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Mais uma gigante pedindo recuperação judicial

quinta-feira, 04 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Mais uma gigante pedindo recuperação judicial

“Um copo de 12, com requeijão extra, um café e uma Recuperação Judicial, por favor. Para depois? Não, para agora mesmo!” A Casa do Pão de Queijo, uma das maiores redes de cafeterias do país com mais de 190 unidades, entrou com pedido de recuperação judicial com uma dívida de R$ 57 milhões.

Mais uma gigante pedindo recuperação judicial

“Um copo de 12, com requeijão extra, um café e uma Recuperação Judicial, por favor. Para depois? Não, para agora mesmo!” A Casa do Pão de Queijo, uma das maiores redes de cafeterias do país com mais de 190 unidades, entrou com pedido de recuperação judicial com uma dívida de R$ 57 milhões.

O pedido não quer dizer que a empresa faliu, fechou as portas e que irá encerrar a suas atividades. Muito pelo contrário, ainda há muito pão de queijo para ser comido e café para ser bebido. No atual momento a empresa momento busca um acordo com quem deve, buscando alongar o prazo de pagamento e reduzir juros.

Acompanhada de outras grandes marcas, a franquia se junta a Starbucks, Supermercados Dia, Polishop, Americanas, Casas Bahia, 123 milhas e outras gigantes pedindo socorro à justiça por não conseguirem pagar as contas. Parece até que está na moda, não é mesmo?

 

Talvez seja a nova moda

O ano termina e começa sempre uma moda diferente. Há anos atrás a moda era comprar os relógios que trocavam de cor de pulseira. Depois de um tempo, a do momento era a Palheta Italiana, um sorvete com um recheio no meio. Em outro ano, o beach tennis e o futevôlei. Seria a recuperação judicial a moda do ano?

Nos últimos anos o Brasil surfa uma onda de pedidos de recuperação judicial. O número de empresas que jogaram a toalha e acionaram a Justiça cresceu 80% nos quatro primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados da Serasa Experian que indicam falências e recuperações judiciais em todo o país demonstram 685 pedidos nos quatro meses deste ano, contra 382 no intervalo anterior. No ano passado, os pedidos já haviam acelerado 68,7% ante 2022, contabilizando 1.400 procedimentos.

 

Crise generalizada?

É certo que o boom de empresas requerendo recuperação judicial não é e não deveria ser comum, contudo, a prática judicial já não é de hoje. Geralmente, essas causas não são isoladas e a decisão pelo pedido decorre da conjugação de muitos desses fatores. 

Problemas sucessórios, disputas entre sócios, má gestão, falta de governança, decisões estratégicas equivocadas e encerramento de contratos com clientes ou fornecedores podem ser citados como diversas das causas. Como um exemplo, as Lojas Americanas, que admitiram fraudes em seus relatórios das gestões administrativas da empresa e lançamentos indevidos, sendo certo que o próprio CEO da empresa, virou réu em processo que apura as fraudes.

Um outro exemplo prático e fácil de se entender se dá pelas companhias de viagem: a 123 milhas, HotMilhas, MaxMilhas e Hurb (antigo Hotel Urbano). Apesar do aumento das passagens, as companhias continuavam comercializando produtos que sabiam não conseguir cumprir com a oferta.

De acordo com a CPI das Pirâmides Financeiras, há a conclusão que muitas dessas empresas apesar dos volumes de caixa, já operavam no negativo há quatro anos. Atualmente, os sócios das empresas prestaram esclarecimentos em Brasília e são réus na CPI das Pirâmides Financeiras.

Há também conjuntura macroeconômica, crises setoriais, pandemia, elevadas taxas de juros, dificuldade de acesso ao crédito e financiamentos – tanto para consumidores como para pessoas jurídicas. Além de questões regulatórias, ingresso de novos concorrentes, o crescimento do mercado chinês e a alta taxa de juros (que enriquece quem tem grana e endivida mais quem deve), dentre outros.

 

A Casa do Pão de Queijo e seu dilema

Por que a empresa está mal das pernas? Não, o interesse por pão de queijo e café não diminuiu. Eu mesmo enquanto escrevo esta coluna, tomo meu cafezinho. Acontece que, nos últimos anos, a empresa investiu R$ 14 milhões para abrir lojas em aeroportos e não teve o retorno esperado.

Só que, desde o início da pandemia, com menos viajantes, a receita da empresa foi sentindo ao longo dos anos. Isso ainda piorou com as enchentes do Rio Grande do Sul, que causaram um prejuízo de R$ 1 milhão nas quatro  unidades do aeroporto de Porto Alegre.

Além disso, é importante lembrar que os novos concorrentes surgiram com o tempo e com preços mais atrativos, especialmente em aeroportos – cujo custo da alimentação já é alto. No entanto, o procedimento de recuperação judicial permite que a empresa busque tentar reestabelecer as pernas para seguir com sua atividade econômica.

Empresas aparecem e desaparecem. E sempre foi assim. Com bancos (Bamerindus, Unibanco, Real) e com grandes marcas (Ford, Ricardo Eletro, Casa da Banha, Mesbla, entre outras). No entanto, o aumento das recuperações judiciais revela que o atual momento de instabilidade econômica no país demanda cautela.

