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No clima de Natal

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Sprint Run movimenta atletas e provoca mudanças no trânsito de Nova Friburgo

O Natal se aproxima, e o esporte também está inserido neste contexto em Nova Friburgo. Com realização da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a Sprint Run terá a edição de 2025 realizada nesta sexta-feira, 19 de dezembro. O evento vai movimentar atletas e praticantes da corrida de rua, tendo como cenário a Avenida José Pires Barroso (Via Expressa), onde diariamente dezenas de friburguenses fazem as suas atividades físicas.

Sprint Run movimenta atletas e provoca mudanças no trânsito de Nova Friburgo

O Natal se aproxima, e o esporte também está inserido neste contexto em Nova Friburgo. Com realização da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, a Sprint Run terá a edição de 2025 realizada nesta sexta-feira, 19 de dezembro. O evento vai movimentar atletas e praticantes da corrida de rua, tendo como cenário a Avenida José Pires Barroso (Via Expressa), onde diariamente dezenas de friburguenses fazem as suas atividades físicas.

A largada para os cerca de 5km de prova ocorre em frente ao Parque de Eventos (onde também será feita a premiação da corrida), por volta das 19h, seguindo em direção ao Cônego. Os atletas farão o primeiro retorno na rotatória ao final da Via Expressa (entrada do Cônego) e seguirão em direção a Olaria. O segundo retorno será realizado no semáforo próximo ao Friburguense Atlético Clube, com a linha de chegada retornando ao Parque de Eventos.

Para garantir a segurança dos competidores e a fluidez do tráfego, a Secretaria de Mobilidade e Urbanismo (Semu) preparou um esquema de interdições e sinalização na região. Haverá fechamento de uma pista no trecho final da avenida até a rotatória do Cônego, na Via Expressa. O fluxo será organizado para permitir que veículos saiam da Rua Maria Francelina Barroso em direção ao Cônego ou Olaria.

A rotatória de acesso à Via Expressa permanecerá fechada durante o evento. Também serão instalados gradis para o fechamento das vias localizadas atrás do Friburguense e da rua situada abaixo da igreja. Já no início da Via Expressa, será montado um isolamento em formato de “C” para fechar as entradas da via e ocupar uma das faixas no sentido Olaria, local onde os atletas realizarão a última volta antes da chegada.

 

Esporte e diversão

Com ambientação especial, música, fantasia e atividades que unem lazer e prática esportiva, o evento promete transformar as ruas friburguenses em um grande cenário natalino a céu aberto. A iniciativa integra o calendário esportivo e de entretenimento da cidade e, segundo a organização, tem como objetivo estimular a prática de atividades físicas ao mesmo tempo em que reforça o clima de confraternização típico do mês de dezembro.

Além do kit da prova (com camisa e chip), os participantes que se inscreveram no primeiro lote e completarem a prova, ganharão medalhas de finisher. Também haverá premiação especial para os vencedores de cada categoria — juvenil, adulto 1, adulto 2 e máster —, conforme estipulado em regulamento. A retirada do kit é nesta sexta-feira, 19, das 17h às 18h30, no local da prova.   As inscrições para as 900 vagas foram abertas no dia 1º de dezembro, e se esgotaram em menos de uma hora. Da mesma forma, o lote extra para a participação foi preenchido rapidamente.

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Via Expressa, tradicional espaço para a prática de exercícios na cidade, receberá a Sprint Run 2025 (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)
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A prefeitura do aplauso: festas, futebol e o abandono do essencial

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Há momentos em que a cidade fala mais alto do que qualquer discurso oficial. Nova Friburgo viveu um desses dias ao saber da morte de uma menina de 8 anos em Lumiar, num episódio marcado por um detalhe devastador: não havia ambulância disponível para socorrê-la.

Não foi apenas uma tragédia pessoal, foi um retrato público, cruel e incômodo, da forma como o município tem organizado suas prioridades. Lumiar não é distante do mapa, mas costuma ser distante da gestão. Quando o socorro não chega, o tempo deixa de ser relógio e passa a ser sentença.

Há momentos em que a cidade fala mais alto do que qualquer discurso oficial. Nova Friburgo viveu um desses dias ao saber da morte de uma menina de 8 anos em Lumiar, num episódio marcado por um detalhe devastador: não havia ambulância disponível para socorrê-la.

Não foi apenas uma tragédia pessoal, foi um retrato público, cruel e incômodo, da forma como o município tem organizado suas prioridades. Lumiar não é distante do mapa, mas costuma ser distante da gestão. Quando o socorro não chega, o tempo deixa de ser relógio e passa a ser sentença.

A falta de uma ambulância não é um acidente isolado, é consequência previsível de escolhas administrativas que tratam o essencial como despesa incômoda e o supérfluo como investimento político. A morte não aceita justificativas técnicas depois do fato. Enquanto famílias lidam com o irreparável, a cidade segue sendo convidada ao espetáculo.

Recursos públicos são direcionados a carros alegóricos, estruturas cenográficas, iluminação e eventos que duram o tempo de uma selfie. Nada contra a festa — ela tem seu lugar —, mas tudo contra o desequilíbrio. Ambulâncias não rendem aplausos, não aparecem em palanque, não viram propaganda, mas salvam vidas. E salvar vidas deveria ser o mínimo inegociável de qualquer gestão.

