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A VOZ DA SERRA é o néctar da informação friburguense

segunda-feira, 25 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Já pensou percorrer dentro do nosso país, uma trilha de 4.500 quilômetros, onde o roteiro começa no Rio de Janeiro indo até o Rio Grande do Sul? Isso é mais uma prova da extensão do Brasil que, não sem razão, é chamado de “gigante pela própria natureza”, nos versos do Hino Nacional. O Caderno Z nos trouxe a façanha de Julieta Santamaria, uma argentina que está em terras brasileiras há um ano. Por seu interesse pelo “mundo das trilhas”, a jovem portenha, de 25 anos, soube da existência do Caminho da Mata Atlântica e resolveu encarar o desafio que começou há mais de 15 dias.

Já pensou percorrer dentro do nosso país, uma trilha de 4.500 quilômetros, onde o roteiro começa no Rio de Janeiro indo até o Rio Grande do Sul? Isso é mais uma prova da extensão do Brasil que, não sem razão, é chamado de “gigante pela própria natureza”, nos versos do Hino Nacional. O Caderno Z nos trouxe a façanha de Julieta Santamaria, uma argentina que está em terras brasileiras há um ano. Por seu interesse pelo “mundo das trilhas”, a jovem portenha, de 25 anos, soube da existência do Caminho da Mata Atlântica e resolveu encarar o desafio que começou há mais de 15 dias.

Julieta conta o que a impulsionou para a jornada: “tem muitas coisas que gostaria de aprender. Nesse mundo é difícil ver uma mulher viajando sozinha, pelas coisas que acontecem, mas hoje, com as redes sociais, acho maneiro que outras mulheres possam perceber que também podem viajar, seguir seus sonhos, independentemente de quais sejam...”. O percurso passa em 132 municípios, cinco estados e duas macrorregiões. 

Para a trilheira, a travessia, que já tem mais de 900 km de sinalização, é também “uma forma de gerar um interesse nas pessoas sobre o fato de preservar o meio em que se vive, que sem ele não poderíamos ter a vida que temos”. E completa: “gosto muito de viajar, conhecer pessoas, trocar ideias, ouvir as histórias. E fazer essa caminhada me permite tudo isso e seguir acreditando na bondade das pessoas”.

Essa bondade que Julieta afirma está dentro dela, a partir de seu olhar atento para o seu entorno. Não há dúvidas de que as pessoas que se aventuram em longas jornadas em contato com a natureza, saindo dos holofotes urbanos para as luzes naturais, elas encontram uma paz de espírito e uma visão de mundo melhor. Seguir a jovem no Instagram - @Julisantta - há de ser uma experiência prazerosa e enriquecedora para todos. É um modo de usufruir de algo bom que não temos no dia a dia, afinal, é preciso ter coragem, oportunidade e desprendimento, numa entrega total com o mestre interior, aquele que nos guia por onde forem os nossos caminhos. Sucesso, moça! Dê notícias.

A charge de Silvério colocou o Cão Sentado de orelha em pé e as chuvas previstas para o fim de semana vieram até brandas, em Nova Friburgo. Sem relâmpagos, sem aquela ventania costumeira que bate portas e arranca telhados, a chuva veio de mansinho, dando tempo a quem precisava se proteger. Ninguém pense que o serviço de meteorologia “falhou”. Pelo contrário, a prevenção vale muitas vidas. Entretanto, há que se rever as condições do Rio Bengalas que, mesmo com a chuva rápida e silenciosa, o rio triplicou o volume das águas. Sinal de vigilância constante. E o frio, também previsto, colocou as manguinhas e os cobertores de fora. Foi um verdadeiro baque na temperatura.

Quem diria que chegaríamos no tempo em que ouvir música é só uma questão de “streaming”? Somos dos tempos do vinil, quando existia a Casa Edson, a mais moderna em artigos musicais, inclusive. Era o tempo também de sintonizar a Rádio Mundial e ligar o gravador para “salvar”, na fita k7, as nossas preferências. Depois veio o CD, quase desbancando o vinil, seguido pelo pendrive, outra espécie de avanço. O Brasil, graças ao impulso do streaming, está em 9º lugar no ranking fonográfico, pela tecnologia de transmissão de dados pela internet, em especial, de áudio e vídeo, sem a necessidade de baixar os conteúdos. No ranking das músicas mais acessadas, em 2º lugar está “Nosso Quadro”, com Ana Castela, a mais acessada por minha neta Júlia, 8 anos de esperteza.

O Restaurante Trilhas do Araçari, em Mury, dá um banho de originalidade com a sua proposta de despertar a consciência sustentável. Vale a pena conhecer a magia desse lugar que oferece alimentação natural e uma série de eventos, todos focados “em experiências incríveis”, que vão além da gastronomia vegetariana. Uma boa oportunidade será visitar o espaço nos dias 29 e 30 de março, das 11h às 17h e curtir o evento “Edição Páscoa”.  Tem até exposição de vários artistas da região com produtos sustentáveis e artesanais. E o visitante pode participar do “colha e pague”. Vamos lá!

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Semana Santa: quem tem medo da cruz?

segunda-feira, 25 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Entramos na Semana Santa. Neste final de Quaresma, façamos uma profunda reflexão-preparação espiritual.

Quem tem medo da cruz? Resposta: todos nós. Não fomos feitos para a cruz. Fomos gerados para a luz, para a vida. A cruz assombra, assusta, frustra, entristece. Faz fenecer todo sonho, o brilho dos olhos, a paz do coração. Faz perecer o voo, o projeto da ave, agora amarrada e sangrada. A cruz é terrível. É o nada travestido de dor, o vazio do abandono, o frio do desmonte existencial.

Entramos na Semana Santa. Neste final de Quaresma, façamos uma profunda reflexão-preparação espiritual.

