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Big Brother policial: novas câmeras nos uniformes dos policiais

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

A segurança pública foi uma das principais pautas abordadas ultimamente no quesito segurança no Brasil, em especial, no Estado do Rio de Janeiro. Dentro desse tema, um assunto se evidencia, gerando muita polêmica pelo país afora: as bodycams - as câmeras usadas pelos policiais militares, acopladas aos uniformes.

A segurança pública foi uma das principais pautas abordadas ultimamente no quesito segurança no Brasil, em especial, no Estado do Rio de Janeiro. Dentro desse tema, um assunto se evidencia, gerando muita polêmica pelo país afora: as bodycams - as câmeras usadas pelos policiais militares, acopladas aos uniformes.

Enquanto há pessoas que são a favor dessa tecnologia como uma forma de coibir a violência policial e o abuso de autoridade, outros acreditam que a medida poderia gerar uma limitação da atuação dos agentes nas operações. Atualmente, uma nova onda de câmeras vem sendo instaladas em diversas forças policiais do estado.

 

PM, Core e Bope

Depois do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), os policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, começaram, nesta segunda-feira, 22, a realizar ações com câmeras operacionais portáteis em seus uniformes (body cam).

Neste primeiro momento, contudo, apenas 100 agentes da Força Especial da Polícia Civil utilizaram o equipamento. O uso de câmeras corporais segue determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve início no começo do ano para as forças especiais da Polícia Militar do Rio.

Segundo o ato do atual secretário de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, os policiais civis do Core deverão usar as câmeras no exercício de atividades operacionais de sua atribuição também nas viaturas e aeronaves. A medida divide opiniões, mas afinal, tem produzido seus efeitos?

 

Alguns pontos positivos; outros, nem tanto

Um recente estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) também mostra impacto das câmeras nas mortes em operações policiais. O estudo aponta que as câmeras corporais reduziram em 57% o número de mortes decorrentes de ações policiais em relação a unidades policiais onde, até aquele momento, não havia a implantação da tecnologia.

Além disso, as câmeras podem dar uma outra versão sobre os fatos diferente das apontadas pelos agentes públicos no exercício da função. Em 9 de setembro de 2023, uma ação policial em São José dos Campos, interior de São Paulo, terminou com o suspeito baleado. Após apuração das câmeras em investigações, o homem morto estava desarmado e já dominado pelos PMs. A Corregedoria da Polícia ainda acusa os policiais de montar uma farsa para alterar a cena do crime e parecer que tinha havido um confronto.

Em São Paulo, com o sistema em vigor por algum tempo, os números apontaram para uma redução de quase 80% da letalidade policial nos batalhões em que foi empregada a tecnologia. Em contrapartida, os números também demonstram que os agentes públicos estão mais temerosos em realizar abordagens, temendo interpretações desfavoráveis ao seu trabalho.

Além disso, o uso de câmeras nas fardas pode atrapalhar as emboscadas à criminosos. Em uma das táticas utilizadas pela polícia, a “campana” (o ato de infiltração policial discreta, de forma escondida) poderia ter sua eficácia reduzida, o que colocaria em risco a vida de agentes públicos e o maior emprego de dificuldade nas abordagens.

 

Um mal necessário?

O ano passado ficou marcado pelos diversos vídeos amadores que demonstraram abusos de policiais durante o exercício legal de suas funções. O mais famoso deles, o caso dos policiais da PRF que asfixiaram um homem dentro do porta-malas de uma viatura em plena luz do dia.

Em 2020, o Brasil registrou o maior patamar de letalidade policial já observado. De acordo com os dados, os agentes de segurança pública foram responsáveis por 12,8% do total de mortes violentas no país. A adoção das medidas de monitoramento, ainda com os seus contrapontos, tem se mostrado efetiva para proteção de todas as partes envolvidas.

Afinal, as gravações podem ser utilizadas em processos para elucidação dos fatos, trazendo mais legalidade e transparência, tanto para os presos como para os próprios policiais - que também podem ser vítimas de denúncias de falsos abusos. É inegável que ambas as partes ficam vulneráveis em situações extremas e precisamos zelar sempre pela aplicação da lei.

O Estado do Rio ainda engatinha quanto a aplicação das bodycams, por meio de barreiras criadas pelo Governo do Estado. Se as câmeras nas fardas dos agentes públicos serão uma solução viável ou uma problemática, só o tempo dirá. No entanto, a prática tem se mostrado muito efetiva nos tribunais para a aplicação correta da lei.

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Resiliência e o papel do apoio social

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Um artigo científico do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA publicado em fevereiro de 2016 de autoria de um grupo de cientistas trata da relação entre apoio social e resiliência. Qual o papel do apoio social no enfrentamento de traumas?

 

Resiliência tem que ver com a capacidade da pessoa conseguir enfrentar uma situação difícil, e mesmo que sofra e apresente sintomas, ela não sucumbe ao trauma e se recupera. A pessoa resiliente consegue se adaptar melhor aos efeitos dos traumas, das perdas, das tragédias, lida melhor com o estresse e ameaças.

