No final de junho, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Urbanismo de Nova Friburgo (Semu) implantou, temporariamente, a mão dupla na Rua General Osório, no trecho entre a Casa dos Pobres São Vicente de Paulo e a Rua Aristão Pinto, devido ao incêndio de uma carreta na Avenida Rui Barbosa. Apesar de temporária, a decisão repercutiu entre moradores e comerciantes da região, que ficaram receosos com a possibilidade da retomada de um estudo para adoção da mão dupla na via definitivamente.
De acordo com um dos representantes de um grupo de moradores e comerciantes da rua, a principal preocupação é com a segurança de pedestres, especialmente crianças e idosos, que passam pelo trecho. Para Albino Ferreira, comerciante da região, a mão dupla não funcionaria. “Já aconteceu uma vez e não deu certo. Nossa preocupação é com alunos dos colégios situados nesta rua, ambulâncias que poderão ficar presas no trânsito, já que temos aqui dois hospitais e diversas clínicas médicas”, disse.
Albino ainda observa que a Rua General Osório possui tráfego intenso de veículos em horários de pico e não comportaria veículos grandes em mão dupla. “Muitos motoristas precisam estacionar por alguns minutos ao longo da rua. Pais e responsáveis precisam deixar seus filhos na escola, muitos pacientes de clínicas têm que desembarcar e embarcar, além dos pontos de carga e descarga das lojas. Somos contrários a essa possibilidade de mudança para evitar um congestionamento ainda mais intenso”, completa Albino.
A VOZ DA SERRA procurou a prefeitura, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
Uma polêmica antiga
Há dez anos, a discussão sobre uma via de mão dupla já preocupava. Em 2016, a prefeitura anunciou que estudava a possibilidade da mudança como uma forma de melhorar o trânsito das avenidas Presidente Costa e Silva, Rui Barbosa e Santos Dumont, no sentido Duas Pedras-Centro.
Na época, o debate era o mesmo. Moradores e comerciantes afirmavam que a decisão não foi pensada para as pessoas que transitavam pelo local diariamente e que, além disso, a proposta abrangia o estreitamento das calçadas da rua.
(*) Estagiária com supervisão de Henrique Amorim

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