A comparação é dura porque é real. Parte do dinheiro empregado em enfeites de fim de ano poderia reforçar a frota da saúde, garantir atendimento contínuo nos distritos, reduzir o risco de novas perdas. Mas o município prefere investir no que brilha, mesmo que só por algumas noites.

Quando a essencial falha, a festa não celebra — ela constrange. E o brilho, nesse contexto, apenas ilumina a falta. O cenário de irresponsabilidade não se limita à saúde.

O vereador Marcos Marins precisou procurar a delegacia para registrar ocorrência após sofrer ameaças. Independentemente de concordâncias ou divergências políticas, quando um vereador é intimidado, a democracia inteira é pressionada. O silêncio do poder público diante disso também comunica.

Comunica descuido, omissão e uma perigosa tolerância com o clima de hostilidade que se instala quando o debate perde o limite. Como se não bastasse, o calendário avança para o fim do ano e traz consigo o recesso. Repartições públicas reduzem atividades, processos administrativos ficam suspensos, respostas são adiadas. A cidade, no entanto, não entra em pausa. Pessoas adoecem, acidentes acontecem, emergências surgem.

O cidadão segue vivendo enquanto a máquina pública desacelera, como se a urgência pudesse aguardar janeiro e como se o sofrimento tivesse data marcada para cessar.

Nesse contexto, causa espanto que uma das preocupações centrais do Executivo tenha sido decretar recesso para que servidores acompanhassem jogos do Flamengo no Mundial Intercontinental e do Vasco, na Copa do Brasil. Não se trata de criticar o futebol, paixão legítima e popular. Trata-se do símbolo. Em meio ao caos, a mensagem transmitida é clara: o espetáculo ocupa o centro, enquanto a gestão se ausenta.

Torcer vira prioridade, governar vira detalhe. E símbolos, na política, falam alto. Há anos clubes cariocas participam dessa competição, chegam a finais, mobilizam emoções. Nada disso é novidade. O que surpreende é transformar isso em agenda administrativa num município que enfrenta mortes evitáveis, ameaças políticas e serviços públicos fragilizados.

Pão e circo seguem sendo a fórmula preferida quando falta planejamento, presença e coragem para enfrentar problemas reais.

O espetáculo distrai, anestesia, cria a ilusão de normalidade. Mas a conta chega. Chega no hospital sem estrutura, na estrada sem resgate, na delegacia lotada, na família que espera socorro que não vem. Governo não é palco, cidade não é plateia, e tragédia não pode ser tratada como dano colateral aceitável da má gestão.

Talvez a pergunta que reste seja simples demais para continuar sendo ignorada: quantas ambulâncias cabem dentro de um carro alegórico? Quantas vidas custam alguns dias de festa? Nova Friburgo não precisa de mais distração, precisa de prioridade. Porque governar não é entreter. Governar é cuidar — especialmente quando tudo grita por responsabilidade.

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Mudanças

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Início das inscrições para o Bolsa Atleta Municipal é adiado

Início das inscrições para o Bolsa Atleta Municipal é adiado

Através das redes sociais, a Prefeitura de Nova Friburgo, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, informou que o início do prazo para as inscrições no programa Bolsa Atleta foi adiado. De acordo com a justificativa do município, a suspensão temporária foi necessária para adequar a documentação à nova Lei Municipal, aprovada pela Câmara Municipal no último dia 09 de dezembro. Segundo o Executivo, a data da reabertura das inscrições será divulgada ainda nesta semana pelas redes sociais oficiais da Prefeitura e da pasta de Esportes.

De acordo com o regulamento do programa, para concessão do auxílio, o interessado deve estar vinculado a alguma entidade de prática ou de administração desportiva oficial (confederação, federação ou liga), constar no ranking, pódio ou classificação na sua modalidade em entidades oficiais e ter registro de graduação (no caso de artes marciais). Também é necessário ter participado de competições oficiais no ano anterior.

Além disso, o interessado não pode receber nenhum tipo de patrocínio de pessoas físicas e jurídicas (os casos específicos de cada atleta passarão por análise de uma comissão julgadora específica), e terão que apresentar plano anual de treinamento e participação em competições oficiais da modalidade e categoria. É preciso ainda estar vinculado à agremiação esportiva há, no mínimo, um ano, ter frequência, no ano anterior, de pelo menos 80% nos treinamentos e competições e apresentar ficha de frequência mensal nos treinamentos e competições esportivas.

No caso de menores de idade, autorização dos pais ou responsável legal e comprovante de matrícula em instituição de ensino (pública ou particular), assim como comprovante de rendimento escolar. Se for necessário o desempate, os critérios são a classificação, ranking ou pódio comprovados por entidade esportiva oficial, graduação ou categoria comprovada (no caso de artes marciais) e o nível de competição (se regional, nacional ou internacional). A idade também será um critério de desempate, privilegiando os atletas mais velhos.

