam se dedicar integralmente aos treinos, com a garantia de recursos”, destacou o governador Cláudio Castro.

Para concorrer, o atleta deve acessar o site www.rj.gov.br/servico/bolsa-atleta-rj121 e apresentar resultados esportivos compatíveis com a categoria pleiteada, bem como toda a documentação exigida no edital. Atletas e paratletas que conquistaram medalhas na edição mais recente dos Jogos Olímpicos, Paralímpicos, Surdolimpíadas ou Pan-Americanos poderão ter a bolsa renovada automaticamente, desde que comprovem estar em plena atividade esportiva até a abertura do processo seletivo de 2025. Os resultados serão divulgados no dia 22/08.

“O sucesso do Bolsa Atleta RJ ano após ano mostra que estamos no caminho certo. Nosso objetivo é garantir que cada atleta, independentemente da modalidade ou do nível em que compete, tenha o suporte necessário para se desenvolver e alcançar o melhor desempenho possível”, disse o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Rafael Picciani.

A distribuição das bolsas por categoria segue as determinações do edital. A expectativa é que o número de atletas contemplados seja superior ao do ano passado. O programa tem duração de 12 meses e prevê duas prestações de contas ao longo do período.

O edital de 2025 traz uma cláusula específica para atletas gestantes e puérperas, garantindo a manutenção do benefício por um período mínimo de seis meses após o parto. A medida foi sancionada pelo governador Cláudio Castro em março deste ano, ampliando os direitos e a permanência das mulheres no esporte de alto rendimento.

De acordo com a nova lei, o período adicional do benefício não deve exceder o limite de 15 parcelas consecutivas. Caso a atleta não tenha participado de competições nacionais ou internacionais no ano anterior ao pedido de concessão da bolsa, devido à gestação ou ao puerpério, ela poderá utilizar os resultados do ano anterior para o pleito.

O Programa Bolsa Atleta RJ foi criado pela Lei Estadual 5.799/2010, alterada pela Lei Estadual 7.735/2017, regulamentada pelo Decreto 47.949/2022 e pela Resolução SEI 306/2023. É um programa de natureza continuada, que busca proporcionar condições básicas para que os atletas se dediquem ao que mais importa: treinos e competições nacionais e internacionais. Lançado em 2022, registrou um crescimento de 150% no número de beneficiados em 2024.

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    Jovens atletas poderão ser beneficiados com os incentivos previstos no programa (Crédito: Divulgação / Governo do Estado)

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    Participantes de eventos dos mais diversos podem pleitear uma das bolsas ofertadas pelo Estado (Crédito: Divulgação / Governo do Estado)

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Trocou-se a fantasia, mas a festa segue a mesma

quinta-feira, 17 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nos últimos meses, Nova Friburgo tem vivido uma sequência de escândalos que envergonham até o mais otimista dos cidadãos. A cada semana, surgem novas informações sobre contratos suspeitos, valores incompatíveis com a realidade e a já conhecida promiscuidade entre o poder público e certos fornecedores.

Nos últimos meses, Nova Friburgo tem vivido uma sequência de escândalos que envergonham até o mais otimista dos cidadãos. A cada semana, surgem novas informações sobre contratos suspeitos, valores incompatíveis com a realidade e a já conhecida promiscuidade entre o poder público e certos fornecedores.

É como se a cidade estivesse presa num ciclo de repetições de más gestões e de escândalos sem fim: troca-se o palco, muda-se o evento, mas os personagens e os bastidores continuam os mesmos. Desde a época dos acalorados embates em Paulo Azevedo e Heródoto, passando pelos absurdos pós enchente até o presente momento.

 

Eventos são importantes, porém

É inegável que eventos públicos são importantes para a cidade. Eles movimentam a economia, atraem turistas, fortalecem o comércio local e geram oportunidades. Mas também é inegável que, em Friburgo, essas iniciativas têm sido tratadas como verdadeiros balcões de negócios.

Basta uma leitura atenta nos contratos publicados no Diário Oficial para notar incoerências gritantes: empresas recém-abertas vencendo licitações vultosas, estruturas superfaturadas, pagamentos adiantados e uma falta de transparência que já beira o deboche, especialmente se falando dos valores gastos com shows de artistas para o evento “Reforma Protestante”.

