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Na história

Vinicius Gastin
Esportes
Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.
Sancionada Lei Geral da Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil
Foi sancionada pelo Governo Federal a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa, que será realizada no Brasil em 2027, marco legal que estabelece as condições necessárias para a realização da principal competição esportiva feminina do planeta.
A elaboração foi amplamente debatida com os ministérios envolvidos, a CBF, a Fifa, instituições parceiras e o Congresso Nacional, refletindo um processo de diálogo e construção coletiva.
Para o Ministério do Esporte, a sanção representa mais do que uma etapa dos preparativos para a competição. O momento marca o início de uma nova fase de construção dos impactos que o país pretende deixar a partir da realização do torneio.
“A sanção da Lei Geral da Copa marca uma nova etapa dos preparativos do Brasil para receber a principal competição esportiva feminina do planeta. Nosso compromisso é garantir que os benefícios da Copa permaneçam no país muito depois do apito final, é garantir o legado social e esportivo que estamos construindo”, afirmou o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro.
Regras específicas
A Lei Geral da Copa estabelece mecanismos necessários para a realização do torneio, incluindo medidas relacionadas à organização operacional do evento, proteção de marcas, credenciamento, recepção de delegações e demais garantias exigidas para competições internacionais dessa magnitude.
A Lei também assegura a aplicação, durante o torneio, dos benefícios de meia-entrada previstos na legislação brasileira vigente, com o objetivo de ampliar o acesso da população às partidas e promover a inclusão de diferentes públicos no evento.
“Temos convicção de que esse propósito é compartilhado pela Fifa e pela CBF. Por isso, concentraremos esforços para mobilizar o país em torno da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, criando condições que estimulem a presença de torcedores nos estádios e fortaleçam o engajamento da sociedade com a competição”, acrescentou o Ministro.
“O maior resultado da Copa não estará apenas nos estádios. Estará nas oportunidades criadas para milhões de meninas e mulheres brasileiras. Queremos que a realização do torneio contribua para fortalecer o esporte feminino, ampliar espaços de liderança e inspirar novas gerações”, acrescentou o ministro.
A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 está alinhada a uma estratégia mais ampla do Governo Federal de utilizar o esporte como instrumento de inclusão, desenvolvimento e transformação social. Nesse contexto, o torneio dialoga com agendas prioritárias como a promoção da igualdade de oportunidades, o fortalecimento da participação feminina em espaços de liderança, a ampliação do acesso ao esporte e a prevenção da violência contra as mulheres.
O legado da competição
Para a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027, Juliana Agatte, o legado da competição começa a ser construído antes mesmo do início dos jogos.
“A Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 é uma oportunidade histórica para ampliar espaços de liderança para mulheres dentro e fora do esporte. O legado da Copa começa antes da bola rolar e será construído a partir das oportunidades que conseguirmos criar para meninas e mulheres em todo o país”, destacou.
Entre os resultados esperados estão o fortalecimento do futebol feminino, a ampliação da participação de mulheres em funções técnicas e de gestão esportiva, o estímulo à prática esportiva entre meninas e a valorização da trajetória das pioneiras que ajudaram a construir a história da modalidade no Brasil. A expectativa do Governo Federal é que a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 deixe impactos permanentes para além do período de realização da competição.
“O Brasil foi escolhido para sediar a Copa. Agora queremos ser reconhecidos pelos impactos positivos que deixaremos para as próximas gerações. A Copa será disputada durante um mês. Os benefícios que queremos construir devem durar décadas”, concluiu o ministro Paulo Henrique. Agora os estados e municípios devem replicar em suas instâncias legislativas a publicação da lei do evento.
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Porém, ainda é o Brasil...
Vitória sobre o Japão no mata-mata classifica a Seleção para as oitavas de final
“O Brasil não é mais o mesmo”. E o atacante do Japão Kento Shiogai tem lá certa razão na sua fala. Porque o mundo não é mais o mesmo. Já foi o tempo em que existia um abismo entre o Brasil e o Japão. Entre a eliminada Alemanha e o classificado Paraguai. Entre o Marrocos, semifinalista do último Mundial, e a Holanda, eliminada pelos marroquinos nesta edição. Entre as melhores e as medianas seleções.
E, por um lado, o Brasil não deverá ser mais o mesmo, de fato. Porque a era dos grandes esquadrões que vestiram a camisa verde e amarela passou. Já se foi o tempo em que alguma Seleção entrava em campo numa Copa e a expectativa era saber o tamanho da goleada. É algo cada vez mais raro. Agora se faz necessário formar um time. Uma identidade. O Brasil que enfrentou o Japão não é mais o mesmo que iniciou a Copa do Mundo. Na escalação e no desempenho.
Longe de ser brilhante e impecável. Aliás, pecamos bastante ao conceder aos japoneses o contra ataque que tanto aguardavam, a partir de um erro de passe no meio-campo, tornando mais confortável do que nunca a sua linha de cinco. O seu bloco baixo. Como também era baixa a criatividade de um Brasil que se limitava a cruzar a bola na grande área. Sem dar ritmo ao jogo, sem incomodar o adversário. Pobre nas ideias, preso a uma marcação bem organizada.
Faltava o diferente. E coube ao criticado Casemiro colocar no fundo das redes o precioso cruzamento de Gabriel Magalhães. Marcar cansa mais do que propor, e o Japão sentiu. O Brasil igualmente sentiu que dava para buscar a virada. Que poderia ter vindo na genialidade de Vini Jr., que parou em Suziki e depois na trave. Ou em uma das tantas bolas cruzadas à grande área, com direito a uma delas salva em cima da linha.
Mas a solução para tirar o grito de gol e garantir a celebração pela vaga veio do banco. Dos pés de Martinelli, a escolha de Ancelotti que poucos fariam. Do acerto, já de outros jogos, em aproximar Bruno Guimarães da grande área, o responsável por achar o autor do tento que carimbou a classificação para as oitavas de final. O técnico italiano tem estrela.
O Brasil pode não ser mais o mesmo, e por um lado, é preciso reconhecer. Contudo, em qualquer dos lados, ainda que não seja o mesmo, sempre será o Brasil. Do talento, da camisa pesada. O das cinco estrelas. Que segue seu caminho na busca pela sexta.

Vinicius Gastin
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