Quem tem medo da cruz? Resposta: todos nós. Não fomos feitos para a cruz. Fomos gerados para a luz, para a vida. A cruz assombra, assusta, frustra, entristece. Faz fenecer todo sonho, o brilho dos olhos, a paz do coração. Faz perecer o voo, o projeto da ave, agora amarrada e sangrada. A cruz é terrível. É o nada travestido de dor, o vazio do abandono, o frio do desmonte existencial.

Quem tem medo da cruz? Todo ser sensato tem. Mas a pergunta é outra: quem ou o que venceria o Amor? O que ou quem derrotaria a Luz? E a Luz e o Amor têm nome - Jesus, o Homem-Deus Salvador. Não que a cruz não pese ou não doa. Mas, a presença do seu Amor é mais forte do que a morte! O que é a dor do parto em relação à infinita alegria do filho-fruto? O que é a dor do sofrimento terreno perante a alegria estrondeante da eternidade que já pulsa e vibra dentro de nós?

Cristo venceu a cruz, porque era todo Amor. Ele sabia que o Pai não o deixaria. Até por um momento de solidão estremeceu e oscilou na segurança. Mas seu espírito estava entregue. Ele era plena comunhão de Amor e de Luz com o seu Pai. E o Espírito estava com Ele. Ele atravessou o deserto da fome e da sede, do calor e do vento gélido. Ele perseverou fiel na dureza das tentações. Sempre nos nossos momentos de fraqueza aparecem as portas largas do fácil e do mal. É mais cômodo jogar a toalha. É mais prático também mais covarde abandonar o navio, a luta, a causa. Perder os princípios, compactuar com a mentira. Fazer o jogo, vender a alma, ganhar tesouros, curtir o egoísmo-prazer. Adorar o poder, garimpar o dinheiro. É o movimento-alucinação do mundo, do nosso mundo roleta russa. Salve-se quem puder!

Ao contrário, o Mestre sustentou a caridade com a fibra do despojamento e da humildade, com a força divina da constância. A estabilidade do Bem, sem máscara, sem terceiras intenções, sem hipocrisia, sem autopromoção. A generosidade sempre pronta daquele que tinha no cotidiano de cada dever-missão o tempero do sentido maior do coração: a felicidade do outro, o crescimento do irmão-amigo, a salvação da amiga-irmã. A cruz só prevalece quando não temos a Luz e o sentido! Quando possuímos um porquê, então fazemos a oferenda, entregamos o sacrifício. Cada dor é doação, é oferta. É "por eles" que caminhamos. É "por eles" que sofremos. É "por eles" que não desistimos e enfrentamos tudo e não cedemos à infidelidade. É "por eles", gratuitamente, já nos dispensando do "obrigado" e da necessidade lógica da gratidão e do retorno. Como é o Amor de Cristo, puro e gratuito, só para que todos nós nos libertássemos. E isso já é uma imensa felicidade!

Se pudermos plantar a semente e fazer crescer alguém, isto já é um bálsamo de Deus que diz a nós ao ouvido e ao coração: "É por aí! Vai, continua, sê feliz!" Não importa o peso do madeiro, mesmo que diário. Transcenderemos o calvário, os chicotes, as cusparadas, as zombarias, a lança da traição, a sensação de abandono... Não fugiremos da missão, pois o nosso sangue é semente, nossa vida é geradora de tantas vidas e esperanças. Se a cada passo o Amor ilumina, a cruz que era nada, se torna instrumento-caminho do Tudo. O que era fim se transforma em meio. O que aniquilava, agora amadurece e reforça o valor da meta. O muro aparentemente intransponível é, na verdade, somente um obstáculo para o corredor que tem como ideal a coroa de louros da vitória. E assim nos libertamos e corremos no certame que nos é proposto rumo à realização eterna de Deus.

Não queremos ser escravos de ninguém, de nada, nem de nós mesmos. Foi para que fôssemos livres que Cristo nos redimiu, que Ele derramou total e resignadamente seu sangue, vendo em cada dor a nossa liberdade, em cada chicotada, o nosso riso, em cada bofetada, a nossa canção, na coroa de espinhos, a nossa glória. Persevera quem ama. De novo retorna à mente a pergunta: Quem tem medo da cruz? Todos nós temos medo da dor. Mas temos muito mais confiança no Amor que vence o tempo, a força, a mentira e a maldade, porque tem o Poder e a perenidade da Verdade - a única estrada que nos pode dar a vitória-felicidade-ressurreição!

 

Padre Luiz Cláudio Azevedo de Mendonça

Assessor Eclesiástico da Comunicação Institucional

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Unânime

segunda-feira, 25 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Gestão de Bachini tem contas de 2023 aprovadas pelo Nova Friburgo

O Conselho Deliberativo do Nova Friburgo Futebol Clube aprovou, por unanimidade, as contas do exercício 2023 da gestão do presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini. A reunião aconteceu na noite da última quarta-feira, 20, na Sede Social, no Centro. O mandatário foi reeleito em janeiro deste ano para presidir o biênio 2024-205, emplacando assim o seu nono mandato consecutivo à frente da instituição.

Gestão de Bachini tem contas de 2023 aprovadas pelo Nova Friburgo

O Conselho Deliberativo do Nova Friburgo Futebol Clube aprovou, por unanimidade, as contas do exercício 2023 da gestão do presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini. A reunião aconteceu na noite da última quarta-feira, 20, na Sede Social, no Centro. O mandatário foi reeleito em janeiro deste ano para presidir o biênio 2024-205, emplacando assim o seu nono mandato consecutivo à frente da instituição.

