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Três manifestações do amor conjugal e por você mesmo

quinta-feira, 11 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Na semana passada apresentei uma palestra para um grande grupo de famílias. No intervalo, um senhor, casado há uns 60 anos, quando lhe foi perguntado sobre o segredo de sua vida conjugal longa e harmoniosa, ele respondeu que aprendeu que precisava cultivar três atitudes para com sua esposa: compreensão, perdão e esquecimento.

Na semana passada apresentei uma palestra para um grande grupo de famílias. No intervalo, um senhor, casado há uns 60 anos, quando lhe foi perguntado sobre o segredo de sua vida conjugal longa e harmoniosa, ele respondeu que aprendeu que precisava cultivar três atitudes para com sua esposa: compreensão, perdão e esquecimento.

Realmente para um casamento funcionar é preciso compreensão. Compreensão da herança emocional do outro, de onde ele veio, como era a família de origem onde seu esposo, sua esposa cresceu. Havia comunicação? Eram pessoas mais fechadas? Expressavam afeto? Eram mais racionais? Gostavam de receber parentes e visitas em casa? Eram mais exclusivistas e viviam só entre eles mesmos?

Compreender o que aconteceu no desenvolvimento do outro em sua família de origem ajuda porque você vai ver que seu companheiro ou companheira vai ter a tendência de repetir em seu casamento o que viveu no passado. E você também, claro. E esta repetição pode ser de coisas boas e de coisas desagradáveis. Mas compreender já serve para evitar muita discussão improdutiva e atritos.

Outro fator é o perdão. Um conceito superficial sobre o que segura um casamento diz que sem sexo não tem solução para um casamento ser feliz. Isso não tem base científica nenhuma porque muitos casais muito ativos sexualmente brigam bastante e alguns se separam. Se sexo fosse o fator principal para segurar os casamentos, a maioria não se separava. O que ajuda a manter o relacionamento é mais perdão do que o sexo.

Perdoar o outro é uma forma de amar, mesmo na ausência de emoções românticas. Quem precisa de perdão não é quem merece, mas quem precisa. E quando você oferece perdão, entre outras coisas, você está dizendo que o melhor juiz é Deus e está dizendo que você tem compaixão para com as fraquezas do outro. Você também não precisa de perdão?

Finalmente, um ingrediente importante nos casamentos é esquecer a mágoa, a frustração, o ressentimento. Já pensou que a palavra “ressentir” significa “sentir novamente”? Não é ruim sentir frustração e mágoa outra vez por pensar no que machucou em vez de esquecer?

Ficar lembrando de erros do seu cônjuge e, pior, trazendo isso em conversas, quando o assunto já foi comentado e resolvido no passado, só piora o relacionamento. Esquecer tem que ver com perdoar. Quem perdoa esquece ou lembra? Os dois. Primeiro, lembra do que houve, sente o sentimento seja de raiva, tristeza, angústia e desabafa. Depois, se o perdão foi verdadeiro, você esquece, deixa de pensar no que causou a dor que foi levada em diálogo e a pessoa perdoada.

O perdão verdadeiro produz o esquecimento da ofensa que não mais é repetida pelo ofensor. Então, esqueça o que passou. Se você ainda sente que precisa falar algo mais com relação ao que o machucou, então, decida conversar com a pessoa com respeito, honestidade, com desejo de resolver definitivamente o assunto e fale. Depois, esqueça.

Relembrando, para consertar, preservar e tocar para a frente seu relacionamento conjugal, compreenda, perdoe e esqueça o passado. Olhe para a frente. Seja o melhor que você puder ser para ele, para ela. O amor não é o sentimento. Envolve o sentimento, mas é muito mais que isso. O sentimento flutua, e quando amamos uma pessoa não temos o mesmo sentimento agradável igualzinho o tempo todo. Mas o amor pode permanecer. Compreenda, perdoe e esqueça. Faça isso com você mesmo também, em relação à sua pessoa. Com isso pode surgir serenidade, no relacionamento e dentro de você.

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Cesar Vasconcellos de Souza – doutorcesar.com

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Uma festa julina para não se botar defeito

quarta-feira, 10 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Conforme disse na minha primeira coluna, pós retorno da Europa, viagem agora só pela América do Sul e Brasil, mas o bom mesmo é Cabo Frio. E, no último fim de semana, dias 6 e 7, foi realizado o arraial caipira do nosso condomínio, aliás uma festa que era tradicional, mas que com a pandemia foi esquecida, e lá se vão quatro anos. Até que esse ano nossa comissão festeira teve a brilhante ideia de reeditá-la. Por incrível que pareça, a presença foi maciça.

Conforme disse na minha primeira coluna, pós retorno da Europa, viagem agora só pela América do Sul e Brasil, mas o bom mesmo é Cabo Frio. E, no último fim de semana, dias 6 e 7, foi realizado o arraial caipira do nosso condomínio, aliás uma festa que era tradicional, mas que com a pandemia foi esquecida, e lá se vão quatro anos. Até que esse ano nossa comissão festeira teve a brilhante ideia de reeditá-la. Por incrível que pareça, a presença foi maciça. Das 17 casas que formam o nosso condomínio, 14 estão ocupadas, todas exceto a minha com moradores fixos, e o salão de festas ficou repleto de pessoas e comidas típicas.

Cachorro quente, salsichão, os caldos tradicionais de abóbora, caldo verde, canjiquinha e ervilha, além do milho verde se juntaram às batidas de limão e de coco, seguidas dos doces tradicionais como o arroz doce, a canjica, os pés de moleque, paçoca, cocada e outras coisitas mas. Não faltou a fogueira que agora tem um toque de modernidade, pois pode-se comprar nas boas lojas do ramo. Escolhe-se o volume de lenha que se quer usar e ela já vem no tamanho adequado. O legal que ao terminar a festa basta recolher as cinzas e jogar na lixeira. É o mesmo processo das lareiras, mais rápido e limpo. Só ficou faltando a batata doce que assada no braseiro, fica uma delícia.

