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Vivendo em família 24 horas por dia em quarentena

quinta-feira, 09 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Última parte

Última parte

No artigo anterior comentei que muitas famílias estão vivendo em alto estresse porque foram pegas de surpresa com o isolamento social devido à pandemia viral. Expliquei que traria algo prático na segunda parte do artigo, mas que cada membro da família, marido, esposa, ou outro adulto dentro do mesmo convívio, tomasse a decisão inicial de lutar consigo para ter autocontrole emocional e não perturbar o outro em casa. Isto já seria um grande passo. Vejamos agora dicas práticas para que o comportamento familiar neste momento de quarentena seja vivido com o mínimo de tensão, briga, e desarmonia possível.

1 - Evite atitudes de crítica

Agora não é o momento de ficar apontando falhas do outro. Na verdade, isto deve ser evitado em qualquer momento, mas principalmente nesta emergência que vivemos. Se você evitar críticas, isto previne estresse, tristeza, irritação. Agora é hora de apreciação, valorizar, elogiar o outro para criar um clima calmo. Não critique seu marido porque ele não arruma a louça como você. Não critique sua esposa porque ela não cozinha tão bem como sua mãe.

Agradeça seu marido por colocar o lixo fora, coisa que talvez ele nunca fazia. Agradeça sua esposa por ela ter ficado com as crianças sem a babá ou a vovó enquanto você trabalhava home office, se isolando num cômodo da casa. Antes de dormir você pode dizer para seu cônjuge três coisas que apreciou nele/nela naquele dia. Não se pode conviver juntos em paz sendo críticos. Seja gentil um com o outro.

2 - Procure ser mais curioso do que furioso

Se perceber que seu marido/sua esposa está irritada num certo momento, não se irrite também. Procure saber o que está ocorrendo com desejo de ajudar. Incentive a pessoa a falar e expressar sua contrariedade e não traga aquilo como algo pessoal. Claro, a pessoa precisará falar sem atacar você ou outro membro da família. Quando as pessoas estão estressadas é perigoso o que elas dirão, e é também difícil ouvirem. Fale, sem agredir o outro, e escute o desabafo do outro com respeito.

3 - Permita que seu familiar em casa se sinta mal ou bem quanto à esta crise da pandemia

Otimistas poderão se sentir melhor, sem tanto medo e ansiedade. Não a critique porque ela não está ansiosa como você. Outros mais preocupados e sensíveis poderão com mais frequência se sentir mal, impacientes, com medo. Neste caso, não critique a pessoa que é mais medrosa e preocupada. Cada um lida emocionalmente com esta pandemia da maneira que consegue, e isto não tem que ser igual para todos.

Ao lidar com um familiar que fica muito ansioso neste momento, basta ser empático, ou seja, escutar a pessoa falar do medo, das preocupações, e você pode até ir além de oferecer ouvidos atentos, repetir para ela o que ela está expressando para mostrar que você está entendendo o sofrimento dela. Você pode dizer após a pessoa falar que está tensa com medo de contaminação pelo vírus corona e começar a chorar: “Puxa, que chato este seu medo. Chorar pode aliviar. Mas procure evitar ficar pensando em coisas trágicas.” Veja que nesta frase você oferece compreensão, não critica a pessoa porque ela chorou, e deixa uma ideia positiva para ela lidar com os pensamentos de medo.

4 - Negocie o tempo em casa

Você, seu marido ou sua esposa podem querer estar algum tempo sozinho, sozinha, sem as crianças por perto. Ofereça ficar com as crianças num certo período do dia e depois vocês trocam, o outro fica com as crianças para você fazer algo sozinho que desejar ou precisar. Então, vai ter momento para cada um ficar só, outro para todos ficarem juntos, outro para o casal conversar a sós sem as crianças perto, e outro momento para as crianças brincarem sozinhas ou fazer alguma tarefa escolar. Não é nem todo mundo junto o tempo todo e nem todo mundo separado o tempo todo, se não houver complicações clínicas com ninguém.

5 - Planeje seu dia, mas sem rigidez

Dividam as tarefas em casa. Colocar lixo no lixo, ração para o cachorro e limpar as sujeiras dele, ajudar na cozinha no preparo do alimento, cada um cuidar de sua roupa, da sua cama, da sua toalha de banho. Cada um assumir tarefas escolares e do trabalho feitas agora em casa. Claro, crianças pequenas não podem assumir coisas difíceis, mas dependendo da idade já podem cooperar com tarefinhas simples.