 O termo de adesão e anexos ficarão disponíveis através de um link no site da prefeitura e na bio do Instagram da prefeitura (@prefeituranovafriburgo) e da Secretaria de Esportes e Lazer (@secesportesnf). Caso não haja novas mudanças na programação inicial, o resultado final dos agraciados será divulgado no início de 2026, em publicação no Diário Oficial Eletrônico.

O Programa Bolsa Atleta consiste em apoio financeiro a atletas, paratletas e atletas-guia que têm representado o município em eventos oficiais regionais/estaduais, nacionais e internacionais, sendo concedido por um prazo máximo de 12 meses.

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    Inscrições para o Bolsa Atleta foram temporariamente suspensas para adequação à nova legislação (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Programa visa incentivar, financeiramente, atletas que representam Nova Friburgo em modalidades diversas (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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Como ajudar um familiar dependente químico?

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Qualquer tipo de vício, seja em álcool e outras drogas, não surge da noite para o dia. Se desenvolve gradualmente. Não é raro que membros da família de um indivíduo que se tornou dependente químico não percebiam pequenas mudanças diárias, semanais, no comportamento dele.

Qualquer tipo de vício, seja em álcool e outras drogas, não surge da noite para o dia. Se desenvolve gradualmente. Não é raro que membros da família de um indivíduo que se tornou dependente químico não percebiam pequenas mudanças diárias, semanais, no comportamento dele.

O que você pode fazer para tentar ajudar seu familiar viciado em álcool ou outras drogas? A Fundação Hazelden é uma instituição norte-americana especializada no estudo, pesquisa, treinamento em recuperação de dependentes químicos. Nesse link está o original completo do que vou compartilhar aqui, em resumo, sobre esse assunto: www.hazeldenbettyford.org/addiction/help-for-families/dealing-with-addiction

1)Perceba seu próprio comportamento. Está você atuando como detetive e tentando encontrar onde seu parente esconde álcool ou outras drogas? Observa constantemente seu parente? Cancela compromissos com familiares ou amigos porque você não está seguro em que condições estará seu familiar que você suspeita estar usando drogas? Pede desculpas pelo comportamento ou pela ausência deste parente? Se isto está ocorrendo com você, então há um problema a ser resolvido e estes comportamentos não devem continuar para não perturbar mais sua saúde.

2)Reconheça os sinais de vício. Existem sinais físicos e comportamentais de dependência química para o álcool e outras drogas. Algumas pessoas tentam parar sozinhas com o consumo de drogas. Se este for o caso em sua família, você verá sinais de abstinência e padrões de recaídas como: irritabilidade, insônia, agitação, tremores, conversas ao telefone feitas em secreto, entre outros sinais. A Síndrome de Abstinência de drogas pode ser perigoso e se faz necessário atendimento médico em muitos casos.

3)Aprenda a manter o amor para com o dependente químico, mas com desligamento afetivo. Pense em 3 C: eu não Causei isto (o vício da pessoa), eu não posso Controlar isto, e não posso Curar isto. Desligamento afetivo para com o dependente químico não significa abandoná-lo. Significa que você não ficará responsável pelas besteiras que ele fizer, e o deixará assumir as consequências do comportamento dele. Você pode falar com ele sobre os problemas que a dependência química faz e que está trazendo para a família e para ele mesmo. Mas qualquer mudança de comportamento dele está nas mãos dele.

4)Leve em consideração que podem existir outros problemas de saúde mental nesta pessoa. Muitos dependentes químicos possuem também outro diagnóstico que pode ser depressão, transtorno de personalidade, ou outro, que requer avaliação com psiquiatra. 

5)Não julgue. Dependência química é uma doença. Por isso precisa tratamento e não julgamento. Mas o dependente precisa decidir por si mesmo querer ajuda. Não invista em despesas com tratamento se ele não estiver disposto a buscar recuperação.

6)Tome a iniciativa de conversar sobre o assunto, mas abaixe as expectativas. Mas só converse quando a pessoa estiver sóbria. Expresse sua preocupação de uma forma honesta e carinhosa. Fale sobre o efeito negativo que a bebida alcoólica ou outra droga tem produzido sobre qualquer coisa que o dependente gosta: filhos, profissão, saúde física, esportes. Escreva num papel o que você irá dizer, assim estará melhor preparado.  Não use um tom de voz de reclamação. Não ofereça soluções porque isto é papel do profissional em dependência química. Não vá conversar com a pessoa sozinho, leve alguém com você. Desista de tentar mudar o comportamento dele, isso é impossível e lembre-se dos 3 C: não Causei esse vício, não posso Controlar isso e não posso Curar isso.

Não entre em desespero e nem traga a coisa pessoalmente caso a conversa termine mal. Se você se aproximou para tentar ajudar seguindo os passos acima, isto já terá sido um bom passo inicial e a semente foi plantada.

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Cesar Vasconcellos de Souza

doutorcesar.com

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Instagram @claramentent

Tik-Tok @claramentent

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Nível mundial

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense Futsal participa da Copa do Mundo em diversas categorias

Pelo segundo ano consecutivo, o Friburguense Futsal dá um salto a nível internacional, e participa da Copa Mundo de Futsal Menores 2025. A competição é considerada como a maior entre clubes de futsal de base do mundo. As partidas acontecem em Foz do Iguaçu (PR), reunindo equipes de diversos estados do Brasil e países da América do Sul. O campeonato é organizado pela Copa Mundo do Futsal Menores, com apoio do Sesc Paraná, Fecomércio PR e instituições ligadas ao desenvolvimento esportivo.