 

Um artigo científico do Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos EUA publicado em fevereiro de 2016 de autoria de um grupo de cientistas trata da relação entre apoio social e resiliência. Qual o papel do apoio social no enfrentamento de traumas?

 

Resiliência tem que ver com a capacidade da pessoa conseguir enfrentar uma situação difícil, e mesmo que sofra e apresente sintomas, ela não sucumbe ao trauma e se recupera. A pessoa resiliente consegue se adaptar melhor aos efeitos dos traumas, das perdas, das tragédias, lida melhor com o estresse e ameaças.

 

Fatores genéticos, comportamento dos pais na infância, sensibilidade não frágil da criança, favorecem a resiliência. Além disso, uma pessoa resiliente mais provavelmente tem convivido com bom apoio social, seja da família de origem, da família atual, e de amigos. E também ela pode não sofrer muito por viver num país com mais justiça social, menos corrupção, menos complicações econômicas, e ter maior apoio espiritual de sua comunidade religiosa, acrescido de boa cultura.

 

Quase todos sofremos um trauma ao longo da vida independente da classe social, econômica, raça, religião. Mas, existe uma variação grande sob o ponto de vista psicológico e físico na forma como as pessoas respondem aos eventos traumáticos. Uma parte acaba desenvolvendo sintomas psicológicos crônicos e debilitantes que interferem significativamente em sua capacidade de trabalho, estudo, interação social. No artigo do Instituto de Saúde do governo dos Estados Unidos, os cientistas autores levantam a pergunta: “O que explica essas diferenças?”

 

Eles mesmos respondem dizendo que a resposta é complexa e apenas parcialmente compreendida. Parte da resposta está no apoio social que o indivíduo tem ou não tem. Apoio social pode ser definido como a rede social com que você pode contar para ajuda em momentos importantes em sua vida. Você tem alguém para lhe acompanhar ao hospital ao você passar mal e precisar atendimento? Tem alguém de confiança para deixar suas crianças e sair com amigos para um lanche? Numa emergência financeira, você tem alguém que lhe empreste dinheiro? Precisando ser internado num hospital, você tem uma pessoa que possa cuidar das tarefas, contas, limpeza, compras para sua casa? Tem alguém que possa lhe substituir no trabalho para umas férias ou no caso de você precisar de uma licença médica?

 

Pesquisas têm comprovado que a resiliência psicológica é geralmente facilitada por situações no ambiente familiar na infância onde os membros da família são amorosos e cuidadosos uns com os outros, consistentes e confiáveis. Um ambiente familiar assim produz nas crianças boa capacidade de regular emoções, acalmar-se, resolver problemas diante do estresse, criar vínculos seguros, manter relacionamentos e desenvolver confiança em si.

Num ambiente familiar traumático, as crianças que saem dele, podem trazer para a vida adulta sintomas psicossomáticos, mais ansiedade e medo, insegurança pessoal e melancolia. Cientistas verificaram que um ambiente traumático na infância favorece a modificação epigenética dos genes ligados ao sistema de resposta ao estresse. Foi observado que algumas crianças vivendo num ambiente de rejeição e solidão têm ativação dos mesmos sistemas neurobiológicos ligados à ameaça física e medo. Ao contrário, o apoio social demonstrou inibir a ativação dos sistemas cerebrais ligados ao medo, e libera ocitocina, um hormônio que produz efeitos ansiolíticos.

Os cientistas do NIH afirmaram no artigo que: “as comunidades também podem melhorar a resiliência no indivíduo por meio de políticas e programas que promovem bairros seguros, moradia acessível, estabilidade alimentar e de emprego, acesso a cuidados de saúde, escolas eficazes, preparação para emergências e desastres e amplos espaços públicos para relaxamento e exercício.”

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Pontapé inicial

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Temporada do Futmesa começa com Torneio Rio-Minas de 12 Toques

O ano de 2024 promete para a AFFM Friburguense. Reforçada e mirando o sucesso também em outras categorias, a equipe de Nova Friburgo terá o seu primeiro desafio já no próximo fim de semana. O município de Areal, na Região Serrana, irá receber a primeira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 toques, nos dias 27 e 28. A cidade fica a 110 quilômetros de distância da capital fluminense e faz divisa com as cidades de Paraíba do Sul, Petrópolis e Três Rios.

Temporada do Futmesa começa com Torneio Rio-Minas de 12 Toques

O ano de 2024 promete para a AFFM Friburguense. Reforçada e mirando o sucesso também em outras categorias, a equipe de Nova Friburgo terá o seu primeiro desafio já no próximo fim de semana. O município de Areal, na Região Serrana, irá receber a primeira edição do Torneio Rio-Minas, na regra 12 toques, nos dias 27 e 28. A cidade fica a 110 quilômetros de distância da capital fluminense e faz divisa com as cidades de Paraíba do Sul, Petrópolis e Três Rios.

