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Boas escolhas

sexta-feira, 06 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

         Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

         Muitos de nós têm dificuldades em assimilar a efemeridade da vida, a velocidade com que o tempo passa. Quando muito jovens, achávamos que seríamos, inclusive, eternos. A juventude tem esse frescor, nos ilude ao imaginarmos uma vida muito longa pela frente e sequer vislumbramos que o fim pode chegar. Vai chegar, aliás, um dia. Parece coisa que acontece com os outros, tão distante que não pode nos alcançar.

         Mas a vida é isso aí, Vida. Ela sendo ela. Cheia de riscos. Poderosa, intensa, surpreendente. E ela tem essa força para mudar tudo da noite para o dia, relativizar convicções, romper com devaneios, desnudar a realidade, impor desafios, apresentar obstáculos algumas vezes intransponíveis. E aí é que começa a complicar. Há surpresas na vida que são implacáveis, arrebatadoras, nos tira o chão, nos coloca no cantinho do castigo olhando para as paredes de forma severa, sem hora para acabar. Não vai adiantar reclamar com os pais, os diretores não vão poder fazer nada.

         E o tempo que parece voar, realmente passa rápido demais. Creio que um dia todos chegaremos a essa conclusão. E não dá para parar o relógio, colocar pilha fraca, sumir com o marcador. Ele não vai parar de passar e esse minuto em que penso essas palavras, também jamais voltará. Já dizia meu saudoso avô João: “O relógio só anda para a frente.” E é isso mesmo. Temos que aproveitar.

         Chega uma hora, em que precisamos entender que existir significa também tomar as rédeas dessa existência, assumir de alguma maneira as responsabilidades, consentir, abraçar as possibilidades, desfrutar dos segundos, valorizar todos os instantes. Precisamos também estar cientes de que acatar a postura ativa diante da vida, significa também não esperar a “papinha na boca”, a mão na testa, alguém como escudo e as respostas prontas para tudo. É aprender sobre amor próprio. A entender-se no mundo, reconhecer seu valor e polir seus defeitos.

         Independente de convicções religiosas, das aspirações que temos sobre o lado de lá, na crença que podemos nutrir sobre a vida depois do “fim”, fato é que essa roupagem assumida por essa vida é única e preciosa e não deve ser desperdiçada. Creio realmente que não estamos aqui a passeio. Temos missões urgentes a cumprir. Precisamos ser úteis ao bem da humanidade. Carecemos de sabedoria para escolhermos as pessoas com quem desejamos caminhar. Um dia, de uma maneira ou de outra, receberemos todos a conta da vida. Que tenhamos feito boas escolhas.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Depressão é uma reação?

quinta-feira, 05 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

A depressão é uma reação diante de uma perda. Na depressão a pessoa apresenta tristeza, falta de prazer e interesse em tudo, desânimo geral, apatia, insônia ou dormir em excesso, fadiga e desesperança, por um período seguido de pelo menos duas semanas.

A depressão é uma reação diante de uma perda. Na depressão a pessoa apresenta tristeza, falta de prazer e interesse em tudo, desânimo geral, apatia, insônia ou dormir em excesso, fadiga e desesperança, por um período seguido de pelo menos duas semanas.

Assim como uma infecção pode produzir febre. Perdas afetivas importantes podem produzir o estado depressivo em algumas pessoas. Perda afetiva significa ser abandonado por alguém, viver um divórcio, morte de pessoa querida, e outros eventos. Uma perda afetiva produz estresse. Estresse é o que é exigido de uma pessoa diante de algum desafio ou fator estressor. Exemplos: muito frio, muito calor, problemas conjugais, dificuldades no ambiente de trabalho, prazos curtos para tarefas, falta de dinheiro, violência social, corrupção, injustiça social, infidelidade conjugal, entre outros fatores.

Estresse não é doença, mas um mecanismo de adaptação que nosso corpo e mente adotam diante de alguma exigência. Por exemplo: você treme de frio porque a agitação dos músculos é um mecanismo de adaptação diante do fator estressor, sendo este fator a temperatura baixa demais para seu organismo. Neste caso, a tremedeira serve para aquecer seu corpo. Ao contrário, quando está muito calor e você sua muito. O suor é uma defesa contra o fator estressor que é a alta temperatura. Você sua para refrescar o corpo.

Assim, quando há rompimento de um relacionamento importante na sua vida, sua mente reage com tristeza. Pode ser um rompimento de uma idealização e não necessariamente de um relacionamento. Ou seja, a perda pode ser por você descobrir que a pessoa com quem construiu um vínculo no qual esperava algo bem idealizado, não tem como preencher tudo o que você esperava dela. Esta pessoa que acaba produzindo frustração pode ser seu pai, sua mãe, seu cônjuge, ou outro indivíduo.

Então, faz parte do tratamento do estado depressivo procurar entender as causas da depressão em vez de somente fazer uso de medicação. As causas não sendo elaboradas conscientemente para serem trabalhadas corajosamente, produzirão a persistência dos sintomas. Basear seu tratamento da depressão somente nos medicamentos é perigoso porque pode mascarar as causas verdadeiras do seu sofrimento.

