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Campanha da vez

sexta-feira, 27 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Tempos complexos. Crise sanitária, social, econômica, política. Vidas de pessoas em risco, o invisível nos assolando de forma assustadora, relações de trabalho por um fio, empresas pedindo socorro, equipe da área de saúde na linha de frente, e a descrição do cenário que beira o caos poderia não terminar nessas páginas. Temos um longo e árduo caminho pela frente.

Tempos complexos. Crise sanitária, social, econômica, política. Vidas de pessoas em risco, o invisível nos assolando de forma assustadora, relações de trabalho por um fio, empresas pedindo socorro, equipe da área de saúde na linha de frente, e a descrição do cenário que beira o caos poderia não terminar nessas páginas. Temos um longo e árduo caminho pela frente.

Vimo-nos imbuídos nesses assuntos e os cuidados são tantos que sentimo-nos sobrecarregados de tanto nos precavermos. Pois é. Nesses dias em que somos convocados à introspecção, que os incrementos tecnológicos batem às nossas portas para que finalmente aprendamos a lidar com todos os mecanismos, que o temos pela escassez e o medo de perder alguém é tão mais forte do que podemos suportar, acabamos por levantar bandeiras de várias campanhas.

Eu mesma já me engajei em várias. Campanha para conscientização de que devemos ficar em casa, campanha de incentivo para não deixarmos os trabalhadores autônomos sem receber pagamentos pelos serviços, campanha para darmos suportes às diaristas, campanha para nos conectarmos com a arte nesses dias sombrios, campanhas em favor do autoconhecimento, em prol dos profissionais de saúde, para segurarmos os idosos em casa, campanha pelo isolamento, pelo trabalho em home office, campanha para lavarmos as mãos, para darmos abraços virtuais, e até mesmo para deixarmos de ser tolos. Campanha de tudo. As bandeiras? Redes sociais.

E os efeitos? São reais. Não tenho estatísticas, mas sinto que os silêncios eloquentes e os gritos coletivos têm provocado consequências a todo instante. Só queremos a vida de volta. Continuemos, pois.

 

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Crise

sexta-feira, 27 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Crise
Uma das maiores e mais sólidas confecções de Nova Friburgo está passando por um momento de turbulência. Desde o início do ano, a Jescri que conta com mais de 200 funcionários, tem evitado demissões. A empresa friburguense tomou um tombo da gigante  da Leader Magazine que, inclusive, está em recuperação judicial. 

Crise
Uma das maiores e mais sólidas confecções de Nova Friburgo está passando por um momento de turbulência. Desde o início do ano, a Jescri que conta com mais de 200 funcionários, tem evitado demissões. A empresa friburguense tomou um tombo da gigante  da Leader Magazine que, inclusive, está em recuperação judicial. 

Plano de ação
O calote da Leader quebrou várias empresas Brasil a fora. Apesar do impacto financeiro, a Jescri traçou um plano de médio e longo prazo para assegurar sua continuidade e a maioria dos empregos. Mas agora, meses depois, se viu novamente em dificuldades. Magazines, principal destino de suas produções, começaram, já na semana passada, a cancelar pedidos que estavam prontos para serem entregues.

Efeito dominó
Com as mercadorias no galpão e a certeza de não receber por elas, as demissões que estavam sendo evitadas não mais poderão ser prorrogadas. A empresa continuará em funcionamento, mas com capacidade bastante reduzida. Segundo o proprietário, Wanderson Barroso Nogueira, o esforço é demitir o mínimo possível, o que já configura um impacto na economia local. 

Volta por cima
O trabalho agora é atuar para pagar os direitos trabalhistas. A empresa acredita que se houver uma recuperação econômica mais a frente, poderá novamente contratar os profissionais demitidos, mas que por hora se vê sem saídas. Para quem conhece a história da empresa que também enfrentou em 2011 a tragédia climática, torce para que a volta por cima venha o mais rápido possível. Não apenas pela idoneidade e espírito coletivo de seus idealizadores, mas pela própria cidade - capital da moda íntima.   

Não há escolha de Sofia
O momento é delicado e, claro, todo o foco tem que ser a saúde. Se compartilha a máxima de que a economia deve servir à vida e não o contrário. Os desafios serão grandes, por isso, desde já governos das diferentes esferas, associações e federações devem traçar planos de injetar recursos na economia pós-pandemia.

Ação do Estado
Salvar empregos, pequenos e médios negócios e microempreendedores deve ser a prioridade. Sabendo-se que 95% dessa tarefa fica com o Governo Federal que é quem tem a maior parcela dos impostos e, consequentemente, recursos e poder. O Estado ficaria com aproximadamente 4% dessa parcela, enquanto municípios com 1% ou menos. 

Novas cidades
No entanto, mesmo com pouco poder, o cenário aponta a necessidade de reinvenção e criatividade por parte dos municípios: antever e planejar. Nessa pandemia, há exemplos de municípios que estão atuando de maneira muito mais eficiente do que outros. Enquanto há cidades cujas atuações beiram o patético de uma incompetência que não surpreende. 

Espelho
Citemos o bom exemplo de Niterói. O município arrendou um hospital privado para, exclusivamente, atender pacientes com sintomas do coronavírus, ampliando o número de respiradores. Além disso, suspendeu a cobrança de estacionamento rotativo, proibiu o corte de água por inadimplência, mesmo o serviço lá ser privatizado. Ainda anunciou ajuda de R$ 500 mensais pelo período de três meses aos MEIs (microempreendedores individuais).         