A competição acontece na Associação Atlética. Ao longo dos dois dias, haverá mesas disponíveis, com um monitor da Federação de Futebol de Mesa do Estado do Rio de Janeiro (Fefumerj), para quem quiser aprender a jogar. No sábado, 27, às 14h, acontecerá a partida entre as seleções do Rio de Janeiro e Minas Gerais, no formato 6 x 6, no qual os seis jogadores de uma equipe enfrentarão os seis jogadores adversários em seis rodadas. No final, a equipe com mais pontos será a vitoriosa.

Já no domingo, 28, a partir das 9h, acontece a competição individual com 16 atletas de cada estado. Pelo Rio de Janeiro, com representantes do Friburguense, Flamengo, Fluminense, Vasco, América, Duque de Caxias e União Futmesa, formado por jogadores de Campos dos Goytacazes e Três Rios. Von Schmidt, Liga Campanhense, Grêmio Mineiro e Tupi serão as equipes de Minas Gerais representadas no torneio. Haverá um intervalo para almoço após a fase de grupos e o início da fase eliminatória começará às 13h30, com previsão de término às 16h.

O Rio-Minas é organizado pela e pela Federação de Futebol de Mesa do Estado de Minas Gerais (Fefumemg), com apoio da Prefeitura de Areal e da Associação Atlética Arealense.

 

Desempenho do Friburguense

O ano de 2023 foi especial para o Tricolor da Serra no futmesa, e terminou com o botonista Anísio Villar sendo campeão na disputa da 2ª etapa do Estadual Individual da Pastilha. O evento foi promovido no ginásio Helena Decache, do Friburguense Atlético Clube.

O Estadual Individual da Pastilha foi realizado em duas etapas em 2023 e a soma dos pontos em ambas as etapas definiu a classificação final, tendo como grande campeão da temporada o atleta do Anísio, com Guigui (Friburguense), que foi o vencedor da primeira etapa como vice-campeão e Marcus Vinicius (Vasco), campeão de 2022, como terceiro colocado. A classificação final do Estadual 2023 coincide com o ranking atualizado.

Desta forma, o Tricolor da Serra fechou um ano repleto de grandes resultados. Além das boas colocações nos campeonatos e das melhorias de suas estruturas física e administrativa, a equipe também ampliou o número de modalidades oferecidas aos seus praticantes. Em 2024, quando a Associação Friburguense de Futebol de Mesa completa 40 anos de existência, botonistas experientes irão reforçar o quadro de atletas, tornando a equipe ainda mais competitiva para seguir fazendo história na próxima temporada.

No Estadual da modalidade Bola 12 Toques, o Friburguense já possui uma tradição recente de conquistas a níveis estadual e nacional. Hiego foi o melhor do tricolor terminando na sexta posição. Na série prata, o campeão foi Hiago (Friburguense). Anderson (Flamengo) foi o vice-campeão e Christofer (Friburguense) o 3º colocado completando o pódio.

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    Futmesa do Friburguense terá primeiro desafio da temporada neste fim de semana (Foto: Divulgação)

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    Primeiros treinos já acontecem: Tricolor da Serra mira conquistas neste ano com reforços e participação em mais categorias (Foto: Divulgação)

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Sem vagas no Detran

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Tenho enfrentado ultimamente uma enorme dificuldade para conseguir agendar atendimento no setor de identificação civil do Detran em Nova Friburgo. Na última quinta-feira, 18, por exemplo, acessei o site do órgão exatamente às 12h, e solicitando agendamento de forma contínua, constatei na tela que todos os horários disponíveis na sexta e na segunda-feira seguintes foram diminuindo até sua finalização às 12h35.

“Tenho enfrentado ultimamente uma enorme dificuldade para conseguir agendar atendimento no setor de identificação civil do Detran em Nova Friburgo. Na última quinta-feira, 18, por exemplo, acessei o site do órgão exatamente às 12h, e solicitando agendamento de forma contínua, constatei na tela que todos os horários disponíveis na sexta e na segunda-feira seguintes foram diminuindo até sua finalização às 12h35. Eu estava preenchendo meus dados quase que ininterruptamente durante este período e mesmo assim não consegui o agendamento. Um absurdo!

Começo a desconfiar que existe um esquema para marcação de vagas, ignorando os pedidos online. Aliás, este é mais um exemplo do que acontece quando o serviço público é delegado à iniciativa privada. Em contrapartida, o TRE merece elogio, pois meu filho conseguiu tirar o título de eleitor de forma rápida sem problema nenhum para agendamento online. O mesmo ocorreu na fase posterior para retirada da versão impressa do título eleitoral. Nesse caso, um serviço público.”