Enquanto isso, a cidade enfrenta dificuldades reais. O mato toma conta de praças e calçadas, o hospital segue ao léu, e os bairros mais distantes continuam esquecidos, sem infraestrutura mínima. Os servidores, que carregam a máquina pública nas costas, convivem com atrasos salariais, falta de insumos e promessas não cumpridas.

Mas, para os eventos, há sempre verba e espaço no orçamento — desde que os contratos caibam no bolso certo. E o mais irônico é que, em muitos desses contratos, o discurso é de valorização do turismo e da cultura friburguense. No entanto, os verdadeiros artistas da cidade sequer são, muitas vezes, os contratados.

 

Revolta, mas não surpreende

Em vez de servir à cultura, os eventos parecem servir a um grupo muito específico — sempre os mesmos, diga-se, o grupo de apoio político à atual gestão. A tal "turma dos eventos" virou piada pronta nas rodas de conversa e palco de um escândalo que dividiu os palcos políticos da cidade.

É triste ver o nome de Nova Friburgo envolvido em escândalos que poderiam ser facilmente evitados com transparência, ética e respeito ao dinheiro público. Mais triste ainda é ver que, mesmo diante de tantas denúncias, ainda há quem defenda o indefensável — seja por conveniência, por medo, ou por interesse.

Em uma cidade onde há artistas locais qualificados, produtores culturais experientes e mão de obra abundante, é curioso ver que apenas determinados nomes aparecem repetidamente nas contratações, como se fossem os únicos capazes de realizar uma festa ou um show.

É importante dizer que a crítica aqui não é contra eventos — ao contrário. A cidade precisa deles, especialmente em tempos difíceis, quando o lazer e a arte se tornam refúgios. Mas precisamos de eventos que respeitem a legalidade, que valorizem o artista local, que prestem contas dos seus gastos e que beneficiem a população como um todo, e não apenas quem está com o crachá certo no peito.

 

Fiscalização

O Ministério Público tem cumprido seu papel – ao menos no presente momento -, com investigações que já resultaram em ações, afastamentos e pedidos de explicações. Mas não pode agir sozinho. A Câmara de Vereadores, em grande parte omissa, precisa lembrar que o seu papel não é apenas votar projetos do Executivo, mas fiscalizar com independência.

No entanto, as audiências públicas têm, a cada dia, escancarado o distanciamento entre o discurso e a prática. Muitos vereadores se comportam como defensores da gestão, ainda que diante de fatos gritantes. Preferem o silêncio conveniente ao confronto necessário. Esquecem que foram eleitos para fiscalizar, não para aplaudir.

Esse alinhamento político com o Executivo, diante de fatos tão graves, enfraquece a democracia local e mina a confiança da população em soluções. Quando os vereadores deixam de questionar contratos suspeitos, de exigir transparência e de representar os interesses da comunidade, tornam-se cúmplices do que deveriam combater.

A Câmara não pode ser palco de conchavos e acordos velados, mas espaço de debate, fiscalização e coragem política. O povo não precisa de aliados do prefeito, mas de guardiões do interesse público.

Friburgo é uma cidade linda, cheia de potencial e com um povo trabalhador. Merece mais do que administrações que enxergam o serviço público como uma extensão dos próprios interesses. A cidade merece um novo capítulo, longe dos velhos vícios. Mas esse capítulo não vai se escrever sozinho. Vai depender da coragem de quem denuncia, da independência de quem fiscaliza e da consciência de quem vota.

Muitas pessoas sempre acharam que os textos desta coluna tinham tendência política, mas o tempo tem se encarregado de revelar que não era questão de lado — era questão de lucidez. Enquanto alguns preferiam o conforto da conveniência, optei por enxergar o que muitos insistiam em ignorar. Não se trata de oposição, mas de compromisso com a verdade, mesmo quando ela incomoda. Afinal, quem escreve com consciência antecipa aquilo que, mais cedo ou mais tarde, salta aos olhos de todos.

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Rivais definidos

quarta-feira, 16 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Duque de Caxias e Petrópolis, rebaixados à Série B1, serão adversários do Frizão

A configuração está completa. Com os rebaixamentos de Duque de Caxias e Petrópolis, todas as equipes da Série B1 do Campeonato Carioca deste ano estão definidas. A competição está prevista para acontecer entre a primeira semana setembro e a segunda semana de novembro, conforme calendário oficial divulgado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. O Friburguense estará novamente na disputa da terceira divisão estadual, em busca do acesso e do título.