Dia após dia
Quando a vida voltará ao normal, ninguém ainda sabe. Com a previsão de situação mais crítica para as duas próximas semanas, há quem já projete o fim da quarentena total para a partir de 7 de abril. Mas isso dependerá do resultado do isolamento dessa semana que finda. Ou seja, o resultado de nossas atitudes refletirá se as atividades voltam antes ou depois. 

Palavreando
“Minha cidade diz no seu bom dia: já podemos recomeçar! Não sou ruína, nem escuridão. Sou um lugar em transformação. Ou nasce um novo povo ou não nasce uma nova cidade”.

 

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Nosso compromisso

sexta-feira, 27 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“A comoção é um momento propício que permite estabelecer um novo sistema de Governo”

Naomi Klein

Para refletir:

“A cada dia basta o seu cuidado.”

Jesus Cristo

Nosso compromisso

Como os leitores estão cansados de saber, muita gente tem acusado a imprensa de promover histeria, ao difundir informações oficiais, que estão em sintonia com a comunidade científica internacional e os ministérios de Saúde dos mais diversos países, incluindo o nosso próprio.

Para pensar:

“A comoção é um momento propício que permite estabelecer um novo sistema de Governo”

Naomi Klein

Para refletir:

“A cada dia basta o seu cuidado.”

Jesus Cristo

Nosso compromisso

Como os leitores estão cansados de saber, muita gente tem acusado a imprensa de promover histeria, ao difundir informações oficiais, que estão em sintonia com a comunidade científica internacional e os ministérios de Saúde dos mais diversos países, incluindo o nosso próprio.

Há quem acredite que não dar a devida importância ao problema que enfrentamos seria o melhor a se fazer.

Confiança mútua

A coluna, no entanto, sempre aposta na maturidade do leitor, e tem acumulado muito mais experiências positivas do que negativas nesse sentido.

Por aqui, acreditamos que a maneira mais sólida e honesta de evitar o pânico é justamente falar francamente, e reduzir nas pessoas - ao menos na parte que nos cabe - a sensação de que possam estar lhes escondendo a verdade, ou parte importante dela.

A coluna confia em seus leitores, e sabe que o sentimento é recíproco.

Precisa melhorar

Certo, mas por que toda essa conversa agora?

Bom, porque ao longo desta quinta-feira, 26, algumas situações não correram nada bem aqui em nossa cidade.

Em especial os esforços para a vacinação contra a Influenza acabaram redundando em aglomerações de idosos que vão contra tudo o que se faz necessário para achatar a curva de contágio da Covid-19.

Hora da razão

A coluna ouviu muitas pessoas a esse respeito, tentando compreender o que deu errado.

A primeira leitura é de que o lado emocional prevaleceu em detrimento da razão, uma vez que várias pessoas com menos de 70 anos ignoraram as orientações e não esperaram o momento planejado para que fossem imunizadas.

Além disso, pessoas vindas de outros municípios também chegaram em busca da vacina, causando filas enormes e o trânsito deu um nó em torno do Colégio Anchieta que demorou horas para se desfazer.

Insegurança

E por que isso aconteceu?

Uma leitora manifestou sua opinião, após esperar por muitas horas pela vacina no engarrafamento do Anchieta.

“Todo mundo entendeu que o sistema drive-thru seria oferecido apenas nesta quinta-feira, 26, e que o número de vacinas disponíveis neste lote não era suficiente para vários dias. Então, todos que tinham a possibilidade de levar os idosos em carros quiseram aproveitar essa oportunidade, daí a procura tão elevada.”

Ampliar o foco

A mesma leitora enfatiza que uma vez dentro do terreno do colégio, encontrou tudo bem organizado e funcionando a contento. Um relato semelhante a outros vindos de postos de saúde, que também descrevem organização satisfatória no local da aplicação, mas filas e aglomerações do lado de fora.

Cuidados maiores

Parece claro, portanto, que a população precisa fazer a sua parte e respeitar os cronogramas estabelecidos - inclusive porque doses da vacina vão continuar a chegar sistematicamente.

Entrar em pânico, definitivamente, não é um luxo que possamos nos permitir nesse momento.

Da mesma forma, parece evidente que a organização precisa de apoio para proteger também o que acontece nas áreas externas aos postos de vacinação.

Prevenção máxima

Porque gente, é sério, não podemos mais nos arriscar dessa forma.

Por aqui muitos testes ainda aguardam resultado, e temos todos de ser responsáveis em relação a essas informações.

Ninguém quer se antecipar aos fatos, mas lidamos hoje com a perspectiva - tomara que ela não se confirme! - de que uma cadeia de transmissão já pode ter se estabelecido entre nós.

Mesmo que o tempo nos dê a alegria de derrubar essa hipótese, é com ela que devemos trabalhar no momento de definir o nível de precaução que estamos dispostos a adotar.

Vox populi

Muitos leitores pedem à Secretaria de Saúde de Nov Friburgo que tente distribuir a vacinação em maior variedade de espaços e ao longo de período de tempo mais amplo, a fim de reduzir as aglomerações.

A coluna não tem condições de informar se os recursos para tanto estão disponíveis, mas cumpre seu papel de dar voz aos desejos de quem frequenta este espaço.

Esperança

É certo que, quando a poeira baixar, nossa economia irá precisar de muita criatividade, empatia, e consciência coletiva para se recuperar.

