Exigiram a cabeça de Élio Solon de Pontes

Há 50 anos

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Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

sábado, 02 de dezembro de 2017

Edição 2 a 3 de dezembro de 1967

Pesquisado por Guilherme Alt

Manchetes:

  • Exigiram a “cabeça” do secretário Élio Solon de Pontes: Não é possível que o governador Geremias aceite a imposição do seu chefe da Casa Civil, qual seja a da demissão do secretário de Educação, apenasmente para atender aos políticos de “salvação” funcional para fabricantes de vagas de professoras contratadas.
  • A Assembleia Legislativa Fluminense num esforço que exigiu dias e noites de exaustiva movimentação das comissões técnicas e da sua Mesa Diretora, aprovou o Orçamento Estadual para 1968: Depois de examinar mais de três mil emendas – os deputados Álvaro Fernandes, Nicanor Campanário e Álvaro de Almeida, respectivamente presidente, primeiro e segundo secretários da Comissão Executiva, trabalharam, no mês que se findou 18 horas, em média, por dia.
  • O discurso do líder da Arena, Oliveira Rodrigues “mimoseando” Heródoto: “Estou profundamente sensibilizado e agradecido às manifestações de solidariedade dos meus colegas desta casa. Quero acentuar, apenas, que o cinismo, a desfaçatez do Diretor do D.E.R e o conteúdo desavergonhado da nota que fez inserir no boletim oficial ultrapassam os limites da própria imaginação.”

Pílulas:

  • A novela da saída do doutor engenheiro ex-prefeito do D.E.R embora muito mal encenada pelo cabulosismo comum ao mesmo, conseguiu, em parte êxito. É que o governador Geremias deixou-se enrolar pela “papa” do titular do cargo que aparentava disposição de largar o cargo, mas na realidade estava à ele grudado como se fosse ostra. E, para mal de todos e infelicidade geral, do Estado do Rio, o homem disse: eu fico.
  • “Cantamos a bola” com antecedência. A história da saída era só conversa mole... – Dissemos e hoje repetimos: Era felicidade demais para o governo e para o povo fluminense.
  • Grandes capitais americanos serão colocados no Banco do Estado do Rio, cujo banco, paulatinamente, poderá ser absorvido. Sabemos da pretensão do estabelecimento de crédito garantido pelo tesouro estadual, em adquirir uma grande rede bancária em vitoriosa ascensão em todo o território do nosso estado.
  • Grandes novidades no campo da política friburguense estão prestes a estourar... Tal como nas épocas de inscrição de atletas na Liga de Desportos, várias transferências de craques serão operadas, sem necessidade de passe, de luvas ou de taxas de expediente.
  • Custa-nos acreditar que os vereadores ao Legislativo Friburguense continuem sem a menor promoção publicitária, e, que o poder cúpula da democracia, não tenha seus trabalhos e as atividades inerentes aos seus membros, devidamente conhecida do seu público. Promover os representantes do povo, em igualdade de condições, bem como levar ao mesmo povo não só “as mensagens dos seus Delegados, como também o que é feito em proveito da população, se nos afigura obrigação da dirigência da Câmara.

Sociais:

  • AVS registra os aniversários de: Vanor Moreira, Elizabeth Jovita, Geny Bravo, João Nicolau (2), José Luiz da Silva, Nísia Araújo de Souza, Wilson Jardim (5), Olga Bonan, Ernesto Bizzotto, Inês Carestiato, Overlandi Lourenço (7), Walter Santos, Luiz de Gonzaga (8).

Colunas:

  • Pedro Cúrio em “Ordem do Dia” assina movimento bibliográfico: “Os comentários  começam com uma joia literária, embora produzida sem essa intenção, porque o autor explica: “Este livro foi escrito em homenagem à minha esposa, Odette, num receio de não poder colher todas as rosas que desejei oferecer-lhe, na Primavera de 1967, quando completamos ‘Bodas de Prata’”.
  • Em “Retalhos”, J.B da Silva destaca a formatura das professorandas de 1967. “Era nosso pensamento em homenagem especial a Dedê, Lali e as afetivas, dirigir uma homenagem às professorandas de 1967”. Destacou também polêmica de comerciantes informais com os lojistas friburguenses.
  • Em “Nova Friburgo na Sociedade”, W. Robson assina “Cisne Branco”. De 7 a 13 próximos, o Brasil na posição de sentido reverenciará em firme continência, a gloriosa Marinha de Guerra do Brasil. À esta Marinha que há mais de 30 anos faz parte integrante do seu viver, o cronista presta as suas homenagens com as transcrições das patrióticas frases abaixo, que falam bem alto das suas lutas e conquistas como “patrimônio material e moral da nação, acumulado com o trabalho, sangue e inteligência de muitas gerações: “Quem diz Brasil, diz Marinha! Sem uma Marinha poderosa seremos a mais vulnerável das nações”.
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