Friburguense Futsal participa da Copa do Mundo em diversas categorias

Pelo segundo ano consecutivo, o Friburguense Futsal dá um salto a nível internacional, e participa da Copa Mundo de Futsal Menores 2025. A competição é considerada como a maior entre clubes de futsal de base do mundo. As partidas acontecem em Foz do Iguaçu (PR), reunindo equipes de diversos estados do Brasil e países da América do Sul. O campeonato é organizado pela Copa Mundo do Futsal Menores, com apoio do Sesc Paraná, Fecomércio PR e instituições ligadas ao desenvolvimento esportivo.

Nesta edição, o Friburguense Futsal marca presença com uma delegação formada por 180 pessoas, entre atletas, comissão técnica, coordenação e equipe de apoio. Ao todo, são 81 atletas representando Nova Friburgo em oito categorias: Sub-07, Sub-08, Sub-09, Sub-10, Sub-11, Sub-12, Sub-13 e Sub-13 Feminino. Os jogos tiveram início nesta segunda-feira, 15, e prosseguem nos próximos dias.

A participação na Copa Mundo consolida o Friburguense Futsal como uma das principais referências da modalidade na Região Serrana e no estado do Rio de Janeiro. Além do aspecto esportivo, o projeto tem forte impacto social, promovendo disciplina, educação, convivência e oportunidades para crianças e adolescentes.

De fato, conforme a VOZ DA SERRA mostrou, há um projeto ambicioso, com o objetivo de colocar Nova Friburgo no centro das atenções quando o assunto é futsal. O objetivo principal é levar o nome do município para o Campeonato Carioca de Futsal Profissional, organizado pela Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro (FFSERJ).

A força do futsal de Nova Friburgo

Com um trabalho consolidado nas categorias de base, o Friburguense Futsal acumula conquistas importantes nos últimos anos. As equipes formadas por jovens talentos vêm se destacando em diversas competições regionais e estaduais, frequentemente chegando às fases decisivas e se consolidando entre as principais forças do futsal do interior do Rio de Janeiro.

“Acho que a gente já conseguiu levantar o futsal de Nova Friburgo, e mostrá-lo para todo o estado, país e o mundo, pois já conseguimos disputar uma competição internacional. Isso mostra que o nosso trabalho está bem fundamentado e fixado, buscando pavimentar o restante do caminho. Queremos crescer o projeto para outras categorias para médio prazo. Isso vai ser fundamental para as crianças e jovens de Nova Friburgo se aproximar e entenderem melhor as potencialidades do futsal”, explica Sávio Badini, coordenador do projeto.

Todo o caminho percorrido busca, além de consolidar e cada vez mais expandir o trabalho com os mais jovens, estruturar uma equipe profissional para disputar o Campeonato Carioca de Futsal. A primeira meta de curto prazo já foi cumprida, com a montagem de uma equipe adulta. Para seguir avançando, o Friburguense Futsal busca parcerias, apoiadores e patrocinadores.

No primeiro momento, a ideia é formar um time com jogadores de Nova Friburgo e região. Sávio, inclusive, revelou que já há nomes mapeados para dar início a este trabalho. A rotina de treinos e a dedicação exigida seriam, a princípio, divididas com outras tarefas profissionais. Contudo, no curto prazo, acredita-se que seja possível uma dedicação exclusiva.

“Nós acreditamos que o esporte é uma poderosa ferramenta de transformação. Nossa missão vai muito além das quadras: queremos formar atletas, mas, acima de tudo, cidadãos conscientes, preparados para a vida. Já temos garotos que iniciaram no projeto de futsal com a gente, e se tornaram profissionais no campo, atuando inclusive pelo Friburguense. Queremos levar essa mesma ideia para o Futsal”, finaliza. 

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    Meninos e meninas da base do Friburguense disputam competição internacional por mais uma temporada (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Equipe adulta é um passo importante, rumo ao objetivo de ter um time profissional no futuro (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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O Natal bate as nossas portas

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Estamos há uma semana do Natal, uma festa cheia de significados e comemorada praticamente no mundo todo. Para as religiões cristãs, ela marca o nascimento de Jesus Cristo, que segundo a tradição católica é o filho de Deus, sob a forma humana. Veio ao mundo para redimir os pecados da humanidade, fundar uma nova religião e preparar a salvação daqueles que nele acreditaram.

Estamos há uma semana do Natal, uma festa cheia de significados e comemorada praticamente no mundo todo. Para as religiões cristãs, ela marca o nascimento de Jesus Cristo, que segundo a tradição católica é o filho de Deus, sob a forma humana. Veio ao mundo para redimir os pecados da humanidade, fundar uma nova religião e preparar a salvação daqueles que nele acreditaram.