A mesa diretora do evento foi composta por: Carlos Arnaldo Bravo Berbert (presidente do Conselho Deliberativo); Luiz Fernando Bachini (presidente do Conselho Diretor); José Eduardo Valentim (vice-presidente do Conselho Deliberativo); Jorge Luiz Ribeiro de Carvalho (2º secretário); Ivan Gambini (2º tesoureiro) e José Carlos Siqueira (vice-presidente de Desportos Amadores).

“Em conformidade com o artigo 91, inciso I do Estatuto, examinaram, no desempenho de suas funções, documentos, balanços e demonstrativo de receitas e despesas, bem como relatórios que vieram a construir a prestação de contas para o exercício do ano de 2023 (…) Assim sendo, encontramos tudo em perfeita ordem e boa escrita, não havendo dúvidas quanto aos lançamentos, recomendamos a sua inteira aprovação”, destacou o documento assinado pelos membros do Conselho Fiscal, Rômulo Amêndola, Ezio Marques e Joel Duarte.

Participaram da atividade os membros do Conselho Deliberativo, Fiscal e convidados. “A preocupação ao fazer essa prestação de contas foi apresentar as informações financeiras de forma clara e objetiva. Com elas, nós podemos mostrar o que fizemos ao longo do ano de 2023”, afirmou o presidente de Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini.

O presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Arnaldo Bravo Berbert, elogiou o trabalho realizado pelo Conselho Diretor. “Queremos parabenizar o trabalho desenvolvido pelo presidente do Conselho Diretor, Luiz Fernando Bachini. Ele realiza um brilhante trabalho à frente do nosso clube.”

 

Incentivo

Ministério do Esporte cria Programa Paradesporto Brasil em Rede

O Ministério do Esporte instituiu o Programa Paradesporto Brasil em Rede, por meio de portaria assinada na quinta-feira passad, 21. A iniciativa cria uma rede colaborativa de instituições de ensino superior para ofertar atividades paradesportivas gratuitas a pessoas com deficiência, a partir dos seis anos de idade. O mínimo de 50% das vagas será priorizada para meninas e mulheres.

Entre os principais objetivos do programa, estão a promoção de competições, lazer e inclusão social em todas as regiões; o fomento à produção científica e a capacitação de profissionais para atuar em desenvolvimento e gestão de projetos paradesportivos.

Segundo a pasta, o Brasil é uma das maiores potências paradesportivas do mundo. A portaria entra em vigor no dia 1º de abril.

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    Bachini, indo para o nono mandato à frente do clube, teve as contas do ano passado aprovadas (Foto: Divulgação)

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    Reunião contou com a presença de dirigentes e aprovação de forma unânime (Foto: Divulgação)

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Entre jornais, músicas e livros, o que escolher?

segunda-feira, 25 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Os livros nos fazem ter contato com as ideias, inclusive com as mais corriqueiras, que nas mãos de mestres tornam-se textos de qualidade literária, que nos incitam a pensar sobre situações pelas quais passamos e nem notamos. Em cada situação, por mais banal, há um universo de circunstâncias que não deve ficar invisíveis, entretanto fica escamoteado nos meandros das situações. Os escritores experientes sabem pinçar as menores espigas de milho, porém de delicioso sabor.  

O leitor comumente se depara com a pergunta: o que ler agora? 

Os livros nos fazem ter contato com as ideias, inclusive com as mais corriqueiras, que nas mãos de mestres tornam-se textos de qualidade literária, que nos incitam a pensar sobre situações pelas quais passamos e nem notamos. Em cada situação, por mais banal, há um universo de circunstâncias que não deve ficar invisíveis, entretanto fica escamoteado nos meandros das situações. Os escritores experientes sabem pinçar as menores espigas de milho, porém de delicioso sabor.  

O leitor comumente se depara com a pergunta: o que ler agora? 

Há opções. Diante de tantas, há dúvidas entre livros, revistas e jornais. E mais outra de pano de fundo: qual estilo musical pode acompanhar a alimentação da mente e do espírito durante a leitura? A música conforta o leitor, tornando o momento mais agradável. A leitura, acima de qualquer argumento com relação aos seus benefícios ao leitor, tem de ser prazerosa e instigante ao proporcionar a aquisição do saber. Diante de um texto, sempre é possível aprender algo.  

Jornais e revistas mostram a vida com rapidez. Entretanto cada reportagem, além de oferecer informações sobre a atualidade, apresenta elementos ao escritor para desenvolver um conto, romance ou poesia. Possui material rico para inspirá-lo.  As notícias são feitas por pessoas que possuem histórias de vida, além do que os fatos estão inseridos em um contexto presente, com passado e futuro. Já me disseram que bons lugares para o escritor se inspirar podem ser são pontos de ônibus, bancos de praça e delegacias.

Não basta percorrer os olhos pelas páginas dos periódicos. De acordo com os centros de interesse de cada leitor, a leitura pode ser enriquecida com outras e, aí, tem-se uma melhor noção da atualidade na qual estamos inseridos e somos agentes do acontecer. 

Por outro lado, mesmo no mundo ficcional, que, por verossimilhança, se espelha na realidade concreta, as histórias contadas em romances e contos, são construídas a partir de fatos que, por sua vez, poderiam ser motivos para a elaboração de notícias e matérias jornalísticas. 

Cada texto literário pode influenciar outros, inclusive de estilos diferentes. Tudo por conta da magia das palavras! As mesmas palavras podem ser utilizadas na produção textual de contos, poesias, reportagens, pesquisas científicas, romances e crônicas. As palavras têm vida. Por isso o conteúdo da leitura se movimenta no leitor, belisca-o, convida-o a imaginar, conforta-o. 

E, acima de tudo, em cada leitura o leitor pode se encontrar com os sábios, os magos e os espíritos iluminados.