Duque de Caxias e Petrópolis, rebaixados à Série B1, serão adversários do Frizão

A configuração está completa. Com os rebaixamentos de Duque de Caxias e Petrópolis, todas as equipes da Série B1 do Campeonato Carioca deste ano estão definidas. A competição está prevista para acontecer entre a primeira semana setembro e a segunda semana de novembro, conforme calendário oficial divulgado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro. O Friburguense estará novamente na disputa da terceira divisão estadual, em busca do acesso e do título.

Com as definições, naquela que promete ser a Série B1 mais equilibrada dos últimos anos, estarão presentes, além de Friburguense, Duque de Caxias e Petrópolis, as equipes do Bonsucesso, Paduano, Nova Cidade, Artsul, Nova Cidade, Serrano, Carapebus, Niteroiense e Campo Grande. A reunião arbitral para a definição do regulamento e da tabela deve ser realizada nas próximas semanas.

Em 2024, o Frizão encerrou a competição com duas vitórias, quatro empates e duas derrotas. Na temporada, o técnico Gerson Andreotti quase não conseguiu repetir as escalações, sofrendo com diversas lesões, o que atrapalhou no desempenho e na conquista de resultados. O Tricolor da Serra encerrou a sua participação na Série B1 estadual na quinta colocação, com dez pontos conquistados.

 

Série B1 Sub-20

 

Um tropeço que complica os planos de classificação para as semifinais do Campeonato Carioca Sub-20 da Série B1. Na última quarta-feira, 9, o Friburguense encarou o Niteroiense, na Concha Acústica de Niterói, e acabou derrotado por 2 a 0. O resultado deixa o Tricolor um pouco mais distante do G-4, obrigando a equipe a conseguir dois bons resultados nas últimas rodadas e ainda torcer contra alguns adversários. O próximo compromisso é o duelo com o Bonsucesso nesta quarta-feira, 16, às 14h45, no Leônidas da Silva.

Com o resultado diante do Niteroiense, o Tricolor da Serra permaneceu com sete pontos, ocupando a oitava posição. Restam mais duas partidas para o fim da primeira fase, e a equipe está a quatro pontos do quarto colocado, o Carapebus, primeiro time na zona de qualificação para as semifinais. Além do Bonsucesso, o Frizão ainda vai encarar o Artsul, no Eduardo Guinle.

O Friburguense foi a campo, na última quarta-feira, com Helder, Juninho, Guilherme, Danilo e Bryan; Isaque, Ryan, Cadu e Pedrinho; Bernardo e Kaio Gabriel.

 

Tabela do Frizão Sub-20

  • Campo Grande 1 x 0 Friburguense, Ítalo del Cima
  • Friburguense 3 x 1 Paduano, Eduardo Guinle
  • Serrano 3 x 1 Friburguense, Atílio Marotti
  • Friburguense 3 x 1 Carapebus, Eduardo Guinle
  • Nova Cidade 1 x 1 Friburguense, Joaquim Flores
  • Friburguense 0 x 1 São Cristóvão, Eduardo Guinle
  • Niteroiense 2 x 0 Friburguense, Concha Acústica de Niterói
  • 16/jul – Qua - Bonsucesso x Friburguense, Leônidas da Silva
  • 23/jul - Qua - 14h45 - Friburguense x Artsul, Eduardo Guinle
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    Frizão já conhece todos os adversários que irá enfrentar na Série B1 profissional deste ano (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Sub-20 acabou sendo derrotado no estádio Concha Acústica, em Niterói, dificultando a luta pela classificação (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Conexões e partilhas na mágica da vida

quarta-feira, 16 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Se conectar com o outro requer muito mais do que simplesmente estar ao lado.

Uma conexão vai acontecendo meio tímida, com receios e dúvidas, sem saber onde vai chegar e parar.

Quando nos conectamos de forma verdadeira, nos despimos para o outro, tiramos todas as camadas que usamos no nosso dia a dia.

Se conectar com o outro requer muito mais do que simplesmente estar ao lado.

Uma conexão vai acontecendo meio tímida, com receios e dúvidas, sem saber onde vai chegar e parar.

Quando nos conectamos de forma verdadeira, nos despimos para o outro, tiramos todas as camadas que usamos no nosso dia a dia.