6 - Surgiu uma tensão difícil que agitou os sentimentos?

Respire fundo. Conte até 50. Vá tomar um banho. Deixe o sangue esfriar. Pense. Evite soltar os cachorros imediatamente. Deixe passar pelo menos meia hora para você ter tempo de refletir, acalmar as emoções para depois falar com serenidade. Mas evite deixar isto para o dia seguinte. Conversem pensando em resolver o impasse, o problema, e não para criar mais tensão. Seja honesto e pense: No que estou errando? O que é culpa minha? Como falar de forma respeitosa? Seus filhos não querem ver os pais brigando. Eles sofrem com isso. Portanto, procurem resolver a situação tensa que surgiu da melhor maneira possível.

7 - Respeite os limites

Se seu marido ou sua esposa está isolada num cômodo trabalhando, respeite, não deixe as crianças interromperem o trabalho batendo na porta, gritando, ou chamando o pai ou a mãe. Combinem uma hora em que será a hora do trabalho e que só poderá se interrompida se ocorrer alguma emergência. Explique para as crianças que papai/mamãe está trabalhando ali no quarto ou no escritório da casa e que daqui há pouco ele/ela sairá para tomar a refeição juntos e conversar.

8 - Seja claro ao fazer um pedido ao seu esposo ou esposa

 Algumas pessoas têm dificuldade de pedir ajuda e por isso se sobrecarregam de tarefas. Então, especialmente agora com todo mundo junto o tempo todo em casa, peça ajuda, mas de forma clara, com humildade e sem manipular. Isto é importante porque o outro pode não perceber que você está com uma carga pesada de tarefas. Daí ser importante pedir ajuda.

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A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.

Questões trabalhistas

quarta-feira, 08 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.” (Hannah Arendt)

Para refletir:
“Sendo motivado pela compaixão e amor, respeitando os direitos dos outros – essa é a verdadeira prática da religião.” (Dalai Lama)

Questões trabalhistas

Para pensar:
“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.” (Hannah Arendt)

Para refletir:
“Sendo motivado pela compaixão e amor, respeitando os direitos dos outros – essa é a verdadeira prática da religião.” (Dalai Lama)

Questões trabalhistas

Dias atrás a coluna falou sobre a situação que vem sendo vivida por ex-funcionários da UPA de Conselheiro Paulino, que em vez de receberem todos os direitos trabalhistas que fizeram por merecer, vêm sendo confrontados com propostas ultrajantes que se situam em torno de apenas 50% do passivo trabalhista.

Condição

Pois bem, um trabalho de fiscalização legislativa que vem sendo realizado pelo vereador Professor Pierre não apenas confirma o pagamento realizado pela prefeitura ao Instituto Unir, como também indica que chegou a haver esforços no sentido de amarrar tal pagamento à condição de que as rescisões trabalhistas seriam quitadas a partir de tais recursos.

Querendo entender

Até aí tudo perfeito, mas ao que consta tais esforços acabaram não frutificando a partir de interferências internas que, dadas as consequências, este colunista gostaria muito de compreender melhor.

Se o governo tiver algo a dizer a respeito, certamente seria muito oportuno.

Funcionalismo municipal

E já que estamos falando sobre questões trabalhistas, nesta semana o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Nova Friburgo (Sinsenf) se manifestou oficialmente a respeito do pacote de medidas proposto pelo Palácio Barão de Nova Friburgo para o enfrentamento deste período de quarentena e restrições produtivas.

A nota é grande demais para que possa ser reproduzida na íntegra, mas pertinente demais para que possa ser apenas mencionada.

Abaixo, portanto, a coluna destaca alguns trechos específicos.

Medidas

“Diante do quadro que já vinha se apresentado no Brasil, em fevereiro foi publicada a lei 13.979/2020 que dispõe sobre medidas de enfrentamento ao coronavírus. Posteriormente o Governo Federal, através das MPs 927 e 928, visou regular as relações de trabalho (regidas pela CLT). Ocorre que, entre as medidas adotadas pela União, estão a restrição temporária de locomoção intermunicipal. A MP 927 traz, em seu artigo 3º, medidas para que as empresas possam enfrentar a pandemia, dentre elas destacamos: o teletrabalho, antecipação de férias e banco de horas; medidas essas abordadas no decreto municipal 520 de 28 de março de 2020.”