No lidar com o estado depressivo é importante entender quais são os fatores gatilhos que favorecem o surgimento da depressão. Fatores gatilho são eventos do presente que tocam em feridas do passado e produzem mal estar emocional. Isso ocorre mais frequentemente nas pessoas propensas à tristeza, suscetíveis, vulneráveis.

Interessante observar que muitos casos depressivos são resolvidos espontaneamente sem tratamento. Isso porque a vida é terapêutica e muitos eventos traumáticos, experiências espirituais como uma conversão religiosa, a oração persistente, um despertar espiritual, podem produzir mudanças positivas no estado mental da pessoa.

Entenda que a maneira como você pensa exerce um forte impacto sobre como você se sente. Seus sentimentos resultam das mensagens que você dá a si mesmo pela sua cognição ou pensamento. Na teoria cognitiva para o surgimento da depressão, o humor e comportamentos negativos seriam resultados de pensamentos e crenças distorcidas, interferindo tanto no surgimento quanto na manutenção da depressão.

Pensamentos saudáveis não nos vêm naturalmente. Temos que lutar por eles. Por isso é importante educar nossos pensamentos para eliminar os ruins e doentios, e cultivar os que produzem esperança, confiança e serenidade. Um texto bíblico confirma isso ao dizer: “Quero trazer à memória aquilo que me pode dar esperança.”  Lamentações, capítulo 3 e versículo 21.

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Cesar Vasconcellos de Souza – www.doutorcesar.com

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Justas homenagens

quinta-feira, 05 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Copa Gerson celebra futebol infantil e reverencia o saudoso Miguel Ruiz

Merecidas homenagens para movimentar o futebol infantil e relembrar aqueles que fizeram história. O Nova Friburgo Country Clube vai promover a Copa Gerson de Futebol Infantil, entre o próximo dia 14 e 5 de outubro. O evento foi idealizado pela escolinha de futebol do clube, que há 40 anos desempenha um papel de destaque no desenvolvimento esportivo das crianças.

Copa Gerson celebra futebol infantil e reverencia o saudoso Miguel Ruiz

Merecidas homenagens para movimentar o futebol infantil e relembrar aqueles que fizeram história. O Nova Friburgo Country Clube vai promover a Copa Gerson de Futebol Infantil, entre o próximo dia 14 e 5 de outubro. O evento foi idealizado pela escolinha de futebol do clube, que há 40 anos desempenha um papel de destaque no desenvolvimento esportivo das crianças.

De acordo com os organizadores, a Copa não visa apenas homenagear o "Canhotinha de Ouro," que dá nome ao setor de futebol do clube, como também proporcionar uma experiência única para as crianças participantes.

A Copa Gerson será realizada no histórico campo de grama Miguel Ruiz, saudosa personalidade do esporte friburguense que faleceu no ano passado, dois meses antes de completar 100 anos. O espaço que reverencia a memória do destacado jogador de futebol é o único de society com grama natural em Nova Friburgo. A competição marca ainda a retomada da antiga Copa Country, que não era realizada há mais de 15 anos, e agora volta com a intenção de se firmar novamente no calendário esportivo do clube.

O evento contará com a participação de grandes marcas e instituições renomadas, como Friburguense, Zico 10 e Flamengo, que se unirão ao NFCC para “criar um ambiente de competição saudável e de grande aprendizado para as crianças”, segundo a organização.

“Esta união de forças promete não só enriquecer a experiência dos jovens atletas, mas também celebrar o legado do futebol dentro do clube e da cidade. A Copa Gerson é muito mais que um simples torneio. É uma oportunidade para as crianças vivenciarem o espírito esportivo, aprenderem com ídolos do futebol, e, acima de tudo, se divertirem em um ambiente acolhedor e inspirador. Com a retomada deste evento, o NFCC reafirma seu compromisso com o desenvolvimento do esporte, cultivando valores como disciplina, trabalho em equipe e respeito”, avaliam os coordenadores da Copa Gerson.

“Estamos entusiasmados em ver as futuras gerações de sócios brilharem na Copa Gerson e criar memórias que perdurarão por toda a vida. A realização desta copa no centenário de Miguel Ruiz torna o evento ainda mais especial, unindo tradição e inovação em uma celebração única do futebol infantil. A Copa Gerson está destinada a se tornar um marco, garantindo que o amor pelo futebol e pelo NFCC continuem a prosperar e inspirar as novas gerações dentro do nosso clube”, completam.

Tricampeão do mundo com a Seleção Brasileira, na Copa de 1970, Gerson tem uma forte ligação com Nova Friburgo. Além de ser sócio do Nova Friburgo Country Clube e ter ganho um espaço dedicado a ele, o Canhotinha é figura carimbada na cidade, e costuma visitar o município com certa freqüência.

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    Gerson em uma de suas visitas a Nova Friburgo, algo corriqueiro em sua vida (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Canhotinha ganhou espaço próprio no Country Clube, onde também é sócio (Foto: Divulgação Vinicius Gastin)

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    Miguel Ruiz, falecido ano passado será homenageado no evento (Foto: Arquivo AVS)

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Afinal, o que faz um prefeito?

quinta-feira, 05 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Em tempos de rivalidade antigas, partidos pintavam a conhecida via expressa ora de vermelho e azul, ora de verde. Para uns, Paulo Azevedo foi um dos melhores gestores. Para outros, a Saudade teve destaque. Já outros, entendem que o Heródoto Bento de Mello esteve a frente do seu tempo.