Uma vida corrida nos apressa nesse conectar e partilhar. Os encontros são remarcados, esquecidos, espaçados, escondidos. O nosso carro da Fórmula 1 passa com pressa pelos boxes, roncando os motores, sem tempo para pit stop, mesmo quando os pneus precisam ser trocados ou alinhados.

A vida mais parece uma corrida do que uma partilha.

O partilhar não é fácil. Por vezes, traz desconexões, uma comunicação difícil e acelerada, que pede um desacelerar que nem sempre conseguimos realizar.

Partilhamos alegrias, dores, sabores,  vulnerabilidades, anseios, desejos, vitórias, derrotas, frustrações. E assim, nossas conexões vão sendo construídas ou perdidas.

Neste início das férias escolares, me encontro revisitando lugares, conhecendo mais as pessoas e novos espaços, experimentando comidas, quebrando estigmas, mas, principalmente, me (re)conectando e partilhando.

O carro escolhido para a minha corrida está passando pelos boxes devagar, bem lentamente, trocando os pneus e todas as peças avariadas que precisam ser mudadas. Sem pressa.

Uma partilha desacelerada traz conexões profundas com nós mesmos, com o outro, com o espaço que nos cerca. Esse espaço que, pouco a pouco, vai sendo modificado. Seja pelo tempo que vai chegando para todos de forma diferente, seja pelos olhares e visões que cada um de nós vai carregando consigo ao longo do percurso.

Mas o que seria da mágica da vida sem essas conexões e partilhas? As lembranças seriam mornas, sem o doce sabor das nossas descobertas? Será que esse encantamento seria tão profundo?

Modificar a pista desta corrida é uma tarefa longa. Nem sempre a ausência de obstáculos fará com que realizemos a melhor corrida. Assim como querer chegar primeiro que o outro não é uma opção, pois competir não faz parte do momento.

No final, mesmo uma partilha curta pode despertar conexões recheadas de leveza, trazendo encanto para a nossa jornada. Uma corrida que não para, mas que podemos escolher com quem queremos estar, conectando e partilhando.

Com isso, há entrega com profundidade e fortalecimento nas relações.

E você, já pensou com quem quer parar neste pit stop?

 Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Uma troca de técnico para lá de benéfica

quarta-feira, 16 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Com apenas uma alteração no time que enfrentou o Vasco da Gama, no último sábado 12, Montoro entrando no lugar de Allan, o Botafogo voltou a jogar seu futebol vistoso e que encantou torcedores e imprensa não comprometida. O que o português Renato Paiva não entendeu, Davide Ancelotti, novo treinador da equipe, em apenas dois dias ajustou o time e elevou a estima do torcedor alvinegro. Aliás, chega de portugas na direção da equipe, pois depois de cinco, na realidade só dois deram certo e, mesmo assim, por pouco tempo atraídos que foram pelos dólares sauditas.

Com apenas uma alteração no time que enfrentou o Vasco da Gama, no último sábado 12, Montoro entrando no lugar de Allan, o Botafogo voltou a jogar seu futebol vistoso e que encantou torcedores e imprensa não comprometida. O que o português Renato Paiva não entendeu, Davide Ancelotti, novo treinador da equipe, em apenas dois dias ajustou o time e elevou a estima do torcedor alvinegro. Aliás, chega de portugas na direção da equipe, pois depois de cinco, na realidade só dois deram certo e, mesmo assim, por pouco tempo atraídos que foram pelos dólares sauditas.

O atual técnico, italiano de origem, tem como indicação o fato de ser filho do já consagrado Carlo Ancelotti, atual manager da seleção brasileira, e de ter sido seu auxiliar por muitos anos, em vários clubes europeus. Na realidade, o Botafogo é sua primeira experiência como treinador, ele que antes de se tornar auxiliar do seu pai, foi jogador de futebol, atuando no meio-campo. Talvez, por isso, tenha percebido a joia que os scouts do time alvinegro descobriram no futebol argentino e tenha lançado Álvaro Montoro, desde o início, no jogo de sábado. Na minha opinião ele não deixa saudades de Thiago Almada, também argentino e que foi emprestado pelo Fogão, ao Lyon da França, pois é muito melhor.

