Se eu soubesse ontem o que sei hoje, cometeria as mesmas besteiras ainda mais prazerosamente. Eu me entregaria ao delírio de errar ainda mais deliberadamente, sem compromisso com o arrependimento, sem o receio de pecar. Porque aprendi que julgar é para os juízes e, definitivamente, recuso o trabalho de sentenciar alguém, inclusive a mim mesmo.
De tudo que acumulei para saber o que sei hoje, o que mais me serve é a experiência de afirmar a vida. E só cheguei a esse grau de existência pelos amargores da autopunição, do medo, do remorso bobo. Hoje, sei que foi tudo isso que me tornou...