Em tempos de rivalidade antigas, partidos pintavam a conhecida via expressa ora de vermelho e azul, ora de verde. Para uns, Paulo Azevedo foi um dos melhores gestores. Para outros, a Saudade teve destaque. Já outros, entendem que o Heródoto Bento de Mello esteve a frente do seu tempo.

Felizmente, as ruas não podem mais ser coloridas com tinta em defesa dos partidos. Mas nem por isso, ficam menos coloridas. Bandeirolas e canções se espalham pela cidade em um momento de mobilização social. Camisas, rostos pintados e santinhos – de papel e de carne e osso – promovem um saudável cenário de democracia.

O Brasil tem 5.570 cidades e cada uma delas têm alguém para comandar o caos chamado prefeitura. Os prefeitos são eleitos a cada quatro anos nas eleições municipais – que renovam também as câmaras de vereadores – e podem permanecer no cargo por, no máximo, dois mandatos consecutivos.

Após quatro anos, a nossa cidade está em disputa: em defesa de uma gestão democrática com intensa participação popular. Em debates e vídeos acalorados duras críticas e apoios populares tomam conta do pleito que promete e pode mudar o rumo de nossa cidade para melhor ou para pior.

Em 6 de outubro deste ano, os brasileiros irão às urnas para eleger seu prefeito e vice em todos os municípios do país. Afinal, realmente sabemos qual é o papel do prefeito? Conhecer as atribuições e principais atividades dessa figura política é o primeiro passo para poder escolher o seu candidato no meio de outros.

 

Quem pode concorrer ao cargo?

Para disputar a eleição para a prefeitura de uma cidade, o candidato deve atender a alguns requisitos fundamentais. Primeiramente, é necessário que o candidato tenha nacionalidade brasileira e seja maior de 21 anos. O candidato também precisa ser alfabetizado e estar em pleno exercício dos direitos políticos.

Além disso, caso seja homem, é obrigatório que tenha cumprido o alistamento militar obrigatório e seja filiado a um partido político por, no mínimo, seis meses antes da eleição. Candidatos com restrições judiciais e considerados “não ficha-limpas” não podem participar da eleição.

O prefeito eleito que tomará posse em janeiro de 2025 terá o salário de R$ 25 mil, mais os benefícios agregados ao cargo; o do vice, R$ 12.500 e dos secretários, R$ 14.500.

 

Responsabilidade da Prefeitura

O prefeito é a autoridade máxima do Poder Executivo municipal, sendo o responsável direto pela administração da cidade e da forma como ela flui. Cabe a ele gerir a arrecadação de impostos e taxas, que são destinados ao financiamento de obras, serviços e políticas essenciais para o bem-estar dos moradores.

Também é sua responsabilidade atuar no gerenciamento de serviços locais – entre eles, a limpeza da cidade, a manutenção das vias e áreas públicas, organização do trânsito local e da qualidade das vias, a nomeações dos secretários, além do atendimento em saúde e educação.

É de extrema importância compreender que a maior parte da gestão municipal e a forma como a nossa vida será gerida pelos próximos quatro anos está sob a competência da prefeitura, incluindo-se as soluções, mas também muitas das problemáticas que nos geram dores de cabeça.

Embora muitas pessoas não associem certos serviços à prefeitura devido à terceirização, grande parte do gerenciamento desses serviços locais ainda se inclui na responsabilidade da administração municipal. Isso inclui o transporte público por ônibus, a coleta de lixo e a alimentação fornecida nas unidades de saúde, entre outros.

No entanto, precisamos delimitar algumas responsabilidades. Apesar de ser de responsabilidade da prefeitura a Guarda Municipal e a Secretaria de Trânsito, a competência pela segurança pública, em especial, pela Polícia Militar, é de responsabilidade do Estado do Rio de Janeiro.

 

Educação e Saúde

Melhorar a educação básica e a saúde para todos é uma prioridade indiscutível para quase todos os municípios brasileiros, incluindo-se Nova Friburgo.

Quanto à educação, devemos compreender que a solução para os problemas educacionais, tanto nas creches e nas escolas até o 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série), são de total competência da prefeitura. O modo como o futuro de Nova Friburgo será definido estará na mão do gestor municipal e de seu secretariado.

Ainda que alguns candidatos a vereador queiram assumir a responsabilidade de resolver os seus problemas, educação é com a prefeitura. Inclui-se como sua atribuição desde a inscrição do aluno, a quantidade de vagas (ou falta delas), os salários dos professores, o material cedido e a qualidade da alimentação proporcionadas aos estudantes.

Surpreendentemente, os custos do sistema público de ensino brasileiro são de três a cinco vezes maiores do que os do setor privado, o que nos leva a concluir que dinheiro não é obstáculo. O mesmo vale para todos os aspectos da saúde municipal de nossa cidade, incluindo-se a gestão do Hospital Raul Sertã, da Maternidade, UPA’s e UBS’s.