Nosso condomínio do Braga, em Cabo Frio, é sui generis, pois as famílias mais antigas moram lá há mais de 15 anos, e as mais recentes foram acolhidas e aderiram ao espírito festeiro do local. Apesar de Cabo Frio ter crescido muito, hoje ele supera Nova Friburgo em número de habitantes e o bairro do Braga tornou-se muito movimentado, principalmente por ter a Praia do Forte nas proximidades. Nossa rua é tranquila e as noites são silenciosas, o que garante um sono tranquilo e reparador. Essa tranquilidade só é quebrada nas férias de verão, pois por ser um balneário, o número de veranistas é muito grande, principalmente, de mineiros e moradores da Baixada Fluminense.

Infelizmente, a má educação e os vícios de conduta são trazidos de casa, o que torna o trânsito um caos, a cidade fica com muito lixo espalhado, ou seja, uma bagunça generalizada. Ainda bem, como diz o cabofriense acostumado à sua paz rotineira, que a temporada dura apenas dois meses e meio.

No restante do ano e nos fins de semana a cidade costuma receber turistas, mas de um nível diferente, pois são casais jovens com filhos que ainda não frequentam as escolas, que optam pelos hotéis ou pousadas. São de um nível diferente daqueles que alugam uma casa para 15 a 20 pessoas. Essa é uma característica antiga da cidade e que, infelizmente, veio para ficar. É a época de um trabalho constante dos limpa fossas, dos lixeiros e dos zeladores dos edifícios. Acredito que um turismo mais ordenado e bem explorado seria muito mais lucrativo, mas como nem os políticos locais se preocupam, creio que não há nada a ser feito.

Aliás, classe política terrível essa de Cabo Frio que herdou tudo de ruim do antigo Estado do Rio de Janeiro, antes de ser juntado ao próspero Estado da Guanabara, por questões políticas. A cada ano que passa, sai prefeito entra prefeito, a cidade é um buraco só, a saúde pública um caos e a segurança pública cada vez mais complicada. Os vereadores não ficam atrás, nessa mediocridade, pois se aliam ao prefeito e a oposição nada consegue de útil. É a verdadeira oligarquia política a serviço de uns em detrimento da maioria. Ou se descobre uma maneira de se monitorar o político anualmente, com perda de mandato se for inoperante, ou tudo continuará como está com a mediocridade, com raríssimas exceções, imperando a nível municipal, estadual e federal.

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Duas histórias

quarta-feira, 10 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Uma alegre: marido brasileiro

Eu estava andando na praia quando passou um rapaz que, conduzindo um carrinho com alto-falante, vendia CDs de piadas. Ouvi o final de uma delas, deduzi o resto, inventei um pouco e conto-a agora para vocês.

Dizem que se realizou nos Estados Unidos um curso para mulheres, cujo objetivo era torná-las livres do jugo masculino e, portanto, capazes de ver o mundo de outra maneira. Na segunda versão do curso, as diplomadas do ano anterior foram chamadas a dar seus depoimentos.

Uma alegre: marido brasileiro

Eu estava andando na praia quando passou um rapaz que, conduzindo um carrinho com alto-falante, vendia CDs de piadas. Ouvi o final de uma delas, deduzi o resto, inventei um pouco e conto-a agora para vocês.

Dizem que se realizou nos Estados Unidos um curso para mulheres, cujo objetivo era torná-las livres do jugo masculino e, portanto, capazes de ver o mundo de outra maneira. Na segunda versão do curso, as diplomadas do ano anterior foram chamadas a dar seus depoimentos.

O apresentador pediu a opinião da representante da França.

─ Então, Madame Balzac, o curso foi útil para a senhora?

─ Muito útil, vocês nem imaginam! Cheguei em casa e disse: “François, a partir de hoje eu não lavo nem mais uma pecinha de roupa”.

─ E qual foi a reação do seu marido?

─ Olha, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo, também não. Mas no terceiro dia ele começou a lavar as meias, as cuecas... Hoje ele é dono da maior rede de lavanderias da França.

─ Muito bem, Madame Balzac! Vamos ouvir agora Mrs. Fitzgerald, representante dos Estados Unidos. Qual foi o resultado do curso para a senhora, Mrs. Fitzgerald?

─ Bom demais, vocês nem imaginam! Cheguei em casa e disse “Bob, a partir de hoje eu não cozinho mais, adeus fogão!”

─ E qual foi a reação do seu marido?

─ Olha, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo, também não. Mas no terceiro dia ele começou a fritar um ovo, fazer umas panquecas... Hoje ele é dono da maior rede de restaurantes dos Estados Unidos.

─ Muito bem, Mrs. Fitzgerald! Vamos agora ouvir a representante do Brasil, Dona Hermenegilda, vinda lá do interior da Paraíba. Dona Hermê, qual foi o resultado do curso na vida da senhora?

─ Pois veje, seu moço, cheguei em casa e falei “Severino Raimundo, a partir de hoje não lavo mais roupa, não cozinho mais e nem varro quintal”.

─ E qual foi a reação do seu marido, Dona Hermê?

─ Olha, no primeiro dia eu não vi nada. No segundo, também não. Mas no terceiro dia, quando meus olho começaro a desinchar, comecei a ver uns vulto, umas sombra, uns movimentozinho pela casa!

 

Outra triste: O voo do motociclista

A caminho da festa, a moto voava ─ um palmo acima do chão. De repente, o caminhão parou. Ele sentiu que agora a moto estava em pleno ar, e ele junto com ela. Mas o chão do asfalto parecia subir ao seu encontro.

Levantou-se logo e partiu para a festa. Num segundo estava lá, no meio da zoeira. Luzes e som por todo lado, muita gente cantando, pulando, dançando, bebendo. O movimento era grande, e ele não conseguia ver as caras, apenas vultos. Uma bebida estranha foi parar na sua boca, e depois outra e mais outra, em golfadas. No meio da multidão, reconheceu Luana. Nem sabia que ela gostava de festa! Dançou muito com ela, como tantas vezes tinha sonhado fazer.