Concordância

“Dos pontos destacados apontamos inicialmente o teletrabalho como sendo uma medida viável, apesar de custosa ao município. A maioria dos servidores não tem suporte em suas residências para aderir ao home office, contudo, o município fornecendo o material em comodato, assumido o ônus de eventuais encargos, é uma medida que consideramos justa, visando a continuidade ao serviço. No que tange a antecipação de férias, destacamos também como um ponto bastante razoável (previsto pela MP 927), e o servidor, por seu turno, estaria ciente de que nos próximos anos não teria o descanso. Por fim, no tema férias, destaca que a administração também poderá pagar o terço ao final do ano e o salário relativo a férias até o quinto dia útil do mês subsequente, o que é razoável diante de tal momento histórico.”

Discordância

“Já no que toca o banco de horas, o Sinsenf ressalta que a municipalidade vem tomando medidas as quais consideramos desleais em face ao servidor. Explicamos: já houve, por ato da administração a redução do número de ônibus na cidade e nas cidades vizinhas como medidas de prevenção do avanço da contaminação. Há servidores que dependem do transporte público para chegar aos seus postos de trabalho e muitos não conseguem. Desta forma não pode a municipalidade empurrar para o servidor o ônus pela sua falta ao serviço em decorrência de ato da própria administração. E o aspecto mais importante do banco de horas é que necessita de acordo ou convenção coletiva. A MP 927 expõe que pode ser estabelecido por acordo individual e, a nosso ver, afronta a Constituição. Caso a municipalidade leve adiante a promoção deste instituto, conforme o memorando circular 002, será judicialmente combatido por não ter havido qualquer negociação junto a entidade sindical. Por inúmeras vezes em 2019 o Sinsenf se reuniu com o Executivo a fim de discutir o banco de horas justamente para harmonizar a relação entre servidor e administração, o que não foi feito até a presente data.”

EPIs

“O sindicato vem recebendo denúncias sobre as chefias de determinados setores que têm coagido os servidores a irem trabalhar mesmo sabendo que estes não dispõem de transporte público ou qualquer outro meio oficial para levá-los aos postos de trabalho, e também denúncias acerca da falta de material de higiene e EPIs, principalmente para os servidores atuantes nas unidades de saúde. Solicitamos o fornecimento imediato a todas unidades em funcionamento neste período, pedindo prioridade para os atuantes em unidades hospitalares. Esperamos que a municipalidade cumpra com o solicitado a fim de evitar qualquer imbróglio judicial.”

Politização

Infelizmente a questão acabou sendo politizada, e isso definitivamente não ajuda em nada os esforços de razoabilidade de quem busca encarar o contexto atual sem motivações passionais.

Uma vez mergulhada no maniqueísmo reducionista e binário que marca nossos dias, começa a parecer contraditório que alguém defenda ao mesmo tempo saúde e economia, ou que apoie a quarentena e também manifeste preocupação para com os que perdem suas rendas como consequência do isolamento social.

Tudo ligado

A coluna, todavia, já manifestou seu entendimento de que as questões estão umbilicalmente conectadas, e, em última análise, o melhor para a saúde pública acaba sendo, também, o melhor para a economia - como se a preservação de vidas não fosse, por si só, argumento suficiente.

Reconhecer a importância do isolamento, portanto, não passa por ignorar suas terríveis consequências econômicas.

Chocante

Ao contrário, é justamente por reconhecer o sacrifício de tantos que se torna tão chocante ver as ruas cheias de gente, como observamos nesta terça-feira, 7.

Afinal, desrespeitar o isolamento não é apenas colocar e expor a riscos seu círculo social mais próximo e querido, mas também um profundo ato de desrespeito para com aqueles que estão fazendo sacrifícios enormes em razão da proteção coletiva.

Quando se pensa no que tantos estão passando, aglomerações evitáveis se tornam inaceitáveis.

