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A VOZ DA SERRA é um compêndio diário de conhecimentos

terça-feira, 16 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Como interpretar uma charge? Cada olhar tem um modo de perceber e cada cena tem uma interpretação, a partir do olhar de quem a idealizou. É gostoso entender a vida e suas peculiaridades por intermédio de um desenho. É a leitura sem texto. Louvemos o autor das charges de A VOZ DA SERRA, o Silvério, que vem nos deliciando com essas leituras. Desta vez, a cegonha ganhou a cena e Papai Noel passou “voando”, expressivamente assustado com a falta de sorte da famosa ave, sem bebês para carregar.

Como interpretar uma charge? Cada olhar tem um modo de perceber e cada cena tem uma interpretação, a partir do olhar de quem a idealizou. É gostoso entender a vida e suas peculiaridades por intermédio de um desenho. É a leitura sem texto. Louvemos o autor das charges de A VOZ DA SERRA, o Silvério, que vem nos deliciando com essas leituras. Desta vez, a cegonha ganhou a cena e Papai Noel passou “voando”, expressivamente assustado com a falta de sorte da famosa ave, sem bebês para carregar.

Quem nos trouxe informações sobre essa escassez de bebês foi Isabella Rodrigues que, sob a supervisão de Henrique Amorim, registrou “queda na taxa de natalidade pelo sexto ano consecutivo no Brasil. Os dados são do IBGE, sendo essa queda a maior dos últimos 20 anos. Isso é um “tombo” significativo e a causa dessa ausência de bebês prende-se ao fato de que “ter um filho não entra mais na lista de prioridades das novas gerações”. Dos casais entrevistados na matéria, ambos são da mesma opinião: não é bem o momento de ter filhos. Pareceu-me que ainda é cedo. E digo isso porque, a primeira criança que a “cegonha” me trouxe veio quando minha vida conjugal já contava 11 anos e, três anos depois, veio mais uma criança. Vamos esperar que o destino decida!

Enquanto as novas famílias dão tempo ao tempo para definir se vão ou não dar lugar para um novo integrante, há famílias que buscam seus entes desaparecidos. Ana Borges destaca que o “Brasil registrou cerca de 82 mil casos em 2024, um aumento de 5% em relação ao ano passado”. É como se explica – “desaparecimento de entes queridos provoca um luto que não acaba”. São casos e mais casos divulgados, apelos, fotos e modos de vida de quem se procura. Ficam a incerteza e a angústia amparadas numa esperança de encontro. “É um fenômeno bem mais complexo e doloroso do que a própria morte. Afinal, quando há pessoas desaparecidas sempre existe a esperança de que voltem a qualquer momento...”. É um profundo desassossego que tortura para sempre.

Com tanta complexidade nas surpresas de viagem, “a literatura de horror brasileira” ganha mais uma obra de Diego Aguiar Vieira – “O apocalipse Amarelo 2: Os Imundos de Shub-Niggurath”. Diz o autor: “Se você acompanhou o primeiro livro, ou se interessa por histórias que misturam horror, delírio e uma investigação profunda de nossa história atual, este volume é um bom ponto para continuar, ou começar a travessia”. Diego tem outras obras, “vive em Belo Horizonte, é casado, tem uma filha e é tutor de uma gata”. Bem mais perto de nós, em 20 de janeiro, em Cantagalo, será lançado o livro “Era uma vez uma guerra na Caatinga”, da escritora Fabiana Corrêa. A obra “é uma narrativa que se passa dentro do universo de Os Sertões, de Euclides da Cunha...”. “É contar uma história que tem que ser lembrada sempre, contar para não esquecer...”.

Em “Há 50 Anos” o jornal registrava um alerta sobre cuidados com os animais: “Será justo o castigo que é imposto aos animais?”. A recompensa vem 50 anos depois! Foi aprovada a redação final do novo código dos Direitos dos Animais no Estado. São mais de 70 artigos e 16 capítulos, substituindo o antigo código de 2002. Que beleza!

Em “Sociais”, Ronaldo Lo Bianco, da SCA Móveis, festejando em 14 de dezembro mais um aniversário, com amigos e familiares. Parabéns, amigo! Eu acho que esse é mesmo o mês dos “iluminados”, pois a querida Mária Ventura, aquela que tem o mais lindo nome, festeja também seu brilhante nascimento na quarta-feira, 17. Felicidades, amiga! Que sua luz sempre se irradie para nos brindar com seu brilho de Mária, linda!

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Prefeitura tem projeto para cortar a Praça Marcílio Dias

sábado, 13 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 13 e 14 de novembro de 1975

Pesquisado por Laís Lima (*)

Manchetes: 

Projeto para cortar a Praça Marcílio Dias - Engenheiros da municipalidade já estão anunciando estudos para realizar uma radical transformação na Praça Marcílio Dias, no Paissandu, e também para o coreto ali existente. A prefeitura nada informou sobre o assunto até agora. A ideia repassada pelos engenheiros, está ainda em fase de estudos, mas é quase certo que venha ocorrer.

Edição de 13 e 14 de novembro de 1975

Pesquisado por Laís Lima (*)

Manchetes: 

Projeto para cortar a Praça Marcílio Dias - Engenheiros da municipalidade já estão anunciando estudos para realizar uma radical transformação na Praça Marcílio Dias, no Paissandu, e também para o coreto ali existente. A prefeitura nada informou sobre o assunto até agora. A ideia repassada pelos engenheiros, está ainda em fase de estudos, mas é quase certo que venha ocorrer.

