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13 anos da tragédia

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

442 mortos. 14 desaparecidos. Soma que supõe que após 13 anos, Nova Friburgo teve, no máximo, 456 vítimas fatais pelo evento climático daquela madrugada entre os dias 11 e 12 de janeiro. Ainda que perdurem imaginações de que houve número maior de mortos, as autoridades, inclusive as que fiscalizam como o Ministério Público Estadual, rechaçam essa possibilidade. Até porque foi feito um trabalho minucioso para respeitar a memória de cada família.

Fake news

442 mortos. 14 desaparecidos. Soma que supõe que após 13 anos, Nova Friburgo teve, no máximo, 456 vítimas fatais pelo evento climático daquela madrugada entre os dias 11 e 12 de janeiro. Ainda que perdurem imaginações de que houve número maior de mortos, as autoridades, inclusive as que fiscalizam como o Ministério Público Estadual, rechaçam essa possibilidade. Até porque foi feito um trabalho minucioso para respeitar a memória de cada família.

Fake news

Se o termo fake news ganhou notoriedade a partir das eleições estadunidenses de 2016, notadas também nas eleições brasileiras, a partir de 2018, pode-se dizer que em 2011, em Nova Friburgo, o efeito delas foi sentido na prática, in loco. O boato da represa rompida levou pavor a uma população já fragilizada, por uma mera desinformação. As redes sociais ainda não tinham o poder que tem hoje, mas o transtorno causado neste episódio é uma amostra, na prática, dos efeitos de notícias falsas que nem sempre são percebidas no campo virtual.

Intervenção

O mesmo ocorre quanto ao boato de que o número de mortos foi muito maior, mas teria sido ocultado para que não se tivesse uma intervenção internacional na Região Serrana, citando-se diretamente a ONU. Isto nunca passou de um devaneio. Do ponto de vista formal não há e nem havia justificativas concretas para uma intervenção internacional, assim como os critérios apontados para tal, não citam, em momento algum, qualquer patamar de número de mortos como limite a ser tolerado num determinado episódio, seja ele natural ou provocado.

Centro de Operações e Monitoramento

Treze anos após a tragédia, Nova Friburgo teve avanços no que diz respeito às sirenes e aos postos de abrigo para situações de risco. O monitoramento de cheias de rios feito pelo Governo do Estado se soma, talvez, às únicas experiências da tragédia que perduram em termos de prevenção. O município continua sem um centro de operações e monitoramento, como os existentes nas cidades de Niterói e Rio de Janeiro, por exemplo. Após mais de uma década, a Defesa Civil também parece ter perdido relevância em termos de investimentos e inovação - prioridade.

Engenharia Pública

A engenharia pública, importante instrumento para evitar construções irregulares ou em locais de risco, ainda não foi implantada, mesmo já tendo legislação municipal aprovada que trate do assunto. Ou seja, o legislativo, dentro das suas limitações, fez a sua parte. O Executivo tentou derrubar a proposta, mas ao fim acabou derrotado. No entanto, não dá qualquer sinal de que implantará a Engenharia Pública em curto ou médio prazo.

Habitação

O município não construiu e não há qualquer previsão de construir habitações populares. Dois legados da tragédia, neste sentido, foram os conjuntos habitacionais. O do Parque das Flores, em Conselheiro Paulino, construído com doações de pessoas de todo o país e gerenciado pelo governo municipal da época. Com uma estrutura considerada adequada, dando a possibilidade às famílias contempladas de ampliarem os imóveis.    

Terra Nova

O outro conjunto é o condomínio Terra Nova, construído com recursos federais. Um grande complexo que desprezou as histórias das famílias e colocou, para não dizer amontoou, todas elas em um mesmo lugar. Pior: o projeto não foi completado, não oferecendo as devidas estruturas prometidas na contrapartida do Estado e do município, como escola, creche, quadra esportiva e posto de saúde. Sem contar o impacto de mobilidade urbana ao distrito de Conselheiro Paulino, o que em nenhum momento foi pensado. 

Responsabilidade municipal 

Em 2020, após longa burocracia, o Terra Nova foi entregue à responsabilidade da prefeitura, que passou a ter total independência para fazer as intervenções no condomínio. O que se percebe é a falta de fiscalização, planejamento ou orientação às ações feitas pelos próprios populares e quase nada de concreto para equipamentos públicos na área. As preocupações com segurança também existem e especialistas defendem que, mais importante do que a polícia, é a assistência social e projetos de educação, esporte e cultura.

Lembrar para não esquecer

A cultura de prevenção deve ser uma constante. Ainda que o tempo amenize a dor sentida, 2011 não pode ser esquecido, em memória dos que perderam suas vidas, mas também como pressão para: que a Defesa Civil tenha investimentos; que exista de fato uma política habitacional, que se tenha monitoramento e operação com resposta rápida; que se organize fundo financeiro para resposta imediata a eventos provocados por chuvas e que se pense seriamente em planos para os desafios que as mudanças climáticas impõem.       


 

Calendário de pagamentos

O Governo do Estado, como nos dois últimos anos, pagará os servidores públicos até o terceiro dia útil de cada mês, durante todo este novo ano. Os depósitos em conta, no entanto, podem ocorrer antes desta data, inclusive, no último dia útil do mês trabalhado. Ao longo de 2023, houve algumas antecipações quanto ao 3º dia útil. A primeira parcela do 13º será depositada no dia 28 de junho, enquanto a segunda está programada para o dia 20 de dezembro. 


 

UFF Nova Friburgo

A unidade de Nova Friburgo da Universidade Federal Fluminense abriu inscrições para um novo processo seletivo para  a contratação de um professor substituto na área de Análises Clínicas. Para se inscrever, é necessário possuir graduação completa em nível superior, com mestrado em Ciências da Saúde, Ciências, Área da Saúde ou Ciências Biológicas. O salário será de R$ 4.692,37, acrescido de R$ 658 de auxílio-alimentação, entre outros benefícios.