Luiz Carlos Parreira Paiva  

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Busca por Paris

terça-feira, 23 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Atletas brasileiros terão primeiro semestre para tentar vaga nas Olimpíadas

Atletas brasileiros terão primeiro semestre para tentar vaga nas Olimpíadas

        O ano começou com expectativa e muito foco para os atletas que buscam a classificação para a Olimpíada de Paris (França), maior evento esportivo do planeta, que começa em 26 de julho. O Brasil já assegurou 147 vagas em 27 modalidades, mas a esperança para competir em Paris só acaba no final deste semestre, quando termina a contagem de pontos nos rankings mundiais de várias federações esportivas. Eles servem de parâmetro para a distribuição de vagas aos melhores colocados, em modalidades como atletismo, judô, skate, taekwondo e tênis, entre outras.

        Não vai faltar emoção para quem quiser acompanhar os brasileiros em busca de carimbar o passaporte rumo a Paris. A começar pelos vários torneios pré-olímpicos, entre eles o do futebol masculino Sub-23. Atual bicampeã olímpica, a seleção brasileira masculina (Sub-23) lutará com equipes de outros nove países da América do Sul. Apenas o vencedor e o vice irão aos Jogos.

        A expectativa do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é que a delegação nacional reúna até 330 atletas em Paris. Dentre elas pode estar uma friburguense: Jhennifer Conceição. A atleta ainda não conseguiu atingir o índice olímpico na natação, mas segue sua rotina de treinos para tentar atingir o feito. As oportunidades para os nadadores serão o Mundial de Doha, entre os dias 2 a 18 de fevereiro, em Doha (Catar), e a Seletiva de natação para os Jogos de Paris (Troféu Brasil), de 6 a 11 de maio, na Universidade da Força Aérea (Unifa), no Rio de Janeiro.

        Em 2023, Jhenny conquistou três medalhas de ouro e garantiu a vaga no mundial garantida através da disputa do Troféu Brasil de Natação 2023. Na prova de 100m peito, a friburguense venceu a final com o tempo de 1min08s10.

 

No fim de semana

Copa Brasil de Downhill vai acontecer em Cachoeiras de Macacu

Cachoeiras de Macacu será a sede da Copa Brasil de Downhill Individual 2024, na pista BsRacing, em Bom Jardim do Faraó. O evento acontece neste fim de semana, dias 27 e 28. A competição é realizada pela Confederação Brasileira de Mountain Bike (CBMTB) em parceria com o atleta Bruno Silva e a Secretaria Municipal de Esportes.

A Copa Brasil de Downhill classificará atletas para a Descida das Escadas de Santos 2024. Podem participar atletas a partir de 12 anos. Um dos organizadores do evento, o ciclista Bruno comentou que a competição vai reunir os melhores atletas da modalidade.

“Essa é uma etapa única e importante, e eu fico muito feliz por conseguir trazer para o Estado do Rio de Janeiro e realizar, aqui, em Cachoeiras de Macacu. Geralmente acontece em São Paulo. Agradeço ao Marcelo, presidente da confederação, por dar essa credibilidade para nós realizarmos o evento e contar com toda a estrutura dele e organização”, disse Bruno. Os atletas devem se inscrever por meio do site da CBMTB, até esta quinta-feira, 25, em uma das categorias.

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    Natação brasileira é sempre uma das esperanças de medalhas em Jogos Olímpicos (Foto: Freepik)

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    Jhennifer persegue o índice olímpico para tentar a sua vaga em Paris (Foto: Freepik)

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    (Foto: Freepik)

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Quando a modernidade complica

terça-feira, 23 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Com o advento da internet, no Brasil a partir de 1988, em teoria a vida das pessoas tendeu a ser simplificada. As máquinas de datilografia foram abandonadas em função da facilidade de se escrever pelo computador, com a vantagem de se ter um corretor de texto que corrigia os erros quase que instantaneamente. Os métodos de pesquisa começaram a ser agilizados, pois com os sites de procura que surgiram dispensavam as horas e horas de consulta passadas nas bibliotecas.

Com o advento da internet, no Brasil a partir de 1988, em teoria a vida das pessoas tendeu a ser simplificada. As máquinas de datilografia foram abandonadas em função da facilidade de se escrever pelo computador, com a vantagem de se ter um corretor de texto que corrigia os erros quase que instantaneamente. Os métodos de pesquisa começaram a ser agilizados, pois com os sites de procura que surgiram dispensavam as horas e horas de consulta passadas nas bibliotecas.

Com o seu avanço surgiu a telefonia sem fio dando lugar aos celulares que decretaram a quase aposentadoria dos telefones fixos. Ainda existem aficionados que não o dispensam. O mais surpreendente, foi o barateamento das comunicações internacionais, primeiro com o skype e, depois, com o whatsApp que eliminou custos e possibilitou comunicar-se com imagem ao vivo.

Outra atividade que foi simplificada ao extremo, foi a ida aos bancos já que excetuando as retiradas de dinheiro em espécie, quase tudo se faz pela internet. Com o advento do Pix os pagamentos foram agilizados e o próprio fato de colocarmos dinheiro na bolsa ou carteira, foi minimizado.