Às vezes a cabeça parecia ir às nuvens. Ou explodir.  Aos poucos, Luana foi se desintegrando no meio do povo. Estendeu a mão para alcançá-la, mas antes disso homens de rostos borrados o agarraram. Queria desvencilhar-se deles e voltar para casa. A mãe com certeza ainda acordada, rezando para que ele chegasse. Nessas horas, gostava de cantar para ela: “Não sou filho único, não moro em Jaçanã...” Ela guardava o terço, benzia-o e ia dormir.

Agora, no entanto, a casa era um vazio branco. Seguiu a luz que brilhava no fundo do corredor, mas a luz fugia e o corredor não acabava nunca. Cansado, deitou-se no chão. O ar sumia, sugado pelas nuvens. Um barulho estridente crescia à sua volta. Vermelha, a lua girava e piscava, e de repente a palavra AMBUL formou-se no espaço. Sentiu que o levantavam e o deitavam. Alguém passou a mão sobre seu rosto e fechou seus olhos.

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Pequenos grandes campeões

quarta-feira, 10 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Friburguense encerra Intermunicipal de Futsal com dois títulos e dois vices

         Um saldo mais do que positivo. Os pequenos gigantes do time de futsal do Friburguense fizeram bonito nas quatro categorias em que disputaram, e conseguiram chegar ao primeiro lugar em duas delas. Os jogos decisivos válidos pelo Intermunicipal de Futsal foram realizados no último fim de semana.

Friburguense encerra Intermunicipal de Futsal com dois títulos e dois vices

         Um saldo mais do que positivo. Os pequenos gigantes do time de futsal do Friburguense fizeram bonito nas quatro categorias em que disputaram, e conseguiram chegar ao primeiro lugar em duas delas. Os jogos decisivos válidos pelo Intermunicipal de Futsal foram realizados no último fim de semana.

        A primeira taça de campeão foi conquistada pelo Sub-9, com boa dose de emoção. Após empate por 5 a 5 no tempo normal, o Tricolor venceu nos pênaltis, pelo placar de 5 a 4, e deu a volta olímpica. Já na categoria sub-13, a história foi diferente e o título foi garantido com a goleada de 12 a 1 sobre a equipe do Araruama.
        No sub-7, os meninos lutaram muito, mas o Araruama venceu pelo placar de 3 a 1. Já no sub-11, o Friburguense acabou derrotado por 4 a 3.

        “O Tricolor da Serra obteve ótimos resultados nas finais da competição, assim fechando o semestre competitivo de forma brilhante. Ter ido às finais com todas as categorias já é indicativo de sucesso, dois vices e dois títulos jogando o futsal que apresentamos em quadra me deixa muito orgulhoso. Os atletas e os professores Felipe Malhard e Iaghor Costa estão de parabéns”, comemora o professor Sávio Badini, idealizador e coordenador do projeto.

        A coordenação prepara os últimos detalhes para anunciar o Friburguense Futsal na disputa pelo campeonato da Federação de Futebol de Salão do Rio de Janeiro. 

 

Primeira derrota

Duque perde a invencibilidade na Série A2 do Carioca; América em crise

        Na estreia do técnico Marcus Vinicius, o Resende quebrou o jejum de seis jogos sem vencer e superou o líder da Série A2 Carioca, o Duque de Caxias, que ainda estava invicto na competição, por 1 a 0, na tarde do último sábado, 6, no Marrentão, em Xerém. Tanque marcou o gol do Gigante do Vale, que chegou aos dez pontos, na sexta posição da Taça Santos Dumont. Por sua vez, o Tricolor Caxiense segue na ponta, com 17.

        Quem não vive um bom momento é o América, adversário do Friburguense na Copa Rio. O time rubro foi derrotado pelo Maricá por 2 a 1, no Giulite Coutinho, em Mesquita. O time visitante, por sua vez, pulou para a vice-liderança da Série A2 do Campeonato Carioca. Felipe Rezende e Pablo Thomaz marcaram os gols do Tsunami. Fabrício aproveitou um pênalti desperdiçado por André e defendido por Dida, anotando assim o tento do Mecão. Após o revés, o América anunciou a saída de alguns jogadores.

        O Olaria segue sua sequência de vitórias na Série A2 Carioca ao derrotar o Serrano, por 2 a 1, no Atílio Marotti, em Petrópolis. Keven e Rafael marcaram os gols do Azulão, com Waldir anotando o tento dos donos da casa. Com o triunfo, o quinto seguido na Taça Santos Dumont, o Olaria subiu para 15 pontos, na 3ª posição da competição, enquanto o Leão segue na lanterna, com apenas quatro pontos e ainda sem vencer.

        Na reabertura do Alair Corrêa, em Cabo Frio, Cabofriense e Petrópolis empataram sem gols, resultado ruim para ambos. O Tricolor Praiano segue longe da briga pela classificação e ameaçado pelo Z2, com oito pontos, na oitava colocação, enquanto o time da Cidade Imperial é o primeiro da zona de rebaixamento, com cinco pontos (11º lugar).

        Artsul e Americano ficaram no 1 a 1, no Nivaldo Pereira, em Austin, e seguem ameaçados pelo rebaixamento. Cristiano abriu o placar para os donos da casa, mas Anthony empatou para o Cano. O Tricolor da Dutra tem seis pontos, na 10ª colocação, enquanto o Alvinegro Campista está logo acima, em nono lugar, com sete pontos.

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    Friburguense termina o Intermunicipal com excelentes re-sultados e dois títulos (Foto: Divulgação)

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    Trabalho realizado pelo Tricolor da Serra dá diversos fru-tos, dentre eles, as conquistas (Foto: Divulgação)

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    Sávio e os professores Felipe Malhard e Iaghor Costa já projetam os próximos passos das equipes (Foto: Divulgação)

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O intruso

terça-feira, 09 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Quem já experimentou a presença de um intruso, daquela pessoa que surge sem que seja esperada?