A esse respeito, a coluna encerra os trabalhos de hoje com uma notícia pequenininha, mas ainda assim animadora.

Firmes e fortes

A InovAtiva Brasil registrou 694 inscrições em todo o território nacional para seu ciclo de aceleração 2020.1.

Dessas, 59 partiram do Estado do Rio de Janeiro.

E, na lista dos 92 municípios fluminenses, Nova Friburgo aparece na segunda posição, com sete inscrições (equivalentes a 11,86% do total estadual), atrás apenas da capital.

Tempos difíceis virão, sim. Mas a história friburguense é marcada pela resiliência, e a coluna tem total confiança em nossa capacidade para superar mais este desafio.

Seguimos juntos.

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Dia lindo, ativos valorizando! Ou: como suportar perdas

quinta-feira, 26 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

 

Intitulei esta coluna logo antes de começar o texto; enquanto olho minha tela com a listagem de ações que compõem o Índice Bovespa, meu rosto está esverdeado pelo reflexo de tantas altas no dia.

 

Intitulei esta coluna logo antes de começar o texto; enquanto olho minha tela com a listagem de ações que compõem o Índice Bovespa, meu rosto está esverdeado pelo reflexo de tantas altas no dia.

 Agora, 25 de março – enquanto vos escrevo esta coluna – com o mercado já fechado, apenas três ações do Ibovespa finalizaram o dia em queda. Ao todo, são 73 ações de diferentes empresas que formam a carteira teórica do Ibovespa no quadrimestre de janeiro a abril deste ano. Ou seja, 70 ações valorizaram no dia de hoje. A propósito, o índice fechou o dia em alta de 7,50%; com destaque para GolL4 com a maior valorização (+37,65%) e CRFB3 com a maior desvalorização (-4,22%).

Identificou o grande problema do parágrafo anterior? Não lhe dei nenhum parâmetro comparativo extraordinário para saber se tal cenário é bom ou ruim. O Ibovespa está agora (claro, não estará no mesmo patamar enquanto estiver fazendo sua leitura) em 74.955,57 pontos, valor muito abaixo de seu topo histórico. No dia 23 de janeiro o Brasil comemorava mais um recorde de máxima, aos 119.527,63; exatos dois meses depois, no dia 23 de março, o Brasil se assustava com grandes quedas consecutivas e o gráfico do índice alcançava seu fundo com 62.502,43 pontos, somando uma queda total de - 47,71%. Vê agora como um cenário a parte não reflete o panorama geral? É necessário, sempre, afastar-se do que vê para analisar o contexto.

Voltando a comentar o título, poderia ser completo oposto se eu escrevesse sobre este tema durante a semana passada (e talvez não faça sentido se esta edição fosse publicada no jornal impresso desta sexta-feira, 27). Isso é reflexo da volatilidade do mercado financeiro. 

Mas, então, o que fazer diante de tanta oscilação?

Antes de mais nada, vamos aos termos: essa oscilação é determinada pela volatilidade de que tanto falo: é a medida estatística calculada entre frequência e a intensidade das oscilações de preço de um ativo. Logo, quanto maior a volatilidade, maiores são as variações de preço de uma determinada ação.

Entendido o que é a volatilidade, precisamos saber se você está disposto a ela. Para isso, existe um protocolo a ser estudado em cada investidor para identificar seu perfil e evidenciar sua disponibilidade e vontade de exposição à volatilidade.

Existem, basicamente, três tipos de investidor, e é sobre o arrojado – o com maior apetite à volatilidade e, com isso, à rentabilidade – que vamos falar hoje. Se você se considera deste perfil, precisa entender: num surto pandêmico de coronavírus, seus R$ 119.527,63 investidos em Bova11 (fundo replicador do Ibovespa) virariam R$ 62.502,43 em dois meses e seu estômago precisaria aguentar passar por isso. Costumo dizer aos meus clientes: o prejuízo só existe quando você finaliza suas posições; enquanto não o faz, são números que precisam ser recuperados. E, de fato, crises passam, economias voltam a se recuperar e, mais cedo ou mais tarde, voltará aos três dígitos e passará a ter R$ 150 mil.

Contudo, o investidor disposto ao investimento em ações precisa ter algum conhecimento ou, se não for um apaixonado pelo conhecimento financeiro, suporte profissional para minimizar as perdas e potencializar os ganhos. Existem proteções para fugir de tanta volatilidade e, ainda assim, ser um investidor arrojado.

Por fim, como reagir ao mercado em baixa?

Saiba que é uma ótima oportunidade de aumentar suas posições em participações acionárias. As empresas precisam de você (quando adquire ações de uma determinada empresa, você se torna sócio desta), as ações vão estar com o preço abaixo do valor de mercado e com grande potencial de valorização.

Atente-se para uma dica importante: não é por estar barata que a ação é uma oportunidade. Em tempos como os de agora, analise os dados da empresa. Estude se é um setor pouco impactado pela crise, confira os valores de suas dívidas e o caixa líquido; estes, entre alguns outros, são indicadores fundamentalistas essenciais para identificar boas oportunidades.

A renda variável é assim, confira os gráficos: “sobe caindo”. Por isso, respeite seu perfil de investidor e planeje sua carteira com auxílio profissional.

Gabriel Alves é consultor financeiro.        