Mais que mil palavras

A foto que ilustra a coluna de hoje foi feita por Regina Lo Bianco e captura com muita dignidade as dificuldades desse momento que estamos vivendo, convidando a todos para que mantenham o isolamento e cuidem daqueles que mais estão precisando.

Tem gente precisando urgentemente de apoio.

O momento é de aprofundar a união, não a divisão.

Foto da galeria
Mais que mil palavras
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Saem as calcinhas, vêm as máscaras

quarta-feira, 08 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

A produção de máscaras de TNT pode impulsionar a economia friburguense, especialmente o setor de moda-íntima. O que começou como um serviço de voluntariado, com fabricações isoladas de facções de fundo de quintal, pequenas confecções ou mesmo produções caseiras, despertou um mercado em alta demanda.

Máscaras de TNT

A produção de máscaras de TNT pode impulsionar a economia friburguense, especialmente o setor de moda-íntima. O que começou como um serviço de voluntariado, com fabricações isoladas de facções de fundo de quintal, pequenas confecções ou mesmo produções caseiras, despertou um mercado em alta demanda.

Máscaras de TNT

Até aqui, o município tem produzido máscaras de pano comum, de algodão. Essas máscaras ajudam na proteção, ainda que não sejam as mais indicadas, mesmo para a população em geral. Mas segundo especialistas é melhor do que nada. Para comercialização em larga escala, existem variados tipos, sendo as de TNT as mais recomendadas.

Grande demanda

Com a falta das máscaras no mercado nacional e a ausência para exportação, a expertise friburguense aparece como salvação. Salvação para um país com alta demanda e oferta reprimida e salvação para a economia local com preservação de empregos e até um novo mercado.

Um milhão de máscaras pedidas

Somente uma grande confecção da cidade recebeu encomenda de um milhão de máscaras de uma grande loja nacional de departamentos. Pedido que veio como súplica, tendo em vista a proibição de produção industrial nos últimos dias. Há consórcios de saúde de municípios que também estariam dispostos a encomendar para distribuição a população.

Implicações

Importante dividir dois tipos de máscaras: as usadas por médicos e demais profissionais de saúde, das demais máscaras. Apesar da retirada de burocracia por parte da Anvisa para a produção de máscaras, continuam válidas diversas implicações legais para as máscaras que são usadas pela saúde. A venda errada pode surtir em fortes penalidades, inclusive criminais.

Sem parque industrial

Nova Friburgo hoje não tem tempo hábil para se estruturar para a produção de máscaras médicas. Essas precisam ser fabricadas em espaços de piso frio e azulejos, além de roupas especiais para quem confecciona. Uma logística que não se implanta da noite para o dia.

 

O que é possível?

Já as máscaras domiciliares, a mais recomendada é a de TNT com panos duplos, ventilação e outros requisitos, mas que para o mercado comum não tem toda essa implicação estéril das de saúde e podem ser imediatamente produzidas aqui, com dependência da matéria prima específica, exceto para elástico e linha.

Equilíbrio e bom senso

Fica no radar a importância de se equilibrar as ações de modo que seja a produção encarada como um serviço emergencial e essencial, ao mesmo tempo sem colocar em risco a saúde dos trabalhadores e das próprias empresas. É preciso tomar as medidas de acordo com as representações sindicais, tanto patronal, como dos empregados e organismos do judiciário, sabendo-se que a palavra final, num primeiro momento é do executivo municipal.

Determinações de proteção à vida

Para tanto, essencial é regulação e fiscalização específicas do poder público, orientadas pelas diretrizes dos órgãos de saúde. A decisão de liberar a produção específica não só de máscaras, mas também de outros EPIs (equipamentos de proteção individual), representam um alento para quem temia perder o emprego ou empresas que projetavam falência.       

O joio do trigo

Vale uma nota: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Produzir neste momento calcinhas e outros produtos do vestuário é querer encalhar produtos. A procura por vestuário caiu 70%, não só porque as lojas estão fechadas, mas porque, naturalmente, não são prioridades de compras.

Prioridade de consumo

Alimentos e medicamentos, além de produtos de energia como gás e gasolina, sem contar a economia que as famílias estão fazendo com medo do colapso futuro são as prioridades de hoje e de algumas semanas para frente. A própria fabricação de máscaras deve perdurar por pelo menos três meses com forte demanda, mantendo-se no hall do essencial.

