Uma ponte de madeira sobre o Rio Cônego, na via expressa, tornou-se motivo de preocupação e perigo para pedestres que utilizam a alternativa. Estrutura fundamental para a mobilidade da região, a ponte situada próximo à Associação Friburguense de Pais e Amigos do Educando (Afape) apresenta sinais evidentes de desgaste: tábuas soltas, vãos quebrados em sua parte inferior, pregos à mostra, rachaduras aparentes e guarda-corpos danificados, evidenciando total deterioração e necessidade urgente de recuperação.
Sei que é perigoso atravessar essa ponte, mas não tem alternativa
Ângela Faria
Embora tenha sido projetada exclusivamente para o tráfego de pedestres, beneficiando também os assistidos pela Afape, inclusive crianças, a ponte vem sendo utilizada por motociclistas, o que é proibido. A prática, segundo relatos de moradores, ocorre com frequência, acelerando o processo de degradação da estrutura de madeira. O uso irregular e o intenso fluxo diário transformaram a travessia em um risco constante.
“Todo dia eu passo por essa ponte para levar meu filho à escola. Dá medo, porque se vê pedaços de madeiras soltos e as ferragens expostas. Parece que a qualquer momento pode acontecer uma tragédia”, afirma a dona de casa Maria Marta Silva, de 42 anos, moradora do Cônego.
Apesar do medo, a ponte continua sendo utilizada diariamente por dezenas de pessoas que não têm outra opção de trajeto. Para muitos, é o caminho mais curto para acessar a via expressa. A costureira Ângela Faria, de 37 anos, resume o dilema: “Sei que é perigoso atravessar essa ponte, mas não tem alternativa. Se fosse dar a volta, perderia mais de meia hora. É um risco que a gente se vê obrigado a correr”, conta.
Repercussão
Diante das reclamações dos moradores, a Prefeitura de Nova Friburgo informou, em nota ao portal de notícias G1, que “a estrutura foi construída apenas para pedestres e que a passagem de veículos representa risco à sua estabilidade. A pasta garantiu ainda que a reforma da ponte está incluída no cronograma de obras do município, com previsão de início nos próximos 15 dias”.
Com a proximidade do período chuvoso, a preocupação aumenta, já que o volume de água no Rio Cônego pode comprometer ainda mais a base da estrutura. Especialistas alertam que a manutenção preventiva é essencial para evitar acidentes e que a interdição imediata para veículos seria a medida mais prudente.
Reportagem da estagiária Laís Lima com supervisão de Henrique Amorim
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