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Cinquenta anos de formado em Medicina, eis uma data marcante na minha vida

quarta-feira, 03 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

No último dia 28 de junho rezei e agradeci a Deus por ter me concedido a felicidade de estar vivo no dia em que completei 50 anos de formado, pela faculdade de medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF). Naquele longínquo junho de 1969, eu e mais 127 vestibulandos, iniciávamos um curso que ao seu fim nos abriria as portas de uma carreira linda e nobre; seria o coroamento de nossos sonhos e estaríamos prontos para iniciarmos nossa vida profissional.

No último dia 28 de junho rezei e agradeci a Deus por ter me concedido a felicidade de estar vivo no dia em que completei 50 anos de formado, pela faculdade de medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF). Naquele longínquo junho de 1969, eu e mais 127 vestibulandos, iniciávamos um curso que ao seu fim nos abriria as portas de uma carreira linda e nobre; seria o coroamento de nossos sonhos e estaríamos prontos para iniciarmos nossa vida profissional.

O início não foi fácil, pois começávamos um curso universitário dos mais difíceis e o Brasil vivia uma ditadura implantada quatro anos antes. Para complicar ainda mais a vida daqueles futuros doutores, em 1968 foi editado o famigerado AI-5 que endureceu ainda mais o regime, acabando de vez com a liberdade individual dos cidadãos. Imagine-se 128 jovens, a maioria entre 18 e 20 anos, numa idade em que a contestação é uma realidade, estudando numa universidade e tendo de refrear seus protestos, pois o risco de ser levado pelo DOPS era muito grande. Felizmente, nossa turma passou incólume por esse período.

Em 28 de junho de 1974, finalmente nosso sonho se tornou realidade e tivemos acesso ao tão sonhado CRM, que nos assegurava o direito de exercermos a nobre arte de curar. Nossa formatura foi no antigo teatro, do também antigo Hotel Nacional, em São Conrado, no Rio, e nosso baile de formatura, animado por um dos mais famosos conjuntos da época, Ed Lincoln e seu conjunto, no clube Monte Líbano, às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Passados 50 anos teremos uma grande confraternização no Hotel Porto Belo, em Mangaratiba, esperando que um grande número de colegas possa comparecer, para que esse momento seja realmente marcante em nossas vidas. Afinal, o avanço da medicina, que a minha turma ajudou a tornar uma realidade, propiciou que festas de jubileu de ouro entre formados se tornasse uma realidade. Meu saudoso pai, que morreu três anos antes da minha colação de grau, formou-se também em medicina, em 1948. Na comemoração de seus 50 anos de formatura, em 1998, e que ele já não estava mais entre nós, muitos colegas já tinham falecido. Não era comum jubileu de formatura com muitos participantes.

Exerci a medicina durante 43 anos, pois me aposentei em 2017. Devo tudo que tenho a minha profissão a qual procurei desde o início dedicar-me com honestidade e dignidade; creio que pude cumprir o juramento que fiz na minha formatura e que diz: “Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência e que a saúde do meu doente será a minha primeira preocupação. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário”.

Seja como médico do antigo Inamps, do Sesi, como plantonista do saudoso Hospital Santo Antônio, hoje Raul Sertã, seja no meu consultório particular colecionei muitas histórias engraçadas, tristes, verdadeiras vitórias ou derrotas que talvez pudesse ser transformada num livro. No entanto, uma me marcou e faço questão de mencioná-la aqui. Dediquei-me à Endocrinologia e o meu maior número de pacientes era de diabéticos e obesos, duas categorias difíceis de serem acompanhadas.

Tive uma paciente diabética, hoje advogada (estou falando de você mesmo, dra. Cynthia) rebelde como todo jovem e ainda por cima diabética. Eis que com mais de 25 anos de doença resolveu engravidar o que a colocou na lista de gravidez de altíssimo risco se a empreitada fosse levada a cabo.

Pois bem, um belo dia, já aposentado, fui comunicado da sua gravidez. Fiz questão de indicar a endocrinologista para acompanhar a sua gestação e qual não foi a minha surpresa e emoção ao saber que ela tinha dado à luz a um casal de gêmeos. Graças a Deus minha ex-cliente está muito bem, cuidando melhor do seu diabetes, não só em função da própria idade como da responsabilidade de ser mãe.

Confesso que chorei lágrimas de felicidade, no dia 28 de junho, data marcante na minha vida e da qual me orgulho muito. Obrigado à Medicina que me deu tudo na vida, aos meus pacientes que confiaram no meu profissionalismo e aos meus colegas de faculdade, os atuais e os que já se foram, pois fazem parte da minha existência.

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No topo do Brasil

quarta-feira, 03 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Bruno Baeta fatura o Brasileiro de Mountain Bike Enduro

O friburguense Bruno Baeta deu show novamente, e manteve a rotina de conquistas e ótimos resultados sobre duas rodas. O atleta participou da edição de 2024 do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Enduro, promovido em etapa única, nos últimos dias 21 e 23 de junho, em São José dos Campos-SP. Superando desafios, adversários e quaisquer outras dificuldades naturais da modalidade, Baeta conquistou o título de campeão brasileiro de Enduro 2024, na categoria Master B.