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Feliciano deslancha: está indo de vento em popa

sábado, 23 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Edição de 23 e 24 de março de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes 

Edição de 23 e 24 de março de 1974 

Pesquisado por Thiago Lima

 

Manchetes 

Feliciano deslancha: está indo de vento em popa - Já sagrado candidato da Arena, antes mesmo de qualquer decisão dos órgãos de direção partidária, o ex-prefeito Feliciano Costa, praticamente já iniciou sua luta visando a sua eleição para a Assembleia Estadual. Sua atuação ganha constância, dia a dia, orientada pela experiência de um categorizado “staff”, onde se encontram inteligências políticas de grande destaque em Friburgo. 

Onde anda o projeto do meio ambiente? - Há 3 meses, o vereador Carlos Côrtes Teixeira, num bem elaborado projeto - aprovado por unanimidade dos vereadores - sugeriu ao Poder Executivo a criação de um Conselho Municipal de Defesa ao Meio Ambiente. O projeto foi encaminhado ao prefeito Amâncio de Azevedo, e, sobre o projeto, caiu um silêncio total. O prefeito Amâncio parece pouco interessado em defender e preservar o equilíbrio ecológico da nossa terra, muito mais preocupado que se encontra em poluir o meio ambiente da educação municipal, a exemplo das perseguições que está movendo contras professoras que não rezam pela sua cartilha política. 

Paulo Cordeiro: ARENA está vigilante - Reconhecendo que seus partidários estão sofrendo “perseguições de todo os tipos”. Presidente da Arena afirma que o partido não está impassível e atua no sentido de preservar respeito à Lei contra revanchismo anti-patriótico que atinge lares e famílias. 

Um Mestre vem aí - Autor da obra mais séria (La Genèse de Nova Friburgo) sobre o início da fundação de Nova Friburgo, chegará à cidade no próximo dia 3, o Dr. Martin Nicoulin, suíço-francês, de 30 anos, doutorado em Letras e professor das Universidades de Berna e Fribourg (Suíça), sendo também Diretor da Biblioteca Nacional de Berna. 

Não é bom para os Estados Unidos e é bom para o Brasil? - Se o humorismo popular diz que “não há coisa pior para a saúde do que a doença”, pode-se afirmar agora que não há coisa pior para a doença que certos tipos de remédios (cerca de 110), os quais, já proibidos e condenados nos Estados Unidos, continuam ainda receitados e vendidos nas farmácias do Brasil.

Fusão tem festa: amanhã em Conselheiro - Neste domingo, com uma intensa programação, será festivamente concretizada a fusão Conselheiro & Esperança Futebol Clube, que há meses vinha sendo estudada e elaborada pelas duas diretorias. Com a fusão surgirá um grande clube.  

 

Pílulas

Em política, talvez a ciência mais abstrata que exista, há filósofos e teorias tantas quanto forem os políticos. Uma das mais eficientes manobras dos políticos, ou melhor, dos politiqueiros, é agir de maneira completamente diferente da que for, por eles mesmos, anunciada, e aquela outra também de comprovada eficácia é a de acusar os outros de ter feito o que se faz.   

Por incrível que pareça, essas táticas ainda dão resultado, pois o povo em sua maioria não tem uma maior participação nos tortuosos caminhos que a política percorre, e acredita complacentemente na chamada “verdade oficial” (vide caso Nixon e a sua maioria silenciosa), que invariavelmente predomina sobre a verdade-verdade mesmo. 

 

Sociais

A VOZ DA SERRA registra os aniversários de: Elvirinha Gandur e Neuza Ruiz (25); Wilson Campos e Yedda Pinheiro Arruda (27); Norma Tavares, Lygia Maria Carpenter Meyer e Márcio Jabes Silva (29); Joaquim Pereira Bispo, Sergio Moreira e Telma Rocha (30).

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Dificuldades se multiplicam

quinta-feira, 21 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Tradicional rival do Frizão, Goytacaz pede licença e não jogará a B1

 

        As dificuldades vividas pelos times de menos investimento do Rio de Janeiro são conhecidas e cada vez mais severas. Acompanhamos, pela proximidade, os inúmeros obstáculos enfrentados pelo Friburguense para manter as atividades de base, profissionais e tentar montar um time competitivo, com a meta inicial de voltar a ser protagonista no cenário do futebol estadual. Sem recursos financeiros e com estrutura limitada, a missão é ingrata e repleta de percalços.

Tradicional rival do Frizão, Goytacaz pede licença e não jogará a B1

 

        As dificuldades vividas pelos times de menos investimento do Rio de Janeiro são conhecidas e cada vez mais severas. Acompanhamos, pela proximidade, os inúmeros obstáculos enfrentados pelo Friburguense para manter as atividades de base, profissionais e tentar montar um time competitivo, com a meta inicial de voltar a ser protagonista no cenário do futebol estadual. Sem recursos financeiros e com estrutura limitada, a missão é ingrata e repleta de percalços.

        A situação, contudo, não se limita ao time de Nova Friburgo. Outros clubes, em centros maiores e, em tese, com mais facilidade para buscar investimentos, também atravessam momento semelhante. Prova disso é o tradicional Goytacaz Futebol Clube, de Campos, tido por muitos como a equipe de maior torcida do interior do Estado do Rio de Janeiro.

        Por meio de nota oficial divulgada no último dia 23 de fevereiro, o Goyta afirmou que pediu licença e não irá participar de nenhuma competição profissional em 2024. Neste ano o clube disputaria a Série B1 (terceira divisão do Estadual) – mesmo divisão em que o Tricolor da Serra se encontra – e a Copa Rio (competição esta em que o Friburguense deve herdar a vaga da equipe de Campos).
        Dentre os muitos motivos citados, o clube listou os altos custos cobrados pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), o regulamento das divisões inferiores, falta de investimento da Prefeitura de Campos e não ter auxílio de nenhum investidor.