 

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Lidando dia a dia com a incerteza da Covid-19

quinta-feira, 26 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Estamos atualmente vivendo num mundo de muita incerteza com a situação de evolução rápida da Covid-19. Não sabendo o que ocorrerá adiante ou temendo se nós ou um dos membros de nossa família poderá adoecer, é cabível surgir ansiedade e medo. 

Devemos agora adaptar nossas rotinas diárias para incluir distância social, trabalhar em casa e para muitos limitar o contato direto com aqueles que amamos. Em função deste momento de isolamento, queremos prover a você algumas dicas para ajudá-lo a lidar, prestando atenção particular à sua saúde emocional e bem estar. 

Estamos atualmente vivendo num mundo de muita incerteza com a situação de evolução rápida da Covid-19. Não sabendo o que ocorrerá adiante ou temendo se nós ou um dos membros de nossa família poderá adoecer, é cabível surgir ansiedade e medo. 

Devemos agora adaptar nossas rotinas diárias para incluir distância social, trabalhar em casa e para muitos limitar o contato direto com aqueles que amamos. Em função deste momento de isolamento, queremos prover a você algumas dicas para ajudá-lo a lidar, prestando atenção particular à sua saúde emocional e bem estar. 

Seja você um paciente, cuidador, membro do staff do hospital ou de família recentemente enlutada, estas dicas podem ajudar a administrar a incerteza, a ansiedade e o medo.  

Crie uma rotina – isto provê uma estrutura para seu dia e aumenta seu senso de controle. Tenha como alvo levantar-se cada dia no mesmo horário. Planeje seu dia com “pedaços” de tempo – para as refeições, trabalho, estudo, exercício, trabalho doméstico e conexão on line com amigos e familiares. Escreva diariamente uma lista dos “para fazer” e assinale como “feito” na medida em que você completa a tarefa.

Permaneça conectado – isto é especialmente importante já que agora temos que limitar nosso contato pessoal com os outros. Aumente o uso de tecnologia para ficar em contato com aqueles que você veria pessoalmente. Use recursos on line com modalidades de vídeos porque ver outros realmente aumenta a sensação de conexão. Comece um chat (conversa) com um grupo familiar, de amigos ou com seus vizinhos como uma forma de entrar em conexão. Convide seus amigos para uma reunião social on line. Procure se comunicar mais regularmente pelo telefone ou por texto com aqueles que estão mais isolados, como os idosos ou pessoas que vivem sozinhas. 

Coloque atenção no seu autocuidado – isto é ainda mais importante em tempos de aumentado estresse e vulnerabilidade. Pratique maior higiene, especialmente lavar as mãos com sabão. Atente para uma boa nutrição na medida em que o estresse causa impacto no seu desejo de comer. Ouça música. Faça algo criativo. Exercite sua mente e aprenda algo novo. Tente usar um aplicativo sobre relaxamento. Comece uma lista de gratidão escrevendo cada dia sobre o que você é grato hoje.

Limite sua exposição à mídia – isto é uma coisa que você pode controlar. Se prenda a fontes confiáveis de informações sobre a Covid-19, tais como a Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde ou agências governamentais locais. Limite a quantidade de tempo que você ouve e vê as notícias cada dia – especialmente se existem crianças em sua casa. Tente restringir a observação de notícias para um horário regular agendado do seu dia. Somente encaminhe informação para outros que venham de uma fonte confiável. 

Verifique seu pensar – o modo como pensamos afeta a maneira como sentimos e nos comportamos. Examine seu pensar fazendo a si mesmo algumas perguntas simples: Está meu modo de pensar contribuindo para minha ansiedade ou estresse? Que pensamentos estão me deixando mais estressado? Como mudar meu modo de pensar para meu bem estar? Escreva seus pensamentos preocupantes e suas respostas para as perguntas acima e tente se ater aos fatos, e faça este exercício conversando com alguém. 

Aproxime-se – não sinta medo sozinho. Telefone para um amigo. Telefone para um serviço comunitário de ajuda. Tente falar com um conselheiro pelo telefone. Procure informações de organizações confiáveis sobre suas preocupações particulares, por exemplo, como falar com crianças ou pais idosos sobre a Covid-19.

Este documento é somente para fins de informação. O conteúdo não tem a intenção de substituir um conselho, diagnóstico e tratamento de profissional médico. Sempre procure o conselho de seu médico ou outro qualificado prestador de serviço de saúde com qualquer pergunta que você possa ter quanto à condição médica. 

Obs.: O texto acima é de um psicólogo do Departamento Psicossocial de Oncologia e Cuidado Paliativo do Instituto do Câncer Dana-Faber, da rede de hospitais da Universidade de Harvard, nos EUA. É uma tradução livre editada que fiz e as recomendações são do documento original.

 

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Sapucaia: uma história desconhecida de Friburgo

quinta-feira, 26 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

O município de Sapucaia atualmente é constituído por cinco distritos, Sapucaia, Anta, Jamapará, Nossa Senhora da Aparecida e Pião. Esse artigo objetiva informar sobre a nossa relação com o distrito de Nossa Senhora da Aparecida, uma história desconhecida de Nova Friburgo. Na primeira metade do século 19, nos arredores da Vila de Nova Friburgo os povoados vão se desenvolvendo notadamente pelo assentamento de colonos suíços e alemães que abandonam o distrito colonial. Capelas curadas são construídas e se tornam freguesias em razão de seu crescimento econômico e da população. 

