Os idosos hoje se divertem de diversas formas, buscando atividades que promovam bem-estar físico, mental e social, como prática de esportes e dança, participação em jogos de tabuleiro e quebra-cabeças, contato com a natureza, expressão artística e voluntariado, e até mesmo utilizando a internet para manter contato social e se informar.
"Velho mas não morto" refere-se a uma atitude de vitalidade e atividade na velhice, demonstrando que a idade não impede a busca por experiências e a manutenção de uma vida plena e engajada, muitas vezes como um lema de grupos e campanhas de valorização do idoso, como a que inspirou o livro “Tentativas de Fazer Algo da Vida”, de Hendrik Groen.
Velho mas não morto também pode ser o título de uma música ou expressão usada em memes e conteúdos online para exaltar a jovialidade no envelhecimento. O indivíduo pode estar envelhecido em termos de idade, mas continua vivo, ativo, cheio de energia e aproveitando a vida, desafiando os clichês sobre estar/ser velho. A frase aparece em músicas, campanhas e em reflexões sobre como viver e envelhecer de forma plena.
Sobre o livro de Hendrik Groen
“Tentativas de Fazer Algo da Vida” — Sem pieguice, o narrador conta o seu cotidiano em um asilo de velhos em Amsterdã (Holanda). O narrador tem 83 anos e, no primeiro dia do ano, decide começar um diário. O livro descreve a rabugice dos velhos no asilo, a preocupação constante com o frio e o calor e a comida, e a formação de um pequeno grupo de velhos “diferentes” na rabugice geral, que decidem, juntamente com o narrador, fazer algo interessante no tempo de vida que lhes resta.
Esse grupo forma um clube, o Tovemantomo — Tô-velho-mas-não-tô-morto, e periodicamente um dos membros do clube é responsável por providenciar algum tipo de passeio. Aulas de culinária, pintura, tai chi, e assim por diante, tudo regado a café e bons vinhos e boa companhia.
O clube logo passa a ser admirado, invejado e odiado pelos outros velhos. O livro não edulcora a velhice e descreve muitos dos problemas ligados ao envelhecimento, a dificuldade de locomoção, a fraqueza geral, a aproximação da demência, a amputação em diabéticos, a morte, entretanto tudo com uma visão mordaz, bem-humorada, sensível.
O narrador é um leitor assíduo de jornais e não está alheio à evidência de que há velhices e velhices. Enquanto ele não consegue andar mais de quinhentos metros sem se cansar, o jornal publica uma reportagem sobre o homem mais velho a subir o Everest, um senhor de 80 anos.
Excelente livro, especialmente para quem não acredita que vai envelhecer, ou seja, todos que estamos antes da velhice, aqueles que imaginamos que nosso corpo vai ser para sempre o mesmo, pois a gente sabe que vai envelhecer, mas a gente não acredita.
Fica aqui a sugestão de uma leitura estimulante!

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