Inclui-se como sua atribuição da gestão municipal desde a chegada da ambulância da sua casa até a disponibilidade de remédios na farmácia municipal. A qualidade da infraestrutura das unidades (ou falta delas), a escala de médicos, a alimentação, os aparelhos para exames e a fila para cirurgia também são de dever do gestor municipal.

 

Vote consciente

Mesmo que não precisemos utilizar parte de determinados serviços que são competência do município, necessitamos entender a realidade a as propostas dos candidatos a prefeitura. Afinal, não estamos sozinhos em nossa cidade.

Votar é algo extremamente sério e pode mudar os rumos de nossas vidas quando menos esperamos. Nossos políticos definem nosso passado, moldam nosso presente e constroem nosso futuro. Portanto, exercer um voto consciente é um ato de amor próprio consigo e com os amigos e familiares de nossa cidade.

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Dia do Endocrinologista foi celebrado em 1º de setembro

quarta-feira, 04 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Este artigo foi postado pela SBEM, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo e, como achei pertinente, resolvi publicá-lo na coluna desta semana.

“O especialista em Endocrinologia e Metabologia é o médico que cuida do equilíbrio geral do organismo, do nascimento à terceira idade. Uma área fundamental da medicina.

Este artigo foi postado pela SBEM, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo e, como achei pertinente, resolvi publicá-lo na coluna desta semana.

“O especialista em Endocrinologia e Metabologia é o médico que cuida do equilíbrio geral do organismo, do nascimento à terceira idade. Uma área fundamental da medicina.

A área de conhecimento do endocrinologista engloba aspectos essenciais tais como crescimento, libido e saúde sexual, metabolismo, disposição, ossos, saúde do coração, colesterol, atividade física, hormônios etc. São tantos caminhos que a SBEM possui 11 departamentos científicos, cada qual cuidando de uma área diferente da Endocrinologia e Metabologia.

O especialista tem uma longa jornada de estudo e dedicação, atualização científica e um enorme respeito pela ciência, sempre baseada em evidências, e ética acima de tudo. Esse vasto conhecimento é essencial no controle de doenças comuns à população, com impacto na saúde global, como a obesidade, o diabetes, problemas na tireoide, mas também ajudando pessoas com doenças raras.

Neste Dia do Endocrinologista a mensagem "orgulhodeserendocrinologista" se espalha e mostra a força da especialidade. Por ocasião deste 1º de setembro, Dia do Endocrinologista, a SBEM lembra que também vem atuando na defesa profissional e da população contra qualquer atitude que possa trazer riscos e prejuízo na saúde. Uma luta constante, muitas vezes silenciosa, mas sem ser interrompida porque precisa estar ao lado da população”.

Esse artigo veio a calhar e serve de alerta, para os maus profissionais, principalmente, clínicos, ginecologistas e nutrólogos que veem praticando barbaridades com o uso indevido da prescrição de hormônios. O fazem como se eles fossem uma simples aspirina; esquecem que se essas não estão livres de riscos, imagine o que dizer de medicamentos mais complexos cuja utilização sem critérios pode ser nefasta ao paciente.

Somente após uma residência ou pós-graduação, em média de dois a três anos pós término da faculdade, está o endocrinologista preparado para fazer uma boa anamnese, pedir os exames adequados e prescrever o uso de hormônios, se necessário. Ou seja critério, conhecimento e bom senso acima de tudo. Aliás, não existe, na medicina, a especialidade hormoniologia, quem entende de hormônios é o endocrinologista.

Talvez, na ânsia de não perder o paciente o que se tem visto é a prescrição indiscriminada de testosterona para tratar falta de interesse sexual feminino (aliás, meu saudoso avô já dizia, não existem mulheres insatisfeitas sexualmente e sim homens incompetentes). O uso indiscriminado da mesma testosterona para curar impotência masculina ou ganho de massa muscular para atletas sejam eles homens ou mulheres.

Observa-se também a prescrição de hormônio tireoidiano para tratamento de obesidade, pois, realmente, o hipertiroidismo caracterizado pelo excesso de hormônio tireoidiano tem como uma de suas consequências o emagrecimento do paciente. No entanto, os riscos para ele são enormes, pois esse em excesso causa taquicardia, sudorese e outros sintomas desagradáveis, inclusive com risco de vida.

Tornou-se moda o pedido desenfreado de exames hormonais, na maioria das vezes desnecessários e que encarecem os planos de saúde. Dosagem de FSH na menopausa, por exemplo, não faz o menor sentido, pois com a queda da produção de estrogênios pelos ovários, a tendência é mesmo o aumento do FSH. Dosagem de cortisol em mulheres que usam anticoncepcionais, e dosagem de testosterona em mulheres que não têm queixas de excesso de hormônio masculino. E não para por aí, pois o dia a dia do endocrinologista mostra os absurdos que estão sendo cometidos por pseudo endócrinos, na ânsia de não perderem o paciente.

Por outro lado, é preciso que a população se conscientize, também, pois quem entende de hormônios é o endocrinologista e para isso ele se dedica a essa especialidade. Quando muito os especialistas se completam, como é o caso do tratamento da reposição hormonal em mulheres menopausadas em que o endocrinologista precisa do embasamento do ginecologista e vice-versa.