O município de Sapucaia atualmente é constituído por cinco distritos, Sapucaia, Anta, Jamapará, Nossa Senhora da Aparecida e Pião. Esse artigo objetiva informar sobre a nossa relação com o distrito de Nossa Senhora da Aparecida, uma história desconhecida de Nova Friburgo. Na primeira metade do século 19, nos arredores da Vila de Nova Friburgo os povoados vão se desenvolvendo notadamente pelo assentamento de colonos suíços e alemães que abandonam o distrito colonial. Capelas curadas são construídas e se tornam freguesias em razão de seu crescimento econômico e da população. 

Além da Freguesia de São João Batista, sede da vila surgem as freguesias de Nossa Senhora da Aparecida (1842), Nossa Senhora da Conceição do Paquequer (1844), São José do Ribeirão (1857) e Nossa Senhora da Conceição do Ribeirão da Sebastiana (1862). Porém, em 1847, Nova Friburgo perdeu a freguesia de Nossa Senhora da Aparecida que é incorporada ao município de Magé. Os colonos suíços abandonaram o distrito colonial possivelmente por duas razões. Inicialmente pela má qualidade da terra de alguns lotes que receberam. Por outro lado, um dos motivos da diáspora foi o período da história agrária do Brasil que favorecia os posseiros. 

Bastava tomar posse de terras devolutas, ou seja, terras abandonadas que retornavam ao domínio do governo geral e dar-lhes uma atividade produtiva durante um ano consecutivo. A seguir pleiteavam o reconhecimento dessa posse não havendo contestação de terceiros confrontantes. Esse dispositivo legal será possível tão somente até o ano de 1850, já que a Lei de Terras coibiu essa prática. A família Leimgruber pode ter obtido terras através da lei de sesmarias que vigorou até o ano de 1822, ou por meio da posse. 

Banhada pelo Rio Paraíba do Sul, Sapucaia era habitada pelos índios puri. Como as terras eram próprias para o cultivo do café muitos se aventuraram para essa região a exemplo do major José de Souza Brandão, futuro Barão de Aparecida, os Leimgruber e outras famílias suíças. O colono suíço Anton Ignaz Leimgruber tomou posse de terras nessa região e por sua interveniência elevou-a a curato de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. O patriarca da família Ignaz Leimgruber, casado com Luzia Hartmann chegou ao Brasil em dezembro de 1819, acompanhado dos filhos Anton Ignaz, Fridolin, Johann Batista, Marcus, Maria Carolina e Fidel. A ascensão patrimonial da família foi surpreendente. 

Em relação aos filhos do patriarca há o registro de que Marcus Leimgruber adquiriu a Fazenda São Feliciano onde hoje é o município de São Sebastião do Alto, Fidel Leimgruber adquiriu a Fazenda São Pedro do Monte Alegre na Freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, Fridolin Leimgruber tinha uma posse na Freguesia de Santa Rita do Rio Negro, em Cantagalo, e Johann Batista Leimgruber possuía igualmente uma posse em São Sebastião do Alto. O que mais enriqueceu na cafeicultura foi o primogênito Anton Ignaz Leimgruber.

De acordo com o almanaque Laemmert, de 1848, ele está entre os principais fazendeiros de café da Freguesia de Aparecida. Era casado com Mariana Ubelhard, filha de Vicente Ubelhard, igualmente colono suíço que migrara para essa região. Com o falecimento de Anton Ignaz seu único filho Manoel Ubelhard Leimgruber herda um expressivo patrimônio. Conhecido como Manduca, Manoel Leimgruber era graduado em engenharia e mecânica com formação na Inglaterra e na Alemanha. Além de produtor de café era proprietário de uma indústria de fundição no Rio de Janeiro. Fabricava variados tipos de peças de metal como rodas d’água, arquibancadas, cremalheiras para a ferrovia, placas, grades, etc. Em 1878, quando fora participar de uma feira de produtos metalúrgicos na Alemanha conheceu a raça zebu ongole proveniente da Índia e passou a importar lotes de touros e vacas. 

Foi na Fazenda Santo Antônio de Sapucaia que Manoel Leimgruber desenvolveu a criação dessa raça e iniciou a atividade econômica da pecuária no Estado do Rio de Janeiro. O município de Nova Friburgo fazia divisa com Minas Gerais e tinha um território bem mais extenso no século 19. Depois de perder Nossa Senhora da Aparecida ao longo do século foi perdendo outras freguesias para a formação de municípios como Sumidouro, Teresópolis e Bom Jardim. 

A história da família Leimgruber na Fazenda Santo Antônio de Sapucaia é mais um exemplo do êxito dos colonos suíços que abandonaram o distrito colonial.

  • Foto da galeria

    Fazenda Santo Antônio de Sapucaia. (Fotos: Acervo pessoal)

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    Raça zebu ongole proveniente da Índia

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    Carroça dos eventos realizados na Fazenda Santo Antônio

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Objetividade

quinta-feira, 26 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“Um homem de bom senso saberá criar melhores oportunidades do que aquelas que se lhe deparam.”

Francis Bacon

Para refletir:

“A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades.”

Marxwell Maltz

Objetividade

Para pensar:

“Um homem de bom senso saberá criar melhores oportunidades do que aquelas que se lhe deparam.”

Francis Bacon

Para refletir:

“A vida está cheia de desafios que, se aproveitados de forma criativa, transformam-se em oportunidades.”

Marxwell Maltz

Objetividade

O leitor certamente entende que, por várias razões que podemos listar mais uma vez, a avaliação precisa dos riscos atuais à saúde pública não pode ser feita com base apenas nos números absolutos já confirmados.