No entanto, existem coisas que esbarram nessa modernidade e que causam transtornos enormes para quem se acostumou com a agilização dos serviços. Por exemplo, a identificação facial ou a digital (identificação pela digital, quase sempre do dedo indicador). Um exemplo são as minhas tentativas de fazê-lo, quando sou obrigado a atualizar o site gov.br. Depois de pedirem o CPF e a senha, solicitam a identificação facial.

Aí começam os problemas, com as instruções pedindo um local adequado (correto), com boa iluminação (corretíssimo) e sem óculos. E é aí que a porca torce o rabo, muitos como eu não enxergam com exatidão sem as muletas oculares e avisos tais como aproxime a câmera, afaste o rosto, centralize, olhe para cima, olhe para o lado ficam difíceis de acompanhar. Conclusão, depois da terceira tentativa, o site informa que o serviço foi bloqueado e o tempo de espera para voltar a funcionar é de 24 horas. Esqueceram que, infelizmente, déficit visual acomete muitos servidores públicos e o uso de óculos deveria ser corriqueiro nesse tipo de verificação.

Com relação à validação digital, no meu caso é complicado e anti-higiênico. A ponta dos meus dedos é seca o que dificulta a leitura nas máquinas que exigem esse tipo de leitura; e como na maioria das vezes não existe um umidificador de dedos, o jeito é molhar o indicador com saliva, para que o processo se conclua. Em tempos de Covid e de Aids isso é um problema, para quem vem em seguida para realizar a mesma função ou para mim, caso tenha que repetir a operação de molhar o dedo.

Um outro problema que complica a vida do usuário, é o advento dos bancos digitais. Partindo do princípio que são digitais, alguns cortam, na totalidade, a comunicação com o cliente. Foi o que aconteceu comigo em relação ao Banco C6, aquele da propaganda da Gisele Bündchen. Quando abri a minha conta, dispensei o cartão de crédito e me enviaram o de débito; até aí, tudo bem. Mas, num determinado momento, precisei solicitar o de crédito. Digitalmente me informaram que tinha de adquirir um serviço, por exemplo um CDB, e que o limite do crédito não poderia ultrapassar o valor do empreendimento. Não deu certo, pois não me disseram qual solicitar e comprei o errado. Então, o meu caso está sempre em estudo e não existe um telefone de comunicação com o cliente, para que o problema possa ser equacionado.

O pior é que o CDB que adquiri só vence em 2025 (o que deveria ser uma garantia para o banco) e eu não tenho como substituí-lo. Um telefone 0800, como aliás o Wise oferece, seria uma necessidade, pois nem sempre as instruções são claras o suficiente para serem compreendidas e, muitas vezes, a comunicação oral é indispensável. Muitos dos problemas que o homem enfrenta hoje, como solidão, dificuldade em se comunicar e isolamento advém da falta dessa comunicação oral. Nem sempre uma pessoa tem o dom da escrita para se fazer compreender. Exemplo: saí para comprar um rolo de manta térmica para o telhado de minha casa. Existem vários modelos entre as quais a Taivel. A indicação que me deram era “manta taivo”. Se a informação fosse manta térmica, não interessa a marca, o funcionário da loja de material saberia de cara do que se tratava.

Uma das coisas que aprendemos a partir dos dois anos é a falar. Essa capacidade nos distingue dos demais animais e é de suma importância para o entendimento entre as pessoas. Portanto, a modernidade chegou e devemos nos render a ela, mas deve ser encarada como uma ferramenta de auxílio à atividade humana, não como substituta dessa atividade.

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A VOZ DA SERRA conhece as demandas de Nova Friburgo

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            Já não temos verões como os de antigamente, quando os termômetros não passavam de 25 graus. Trago da minha infância muitas lembranças da Filó, onde morei. Nas férias de janeiro e fevereiro íamos para a piscina Olifas, na Lagoinha. Era um bando de crianças e a gente se guiava pelo relógio de sol fixado no jardim do clube. Outra lembrança marcante foi quando meus pais compraram a geladeira. A primeira sobremesa, uma gelatina com maçã e creme de leite de latinha. Depois, mamãe fez picolé de guaraná com leite condensado, nas forminhas de alumínio. Que delícia!

            Já não temos verões como os de antigamente, quando os termômetros não passavam de 25 graus. Trago da minha infância muitas lembranças da Filó, onde morei. Nas férias de janeiro e fevereiro íamos para a piscina Olifas, na Lagoinha. Era um bando de crianças e a gente se guiava pelo relógio de sol fixado no jardim do clube. Outra lembrança marcante foi quando meus pais compraram a geladeira. A primeira sobremesa, uma gelatina com maçã e creme de leite de latinha. Depois, mamãe fez picolé de guaraná com leite condensado, nas forminhas de alumínio. Que delícia!