Bruno Baeta fatura o Brasileiro de Mountain Bike Enduro

O friburguense Bruno Baeta deu show novamente, e manteve a rotina de conquistas e ótimos resultados sobre duas rodas. O atleta participou da edição de 2024 do Campeonato Brasileiro de Mountain Bike Enduro, promovido em etapa única, nos últimos dias 21 e 23 de junho, em São José dos Campos-SP. Superando desafios, adversários e quaisquer outras dificuldades naturais da modalidade, Baeta conquistou o título de campeão brasileiro de Enduro 2024, na categoria Master B.

O friburguense competiu com sua bike no Mobai Bike Park, participando inicialmente da bateria de treinos livres. Segundo relato, em um terreno bastante duro e seco. Para a participação nesta prova, foram oito especiais cronometradas, sendo quatro no sábado e quatro no domingo. No sábado, 22, os treinos aconteceram pela manhã, e a largada, à tarde. No domingo, essa mesma programação se repetiu.

No primeiro dia, Bruno Baeta finalizou na segunda posição, após quatro especiais, e no domingo, conseguiu chegar à primeira posição, garantindo assim a conquista nacional. “Foi uma prova muito difícil e dura. Para quem não conhece o enduro, a modalidade une o downhill e um pouco do mountain bike. Tudo isso dentro do tempo. Caso atrase de uma especial para outra, o tempo já está correndo. No fim a somatória dos tempos mais baixa das especiais define as posições dentro da categoria”, resume.

Além das dificuldades pontuadas, Baeta ainda teve que encarar a adaptação melhor dos anfitriões ao terreno, algum que conseguiu a partir do talento e da dedicação ao seu processo de preparação.

“Muito difícil chegar dentro de um bike park, onde os locais estão acostumados com as pistas. Mas graças a Deus, me dediquei muito para essa etapa, me concentrei e no fim deu tudo certo. Só tenho a agradecer a todos que sempre torceram e torcem por mim. Amigos, família e Deus, além dos apoios de empresas, Secretaria de Esportes de Nova Friburgo e o programa Bolsa Atleta”, disse.

 

Desafio

Frizão participará do Carioca A2 nas categorias sub-15 e sub-17

Foram sorteados, na sede da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), os grupos e a tabela da Série A2 Carioca Sub-15 e Sub-17, que tem participação também de clubes das séries B1 e B2. O Friburguense é uma dessas equipes, e estará no grupo A, juntamente com América, Maricá, Duque de Caxias, Resende, Americano, Serrano, Belford Roxo, Barra Mansa e Zinza. O primeiro desafio será o duelo com o Paduano, no dia 3 de agosto, no Eduardo Guinle.

O sorteio foi realizado por Rodrigo Molina, membro do Departamento de Competições da Ferj, sendo acompanhado presencialmente por Bruno Corrêa e Sérgio Marinho, diretores do Araruama, uma das equipes participantes da competição. A chave B terá Cabofriense, Artsul, Petrópolis, Olaria, Araruama, Nova Cidade, Macaé Esporte, Paduano, Serra Macaense e Campo Grande.

De acordo com o regulamento, os times de um grupo enfrentam as equipes do outro, e ao final de dez rodadas, com a classificação realizada em cômputo geral, do 1º ao 20º colocado, a primeira colocada será a campeã da Taça Santos Dumont. Os oito primeiros colocados avançam para as quartas de final, sendo que as quatro primeiras mandarão os jogos em casa e jogarão por empate.

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    Baeta brilha em São Paulo e trouxe mais um título nacio-nal para Nova Friburgo (Foto: Divulgação)

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    Atleta friburguense acrescenta mais um troféu à sua vasta galeria de conquistas (Foto: Divulgação)

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    Competição, realizada em três dias, desafiou a resistência e a técnica dos ciclistas (Foto: Divulgação)

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As rodoviárias dos sem teto

terça-feira, 02 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Sou friburguense, mas há cerca de dez anos moro em São Fidélis. Vim a minha cidade natal no último fim de semana visitar parentes e fiquei chocada ao desembarcar do ônibus na rodoviária norte, no bairro Duas Pedras, e me deparar com famílias inteiras, literalmente morando em uma das laterais do terminal, na plataforma de embarque dos táxis. Era noite, fazia frio e um grupo de, pelo menos, oito homens e mulheres se acolhiam sob cobertores e caixas de papelão que serviam de colchão. Muito triste uma cena assim.

“Sou friburguense, mas há cerca de dez anos moro em São Fidélis. Vim a minha cidade natal no último fim de semana visitar parentes e fiquei chocada ao desembarcar do ônibus na rodoviária norte, no bairro Duas Pedras, e me deparar com famílias inteiras, literalmente morando em uma das laterais do terminal, na plataforma de embarque dos táxis. Era noite, fazia frio e um grupo de, pelo menos, oito homens e mulheres se acolhiam sob cobertores e caixas de papelão que serviam de colchão. Muito triste uma cena assim. Ao me deslocar, no sábado, de ônibus, até o centro da cidade, tive outra triste surpresa ao chegar na rodoviária urbana, na Praça Getúlio Vargas: mais famílias morando no terminal. Parecia um grupo de alcoólatras. Faziam muita algazarra. Sei que é difícil convencer esses moradores de rua a irem para um abrigo, mas a prefeitura deveria intensificar uma campanha de convencimento desse público, com psicólogos e até mesmo a participação das pastorais sociais das igrejas. Além de comprometer a bonita imagem da cidade, o clima frio é um agravante para uma situação tão deprimente como essa.” 