Etapas

Os interessados devem se inscrever no período entre os próximos dias 17 a 30, exclusivamente via internet, no site da UFF. Será cobrada uma taxa de participação no valor de R$ 60. Como forma de classificação, os candidatos serão avaliados em três etapas: prova escrita, prova didática, além de análise de currículo vitae, previstas para ocorrerem no período de 5 a 8 de fevereiro.


 

Carnaval 2024

Contagem regressiva para a folia. Faltam apenas 30 dias para o carnaval começar. Blocos de rua já com seus abadás à venda. Escolas de samba na finalização de suas alegorias e fantasias. Preparação final das comissões de frente, alas coreografadas e treinos quase diários para os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Sambas já na ponta da língua das torcidas. Dia 9 de fevereiro tudo começa com o bloco das piranhas. Já é quase hora de escolher a fantasia.    

Saudade

A Unidos da Saudade promove nesta sexta-feira, 12, às 21h, em sua quadra, o grande encontro. A roxo e branco receberá os intérpretes das demais escolas em uma grande festa do samba friburguense. Todas as co-irmãs estão confirmadas: Vilage, Alunão, Imperatriz, Globo de Ouro, Unidos do Imperador, Bola Branca e Raio de Luar. Todas em um mesmo lugar.       

Vilage

Todas as quartas e domingos de janeiro, a Vilage vai fazer ensaios de comunidade. No meio de semana, à noite. Domingos, às 17h, sempre na quadra da agremiação. Com o enredo “Xaxado”, a Vilage tentará o inédito pentacampeonato do carnaval friburguense. 

Imperatriz

Os ensaios de comunidade da Imperatriz de Olaria acontecem todas as quintas deste mês. No sábado, 20, e no domingo, 28, realiza ensaio show, com todos os segmentos. Já a bateria ensaia todas terças-feiras. Antes, neste domingo, 14, a vermelho e branco realiza o almoço da velha-guarda em conjunto com a diretoria e a harmonia. Aberto à comunidade.      

Milagres de momo

Foi definido que cada escola que desfila no domingo receberá R$ 180 mil de subvenção como ajuda pública. Geralmente, cada uma das quatro agremiações desfila com quatro a cinco alegorias, cada vez maiores, mais luxuosas e com efeitos especiais. Somadas, no mínimo, apresentam 16 carros alegóricos. 

Carnaval x Natal

Somadas, recebem da municipalidade R$ 720 mil para serem investidos ainda nas fantasias e nos profissionais que atuam nos desfiles. Ou seja, as quatro juntas receberão quase R$ 400 mil a menos do que foi pago para seis alegorias que participaram do desfile de natal. O milagre parece que não é de Natal, mas de Carnaval. A ajuda de custo (melhor termo que pode ser usado), neste ano, no entanto, teve um aumento de 12,5% com relação ao ano passado. Ainda bem a quem do que as agremiações apresentam e investem.         

Gay do Carnaval

Estão abertas as inscrições para o Concurso Gay do Carnaval que neste ano chega à sua 21ª edição. A festa, que já tem se tornado uma tradição do carnaval friburguense, acontece na segunda de carnaval, dia 12 de fevereiro, na Praça Dermeval Barbosa Moreira, onde será montado o palco principal da folia. Para se inscrever, basta preencher um formulário no site da Secretaria de Turismo. As inscrições podem ser feitas até o próximo dia 28. O evento é feito em parceria com a Liga das Escolas de Samba. 

Concurso de Fantasias

Também no site da Secretaria de Turismo seguem abertas as inscrições para o Concurso de Fantasias. Os interessados só têm até o próximo dia 18 para se inscrever. Para a eleição de Rainha e Rei Momo, as inscrições terminam antes: amanhã, 12. Ambos concursos, acontecem antes do Carnaval, no próximo dia 28, no ginásio do Friburguense.      

 

Palavreando

“Roda como a porta-bandeira. Levanta as suas bandeiras. Somos nossas paixões. Faz das suas paixões seu sobrenome. E ainda que pareça colecionar utopias, lembre de Galeano: siga caminhando até o horizonte”.

Trecho da crônica que será publicada na íntegra na edição deste fim de semana do Caderno Z, o suplemento semanal de A VOZ DA SERRA.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Precisamos retomar o brilho de sermos friburguenses

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

De férias pelo sul do Brasil, nesta semana ao revisitar minhas memórias de quando vim novamente morar em Nova Friburgo - depois de 12 anos morando em João Pessoa-PB, fiquei pensativo e um pouco incomodado por constatar como a nossa amada cidade se estagnou e parou no tempo.

De férias pelo sul do Brasil, nesta semana ao revisitar minhas memórias de quando vim novamente morar em Nova Friburgo - depois de 12 anos morando em João Pessoa-PB, fiquei pensativo e um pouco incomodado por constatar como a nossa amada cidade se estagnou e parou no tempo.

Quando comparo os mesmos cenários de outrora com os dos dias atuais, através das memórias e das fotos, lembro, talvez, de um comércio ou outro que trocou de lugar. Entretanto, como cidade, é incontestável: nada mudamos significativamente, que realmente nos fizesse olhar para trás e nos orgulharmos de como mudamos os rumos do nosso futuro.

Um dia, já fomos referência. Nossa história nos mostrou que nascemos para brilhar, mas não estamos brilhando. Vivemos em um parque dentro de uma cidade ou numa cidade dentro de um parque? Todo mundo terá uma resposta particular para essa pergunta.

Entretanto, deixando de lado as nossas paixões e favoritismos políticos, honestamente, lhes pergunto: nos últimos 12 anos de gestão da nossa cidade, você é capaz de me dizer uma iniciativa que mudou os rumos da vida dos friburguenses? Creio que a grande maioria das pessoas não tem uma resposta para essa pergunta – o que é triste!