Cem caixas de som vão fazer o Natal na Avenida Alberto Braune – O impossível vai acontecer no “Carnaval” de 25 de dezembro de 1975. A Prefeitura de Friburgo, como presente carnavalesco-natalino, vai permitir a colocação de cerca de 100 caixas de som em toda a extensão da Avenida Alberto Braune para que o pré-natal dos friburguenses, ocorra com muita música e com muitos entrecortes publicitários. Entre 15 comerciantes da principal artéria de Friburgo, ouvidos pela AVS, pelo menos dez mostravam-se radicalmente contrários à ideia.

Mais som na avenida – Vamos ter um Carnaval no Natal – Carlos Mello (Horizonte), ouvido pela rádio local afirmou: “Não sou idealizador da ideia de colocar caixas de som na Avenida Alberto Braune. Esse movimento partiu do Departamento de Turismo. Este som, como está se afirmando, não é poluição, não contribui para o seu aumento. Funcionará a baixo volume. O friburguense terá um Natal em nova dimensão. Um dezembro mais alegre. O barulho dos carros e motos será trocado pela amenidade da música natalina entremeada de participações publicitárias das casas comerciais”.

Prefeitura vai doar prédio da Odontologia para o Corpo de Bombeiros - A Prefeitura de Friburgo já tem um dossiê formado para doação da área de terra ocupada pelo prédio da Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo, em Duas Pedras para o Corpo de Bombeiros. A unidade da corporação militar do Estado do Rio desvinculou-se da Polícia Militar, ficando como uma unidade independente, e segundo informações prestadas pelo seu comando geral, há poucos dias em Friburgo, prestará ainda melhores serviços, ficando melhor equipe e podendo contar com um número maior de integrantes. O comunicado foi feito pelo comando geral do Corpo de Bombeiros ao prefeito local. A prefeitura então resolveu doar toda a área de terra ocupada pela Faculdade de Odontologia para o Corpo de Bombeiros.

Leitor, recado para você - Após adquirir um exemplar desta edição de A VOZ DA SERRA, sugerimos aos leitores que vão imediatamente à 3ª página. Leiam e meditem sobre a maneira com que vem sendo tratados os nossos animais (irracionais) friburguenses. Leiam, meditem e vejam como vocês podem contribuir para minorar e, se possível, cessar os sofrimentos de nossos irmãos irracionais. Será justo o castigo que é imposto aos animais? E, note bem leitor, eles nem apenas podem reclamar. Pois nós, estamos reclamando por eles, através de um trabalho de Roberto Vassallo, um dos jornalistas mais sensíveis de Nova Friburgo.

Vestibular de Filosofia – A Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia marca para o próximo período de 12 a 19 de janeiro de 1976, as inscrições para o vestibular nos cursos de Matemática, Sociais, História, Letras e Pedagogia. O vestibular será de 21 a 24 de janeiro.

Sindicatos elegem a Miss Secretária – Os sindicatos de Friburgo reuniram-se na Churrascaria Chico Rei, para comemorar o Dia da Secretária. O sr. Silas Pinheiro foi o coordenador da festa. No concurso patrocinado pelos sindicatos para a escolha da Miss Secretária 1975. Houve empate no primeiro lugar: Rosilene Garcia Neves, do Sindicato dos Rodoviários, e Iracy da Silva Siqueira, do Sindicato dos Metalúrgicos, somaram 50 pontos. Em segundo lugar, classificou-se Maria do Carmo Knupp Cabral, do Sindicato da Construção Civil.

Friburgo já está ligada pelo Telex - Após muito trabalho e muito esforço, o Parque Industrial e Comercial de Nova Friburgo já está ligado pelo sistema internacional do Telex. Estão incluídas também algumas agências bancárias. O último aparelho foi instalado na Indústria Sinimbu. Todos os canais disponíveis foram assim ocupados em nossa cidade.

Otavinho – O maior divertimento do povo é o futebol. Os friburguenses até pouco tempo acompanhavam todas as partidas do Maracanã, em circuito fechado, pela TV Rio. Graciosamente, cortesia daquela emissora e graças um trabalho de bastidor, Lair Macedo. Até que seguiu Otavinho Pinto Guimarães e proibiu essa transmissão. Veio a Friburgo e descaradamente ainda pediu votos para sua reeleição. Se a Liga Friburguense se impuser vai certamente negar votos a este homem. O que falta a Friburgo é uma posição de autoridades que lutem por medidas arbitrárias. Domingo passado, Otavinho ganhou de renda em Friburgo, ingressos de 100 friburguenses que se aventuraram a ir ao Maracanã. Otavinho é uma pessoa não grata aos friburguenses.

E mais: 

  • Menor morre afogado no Poço Verde

(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim 

 
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Oportunidade

sábado, 13 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo abrirá inscrições para o Bolsa Atleta Municipal

Por mais um ano, os atletas de Nova Friburgo terão a oportunidade de concorrer a um auxilio financeiro que faz toda a diferença durante a caminhada na vida esportiva. A Secretaria de Esportes e Lazer de Nova Friburgo vai abrir as inscrições para o Programa Bolsa Atleta, que busca valorizar e apoiar atletas e paratletas, assim como incentivar jovens a desenvolver a prática do esporte.