Maria Izabel Carneiro 

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A VOZ DA SERRA sabe a arte da informação

terça-feira, 02 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“Um coração forte para enfrentar o inverno” – Com esse tema, o Caderno Z elaborou uma pauta pra lá de quente para que possamos enfrentar as baixas temperaturas que já estão colocando as manguinhas de fora. Eu, que já estava quase simpatizando com o frio, desconstruí todo o meu esforço em recebê-lo de braços abertos, pois, nesta época, o frio “aumenta as chances de problemas cardíacos”.

“Um coração forte para enfrentar o inverno” – Com esse tema, o Caderno Z elaborou uma pauta pra lá de quente para que possamos enfrentar as baixas temperaturas que já estão colocando as manguinhas de fora. Eu, que já estava quase simpatizando com o frio, desconstruí todo o meu esforço em recebê-lo de braços abertos, pois, nesta época, o frio “aumenta as chances de problemas cardíacos”. Lembro-me de quando, em torno dos meus 16 anos, no Colégio Modelo, eu tinha um caderno poético, onde escrevi: “É maravilhoso sentir frio nas mãos, no rosto, enquanto, por dentro, o coração anda aquecido de sonhos e de esperanças”. A vida parecia um mar de rosas, sem espinhos...

O frio requer proteção e “aquecer o corpo e a mente é uma iniciativa importante na saúde do coração durante o inverno”. Para aquecer a mente, o essencial é desenvolver atividades que tragam tranquilidade, lazer e bem-estar. O frio intenso e por períodos prolongados deve ser tratado com roupas especiais, luvas, gorros e até aquecedores de bolso para aquecer mãos e dedos. Mas um detalhe importante: “Engana-se quem acha que bebida alcoólica aquece. A princípio, pode parecer que o álcool gera um calor agradável. Mas ele dilata os vasos sanguíneos... a pele pode parecer quente, mas o corpo está congelando, algo que talvez demoremos a perceber...”. 

Em meio ao frio, um “coração em chamas”? Na mais sensível poética,  Wanderson Nogueira se aventurou na metafórica prescrição: “Nesses dias de temperaturas baixas é necessário, nos dias de quentura é essencial. Coração em chamas não queima em fagulhas, incendeia o dia de vivacidade e invade o corpo inteiro, os pensamentos, os desejos que, consumados, querem se repetir e se repetir mil vezes mais...”. E... Palavreando basta!

O frio é o vilão de julho e agosto, tendo até dado uma boa folga para os friburguenses nos meses de maio e junho, quando tivemos dias bem quentes. As síndromes respiratórias e os vírus andam às soltas e “cientistas de consórcio europeu mapearam os riscos de nova pandemia causada por vírus de gripe...”. Os especialistas alertam que “as pandemias continuarão a existir. Não dá para prever o futuro, mas dá para se preparar...”. É importante dar atenção ao processo vacinal e que os cuidados sejam mantidos, como lavar bem as mãos, abafar a tosse com os cotovelos, em vez de usar as mãos e demais hábitos de higiene aprendidos durante a crise pandêmica do coronavírus.

Em “Sociais”, a aniversariante do dia 27 de junho, a “ginasta e musicista”, Rafaella, fez 11 anos. Orgulho dos pais, Rodrigo e Lívia e chamego da tia-avó, Andrea Meira, a jovem é destaque na Escola de Música da Euterpe Friburguense, nas aulas de clarinete e canto. Como se não bastasse, a linda menina é aluna do professor Anderson Ferreira Erthal, nas aulas de teclado, na Oficina Escola de Artes de Nova Friburgo. É um deslumbre ouvi-la tocar “Pour Elise”, de Beethoven. Parabéns, amiguinha! Felicidades!

A notícia que nos surpreendeu, com certa indignação, eu creio, é o fato de Nova Friburgo não figurar entre as 100 melhores cidades do Brasil para morar. Não pergunto nem o que faltou ao nosso município para estar entre os melhores, nem quero tirar o mérito da pesquisa. É como num concurso de trovas, muitas melhores ficam de fora da classificação. Entretanto, dispensando dados e estatísticas, o mais bonito, nessa história toda, é o texto que ilustrou a matéria, de onde destaco trechos: “Com um clima ameno e uma paisagem deslumbrante, a cidade atrai cada vez mais pessoas em busca de tranquilidade e contato com a natureza, sem abrir mão de infraestrutura e serviços essenciais...” E conclui: “Morar em Nova Friburgo é sinônimo de qualidade de vida, com acesso a um ambiente saudável, segurança, infraestrutura adequada e uma rica oferta cultural e de lazer. Para quem busca um refúgio tranquilo e bem estruturado, sem perder o contato com a natureza e a modernidade.”  Independente de pesquisas, Nova Friburgo é um lugar para ser feliz. Cidade ordeira, acolhedora e, naturalmente, linda, onde “o Bengalas desliza sob o olhar do Cruzeiro do Sul...”.