Para ficar claro

Ficar em casa para quem pode, continua sendo a tática escolhida por todos os países do mundo e por todas as autoridades maiores, exceto por uma no planeta todo. O isolamento horizontal continua sendo o mecanismo mais eficaz, até que se possa fazer a transição para um isolamento vertical. Mas isso só será possível, quando a curva achatar e ter testes rápidos em massa.                 

75 anos

Não posso deixar de registrar a minha alegria em fazer parte da história de A VOZ DA SERRA. Participo de apenas 14 dos seus 75 anos completos neste último dia 7. Sou mais da geração online (20 anos) do que da prensa (75 anos), é verdade. Mas nada como manusear o papel do jornal e perceber que é mais do que papel, mas histórias, testemunhos, biografia de um povo e sua relação com a cidade.

O jornal de ontem e amanhã

Por curiosidade, voltei no tempo, e reli o artigo que escrevi há dez anos, ou seja, nas celebrações dos 65 anos: “O Jornal de Amanhã”. Digo lá: “o jornal de ontem jamais poderia supor o que diria o jornal de hoje. A primeira edição de A VOZ DA SERRA, em 7 de abril de 1945, há exatos 65 anos atrás, jamais poderia prever que o jornal de amanhã, esse que vai às bancas de encontro ao leitor, hoje, seria assim feliz por ser da gente”.

O tempo voa

Queria que fosse só de notícias felizes. De dez anos para cá, tanta coisa mudou. O jornal de ontem jamais poderia supor noticiar a tragédia climática de 2011 ou agora a pandemia do coronavírus que afeta o mundo inteiro. Inusitadamente, dois únicos fatos que tiraram o impresso de circulação por uns dias.

Saudades

Por mais que não queiramos, o jornal de ontem sabia que o do amanhã teria que noticiar a perda de pessoas queridas, como a do seu diretor, Laercio Ventura, e de tantas outras que deixaram legado e saudades. O tal ciclo da vida que faz esse que escreve mais cascudo, não menos insensível, talvez menos ingênuo e mais experiente.   

Feliz por ser da gente

“O jornal de ontem jamais poderia supor que assim seria no jornal de amanhã que chega hoje! E A VOZ DA SERRA hoje, como ontem, continua sendo esse jornal do amanhã que chega primeiro”. Parabéns a Adriana Ventura por manter acesa a chama que seu avô acendeu lá atrás, aos meus colegas de trabalho e a todos que fazem de A VOZ DA SERRA o mais importante e respeitado veículo de comunicação de Nova Friburgo. 

Palavreando

“A VOZ DA SERRA é rito diário e mais do que contar, registrar e testemunhar as histórias acaba se confundindo com a própria história, por ser ela mesma, personagem que retrata e é retratado. A VOZ DA SERRA venceu a todas as intempéries, todas as batalhas psicológicas, econômicas e ideológicas. Eles passaram, passarão, mas A VOZ DA SERRA fica e ficará”.

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Isolamento horizontal ou vertical, eis a questão

quarta-feira, 08 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

É muito estranho acompanhar a postura dos governadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, dois deles sabidamente futuros candidatos à eleição presidencial de 2022, com relação ao caos instalado, no Brasil, com a disseminação do Covid-19. Agora, defendem a defesa da vida em detrimento da economia. Acho que essa postura é corretíssima, mas não custa lembrar que, na realidade, eles dançam ao sabor da evolução dos fatos.

É muito estranho acompanhar a postura dos governadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, dois deles sabidamente futuros candidatos à eleição presidencial de 2022, com relação ao caos instalado, no Brasil, com a disseminação do Covid-19. Agora, defendem a defesa da vida em detrimento da economia. Acho que essa postura é corretíssima, mas não custa lembrar que, na realidade, eles dançam ao sabor da evolução dos fatos.

Os primeiros casos de Covid-19 foram notados na cidade de Whuan, província de Hubei na China, em final de novembro de 2019. Em dezembro esse número já era bem expressivo e a tendência era a disseminação mundial, pois com a globalização, as pessoas viajam o mundo inteiro, principalmente os chineses, dado os interesses econômicos desse país fora da China. Como era de se esperar, a Itália que possui um número muito grande de confecções chinesas, estava ameaçada. E assim foi, pois os primeiros italianos infectados apareceram em fevereiro, mais precisamente, no dia 21 daquele mês. Nos Estados Unidos e Coréia do Sul, a partir de 20 de janeiro.