Nova Friburgo abrirá inscrições para o Bolsa Atleta Municipal

Por mais um ano, os atletas de Nova Friburgo terão a oportunidade de concorrer a um auxilio financeiro que faz toda a diferença durante a caminhada na vida esportiva. A Secretaria de Esportes e Lazer de Nova Friburgo vai abrir as inscrições para o Programa Bolsa Atleta, que busca valorizar e apoiar atletas e paratletas, assim como incentivar jovens a desenvolver a prática do esporte.

As inscrições poderão ser protocolizadas entre os dias 15 e 17 de dezembro, das 9h às 17h, no setor de Protocolo da prefeitura, para serem encaminhadas para a Secretaria de Esportes. Para concessão do auxílio, o interessado deve estar vinculado a alguma entidade de prática ou de administração desportiva oficial (confederação, federação ou liga), constar no ranking, pódio ou classificação na sua modalidade em entidades oficiais e ter registro de graduação (no caso de artes marciais). Também é necessário ter participado de competições oficiais no ano anterior.

Além disso, o interessado não pode receber nenhum tipo de patrocínio de pessoas físicas e jurídicas (os casos específicos de cada atleta passarão por análise de uma comissão julgadora), e terão que apresentar plano anual de treinamento e participação em competições oficiais da modalidade e categoria. É preciso ainda estar vinculado à agremiação esportiva há, no mínimo, um ano, ter frequência, no ano anterior, de pelo menos 80% nos treinamentos e competições e apresentar ficha de frequência mensal nos treinamentos e competições esportivas.

No caso de menores de idade, autorização dos pais ou responsável legal e comprovante de matrícula em instituição de ensino (pública ou particular), assim como comprovante de rendimento escolar. Se for necessário o desempate, os critérios são a classificação, ranking ou pódio comprovados por entidade esportiva oficial, graduação ou categoria comprovada (no caso de artes marciais) e o nível de competição (se regional, nacional ou internacional). A idade também será um critério de desempate, privilegiando os atletas mais velhos.

 O termo de adesão e anexos já estão disponíveis através de um link no site da prefeitura e na bio do Instagram da prefeitura (@prefeituranovafriburgo) e da Secretaria de Esportes e Lazer (@secesportesnf). O resultado final será divulgado no início de 2026, em publicação no Diário Oficial Eletrônico.

O Programa Bolsa Atleta consiste em apoio financeiro a atletas, paratletas e atletas-guia que têm representado o município em eventos oficiais regionais/estaduais, nacionais e internacionais, sendo concedido por um prazo máximo de 12 meses. Outras informações podem ser obtidas diretamente na sede da Secretaria de Esportes e Lazer, que fica no pátio da Prefeitura de Nova Friburgo.

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    O Bolsa Atleta Municipal irá contemplar novos atletas durante a temporada de 2026 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    O programa segue alguns critérios para a escolha dos beneficiados com o incentivo financeiro (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Poderosa

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

        Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

        Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

        Mas a vida é isso aí, Vida. Ela sendo ela. Cheia de riscos. Poderosa, intensa, surpreendente. E ela tem essa força para mudar tudo da noite para o dia, relativizar convicções, romper com devaneios, desnudar a realidade, impor desafios, apresentar obstáculos algumas vezes intransponíveis. E aí é que começa a complicar. Há surpresas na vida que são implacáveis, arrebatadoras, nos tira o chão, nos coloca no cantinho do castigo olhando para as paredes de forma severa, sem hora para acabar. Não vai adiantar reclamar com os pais, os diretores não vão poder fazer nada.

        E o tempo que parece voar, realmente passa rápido demais. Creio que um dia todos chegaremos a essa conclusão. E não dá para parar o relógio, colocar pilha fraca, sumir com o marcador. Ele não vai parar de passar e esse minuto em que penso essas palavras, também jamais voltará. Já dizia meu saudoso avô: “O relógio só anda para frente”. E é isso mesmo. Temos que aproveitar.

        Chega uma hora, em que precisamos entender que existir significa também tomar as rédeas dessa existência, assumir de alguma maneira as responsabilidades, consentir, abraçar as possibilidades, desfrutar dos segundos, valorizar todos os instantes.

        Precisamos também estar cientes de que acatar a postura ativa diante da vida, significa também não esperar a “papinha na boca”, a mão na testa, alguém como escudo e as respostas prontas para tudo. É aprender sobre amor próprio. A entender-se no mundo, reconhecer seu valor e polir seus defeitos.

        Independente de convicções religiosas, das aspirações que temos sobre o lado de lá, na crença que podemos nutrir sobre a vida depois do “fim”, fato é que essa roupagem assumida por essa vida é única e preciosa e não deve ser desperdiçada. Creio realmente que não estamos aqui a passeio. Temos missões urgentes a cumprir. Precisamos ser úteis ao bem da humanidade. Carecemos de sabedoria para escolhermos as pessoas com quem desejamos caminhar.   Um dia, de uma maneira ou de outra, receberemos todos a conta da vida. Que tenhamos feito boas escolhas.