        Com 111 anos de existência, o Goytacaz disputou a última partida oficial em novembro de 2023, quando perdeu de 2 a 0 para o Duque de Caxias e foi eliminado da Série B1. A equipe foi uma das quatro classificadas para a disputa das semifinais da competição, deixando o Friburguense na 5ª colocação do campeonato.

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    Dificuldades não se resumem ao Friburguense, e são a realidade da grande maioria dos clubes do interior do Rio (Foto: Divulgação)

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    O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou, nesta terça-feira, 19, que os atletas da Rússia e do Belarus não poderão participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. O evento, marcado para 26 de julho, não contará com os atletas destes países, já que eles vão competir sob bandeira neutra. A decisão foi unânime e a lógica é muito clara para nós. Os atletas neutros individuais vão competir como indivíduos, a cerimônia de abertura é um desfile para delegações e times. Eles não estarão em nenhuma delegação, informa James MacLeod, diretor do COI para relações com os comitês olímpicos nacionais. Os países estão banidos por causa das ações na guerra da Ucrânia. Durante os jogos, os atletas não poderão usar cores que remetem aos países e, em caso de medalha, não será executado o hino nacional. Os países também não foram convidados para a cerimônia de abertura. Os atletas vão competir apenas em esportes individuais. (Foto: Divulgação)

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As Heurísticas das finanças comportamentais

quinta-feira, 21 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

As finanças comportamentais representam um campo intrigante que examina como as pessoas tomam decisões financeiras, muitas vezes sob a influência de heurísticas cognitivas. Estas heurísticas, ou “atalhos mentais”, simplificam o processo de tomada de decisão, mas podem resultar em escolhas equivocadas. Quatro das heurísticas mais relevantes neste contexto são a representatividade, ancoragem, disponibilidade e aversão à perda.

As finanças comportamentais representam um campo intrigante que examina como as pessoas tomam decisões financeiras, muitas vezes sob a influência de heurísticas cognitivas. Estas heurísticas, ou “atalhos mentais”, simplificam o processo de tomada de decisão, mas podem resultar em escolhas equivocadas. Quatro das heurísticas mais relevantes neste contexto são a representatividade, ancoragem, disponibilidade e aversão à perda.

Heurística da representatividade: é uma tendência em que as pessoas julgam a probabilidade de um evento com base na sua semelhança com outros acontecimentos conhecidos. No cenário financeiro, isso pode levar a decisões baseadas em padrões percebidos ou narrativas emocionantes, em vez de uma análise objetiva dos dados. Por exemplo, investir em uma empresa simplesmente porque ela parece inovadora, sem investigar seus fundamentos financeiros ou, de fato, a validação de suas inovações.

Heurística da ancoragem: descreve como as pessoas frequentemente ancoram suas decisões em informações iniciais, mesmo que sejam irrelevantes ou enganosas. Isso é observado em negociações de preços ou avaliações de investimento, onde uma oferta inicial pode distorcer significativamente a percepção de valor. Por exemplo, fixar-se em um preço de ações anterior como referência para decidir se comprar ou vender, ignorando informações relevantes recentes. Basicamente, é semelhante à heurística da representatividade com atribuição numérica de preço.

Heurística da disponibilidade: reflete a tendência das pessoas em julgar a probabilidade de um evento com base na facilidade com que exemplos desse evento podem ser lembrados. Isso pode levar a uma superestimação de eventos raros que recebem ampla cobertura da mídia. No contexto financeiro, investidores podem ser influenciados por notícias recentes ou eventos de mercado dramáticos, superestimando os riscos associados.

Heurística da aversão à perda: revela como as pessoas valorizam as perdas mais do que os ganhos equivalentes. Os investidores podem ser avessos ao risco, preferindo evitar perdas a assumir oportunidades de ganho, mesmo que os riscos e benefícios sejam objetivamente equivalentes. Isso pode resultar em uma relutância em investir em ativos voláteis, mesmo que possam oferecer retornos potencialmente altos a longo prazo.

Entender essas heurísticas é essencial para você, como investidor, pois ajuda a reconhecer os vieses cognitivos que podem influenciar suas decisões financeiras. Ao estar ciente dessas tendências comportamentais, decisões mais informadas e racionais, mitigando os riscos e maximizando as oportunidades de investimento a longo prazo passam a fazer parte do planejamento de investimentos. Portanto, ao explorar as finanças comportamentais, é fundamental reconhecer o papel crucial que essas heurísticas desempenham na tomada de decisões financeiras.

Espero poder ajudar a decifrar parte dos seus pensamentos na hora de investir.

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Alerta de Gatilho

quinta-feira, 21 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

         Esta semana estamos recebendo inúmeros avisos, mensagens, compartilhamento de reportagens, a respeito do alerta de chuvas fortes no Estado do Rio de Janeiro nos próximos dias. Nós, que temos cravada em nossa história a tragédia de 2011, sentimos este alerta como uma ameaça à nossa segurança, nossa cidade, nossas famílias e tudo mais. É como um gatilho que nos faz rememorar as dores vividas em nosso passado próximo.

         Esta semana estamos recebendo inúmeros avisos, mensagens, compartilhamento de reportagens, a respeito do alerta de chuvas fortes no Estado do Rio de Janeiro nos próximos dias. Nós, que temos cravada em nossa história a tragédia de 2011, sentimos este alerta como uma ameaça à nossa segurança, nossa cidade, nossas famílias e tudo mais. É como um gatilho que nos faz rememorar as dores vividas em nosso passado próximo.