O intruso é alheio a alguém ou a uma situação. Um clandestino, talvez, que causa mal-estar ou desconforto por ocupar o lugar de “nada a ver”.

O narrador de “Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust, lembra sua infância quando uma visita chega na hora do jantar e modifica a rotina da casa. Nas mãos de um mestre que dedicou sua vida à literatura, a intrusão é minuciosamente descrita, e o leitor pode sentir o desconforto da criança diante daquele estranho.

Quem já experimentou a presença de um intruso, daquela pessoa que surge sem que seja esperada?

O intruso é alheio a alguém ou a uma situação. Um clandestino, talvez, que causa mal-estar ou desconforto por ocupar o lugar de “nada a ver”.

O narrador de “Em busca do tempo perdido”, de Marcel Proust, lembra sua infância quando uma visita chega na hora do jantar e modifica a rotina da casa. Nas mãos de um mestre que dedicou sua vida à literatura, a intrusão é minuciosamente descrita, e o leitor pode sentir o desconforto da criança diante daquele estranho.

Esse inconveniente revela a quem se sente incomodado as relações de afeto que tem para com a circunstância ou pessoa. O tempo em que vivenciamos as situações nos é valioso, e qualquer coisa que modifique nossas expectativas pode ser, na melhor das hipóteses, embaraçosa. Pode roubar instantes especiais, nunca recuperados. Ora pois sim, o tempo é rápido e devora os momentos, deixando apenas lembranças. Contudo, essas lembranças nunca dão conta do acontecer, são como nuvens que sobrevoam os dias, que surgem e se desfazem.

Ao ler a narração proustiana, pude constatar que o intruso é tão indesejável que pode nos desencadear as mais disparatadas reações. Haja criatividade para nos livrarmos dele! E quando o intruso rouba a cena? Foi exatamente o que o narrador mostrou. Na hora do jantar, uma visita inesperada, alegre, falante e sedutora atraiu a atenção de todos, fazendo com que o menino tivesse que ir para o quarto sozinho e dormir sem o carinho da mãe. Ele, na cama, se contorceu de indignação, quando um tal de Charles Swann usurpou o seu espaço afetivo dentro de sua própria casa.

O intruso pode ser aquele que não se dá conta de como é capaz de importunar. Nunca tinha pensado no tema com tamanho respeito como agora. Será que já fui uma intrusa? Apesar de tomar cuidado, certamente, já fui.

A presença do intruso é notada de imediato. Propositalmente ou não, ele tem um certo atrevimento. Se “cara de pau”, traz ironia no olhar ou nos lábios. Se ingênuo, tem grandes probabilidades de tropeçar nas pernas e nas palavras.

Uma pergunta exclamativa me invade: “o que estou fazendo aqui?!”, e me faz sentir assim, intrusa. Esta indagação surge quando percebo que devo mudar ou sair de cena. E quem já não se sentiu intruso nas relações afetivas e exclamou para si: “estou demais!”

Ui, este tema está me sendo uma sessão de terapia!

O fato é que estamos cercados de intrusos: a motocicleta que corta o trânsito e entra na frente de todos; a pessoa que fura a fila, o vizinho que coloca música alta; o sujeito que fala aos berros no celular na rua ou no ambiente público; o vendedor que liga para nosso telefone com insistência. Enfim, é o mundo agitado que nos perturba.

Vez em quando ler Proust faz bem! 

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Esvaziar-se de si – a base da missão (Mc 6,7-13)

terça-feira, 09 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

    Jesus comunica o seu poder aos apóstolos. Ele manifesta o seu poder, expulsando demônios, curando os doentes. E enfrenta a rejeição e a incredulidade dos que são de sua terra. O Evangelho de São Marcos acentua a humanidade de Jesus e apresenta fortemente a situação de dificuldades em seu ministério. Ele envia os apóstolos em missão. E dá as recomendações nesta mesma linha do seu despojamento. Com o mesmo poder, eles são expostos às mesmas rejeições e incredulidade. A postura é a renúncia de si mesmo, como no seu chamado.

    Jesus comunica o seu poder aos apóstolos. Ele manifesta o seu poder, expulsando demônios, curando os doentes. E enfrenta a rejeição e a incredulidade dos que são de sua terra. O Evangelho de São Marcos acentua a humanidade de Jesus e apresenta fortemente a situação de dificuldades em seu ministério. Ele envia os apóstolos em missão. E dá as recomendações nesta mesma linha do seu despojamento. Com o mesmo poder, eles são expostos às mesmas rejeições e incredulidade. A postura é a renúncia de si mesmo, como no seu chamado. "Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga" (Marcos 8,27-35). Sem este esvaziamento e espírito de pobreza e desapego, não haverá missão.

    O total despojamento (kénosis, em grego) implica numa entrega confiante ao poder de Deus e à Sua paternal Providência. Deus é o Senhor da obra, não nós. Por isso, os envia, dois a dois, para mostrar que a missão é sinodal e partilhada. Ninguém é o dono da evangelização. A missão é comunitária e com uma mensagem definida que é uma Verdade divina que deve ser pregada e não dependente das ideias individuais. Ao mesmo tempo, há a dimensão do apoio e do suporte dos irmãos, recordando os ensinamentos do Mestre e se completando nos dons e carismas.

    A kénosis do Verbo Divino nos ensina o esvaziamento também de nossas garantias, provisões, apegos e estratégias. Em Filipenses 2, vemos o Verbo Divino não se apegando à glória de ser Deus e se fazendo homem - a Encarnação - primeira humilhação.