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Campeões

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Serrano e Goytacaz faturam terceira e quarta divisões do futebol do Rio

O futebol do Rio de Janeiro conheceu os seus últimos campeões a nível estadual no último final de semana. Os jogos de volta definiram os vencedores da terceira e quarta divisões do Estado, colocando ponto final em uma temporada que contou com desempenho aquém do Friburguense, e o título de um rival regional do clube.

Serrano e Goytacaz faturam terceira e quarta divisões do futebol do Rio

O futebol do Rio de Janeiro conheceu os seus últimos campeões a nível estadual no último final de semana. Os jogos de volta definiram os vencedores da terceira e quarta divisões do Estado, colocando ponto final em uma temporada que contou com desempenho aquém do Friburguense, e o título de um rival regional do clube.

O Serrano, que faz o Clássico da Serra com o Frizão — foi quem conquistou a Série B1 Estadual ao segurar o empate com o Bonsucesso, em 0 a 0, na tarde do último sábado (06), no Leônidas da Silva, na segunda partida da final da competição. O Leão fez valer a vitória e a vantagem obtida no jogo de ida (2 a 1), que rendeu o título ao time de Petrópolis.

A premiação foi realizada pelo delegado da partida, Luiz Avelar. Lembrando que Serrano e Bonsucesso garantiram o acesso para a A2 Carioca, em 2026, por estarem na decisão da B1. Já o Friburguense foi um dos rebaixados, ao lado do Paduano.

Na Série B2 Estadual, o Goytacaz ficou com o título ao golear o Macaé Esporte, por 4 a 1, na tarde do último domingo (07), no Aryzão. Lekinho, duas vezes, Aranha e Yuri, marcaram para os donos da casa, que haviam empatado com o Leão, no primeiro jogo, em 1 a 1. Pipico anotou o tento de honra do Alvianil Praiano. A premiação foi realizada pelo delegado da partida, Rodrigo Molina.

Lembrando que tanto o Goyta como o Macaé conquistaram o acesso para a Série B1, em 2026, por ambos terem chegado à final da competição. Eles se juntam a Niteroiense, São Cristóvão, Artsul, Campo Grande, Duque de Caxias, Petrópolis Carapebus e Nova Cidade.

Já o Friburguense terá novos rivais pela frente ao longo da próxima temporada. Alguns já conhecidos, e outros contra quem o Tricolor não possui um grande histórico de confrontos. Santa Cruz, Belford Roxo, Serra Macaense, Paraty, 7 de Abril, Rio de Janeiro, Barra Mansa e Paduano estarão no caminho de um possível retorno à terceira divisão do futebol do Estado.

O calendário das competições ainda será oficializado pela Federação de Futebol do Rio de Janeiro, mas há a tendência de manutenção para o segundo semestre — após a realização da Copa do Mundo. Até o momento, apenas a Série A Estadual teve confirmação de datas e formato. A competição será disputada em 10 datas, com início nos dias 14 e 15 de janeiro e término no mês de março.

A nova fórmula terá dois grupos (A e B), com seis clubes, sendo dois grandes e quatro formadores. Os cruzamentos serão fora do grupo. Os quatro primeiros colocados de cada grupo formarão as quartas de final, em cruzamento definido: A1 x A4, B1 x B4, A2 x A3 e B2 x B3 — disputada em um jogo. Os vencedores disputarão a semifinal, com sorteio para definir os confrontos em jogos de ida e volta. Os perdedores das quartas jogarão a Taça Rio. A grande decisão do Campeonato Carioca de 2026 será realizada em uma partida.

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    Rival histórico do Friburguense, o Serrano ficou com o título da Série B1 Estadual (Foto: Urbano Erbiste)

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    O tradicional Goytacaz, além do acesso, conquistou o título na B2 do Rio de Janeiro (Foto: Caio Lemos)

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Pra eternidade

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Homenagens e confraternização marcam os 110 anos do Esperança Futebol Clube

       Em mais um momento de saudosismo e resgate de algumas das melhores memórias do esporte de Nova Friburgo, os 110 anos do extinto Esperança Futebol Clube foram celebrados com um café da manhã e homenagens a personalidades que contribuíram para o crescimento e fortalecimento da agremiação. O evento aconteceu na sede social do Nova Friburgo Futebol Clube, no centro da cidade.

Homenagens e confraternização marcam os 110 anos do Esperança Futebol Clube

       Em mais um momento de saudosismo e resgate de algumas das melhores memórias do esporte de Nova Friburgo, os 110 anos do extinto Esperança Futebol Clube foram celebrados com um café da manhã e homenagens a personalidades que contribuíram para o crescimento e fortalecimento da agremiação. O evento aconteceu na sede social do Nova Friburgo Futebol Clube, no centro da cidade.

A cerimônia contou com a presença de convidados, homenageados e representantes dos conselhos Diretor, Deliberativo, Consultivo e Fiscal. O presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini, celebrou a data representativa.

        “É um momento muito emocionante para a minha família. Tivemos uma caminhada vitoriosa pelo Esperança Futebol Clube. É uma alegria muito grande relembrar o nosso passado. Muitas pessoas foram fundamentais para o crescimento da nossa história. Quero parabenizar todos que fizeram parte dessa trajetória.”