            Hoje tudo se modificou e o Caderno Z do último fim de semana, antenado, trouxe até aconselhamento para uma alimentação vegana. “Como passar um mês sem alimentos de origem animal transforma o corpo”, isso porque estamos no “Janeiro Vegano”. É uma questão muito pessoal e intransferível, pois, justo no mês dos churrascos, a mudança radical tem que ser levada em conta na proporção em que os nutrientes não se percam. Contudo, o desafio pode trazer excelentes resultados na saúde, inclusive nas taxas do colesterol. Mas, se não der tempo de a pessoa se programar neste janeiro que finda, tente em fevereiro, embora o carnaval peça um bom churrasquinho de fundo de quintal.

            As crianças também estão no topo dos cuidados com a alimentação. “Equilíbrio é a palavra-chave” - água, boas refeições e tranquilidade. E não pode faltar o “geladinho gourmet”, uma delícia preparada por Daniele Pinheiro. A empreendedora desenvolveu técnicas de produção com padrões de higiene e cuidados específicos razão pela qual o geladinho faz sucesso em nossa cidade, disponível em bombonieres e mercados.

            Wanderson Nogueira, em “Palavreando”, tem a receita do sucesso: “Fantasia o dia de alegria até descobrir que não é a alegria um adereço qualquer. Esse paetê que se instala no coração, ninguém pode tirar. Roda como a porta-bandeira. Levanta as tuas bandeiras. Somos nossas paixões. Faz das tuas paixões teu sobrenome. E ainda que pareça colecionar utopias, lembra de Galeano: siga caminhando até o horizonte”. Lindo!

O Friburguense está promovendo testes em busca de novos talentos para o futebol de salão nas categorias Sub-13, Sub-9, Sub-11. A segunda etapa de testes será no dia 3 de fevereiro no Ginásio Helena Decache, na parte da manhã. A direção do clube está otimista com “a integração entre o futebol de salão e o de campo”,  pois, a partir das quadras, muitos atletas se lançaram no futebol.  Que bacana!

            Nesta terça-feira, a penúltima do mês, o transporte público deverá passar por novos rumos com o pregão eletrônico promovido pela Prefeitura de Nova Friburgo, para escolher, por intermédio da modalidade concorrência pública, a empresa ou empresas que terão o direito de explorar as linhas de ônibus urbanas municipais pelo prazo de dez anos, com a possibilidade de prorrogação por mais dez anos. A charge de Silvério é feita de interrogações, assim como traduz os nossos questionamentos.

            Em “Sociais”, pessoas queridas se destacam nas linhas das homenagens. Meu querido e muito amigo, Dalton Carestiato, festejando 90 anos, em 22 de janeiro, com a dinâmica de seus tempos de mocidade. Envolvido nas ações sociais, culturais e artísticas da cidade, é um verdadeiro pilar da sociedade friburguense. Amigo da trova, incentivador dos Jogos Florais e muito mais. Na quinta-feira, 25, o simpático e ilustre Flávio Stern, da Acianf e do restaurante Trilhas do Araçari, festejará mais um ciclo que se abre em seu caminho vitorioso. Valcir Ferreira, guerreiro, cantor e compositor, brilhando nas paradas com seu mais recente sucesso – “Radiante de Alegria”, em homenagem ao apresentador Silvio Santos. Mil felicidades a todos os festejados.

            O 2º distrito de Nova Friburgo, Riograndina, comemora nesta quinta-feira, 25, o seu centenário de fundação. Mesmo com todos os percalços das obras paradas e a interdição de alguns espaços, o bairro é contemplado com uma natureza incrível e  romântica e tem nos seus moradores a maior riqueza – a solidariedade.  Parabéns!

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

O vidro que quebra a harmonia

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

O impacto ambiental das garrafas de vidro e soluções para um consumo consciente

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

 

O assunto de hoje é sobre as garrafas de vidro que são símbolos de elegância e tradição, e que trazem consigo um fardo ambiental significativo que muitas vezes passa despercebido. Além de representarem um perigo para o meio ambiente, o descarte inadequado dessas embalagens pode ter ramificações sérias na saúde humana, destacando a necessidade urgente de uma mudança nos hábitos de consumo.

 

O impacto ambiental das garrafas de vidro e soluções para um consumo consciente

Opa! Tudo verde?

Bora para mais uma Prosa Sustentável!

 

O assunto de hoje é sobre as garrafas de vidro que são símbolos de elegância e tradição, e que trazem consigo um fardo ambiental significativo que muitas vezes passa despercebido. Além de representarem um perigo para o meio ambiente, o descarte inadequado dessas embalagens pode ter ramificações sérias na saúde humana, destacando a necessidade urgente de uma mudança nos hábitos de consumo.

 

Incêndios florestais: um perigo invisível nas garrafas de vidro

O impacto das garrafas de vidro no meio ambiente vai além da quebra estética da paisagem. O vidro não se decompõe facilmente na natureza e, quando descartado indevidamente, pode agir como uma lente, concentrando a luz solar e desencadeando incêndios florestais de grandes proporções. A simples ação de deixar uma garrafa de vidro em um local inadequado pode resultar em danos irreparáveis às florestas, fauna e flora.