A prescrição de hormônios é necessária quando a reposição se faz necessária, pois o seu uso indiscriminado pode aumentar a incidência de câncer. Portanto, no caso de dúvida procure sempre o endocrinologista, pois se não tratar uma endocrinopatia, ele encaminhará o paciente para o especialista necessário.

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Prova de coragem

quarta-feira, 04 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Infelizmente, no futebol não existe meio gol, portanto, não havia conciliação possível

Infelizmente, no futebol não existe meio gol, portanto, não havia conciliação possível

Os meninos jogavam bola. “Na trave!” “Que trave? Não tem trave nenhuma, passou por cima de sua cabeça. Foi gol!” Embolam-se os treze junto à trave imaginária (uma das equipes, por ser mais fraquinha, apresenta-se com sete atletas). O menorzinho deles estende o braço para o céu e declara solenemente que a bola passou na altura de sua mão: portanto, foi gol. Mas o goleiro adversário demonstra sua discordância dando um empurrão no pixote. Eis que no mesmo time atuava também o irmão do pixote, dois anos mais velho e bem mais parrudo. Voou para cima do gool-keeper. O qual, a bem da verdade, não se intimidou: “Vem, pode vir! Vem, se tu é homem!”

Nesse momento crucial do conflito, um dos jogadores, com ares de capitão, enfia dois dedos na boca e dá uma apitada tão estridente que até a pouca grama do campo se arrepia. O susto foi suficiente para imobilizar os contendores. Uma menina que até então olhava a pelada com o ar de quem nunca viu coisa tão boba em toda sua longa vida de dez anos se aproveita desse segundo para, como dizem os locutores esportivos, adentrar o gramado.

A presença feminina serenou os ânimos, como sói acontecer. Eis que o dono da bola era o irmão dela, pelo que a invasora se atreveu a dar um bico na redonda que, já cansada de ser chutada em todas as direções e sem direção nenhuma, veio cair a meus pés. Era visível o alívio da pelota por fugir daquela confusão e visível era sua esperança de que eu ao menos não a chutasse de volta para a zona conflagrada.

De simples e anônimo observador, vi-me de repente envolvido no conflito. Os dois capitães vieram à frente dos seus comandados e pediram uníssonos a minha opinião. Opinião, já se vê, com peso de uma sentença. Pois fiquem sabendo do que eu mesmo só vim a saber mais tarde: o time perdedor pagaria o sorvete do vencedor. Era uma decisão de alta responsabilidade. A vocês confessarei, agora que o fato é passado, que desde o começo tinha opinião a respeito. Para mim, que justamente naquele momento havia desviado os olhos da revista que folheava, o gol era legítimo.

A regra é clara, já nos ensina um famoso comentarista. Não havia impedimento, aliás não havia juiz, nem bandeirinha. Verdade que o goleador tinha levado uma rasteira ao mirar a meta adversária, mas tendo se levantado a tempo de dar prosseguimento à jogada, aplicava-se no caso a lei da vantagem. E, último e decisivo argumento, a bola tinha passado um palminho acima da cabeça do goleiro. Frango dos grandes, talvez pelo justificado medo do tiro que vinha em sua direção.

O difícil era dar uma decisão tendo em volta treze garotos gritando e mais a menina que me encarava com aquele olhar com que as mulheres sabem intimidar um homem, ainda que este tenha idade para ser seu avô. Tremi nas bases. O que você faria? Segundo Voltaire, “A coragem não é uma virtude, mas uma qualidade comum aos celerados e aos grandes homens”. Não sendo nem uma coisa nem outra, achei prudente ganhar tempo, em busca de uma solução conciliatória. Infelizmente, no futebol não existe meio gol, portanto, não havia conciliação possível.

De repente, o som de uma campainha soa ao longe e uma funcionária se aproxima do gramado e sentencia; “Terminou o recreio! Todo mundo pra sala!” Tive esperança de que o grupo se desfizesse, mas ninguém arredava pé. Urgia dar uma decisão. Juntei toda a coragem que não tinha, calculei mentalmente onde era o centro do campo e, apontando para ele, imitei um antigo comentarista de arbitragem: “Gol legaaaaaaaal!”

E saí depressinha!

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Novidade

quarta-feira, 04 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Manbol passa a ser reconhecido como esporte no Estado do Rio

Manbol passa a ser reconhecido como esporte no Estado do Rio

        Algum leitor conhece, já ouviu falar ou, quem sabe, já praticou o manbol? Pois o esporte, criado em Belém, no Pará, e que está fazendo sucesso nas praias do Rio de Janeiro, foi reconhecido como modalidade esportiva estadual, através da lei 10.484/2024, publicada em Diário Oficial do último dia 28 de agosto. Autor do projeto de lei 1.733/2023, aprovado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e agora sancionado pelo governador Cláudio Castro (PL), o deputado estadual Carlinhos BNH comemorou a sanção.
        “O manbol é um esporte que nasceu da criatividade. Pode ser jogado em qualquer lugar plano, tem tudo para se tornar cada vez mais popular”, destaca Carlinhos BNH, presidente da Comissão de Esporte e Lazer da Alerj.

