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Vinicius Gastin

Esportes

Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.

quarta-feira, 01 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Sancionada Lei Geral da Copa do Mundo Feminina 2027, no Brasil  

Foi sancionada pelo Governo Federal a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa, que será realizada no Brasil em 2027, marco legal que estabelece as condições necessárias para a realização da principal competição esportiva feminina do planeta.

A elaboração foi amplamente debatida com os ministérios envolvidos, a CBF, a Fifa, instituições parceiras e o Congresso Nacional, refletindo um processo de diálogo e construção coletiva.

Para o Ministério do Esporte, a sanção representa mais do que uma etapa dos preparativos para a competição. O momento marca o início de uma nova fase de construção dos impactos que o país pretende deixar a partir da realização do torneio.

“A sanção da Lei Geral da Copa marca uma nova etapa dos preparativos do Brasil para receber a principal competição esportiva feminina do planeta. Nosso compromisso é garantir que os benefícios da Copa permaneçam no país muito depois do apito final, é garantir o legado social e esportivo que estamos construindo”, afirmou o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro.

Regras específicas

A Lei Geral da Copa estabelece mecanismos necessários para a realização do torneio, incluindo medidas relacionadas à organização operacional do evento, proteção de marcas, credenciamento, recepção de delegações e demais garantias exigidas para competições internacionais dessa magnitude.

A Lei também assegura a aplicação, durante o torneio, dos benefícios de meia-entrada previstos na legislação brasileira vigente, com o objetivo de ampliar o acesso da população às partidas e promover a inclusão de diferentes públicos no evento.

“Temos convicção de que esse propósito é compartilhado pela Fifa e pela CBF. Por isso, concentraremos esforços para mobilizar o país em torno da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027, criando condições que estimulem a presença de torcedores nos estádios e fortaleçam o engajamento da sociedade com a competição”, acrescentou o Ministro.

“O maior resultado da Copa não estará apenas nos estádios. Estará nas oportunidades criadas para milhões de meninas e mulheres brasileiras. Queremos que a realização do torneio contribua para fortalecer o esporte feminino, ampliar espaços de liderança e inspirar novas gerações”, acrescentou o ministro.

A realização da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 está alinhada a uma estratégia mais ampla do Governo Federal de utilizar o esporte como instrumento de inclusão, desenvolvimento e transformação social. Nesse contexto, o torneio dialoga com agendas prioritárias como a promoção da igualdade de oportunidades, o fortalecimento da participação feminina em espaços de liderança, a ampliação do acesso ao esporte e a prevenção da violência contra as mulheres.

O legado da competição

Para a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027, Juliana Agatte, o legado da competição começa a ser construído antes mesmo do início dos jogos.

“A Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 é uma oportunidade histórica para ampliar espaços de liderança para mulheres dentro e fora do esporte. O legado da Copa começa antes da bola rolar e será construído a partir das oportunidades que conseguirmos criar para meninas e mulheres em todo o país”, destacou.

Entre os resultados esperados estão o fortalecimento do futebol feminino, a ampliação da participação de mulheres em funções técnicas e de gestão esportiva, o estímulo à prática esportiva entre meninas e a valorização da trajetória das pioneiras que ajudaram a construir a história da modalidade no Brasil. A expectativa do Governo Federal é que a Copa do Mundo Feminina da Fifa Brasil 2027 deixe impactos permanentes para além do período de realização da competição.

“O Brasil foi escolhido para sediar a Copa. Agora queremos ser reconhecidos pelos impactos positivos que deixaremos para as próximas gerações. A Copa será disputada durante um mês. Os benefícios que queremos construir devem durar décadas”, concluiu o ministro Paulo Henrique. Agora os estados e municípios devem replicar em suas instâncias legislativas a publicação da lei do evento.

 

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Porém, ainda é o Brasil...

Vitória sobre o Japão no mata-mata classifica a Seleção para as oitavas de final

 “O Brasil não é mais o mesmo”. E o atacante do Japão Kento Shiogai tem lá certa razão na sua fala. Porque o mundo não é mais o mesmo. Já foi o tempo em que existia um abismo entre o Brasil e o Japão. Entre a eliminada Alemanha e o classificado Paraguai. Entre o Marrocos, semifinalista do último Mundial, e a Holanda, eliminada pelos marroquinos nesta edição. Entre as melhores e as medianas seleções.

E, por um lado, o Brasil não deverá ser mais o mesmo, de fato. Porque a era dos grandes esquadrões que vestiram a camisa verde e amarela passou. Já se foi o tempo em que alguma Seleção entrava em campo numa Copa e a expectativa era saber o tamanho da goleada. É algo cada vez mais raro. Agora se faz necessário formar um time. Uma identidade. O Brasil que enfrentou o Japão não é mais o mesmo que iniciou a Copa do Mundo. Na escalação e no desempenho.

Longe de ser brilhante e impecável. Aliás, pecamos bastante ao conceder aos japoneses o contra ataque que tanto aguardavam, a partir de um erro de passe no meio-campo, tornando mais confortável do que nunca a sua linha de cinco. O seu bloco baixo. Como também era baixa a criatividade de um Brasil que se limitava a cruzar a bola na grande área. Sem dar ritmo ao jogo, sem incomodar o adversário. Pobre nas ideias, preso a uma marcação bem organizada.

Faltava o diferente. E coube ao criticado Casemiro colocar no fundo das redes o precioso cruzamento de Gabriel Magalhães. Marcar cansa mais do que propor, e o Japão sentiu. O Brasil igualmente sentiu que dava para buscar a virada. Que poderia ter vindo na genialidade de Vini Jr., que parou em Suziki e depois na trave. Ou em uma das tantas bolas cruzadas à grande área, com direito a uma delas salva em cima da linha.

Mas a solução para tirar o grito de gol e garantir a celebração pela vaga veio do banco. Dos pés de Martinelli, a escolha de Ancelotti que poucos fariam. Do acerto, já de outros jogos, em aproximar Bruno Guimarães da grande área, o responsável por achar o autor do tento que carimbou a classificação para as oitavas de final. O técnico italiano tem estrela.

O Brasil pode não ser mais o mesmo, e por um lado, é preciso reconhecer. Contudo, em qualquer dos lados, ainda que não seja o mesmo, sempre será o Brasil. Do talento, da camisa pesada. O das cinco estrelas. Que segue seu caminho na busca pela sexta.

Foto da galeria
Primeira seleção feminina brasileira aquece antes de partida no Torneio Experimental da Fifa (1988), na China (Foto: Acervo Museu do Futebol/Divulgação)
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