Mas, o Natal é muito mais, pois representa uma festa da família, um congraçamento entre as pessoas. Quando elas se reúnem podem ou não trocar presentes, ceiam juntas, se mostram contentes com a presença seja de familiares, seja de amigos. Aliás, é muito comum o famoso “amigo oculto” quando, durante um almoço ou jantar de confraternização, as pessoas trocam presentes após um sorteio prévio.

 É interessante frisar que, segundo a história, Jesus nasceu numa gruta próxima à cidade de Belém, na Palestina, para onde seus pais tinham se deslocado para o recenseamento ordenado pelo imperador César Augusto. Aliás, foi um fato histórico que situou o nascimento de Jesus em um contexto real, comprovando que o relato bíblico é fundamentado em eventos concretos da época. Mas, quando José e Maria chegaram na cidade, próximo ao parto, as hospedarias estavam cheias. Daí terem achado uma gruta, que era utilizada como estábulo e o porquê de Jesus ter tido como berço, uma manjedoura.

Mas, sempre existiu dúvidas quanto ao verdadeiro dia do nascimento de Jesus. A Igreja Católica e o ocidente consideram essa data, a partir de uma teoria que aponta o papa Julius I como o seu idealizador. Igrejas orientais, incluindo as ortodoxas e a copta, comemoram o nascimento de Jesus Cristo no dia 7 de janeiro. Isso porque sabemos que, no final do século II d. C., os grandes teólogos da Igreja que debatiam sobre o nascimento de Cristo não consideravam o 25 de dezembro como o dia de tal evento. Em uma declaração, Clemente de Alexandria cita diferentes dias para o nascimento de Cristo: 15 de abril, 20 de maio, e 20 ou 21 de abril.

No entanto, existe uma explicação para a data de 25 de dezembro.  Os historiadores não têm uma resposta certa, mas acreditam que a escolha do dia 25 de dezembro foi parte de uma estratégia da Igreja de enfraquecer comemorações pagãs que aconteciam nessa data. Uma dessas comemorações, o solstício de inverno, era conhecida como Dies Natalis Solis Invicti e era realizada para o Sol Invicto, um deus romano. Com o tempo, essa festa associou-se com Mitra, um deus persa que era cultuada nas terras romanas. Outra comemoração que ocorria próximo ao 25 de dezembro era a Saturnália, festa em homenagem a Saturno. Os historiadores alegam, então, que colocar o Natal no dia 25 de dezembro era uma forma de esvaziar a festividade pagã e garantir fiéis ao cristianismo. O argumento retórico era basicamente mostrar que uma pessoa não estava celebrando Mitra ou o Sol Invicto na referida data, mas sim o nascimento de Jesus Cristo. É preciso acrescentar que a palavra natal significa nascimento, daí a expressão “cidade natal de fulano”.

Claro está que, infelizmente, a conotação de ser uma data na qual o comércio fatura muito é uma realidade, principalmente a partir de meados do século XX. A própria figura do Papai Noel foi desvirtuada. Ele é um dos símbolos mais importantes do Natal; sua criação foi inspirada no bispo São Nicolau, que costumava ajudar as pessoas pobres e foi canonizado pela Igreja Católica. A primeira imagem do Papai Noel foi desenhada pelo alemão Thomas Nast, no final do século XIX. No entanto, sua figura é difundida como o bom velhinho, aquele que coloca os presentes, pedidos pelas crianças em cartas ou orações a ele dirigidas, ao pé da árvore de Natal.

Por falar em árvore de Natal, ela tem um significado especial nesse contexto. Acredita-se que tinha uma ligação religiosa com povos de origem pagã que as usavam como enfeite ou como parte de seus rituais religiosos. Ou, numa explicação religiosa, onde o formato triangular do pinheiro representaria a Santíssima Trindade. O costume de trazer árvores para dentro de casa e enfeitá-las data da antiguidade, mas começou a ser utilizada pelos cristãos por volta de 1500, com Martinho Lutero.

Nada, no entanto, diminui a grandiosidade desse acontecimento e, creio, que num mundo tão desumano como o atual, tão cheio de problemas, ser o momento ideal para uma reflexão e para que as famílias repensem sua atuação perante a formação dos seus filhos e perante a sociedade. Apesar dos regimes comunistas e socialistas trabalharem com firmeza e subliminarmente, para destruir os fortes laços familiares, a família ainda é a força motora que mantém a integridade de um país. Sem ela, seríamos um mero grupo de homens sem destino. Ou simples joguete nas mãos governantes sem escrúpulos.

Desejo aos meus leitores e a toda a equipe do jornal A Voz da Serra, um Feliz Natal, com muita saúde, paz e alegria. Ao contrário dos anos anteriores e para desespero daqueles que me seguem, estarei de volta depois do Natal.

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O poder do amor

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

O amor é a correnteza que se adapta e se reinventa continuamente. É a brisa que se faz sentir mesmo na ausência do vento, o silêncio que preenche os vazios com palavras que jamais precisaram ser ditas. Nos envolve nas amizades, nas coisas, nos lugares, nos animais, nas pessoas ou até mesmo em pequenos objetos.

Inúmeras são as manifestações, trazendo dentro de suas raízes uma conexão que fornece o sustento necessário para que possamos passar por grandes tempestades e longas secas.