Ora, o carnaval esse ano começou, exatamente, na sexta feira 21 de fevereiro e, como todos sabemos, a grande concentração de foliões, se dá nas capitais do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, com os desfiles de escolas de samba, blocos carnavalescos que atraem multidões e os famosos trios elétricos baianos, também muito concorridos. Para esses lugares, a circulação de dinheiro é muito grande, a ponto de Dória ter estimado a entrada de R$ 15 bilhões nos cofres públicos paulistas. Os hotéis cariocas ostentaram uma das maiores taxas de ocupação da história, assim como os de Salvador. Essa ocupação era não só de brasileiros, como também de estrangeiros.

Duvido que João Dória, Witzel ou Antônio Carlos Magalhães Neto em algum momento tiveram o pensamento voltado para a suspensão dos festejos momescos. Será que se o tivessem feito os estados mais afetados do Brasil estariam vivendo esse verdadeiro caos social e econômico, que se abate sobre eles? Será que se defenderem o isolamento social horizontal, agora, não é uma maneira de expiar a culpa que sentem por serem parte ativa dessa desgraça nacional? Ou, são tão insensíveis que não têm essa percepção? Não vou entrar nessa discussão, pois existem opiniões pró e contra entre os vários infectologistas do mundo inteiro com relação àquela e a vertical que atingiria apenas, crianças, idosos e imuno depressivos.

A Coréia de Sul têm um número menor de casos, no momento, apesar de no início ter sido o quarto país mais afetado, com 10.284 infectados, 6.598 curados e apenas 186 mortes; mas além de ter partido para uma política agressiva, disponibilizou todo o seu sistema de saúde para diagnosticar a presença do Covid-19 nos habitantes de áreas críticas do país, explicou Bugyeong Jung, jornalista do serviço coreano da BBC. Há um exemplo interessante sobre isso: Estados Unidos e Coreia do Sul anunciaram o primeiro caso de coronavírus em cada um deles no mesmo dia, 20 de janeiro. Mas até a semana passada, os americanos tinham feito teste em 4,3 mil pessoas em seu território. Já o país asiático chegou a 196 mil testes no mesmo período. Ficou mais fácil saber quem estava infectado, isolá-los e comunicar à população por onde havia pessoas infectadas, para que redobrassem os cuidados.

Lá, com incentivo do governo, a própria população passou a usar máscaras de proteção, independentemente de estarem infectados ou não. O governo local instaurou alguns pequenos bloqueios, porém não fechou nenhuma região completamente. Seul diz que utilizou sua experiência anterior com o surto de Síndrome Respiratória do Oriente Médio, em 2015.

Mas, o que chama a atenção é o nível de educação do povo. Aqui, em Nova Friburgo, apesar da orientação de se manter ao menos a 1,5 metro de distância entre uma pessoa e outra, nos postos de vacinação contra a gripe o que se vê são pessoas se esbarrando, como se isso fosse acelerar o processo. Em várias comunidades do Rio de Janeiro os bailes funks persistem, os barzinhos apinhados e as crianças brincando ao ar livre, como se nada estivesse acontecendo. Isso acontece, também, nos caixas de supermercados quando a distância não é respeitada, apesar da existência de identificações pintadas no chão. O mesmo se dá com a atividade física, já que as caminhadas não estão proibidas, mas respeitando-se a distância mínima e evitando o ajuntamento.

A Prefeitura de Nova Friburgo confirmou o primeiro caso de  coronavírus no município no último dia 3.  Ainda de acordo com o mais recente boletim divulgado, o município tem 75 casos suspeitos e quatro confirmados. Dois óbitos ainda estão sendo investigados. O problema é que não temos ainda testes rápidos de confirmação, o que dificulta o conhecimento real da contaminação, em nossa cidade.

Que Deus nos proteja e não nos abandone jamais.

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Diante do Senhor

quarta-feira, 08 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

“Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.” – Jesus. (João, 8:43.)

 A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.

Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes e numerosos.

Emprestar sem exigir retribuição.

Desculpar incessantemente.

Amar os próprios adversários.