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Sem piedade

terça-feira, 02 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Friburgo Sporting aplica goleada na segunda rodada da Super Copa SAF

Embora equilibrada em mais uma edição, a Super Copa SAF também reserva espaço para goleadas marcantes. E uma delas aconteceu logo na segunda rodada da competição, realizada no último domingo, 30 de junho, no estádio Guilherme Gripp, no distrito de Amparo. O placar elástico contribuiu para um fim de semana com muitos gols: foram 16 em quatro partidas, uma média de quatro por jogo.

Friburgo Sporting aplica goleada na segunda rodada da Super Copa SAF

Embora equilibrada em mais uma edição, a Super Copa SAF também reserva espaço para goleadas marcantes. E uma delas aconteceu logo na segunda rodada da competição, realizada no último domingo, 30 de junho, no estádio Guilherme Gripp, no distrito de Amparo. O placar elástico contribuiu para um fim de semana com muitos gols: foram 16 em quatro partidas, uma média de quatro por jogo.

Na primeira partida, Unidos do Alto e São Pedro confirmaram as expectativas de duelo equilibrado, e ficaram no 2 a 2. Os gols foram marcados por Ricardo e João Pedro, para o time do sétimo distrito, e Carlos Alberto e Luan para a equipe do Alto de Olaria. Logo depois, a grande goleada do fim de semana: o Friburgo Sporting aplicou 7 a 1 no Nilo Martins. Destaque para Ryan e Rulian, que marcaram duas vezes cada. Márcio, João Victor e João Pedro também balançaram as redes, enquanto Jonathan descontou para o Nilo Martins.

Em outro confronto bastante esperado, o Corujão venceu o São Lourenço pelo placar de 1 a 0, em gol assinalado pela arbitragem como contra. Na partida de encerramento da segunda rodada da competição, o Barroso confirmou o bom início e superou os donos da casa, o Amparo, por 3 a 0. Os gols foram marcados por: Luã, Eduardo e Pedro Allan.

Com os resultados, no grupo A, São Pedro e Corujão dividem a liderança, com quatro pontos cada – o time do sétimo distrito leva vantagem no saldo de gols. Amparo, com um ponto, e Nilo Martins, ainda sem pontuar, completam a classificação. Na chave B o primeiro lugar é do Barroso, com seis pontos e 100% de aproveitamento, seguido por Friburgo Sporting, com quatro, Unidos do Alto, com dois pontos e São Lourenço, ainda zerado.

A terceira rodada da Super Copa será promovida no próximo domingo, 7, no estádio João Mendes da Silva, no distrito de São Pedro da Serra. A partida entre São Lourenço x Nilo Martins será a primeira promovida no campo do sétimo distrito, às 9h. Logo depois, o clássico do bairro Olaria, entre Corujão x Unidos do Alto, vai ser atração. Às 12h45, Amparo e Friburgo Sporting se encaram na briga pelos três pontos. O time da casa, o São Pedro, entra em campo às 14h45, para enfrentar o Barroso.

Os jogos da Super Copa SAF acontecem em turno único, e as equipes dos grupos enfrentam as do outro chaveamento. A competição foi idealizada pela SAF Assistencial, sendo organizada pela Liga Nova Friburgo de Desportos, com coorganizacão da Secretaria Municipal de Esportes de Nova Friburgo.

 

Tabela da primeira fase

1ª rodada - 23 de junho

Local: Estádio Márcio Branco (Stucky)

 

Friburgo Sporting 2 x 2 Corujão

Nilo Martins 0 x 1 Barroso                    

Unidos do Alto 1 x 1 Amparo   

São Pedro 3 x 0 São Lourenço           

 

2ª rodada - 30 de junho

Local: Estádio Guilherme Gripp (Amparo)

 

Unidos do Alto 2 x 2 São Pedro

Nilo Martins 1 x 7 Friburgo Sporting   

Corujão 1 x 0 São Lourenço   

Amparo 0 x 3 Barroso

 

3ª rodada – próximo domingo, 7

Local: Estádio João Mendes da Silva (São Pedro)

 

9h - São Lourenço x Nilo Martins

10h45 - Corujão x Unidos do Alto

12h45 - Amparo x Friburgo Sporting

14h45 - São Pedro x Barroso

 

4ª rodada - 14 de julho

Local: Estádio Manoel Cabral Sobrinho (São Lourenço)

9h - Friburgo Sporting x São Pedro

10h45 - Barroso x Corujão

12h45 - Nilo Martins x Unidos do Alto

14h45 - São Lourenço x Amparo

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    Alto e São Pedro fizeram jogo movimentado e ficaram apenas no empate (Foto: Rafael Seabra)

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    Goleada do Friburgo Sporting foi o grande destaque da segunda rodada (Foto: Rafael Seabra)

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    Maior campeão, o Corujão conquista a sua primeira vitória na edição de 2024 (Foto: Rafael Seabra)

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    Mesmo em casa, Amparo não conseguiu parar o bom time do Barroso (Foto: Rafael Seabra)

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Construir pontes de reconciliação, de inclusão e de fraternidade

terça-feira, 02 de julho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

O Papa Francisco recebeu na manhã da última quinta-feira, 27 de junho, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). Em seu discurso, o pontífice afirmou que a CAL é chamada a encorajar todos com a simplicidade e a profundidade de quem confia mais no envio missionário e no serviço do que no mero ativismo. “A CAL deve construir pontes de reconciliação, de inclusão, de fraternidade! Pontes que garantam que ‘caminhar juntos’ não seja uma mera expressão retórica, mas uma autêntica experiência pastoral!”, afirmou Francisco.