Primeiro porque a demora para a confirmação dos testes positivos gera um atraso informativo de vários dias, de modo que vivemos hoje um quadro que só veremos lá na frente.

E depois porque o volume de testes ainda está longe do suficiente, e fatalmente não reflete o universo dos contágios assintomáticos, ou de sintomas mais brandos.

Nossa parte

Dito isso, é igualmente importante lembrar que as medidas pessoais e coletivas devem levar em conta o potencial da ameaça, mais do que seu alcance efetivo.

Se tudo der certo, se coletivamente dermos o nosso melhor, no fim os esforços podem parecer que foram exagerados.

Pois que assim seja então, pois seria infinitamente melhor do que o cenário oposto, e constatarmos lá na frente que pessoas queridas acabaram pagando o preço de nossa negligência.

Ainda podemos evitar isso!

Sem distrações

Mais do que nunca, o momento é para que sejamos práticos.

Atribuir culpa a grupos políticos divergentes não nos ajuda em nada, muito ao contrário.

Da mesma forma, especular se já temos ou não algum caso entre nós apenas distrai a atenção, uma vez que independentemente de qualquer confirmação temos todos que considerar sim que o vírus esteja circulando em nossa cidade e região, porque esta é uma possibilidade real.

Se isso irá se confirmar ou não, é algo que não altera em nada as posturas que precisamos adotar.

Transporte coletivo

Algumas pessoas andaram manifestando terem tido dificuldades para utilizar o transporte coletivo friburguense nesses dias de isolamento.

Sempre lembrando que apenas deslocamentos de grande necessidade devem ser realizados nesse momento, a coluna questionou a empresa de ônibus Faol a respeito do que vem ocorrendo, e reuniu as seguintes informações.

Como recarregar

Postos de recarga dos cartões eletrônicos vale-transporte foram fechados em Olaria, Conselheiro e Mury, pois funcionam em estabelecimentos comerciais.

Na Estação Livre, a empresa Riocard tem duas máquinas de recarga, mas a coluna recorre aos usuários para saber se elas estão funcionando adequadamente.

Também na Estação Livre a Fricard mantém o atendimento, das 8h às 16h.

Se houver qualquer inconsistência nessas informações, que não foram checadas na prática, a coluna agradece desde já pelo retorno dos leitores.

Oportunidade preciosa

Nossos governantes têm neste momento a oportunidade de realizar mandatos históricos, avançar esse país de forma sólida e humanitária em curto espaço de tempo.

Unir os espíritos em torno de um objetivo comum, demonstrar maturidade para compreender que as pautas econômicas e humanitárias podem e devem ser harmonizadas, repelir iniciativas oportunistas.

Infelizmente, no entanto, na maioria dos casos possibilidades tão preciosas vêm sendo lamentavelmente perdidas, em razão de despreparo ou interesses menores.

Esperança

Existe a expectativa de que, com o passar dos meses, a população desenvolva a chamada imunidade de grupo, embora ainda não seja conhecido o patamar de contágios necessário para isso, e seja cedo para mensurar a eficiência (ou a janela) do sistema imunológico para evitar um segundo contágio.

De qualquer modo, países como China, Coreia do Sul e Japão estão muito mais avançados nesses processo, não apenas por terem sido expostos antes, mas também em quantidade muito maior.

Visão restrita

Por isso, afrouxar o isolamento por aqui, no contexto atual, certamente traria consequências muito sérias, não apenas sobre a saúde, mas também sobre a economia, pois medidas ainda mais restritivas logo se fariam necessárias.

Não é sinal de coragem ir às ruas agora para enfrentar um vírus que provavelmente não vai te derrubar.

É apenas uma demonstração de ignorância, de visão restrita da realidade.

Amparo

Nosso país vai precisar, isso sim, é de grande volume de crédito acessível e a juros baixos, para que acumule o equivalente a três ou quatro meses de despesas em dívidas, mas preserve empregos, empresas e a capacidade produtiva, ainda que o consumo seja afetado.

Uma união madura e consciente de esforços nos atrasaria num punhado de anos, mas preservaria vidas e a circulação de capital.

Meter os pés pelas mãos nessa altura dos acontecimentos poderia, aí sim, deixar a situação fora de controle.

Solidariedade

Ao longo deste período é especialmente importante que todos tenham olhos e ouvidos atentos a pedidos de socorro por vezes discretos e silenciosos.

Pedintes, ambulantes e pessoas em situação de rua podem estar com as vidas ameaçadas por razões paralelas ao contágio, da mesma forma como algumas instituições de cunho social que dependem de ações arrecadatórias para que consigam fechar seus orçamentos.

Superação

Paralelamente, também é sempre válido lembrar a importância de que pessoas continuem doando sangue.

O momento é de demonstrar carinho, de cuidar de quem precisa, de enfatizar a importância que damos aos nossos idosos e a gratidão por tudo o que fizeram.

O momento é de curar feridas, renovar laços, e reinventar nossa história a partir de mudanças pessoais há muito necessárias.

Sair da pandemia não é o bastante. É preciso que saiamos melhores do que entramos.

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Sessões suspensas

quarta-feira, 25 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.”

Martin Luther King

Para refletir:

“Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.”

Sócrates

Sessões suspensas

Para pensar:

“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.”

Martin Luther King

Para refletir:

“Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida.”