Sem termos um bom parâmetro definido perto de nós, cada vez mais vamos nos acostumando com menos, fazendo com que qualquer coisa seja melhor do que nada. E assim nos contentamos com aquele emprego meia-boca, com um salário mais ou menos, com uma relação sem reciprocidade, com amizades por interesse.

Nos acomodamos em sentarmos no penúltimo lugar na plateia só para ver o show ou mesmo com o que sobra da janta, com as migalhas que alguém deixa cair. E sabe porque a gente se contenta? Porque se acomoda, se apropria daquela zona de conforto e resolve morar nela, esquecendo que merece mais, que pode mais, que consegue mais.

Não me lembro de uma Nova Friburgo que vivesse tanto a sua zona de conforto como atualmente. Onde são feitas apenas as coisas mornas, onde tomamos aquele café meio quente e achamos que está ótimo e que nada melhor poderia estar sendo feito com a nossa vida. Quando na verdade, a vida está acontecendo e nós estamos parados.

A cidade em nada cresceu em oportunidades. Para muitos, o melhor caminho ainda é a saída - seja para estudar, trabalhar ou viver. Junto com os investimentos, se foram as fábricas, levando consigo perspectivas de mudanças de vida e, ano após ano, nos acostumamos a ver mais e mais pessoas indo embora, nos esvaziando em oportunidades.

Você já pensou em sair do seu emprego? E já se perguntou para onde vai depois de sair? Afinal, temos oportunidade de escolher em Nova Friburgo? As opções são exatamente as mesmas, apenas mudando o lugar em que você vai trabalhar, sem melhores condições ou qualquer perspectiva de crescimento na vida. E não pense que para quem empreende também está fácil.

Contudo, será que só merecemos isso? Podemos querer o primeiro lugar, desejar um relacionamento saudável, sonhar com um cargo de presidente, querer ter o corpo dos nossos sonhos. Mas parte importante desse processo, de se entender como cidade, é achar-se merecedor dessas conquistas.

Porém, talvez por estarmos absortos nesse cataclismo o achamos normal, aceitável. Apáticos perceptivamente, seguimos apenas buscando como nos adequarmos ao “status quo”. Afinal, como podemos querer crescer em uma cidade que não cresce em nenhum aspecto?

E sinceramente, não escrevo esse texto com qualquer pretensão política, mas pelo puro desejo que enxergo ser comum à outras pessoas de nossa cidade, englobando toda a pluralidade de etnias, gênero, sexualidade, classe sociais e de idade: o desejo de termos novamente o brilho e o orgulho de morarmos em uma cidade modelo, como um dia já fomos.

É inegável que existiram iniciativas dos poderes Executivo e Legislativo municipais. Umas mais inteligentes, outras menos. Decisões acertadas, outras erradas. Entretanto, a grande verdade é que percebemos nos olhos dos friburguenses, a perda do brilho nos olhos quanto uma mudança expressiva em nossa cidade que atinjam significativamente a nossa vida, além de festas e mais festas.

Infelizmente, nós friburguenses, vivemos a mesma vida de exatamente 12 anos atrás e talvez, até um pouco pior: com menos oportunidades, com mais trânsito, com salários menores, com menos investimentos externos, menos infraestrutura, mais violência e mais insegurança do que seremos no futuro. Esse é o sentimento que paira em Nova Friburgo.

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Você é uma pessoa confiável?

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Podemos confiar em pessoas confiáveis. Quais as características de uma pessoa confiável? O tipo de temperamento influi nisso porque, por exemplo, alguém com temperamento sanguíneo exagera na sua fala, por exemplo, dizendo que foi numa festa de aniversário onde tinha muitos docinhos e salgadinhos, quando na realidade tinha pouco. O sanguíneo não está necessariamente mentindo, mas para ele é mais importante o relacionamento do que os detalhes do que ele diz.

Podemos confiar em pessoas confiáveis. Quais as características de uma pessoa confiável? O tipo de temperamento influi nisso porque, por exemplo, alguém com temperamento sanguíneo exagera na sua fala, por exemplo, dizendo que foi numa festa de aniversário onde tinha muitos docinhos e salgadinhos, quando na realidade tinha pouco. O sanguíneo não está necessariamente mentindo, mas para ele é mais importante o relacionamento do que os detalhes do que ele diz.

Há muitos anos li um artigo no antigo Jornal do Brasil sobre o por que políticos mentem tanto. Uma das explicações é que muitos deles passam a crer que a mentira é a verdade. Claro, também por conflitos de interesses. E existe o perigo de você ser enganado crendo que algo é verdade, quando não é.

O que faz uma pessoa confiável? Ela faz o que disse que faria, e não faz o que disse que não faria. E se precisar mudar sua atitude, ela explica a razão disso baseada na verdade e não na manipulação por causa de interesses egocêntricos e corruptos. Não viola suas promessas decepcionando as pessoas. Tem integridade e fortes valores morais saudáveis que ela pratica. Faz bons amigos, é um bom cooperador numa empresa, bom cônjuge, familiar agradável, bom vizinho.

Uma pessoa confiável nunca faz fofoca, não compartilha informações particulares de outras pessoas. Ela não furta, não pega para si objetos de outras pessoas sem autorização do dono. Mantém sua palavra. Um político confiável, ao ser eleito, procura cumprir as promessas de sua campanha e durante a campanha não fica prometendo o que não pode cumprir.

Décadas atrás, muitos negócios eram feitos sem contrato escrito, mas garantida pela palavra do indivíduo confiável. Interessante que isso ocorria mais entre pessoas do interior.

O indivíduo confiável ao assumir um compromisso, ele o cumpre. Pode demorar porque existem fatores alheios à sua vontade que podem prejudicar a execução do que ele disse que faria, mas ele faz.