    Fazendo-se homem, não assumiu nenhuma posição ou status de poder, dominação ou riqueza, para compensar sua "redução" : de Deus onipotente a um homem limitado na natureza humana; de Deus onisciente a um homem preso a uma cultura e aprendizado, ligado a uma família humana; de Deus onipresente e eterno a um homem encerrado num contexto histórico do tempo e do espaço... Ao contrário, assumiu a natureza humana como Pobre, num lugar pobre, Nazaré, numa família pobre e simples - segundo esvaziamento.

    E, ainda, na situação de pobreza e simplicidade, tornou-se o Servo dos homens, priorizando a necessidade do próximo, tratando a todos como irmãos, com o Amor do Pai, afirmando: "O Filho do Homem não veio para ser servido , mas para servir e dar a vida em resgate de muitos" (Mc 10, 45) - terceira kénosis.

E Ele mesmo ensina e repreende aos apóstolos: "Quem quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos" (Mc 9, 35).  E, por fim, Jesus não se apegou nem mesmo ao dom mais fundamental da existência humana, a própria vida, oferecendo-a por todos nós, pela nossa salvação. "Fez-se obediente até a morte e morte de cruz."( Fil 2,8) - Quarta humilhação.

     Jesus com o seu exemplo se coloca como referência para a missão dos apóstolos. Ele, com o seu testemunho de esvaziamento de si mesmo e de doação total por amor aos mais necessitados espiritual, física e materialmente, no seu serviço humilde e solidário, no seu ardor evangelizador, na relação de total comunhão e confiança com o Pai, na oração e no transbordamento do Amor, se torna parâmetro, modelo para a Igreja Apostólica. "Como o Pai me enviou, eu também vos envio"(Jo 20,21).

   " Recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão. Nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura." "Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas." O despojamento e o espírito peregrino, simbolizados nas sandálias empoeiradas do pregador itinerante. A missão do Reino jamais se acomoda, jamais se instala. Sempre calça as sandálias da itinerância, de cidade em cidade, anunciando incansavelmente a Boa Nova da Salvação, acompanhada do cuidado e da libertação das pessoas: "partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes". A missão do Mestre continua na missão da comunidade apostólica, do discipulado evangelizador e libertador com o mesmo poder de Cristo. Isto mostra que a evangelização tem como sinal testemunhal inseparável a caridade, a solidariedade, o amor ao próximo, na responsabilidade para com o mundo que deve receber a Boa notícia e a graça da Salvação.

    Porém, esta salvação deve ser aceita livremente, não pode ser imposta. Se não for aceita, cabe ao missionário apenas, seguir adiante, "sacudir o pó das sandálias". Significa, analogicamente, o desprendimento do missionário da própria aceitação e êxito, não se coadunando com as mentalidades opostas, relativizando o Evangelho. É ter a consciência da missão cumprida, respeitando o livre arbítrio e seguir em frente, como fez Jesus, não se importando com as rejeições. Isto não significa, contudo, uma atitude de intolerância ou desdém em relação aos outros em suas escolhas que continuarão em nossas orações para que possam ainda, com a misericórdia de Deus, compreender em algum tempo, a Boa Nova e alcançar a redenção.

     A natureza missionária da Igreja está essencialmente ligada a este espírito de pobreza evangélica e liberdade confiante no Senhor providente, na prioridade do Reino de Deus (cf Lc 12,31. O Concílio Vaticano II apresenta claramente esta identidade missionária, especialmente nas Constituições Lumen Gentium e Gaudium et Spes e no Decreto Ad Gentes, em sua responsabilidade com a salvação-libertação do mundo, por amor e com o amor de Deus, dentre outros documentos.

    O Papa Francisco, reafirmando o documento de Aparecida e todo o ensinamento magisterial conciliar e pós-conciliar, nos apresenta sempre a dimensão do discipulado missionário, a Igreja "em saída" como tem insistido em suas palavras. Na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium afirma : "Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm dever de anunciá-lo sem excluir ninguém, não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem compartilha uma alegria, assinala um belo horizonte, oferece um banquete desejável. A Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração." E a alegria do Evangelho é missionária porque sempre "tem a dinâmica do êxodo e do dom do sair de si, do caminhar e semear sempre de novo, sempre mais além." Que possamos cada vez mais cumprir este mandato de Cristo, fiéis a esta espiritualidade de despojamento e doação de amor missionários.

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça é assessor eclesiástico diocesano da Comunicação Institucional da Diocese de Nova Friburgo

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A VOZ DA SERRA é um prato cheio de boas novas

terça-feira, 09 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Quem, ao saborear uma pizza, pensa na sua invenção? É uma longa trajetória, pois, “seis mil anos antes de Cristo, os egípcios teriam desenvolvido uma massa à base de farinha de trigo e sal”. Mais adiante, os hebreus a aperfeiçoaram, criando o Pão de Abraão”. Os fenícios colocaram cebola e carnes sobre a massa. No início, a pizza era servida aos pobres, “com o objetivo de acabar com a fome do povo”. Em zonas portuárias, “os trabalhadores procuravam comida rápida, barata e de fácil conservação”. A guloseima foi ganhando estilos e as mais variadas coberturas.

Quem, ao saborear uma pizza, pensa na sua invenção? É uma longa trajetória, pois, “seis mil anos antes de Cristo, os egípcios teriam desenvolvido uma massa à base de farinha de trigo e sal”. Mais adiante, os hebreus a aperfeiçoaram, criando o Pão de Abraão”. Os fenícios colocaram cebola e carnes sobre a massa. No início, a pizza era servida aos pobres, “com o objetivo de acabar com a fome do povo”. Em zonas portuárias, “os trabalhadores procuravam comida rápida, barata e de fácil conservação”. A guloseima foi ganhando estilos e as mais variadas coberturas. Os italianos acrescentaram tomate, dando ao produto a fama merecida. O formato redondo é centenário. Aliás, não somente o formato, mas a combinação de sabores na cobertura se expandiu.