Sócrates

Sessões suspensas

De modo previsível, e talvez até inevitável, o presidente da Câmara Municipal de Nova Friburgo, vereador Alexandre Cruz, determinou a suspensão de todas as atividades do Poder Legislativo pelos próximos 15 dias, como parte das medidas preventivas à propagação do novo coronavírus.

Prazo imprevisível

A ação poderá ter seu prazo prorrogado ou cessado antecipadamente de acordo com a necessidade de adoção de novas ações, mas a tendência atual - e tudo tem mudado muito rapidamente - é que a suspensão seja prorrogada por período maior, com a convocação de reuniões específicas sempre que alguma deliberação se fizer necessária.

Deve ser o caso, por exemplo, em relação à tradicional sessão dos títulos de cidadania.

Canal de diálogo

Durante o período de suspensão das atividades, todos os servidores do âmbito administrativo estarão à disposição para as demandas necessárias por meio de home office.

A população também pode manter contato com a Câmara através do e-mail [email protected].

Avanço doloroso

Antes da paralisação, o setor de RH tomou algumas medidas importantes, atendendo a orientações do Ministério Público.

Três servidores nomeados foram exonerados, e cinco concursados foram convocados.

A medida naturalmente causou comoção, uma vez que vivemos a perspectiva de uma recessão muito profunda, e ninguém quer ver amigo algum perder o emprego num momento como este.

Mas, por mais doloroso que seja - e de fato é -, a troca de nomeados por concursados é um processo necessário e alinhado aos interesses coletivos.

Sobrevida

A suspensão das atividades legislativas se soma aos prazos que foram sendo obtidos à custa de largas doses de teatralidade, e acaba representando mais um período de sobrevida a uma gestão municipal que, antes dos efeitos da pandemia da Covid-19, se encontrava em situação extremamente delicada.

Mais que isso, as possibilidades de que as eleições venham a ser adiadas pode representar a continuidade da atual gestão municipal por mais tempo do que o previsto.

É esperar para ver.

Quem apanha não esquece

Mas, olhando um pouquinho para a frente, não dá para dizer que alguém possa ter motivos para respirar aliviado.

Afinal, enquanto as receitas continuam a pingar e os salários estão em dia, ninguém se importa tanto com os recursos que foram desperdiçados, para não usar termo mais pesado.

Mas quando o cinto começa a apertar, aí todo mundo se lembra daqueles episódios em que recursos públicos foram mal gerenciados.

E, cá entre nós, Friburgo viu muitos desses nos últimos anos.

Casa sobre a areia

É triste, muito triste, ter a consciência de que nossa cidade poderia estar em situação muito mais fortalecida se não tivesse sido palco para tantas demonstrações de incompatibilidade com a boa gestão, e não vamos entrar aqui na discussão sobre ter havido dolo ou apenas incompetência, uma vez que os efeitos importam mais do que as causas neste momento.

O fato é que muita gente vai sofrer as consequências de tudo de errado que andou acontecendo por aqui, na hora em que o dinheiro começar a faltar.

Prioridades

Uma situação que tem sido bastante lembrada nesse sentido diz respeito à adesão à ata do município de Araguaína (TO) para a troca de todo o parque de iluminação pública friburguense por um valor que pode chegar a R$ 47 milhões.

O ex-vereador Cláudio Damião, inclusive, criou um abaixo-assinado na internet para solicitar que o contrato seja cancelado e os recursos sejam direcionados à Saúde, argumentando que já há um contrato para a troca de lâmpadas queimadas no valor de R$ 820 mil por um ano.

Em análise

Cabe dividir com os leitores que a coluna não tem tocado muito nesse assunto por ter conhecimento a respeito do teor da peça que foi protocolada junto ao Ministério Público pelo vereador Professor Pierre em dezembro de 2019, justamente dedicada a este tema.

A análise de detalhes importantes do contrato, bem como do contexto em que foi elaborado e firmado, sugere a necessidade de investigações aprofundadas, e a coluna entende não ser oportuno dividir tudo o que sabe e, dessa forma, correr o risco de prejudicar o trabalho institucional que precisa ser levado adiante.

Seguimos aguardando.

Vacinação

Pouco após o fechamento da coluna de terça-feira a prefeitura comunicou que a primeira remessa de vacinas contra a gripe H1N1, enviadas pelo Governo do Estado, havia se esgotado ainda na segunda-feira, 23.

Para se ter uma ideia, apenas no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (Clube Xadrez) foram imunizados 2.042 idosos.

O contingente parece muito alto, para um momento em que aglomerações precisam ser evitadas a todo custo.

Nesta quinta

Conforme A VOZ DA SERRA já noticiou, a campanha de vacinação será retomada nesta quinta-feira, 26, voltada especificamente para idosos (acima de 70 anos) e profissionais da saúde.

Os trabalhos serão realizados das 9h às 13h nas seguintes unidades: posto de saúde Tunney Kassuga, em Olaria; posto de Saúde Waldyr Costa, em Conselheiro; posto de saúde José Copertino Nogueira, em São Geraldo; Policlínica Sylvio Henrique Braune, Suspiro (apenas para profissionais da saúde); Centro de Convivência da Pessoa Idosa, Clube Xadrez (apenas para idosos); Colégio Anchieta, em esquema drive thru (apenas para idosos).