Ajudar aos caluniadores e aos maus.

Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.

“Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra.” – Jesus. (João, 8:43.)

 A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.

Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes e numerosos.

Emprestar sem exigir retribuição.

Desculpar incessantemente.

Amar os próprios adversários.

Ajudar aos caluniadores e aos maus.

Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.

Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.

Crêem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas. A preocupação da posse lhes absorve a existência.

Reclamam o ouro do solo, o pão do celeiro, o linho usável, o equilíbrio da carne, o prazer dos sentidos e a consideração social, com tamanha volúpia que não se recordam da posição de simples usufrutuários do mundo em que se encontram e nunca refletem na transitoriedade de todos os patrimônios materiais, cuja função única é a de lhes proporcionar adequado clima ao trabalho na caridade e na luz, para engrandecimento do espírito eterno.

Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.

Percebem, mas não ouvem.

Informam-se, mas não entendem.

Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.

Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis.

São preciosas estações de serviço aproveitável, com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis.

Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra, para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina.

Extraído do livro “Fonte viva”; espírito Emmanuel; médium Francisco Cândido Xavier

CENTRO ESPÍRITA CAMINHEIROS DO BEM – 62 ANOS
Fundado em 13/10/1957
Iluminando mentes – Consolando corações

Rua Presidente Backer, 14 – Olaria - Nova Friburgo – RJ
Reuniões doutrinárias: quartas-feiras, 14h; quintas-feiras, 20h e domingos, 17h.
E-mail: [email protected]
Visite a Banca do Livro Espírita na Avenida Alberto Braune.
Programa Atualidade Espírita, do 8º CEU, na TV Zoom, canal 10 – sábados, 9h.

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Rede particular

terça-feira, 07 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:
“Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.” H. Jackson Brown Jr

Para refletir:
“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.” Sêneca

Rede particular

Para pensar:
“Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.” H. Jackson Brown Jr

Para refletir:
“Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.” Sêneca

Rede particular

Dias atrás a coluna abriu espaço para que profissionais da rede particular de saúde em Nova Friburgo nos ajudassem a desenhar um panorama mais nítido a respeito da estrutura disponível em nossa cidade para o enfrentamento dos desafios representados pela pandemia da Covid-19.

Agradecemos a Armando Pires por compreender a importância desse tipo de informação para que possamos, todos juntos, agir e reagir da melhor forma possível às demandas de nosso contexto.

Convite

A coluna divide hoje com os leitores alguns dados oficiais atualizados, levantados junto ao Cnes/Datasus/MS sobre os hospitais São Lucas e Serrano, deixando o convite para que a Unimed se junte ao grupo e nos permita uma imagem mais completa do quadro municipal.

Auxílio respiratório

Aos dados informados pela secretaria municipal de Saúde a coluna acrescenta a existência de dez respiradores no Hospital São Lucas, todos em condições de uso; e outros dez no Hospital Serrano, igualmente operacionais.

Além disso, também consta a existência de 20 reanimadores pulmonares no Hospital Serrano, todos em funcionamento.

Aparatos importantes

Também parece importante listar, no Hospital São Lucas, a existência de seis leitos UTI adulto tipo II (leitos SUS) e quatro unidades de isolamento; e no Hospital Serrano a existência de dez leitos de UTI para adultos, um de pneumologia, um de geriatria, além de uma sala de atendimento a paciente crítico / sala de estabilização, entre as muitas informações que foram gentilmente disponibilizadas à coluna.

Grau de saturação

Evidentemente seria muito oportuno se pudéssemos ter uma ideia do percentual atual de utilização destes recursos, ainda que tais informações mudem diariamente, a fim de que saibamos a qual distância nos encontramos da saturação de nossa rede de saúde.

Se as unidades públicas ou particulares tiverem alguma estimativa (ou perspectiva) que possam passar a esse respeito, a coluna obviamente saberá tratar tais dados com responsabilidade.

Desde já agradecemos a todos pela colaboração em favor da transparência e conscientização.

O comunicado

No último dia 30 de março a Prefeitura de Nova Friburgo surpreendeu muita gente ao informar que “o cumprimento do texto aprovado na Reforma da Previdência, em novembro do último ano, terá reflexos na folha de pagamento do servidor público municipal de Nova Friburgo, que já serão sentidos este mês. A adequação à emenda constitucional 103/2019 estabelece novas alíquotas de contribuição ao sistema previdenciário, o que fará o servidor, em sua grande maioria, perceber uma diferença no valor, a menor, no pagamento feito no dia 31 deste mês. As novas alíquotas diferem entre servidores celetistas e estatutários”.