         Os avisos meteorológicos estão percorrendo os lares e felizmente, a população parece estar em alerta. O Jornal A Voz da Serra, na última quarta-feira, 20 de março, publicou uma reportagem noticiando a possibilidade de chuva extrema em nosso Estado, incluindo a Região Serrana. O jornal O Globo noticiou que o diretor do Cemaden – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais descreveu que o cenário é de situação similar com a de janeiro de 2011.

         Fato é que há previsão de chuvas extremas em nossa região a partir de hoje, sexta-feira. A torcida é grande para que o cenário mude e que não haja transtornos de nenhuma ordem à população. Mas o sobreaviso é importante, para que façamos as melhores escolhas possíveis de modo a evitarmos nos colocarmos em riscos desnecessários.

         Inclusive, lembro-me bem que em 2011, quando nossa montanha chorou e tantas vidas foram perdidas, desejávamos ter sido informados sobre o que estava por vir, de modo a tentarmos buscar uma proteção. O tsunami caiu sobre nós e fomos pegos desprevenidos. Será que as consequências catastróficas que presenciamos teriam sido amenizadas pela prevenção ou mesmo o acesso à informação para que a população não se surpreendesse com tamanho caos? Provavelmente, sim.

         E é por acreditar que podemos minimizar consequências de tragédias por meio de informação, embora infelizmente, nós, população, de maneira geral não possamos evitá-las, dedico esse espaço, substituindo o texto preparado para hoje, para também alertar sobre a iminente chuva forte que deve se aproximar nesse final de semana.

         Certamente o pânico não contribui e nem a propagação de informações falsas ou especulações. Mas é necessário que atribuamos credibilidade às fontes oficiais e autoridades para que possamos, tanto quanto possível, nos resguardar.

         Por aqui, um alerta de tempestade como esse é um baita gatilho de dor e medo. Contudo, um fato sobre a vida é que os episódios difíceis que enfrentamos podem engrenar uma experiência de vida capaz de nos ajudar a enfrentar desafios futuros. Estejamos, pois, alertas.

         E vamos torcer para que toda essa instabilidade que notamos no clima ultimamente, também confronte as piores previsões e nos surpreenda com chuvas mais brandas, população protegida e ausência de prejuízos. Quem sabe conseguimos observar um arco-íris no céu. Todos sãos e salvos. Cuidem-se!

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Recuperação empregos

quarta-feira, 20 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Depois de um dezembro de desemprego, saldo negativo de 468 vagas, Nova Friburgo recuperou parte do seu estoque e apresentou saldo positivo de 317 vagas no primeiro mês deste ano. Foram 1.872 admissões para 1.555 desligamentos. Com relação ao mesmo mês do ano passado, Nova Friburgo também teve um resultado melhor. Janeiro de 2023 apresentou saldo negativo de 129 vagas. 

Melhor janeiro

Depois de um dezembro de desemprego, saldo negativo de 468 vagas, Nova Friburgo recuperou parte do seu estoque e apresentou saldo positivo de 317 vagas no primeiro mês deste ano. Foram 1.872 admissões para 1.555 desligamentos. Com relação ao mesmo mês do ano passado, Nova Friburgo também teve um resultado melhor. Janeiro de 2023 apresentou saldo negativo de 129 vagas. 

Melhor janeiro

Em janeiro de 2022, Nova Friburgo também apresentou saldo negativo, 50 vagas a menos. Já janeiro de 2021, números bastante semelhantes aos deste ano. Naquele ano, Nova Friburgo teve desempenho de 307 novos postos de trabalho.

Indústria e construção civil

A indústria foi a principal responsável pela alta neste início de ano, com 140 vagas. Destaque ainda para a construção civil, 125 novas vagas. Apenas a agricultura teve perda de emprego, 6 no total. Janeiro não teve o impacto da chamada dos aprovados do concurso público realizado pela Prefeitura, que já deve começar a aparecer nos meses de fevereiro e março. Os números de fevereiro só devem ser divulgados no início de abril.

6º do Estado

Se em dezembro passado, Nova Friburgo foi o 4º em desemprego entre os municípios do Estado, em janeiro, foi o 6º em emprego. Segundo o Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego) do Ministério do Trabalho, do Governo Federal, Nova Friburgo ficou atrás apenas de Seropédica (2.542), Rio de Janeiro (1.473), São Gonçalo (1.344), Niterói (665) e Volta Redonda (336), na criação de empregos.

Macuco no negativo

Já na parte inferior, São João de Meriti foi o campeão em demissões, 1.179 vagas a menos. O vizinho Macuco foi o vice-campeão em desemprego, com 717 vagas a menos. Destaques negativos ainda para Rio Bonito (-550), Duque de Caxias (-507) e Nilópolis (-354). 

 

Fake News

Por mais que se fale, as pessoas seguem sendo enganadas e compartilhando fake news. Além de causar prejuízos à honra, pode levar a violência e até a perda de vida. E não só de humanos. Nesta semana, Nova Friburgo viu ser compartilhada nas redes sociais uma informação falsa que coloca em risco uma espécie animal já ameaçada de extinção. 

Criatividade para o mal

Junto a imagens de uma mulher com cortes profundos no corpo, um áudio replicou a informação de que a causa dos ferimentos teria sido um ataque de onça, no bairro de Debossan. O fato é que o caso sequer era em Nova Friburgo, mas no Estado do Pará e sequer o ataque foi feito pelo animal, mas pelo próprio filho da vítima após uma discussão. O agressor estaria embriagado no momento do ocorrido e com uma faca deu diversos golpes em sua mãe, que teve ferimentos graves. 

Alerta

O homem foi preso e vai responder por tentativa de homicídio. A vítima foi encaminhada ao hospital e se recupera dos ferimentos. Difícil entender, como alguém pode criar uma mentira do nada, apenas no intuito de assustar as pessoas e ainda colocar em risco um animal que nada tem a ver com a história. Vale ressaltar que espalhar notícias falsas, tanto quem cria como quem compartilha, é passível de responder pelo ato criminalmente, correndo até risco de prisão. Com a proximidade do período eleitoral, em que se aumenta consideravelmente as redes de desinformação — fica o alerta.