O Papa Francisco recebeu na manhã da última quinta-feira, 27 de junho, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). Em seu discurso, o pontífice afirmou que a CAL é chamada a encorajar todos com a simplicidade e a profundidade de quem confia mais no envio missionário e no serviço do que no mero ativismo. “A CAL deve construir pontes de reconciliação, de inclusão, de fraternidade! Pontes que garantam que ‘caminhar juntos’ não seja uma mera expressão retórica, mas uma autêntica experiência pastoral!”, afirmou Francisco.

Em sua fala, Francisco se deteve em três perguntas que os participantes da plenária refletem nos dias de trabalho em Roma: que práticas promover com relação ao desenvolvimento na região “tocando a carne sofredora de Cristo nas pessoas”? Como evangelizar a esfera social, promovendo a fraternidade diante do fenômeno da polarização? Que serviço a CAL deve prestar às conferências episcopais, ao Celam e aos dicastérios da Santa Sé?

Essas perguntas, prosseguiu o Papa, não se referem apenas a questões que a realidade atual exige que sejam abordadas, mas também fazem parte da reforma sinodal que toda a Igreja deve adotar para fazer com que a verdadeira face de Jesus Cristo brilhe mais e melhor.

 

Promover a transformação

Na pauta das reflexões, o documento sobre a reforma da Cúria Romana, constituição Praedicate evangelium, foi citado pelo Papa como orientação para fazer da CAL uma “diaconia” que permita à Igreja na América Latina experimentar a atenção e o afeto pastoral do Sucessor de Pedro. Assim, a Comissão “é chamada a ser um sujeito ativo que promove a transformação necessária que todos nós precisamos, ou seja, ajudar com discrição, prudência e eficácia para garantir que vivamos a sinodalidade – a dimensão dinâmica da comunhão – para caminhar juntos na América Latina, movidos pelo Espírito do Senhor”.

Francisco mencionou as palavras discrição, prudência e eficácia para enfatizar que a CAL não é chamada a substituir nenhum ator na vida eclesial latino-americana. Mas, sim, a encorajar todos eles, com a simplicidade e a profundidade de quem confia mais no envio missionário e no serviço do que no mero ativismo.

Assim fazendo, a CAL deve promover com todos os seus interlocutores, tanto na Santa Sé como no Celam, Ceama, Clar e todos os organismos eclesiais que servem direta ou indiretamente a Igreja na América Latina, um estilo sinodal de pensar, sentir e fazer.

 

Inspiração em São Juan Diego

Nesse aspecto, a CAL e a Igreja na América Latina podem encontrar uma profunda fonte de inspiração em São Juan Diego. Como sabemos, ele era um nativo extremamente modesto e simples. A Virgem não o escolheu por sua erudição, suas habilidades organizacionais ou suas relações com o poder. Pelo contrário, Santa Maria de Guadalupe se comove porque sabe que é pequeno.

Nessas cenas, podemos ver, com simplicidade e profundidade, a sinodalidade e a comunhão simultâneas. O fiel leigo proclama as boas novas, confiando fundamentalmente na dimensão eclesial e sobrenatural de sua missão, e não tanto em sua própria força. Essa é uma bela experiência de conversão sinodal!

O resultado desse exercício sinodal e comunitário não são apenas as rosas que aparecem na frente de todos, não apenas a imagem milagrosa impressa na tilma [manto] do santo, mas também o início de um processo de reconciliação fraterna entre povos inimigos. Um processo que nunca foi perfeito, mas que, sem dúvida, contribuiu para o nascimento de uma nova realidade na América Latina. Em outras palavras, a sinodalidade ad intra produz frutos de fraternidade ad extra.

Esse é o estilo inspirador que a CAL deve promover em toda a região da América Latina e, quando necessário, além de suas fronteiras. Inspirar e não impor. Inspirar, motivar e provocar a liberdade para que cada realidade eclesial e social discirna seu próprio caminho, seguindo também as moções do Espírito, em comunhão com a Igreja universal.

A CAL deve construir pontes de reconciliação, de inclusão, de fraternidade. Pontes que garantam que “caminhar juntos” não seja uma mera expressão retórica, mas uma autêntica experiência pastoral!

Por fim, Francisco recordou que estamos nos aproximando do Jubileu Ordinário em 2025. Depois de citar a bula Spes non confundit disse que está confiante de que todos os membros da CAL participarão ativamente, convidando o povo de Deus a peregrinar e a proclamar a mensagem de esperança que toda a região precisa urgentemente ouvir e redescobrir. “Que Santa Maria de Guadalupe, ‘Mãe do verdadeiro e único Deus, aquele que é o autor da vida’, nos sustente e nos encoraje a perseverar em nosso esforço conjunto para tornar a Igreja uma comunidade cada vez mais no estilo de Jesus. E, por favor, não se esqueçam de orar por mim”.