O Botafogo não fez feio na copa do mundo de clubes, encerrada no domingo 13, mas poderia ter ido mais longe se tivesse no comando um treinador mais inteligente e corajoso. Tudo bem que contra o Paris Saint Germain, atual campeão francês e da Liga dos Campeões da Europa, Paiva escalasse um time mais defensivo, com três volantes no meio de campo e sem nenhum armador, apostando nos contra-ataques. Inclusive, na estreia, o PSG batera o Atlético de Madri por 4 a 0, deixando claro as suas credenciais.

No entanto, ele modificou a maneira de jogar do Botafogo e manteve o time contra esse mesmo Atlético de Madri, se classificando em segundo, na sua chave, após a derrota por 2 a 0. Pior, nas oitavas de final, ao enfrentar o Palmeiras, seu velho conhecido e nenhum bicho papão, foi incapaz de modificar o time, despedindo-se precocemente do torneio, após ser derrotado por 1 a 0. Deixou clara a sua intenção de tentar a sorte na disputa por pênaltis, já que o gol do Palmeiras saiu no final da prorrogação, após um empate nos 90 minutos regulamentares. Na realidade, tínhamos time para ir mais longe, como foi o caso do Fluminense, que adotou a cautela como estratégia, mas sem jamais abdicar da busca pela vitória.

Davide Ancelotti de burro não tem nada, pois sendo italiano, fala um português do Brasil mais do que suficiente para se fazer entender por seus jogadores, o que facilita em muito sua tarefa, pois não precisa de intérpretes. Aliás, cobrou de seus auxiliares diretos, que em um mês aprendam o suficiente para se fazerem entender pelos jogadores. Paiva, apesar de dominar o português, por ser sua língua materna, não conseguiu a empatia tão desejada entre comandante e comandados. Tentou impor uma filosofia de jogo totalmente diferente daquela que já estava memorizada pelos jogadores, filosofia essa que levou o time, em 2024, a ser campeão do Brasileirão e da Libertadores da América. Foi uma passagem curta e desastrosa no comando do Glorioso.

Ancelotti estreou com pé direito, reativou a maneira de jogar do ano passado, ou seja, fez com que o memorizado durante todo o ano de 2024 voltasse à lembrança dos seus comandados. Além do mais, o aprendizado dos anos em que passou como auxiliar técnico de um treinador vencedor, vai ser benéfico para a equipe de Botafogo. Alguns comentaristas já disseram que ele, na realidade, ajudou muito o pai a renovar ideias que já estavam um tanto quanto desgastadas, no dia a dia de Carlo Ancelotti.

Que ele tenha sucesso nessa nova etapa de sua carreira, que traga muitas vitórias e títulos para o Botafogo e que John Textor tenha visão suficiente para, ao final da temporada, renovar seu contrato baseado na sua performance, para não correr o risco de perder treinadores vencedores como foi o caso de Luís Castro e Artur Jorge.

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Voo para o infinito

quarta-feira, 16 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Carros são varejistas da morte; aviões, atacadistas

Carros são varejistas da morte; aviões, atacadistas

Com certeza vocês tomaram conhecimento do desastre aéreo que matou duzentas e noventa pessoas na Índia. Isso é muito triste, nem dá para imaginar o sofrimento de quem perdeu, de forma tão inesperada, alguém a quem amava. Às vezes, no mesmo acidente, mais de uma pessoa amada. Embarcaram para Londres e voaram para o infinito. Ou foram atingidos em terra mesmo: a morte pousou sobre eles quando estavam com os pés solidamente plantados no chão. Muito triste, mas não surpreendente. Os aviões são muito seguros, morre mais gente nas estradas do que nos ares, o lugar onde mais se morre é na cama, etc., etc., etc. O problema é que o avião, quando cai, não costuma deixar ninguém para contar como foi. Carros são varejistas da morte; aviões, atacadistas.

O espantoso é que havia duzentas e quarenta e duas pessoas a bordo. Ou seja, uma escapou. Isso, sim, é extraordinário. Por que um foi poupado, que anjo abriu as asas sobre Vishwakumar Ramesh no momento em que tudo em volta explodia e queimava? Milagres, mistérios, acasos que nunca chegaremos a compreender. Compreenderemos, talvez, quando tudo terminar também para nós, quando finalmente chegar aquela que Manuel Bandeira chamou de “a Indesejada das gentes”. Essa sempre vem, pois, como disse Dag Hammarskjöld, “Não procure a morte, ela o encontrará.”