Uma receita polêmica foi criada por Sam Panopoulos, um imigrante grego que vivia no Canadá, inventor da pizza de abacaxi com presunto. Essa mistura, que deu origem ao que ficou conhecido como pizza havaiana, gerou discussões sobre a verdadeira criação do sabor que, antes, fora pensado na Alemanha. Seja lá como for, o prato tem suas preferências e não é de se admirar a combinação doce e salgado, pois, se fosse tão estranho, não se serviria banana à milanesa nos restaurantes. O importante mesmo é combinar pizza com o que der na telha e com a bebida preferida de cada pessoa.

São tantos conhecimentos que o Caderno Z nos trouxe para que possamos celebrar o dia 10 de julho, Dia Nacional da Pizza, que o próprio caderno é um convite a um bom prato de pizza. É certo que cada um de nós deve ter uma história para contar sobre esse tema. Meus sobrinhos, de São Paulo, em torno da década de 90, quando vinham passar férias aqui em Nova Friburgo, tinha que ter a “pizza do tio César”. Só que quem fazia a massa era eu, mas o tio ficou com a fama. Realmente, a minha massa desmancha na boca e, mesmo no dia seguinte, fica deliciosa quando requentada. E tome tomate na cobertura!

Já que 7 de julho é o Dia Mundial do Chocolate, essa tentação que nos persegue a todo instante, que tal uma pizza de chocolate ou um bolo floresta negra? Mas, se estiver muito frio, um chocolate bem quente com barrinhas no fundo da caneca. E com tanto doce em nossa viagem literária, a coluna “Sociais” está uma gostosura com duas aniversariantes que são a doçura em forma de gente. No sábado, 6, a querida Rosângela Cassano abriu mais um novo ciclo de sua promissora existência terrena. Ela que tem sido a defensora de tantas causas nobres em nossa cidade, é advogada e uma estrela de marca maior na vida friburguense. Outra, amada e brilhante, é a doce Cora Ventura Spinelli, aniversariante desta terça-feira, 9, que eu tive a honra de conhecer quando fui sua “professora” no Curso de Atualização Cultural. Felicidades para as nossas queridas, saúde e muita paz!

Boas novas para quem quer aprender mais, é o curso de imersão em língua inglesa e espanhola que o Sesc RJ está oferecendo para jovens a partir de 15 anos, cursando o Ensino Médio e pessoas a partir de 18 anos. Contudo, as inscrições se encerram nesta quarta-feira, 10. Ainda dá tempo de se inscrever pelo site. O Senai também tem vagas para cursos técnicos de nível médio e as inscrições vão até o dia 18, de forma presencial no Senai Centro. A prova de seleção será no dia 20, das 10h às 12h.

Bonita homenagem ao doutor Dirceu Badini. A pessoa ilustre que ele foi na profissão, na sociedade e na brilhante coluna que assinou em A VOZ DA SERRA são lembranças que o tornam presente em nossa cidade. É aquele alguém que partiu, mas ficou por suas nobres ações e vida exemplar. O “capiauzinho” que virou um gigante!

A charge de Silvério é o recado aberto alertando para o uso e abuso das telas. O mesmo tema da reportagem de Ana Borges, de onde se entende que o cérebro despreparado das crianças e adolescentes não está totalmente desenvolvido e, assim,  sujeito a receber uma infinidade de coisas inúteis e até impróprias. A tecnologia bem direcionada acrescenta saberes. Fora isso, pode trazer conteúdo duvidoso e perturbar a formação das habilidades motoras, criativas e mentais. Sabendo usar não vai falhar!

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Desvendando o greenwashing: a sombra por trás das promessas verdes

terça-feira, 09 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Hoje, discutiremos o greenwashing, termo formado pela combinação de "green" (verde) e "whitewashing" (branqueamento), que se refere à prática adotada por empresas ou organizações de realizar ações de marketing ou publicidade enganosas, visando projetar uma imagem de comprometimento ambiental, enquanto suas práticas e produtos não são tão sustentáveis quanto proclamam. Essa estratégia surgiu nas últimas décadas em resposta ao crescente interesse do público por questões ambientais e sustentabilidade.

Opa! Tudo verde?

Bora pra mais uma Prosa Sustentável!

Hoje, discutiremos o greenwashing, termo formado pela combinação de "green" (verde) e "whitewashing" (branqueamento), que se refere à prática adotada por empresas ou organizações de realizar ações de marketing ou publicidade enganosas, visando projetar uma imagem de comprometimento ambiental, enquanto suas práticas e produtos não são tão sustentáveis quanto proclamam. Essa estratégia surgiu nas últimas décadas em resposta ao crescente interesse do público por questões ambientais e sustentabilidade.

O objetivo principal do greenwashing é capitalizar a crescente preocupação ambiental dos consumidores, atraindo-os para produtos ou serviços que são apresentados como ecologicamente corretos, mas que, na realidade, não cumprem as promessas de sustentabilidade. As empresas que praticam o greenwashing muitas vezes utilizam táticas como rótulos ecológicos falsos, mensagens publicitárias exageradas sobre seus esforços ambientais ou o uso de embalagens "verdes" para criar uma imagem de comprometimento com o meio ambiente.

O principal problema para as empresas que praticam o greenwashing é a perda de credibilidade e confiança por parte dos consumidores e da sociedade em geral. Quando os clientes descobrem que foram enganados por práticas de marketing enganosas, isso pode resultar em danos significativos à reputação da marca e em uma queda nas vendas. Além disso, o greenwashing também pode levar a processos legais e multas por publicidade enganosa.

Com o advento das redes sociais e da rápida disseminação de informações online, o greenwashing tornou-se ainda mais arriscado para as empresas. As plataformas de mídia social permitem que os consumidores compartilhem facilmente suas experiências e opiniões sobre as práticas de uma empresa, amplificando o alcance de críticas negativas e expondo empresas que praticam greenwashing a uma maior vigilância pública.

