Você conhece o seu suitability?

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Quando você põe suas finanças em dia e começa a pensar em investimentos, poucas coisas são tão importantes quanto identificar e respeitar o seu perfil. No mercado financeiro, chamamos esse processo de suitability. Todo investidor passa pela mesma etapa antes de executar suas estratégias de investimentos ao abrir a conta em algum banco de investimento ou corretora de valores: responder um questionário a fim de reconhecer e determinar as características do cliente. Este processo é fundamental para que você, como investidor, possa desfrutar de boas experiências no mercado financeiro. Portanto, respeite o processo.

Ações, CDBs, LCIs e LCAs, derivatidos, debêntures, ETFs, BDRs, câmbio... A diversidade de produtos disponíveis para compor uma boa estratégia de investimentos é tão abrangente que o investidor pode acabar se perdendo na hora de montar o planejamento de sua carteira. Mas calma, é fundamental saber quais desses investimentos podem receber alocações do seu dinheiro e nem todas as possibilidades serão exploradas; afinal, foi por este motivo que você definiu o seu suitability.

 Antes de classificarmos alguns investimentos disponíveis dentro de cada perfil, vamos pontuar quais são os pontos considerados nesta pesquisa: conhecimento e experiência com investimentos; prazo estipulado de tempo para manter os investimentos; objetivos ao investir; tolerância aos riscos; realidade financeira e necessidades futuras dos recursos; patrimônio e disponibilidade de capital. Como todas são informações voláteis e podem variar ao longo do tempo, a pesquisa é feita de forma periódica pelas instituições. Portanto, atente-se aos processos e características de cada investimento.

Liquidez: dentro dos seus investimentos, esse é o primeiro ponto a ser analisado, pois  trata-se do período de tempo entre investimento e resgate do capital; podendo haver lucro ou não. Ao pesquisar pelos investimentos, você vai se deparar com essas notações: D+0; D+1; D+15; D+30. Aqui, usei alguns exemplos para facilitar a compreensão, mas o D representa o dia da operação e os números representam os dias até resgatar seu capital.

Rentabilidade: essa é a parte que enche os olhos – e qualquer desavisado pode acabar considerando este único ponto e tomar uma decisão ruim –, afinal, quanto maior a rentabilidade, maior o risco.

Volatilidade: ações e fundos imobiliários têm liquidez de D+2, mas são ativos voláteis e você precisa considerar este ponto nos seus investimentos. Sua reserva de emergências, por exemplo, pode até ter liquidez em dois dias, mas não pode representar quantias menores do que o calculado. Portanto, não pode estar – de maneira alguma – em ativos voláteis.

Por fim, pontuo os investimentos destinados para cada perfil suitability a fim de facilitar o seu processo de planejamento.

Conservador: investimentos em renda fixa, como Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA.

Moderado: equilíbrio entre renda fixa e produtos de renda variável (como fundos de investimentos em ações e fundos imobiliários).

Arrojado: aqui, as opções são inúmeras e, além dos investimentos citados anteriormente, a carteira de investimentos pode incluir o investimento direto em ações, fundos imobiliários e derivativos.

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CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

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