Em termos de datas, outubro é um mês especial, pois comemora ao mesmo tempo o Dia das Crianças e o Dia do Idoso. Neste caso, precisamos ter um olhar interessado e respeitoso para esse grupo de pessoas que preserva as lembranças e memórias das famílias, como um guardião de histórias e emoções.
A OMS define envelhecimento saudável como o “processo de otimizar a capacidade funcional e as oportunidades de saúde, participação e segurança, visando a qualidade de vida. Isso envolve não apenas a ausência de doenças, mas também o desenvolvimento da capacidade intrínseca (física e mental) e do ambiente que a suporta, com o objetivo de que as pessoas possam continuar a fazer o que mais valorizam na velhice”.
Não devemos esquecer que pessoas idosas saudáveis e independentes contribuem para o bem-estar de sua família e da comunidade, e descrevê-las apenas como destinatárias passivas dos serviços sociais ou de saúde é perpetuar um mito.
Hoje, o número de pessoas idosas aumenta exponencialmente, e muitas encontram-se em situações socioeconômicas complexas e incertas. Somente intervenções oportunas permitirão aumentar as contribuições desse grupo etário para o desenvolvimento social e evitar que o envelhecimento populacional se transforme em uma crise para a estrutura de saúde e de assistência social.
A Década do Envelhecimento Saudável 2021-2030, declarada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em dezembro de 2020, é a principal estratégia para a construção de uma sociedade para todas as idades. Essa iniciativa global reúne os esforços de governos, sociedade civil, agências internacionais, equipes profissionais, mídia e setor privado para melhorar a vida desse grupo, suas famílias e comunidades.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está liderando esta agenda conjunta, em suas quatro áreas de ação: mudar a maneira como as pessoas pensam, sentem e agem em relação à idade e ao envelhecimento; garantir que as comunidades promovam as capacidades de idosos; fornecer atendimento integrado centrado na pessoa e serviços de saúde primários; e dar acesso a cuidados de longo prazo para pessoas idosas necessitadas.
Em suma, o envelhecimento saudável é um processo contínuo de otimização da habilidade funcional e de oportunidades para manter e melhorar a saúde física e mental, promovendo independência e qualidade ao longo de toda a vida.

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