Quem viaja em AVS corre o mundo num fim de semana!

Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Quem pensa que o Dia dos Pais é coisa do século XX,  agora pode se esbaldar nas comemorações. O Caderno Z foi buscar a informação de que essas celebrações já aconteciam na Babilônia “há cerca de 4.000 anos”. No Brasil, a comemoração veio a partir de agosto de 1953, por ideia do publicitário Sylvio Bhering. Associar a homenagem com os heróis bombeiros foi uma grande sacada do “Z”, porque as duas missões envolvem doação. Como relata o sargento Alberto Moreira – “Ser bombeiro e pai é uma dupla missão, o sentimento de cuidar do próximo, que já existia e é parte da gente, quando escolhemos essa profissão, aumenta de forma imensurável”.

Nas vivências dos entrevistados entendemos o que é um bom exemplo.  O médico Armando Lemos confessa - “A formação moral, o amor ao próximo, a solidariedade inerente aos profissionais da saúde, são fortes características de nossas personalidades. Exemplos que eu tive ao longo da vida e que passo para meus filhos”. O Caderno ainda pergunta- “De que tipo é o seu pai?” – O meu hoje é uma saudade incrível, porque me deixou as melhores lembranças. Meu herói, em resumo!

Em “Sobre Rodas”, um texto curioso intitulado “Carro maldito?” – Pode ser que muita gente queira presentear o carro para algum inimigo ou algum político temerário. Nada que me passou pela cabeça. Mas que o relato é sinistro, isso é. Vale a pena ler de novo e procurar pelo modelo Gräf & Stift Double Phateon. Boa sorte!

Que tal uma visita ao espaço de exposições na Câmara Municipal para conhecer os trabalhos de arte dos alunos “especiais” da Escola Neusa Brizola? São quadros a R$ 5 e a renda será revertida para a instituição. O evento fica até dia 20. Em “Massimo”, Girlan Guilland matou a charada do desafio dos “Três Picos”. Entre os demais acertadores, senti falta de Silvio Poeta. E o Massimo entra de férias. Saudades já!

Na atual era das tecnologias, quando falamos em inteligência artificial com muita naturalidade, já imaginamos os avanços para mais 20 anos. Mas se voltarmos no tempo, em “Há 50 Anos”, veremos que os anseios de 1968 eram bem modestos, pois se pretendia que nossa cidade fosse dotada de “aparelhagem repetidora de perfeitos som e imagem de televisão”. A dificuldade era tanta que se falava até em ver “com quantos paus se faz uma cangalha”. Honestamente, não sei o que as gerações futuras falarão das redes sociais e das comunicações ultramodernas de 2018.

Álvaro Ottoni festeja 37 anos de carreira literária e lança “Meu amigo medo”, seu trigésimo livro. Praticamente, ele já começou editando suas obras, o que comprova que o medo em sua carreira é mesmo sinal de grande amigo. Também lançando livro o pesquisador Fábio Erthal – “Memórias das Bandas de Nova Friburgo”. A obra aborda o “contexto histórico em que as bandas foram criadas, o ambiente social e cultural da época, e a capacidade de se manter em atividade por tanto tempo...”. Livros, sejam bem-vindos, porque o conhecimento tem dimensões de infinito.

Enquanto a feira livre de Olaria luta por liberdade, as mulheres vão soltando as amarras dos tabus e conquistando espaços nunca dantes trafegados. Em Nova Friburgo, o efetivo feminino da Guarda Municipal conta com a atuação de 14 mulheres, todas muito bem situadas em suas funções e ganhando, cada vez mais, a confiança do povo.

Dignificante também é o programa pioneiro de atendimento a “homens agressores”. O objetivo do projeto é fazer o agressor “repensar” o seu comportamento e “reinseri-lo no âmbito familiar e social”. A onda de violência que assola o país precisa de um freio que faça parar o anacrônico poder da superioridade masculina. Que possamos inspirar outras cidades. Afinal, diz um ditado que não se bate em mulher nem com uma flor. O Pinçado da Internet de David Massena chegou bem na hora – “Ela era poesia pura, mas ele não sabia ler...”. Vixe! Agora entendemos que há muita poesia no mundo para poucos leitores, porque para um bom leitor até uma vírgula é poética!

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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