        O esporte começou como uma brincadeira, que usava o caroço da manga. O nome que o batiza é a junção de “manga” com “bola”. A modalidade é jogada com duas bolas simultâneas. Para jogar, são necessárias duas bolas ovais, uma rede e duas duplas adversárias. Cada bola vale um ponto, o objetivo é atingir o chão da quadra rival; se uma bola cair em cada quadra simultaneamente, o ponto é anulado.

 

História do manbol

        Criado em 1992, nas ruas da cidade de Belém, capital paraense, pelo jovem Rui Hildebrando, a modalidade esportiva manbol se originou de uma brincadeira simples de crianças que utilizavam mangas, jogadas simultaneamente pelos participantes sem deixar cair no chão. Somente em 2004, a brincadeira de arremessar mangas foi reconhecida como esporte, com a criação da Confederação Brasileira de Manbol (CBM) em Belém-PA, entidade idealizada pelo próprio criador da modalidade.

        A história do manbol, trazida pelo seu idealizador se configura como um esporte que nasceu de uma brincadeira entre dois irmãos, enquanto arremessavam um caroço de manga de um lado para o outro e daí o significado da palavra, “manbol” junção das primeiras sílabas de manga (man) e bola (ball). Como qualquer manifestação esportiva com regras e constituição própria, o manbol se tornava oficialmente um esporte nacional, reconhecido em lei estadual como um esporte genuinamente paraense.

A este respeito, em 2016, a Prefeitura de Belém, através da lei municipal 9.192, reconheceu o manbol como modalidade esportiva criada na cidade de Belém e, em 2018, pela lei estadual 8.739, o manbol foi reconhecido como modalidade esportiva no âmbito do Estado do Pará.

De acordo com Hildelbrando (2021), o manbol é um esporte contagiante e fácil de jogar que combina raciocínio lógico e agilidade. É o único no mundo que é praticado com duas bolas ovais e pode ser jogado em: quadras, áreas praianas, parques, escolas, ruas, clubes, em qualquer lugar plano e com um solo apropriado.

        Em 2005, a modalidade já tinha força para manter-se em Belém e, sabendo do potencial que o esporte tinha principalmente para a prática nas praias, seu idealizador decidiu que era hora de expandir sua ideia e foi para o Rio de Janeiro a fim de ampliar o esporte.

Ainda em 2005, durante um evento sobre esportes na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), houve a oportunidade de apresentar o esporte. Atraído por novidades e impressionado com a adaptabilidade do esporte ao baixo custo de implantação, um professor de educação física e gerente de projetos da Prefeitura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, resolveu ajudar a difundir o esporte.

        Com a fundação da Associação de Manbol do Rio de Janeiro (AMRJ) para continuar os trabalhos de divulgação e popularização do esporte, em dezembro de 2006, foi realizado o 1º Torneio da modalidade no Rio de Janeiro, com a presença de 12 praticantes. A popularidade do mambol fora, enfim, reconhecida e a veiculação do esporte paraense no Brasil, começa a expandir, chegando a países da América do Sul e pelos estados brasileiros.

O esporte tem algumas peculiaridades entre elas destacam-se: a manipulação das bolas, o deslocamento e as estratégias de jogo.

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    Manbol passa a ser reconhecido como esporte no Estado do Rio (Foto: Divulgação Ascom Deputado Carlinhos BNH)

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    Modalidade pode ser praticada em praias ou quadras (Fo-to: Thiago Gomes / O Liberal)

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Papa: viver a fé com coerência

terça-feira, 03 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

No Angelus, Francisco diz que fomos feitos para a verdadeira pureza, "aquela que Deus nos dá, se lhe permitirmos expulsar de nós toda sombra de egoísmo, de orgulho e de julgamento, para nos modelar à imagem de seu Filho Jesus, que deu a vida por nós." Viver a fé com coerência, concretizando com sentimentos, palavras e obras o que faço na igreja e digo na oração.

No Angelus, Francisco diz que fomos feitos para a verdadeira pureza, "aquela que Deus nos dá, se lhe permitirmos expulsar de nós toda sombra de egoísmo, de orgulho e de julgamento, para nos modelar à imagem de seu Filho Jesus, que deu a vida por nós." Viver a fé com coerência, concretizando com sentimentos, palavras e obras o que faço na igreja e digo na oração.

Em síntese foi o que disse o Papa Francisco ao comentar - antes de rezar o Angelus - o Evangelho de Marcos (cf. Mc 7,1-8.14-15.21-23) proposto para este 32º Domingo do Tempo Comum. E a inspirar sua reflexão, foi um tema que era muito caro aos seus contemporâneos, ou seja, "o puro e o impuro", tema que "estava principalmente ligado à observância de ritos e regras de comportamento" e se devia prestar atenção para evitar qualquer contato com coisas ou pessoas consideradas impuras:

Alguns escribas e fariseus, obcecados, rigorosos observadores destas normas, acusam Jesus de permitir aos seus discípulos comerem sem lavar as mãos. E Jesus aproveita essa repreensão dos fariseus aos seus discípulos para falar-nos do significado da "pureza". A pureza – diz Jesus – não está ligada a ritos externos, mas antes de tudo está ligada a disposições internas, disposições interiores.