O greenwashing pode afetar negativamente a empresa de várias maneiras, incluindo danos à reputação da marca, perda de clientes, queda nas vendas e possíveis implicações legais. Além disso, a exposição de práticas enganosas pode resultar em uma diminuição da confiança dos investidores e stakeholders, afetando o valor da empresa no mercado financeiro. Em última análise, o greenwashing representa não apenas um risco para a reputação da empresa, mas também uma ameaça à sustentabilidade de longo prazo de seus negócios.

 

Como evitar o greenwashing

Seja transparente: Priorize a transparência em todas as suas comunicações relacionadas à sustentabilidade. Forneça informações claras e precisas sobre as práticas ambientais da sua empresa, incluindo dados quantificáveis sempre que possível.

Cumpra as promessas: Certifique-se de que as declarações feitas sobre a sustentabilidade de seus produtos ou operações sejam precisas e verificáveis. Evite exagerar ou fazer declarações enganosas que possam ser interpretadas como greenwashing.

Obtenha certificações confiáveis: Procure certificações reconhecidas e confiáveis que validem as práticas sustentáveis da sua empresa. Isso pode incluir certificações ambientais para produtos, como o selo FSC para produtos de madeira ou o selo energy star para aparelhos eletrônicos.

Conduza auditorias independentes: Realize auditorias independentes regularmente para verificar o cumprimento das políticas e práticas ambientais da sua empresa. Isso ajuda a garantir que suas alegações de sustentabilidade sejam fundamentadas em dados reais e não em greenwashing.

Invista em educação e treinamento: Capacite seus funcionários para entenderem e promoverem as práticas sustentáveis da empresa de forma precisa e autêntica. Eduque-os sobre os impactos ambientais das operações e produtos da empresa, para que possam comunicar informações verdadeiras aos clientes.

Eduque os consumidores: Além de educar seus funcionários, também é importante educar os consumidores sobre questões ambientais e como identificar o greenwashing. Fornecer informações claras sobre os padrões de sustentabilidade da indústria e como os consumidores podem fazer escolhas conscientes.

Seja pró-ativo na resolução de problemas: Reconheça e corrija eventuais problemas ambientais em suas operações de forma proativa. Assuma a responsabilidade por quaisquer impactos negativos e trabalhe para implementar soluções sustentáveis a longo prazo. Isso demonstrará um compromisso genuíno com a sustentabilidade e ajudará a construir confiança com os consumidores.

 

Tudo verde sempre!

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(Foto: Pixabay.com)
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Equilíbrio na Super Copa SAF

terça-feira, 09 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Grupos tem líderes e segundo colocados empatados em pontos

Uma competição onde cada ponto é conquistado com muito suor. E as dificuldades dentro de campo se traduzem na tabela de classificação. Após três rodadas, os dois grupos da Super Copa SAF 2024 possuem líder e vice-líder empatados em pontos. A terceira rodada da competição foi realizada no último domingo, 7, no estádio João Mendes da Silva, no distrito de São Pedro da Serra.

Grupos tem líderes e segundo colocados empatados em pontos

Uma competição onde cada ponto é conquistado com muito suor. E as dificuldades dentro de campo se traduzem na tabela de classificação. Após três rodadas, os dois grupos da Super Copa SAF 2024 possuem líder e vice-líder empatados em pontos. A terceira rodada da competição foi realizada no último domingo, 7, no estádio João Mendes da Silva, no distrito de São Pedro da Serra.

No primeiro jogo, o Nilo Martins venceu o São Lourenço por 3 a 1. Os gols foram marcados por Luiz Gustavo, Jandre e Marcos Felipe (Nilo Martins) e Walaf descontou para o São Lourenço. Logo depois, no clássico de Olaria, o já previsto equilíbrio foi confirmado dentro de campo, e Corujão e Unidos do Alto empataram por 1 a 1. O Alto saiu na frente com um gol contra, mas Douglas empatou a contagem para o Corujão.

Na terceira partida, o Friburgo Sporting venceu o Amparo por 3 a 1, com gols marcados por Daniel, Emerson e Matheus. O alvinegro do quarto distrito descontou com um tento assinalado como contra pela arbitragem. Fechando a rodada, mesmo jogando em casa, o São Pedro não conseguiu passar pela boa equipe do Barroso. O empate por 1 a 1 teve Luã abrindo o marcador para os visitantes na etapa complementar, mas o rubro-negro foi buscar a igualdade com Júlio César.

Com os resultados, o equilíbrio se mantém também na tabela de classificação. No grupo A, a liderança é dividida entre São Pedro e Corujão, ambos com cinco pontos, mas com vantagem rubro-negra no saldo de gols. O Nilo Martins somou os três primeiros pontos, enquanto o Amparo tem apenas um. Na chave B, o Friburgo Sporting lidera com os mesmos sete pontos do Barroso, estando a frente também pelo saldo de gols. O Unidos do Alto acumula três pontos, enquanto o São Lourenço ainda não pontuou.

A rodada de número quatro será promovida no próximo domingo, 14, no Estádio Manoel Cabral Sobrinho, em São Lourenço. O primeiro duelo, às 9h, reserva o encontro entre Friburgo Sporting e São Pedro. Velhos conhecidos das competições em Olaria, Barroso e Corujão medem forças na sequência, às 10h45. Logo depois, às 12h45, Nilo Martins e Unidos do Alto se enfrentam, com o jogo entre São Lourenço e Amparo, às 14h45, fechando o dia de jogos.

Os jogos da Super Copa SAF acontecem em turno único e as equipes dos grupos enfrentam as do outro chaveamento. O grupo A conta com São Pedro, Corujão, Amparo e Nilo Martins. Por outro lado, a chave B tem Barroso, Friburgo Sporting, São Lourenço e Unidos do Alto.

A Super Copa SAF de Futebol Amador 2024 foi idealizada pela empresa SAF Assistencial, sendo organizada pela Liga Nova Friburgo de Desportos, com coorganizacão da Secretaria Municipal de Esportes de Nova Friburgo.