O amor é a correnteza que se adapta e se reinventa continuamente. É a brisa que se faz sentir mesmo na ausência do vento, o silêncio que preenche os vazios com palavras que jamais precisaram ser ditas. Nos envolve nas amizades, nas coisas, nos lugares, nos animais, nas pessoas ou até mesmo em pequenos objetos.

Inúmeras são as manifestações, trazendo dentro de suas raízes uma conexão que fornece o sustento necessário para que possamos passar por grandes tempestades e longas secas.

O amor pelos lugares guardam pedaços de quem fomos no passado e de quem aprendemos a ser. Ruas, casas, paisagens, cidades, bancos de praça que acolheram despedidas, janelas que escutaram nossos pensamentos mais íntimos, cafés que serviram de abrigo para nossos recomeços difíceis mexem com o nosso interior de forma intensa.

Mas, também se expressa na forma de um abraço apertado, um livro que teve suas páginas sublinhadas, uma fotografia que o tempo desbotou ou mesmo uma xícara lascada. O amor tem o poder de transformar um simples artefato em uma verdadeira caixa de afetos.

Como a potência da lua cheia, capaz de iluminar até os cantos mais escuros da nossa vida, o amor entre as pessoas se torna visível mesmo na escuridão, oferecendo contorno, revelando a beleza complexa dos momentos que são compartilhados.

Amar alguém é aceitar o risco da vulnerabilidade. É conceder ao outro a permissão para que ele veja nossas imperfeições, nossas sombras escondidas e nossos medos. É o ato de reconhecer o outro como um universo próprio, completo com seus sonhos e suas dores, sem a pretensão de moldá-lo à nossa própria imagem e existência.

Igualmente profundo e transformador é ser amado. Quando nos permitimos receber o amor, assim como desenvolvemos amor próprio, algo interno se reorganiza. Passamos a nos recordar, com suavidade, que somos dignos de cuidado, de afeto. Ser amado é descansar na certeza inabalável de que não estamos sós, mesmo quando o mundo exterior se apresenta excessivamente ruidoso e caótico.

E é nessa dinâmica que reside a mágica silenciosa do amor. Ele humaniza as interações, consegue desacelerar a pressa implacável dos nossos dias e nos convida a observar tudo com uma atenção mais aguçada e carinhosa.

Amar e ser amado nos traz compreensão profunda de que, apesar de todas as adversidades do existir, é o amor em todas as suas múltiplas e adaptáveis formas, que confere sentido e torna a caminhada menos solitária, mais humana e viva.

Até a próxima quarta!

……..

Contato

Site: www.camillafiorito.com.br

Instagram: @camilla.fioritoedu

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Talento premiado

terça-feira, 16 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Atleta friburguense conquista ouro em competição de Boxe Amador do Estado

Em pouco tempo de treino, ele já demonstra um potencial que o credencia a buscar conquistas importantes. Como aquela que Felipe da Silveira Breder alcançou no último dia 30 de novembro, durante a última etapa da competição de boxe amador do Estado do Rio de Janeiro, organizada pela FPERJ (Federação Estadual de Esporte Sócio Educativo e Pugilismo do Rio de Janeiro). O evento foi realizado no Grajaú Country Clube, na capital fluminense.

Atleta friburguense conquista ouro em competição de Boxe Amador do Estado

Em pouco tempo de treino, ele já demonstra um potencial que o credencia a buscar conquistas importantes. Como aquela que Felipe da Silveira Breder alcançou no último dia 30 de novembro, durante a última etapa da competição de boxe amador do Estado do Rio de Janeiro, organizada pela FPERJ (Federação Estadual de Esporte Sócio Educativo e Pugilismo do Rio de Janeiro). O evento foi realizado no Grajaú Country Clube, na capital fluminense.

A equipe Team Boxer Fist (FC Fight Company) representou Nova Friburgo, e teve Felipe como grande destaque da categoria 65 kg, realizando a sua estreia no boxe amador. Com apenas 10 meses de treinamento, o lutador friburguense demonstrou grande evolução técnica e física, vencendo seu combate por decisão dividida e conquistando a medalha de ouro. Com o resultado, o jovem atleta encerra o ano somando pontos importantes no ranking estadual.

A luta foi marcada pelo equilíbrio e pela entrega dos dois competidores, recebendo aplausos do público presente. Motivado pela vitória, Felipe já mira novos desafios e pretende ampliar suas conquistas ao longo de 2026. O treinador João Souza ressaltou a evolução do aluno e o comprometimento demonstrado ao longo da preparação.

“Quando o Felipe iniciou no boxe, buscava apenas aprender uma nova técnica e cuidar do corpo. Ele e seu amigo Allan manifestaram interesse em competir, mas naquele momento ainda não estavam prontos. Combinei que, após seis meses, avaliaria a evolução deles. Realizamos testes e acompanhamos de perto o desenvolvimento técnico até que estivesse apto a subir ao ringue. Ver essa vitória hoje é motivo de grande orgulho. Agradeço a confiança do atleta e o apoio da família FC Fight Company e Team Boxer Fist”, afirmou.