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Conta de luz

quarta-feira, 25 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Conta de luz
Os consumidores de energia elétrica que estão ou ficarem inadimplentes não terão o fornecimento de eletricidade suspenso durante a pandemia do novo coronavírus. A decisão da Agência Nacional da Energia Elétrica (Aneel) proíbe o corte na luz dos consumidores por um período de 90 dias. Esse prazo pode ser renovado.

Conta de luz
Os consumidores de energia elétrica que estão ou ficarem inadimplentes não terão o fornecimento de eletricidade suspenso durante a pandemia do novo coronavírus. A decisão da Agência Nacional da Energia Elétrica (Aneel) proíbe o corte na luz dos consumidores por um período de 90 dias. Esse prazo pode ser renovado.

Corte proibido
A medida vale para todo o Brasil, para todas as residências e para os serviços considerados essenciais. Ainda que o Estado e algumas prefeituras (a de Nova Friburgo não tomou qualquer medida nesse sentido) a agência reforçou que essas ações são de competência federal.

90 dias
Vale ressaltar que a medida não isenta os consumidores do pagamento pelo uso da energia elétrica, mas somente garante a continuidade do fornecimento àqueles que, neste momento de calamidade pública, não tiverem condições de se manter adimplentes. A dívida, portanto, não será quitada. Ou seja, após o prazo determinado pela Aneel, se a dívida persistir, o fornecimento deverá ser suspenso.

Contas via meios eletrônicos
Também deixa de ser obrigatório a entrega da conta de luz na casa do consumidor. A distribuidora deverá enviar aos consumidores as faturas eletrônicas ou o código de barras, por meio de canais eletrônicos ou disponibilizá-las em seu site ou aplicativo. O órgão tirou ainda a obrigatoriedade das distribuidoras em oferecer atendimento presencial aos consumidores.

O que será que será?
Qualquer discussão acerca do adiamento de eventos é mera suposição. As decisões só valem para aquilo que não dá para esperar, como as Olimpíadas, por exemplo, transferidas para 2021. Quanto ao nosso calendário daqui, ainda que nos bastidores se tenha uma fala ou outra, são isoladas, mais no sentido de previsão do que de tomada de decisão. 

Eleições e feriado
É assim com as eleições municipais, onde os que de fato decidem são categóricos: “não é hora de discutir isso”. Da mesma forma, temática que tem se tornado mais frequente são os feriados. Não dá para mensurar se não haverá feriados, se eles serão usados para compensar a paralisação das produções ou se servirão como moeda de troca em bancos de horas nas relações patrão-empregado.

Férias adentro
O calendário escolar, inclua-se aí universidades também não tem nada de traçado. Fatalmente modelos adotados anteriormente quando de greves longas devem ser copiados, com aulas aos sábados, por exemplo e extensão de aulas pelas férias de julho e dezembro e janeiro, caso necessário. Quanto ao Enem, também não está no radar o seu adiamento, o que é quase certo de ocorrer.

Futebol
Já no calendário futebolístico não se arrisca sequer se o Estadual irá acabar sem campeão. Nesse caso, o maior conflito seria o rebaixamento, já que não ter campeão não seria um problema para a futura edição. O rebaixamento sim! O Friburguense celebra o conforto de estar livre do descenso e de férias, aguardando quem cai do grupo principal e quem cai do chamado Grupo X, no qual América e Nova Iguaçu lutam para ficar. O Americano, matematicamente já está livre.

Sem Estaduais ou Brasileirão
Nos bastidores, comenta-se que os estaduais iriam até o fim e que a mudança aconteceria no Campeonato Brasileiro. A pandemia serviria de brecha para essa alteração que é proibida pelas normas do Estatuto do Torcedor. Mas pelas circunstâncias seria a saída mais viável.

Sem pontos corridos
O Brasileirão das Séries A e B teriam uma fórmula excepcional para diminuir o número de datas, atualmente 38. A quantidade de datas disponível dependeria do fim da pandemia. A partir daí a fórmula que se adeque a quantidade de datas somada a outras competições, especialmente a Copa Libertadores. Pontos corridos é uma realidade cada vez mais distante. A conferir.

Palavreando
“Sentir. Tão importante é o sentir e se sentir. Como se quer. Como parte. Como soma ou mesmo subtração. Reunir sentimentos para além dos sentidos. A respiração da alma. O sabor da música. O arrepio do afeto. A visão do que há dentro. De si e do outro”.

 

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“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.”

quarta-feira, 25 de março de 2020
por Jornal A Voz da Serra

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.” – (Tiago, 5:15.)

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.” – (Tiago, 5:15.)

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.

Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.

O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.

A mente é fonte criadora.

A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.

De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?

De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.

Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de consequências imprevisíveis.

O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.

E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?

Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?

Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.

Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a grande mudança.

Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à vida maior, onde encontramos sempre a própria consciência.

Foge à brutalidade.

Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.

Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.

Não manches teu caminho.

Serve sempre.

Trabalhe na extensão do bem.

Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

Extraído do livro Fonte viva; espírito Emmanuel; médium Francisco Cândido Xavier

CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DO BEM – 62 ANOS
Fundado em 13/10/1957
Iluminando mentes – Consolando corações

Rua Presidente Backer, 14 – Olaria - Nova Friburgo – RJ
Reuniões doutrinárias: quarta-feira, às 14h; quinta-feira, às 20h e domingos, 17h.
E-mail: [email protected]
Visite a Banca do Livro Espírita na Av. Alberto Braune.
Programa Atualidade Espírita, do 8º CEU, na TV Zoom, canal 10 – sábados, às 9h.

 

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