O confiável nunca mente e não faz qualquer coisa que não seja baseado na verdade. Quando ele ou ela lhe diz alguma coisa, pode crer que é verdade. O indivíduo confiável é consistente com o que diz, ou seja, ele não diz numa hora que, por exemplo, um político oponente é a pior coisa para o país e depois, em outra hora, se une a este político para atividades de poder. Neste caso ambos podem não ser confiáveis, porque como você vai confiar em alguém que disse que você é a pior coisa para o país? Como um vai confiar no outro? Uma pessoa confiável tem preocupação com sua reputação em vez de praticar atitudes desonestas sem se preocupar com ser ou não uma pessoa de confiança.

Ser uma pessoa de confiança faz de você alguém que respeita a si e aos outros, sem humilhar e intimidar os demais. É transparente em vez de ficar cochichando no ouvido das pessoas com intenção maldosa. Não tem duas caras, uma no trabalho e outra em casa e outra ainda na comunidade religiosa que frequenta.

Um indivíduo confiável demonstra interesse genuíno pelo bem estar de outros. Não tem uma fachada ou discurso de bondade, de “bem comum”, participando, entretanto, por detrás dos bastidores na organização de eventos ditatoriais e enganadores para a população.

Uma pessoa de confiança mede bem suas palavras em vez de viver dizendo de forma decorada que “tem o maior respeito por” fulano, quando não tem. Não bajula para ganhar afeto, poder, dinheiro, fama. É uma pessoa discreta em vez de “cheguei” que é a que quer chamar a atenção sobre si em qualquer ambiente. É bom ser de confiança, faz bem para todos.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Professores há sete meses sem salários

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Em 2007 a Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo (Fonf) foi encampada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e desde então os professores foram absorvidos pela prefeitura que nunca nos deu qualquer orientação sobre as nossas funções educacionais e não odontológicas já que fomos contratados como educadores e não como dentistas. Há algum tempo estamos trabalhando no projeto Nova Friburgo Volta a Sorrir atendendo a população. E assim, durante esses anos, fomos buscando formas para desenvolver o nosso trabalho.

“Em 2007 a Faculdade de Odontologia de Nova Friburgo (Fonf) foi encampada pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e desde então os professores foram absorvidos pela prefeitura que nunca nos deu qualquer orientação sobre as nossas funções educacionais e não odontológicas já que fomos contratados como educadores e não como dentistas. Há algum tempo estamos trabalhando no projeto Nova Friburgo Volta a Sorrir atendendo a população. E assim, durante esses anos, fomos buscando formas para desenvolver o nosso trabalho. Vale destacar que com a encampação da Fonf, os alunos foram absorvidos pela UFF, o município ganhou uma universidade federal, a prefeitura ficou com o ônus, que somos nós, mas também ficou com o bônus que era o valor em caixa originário da Autarquia Municipal de Ensino Superior (Ames), que regia a Fonf, e nós professores, ficamos no limbo. Em maio de 2023 fomos surpreendidos com a retirada da nossa folha de ponto sem nenhum aviso prévio e muito menos uma explicação. Um grupo de professores continua recebendo seus salários, embora tenham tido descontos indevidos. Sete professores continuam sem receber há sete meses. Já procuramos a prefeitura e a Câmara Municipal, mas até agora não obtivemos êxito. Recorremos então à Justiça, mas a resposta obtida para um dos casos é que não há necessidade de concessão de tutela antecipada, por falta de requisitos. Temos entre 20 e 40 anos de dedicação à antiga Fonf e nos sentimos afrontados em nossa dignidade.”

Comissão de professores da antiga Fonf  

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Nova chance

quarta-feira, 10 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Bolsa Atleta: gestantes já podem ser indicadas para categoria Pódio

Estão abertas as indicações para o Atleta Pódio. É o primeiro edital na história do Programa Bolsa Atleta a incluir atletas gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), atletas surdos e guias, calheiros, pilotos e auxiliares do esporte paralímpico.

Bolsa Atleta: gestantes já podem ser indicadas para categoria Pódio

Estão abertas as indicações para o Atleta Pódio. É o primeiro edital na história do Programa Bolsa Atleta a incluir atletas gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), atletas surdos e guias, calheiros, pilotos e auxiliares do esporte paralímpico.

As indicações poderão ser feitas até as 23h59 do dia 20 de fevereiro de 2024, pelo link www.gov.br/esporte/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-atleta/inscricoes ./

A categoria Atleta Pódio é a mais alta do programa Bolsa Atleta. As vagas são destinadas aos atletas que aparecem no top 20 do ranking mundial no cenário olímpico, paralímpico e surdolímpico.

O edital traz todos os procedimentos necessários para indicação dos atletas, assim como a lista com os documentos comprobatórios. O prazo previsto para publicação dos contemplados é até 26 de abril do próximo ano.

Em 2023, mais de 7.400 bolsistas foram contemplados com o programa, um número recorde. É a maior lista, desde que os pagamentos começaram a ser feitos, em 2005. No edital de 2022, foram contemplados 6.419 atletas. Segundo o Governo Federal, quase 65% dos contemplados têm até 23 anos, o que indica um foco na nova geração.

 

Nova Friburgo

A partir deste ano, Nova Friburgo conta com um programa Bolsa Atleta próprio, prometendo oferecer apoio financeiro, técnico e material a atletas, paratletas não profissionais e atleta guia; e em casos especiais, apoio financeiro excepcional para o custeio de viagens, hospedagens, alimentação, transporte, inscrição em competições e outras despesas do atleta que representará Nova Friburgo.

O programa será concedido pelo prazo máximo de um ano. A comissão julgadora, escolhida por meio de portaria instituída pelo prefeito Johnny Maycon, composta por três membros indicados pelo Conselho Municipal de Esportes e outros três, provenientes do poder público, analisou os pedidos. A decisão final sobre concessão inicial, renovação, cessação e aprovação de contas referentes ao Bolsa Atleta e ao apoio financeiro excepcional instituído, ficou sob responsabilidade desta comissão julgadora.