A equipe friburguense segue em preparação contínua e deve participar de novas competições ao longo de 2026, fortalecendo o esporte na região e revelando novos talentos do boxe. Dentro desse processo, recentemente Nova Friburgo recebeu um Seminário de Boxe, ministrado pelo mestre Fábio Campos, fundador da equipe FC Fight Company.

Recém-chegado de Cuba, país referência mundial na modalidade, Fábio trouxe ao evento conhecimentos atualizados e técnicas avançadas, compartilhando com alunos e atletas competitivos as mais diversas abordagens de ataque, contra-ataque e suas aplicações nas três distâncias de combate.

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    Felipe e o treinador João, celebrando a conquista marcante a nível estadual (Fotos: Divulgação)

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    Mesmo com apenas 10 meses de treino e na primeira competição, atleta já contabiliza o primeiro ouro (Fotos: Divulgação)

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A VOZ DA SERRA é um compêndio diário de conhecimentos

terça-feira, 16 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Como interpretar uma charge? Cada olhar tem um modo de perceber e cada cena tem uma interpretação, a partir do olhar de quem a idealizou. É gostoso entender a vida e suas peculiaridades por intermédio de um desenho. É a leitura sem texto. Louvemos o autor das charges de A VOZ DA SERRA, o Silvério, que vem nos deliciando com essas leituras. Desta vez, a cegonha ganhou a cena e Papai Noel passou “voando”, expressivamente assustado com a falta de sorte da famosa ave, sem bebês para carregar.

Como interpretar uma charge? Cada olhar tem um modo de perceber e cada cena tem uma interpretação, a partir do olhar de quem a idealizou. É gostoso entender a vida e suas peculiaridades por intermédio de um desenho. É a leitura sem texto. Louvemos o autor das charges de A VOZ DA SERRA, o Silvério, que vem nos deliciando com essas leituras. Desta vez, a cegonha ganhou a cena e Papai Noel passou “voando”, expressivamente assustado com a falta de sorte da famosa ave, sem bebês para carregar.

Quem nos trouxe informações sobre essa escassez de bebês foi Isabella Rodrigues que, sob a supervisão de Henrique Amorim, registrou “queda na taxa de natalidade pelo sexto ano consecutivo no Brasil. Os dados são do IBGE, sendo essa queda a maior dos últimos 20 anos. Isso é um “tombo” significativo e a causa dessa ausência de bebês prende-se ao fato de que “ter um filho não entra mais na lista de prioridades das novas gerações”. Dos casais entrevistados na matéria, ambos são da mesma opinião: não é bem o momento de ter filhos. Pareceu-me que ainda é cedo. E digo isso porque, a primeira criança que a “cegonha” me trouxe veio quando minha vida conjugal já contava 11 anos e, três anos depois, veio mais uma criança. Vamos esperar que o destino decida!

Enquanto as novas famílias dão tempo ao tempo para definir se vão ou não dar lugar para um novo integrante, há famílias que buscam seus entes desaparecidos. Ana Borges destaca que o “Brasil registrou cerca de 82 mil casos em 2024, um aumento de 5% em relação ao ano passado”. É como se explica – “desaparecimento de entes queridos provoca um luto que não acaba”. São casos e mais casos divulgados, apelos, fotos e modos de vida de quem se procura. Ficam a incerteza e a angústia amparadas numa esperança de encontro. “É um fenômeno bem mais complexo e doloroso do que a própria morte. Afinal, quando há pessoas desaparecidas sempre existe a esperança de que voltem a qualquer momento...”. É um profundo desassossego que tortura para sempre.

Com tanta complexidade nas surpresas de viagem, “a literatura de horror brasileira” ganha mais uma obra de Diego Aguiar Vieira – “O apocalipse Amarelo 2: Os Imundos de Shub-Niggurath”. Diz o autor: “Se você acompanhou o primeiro livro, ou se interessa por histórias que misturam horror, delírio e uma investigação profunda de nossa história atual, este volume é um bom ponto para continuar, ou começar a travessia”. Diego tem outras obras, “vive em Belo Horizonte, é casado, tem uma filha e é tutor de uma gata”. Bem mais perto de nós, em 20 de janeiro, em Cantagalo, será lançado o livro “Era uma vez uma guerra na Caatinga”, da escritora Fabiana Corrêa. A obra “é uma narrativa que se passa dentro do universo de Os Sertões, de Euclides da Cunha...”. “É contar uma história que tem que ser lembrada sempre, contar para não esquecer...”.

Em “Há 50 Anos” o jornal registrava um alerta sobre cuidados com os animais: “Será justo o castigo que é imposto aos animais?”. A recompensa vem 50 anos depois! Foi aprovada a redação final do novo código dos Direitos dos Animais no Estado. São mais de 70 artigos e 16 capítulos, substituindo o antigo código de 2002. Que beleza!

Em “Sociais”, Ronaldo Lo Bianco, da SCA Móveis, festejando em 14 de dezembro mais um aniversário, com amigos e familiares. Parabéns, amigo! Eu acho que esse é mesmo o mês dos “iluminados”, pois a querida Mária Ventura, aquela que tem o mais lindo nome, festeja também seu brilhante nascimento na quarta-feira, 17. Felicidades, amiga! Que sua luz sempre se irradie para nos brindar com seu brilho de Mária, linda!