 

Participações do Brasil

São membros brasileiros da Comissão para a América Latina os cardeais dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador; dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro; e dom Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília. Também o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB e do Conselho Episcopal Latino Americano (Celam), dom Jaime Spengler, que participam da assembleia. Outro brasileiro na comissão é o padre Alexandre Awi Mello, que atua como conselheiro da CAL.

O cardeal Orani Tempesta, explicou em suas redes sociais que a CAL foi criada pelo Papa Paulo VI e tem como finalidade contribuir para o relacionamento das igrejas da América Latina, do Celam e com a Santa Sé. “Nesta Plenária estamos discutindo o documento de reforma da Cúria Romana, o Praedicate evangelium, avançando em como podemos trabalhar ainda mais com todas as dificuldades que existem na questão da evangelização, da missão e da pobreza na América Latina”, partilhou.

Fonte: CNBB

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Anfitrião

sábado, 29 de junho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Nova Friburgo sedia a Copa do Interior de Futebol de Mesa

        Uma das cidades que respiram futebol de mesa no Estado do Rio de Janeiro, Nova Friburgo foi a sede para a disputa da Copa do Interior de Equipes 2024, modalidade Dadinho. O evento foi realizado no último domingo, 23, no Ginásio Poliesportivo Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino. A competição contou com 14 equipes, entre elas o Nova Friburgo F.C. e o Friburguense, representantes do município.

Nova Friburgo sedia a Copa do Interior de Futebol de Mesa

        Uma das cidades que respiram futebol de mesa no Estado do Rio de Janeiro, Nova Friburgo foi a sede para a disputa da Copa do Interior de Equipes 2024, modalidade Dadinho. O evento foi realizado no último domingo, 23, no Ginásio Poliesportivo Alberto da Rosa Pinheiro, no distrito de Conselheiro Paulino. A competição contou com 14 equipes, entre elas o Nova Friburgo F.C. e o Friburguense, representantes do município.

        Com sete vitórias, um empate e apenas uma derrota, o título da Série Ouro foi conquistado pelo Flamengo, após o triunfo, por 2 a 0, sobre o América “A”. Na Série Prata, a luta pelo troféu de campeão também foi emocionante. Na decisão, o River, que tinha a vantagem do empate, ficou no 1 a 1 com o São Cristóvão e foi ao lugar mais alto do pódio. O Nova Friburgo terminou na 3ª colocação, sendo representado por Tiago, Anderson, Vinícius e Kojala.

        A primeira fase foi dividida em duas chaves de sete equipes. Após sete rodadas, o Grupo A teve a Liga Fonte em primeiro lugar, com 14 pontos ganhos, seguida por Friburguense (12), Piedade (10), América “B” (8), São Cristóvão (6), Humaitá (4) e Light (1). No Grupo B, a liderança ficou com o Fluminense, que somou 16 pontos ganhos, e ficou à frente de Vasco (15), Flamengo (13), América A (9), Nova Friburgo (1) e Olaria (1).

        Nas quartas de final da Série Ouro, quatro jogos eletrizantes: o América A bateu a Liga Fonte (4 a 0), o Fluminense eliminou o América “B” (2 a 1), o Flamengo passou pelo Friburguense (3 a 1) e o Vasco da Gama fez 3 a 0 no Piedade. Nas semifinais, enquanto os rubros fizeram 3 a 0 nos cruzmaltinos, os rubro-negros passaram pelos tricolores (2 a 1).

        Já na finalíssima, apesar da vantagem do empate, o Flamengo se impôs e assegurou o título com atuações precisas de Wellington, Ricardo Mendonça, Lucas Mendonça e Belga, sob a supervisão do técnico Tavares.
        Nas quartas de final da Série Prata, o Olaria passou pelo Humaitá (1 a 0), enquanto o Nova Friburgo, que precisava do empate para se classificar, ficou no 1 a 1 com a Light. Nas semifinais, foi a vez do São Cristóvão fazer valer a igualdade: 2 a 2 com o Nova Friburgo e garantir vaga na decisão contra o River, que passou pelo time Bariri: 2 a 0.

        Na luta pelo troféu de campeão, a agremiação de Piedade, mais experiente, assegurou o 1 a 1, placar suficiente para ir ao lugar mais alto do pódio.

 

Classificação

1º Flamengo

2º América “A”

3º Fluminense

4º Vasco

5º Liga Fonte

6º Friburguense

7º Piedade

8º América “B”

9º River

10º São Cristóvão

11º Nova Friburgo

12º Olaria

13º Humaitá

14º Light

  • Foto da galeria

    Friburguense foi um dos representantes de Nova Friburgo na Copa do Interior (Foto: Divulgação)

  • Foto da galeria

    Botonistas do município tiveram excelente desempenho durante a disputa da competição (Foto: Divulgação)

  • Foto da galeria

    Ginásio Alberto da Rosa Pinheiro recebeu dezenas de mesas e atletas, em mais um momento especial para o Futmesa friburguense (Foto: Divulgação)

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Mercadão e Odontologia: é ódio político

sábado, 29 de junho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 29 e 30 de junho de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Edição de 29 e 30 de junho de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

Manchetes

Mercadão e Odontologia: é ódio político - Não há mais condições de se entender o que se passa com Nova Friburgo. A municipalidade está passando por uma crise de ódio político e expande suas garras em prejuízo da população. Um dos mais modernos prédios do Estado do Rio, construído para abrigar o Instituto Odontotécnico, em Duas Pedras, está fechado sob alegação de “irregularidades na construção”. O Mercado Municipal Presidente Médici está às moscas sob alegação de “irregularidades na construção”. É uma fase infeliz para Nova Friburgo que ficará conhecida, nas próximas gerações, como a Idade da Estagnação.