É concedido, para o exercício financeiro de 2024, um quantitativo de 38 bolsas, sendo 50% destas destinadas ao público feminino e os outros 50% ao público masculino, com valores subdivididos em categorias: Atleta/Paratleta/Atleta-guia nível estadual: 26 bolsas de R$ 3 mil anuais cada; Atleta/Paratleta/Atleta-guia Nível Nacional: dez bolsas de R$ 4.200 anuais cada e Atleta/Paratleta/Atleta-guia Nível Internacional: duas bolsas de R$ 5.400 anuais cada.

A nível de estado, em 2023, o Bolsa Atleta RJ foi destinado a compra de equipamentos, gastos com saúde, alimentação e transporte, além de custear inscrições para torneios e campeonatos. O pagamento foi mensal, mediante disponibilidade orçamentária e os valores variam de R$ 500 a R$ 5 mil, pagos pelo período de 12 meses a partir do depósito da primeira parcela.

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    Programa Bolsa Atleta passa a incluir atletas gestantes e puérperas, atletas surdos e guias, dentre outros

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    Nova Friburgo também conta com o seu programa Bolsa Atleta a partir deste ano

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Por cima plumas e paetês, por baixo cueiro só

terça-feira, 09 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Esse ditado popular se encaixa como uma luva à Nova Friburgo. O prefeito atual, Johnny Maycon, vem tentando incrementar o lado turístico da cidade, promovendo eventos, ao longo do seu mandato; com isso, movimenta o comércio local, aumentando a taxa de ocupação dos hotéis e enchendo os nossos restaurantes.  A característica gastronômica de Friburgo melhorou muito com a abertura de novos e a consolidação dos restaurantes já existentes. Cônego, Mury, Centro têm estabelecimentos de qualidade, com pratos da cozinha nacional e internacional, de deixar água na boca.

Esse ditado popular se encaixa como uma luva à Nova Friburgo. O prefeito atual, Johnny Maycon, vem tentando incrementar o lado turístico da cidade, promovendo eventos, ao longo do seu mandato; com isso, movimenta o comércio local, aumentando a taxa de ocupação dos hotéis e enchendo os nossos restaurantes.  A característica gastronômica de Friburgo melhorou muito com a abertura de novos e a consolidação dos restaurantes já existentes. Cônego, Mury, Centro têm estabelecimentos de qualidade, com pratos da cozinha nacional e internacional, de deixar água na boca. Sem falar nos específicos de comida alemã, árabe, japonesa e italiana. Isso é patente com a divulgação pela Rota 116, empresa que administra a estrada que é o principal meio de acesso a Friburgo para quem vem do Rio de Janeiro, de que nos feriados de Natal e Ano Novo, mais de 180 mil veículos circularam pela rodovia RJ-116.

Mas, a verdade é que Nova Friburgo está jogada às traças. Uma pessoa que conheço, que aqui esteve em agosto do ano passado me falou que ficou impressionada com o mau estado de conservação da cidade. Ruas esburacadas e com mato crescendo por todos os lados, trânsito caótico, sinalização deficiente e muito lixo espalhado pelo chão.

Sou morador do Cônego, um dos IPTUS mais caros da cidade e sei como está o bairro, em matéria de abandono. Em frente a padaria Celta, existe um lixão coletivo, ali colocado para recolher o lixo do comércio. Só que ele cresceu, o volume do lixo aumentou e no final da tarde a calçada está suja, com o transbordamento da lixeira. Além disso, conta-se ainda com os catadores de lixo que contribuem para o emporcalhamento geral. Se fosse maior e fechada, a impressão de sujeira desapareceria. Tenho caminhado todas as terças, quintas e sábados não mais na Via Expressa, mas na Rua Maria Francelina Barroso, na saída dela, à direita. Ali é uma temeridade, com calçadas esburacadas, mato crescendo entre os paralelepípedos, desnivelamento e buracos ao longo dessa via pública, o que torna o trânsito moroso e perigoso. Sem falar no início dela, onde o mato está tão alto que dificulta a locomoção dos pedestres na calçada.

Na Rua Dom João VI, que liga o Cônego ao bairro Cascatinha, o mesmo quadro se apresenta acrescido de quebra-molas, um mal necessário, reconheço, única maneira eficaz de combater os abusos de velocidade de motoristas inescrupulosos. O problema é que não são padronizados nem conservados, com uma mão de tinta de tempos em tempos. Daí que mesmo em velocidade muito baixa o risco de danificar a suspensão dos carros é muito grande. Sem falar que à noite, quem não conhece o bairro e, mesmo os que conhecem, estão sujeitos a provocarem sérios acidentes. A quantidade de crateras e de remendos malfeitos no calçamento, são mais um agravante do desmazelo da administração municipal para com os seus moradores. Sem falar na concessão desenfreada para a construção de novos condomínios, casas e edifícios o que torna o trânsito mais caótico.

É claro que com tudo isso os cofres da prefeitura engordam, e não só o dela, mas ninguém leva em conta que o bairro não tem uma barragem e sim, coleção de água, o que coloca em risco o fornecimento do precioso líquido para os moradores, Aliás, pouca gente sabe, que pelas mãos do então prefeito Paulo Azevedo, uma parte dessa água foi desviada para o Alto de Olaria.

É claro que não podemos imputar esse descaso a um prefeito específico, pois isso vem ocorrendo com o passar das administrações. Claro está que tapar buracos não rende muitos votos e, no final das contas, é o que interessa para alcaides e vereadores. Na realidade, depois de eleitos só se preocupam com obras que possam render frutos nas próximas eleições. No entanto, o prefeito da vez tem de ser cobrado, pois foi nele que o eleitor depositou seus votos, na esperança de desfrutar de uma melhor qualidade de vida.