 

Janela eleitoral

Por falar em período eleitoral, o calendário tem uma das suas datas mais importantes até o dia 6 de abril. Seis meses antes da eleição é o prazo para quem quer se candidatar ser filiado a um partido político. O mesmo prazo vale para a descompatibilização de possíveis candidatos que estão nomeados em cargo de confiança em órgãos públicos e que são ordenadores de despesa. 

Prazos

Quem não é ordenador de despesa pode sair três meses antes das eleições. Já para vereadores de mandato, o prazo para troca partidária, sem perda do mandato, não incorrendo em infidelidade partidária, a data limite é 5 de abril. Os movimentos são olhados de perto pelo mundo político, pois sinaliza quem serão os candidatos aos cargos em disputa no dia 6 de outubro: prefeito, vice-prefeito e vereadores.

Vereadores

Cada partido devidamente organizado pode lançar até 22 candidatos a vereador, ou seja, as 21 cadeiras disponíveis mais um. Devem respeitar, no entanto, o mínimo de 30% para mulheres. Ou seja, uma chapa completa deve ter pelo menos 7 mulheres. As federações partidárias, instituídas em nível nacional, são mantidas na esfera municipal. As federações funcionam como se fosse apenas um partido e também seguem a limitação de no máximo 22 candidatos.

20 de julho a 5 de agosto

Vale ressaltar que no momento todos são pré-candidatos. As candidaturas só valem a partir das convenções que escolhem os candidatos, previstas para os últimos dias de julho e os primeiros dias de agosto. Ainda pelo calendário oficial, 6 de abril é o prazo final para que os interessados em participar das Eleições 2024 troquem o domicílio eleitoral para o município que desejam concorrer.

 

Título a partir dos 15

Jovens que queiram tirar o primeiro título de eleitor devem iniciar sua inscrição pelo Autoatendimento Eleitoral até 8 de abril. Vale ressaltar que é obrigatório a partir dos 18 anos, mas que a partir dos 16 já se pode tirar o título de eleitor. Não é preciso ter 16 anos completos para tirar o título no prazo final de inscrição, mas para poder fazê-lo tem que ter 16 anos completos até o dia 6 de outubro, data de votação do 1º turno.

Regularização

Para quem não pretende ser candidato, o dia 8 de maio é o prazo final para regularizar possíveis pendências no título ou mesmo fazer a sua inscrição. Daí em diante, até 5 de novembro, fica suspenso o recebimento de solicitações de alistamento, transferência e revisão eleitoral, seja no fórum ou pela internet.

 

Número de eleitores

O número de eleitores aptos a votar no dia 6 de outubro será divulgado pela Justiça Eleitoral no dia 20 de julho. Atualmente, Nova Friburgo tem 155.481 eleitores registrados. A maior fatia do eleitorado friburguense é formado por mulheres: 82.402 ante 72.959 eleitores do sexo masculino. 120 eleitores não têm o gênero informado. 

Eleitorado envelheceu

A maioria dos eleitores friburguenses, segundo consulta à Justiça Eleitoral, de números até o dia 7 de março, tem idade entre 45 e 59 anos: 40.213, o que representa quase 26% do total. A segunda faixa etária com mais eleitores tem entre 35 e 44 anos, 28.866, seguida da faixa entre 25 e 34 anos, 26.491. 

Juventude desinteressada

Os friburguenses mais jovens parecem um tanto desinteressados em votar. Daqueles que não são obrigados a tirar o título de eleitor, entre 15 e 17 anos, somam apenas 560 inscritos. Já entre 18 e 20 anos são 5.040 eleitores. Segundo o último censo do IBGE, a faixa etária possui 11.293 habitantes em Nova Friburgo. Isso quer dizer que metade dessa faixa etária não tirou o título de eleitor, quando poderia opinar no voto sobre os destinos de sua cidade.           

Não há 2º turno

Confusão bastante comum é sobre a realização de 2º turno nas eleições friburguenses. Caso o 1º colocado não atinja a marca de 50% dos votos mais um, o 2º turno acontece nas capitais e em cidades com mais de 200 mil eleitores. Observe-se: eleitores e não habitantes. Portanto, atingir a marca de 200 mil habitantes não daria aos friburguenses a chance de eleições em dois turnos. Nova Friburgo tem atualmente, 189.939 habitantes e 155.481 eleitores.

 

 

Pitty e CPM 22

Chegou a hora de celebrar o rock nacional, com dois dos seus maiores expoentes. Nova Friburgo recebe neste sábado, 23, CPM 22 e Pitty, em uma só festa. Trata-se da festa Genesis Rock, programada para o Nova Friburgo Country Clube, a partir das 21h. Completando as atrações tem ainda o talento friburguense Gio Aguilera. 

 

 

Palavreando

“Já nasci e morri para tantas coisas. Renasci para tantas outras. Quando arrogante — se atento — tento morrer para renascer menos vaidoso. Quando angustiado, tento sobreviver o quanto for possível, mas se tiver que morrer para renascer com outras possibilidades não receio”.

 

Se até o pato observa e admira o céu de outono de Nova Friburgo, celebremos também a chegada da nova estação.

 

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A cultura do estupro revivida em imagens

quarta-feira, 20 de março de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Uma mulher, nutricionista, em mais um dia que deveria ser normal, mexe no celular enquanto desembarca do elevador. Ao sair, um completo desconhecido (para não usarmos outro termo menos inadequado ao que deveria ser escrito em um jornal), dá um passo em direção à saída, estica o seu braço direito e apalpa a mão nas nádegas da mulher. 