As indústrias enfrentam desafios significativos ao lidar com o ciclo de vida das garrafas de vidro. A reciclagem desse material, embora possível, encontra obstáculos devido ao baixo valor de mercado do vidro reciclado. O consumo desenfreado e a produção constante de novas garrafas exacerbam a situação, contribuindo para a crescente quantidade deste tipo de resíduo.

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro), são produzidas mais de 8,6 bilhões de unidades de vidro por ano no Brasil. São aproximadamente 1,3 milhão de toneladas do material colocadas no mercado nos mais variados formatos, que movimentam cerca de R$ 120 milhões. Deste total, somente 300 mil toneladas (quase 25%) acabam destinadas à reciclagem.

O impacto ambiental do vidro é ainda maior quando olhamos a extração de matérias-primas, transporte e processo de fabricação. Para se ter uma ideia do impacto ambiental, os cientistas estimam em um milhão de anos o tempo de decomposição do vidro no meio ambiente.

A produção de garrafas de vidro, vale ressaltar, envolve a extração de matérias-primas, como areia, soda e calcário, processos que consomem energia e emitem gases de efeito estufa. Além disso, a fusão do vidro a temperaturas elevadas contribui para a pegada de carbono associada a esse material.

Reduzir o consumo de vidro não apenas implica na diminuição de resíduos, mas também na mitigação dos impactos ambientais associados à sua fabricação. A mudança começa no nível individual, e os consumidores desempenham um papel crucial na mitigação do impacto das garrafas de vidro.

 

Algumas soluções incluem:

1. Reciclagem adequada: garantir que as garrafas de vidro sejam descartadas nos locais apropriados para reciclagem. Para isso, vale consultar os fabricantes que utilizam este tipo de embalagem e cobrar por programas responsáveis pela coleta e descarte das garrafas.

2. Reutilização: Optar por reutilizar garrafas de vidro sempre que possível, seja para artesanatos, construções, decorações e outros, fazendo com que as garrafas de vidro ganhem novas utilidades.

3. Escolhas conscientes: Optar por marcas que utilizam garrafas mais sustentáveis feitas a partir da reciclagem de novas garrafas. Se for o caso, escolher outros tipos de embalagens que sejam mais ecológicas que a garrafa de vidro.

4. Incentivar práticas sustentáveis: Apoiar e promover empresas que adotam práticas sustentáveis em suas cadeias de produção. Preferir comprar de marcas que possuem programas de logísticas reversas e políticas de sustentabilidade que apoiem ações de educação ambiental.

 

O impacto das garrafas de vidro no meio ambiente é um chamado para ação. Ao adotar práticas mais conscientes, desde o descarte responsável até a escolha de produtos sustentáveis, podemos contribuir para a preservação do nosso planeta e para um futuro mais equilibrado e saudável. A responsabilidade está em nossas mãos, e cada gesto conta na construção de um mundo mais sustentável.

 

Tudo verde sempre!

 

Alex Santos é CEO da EcoModas Soluções Sustentáveis

Contatos: [email protected]

@alex.ecomodas

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​Temas quentes para a ética

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Caros irmãos, prosseguimos refletindo sobre a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, tratando acerca da Inteligência Artificial e da Paz.

Caros irmãos, prosseguimos refletindo sobre a Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, tratando acerca da Inteligência Artificial e da Paz.

No futuro, a fiabilidade de quem solicita um mútuo, a idoneidade de um indivíduo para determinado emprego, a possibilidade de reincidência de um condenado ou o direito a receber asilo político ou assistência social poderão ser determinados por sistemas de inteligência artificial. A falta de níveis diversificados de mediação que tais sistemas introduzem está particularmente exposta a formas de preconceito e discriminação: os erros do sistema podem multiplicar-se facilmente, gerando não só injustiças em casos individuais, mas também, por efeito dominó, verdadeiras formas de desigualdade social.

Além disso, por vezes, as formas de inteligência artificial parecem capazes de influenciar as decisões dos indivíduos através de opções predeterminadas associadas a estímulos e dissuasões, ou então através de sistemas de regulação das opções pessoais baseados na organização das informações. Estas formas de manipulação ou controle social requerem atenção e vigilância cuidadosas, implicando uma clara responsabilidade legal por parte dos produtores, de quem os contrata e das autoridades governamentais.

O ato de se confiar a processos automáticos que dispõem os indivíduos por categorias, por exemplo, através de um uso invasivo da vigilância ou da adoção de sistemas de crédito social, poderia ter repercussões profundas também no tecido civil, estabelecendo classificações inadequadas entre os cidadãos. E estes processos artificiais de classificação poderiam levar também a conflitos de poder, envolvendo não apenas destinatários virtuais, mas também pessoas de carne e osso. O respeito fundamental pela dignidade humana requer a rejeição de que a unicidade da pessoa seja identificada com um conjunto de dados.