Receberam os certificados de grandes esperancistas: Luiz Fernando Bachini, Olney Botelho, Rivaldo Veras, Jorge Ribeiro de Carvalho, Renato Henrique Gomes da Silva, José Nilson da Silva, Elvio Moura, Wanderson Hudson Saldanha, Mário César Brito, Antônio Carlos Pinheiro de Medeiros, José Wander da Cunha, Cezar Luiz Martins Bezerra, José Amaro, Carlayle Machado, Ricardo Castilho / Gisele Márcia, Carlos Alberto Sena, Joacy Leôncio, Antônio Sena Neto, Ualdo Bittencourt Filho, João Batista Vasconcellos e José Carlos Campos. 

        “Com muita alegria temos a oportunidade de reviver esse momento tão importante para o futebol de nossa cidade. Muito obrigado a todos os presentes, que resgatam e reconhecem a história vitoriosa do nosso futebol”, afirmou o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Arnaldo Bravo Berbert.

A mesa diretiva do evento foi composta por Carlos Arnaldo Bravo Berbert (presidente do Conselho Deliberativo), Luiz Fernando Bachini (presidente do Conselho Diretor), Jorge Carvalho (membro do Conselho Deliberativo), Marly Pinel (apresentadora), Rivaldo Veras (advogado) e Janaina Botelho (professora e historiadora). O mestre de cerimônia foi o professor José Tadeu Costa. Durante o evento, foi realizada homenagem especial ao empresário Luiz Eduardo Abicalil (Casa Libaneza).

        “O Esperança tem uma história muito importante na nossa cidade. Eu cresci ouvindo meu pai, que foi um dos fundadores, contar sobre as dificuldades que enfrentamos ao longo da trajetória. Com muita dedicação e esforço conseguimos superar os obstáculos e marcar presença na história do futebol municipal”, finalizou o membro do Conselho Deliberativo, Jorge Carvalho.

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    A mesa foi formada por dirigentes e personalidades históricas do futebol friburguense (Foto: Rafael Seabra)

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    Diversos convidados compareceram para confraternizar e acompanhar as homenagens (Foto: Rafael Seabra)

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    Certificados de grandes esperancistas foram entregues a personagens marcantes da história do clube (Foto: Rafael Seabra)

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De Friburgo ao Vietnã: quando uma menina do interior decide não caber no próprio mapa

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Em tempos em que o noticiário pesa mais do que alivia, um sopro vindo do Vietnã colocou Nova Friburgo — de mansinho, mas com firmeza — no radar do mundo. O nome por trás desse feito é Maiara Braga Porto, 23 anos, friburguense, atriz, modelo, estudante de Odontologia e dona de uma trajetória tão improvável quanto luminosa.

Em tempos em que o noticiário pesa mais do que alivia, um sopro vindo do Vietnã colocou Nova Friburgo — de mansinho, mas com firmeza — no radar do mundo. O nome por trás desse feito é Maiara Braga Porto, 23 anos, friburguense, atriz, modelo, estudante de Odontologia e dona de uma trajetória tão improvável quanto luminosa.

Ela já atuou em produções da Netflix, Prime Video, novelas da Record e peças de teatro, sempre com disposição para aprender e generosidade para trabalhar. Muito bem-quista pelo pai de Gisele Bündchen, cercada de profissionais competentes e amparada por uma família que não perde um passo, Maiara ergue sua carreira como quem constrói um edifício: com fundação firme, paciência e propósito.

No Miss Charm — um dos concursos internacionais mais relevantes do continente asiático — Maiara não representa apenas Nova Friburgo, mas o Brasil. Ali, o glamour divide espaço com impacto cultural, discurso, identidade e presença. Não é um desfile de vestidos longos: é quase uma arena diplomática onde países apresentam mulheres que reúnem trajetória, voz e responsabilidade social.

O que é o Miss Charm?

Ao contrário do imaginário comum, o Miss Charm não é um desfile de vestidos longos: é um palco diplomático, onde países apresentam mulheres que somam carreira, identidade, propósito e voz. E é justamente por isso que a presença de uma friburguense ali importa: Maiara não pisa naquele palco sozinha — leva com ela uma cidade inteira que raramente acredita nos talentos que cria.

Maiara em foco pelo mundo

O concurso, que mobiliza milhões de espectadores na Ásia, cresce a cada edição e transforma suas candidatas em porta-vozes de causas, regiões e culturas. É por isso que ver uma friburguense naquele palco provoca algo aqui dentro: ela leva consigo uma cidade que, embora produza talentos em série, nem sempre acredita neles antes que o mundo o faça — e é justamente aí que sua presença ganha força.

Nos últimos dias, sua participação tomou proporções inesperadas. A roupa do Flamengo usada em uma das atividades do concurso incendiou a internet vietnamita e, em poucas horas, transformou Maiara em fenômeno espontâneo. Vieram então os vídeos de apoio: Neymar, de forma direta e simpática; Zico, venerado na Ásia como uma espécie de divindade esportiva; e milhares de torcedores fascinados por uma brasileira que mistura carisma, beleza e naturalidade.

Beleza que ultrapassa o externo

Mas o encanto vai além da imagem. Maiara é daquelas pessoas que iluminam sem esforço, dona de uma presença que enche a sala antes mesmo de qualquer aplauso. Brinca-se que deixaria até a Garota de Ipanema parecer pouco temperada  - e a hipérbole, embora divertida, só reforça o fato de que sua beleza é evidente, mas está longe de ser seu maior atributo.