O que Johnny Maycon esquece é que uma cidade para encantar turistas e dar vontade de voltar outras vezes é, além do oferecimento de bons eventos, apresentar uma cidade limpa, bem cuidada e que encante os olhos com suas belezas naturais e aquelas deixadas pelo homem. Um exemplo disso é o descaso com a Avenida Alberto Braune que merecia uma ação conjunta de lojistas e administração pública, para melhorar o seu visual. O mesmo se aplica à Praça Dermeval Barbosa Moreira, um dos cartões postais da cidade. Um paisagista profissional saberia cuidar muito bem daquele visual e transformá-la na menina dos olhos da cidade.

Não deve ser muito trabalhoso transformar o “cueiro só”, em “rendas e bordados”.

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Sem luz

terça-feira, 09 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Sempre que chove, principalmente se for temporal com raios, nós moradores do bairro Braunes já sabemos que ficaremos algum período sem energia elétrica. Não sei o que acontece, pois é uma falha recorrente. Esperamos que a concessionária responsável verifique esse problema o mais rápido possível, pois é justamente no verão que Nova Friburgo registra mais chuvas, muitas delas intensas. Nesta terça-feira, 9, por exemplo, assim que começou a chover, por volta das 11h, grande parte do bairro já enfrentava esse problema.”

Antônio Campos

“Sempre que chove, principalmente se for temporal com raios, nós moradores do bairro Braunes já sabemos que ficaremos algum período sem energia elétrica. Não sei o que acontece, pois é uma falha recorrente. Esperamos que a concessionária responsável verifique esse problema o mais rápido possível, pois é justamente no verão que Nova Friburgo registra mais chuvas, muitas delas intensas. Nesta terça-feira, 9, por exemplo, assim que começou a chover, por volta das 11h, grande parte do bairro já enfrentava esse problema.”


Antônio Campos

Buracos e escuridão nas Braunes

“Os moradores da Rua Diana, nas Braunes, sofrem já há algum tempo com a precariedade desta via que está cheia de buracos, principalmente no trecho em frente ao edifício Requinte das Braunes. Além das crateras que obrigam os motoristas a fazerem manobras arriscadas expondo todos ao risco de acidentes, outro problema é a falta de iluminação pública. Os postes nas esquinas da Rua Diana com as ruas Vereador Ned Torres e Clélia Letícia Eulália Roseli continuam com as lâmpadas queimadas. Já perdemos a conta de tantas reclamações feitas à prefeitura sobre esses problemas e nenhuma providência é tomada. Será preciso acontecer um acidente grave ou alguém se ferir ou até mesmo ficar inválido após cair em um buraco para que algo seja feito?”

Carlos Augusto Pereira   

 

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A VOZ DA SERRA tem as chaves para abrir a nossa mente!

segunda-feira, 08 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            Passadas as emoções da magia das festas de fim de ano, entrar em órbita pode nos trazer consequências desagradáveis, pois, muda-se o ano, mas o cotidiano segue do mesmo jeito que a gente o deixou nos últimos minutos do ano velho. 2024, ano bissexto, tem mais um dia para esquentarmos a cabeça ou refrescarmos a alma. O Dia de Reis, 6 de janeiro, é uma festa que se estende durante o primeiro mês do ano, dando-nos uma sensação natalina, quando as folias rendem homenagem ao nascimento de Jesus.

            Passadas as emoções da magia das festas de fim de ano, entrar em órbita pode nos trazer consequências desagradáveis, pois, muda-se o ano, mas o cotidiano segue do mesmo jeito que a gente o deixou nos últimos minutos do ano velho. 2024, ano bissexto, tem mais um dia para esquentarmos a cabeça ou refrescarmos a alma. O Dia de Reis, 6 de janeiro, é uma festa que se estende durante o primeiro mês do ano, dando-nos uma sensação natalina, quando as folias rendem homenagem ao nascimento de Jesus. Em Nova Friburgo os eventos acontecerão até os dias 20 e 21 deste mês, sendo que no sábado 20, a partir das 19h e no domingo 21, o dia inteiro, como destacou reportagem na edição do último fim de semana. Nossa cidade tem uma das maiores representações de Folias de Reis do Estado do Rio de Janeiro.

            Ano novo, vida nova, entretanto, além das dívidas de cartões de crédito que foram adquiridas para bancar ceias, churrascos ou viagens, chegam os impostos e os boletos. A charge de Silvério anunciou o IPVA e os proprietários de veículos podem obter as guias de pagamento pelo Portal do IPVA da Sefaz-RJ ou no site do Bradesco. O diesel e o gás de cozinha vão subir e aí já se imagina os demais aumentos que virão.

            Contudo, estamos em festa comemorando os 154 anos da Sociedade Beneficente Campesina Friburguense. Com uma tradição histórica na cidade, a Campesina tem o título de “Primeira banda de música republicana do Brasil” e é reconhecida de utilidade pública municipal, estadual e federal. Em 2007, recebeu a Medalha Tiradentes, maior honraria oferecida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Parabéns!

            Em “Esportes”, Vinicius Gastin nos trouxe as boas novas para o Turismo de Aventura. Por suas características para a prática de esportes e atividades radicais,  o Estado do Rio de Janeiro está no topo das preferências dos buscadores de aventuras. Nova Friburgo é possuidora de locais próprios para os aventureiros, tanto que em 1990 foi fundada a Lumiar Aventura em conjunto com a Associação Friburguense de Canoagem. Outra modalidade em nossa cidade é o ciclismo. Aliás, resumindo, Vinicius Gastin fez uma verdadeira maratona em seu noticiário. Vale a pena ler e reler.

            O turismo é um grande fator de desenvolvimento das cidades e o setor hoteleiro acompanha as demandas da modernidade, entrando na era do “turismo pet friendly” criado para facilitar a vida dos viajantes que desejarem levar seus bichinhos de estimação. Os pets já podem fazer as malas também, porque um hotel que ofereça o serviço será avaliado com muito mais estrelas. Nota mil para os hotéis.

