Nesta semana, fomos surpreendidos com a atordoante notícia de que faltava oxigênio no pulmão do mundo, ocasionando a morte coletiva de manauaras por asfixia. Parece absurdo, mas é a triste realidade que estamos enfrentando no país. A falta de uma das principais armas na luta para salvar vidas vítimas da Covid-19.
Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana

A Voz da Diocese
a voz da diocese
Buscando trazer uma palavra de paz e evangelização para a população de Nova Friburgo.
Lembramos essa semana os dez anos da tragédia climática que assolou a Região Serrana do Rio de Janeiro. O dia 12 de janeiro de 2011 ficou marcado no coração e na mente de todos os que viveram e sobreviveram a este acontecimento fatídico. As marcas são visíveis e incontáveis, muitos ainda convivem com as dores e o medo, consequências de uma noite de pavor.
Friburgo foi a cidade mais atingida da região, contabilizando 429 mortes e inúmeros desabrigados. Mas, em meio ao caos, os moradores da cidade viram florescer a esperança regada pela solidariedade.
Ao iniciar um novo ano, um novo ciclo de vida, de sonhos e experiências, renasce no coração da humanidade a esperança de um futuro melhor. O ano de 2021 não seria diferente. Na verdade, a expectativa desta nova fase deu-nos forças para chegar ao fim de 2020, superando cada adversidade que nos sobreveio.
“Ainda que a figueira não floresça, nem a vinha dê seus frutos, a oliveira não dê mais o seu azeite, nem os campos, a comida; mesmo que faltem as ovelhas nos apriscos e o gado nos currais: mesmo assim eu me alegro no Senhor, exulto em Deus, meu Salvador!” (Hab 3,17-19)
“E a luz brilha nas trevas, e as trevas não a dominaram” (Jo 1,5).
Esta semana a liturgia da Igreja Católica celebrou o ‘Domingo Gaudete’, conhecido como o Domingo da Alegria. Isto inspirado pelas palavras do apóstolo Paulo na segunda leitura: “Estai sempre alegres!” (1Ts 5,16). É verdade que, à primeira vista, estas palavras nos incomodam profundamente. Questionamentos como: não posso me entristecer? Como ser alegre o tempo todo com tudo isto que está acontecendo ao nosso redor? São apenas alguns dos que vêm em nossa mente.
Seguindo nossa reflexão sobre o Advento – tempo de preparação para o Natal - somos chamados a olhar com atenção e esperança o momento crítico da história que estamos vivendo. Assim como os povos ansiavam a vinda do Messias para libertá-los do poder das trevas e do pecado e de toda opressão, esperamos ansiosos pela celebração do Natal e pela superação da crise mundial gerada pelo coronavírus.
No último domingo, 29 de novembro, iniciou-se o tempo litúrgico do Advento, um momento de espera e preparação para o Natal. A cada ano a liturgia da Igreja nos faz recordar que o Senhor do Tempo entrou no tempo para dar novo significado à história da humanidade, e fez de cada instante porta para a eternidade (cf. YouCat, 184-185).
“A carne mais barata do mercado é a carne negra”. Esta música composta por Seu Jorge, Marcelo Yuca e Wilson Capellette, que ganhou espaço na Música Popular Brasileira na voz de Elza Soares, enaltece as qualidades, por muitos ignorada, da população negra na construção deste país. Mas, ao mesmo tempo, denuncia feridas abertas da sociedade brasileira: a desvalorização, o descaso, a falta de respeito, a segregação, o preconceito...
No último domingo, 15, celebramos o Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco há quatro anos. A referida data tem como principal intenção conduzir nossa reflexão e atenção às necessidades dos irmãos menos favorecidos e à nossa responsabilidade na construção de um mundo melhor.