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Gaslighting – um tipo de abuso emocional

Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
No site www.verywellmind.com foi publicado um artigo sobre “gaslighting”, atualizado no último dia 30 de março. Essa palavra tem surgido ultimamente no meio psicológico e significa um tipo de abuso emocional que pode causar prejuízos à sua saúde mental. Vamos ver algumas informações sobre isso.
Gaslighting é uma forma de abuso emocional que faz com que a vítima duvide de seus próprios sentimentos, julgamento e senso de realidade. O agressor distorce informações para fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção ou sanidade. Ocorre mais comumente em relacionamentos românticos e familiares, mas também pode acontecer em amizades, locais de trabalho ou ambientes médicos. Com o passar do tempo e permanecendo num relacionamento com esse abuso, a vítima passa a desconfiar de seu próprio julgamento, podendo até se perguntar se estará sofrendo de algum transtorno mental.
Dentre os sinais mais comuns desse tipo de abuso chamado “gaslighting”, estão: duvidar de seus próprios sentimentos ou da realidade de uma situação; questionar seu julgamento na medida em que você tem medo de compartilhar sua opinião; sentir-se nervoso e inseguro perto da pessoa que usa esse abuso; acreditar que todos percebem você como sendo do jeito que o abusador afirma; desejo de saber se tudo o que o abusador diz está correto, mesmo que você tenha duvidado anteriormente; sentir-se chateado com mudanças em seu comportamento e por não ser mais tão forte; ficar se questionando se você é uma pessoa muito sensível; sentir-se inadequado ou incapaz de atender às expectativas, ficar se desculpando com frequência apenas por ser você mesmo.
As pessoas abusadoras que usam o gaslighting fazem isso com o objetivo de ter poder e controle sobre outra pessoa, manipulando seus pensamentos e sentimentos. Elas geralmente têm algum transtorno de personalidade, podendo ser o antissocial ou o narcisista.
Atitudes comumente utilizadas pelo abusador gaslighting são, por exemplo, ele ou ela afirma que um evento nunca aconteceu, mesmo que seja uma verdade óbvia para a vítima, usando frases como "Isso nunca aconteceu" ou "Você está imaginando coisas". O abusador deprecia os sentimentos da vítima, tratando as emoções e preocupações dela como sem valor ou exageradas, usando comentários como "Puxa! Como você é sensível demais!" ou "Era só uma brincadeira!".
O agressor usa mentiras diretas que distorcem fatos a favor dele. Ele pode atuar sobre a vítima ao forçar o isolamento emocional dela a fim de aumentar o poder sobre ela, por exemplo, afastando-a de amigos e familiares, reforçando a dependência e a ideia de que apenas ele a compreende de verdade.
Tudo isso sendo feito repetidas vezes com o passar do tempo causam confusão mental, insegurança e dependência emocional, configurando os relacionamentos abusivos.
O artigo do Verywellmind adverte: “Se alguém está te enganando, saiba que não é sua culpa, e há coisas que você pode fazer para proteger sua saúde mental. Você pode colocar alguma distância física entre você e a pessoa que está fazendo o gaslighting, pode manter um registro escrito (com anotações ou conversas salvas) das interações que você teve com a pessoa, deve criar limites, e também perguntar a alguém em quem você confia sobre como ela vê suas preocupações e como ela avalia o abusador, ou você pode se afastar desse relacionamento abusivo.
Fonte: https://www.verywellmind.com/am-i-being-gaslighted-7562452
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Cesar Vasconcellos de Souza

Cesar Vasconcellos de Souza
Saúde Mental e Você
O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.
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