Uma mulher, nutricionista, em mais um dia que deveria ser normal, mexe no celular enquanto desembarca do elevador. Ao sair, um completo desconhecido (para não usarmos outro termo menos inadequado ao que deveria ser escrito em um jornal), dá um passo em direção à saída, estica o seu braço direito e apalpa a mão nas nádegas da mulher. 

Covardemente, ele se refugia no canto do elevador, enquanto procura o botão para que a porta se feche. A mulher, assustada, permanece na frente da porta. O criminoso segue no elevador até chegar ao seu andar de destino: o estacionamento. A porta abre e o homem corre em direção ao seu carro particular, um Jeep Comander – avaliado em R$ 220 mil.

O episódio aconteceu num edifício comercial de Fortaleza (CE). As câmeras de segurança registraram não apenas o ataque, mas toda a sequência em que o sujeito corre pelo estacionamento e foge de carro, de forma acelerada e apressada. As imagens não deixam mentir: o rapaz sabe que está errado e tem consciência de que cometeu uma agressão.

Afinal, se ele visivelmente sabe que está totalmente errado, por que age daquela forma? Na verdade, estamos diante de um comportamento disseminado - um fenômeno social enraizado - que naturalizou a “cultura do estupro” que não necessariamente se resume a existir um “estupro”.

Uma imagem que violenta todas as mulheres

Provavelmente você deve ter se assustado ao ler no título da coluna: “Estupro”. A palavra é forte. O crime, bárbaro. Mas o pior, é a violência sexual.  O medo pelo qual praticamente toda mulher já passou e passa em alguns momentos da sua vida, iniciando-se muitas vezes, antes mesmo de ultrapassar os anos da “meninice”.

De acordo com pesquisas, quase 20% das mulheres relatam ter sofrido qualquer tipo de violência sexual antes mesmo dos 10 anos de idade. Estima-se que quase 90% das mulheres no Brasil já sofreram agressões sexuais, de acordo como estudo realizado pela organização internacional de combate à pobreza, a ActionAid. 

Já parou para pensar que é bem possível que a sua mãe, sua tia, sua prima, sua irmã, sua filha ou mesmo a sua namorada/esposa, já tenha sofrido agressões em sua vida e nunca tenham lhe falado? Serve de reflexão.

E esse temor, se instala e mora nas situações mais corriqueiras: como ao entrar no ônibus de noite sozinha ou andar por uma rua mal iluminada e sem companhia. Ou mesmo o receio de atender um homem no seu próprio trabalho, seja em um ambiente aberto ao público ou fechado, como um consultório.

Alguns crimes, chegam a ganhar as telas dos computadores, dos smartphones e dos espaços nos noticiários. Contudo, a realidade é que eles acontecem a todo tempo e a qualquer instante, com mulheres das mais diversas idades. Não se sabendo quando será a primeira violência da vida e muito menos quando será a última.

Agora, pense comigo. Será que esse medo deveria ser assim, algo quase naturalizado em nossa sociedade? A verdade é que não, mas diversos fatores elevam esse medo: a reincidência das agressões; a naturalidade como são cometidos; o medo de denunciar e reagir; a impunidade; a falta de apoio, e por fim; o sentimento de vergonha da vítima em falar e “reviver” um difícil momento.

O que espanta nesses casos é a reação de "normalidade", de "naturalidade" com que os agressores tratam seus crimes. No vídeo do elevador, o agressor sequer fez questão de tentar “esconder”. Em outro caso, jovens adolescentes que divulgaram um vídeo de conteúdo erótico com uma menina desacordada julgaram suas condutas como “normais”.  

Quando falamos de “cultura do estupro” não é apenas em relação aos crimes previstos nos artigos 213 e no 217-A do Código Penal Brasileiro. É puxar pela cintura, pelo cabelo, pela roupa. É ignorar o "não". É passada de mão na bunda, encoxada, a buzinada, a lambida, seja no meio da multidão, numa rua escura, num bar iluminado ou na porta do elevador. 

É a mão boba quando vai dar um abraço, a mão forçada dentro da calça, quando nada disso é estimulado ou menos tolerado. E qual é a graça? Qual é o barato? Qual é o tesão em violentar, assustar ou traumatizar uma mulher? É uma demonstração de poder? Uma humilhação? Ou apenas a força do hábito?

Assédio, estupro ou outros crimes

Tecnicamente, no caso acima, o crime que ocorreu foi o de importunação sexual. A lei é clara: praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia. Um crime mais grave e com pena maior do que o assédio. Mais que isso, uma sentença de falência coletiva da sociedade.

No estupro, há violência. O ato é forçado. O criminoso através da força ou através de grave ameaça, vai impor o ato: “ou você faz ou você morre”. O estupro de vulnerável, ocorre na conjunção carnal ou ato libidinoso contra menores de 14 anos ou contra pessoas que não tenham o discernimento ou possam impedir o ato. (Deficiência mental, embriaguez, coma, etc.)

Apesar de muitas pessoas conhecerem o assédio, sua definição popularmente conhecida ainda difere do que será escrito na lei. Ao contrário do que pensam, o crime envolve relações de trabalho, onde existe uma hierarquia. Mas mesmo que não haja hierarquia pode haver assédio.

Independente de se tratar de importunação sexual, de assédio sexual ou estupro, a recomendação é que a vítima imediatamente procure a delegacia para o caso ser investigado e levado ao Ministério Público, responsável por denunciar esses casos. 

E numa única imagem, milhares de mulheres foram agredidas. A vítima do elevador e a esposa e a filha do sujeito – sim, é casado e pai de menina, que vão conviver com o episódio para sempre, todas aquelas que saem de casa diariamente sem saber se voltarão sem serem agredidas.

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