 

Tabela da primeira fase

1ª rodada - 23 de junho

Local: Estádio Márcio Branco (Stucky)

Friburgo Sporting 2 x 2 Corujão

Nilo Martins 0 x 1 Barroso                    

Unidos do Alto 1 x 1 Amparo   

São Pedro 3 x 0 São Lourenço           

 

2ª rodada - 30 de junho

Local: Estádio Guilherme Gripp (Amparo)

Unidos do Alto 2 x 2 São Pedro

Nilo Martins 1 x 7 Friburgo Sporting  

Corujão 1 x 0 São Lourenço  

Amparo 0 x 3 Barroso

 

3ª rodada – último domingo, 7

Local: Estádio João Mendes da Silva (São Pedro)

São Lourenço 1 x 3 Nilo Martins

Corujão 1 x 1 Unidos do Alto

Amparo 1 x 3 Friburgo Sporting

São Pedro 1 x 1 Barroso

 

4ª rodada – próximo domingo, 14

Local: Estádio Manoel Cabral Sobrinho (São Lourenço)

9h - Friburgo Sporting x São Pedro

10h45 - Barroso x Corujão

12h45 - Nilo Martins x Unidos do Alto

14h45 - São Lourenço x Amparo

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    Nilo Martins conquistou os três primeiros pontos neste domingo (Foto: Rafael Seabra)

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    Clássico de Olaria terminou empatado no sétimo distrito (Foto: Rafael Seabra)

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    Friburgo Sporting obtém nova vitória e mantém a liderança no grupo B (Foto: Rafael Seabra)

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    Mesmo atuando em casa, São Pedro não conseguiu derrotar o bom time do Barroso (Foto: Rafael Seabra)

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Trânsito: 30 feridos

sábado, 06 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 6 e 7 de julho de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes

Edição de 6 e 7 de julho de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes

Trânsito: 30 feridos - O trânsito de Friburgo está conseguindo bater todos os índices de acidentes em relação às outras cidades fluminenses. A cidade é hoje apontada pelas autoridades estaduais como o maior núcleo - em termos relativos - de acidentes em todo o estado. Na última quinta-feira, no cruzamento da Rua José Eugênio Muller com Augusto Cardoso capotou a kombi chapa EA-38-38, ao se desviar de um caminhão. A kombi ainda foi atingir o Corcel chapa EA-52-07, de propriedade do médico José El-Jaick que estava estacionado em frente ao posto de saúde de Nova Friburgo. O mês de junho apresentou 17 atropelamentos em relação a 18 atropelamentos ocorridos no mês de maio. Os dados computados por este jornal no mês de junho foram os seguintes: acidentes automobilísticos: 15; feridos graves: 3; feridos leves: 10; atropelamentos: 17; agressões: 23; flagrantes de maconha: 20; incêndio: 1; suicídios: 3.  

Contestação do silêncio - Os círculos palacianos da administração municipal andaram bastante preocupados com este semanário e com matérias que inserimos em nossa última edição. Sobre o “affaire” entre a prefeitura (querendo bolsas em pagamento de supostos impostos devidos) e a Fundação Getúlio Vargas (defendendo seu patrimônio financeiro, moral e material) ganhamos nada mais, nada menos que uma página inteira do excelente boletim editado pela assessoria de imprensa. E ganhamos mais: ganhamos um programa radiofônico inteiro, excelente também, programa (oficial) da nossa prefeitura. E, por certo, vamos ganhar mais alguma coisa pela, não menos, brava e desinteressada imprensa oficiosa e semioficiosa do sr. prefeito.

Country (com carinho) parte para a décima festa - Evento que já se firmou como uma das tradições do Nova Friburgo Country Clube - e, por extensão, da própria cidade - a Festa do Colonizador, que é a festa da cerveja do simpático clube do Parque São Clemente, atinge, neste ano, o 10º ano de sua realização, e está marcada para o dia 13.

Sociedade Esportiva vive seu grande momento - Para inaugurar as mais modernas pistas de bolão do Brasil - o Ginásio de Bolão da SEF - a Sociedade Esportiva Friburguense, marcou solenidade para o dia 20, quando, dentro das programações, uma sessão solene de seu conselho deliberativo outorgará o título de sócio honorário ao brigadeiro Jerônimo Bastos, atual presidente da entidade máxima dos desportos brasileiros - o Conselho Nacional de Desportos.

Futebol: Falência - A falência do futebol friburguense foi decretada há mais de cinco anos, decreto que vem sendo cumprido, com revogação de todas as disposições em contrário. Apesar de sua força, o valente futebol friburguense morreu e o atestado de óbito foi passado por centenas de amantes deste esporte. Seu fantasma só sobrevive graças à religiosidade mirabolante de alguns”. 

 

Pílulas

O governador Raymundo Padilha determinou que no dia 2 fosse iniciado o pagamento dos funcionários estaduais. Nota-se que há algum tempo passado, era normal aqueles servidores receberem com meses de atraso. As finanças estaduais foram regularizadas e organizadas de uma forma que não prejudicasse o seu funcionalismo. Um bom exemplo! 

E os nossos sacrificados servidores municipais? A tão eficiente assessoria de imprensa poderia informar a razão dos, agora, constantes e frequentes atrasos no pagamento dos servidores da prefeitura? Informar, por exemplo, se esse atraso se verifica em todas as contas a pagar, ou em parte delas. Explicar também porque o funcionalismo está sendo prejudicado, porque ou por quem.

 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Ivo Scarini Marreto (8); Plínio Maia, Cora Ventura Spinelli e Antonio Malheiros (9); Wilson de Mello e Souza e Adriana Namen (11); Paulo Verbicário Dantas dos Santos, Eulália Faria Soares e Eda Moraes de Carvalho (12); Acácio Ferreira Dias e Maria de Lourdes Teixeira Assis (13); Maria da Glória Barcellos Rocha, Izabel Novelli, Oceanira Valentim Palmerim, Ernani do Amaral Peixoto e Francklin Ximenes Castro Nunes (14).

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