Ou seja, para ser puros, "não há necessidade de lavar as mãos diversas vezes, se depois são alimentados dentro do coração sentimentos malvados como ganância, inveja e orgulho, ou más intenções como engano, roubos, traição e calúnia":

Jesus chama a atenção para nos guardarmos do ritualismo, que não faz crescer no bem, pelo contrário, às vezes esse ritualismo pode levar a negligenciar, ou até mesmo a justificar, em si e nos outros, escolhas e comportamentos contrários à caridade, que ferem a alma e fecham o coração.

O Papa traz essa realidade para nossos dias, destacando alguns aspectos que podem dizer respeito também a nós:

Não se pode, por exemplo, sair da Santa Missa e, já no adro da igreja, parar para fazer comentários malévolos e desprovidos de misericórdia sobre tudo e todos. Aquele falatório que arruína o coração, que arruína a alma. E não pode isso! Vais à Missa e depois, na entrada, faz essas coisas, é uma coisa feia. Ou mostrar-se piedosos na oração, mas depois em casa tratar com frieza e distância os próprios familiares, ou negligenciar os pais idosos, que precisam de ajuda e companhia.  Esta é uma vida dupla e não pode ser. E isto é o que faziam os fariseus. A pureza externa, sem as atitudes boas, atitudes misericordiosas com os outros. Ou não se pode ser aparentemente muito corretos com todos, e quem sabe mesmo fazendo um pouco de voluntariado e algum gesto filantrópico, mas depois por dentro cultivando o ódio pelos outros, desprezando os pobres e os últimos ou comportando-se desonestamente no próprio trabalho.

Ao fazermos isso - observa Francisco - "a relação com Deus fica reduzida a gestos externos, e internamente permanecemos impermeáveis à ação purificadora da sua graça, entregando-nos a pensamentos, mensagens e comportamentos desprovidos de amor. Nós fomos feitos para outra coisa, fomos feitos para a pureza de vida, para a ternura, para o amor".

E sugere que nos perguntemos: Vivo a minha fé de forma coerente, isto é, aquilo que faço na Igreja, busco com o mesmo espírito fazer fora? Com os sentimentos, com as palavras e com as obras, concretizo na proximidade e no respeito aos meus irmãos o que digo na oração? Pensemos nisso!

Que Maria, Mãe puríssima - disse ao concluir - nos ajude a fazer da nossa vida, no amor sentido e praticado, um culto agradável a Deus (cf. Rm 12, 1).

Fonte: Vatican News

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A VOZ DA SERRA, mês a mês, é sempre a leitura da vez

terça-feira, 03 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

            Se o envelhecimento dos brasileiros traz desafios e necessidades, o Caderno Z traz sempre uma novidade e essa é para situar melhor a longevidade: “Nossa idade real é a biológica, não a que está em nossa certidão”  Mas como isso pode ser? O geneticista molecular, professor Mariano Zalis, explica: “Há pessoas que têm um relógio biológico mais acelerado, mas a forma como vivemos também ajuda a acertar os ponteiros...”. Sobre os genes, o professor Zalis ressalta: “Genes não são donos do nosso destino. Eles não se controlam por si próprios.

            Se o envelhecimento dos brasileiros traz desafios e necessidades, o Caderno Z traz sempre uma novidade e essa é para situar melhor a longevidade: “Nossa idade real é a biológica, não a que está em nossa certidão”  Mas como isso pode ser? O geneticista molecular, professor Mariano Zalis, explica: “Há pessoas que têm um relógio biológico mais acelerado, mas a forma como vivemos também ajuda a acertar os ponteiros...”. Sobre os genes, o professor Zalis ressalta: “Genes não são donos do nosso destino. Eles não se controlam por si próprios. Quem controla é o meio ambiente, isto é, a forma como vivemos, tudo o que está a nossa volta, os acontecimentos ao longo da nossa vida”.

            E continua: “Não adianta encher o rosto de botox se o corpo está ruim por dentro. A pessoa continuará a envelhecer por mais que tente disfarçar”. Na clareza de suas explicações, há luzes, conforme realça: “Podemos influenciar nossos genes e nos reinventar, mesmo depois dos 60 anos”. E como fazer essa nossa reinvenção? Zalis aconselha: “Tentar levar a vida de uma forma mais positiva... Terapia, ioga, meditação, boa alimentação, exercícios, evitando o estresse... Nossa vida é finita, mas pode ser melhor...”. Em se tratando de melhorar, o brócolis entra em ação. É a “bomba natural” de fibras, vitaminas e minerais, capaz de evitar o crescimento de tumores. O vegetal tem, inclusive, o poder “de causar saciedade”, sendo útil em dietas para emagrecimento, ajuda a reduzir os níveis de colesterol e melhora o “trânsito intestinal”, liberando as toxinas.

            Em “Esportes”, Vinicius Gastin nos trouxe boas novas sobre o lutador friburguense, Victor Dias que está se preparando a luta principal do LFA 192, no próximo dia 13, contra o americano Mark Climaco. O evento acontecerá em Santa Cruz, na Califórnia. O friburguense é detentor de várias vitórias e segue rumo ao sonho de integrar o elenco do UFC. Seu cartel de 15 lutas tem apenas três derrotas.

