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Enfim, Botafogo volta a vencer e convencer

Max Wolosker
Max Wolosker
Economia, saúde, política, turismo, cultura, futebol. Essa é a miscelânea da coluna semanal de Max Wolosker, médico e jornalista, sobre tudo e sobre todos, doa a quem doer.
Apesar de John, 171, Textor, do frangoleiro (mistura de frangueiro com goleiro) Neto e contar, de novo, com um técnico em início de carreira, o português Franclim Carvalho, o Fogão voltou a vencer e convencer. No último sábado, 18, na arena Condá, estádio da Chapecoense, com 21 minutos de jogo, o placar já mostrava 3 a 1 para o time de General Severiano, com uma exibição para lá de convincente, lembrando o desempenho do time campeão do Campeonato Brasileiro e da Libertadores da América, de 2024.
Sem inventar, escalando jogadores nas suas reais posições. Com um meio de campo formado por Danilo, Edenílson e Cristian Medina que vem ganhando entrosamento e versatilidade e dois jogadores de frente, que vinham rendendo pouco, Mateus Martins e Arthur Cabral, mas que reencontraram seu melhor futebol, o time engrenou. Apesar de, no momento, ter a defesa mais vasada do atual Brasileirão com 22 gols sofridos, tem o ataque mais positivo com 22 gols marcados. Aliás, parece que agora, com o zagueiro Ferraresi atuando com mais firmeza e segurança que o antigo titular Bastos, a retaguarda começa a encontrar seu rumo, dando à equipe o equilíbrio que ela precisa, para um bom desempenho.
Atualmente, o Fogão está na nona colocação, com 16 pontos ganhos, mas um jogo a menos do que os demais participantes. Isso se deveu pela sua pífia participação no torneio pré-classificatório de grupos da Libertadores, quando era dirigido pelo horroroso Martín Anselmi. Esse argentino mudou completamente a maneira de atuar do Botafogo, insistindo com a atuação de três zagueiros, sendo sempre um improvisado, como era o caso de Mateo Ponte, lateral direito de origem e deslocado para a zaga. O uruguaio se sentia como um peixe fora d`água por não ter a menor noção da posição. Uma coisa é um improviso motivado por uma expulsão ou contusão, outra jogar os 90 minutos num setor que não era o dele.
Edenílson veio emprestado pelo Grêmio, onde não estava rendendo e sendo pouco aproveitado. No entanto, no Botafogo ele se transformou em peça importante do time e, a meu ver, tem lugar garantido, só devendo ser substituído, no caso da sua carga de atuação estar muito elevada. Mas, quem está surpreendendo mesmo é Mateus Martins. Atuando como ponta pela esquerda, autor de dois gols no sábado, o segundo deles de rara beleza, parece que desencantou e voltou a exibir o futebol que levou à sua contratação. É um dos artilheiros do time, na atual temporada, ficando atrás apenas de Danilo, que é também o melhor jogador do time e deve ter convocação garantida para a copa do mundo, correndo por fora pela titularidade da seleção. Joga muita bola.
Uma coisa que chama a atenção em Mateus Martins é que ao acreditar nele e escalá-lo com mais frequência, o treinador devolveu-lhe a confiança que ele precisava para suas atuações. Isso mostra que esse hábito de alguns “professores” de escalarem jogadores diferentes de um jogo para outro, não cria a consistência e o entrosamento que todo jogador e, por que não, toda equipe, não importa qual a modalidade, necessita para seguir adiante.
Com Franklin, o Botafogo está invicto a quatro jogos, sendo dois empates e duas vitórias. Apesar de ser estreante na profissão, como foi assistente do técnico Artur Jorge na temporada vitoriosa de 2026, ele já conhece vários jogadores do atual plantel. Além disso, tem a percepção de qual o melhor esquema a ser implantado na equipe, para que ela possa render e gerar bons resultados. Atualmente, o Fogão é o líder de seu grupo, na Sul-Americana edição de 2026 e, apesar de não ter a mesma importância da Libertadores, é uma competição internacional e que garante vaga na principal competição do continente ano que vem.

Max Wolosker
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