“Sempre me falaram que uma menina do interior não ia conquistar o mundo, que era muito difícil. Muitas pessoas desacreditavam e diziam que não era para mim, que não ia dar certo. E eu fico muito feliz de estar carregando o nome do meu país com diversas outras meninas que também carregam os dela, junto da sua história”.

 Ainda assim, avançou com teimosia doce e construiu, passo a passo, uma trajetória que não pede licença: apenas existe, cresce e inspira quem observa. Encanta especialmente quem conhece sua atuação social. Maiara apadrinha ONGs, participa de projetos ligados à BFIP/ONU e encara o privilégio da visibilidade como um instrumento de transformação. Trabalha com crianças no Jardim Gramacho, se envolve com iniciativas de impacto local e fala com convicção sobre devolver ao mundo aquilo que a vida lhe ofereceu em oportunidade, afeto e caminho. “Eu posso dar visibilidade, posso tentar ajudar com a mídia, com os contatos que a gente conquistou no caminho.” – explica Maiara.

Ela própria reconhece que muitas portas se abriram somente quando deixou Friburgo. É um detalhe que dói porque é verdadeiro: somos uma cidade que exporta talentos, mas raramente os acolhe antes disso. Paradoxal para um polo de moda, lingerie, criação estética e audiovisual — um lugar que fabrica beleza, mas nem sempre enxerga a beleza que cria.

“Às vezes temos ouro guardado em Friburgo e não sabemos. Foi difícil ter oportunidade aí. Quando fui para o Rio, para São Paulo, para as capitais, fui mais valorizada. Eu acredito que a gente precisa aprender a valorizar mais o que a gente tem perto da gente e não ficar valorizando só o que vem de fora. E a minha missão é além de ajudar quem precisa, mostrar que sempre é possível.

Talvez esse seja o verdadeiro charme — não o do concurso, mas o dela. O charme de quem junta o mundo numa mala e ainda assim carrega a cidade como amuleto no bolso. O charme de quem atravessa oceanos sem perder o sotaque, o afeto e a vontade de representar algo maior. De quem expande não só o próprio mapa, mas o nosso — e nos lembra, com delicadeza, que às vezes o ouro que buscamos está bem aqui, só esperando que a gente aprenda a enxergar.

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Entre o conforto e o desconforto do abraço

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O abraço entrelaça, envolve, aquece, acolhe, expressa, responde, cala.

Os corpos se aproximam, trazendo o encontro da pele, com intensidade ou suavidade, de forma rápida como o vento que bate à porta ou demorado como o cultivo de um adorável jardim.

Nos convida, de forma silenciosa, a refletir sobre aconchego, afago, vulnerabilidade, pertencimento, consentimento, invasão, dor, trazendo a profundidade que esse gesto singelo nos entrega a cada dia. 

A entrega do afeto parece ter o poder de trazer uma paz e conforto, que se instala em nosso corpo por aquele instante. 

O abraço entrelaça, envolve, aquece, acolhe, expressa, responde, cala.

Os corpos se aproximam, trazendo o encontro da pele, com intensidade ou suavidade, de forma rápida como o vento que bate à porta ou demorado como o cultivo de um adorável jardim.

Nos convida, de forma silenciosa, a refletir sobre aconchego, afago, vulnerabilidade, pertencimento, consentimento, invasão, dor, trazendo a profundidade que esse gesto singelo nos entrega a cada dia. 

A entrega do afeto parece ter o poder de trazer uma paz e conforto, que se instala em nosso corpo por aquele instante. 

O abraço apertado de quem está longe, o suave de quem precisa de delicadeza, o silencioso de quem não sabe o que dizer, o temeroso que soa como medo. Cada um na sua forma, nos envolve, despertando sentimentos que tomam conta do nosso ser. 

É o ato que nos desafia a ceder e a entender nossos limites. Um movimento natural, como o fluir de um rio tranquilo, mas também pode ser como tempestade, que inunda sem aviso, que invade sem permissão. Nessa hora, o corpo trava, o fôlego some, a mente se distancia. 

O abraço, que deveria ser um momento de conforto, reflete o desconforto, evidenciando um abismo. Fica pesado.

Desperta lembranças que foram impostas, do toque que não foi cuidado, da intimidade que foi violada. Remete à dor que ainda não foi curada, das emoções que não foram resolvidas, do passado que não quer ser revisitado. 

Mostra a ferida aberta, onde a pele arrepia, o corpo treme, o coração acelera.

Ainda tem, aquele que não quer ser abraçado. Que ao invés de afago, traz tormento. O toque causa constrangimento.

O abraço precisa ser consciente. O despertar da capacidade de observar o corpo que fala, que se aproxima, recua ou enrijece, entendendo que a sua força transborda sensibilidade de quem o oferece. 

Uma sensibilidade que está no respeito ao limite, no querer e não querer, no parar e continuar. 

No fim, o abraço é muito mais do que um simples ato de envolver os corpos. Ele é um lugar onde aprendemos a ler as percepções ocultas e nos ensina a olhar com mais atenção para o espaço do outro e para o nosso próprio espaço. Dança com empatia, em uma linguagem que vai além dos nossos olhos de ver.

