Nem todo dezembro é de graças, como nem todo fevereiro é de carnaval. Toda essa festa e toda essa intenção de fartura escondem muitas das misérias e também das riquezas humanas. Traz saudades imensas, algumas recheadas de dores profundas, outras de vivências que, apesar de impossíveis de se repetirem, são provas de que o amor habitou o peito.
Essa mania de nos imporem um estado de espírito coletivo não precisa ser comprada como os adquiridos presentes amontoados das vitrines capitalistas. Ser solidário apenas em dezembro é tapear o sono do resto do ano inteiro. Nossa humanidade é...
