Viva São Cosme e São Damião!

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018


Pelos próximos meses, a jornalista Laiane Tavares assina a coluna no lugar do titular Wanderson Nogueira. A Justiça Eleitoral determina que candidatos nas Eleições 2018 não podem apresentar, participar ou dar nome a programas de rádio e TV. A regra não se aplica aos órgãos impressos. Mesmo assim, o colunista e A VOZ DA SERRA, em comum acordo, optaram pela alteração neste período. Wanderson Nogueira volta a assinar o Observatório em outubro, após o período eleitoral.

 

Hoje é dia

  • de São Cosme e São Damião
  • do encanador
  • Mundial do Turismo
  • Nacional do Idoso

O dia

Em 27 de setembro de 1953, a TV Record, segunda emissora de televisão brasileira foi inaugurada em São Paulo.

Palavreando

“Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
Carlos Drummond de Andrade

Observando

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Viva São Cosme e São Damião!

Minhas memórias de infância sobre os dias 27 de setembro são as melhores possíveis. Era uma alegria sair pelas ruas com meus amigos, uma mochilinha e muita disposição em busca das tão desejadas sacolinhas. O que vinha dentro pouco importava, o que a gente queria era quantidade. Chegar ao fim da missão com aquela sensação de vitória e dever cumprido. Era algo realmente especial. Sem contar o quão libertador era desbravar as ruas da cidade com meus colegas.

Por mais que sempre tivesse um adulto nos acompanhando a determinada distância, era a gente que decidia a rota, nos sentíamos gigantes tomando decisões tão fundamentais como calcular o tempo para saber se era possível ir de uma ponta a outra para buscar a sacolinha da ‘Dona Maria’ e retornar pra pegar a da ‘Dona Ana’, já que muitas vezes um tempo de meia hora separavam os horários de distribuição em duas casas. Mas a decisão era sempre que daria, e se não desse, contávamos com nossa capacidade de demonstrar frustração no segundo portão, não erámos iniciantes na ação e sabíamos muito bem que as pessoas guardavam umas sacolinhas em casa para os retardatários resmungões, no caso, nós mesmos, meus amigos e eu.

Minha avó fazia isso, então eu tinha informações privilegiadas de como se comportavam os distribuidores de guloseimas e apostava sempre nessa estratégia para não perder nenhuma sacolinha. Às vezes perdia, e por mais que a mochila já estivesse cheia e o auxílio para carregar fosse uma sacola de supermercado, não era boa a sensação de passar por um outro grupo que teve sucesso onde nós chegamos atrasados.

Apesar das casas perdidas, não havia muito tempo para pensar sobre isso, na nossa casa valia a pena chorar para tentar mudar as coisas, na rua não. Se a gente parasse perderíamos mais, era preciso seguir em frente com coragem para desbravar novos pontos de distribuição, e voltar a tempo para distribuir no meu portão também. Lá em casa essa festa já começava no dia anterior, quando a gente montava as sacolinhas que iríamos distribuir as cinco da tarde.

Ainda hoje seguimos a tradição, e também estimulamos as crianças da família a ‘catar doce’, mas não é mais a mesma coisa. Existe mais medo em relação as crianças na rua, e até aí tudo bem, é natural querermos proteger os nossos de qualquer maldade. O que me entristece é um certo preconceito religioso que cresce contra uma tradição que nunca foi algo além de amor, fé e compartilhamento. Eu cresci vivenciando essa experiência da compra dos doces às sacolinhas e as aventuras nas ruas da cidade, e sempre foi incrível, sempre houve alegria e bons sentimentos em cada etapa do processo. O doce não faz mal, pode confiar.  É com a amargura dessa vida entristecida pelo medo e pela divisão que devemos nos preocupar.

Campanhas com produção de conteúdo (1)

Segundo dados disponíveis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos a presidente da República já gastaram R$ 130,4 milhões em suas campanhas. Do montante, pelo menos R$ 64,8 milhões foram destinados à produção de vídeos para a internet e dos programas eleitorais gratuitos, o que representa 49,7% do total. Historicamente o investimento nas produções dos programas eleitorais sempre tomou boa parte dos recursos das campanhas, a novidade em relação a produção de conteúdo para internet, no entanto, não é aleatória.

Campanhas com produção de conteúdo (2)

Em cursos realizados pelo Facebook em todo país em período que antecedeu o pleito, para coordenações das campanhas, a empresa destacou que esses são os conteúdos onde registram maior engajamento em suas redes. Vídeos bem produzidos, com conteúdos criativos, e que se destaquem do que é feito com regularidade, afetam as pessoas de forma mais positiva e geram maiores possibilidades de sucesso para as mensagens das candidaturas.

Foto da galeria
As tradicionais sacolinhas de Cosme e Damião que fazem a alegria da garotada. Hoje é dia de correr atrás das guloseimas
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Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

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