            Dois ilustres aniversariantes estão em evidência na coluna “Sociais”. A querida Layse Ventura Coutinho nesta quarta-feira, 9. Ao lado de seu esposo, Gildásio e demais familiares, a data será muito bem festejada. Logo depois, na quinta-feira, 10, o estimado doutor Márcio Ventura Lugon receberá todos os vivas e salves por mais um ciclo de sua grata existência. A esses dois queridos, votos de saúde, alegrias e prosperidade.

            A VOZ DA SERRA trouxe matéria do site (meuvalordigital.com.br) com o título “Faculdades Descartáveis” – “Por que não vale mais a pena certos cursos superiores?” A defesa do tema está fundamentada, entre outros argumentos, que “um diploma muito provavelmente não distinguirá os graduados dos não-graduados”. Mais adiante, a “tese” ressalta que “devido a mudanças do mercado de trabalho, algumas graduações perderam a relevância”. Numa recente pesquisa feita com 1.500 candidatos a emprego, em relação a arrependimentos sobre suas escolhas em cursos universitários, há resultados alarmantes. O jornalismo apresentou o maior índice de arrependidos. Sociólogos, em segundo lugar, lamentam a formação. Letras, Educação, Biologia, Ciências Políticas, Música e assim por diante, são “escolhas equivocadas”. Ainda bem que foram apenas 1.500 entrevistados, uma parcela ínfima da população brasileira. O sociólogo Zygmunt Bauman, se estivesse no plano terreno, diria que a modernidade líquida, de tão líquida, está se evaporando na fervura dos tempos! Papai diria: Cruzes!

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Sustentabilidade ambiental: um compromisso com o futuro do planeta

segunda-feira, 08 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

O assunto desta semana trata de uma palavra que vem sendo dita e difundida com mais frequência na atualidade: Sustentabilidade. A conscientização sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e adotar práticas sustentáveis tem crescido significativamente nas últimas décadas. O termo "sustentabilidade ambiental" começou a ganhar destaque no mundo durante a década de 1980. Essa era foi marcada por crescentes preocupações globais sobre o esgotamento de recursos naturais, a degradação ambiental e as mudanças climáticas.

Opa! Tudo verde? Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

O assunto desta semana trata de uma palavra que vem sendo dita e difundida com mais frequência na atualidade: Sustentabilidade. A conscientização sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e adotar práticas sustentáveis tem crescido significativamente nas últimas décadas. O termo "sustentabilidade ambiental" começou a ganhar destaque no mundo durante a década de 1980. Essa era foi marcada por crescentes preocupações globais sobre o esgotamento de recursos naturais, a degradação ambiental e as mudanças climáticas.

A expressão "sustentabilidade" começou a ser utilizada após a publicação do Relatório Brundtland em 1987, que definiu desenvolvimento sustentável como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. A motivação por trás do surgimento desse termo foi a compreensão de que as práticas de desenvolvimento e consumo estavam gerando impactos negativos significativos no meio ambiente.

Ser sustentável significa adotar comportamentos e práticas que buscam equilibrar as necessidades humanas presentes com a preservação dos recursos naturais e a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas. Isso envolve a consideração dos impactos ambientais, sociais e econômicos de nossas ações.

A sustentabilidade tornou-se uma peça-chave nos negócios modernos, vale ressaltar. Empresas estão reconhecendo que práticas sustentáveis não apenas contribuem para a preservação do planeta, mas também promovem a eficiência operacional, a inovação e a responsabilidade social corporativa. Clientes, investidores e funcionários estão cada vez mais valorizando empresas que demonstram um compromisso genuíno com a sustentabilidade.

Pessoas sustentáveis geralmente adotam um estilo de vida consciente, procurando minimizar seu impacto ambiental. Isso inclui escolhas conscientes de consumo, a preferência por produtos sustentáveis, a redução do desperdício, e o apoio a práticas de conservação ambiental. O nível de conscientização e adesão a práticas sustentáveis ​​pode ser influenciado por vários fatores, como educação, acesso a informações, políticas governamentais, e as condições econômicas e sociais do país. Estudos têm mostrado que indivíduos que adotam estilos de vida sustentáveis e conscientes muitas vezes experimentam maior satisfação pessoal. Contribuir para um mundo mais saudável e equilibrado pode proporcionar um senso de propósito e realização.

A geração Z, composta por indivíduos nascidos aproximadamente entre meados da década de 1990 e o início dos anos 2010, tem demonstrado, em muitos casos, um interesse e engajamento significativos em questões ambientais e sustentabilidade. No entanto, é importante reconhecer que as características de uma geração são generalizações e podem variar entre indivíduos. Alguns fatores que podem explicar o interesse da geração Z pela sustentabilidade incluem:

Acesso a informação: A geração Z cresceu em um ambiente onde a informação está facilmente acessível por meio da internet e das redes sociais. Essa exposição a informações sobre mudanças climáticas, poluição e outros problemas ambientais pode influenciar a conscientização e a ação em relação à sustentabilidade.

Consciência Social e Justiça Ambiental: Muitos jovens da geração Z demonstram uma forte preocupação não apenas com o meio ambiente, mas também com questões sociais e de justiça. A percepção de que as mudanças climáticas e a degradação ambiental afetam desproporcionalmente comunidades vulneráveis pode impulsionar o ativismo sustentável.

Inovação e Empreendedorismo Sustentável: A geração Z cresceu em uma era de rápido avanço tecnológico, e muitos são empreendedores e inovadores. Essa mentalidade empreendedora pode se traduzir em soluções criativas e sustentáveis para os desafios ambientais.

Preocupação com o futuro: A geração Z está enfrentando as consequências das ações insustentáveis das gerações anteriores, como mudanças climáticas e degradação ambiental. Essa realidade pode estar impulsionando um senso de urgência e compromisso com práticas mais sustentáveis.