Ninguém morre na véspera, ensina o ditado popular, com a sabedoria comum aos axiomas que saem da boca do povo. Um rapaz perdeu o fatídico voo indiano porque o trânsito o atrasou. “Maldito trânsito!”, deve ele ter praguejado antes. “Bendito trânsito!”, deve ele ter agradecido depois. Quantas vezes não ouvimos dizer “salvou-se por um triz”? Mesmo sem saber o que significa triz, entendemos que foi por muito pouco, foi um quase nada que desviou a bala, que parou o carro, que evitou o tombo fatal.

Na verdade, vivemos por um triz. Vai alguém caminhando pela calçada e, sem mais avisos, o coração diz “cansei!” e interrompe definitivamente a caminhada. Dormimos sem ter certeza de que acordaremos, acordamos sem saber se alcançaremos o fim do dia. Embarcamos e talvez não cheguemos aos braços de quem nos espera. E, como se a morte não ceifasse por conta própria, os homens inventam meios de ajudá-la, cultivando ódios, inventando guerras, semeando violência no dia a dia.

Mas vamos amenizar a conversa. Porque a vida, embora tão frágil, ainda “vale a pena se a alma não é pequena”. Além do mais, viver pensando na dolorosa realidade que nos cerca é ir morrendo aos poucos, e de que nos adianta isso? Se prestarmos bem atenção, veremos que por todo lado há coisas boas acontecendo. Somadas, elas certamente são maiores do que todas as más notícias que nos atingem. Não fechemos os olhos aos aviões que caem, mas não deixemos de olhar, com intensidade ainda maior, os lírios nos campos e as aves no céu. 

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Comunicar a esperança e o cuidado com a casa comum

terça-feira, 15 de julho de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Parte 1

Parte 1

 Vivendo intensamente o Ano Santo Jubilar da Esperança iniciado no final de 2024 pelo Papa Francisco e, com a sua Páscoa definitiva, continuado em 2025 pelo Papa Leão XIV, celebrando os dez anos da profética Encíclica "Laudato Si ", somos chamados a comunicar este amor misericordioso de Deus, num encontro fecundo da Igreja que se aproxima dos seus filhos, os abraça, especialmente os mais necessitados e sofridos, os mais pobres e desamparados, os mais pecadores e perdidos, para libertá-los e promovê-los , no resgate de sua dignidade de filhos do Senhor, no sentido de uma ecologia integral.

"A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. E se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus" (Mensagem do Papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais).

Nesta perspectiva da esperança amorosa que assume a vida do outro e do mundo para redimi-los e salvá-los, estendendo as graças do Mistério Pascal de Cristo a todas as pessoas e realidades, a Igreja missionária no Brasil (CNBB) organiza, há várias décadas, a Campanha da Fraternidade, refletindo, conscientizando, partilhando as temáticas que envolvem a relação do homem com Deus, dos homens entre si e dos homens com a natureza; vendo, com a colaboração das ciências específicas, os desafios para a realização da justiça e do Plano de Amor de Deus; julgando à luz do Evangelho, da Sagrada Escritura e Sagrada Tradição, com a palavra do seu Magistério; agindo, através das propostas e linhas, projetos e gestos concretos; celebrando sempre na caminhada eclesial na purificação continuada de um testemunho da manifestação misericordiosa do dar a vida pela libertação dos irmãos, o que prepara penitencialmente o coração de todos nós, cristãos, para a vitória da ressurreição do Senhor no chão de cada história e de cada comunidade.

Neste sentido, sua temática refletida e proposta concreta se estendem por todo o ano e por toda a missão permanente da Igreja. 

 O tema escolhido neste ano foi "Fraternidade e Ecologia Integral" , com o lema "Deus viu que tudo era muito bom" (Gn 1, 31)). Neste objetivo é ricamente uma campanha que busca a justiça socioambiental em plena comunhão com a Encíclica Laudato Si (Louvado Sejas) e a sua atualização, a "Laudate Deum", ambas do mesmo saudoso Papa Francisco, aprofundando o sentido da nossa corresponsabilidade humano-cristã pelo meio ambiente, unidos todos, cristãos e não cristãos e todos os homens de boa vontade por uma mesma causa  - a preservação do planeta - a nossa casa comum. (Continua na próxima semana)

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é chanceler da Diocese de Nova Friburgo

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