Até a próxima quarta!

……..

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Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoeduc

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Jovem campeão

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Vinicius Esteves fatura Estadual de Futebol de Mesa na modalidade Dadinho

       Mais uma grande conquista para coroar um 2025 de resultados excepcionais. Vinícius Esteves, jovem talento da AFFM / Friburguense, foi o campeão Estadual Individual de Futebol de Mesa, na Série Ouro, consolidando o seu nome e espaço dentre os grandes da atualidade no esporte. De maneira inédita, o botonista superou em torno de 170 atletas participantes ao longo da temporada, chegando ao topo do futmesa do Rio de Janeiro.

Vinicius Esteves fatura Estadual de Futebol de Mesa na modalidade Dadinho

       Mais uma grande conquista para coroar um 2025 de resultados excepcionais. Vinícius Esteves, jovem talento da AFFM / Friburguense, foi o campeão Estadual Individual de Futebol de Mesa, na Série Ouro, consolidando o seu nome e espaço dentre os grandes da atualidade no esporte. De maneira inédita, o botonista superou em torno de 170 atletas participantes ao longo da temporada, chegando ao topo do futmesa do Rio de Janeiro.

        “Foi o título mais importante da minha trajetória como federado, que teve início em 2011. Foi uma conquista única, a realização de uma meta pessoal”, desabafou Vinicius Esteves, após erguer o troféu, em tom de alegria e alívio, ao site da Federação de Futmesa do Rio.

        Disputada por 32 finalistas, a Série Ouro reuniu os principais jogadores do futebol de mesa do Rio de Janeiro. Dividida em quatro grupos de oito botonistas na primeira fase, a competição voltou a ser definida no mata-mata, em dois jogos, a partir das fases eliminatórias, o que aumentou a adrenalina e a emoção nas mesas. Na disputa do terceiro lugar da Série Ouro, Bandini levou a melhor sobre Franklin, do Humaitá.

        Na Série Prata, com 32 concorrentes na luta pelo título, Malvar, da Liga Fonte, ficou com a taça, após derrotar o rubro-negro Marcus Flavio na final. Já o título da Série Bronze consagrou Sarti Neto, do Fluminense, como campeão, após levar a melhor sobre André Guapi, do Humaitá. O terceiro lugar foi decidido por dois atletas do Friburguense, ratificando a força do clube, e ficou com Tiago Spitz, que derrotou Magrin.

        Após o final de cinco etapas, sendo esta a mais importante do ano, Vinicius garantiu a taça e abriu caminho para outros resultados importantes para o Friburguense. Tiago Spitz também esteve no pódio da Série Bronze, na categoria adulto, alcançando a sua premiação. Já Carlos André Monstro consolidou um celebrado quinto lugar geral na categoria Máster (Sênior), que reúne os atletas com mais de 55 anos de idade. O título ficou com Latino, da Liga Fonte, de forma invicta, após 13 vitórias e dois empates, e dois triunfos sobre Washington, do Duque de Caxias, na decisão.

        No Sub-18, Arthur Krüger, da AAL Futmesa, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio e celebrou a conquista do bicampeonato estadual, após quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota. A competição ainda teve Bryan (Flamengo) na segunda posição; Beto Coelho (São Cristóvão), em terceiro lugar; e Araújo (Embaixadores) na quarta colocação.


Campanha de Vinicius Esteves

1 x 2 Matoso (River)

6 x 2 Souza (Olaria)

2 x 2 João Cesar (América)

4 x 3 Shaolin (Humaitá)

3 x 1 Fabrício (Botafogo)

6 x 2 Regis (América)

6 x 1 Cleciano (Vasco da Gama)

3 x 0 e 6 x 2 João Marcelo (Duque de Caxias)

5 x 2 e 1 x 3 Regis (América)

2 x 2 e 3 x 2 Bandini (Fluminense)

5 x 2 e 4 x 1 José Augusto (América)

Total: 15 jogos, com 11 vitórias, 2 empates e 2 derrotas

  • Foto da galeria

    O jovem Vinicius Esteves brilha e chega ao topo do Estado na modalidade Dadinho (Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Friburguense somou ainda outros resultados importantes durante as disputas nesta regra (Divulgação / AFFM)

  • Foto da galeria

    Carlos André Monstro fez bonito, e ficou com quinto lugar geral na Máster (Divulgação / AFFM)

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Minha casa minha vida, na visão do ministro das Cidades

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O pobre continua como joguete nas mãos de políticos para os quais os fins justificam os meios. A condição de menos favorecidos muitas vezes advém de um ensino de baixa qualidade, em função dos baixos salários de professores, nas escolas públicas sejam estaduais ou municipais. Submetidos a uma jornada semanal extenuante, não têm tempo nem disposição para aprimorarem, através de cursos de extensão universitária, os conhecimentos adquiridos nos bancos das faculdades. Creio vir desse fato, o desnível entre os alunos da rede pública em relação aos da rede privada.

O pobre continua como joguete nas mãos de políticos para os quais os fins justificam os meios. A condição de menos favorecidos muitas vezes advém de um ensino de baixa qualidade, em função dos baixos salários de professores, nas escolas públicas sejam estaduais ou municipais. Submetidos a uma jornada semanal extenuante, não têm tempo nem disposição para aprimorarem, através de cursos de extensão universitária, os conhecimentos adquiridos nos bancos das faculdades. Creio vir desse fato, o desnível entre os alunos da rede pública em relação aos da rede privada.