            Confesso que fiquei sem ação quando vi, no jornal, a nota sobre o falecimento da querida Maria do Carmo Bispo dos Santos, a Dona Carmelita, ou tia Carmelita conforme eu a chamava. Pessoa doce, de vida ativa e prendada, sempre marcando presença nos eventos da cidade. Tia do inesquecível trovador Joaquim Carlos, por quem a conheci. Quase completando o centenário de vida, deixa-nos uma imensa saudade e um legado de lembranças por sua existência plena de amor e generosidade.

            A concessionária Águas de Nova Friburgo é finalista do prêmio GRI Infra Awards que reconhece iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sustentável no Brasil “destacando excelência, inovação e impacto social e ambiental positivo”. A concessionária concorre com o projeto “Lodo de Valor”, implantado na empresa em julho de 2021. O objetivo do projeto é dar um caminho sustentável para o lodo nas estações de tratamento. Parabéns, Águas de Nova Friburgo, sempre atenta ao bem comum.

            Enquanto, a cada minuto, o TSE recebe uma denúncia de propaganda irregular na campanha eleitoral, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro,  homenageia policiais pela apreensão de 500 fuzis. O bônus, instituído por decreto em agosto de 2023, destina-se a cada policial, seja ele militar ou civil, em serviço ou de folga, pela apreensão de armas em poder da criminalidade. Falando em lei, as empresas que contratarem serviços de profissionais com motos irregulares terão que pagar multa no valor de R$ 4.537. Tal determinação é resultado da nova lei 10.490/24, sancionada pelo governador Claudio Castro, publicada no Diário Oficial do Executivo, na última sexta-feira, 30 de agosto. As plataformas de entrega também estão sujeitas aos ditames da nova lei.

            “Nova Onda de Calor” – eis que a charge de Silvério é o retrato da decepção de quem vem a Nova Friburgo para curtir o frio. É mesmo pegar a trouxa e baixar noutro terreiro. Tirando o fatídico frio da segunda-feira, 26 de agosto, o inverno está batendo de frente com as frentes quentes. E os dados atualizados do IBGE confirmam: Nova Friburgo tem 203.328 habitantes. Que beleza! Mais pessoas amando e cuidando da cidade!

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Poesia da madrugada

terça-feira, 03 de setembro de 2024
por Jornal A Voz da Serra

Noite dessas, céu escuro de inverno, tempo frio, acordei de madrugada com uma poesia nos meus ouvidos, ora no direito, ora no esquerdo. Poesia!? Nunca a escrevo porque minhas ideias vêm de todos os jeitos para a prosa, porém nunca em estilo poético. Naquela noite, se trazida por um anjo, se emergiu dos meandros do inconsciente ou se resolveu anarquizar meus pensamentos, a poesia — teimosa — veio me acordar, exatamente, naquela hora em que as energias divinas vêm pelo mundo. Para sossegá-lo ou não.

Ei-la!

Posto que

Noite dessas, céu escuro de inverno, tempo frio, acordei de madrugada com uma poesia nos meus ouvidos, ora no direito, ora no esquerdo. Poesia!? Nunca a escrevo porque minhas ideias vêm de todos os jeitos para a prosa, porém nunca em estilo poético. Naquela noite, se trazida por um anjo, se emergiu dos meandros do inconsciente ou se resolveu anarquizar meus pensamentos, a poesia — teimosa — veio me acordar, exatamente, naquela hora em que as energias divinas vêm pelo mundo. Para sossegá-lo ou não.

Ei-la!

Posto que

A minha poesia começa com palavras calmas—

Conversam à frente dos meus olhos

Falam do tempo em que sempre estou

Sim, do aqui e do agora!

 Das dores que flutuam nos meus sonhos.

Ah, estes meus versos não trazem serenas verdades,

me fazem levantar e caminhar

Sim! Movimentar meus braços e pernas.

Com passos pequenos, tropeço, tateio e esbarro nos móveis

Tudo escuro. Silêncio.

Desperto. Recomeço. Sinto e penso.

Escuto a noite sussurrar:

“Mesmo fazendo parte da loucura de todos,

ainda me permito ser absolutamente eu”.

 

Fiquei espantada por arriscar, justo aqui, na coluna deste jornal, um gesto solitário, contudo literário. Literatura é assim. Passei dois dias revendo a poesia que nasceu à toa, cheia de viço.  

Gosto da conjunção posto que. A conjunção conecta orações; é um elo.  Eu me sinto assim na vida, no meio de tudo e de todos. Como posto que é uma conjunção que concede ou explica, encontro nessa expressão poética um modo de gritar para mim: resguarde-se!

A vida está enlouquecendo, até os polos do Planeta Terra estão mudando de posição e fazendo um auê na natureza! E, aí emerge das minhas entranhas um “Posto que”. Que me belisca. Que me chama a atenção porque, somente eu, com minha totalidade, saberei lidar com “isso tudo”.

Além do mais, vou dizer: volta e meia encontro nas palavras mestras de Fernando Pessoa um “posto que”. Nunca perdido no meio da madrugada gelada.

Salve!

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