Não se deve permitir que os algoritmos determinem o modo como entendemos os direitos humanos e ponham de lado os valores essenciais da compaixão, da misericórdia e do perdão, ou eliminem a possibilidade de um indivíduo mudar e deixar para trás o passado.

Não podemos deixar de considerar o impacto das novas tecnologias no âmbito laboral: trabalhos, que outrora eram prerrogativa exclusiva da mão-de-obra humana, acabam rapidamente absorvidos pelas aplicações industriais da inteligência artificial. Também neste caso, há substancialmente o risco de uma vantagem desproporcionada para poucos à custa do empobrecimento de muitos.

 

Transformaremos as espadas em relhas de arado?

Nestes dias, contemplando o mundo que nos rodeia, não se pode ignorar as graves questões éticas relacionadas com o setor dos armamentos. A possibilidade de efetuar operações militares através de sistemas de controle remoto levou a uma percepção menor da devastação por eles causada e da responsabilidade da sua utilização, contribuindo para uma abordagem ainda mais fria e destacada da imensa tragédia da guerra. A pesquisa sobre as tecnologias emergentes no setor dos chamados «sistemas de armas letais autônomas», incluindo a utilização bélica da inteligência artificial, é um grave motivo de preocupação ética.

Numa ótica mais positiva, se a inteligência artificial fosse utilizada para promover o desenvolvimento humano integral, poderia introduzir inovações importantes na agricultura, na instrução e na cultura, uma melhoria do nível de vida de inteiras nações e povos, o crescimento da fraternidade humana e da amizade social. Em última análise, a forma como a utilizamos para incluir os últimos, isto é, os irmãos e irmãs mais frágeis e necessitados, é a medida reveladora da nossa humanidade.

Um olhar humano e o desejo de um futuro melhor para o nosso mundo levam à necessidade de um diálogo interdisciplinar voltado para um desenvolvimento ético dos algoritmos – a algor-ética -, em que sejam os valores a orientar os percursos das novas tecnologias. As questões éticas deveriam ser tidas em consideração desde o início da pesquisa, bem como nas fases de experimentação, projetação, produção, distribuição e comercialização. Esta é a abordagem da ética da projetação, na qual as instituições educativas e os responsáveis pelo processo de decisão têm um papel essencial a desempenhar.

 

Fonte: Vaticano

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Somos um hífen?!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Estou lendo “A boneca de Kokoschka”, de Afonso Cruz, edição apoiada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas/Portugal. O livro me atraiu pelo título, e, ao mergulhar na leitura, encontrei pérolas, que me remeteram a uma questão surpreendente, que ainda não havia pensado. 

O contexto da história é a Segunda Guerra. O início do enredo se desenvolve numa loja de pássaros, cujo protagonista, Bonifácio Vogel, é comparado, dentre tantas caracterizações feitas pelo autor, a um hífen. Essa ideia me trouxe uma pergunta inusitada: Sou um hífen?

Estou lendo “A boneca de Kokoschka”, de Afonso Cruz, edição apoiada pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas/Portugal. O livro me atraiu pelo título, e, ao mergulhar na leitura, encontrei pérolas, que me remeteram a uma questão surpreendente, que ainda não havia pensado. 

O contexto da história é a Segunda Guerra. O início do enredo se desenvolve numa loja de pássaros, cujo protagonista, Bonifácio Vogel, é comparado, dentre tantas caracterizações feitas pelo autor, a um hífen. Essa ideia me trouxe uma pergunta inusitada: Sou um hífen?

Se eu fizesse essa pergunta durante uma sessão de análise, meu terapeuta diria que a sessão tinha acabado. Assim, repentinamente. Sairia de lá com a cabeça embaralhada e passaria a semana buscando explicações. Por que sou hífen?

Há três dias que estou revendo as relações que estabeleço com as pessoas e com as circunstâncias de vida. De pensamento em pensamento, fui constatando que sou um hífen! 

O hífen é uma pontuação em forma de traço e tem a função de estabelecer elos: juntando palavras compostas, unindo pronomes átonos aos verbos, fazendo a separação de palavras em duas partes no final da linha. É um sinal gráfico que tem identidade!

Nesse momento sinto a necessidade de perceber-me como um elo. Sim, tal qual uma argola que se une a outras para formar uma corrente. Qual a importância que tenho no fluxo das situações em que vivo? Se eu me retirar ou for tirada, o que acontecerá? Farei falta ou serei indispensável?

Cada uma desses temas tomaria o tempo de algumas sessões de psicanálise. Ou muitas. Ou quase todas.

Mas há outra questão que a percebo como a mestra de todas: fazendo parte de tantos colares, como preservo a minha identidade? Aí, constato que ainda estou longe de ser uma pessoa definida, sábia e criativa, sendo capaz de observar, perceber e entender, nos mínimos detalhes, primeiramente, a minha essência e, depois, as pessoas e circunstâncias sem ideias preconcebidas. Ah, que desafio a palavra hífen me trouxe! Ufa!

Vou ligar para meu analista e marcar umas sessões.

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