Aos moradores do Cônego e adjacências está sendo imputado o fato de não quererem conviver, nas proximidades do bairro, com pessoas de baixa renda quando, na realidade, trata-se de uma reação de cautela com as consequências que podem advir da proximidade com esse tipo de condomínio populacional. Infelizmente, para governadores e/ou prefeitos, atraídos pelas polpudas verbas que esses empreendimentos trazem no seu bojo, a tônica é sempre a mesma, entregam as obras e abandonam a população a sua própria sorte.

Mas, eis que surge uma voz, oriunda do seio do próprio governo federal, que aborda esse tema com muita propriedade. Reproduzo abaixo, trechos da matéria referente ao ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, no site senadonotícias, edição de 07/10/2025 cujo título é “Crime organizado em condomínios populares é epidemia”. Diz ela, nos três primeiros parágrafos: “O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, vai pedir o apoio do Ministério da Justiça e da Polícia Federal para expulsar facções criminosas de condomínios construídos pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Ele participou de uma audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) nesta terça-feira (7). Jader Barbalho Filho classificou como “uma epidemia” a presença de facções como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e milicianos em residenciais entregues pelo Poder Executivo. Segundo o ministro, a pressão do crime organizado inibe a presença do Estado nos condomínios. ‘É uma epidemia. Na minha primeira entrega de residenciais no Minha Casa, Minha Vida, teve um empreendimento na Baixada Fluminense (RJ) em que minha assessoria foi ao residencial, mas não consegui entrar. Houve um diálogo com lideranças para que houvesse uma redução da pressão. Fui descobrir que a pressão partia do Comando Vermelho, que não permitia a entrada da Caixa e do Ministério das Cidades no residencial’”, revelou.

No Terra Nova, próximo a Conselheiro Paulino, de acordo com relato de moradores que ousam expressar a sua opinião, os postes de luz ostentam, em vermelho, as iniciais C.V. para deixar bem claro ser aquele local, reduto daquela facção. Como dito acima, o poder público construiu, assentou famílias necessitadas e as abandonou à própria sorte. Moradores, em sua maioria, dignos, honestos e trabalhadores são obrigados a conviver com narcotraficantes e serem submetidos às suas exigências.

E a matéria prossegue: “Questionado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), Jader Barbalho Filho disse que vai propor uma ‘ação conjunta’ ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Ele lembrou que organizações criminosas expulsam os moradores de condomínios do Minha Casa Minha Vida”.

“’No Rio de Janeiro, quando não é o tráfico, é a milícia. Tratando-se de organizações criminosas que estão espalhadas em todo o território brasileiro, por que não transferir para a Polícia Federal as investigações e as ações de retomada? Se é recurso federal, a Polícia Federal tem que assumir. Isso ocorre no Rio de Janeiro, no Maranhão, no Ceará, no Pará e em todo o país’, disse Carlos Portinho”.

Claro está que essa polarização de ricos contra pobres, interessa ao poder constituído, pois é uma maneira sutil de desviar a atenção da população para o âmago da questão. Uma verba de 24 milhões de reais é uma quantia vultosa que é muito bem-vinda a qualquer município. Aliás, o tema foi abordado, também, na matéria do senadonotícias, pelo ministro das Cidades criticando a estratégia de governadores e prefeitos que pedem dinheiro emprestado ao sistema financeiro para custear obras públicas. Segundo Jader Barbalho Filho, a pasta oferece linhas de financiamento mais baratas que não são acessadas por “pura desinformação” dos gestores estaduais e municipais. “Tudo o que acontece nas cidades pode ser financiado pelo Ministério das Cidades. Prefeitos e governadores não precisam se endividar, eles podem fazer um financiamento mais barato, que vai alcançar o mesmo objetivo. Disse ainda, que pagam juros mais altos e se endividam ao aderir a programas como o Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal. Temos disponíveis R$ 8 bilhões e todo ano, por desinformação e falta de projetos, devolvemos esse dinheiro. Se o município tiver capacidade de tomar financiamento, vai ter quatro anos de carência, para pagar a primeira parcela¸ com juros de 8% ao ano e prazo de 20 anos”.

Em Olaria, é preciso estudos bem feitos, por órgãos idôneos, sobre o impacto ambiental, fornecimento de água, eletricidade, saneamento e sobre as implicações advindas dos quase 600 novos moradores num bairro que, demograficamente, é o segundo do município. Além disso, está localizado próximo à Via Expressa, uma artéria imprescindível à ligação do Cônego e bairros adjacentes com o centro da cidade. A presença de pedestres nessa via, obrigatória para quem deseja acessar o bairro de Olaria, com certeza vai impactar a circulação de veículos que nela trafegam, colocando em risco a vida das pessoas.

Portanto, é necessária a discussão do projeto com profissionais gabaritados, preparados para opinar sobre um empreendimento tão complexo que pode estar criando um problema maior. Existem outros terrenos em Olaria, que poderiam diluir a construção desses 144 apartamentos, pois um número menor de moradores por projeto, inibiria a chegada do narco tráfico.

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