 

Dicas para praticar a sustentabilidade

 

1. Reduza o desperdício: Minimize o desperdício de alimentos, água e energia em sua casa.

2. Escolha produtos sustentáveis: Opte por produtos fabricados de maneira sustentável, feitos por empresas realmente comprometidas e que contenham materiais com menor impacto ambiental.

3. Utilize transporte sustentável: Dê preferência a meios de transporte mais ecológicos, como bicicletas, transporte público, veículos com menor emissão de gases poluentes ou caronas solidárias.

4. Recicle e reutilize: Pratique a reciclagem e a reutilização de materiais sempre que possível, reduzindo a quantidade de resíduos enviados para aterros sanitários.

 

Ao adotar práticas sustentáveis, cada indivíduo contribui para a construção de um futuro mais equitativo e saudável para as gerações presentes e futuras.

Tudo verde sempre!

 

Alex Santos é CEO da EcoModas Soluções Sustentáveis

Contato: [email protected] - @alex.ecomodas

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O futuro da inteligência artificial, por entre promessas e riscos

segunda-feira, 08 de janeiro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Caros irmãos, nesta semana trazemos para a reflexão o segundo tópico da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, cujo tema é “Inteligência Artificial e Paz”. Confira a seguir.

“Os progressos da informática e o desenvolvimento das tecnologias digitais, nas últimas décadas, começaram já a produzir profundas transformações na sociedade global e nas suas dinâmicas. Os novos instrumentos digitais estão a mudar a fisionomia das comunicações, da administração pública, da instrução, do consumo, dos intercâmbios pessoais e de inúmeros outros aspectos da vida diária.

Caros irmãos, nesta semana trazemos para a reflexão o segundo tópico da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, cujo tema é “Inteligência Artificial e Paz”. Confira a seguir.

“Os progressos da informática e o desenvolvimento das tecnologias digitais, nas últimas décadas, começaram já a produzir profundas transformações na sociedade global e nas suas dinâmicas. Os novos instrumentos digitais estão a mudar a fisionomia das comunicações, da administração pública, da instrução, do consumo, dos intercâmbios pessoais e de inúmeros outros aspectos da vida diária.

Além disso as tecnologias que se servem de uma multiplicidade de algoritmos podem, dos vestígios digitais deixados na internet, extrair dados que permitem controlar os hábitos mentais e relacionais das pessoas para fins comerciais ou políticos, muitas vezes sem o seu conhecimento, limitando o exercício consciente da sua liberdade de escolha.

Devemos recordar-nos de que a pesquisa científica e as inovações tecnológicas não estão desencarnadas da realidade nem são «neutras», [4] mas estão sujeitas às influências culturais. Sendo atividades plenamente humanas, os rumos que tomam refletem opções condicionadas pelos valores pessoais, sociais e culturais de cada época. E o mesmo se diga dos resultados que alcançam.

Isto aplica-se também às formas de inteligência artificial. Desta, até ao momento, não existe uma definição unívoca no mundo da ciência e da tecnologia. A própria designação, que já entrou na linguagem comum, abrange uma variedade de ciências, teorias e técnicas destinadas a fazer com que as máquinas, no seu funcionamento, reproduzam ou imitem as capacidades cognitivas dos seres humanos.

Falar de «formas de inteligência», no plural, pode ajudar, sobretudo a assinalar o fosso intransponível existente entre estes sistemas, por mais surpreendentes e poderosos que sejam, e a pessoa humana: em última análise, aqueles são «fragmentários» já que têm possibilidades de imitar ou reproduzir apenas algumas funções da inteligência humana. Além disso, o uso do plural destaca que tais dispositivos, muito diferentes entre si, devem ser sempre considerados como «sistemas sociotécnicos». Com efeito, o seu impacto, independentemente da tecnologia de base, depende não só da projetação, mas também dos objetivos e interesses de quem os possui e de quem os desenvolve, bem como das situações em que são utilizados.

Por conseguinte, a inteligência artificial deve ser entendida como uma galáxia de realidades diversas e não podemos presumir a priori que o seu desenvolvimento traga um contributo benéfico para o futuro da humanidade e para a paz entre os povos. O resultado positivo só será possível se nos demonstrarmos capazes de agir de maneira responsável e respeitar valores humanos fundamentais como «a inclusão, a transparência, a segurança, a equidade, a privacidade e a fiabilidade».

Assim, a imensa expansão da tecnologia deve ser acompanhada por uma adequada formação da responsabilidade pelo seu desenvolvimento. A liberdade e a convivência pacífica ficam ameaçadas, quando os seres humanos cedem à tentação do egoísmo, do interesse próprio, da ânsia de lucro e da sede de poder. Por isso temos o dever de alargar o olhar e orientar a pesquisa técnico-científica para a prossecução da paz e do bem comum, ao serviço do desenvolvimento integral do homem e da comunidade.

A dignidade intrínseca de cada pessoa e a fraternidade que nos une como membros da única família humana devem estar na base do desenvolvimento de novas tecnologias e servir como critérios indiscutíveis para as avaliar antes da sua utilização, para que o progresso digital possa verificar-se no respeito pela justiça e contribuir para a causa da paz. Os avanços tecnológicos que não conduzem a uma melhoria da qualidade de vida da humanidade inteira, antes pelo contrário agravam as desigualdades e os conflitos, nunca poderão ser considerados um verdadeiro progresso.

A inteligência artificial tornar-se-á cada vez mais importante. Os desafios que coloca não são apenas de ordem técnica, mas também antropológica, educacional, social e política. Precisamos estar conscientes das rápidas transformações em curso e geri-las de forma a salvaguardar os direitos humanos fundamentais, respeitando as instituições e as leis que promovem o progresso humano integral. A inteligência artificial deveria estar ao serviço de um melhor potencial humano e das nossas mais altas aspirações, e não em competição com eles.”

Fonte: Vaticano

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