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O dicionário e o colar de pérolas

terça-feira, 16 de dezembro de 2025
por Jornal A Voz da Serra

Já escrevi tantas colunas e ainda não falei do meu inseparável amigo, o dicionário. Ah, a nossa Língua Portuguesa é de uma riqueza admirável. Autêntica, romântica e independente, é para o brasileiro um “valor” maior posto que é a sua língua materna e é nela que habita, casa que o faz humano e ser quem é. Brasileiro, inclusive. Falando e ouvindo, lendo e escrevendo, apreende o conhecimento, compartilha a cultura e o mundo se aproxima das suas mãos.

Dominá-la é uma dignidade!

Já escrevi tantas colunas e ainda não falei do meu inseparável amigo, o dicionário. Ah, a nossa Língua Portuguesa é de uma riqueza admirável. Autêntica, romântica e independente, é para o brasileiro um “valor” maior posto que é a sua língua materna e é nela que habita, casa que o faz humano e ser quem é. Brasileiro, inclusive. Falando e ouvindo, lendo e escrevendo, apreende o conhecimento, compartilha a cultura e o mundo se aproxima das suas mãos.

Dominá-la é uma dignidade!

A comunicação verbal e escrita são capacidades que construímos ao longo da vida, começando com a convivência no ambiente familiar, no aprendizado escolar e na leitura de diferentes estilos literários.  Além do mais, nosso pensamento é estruturado em forma de linguagem; a língua explode através do falar como um porta-voz. Pensando, somos capazes de compreender, criticar e, especialmente, construir significados.

“É que para falar dela preciso usar da linguagem dos homens

Que dá personalidade às cousas,

E impõe nome às cousas.”

Fernando Pessoa

A fluência na língua nos possibilita interagir em todas as situações através de uma comunicação clara, precisa e contínua, sem os erros que tanto a prejudicam. Não ficamos restritos a espaços, nem com problemas guardados nos bolsos. Ninguém pode se esquecer de que a nossa língua é a de Camões, Guimarães Rosa, Monteiro Lobato, Clarice Lispector e de tantos escritores que souberam usá-la com genialidade e arte. Ultrapassaram o tempo. Em que época os versos de Vinícius serão obsoletos?

Então, meu amigo leitor, o dicionário ganha destaque nesta análise como um recurso capaz de oferecer excelentes benefícios ao uso da língua.  As palavras, na maioria das vezes, possuem significados diversos, que podemos não os conhecer ou os compreender com maior abrangência. O cidadão precisa da língua para se fazer entender através das palavras com que expõem ideias e sentimentos. O seu domínio aprimora o vocabulário, estimula as atividades mentais, possibilita a compreensão dos fatos e fundamenta a construção das identidades individual, familiar, cultural e profissional, a cada etapa da vida. Nosso destino é traduzido e compreendido por meio das palavras, o quotidiano se realiza através da interação verbal entre as pessoas, o sujeito se define pelas palavras que pensa, ouve, lê e fala.

Além do que as definições, os sinônimos e antônimos que o dicionário oferece enriquecem a produção textual e a expressão oral, como também possibilitam que outras ideias sejam exploradas, pensadas e repensadas. Toda palavra pode ter diferentes aplicações práticas quando está contextualizada em uma frase, sendo que cada frase compõe um parágrafo, que, por sua vez, faz parte da estrutura de um texto. A exposição de ideias faladas ou escritas exige coerência e continuidade. Ou seja, as palavras devem estar encadeadas como as pérolas num colar. E como são lindas quando essas pérolas estão harmoniosas.

O emprego da ortografia correta é essencial para a clareza e preservação da língua escrita e falada, o que permite que as ideias sejam apresentadas de modo eficiente, garantindo a compreensão mútua. Quando se escreve errado e fala-se errado, um erro vai puxando o outro, e as ideias podem ficar confusas e se perderem num discurso ou texto difícil de ser compreendido. Quem fala, fala para o outro e não para si mesmo, num discurso isolado.

O dicionário também informa a classe gramatical das palavras, cujo domínio favorece a compreensão de toda e qualquer expressão escrita e falada, evitando ambiguidades. O seu entendimento é essencial para a interpretação de textos, seja em leituras quotidianas e prazerosas, seja em estudos e textos informativos.

Hoje, estamos tão acostumados com gírias, abreviações e a busca de textos rápidos ao passo que as leituras enriquecedoras têm sido evitadas. Consequentemente, o vocabulário se reduz a palavras genéricas e a expressões repetitivas seja por falta de interesse ou mesmo preguiça em buscar expressões alternativas. Ou ainda pior, por modismo e para não se expressar de modo diferente.

O uso do dicionário é um hábito que se desenvolve e consolida na medida em que se reconhece que o domínio da língua é o nosso grande suporte para a sobrevivência, conquista dos sonhos e construção do nosso quotidiano. Valoriza-se o sapato da vitrine, o carro da esquina e a viagem de férias.  Será que o brasileiro tem ciência do valor da Língua Portuguesa para sua vida?

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