Táxis: prefeitura tem medo do problema - Os 850 proprietários de táxis em Friburgo estão a espera de medidas orientadoras que deveriam vir do Departamento de Posturas da municipalidade. Os motoristas e usuários querem um tabelamento ou taxímetros para as corridas que, no momento, são cobradas indiscriminadamente. A prefeitura, ao que parece, tem medo de tocar no problema pois poderia vir ferir a interesses políticos ou melindrar os motoristas de táxis. 

Haga tem novo incêndio - A seção de tintas da Fábrica Haga voltou pela terceira vez este ano a pegar fogo com novos prejuízos para aquela indústria friburguense. Ao local compareceram duas viaturas com nove homens do Corpo de Bombeiros de Friburgo que, após lutar com as chamas durante uma hora, conseguiram debelar o incêndio, com a ajuda do corpo de segurança da Haga. Os engenheiros da indústria de ferragens estão agora querendo saber a causa de seguidos incêndios, mas já admitem que seja provocado por um tipo especial de tinta.  

Rua 7: ponte, um novo matadouro - Não há maneira mais triste de explicar a medida da Prefeitura de Nova Friburgo em rebaixar a ponte da Rua 7 como um desejo inconsciente de agredir a obra do DER, ou mais especificamente à gestão do engenheiro Heródoto Bento de Mello. O registro do trânsito aponta naquele local apenas três choques de veículos no último ano.

Bloquetes derrapam - Os bloquetes que a prefeitura está colocando na principal artéria da cidade, a Avenida Alberto Braune, são derrapantes e vão favorecer o índice de acidentes e desastres naquela avenida. Esta é uma denúncia de alguns turistas que vieram à Friburgo na última semana.

 

Pílulas

Alguns dos nossos queridos coleguinhas, aguerridos e “caros” defensores do Moisés-Caboclo no afã de ver quem agrada mais, nos culpam da série de besteiras que vem sendo feita, e aí que somos forçados a admitir a nossa culpa, pois se não trouxéssemos a público esses erros, a prefeitura não precisaria gastar tanta verba em publicidade, e talvez esse dinheiro (cujas faturas são sempre pagas em dia, essas não atrasam) pudesse ser destinado aos servidores municipais.  

As acusações que são feitas e denunciadas pela oposição nunca recebem respostas diretas, pois contra fatos não podem e nunca existiram argumentos. Então vamos aos fatos: consta que a prefeitura municipal desde fevereiro de 1974 não recolhe à agência da Caixa Econômica Federal as importâncias que são descontadas dos funcionários que obtiveram empréstimos daquela entidade, através de consignação em suas folhas de pagamento. Essa retenção tem um nome, e a Procuradoria da prefeitura ao invés de se preocupar com interpelações fantasiosas poderia muito bem lembrar ao chefão a irregularidade desse ato. 

 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Antonio Folly (2 de julho); Heleno Nunes (3); Justino Flávio Folly e Francisco Nunes Pinto (3); Mário Lyra de Souza Lemos e Mário Sérgio Ventura (5); Rubem Máximo e José Vieira (6); Néa Schuabb, Noberto Rocha e Danilo José Bizzotto (7).

Foto da galeria
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RJ-150 esburacada

sábado, 29 de junho de 2024
por Jornal A Voz da Serra

“É inadimissível o descaso que o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio, o DER, tem com as estradas do interior. Temos em Nova Friburgo uma regional deste órgão e nem assim, as rodovias estaduais que cortam nossa cidade são atendidas por um serviço a contento. A RJ-150, que liga Friburgo a Amparo e São José do Ribeirão, é uma vergonha. Cheia de buracos. O que o DER já gastou com maquiagens nas rotineiras operações tapa-buracos daria para recuperar todo o asfalto. Temos na cidade uma usina de asfalto. Porque então não se faz uma parceria com a prefeitura?.

“É inadimissível o descaso que o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio, o DER, tem com as estradas do interior. Temos em Nova Friburgo uma regional deste órgão e nem assim, as rodovias estaduais que cortam nossa cidade são atendidas por um serviço a contento. A RJ-150, que liga Friburgo a Amparo e São José do Ribeirão, é uma vergonha. Cheia de buracos. O que o DER já gastou com maquiagens nas rotineiras operações tapa-buracos daria para recuperar todo o asfalto. Temos na cidade uma usina de asfalto. Porque então não se faz uma parceria com a prefeitura?. O DER entra com a mão de obra e o município com a massa asfáltica. Simples, não é?.”    

Eliezer Constantino 

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