Alíquotas

“Até então, os descontos para celetistas variavam entre 8%, 9% e 11%. A partir de agora, as alíquotas passam a ser de 7,5%, 9%,12% e 14%, por faixas salariais. Para um salário mínimo, a alíquota será de 7,5%. Para salários de R$ 1.045,01 à R$ 2.089,60, a alíquota será de 9%.

Para salários de R$ 2.089,61 à R$ 3.134,40, a alíquota será de 12%. Para salários de R$ 3.134,41 à R$ 6.101,06, a alíquota será de 14% (o teto). Para os estatutários, a alíquota única de 14% substitui os 11% do antigo modelo.”

O problema

O vereador Professor Pierre, todavia, recorda que “em se tratando de servidores estatutários vinculados ao Regime Próprio de Previdência, o tratamento é específico nos termos constitucionais. Nesse caso, a adequação da nova alíquota previdenciária, derivada da emenda constitucional 103/2019, não é imediata, mas depende de lei de iniciativa do Poder Executivo de cada ente federativo, tal qual dispõe o inciso II do artigo 36 da emenda constitucional 103/2019 e o § 1º do artigo 149 da Constituição Federal, também alterado pela respectiva PEC.”

Segue

“Diante disso, não poderia o Poder Executivo Municipal, em ato exclusivo e autoritário, desprovido de lei com a respectiva alteração em vigor, aplicar o reajuste da alíquota previdenciária à contribuição dos servidores estatutários sob o Regime Próprio de Previdência. A lei municipal 3.400/2006 ainda vigora com a contribuição de 11%. Nesse sentido, houve desconto irregular de 14% nos contracheques, conforme a folha de pagamento da Prefeitura Municipal de Nova Friburgo, portanto ilegal, o qual deve ser restituído ao servidor público estatutário vinculado ao Regime Próprio de Previdência Social com a devida correção, a despeito de individualmente muito pequena.”

Improbidade?

A partir de tal entendimento, Pierre encaminhou ofício à Subsecretaria de Recursos Humanos no qual requer “cópia do processo administrativo que deu azo à aplicação de irregular e ilegal desconto de alíquota de contribuição previdenciária, em até 20 dias corridos, nos termos da lei federal 12.527/2011, a fim de, em não havendo reparo e comunicação de restituição dos valores descontados a mais aos respectivos servidores públicos estatutários, dentro do mesmo período, avaliar a possibilidade de encaminhamento ao órgão competente de pedido de ação de improbidade administrativa a todos os responsáveis”.

Consciência

À coluna, o que mais chama atenção é a existência, no expediente do Legislativo friburguense, do projeto do Executivo (720/2020) para a necessária alteração da legislação municipal, não deixando dúvidas a respeito da consciência, dentro do Palácio Barão de Nova Friburgo, de que tal dispositivo se faria necessário antes que pudesse se dar a mudança de alíquota para os servidores estatutários.

Como ficamos?

A conclusão inevitável, portanto, é de que o governo levou adiante o desconto, mesmo estando ciente de que estava agindo na contramão da legislação em vigor.

No entendimento deste colunista, esta é uma situação muito séria que demanda posicionamento por parte do Ministério Público e, por conseguinte, do Poder Judiciário.

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Semana Santa diferente: dentro de casa e no coração

terça-feira, 07 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

O Caderno Z voltou e o nosso embarque é por meio de uma plataforma nunca experimentada, ou seja - “Páscoa em tempos de isolamento”. A Semana Santa já começou e se aproxima e o sonhado “feriadão” que, para alguns, era uma combinação de passeios, encontros e comemorações. Ele ficou meio perdido entre as tensões da atual pandemia. Para os religiosos, apesar dos distanciamentos das igrejas, a semana seguirá mais no recôndito dos corações. Contudo, o isolamento social pode ser compensando com a tecnologia da comunicação virtual.

O Caderno Z voltou e o nosso embarque é por meio de uma plataforma nunca experimentada, ou seja - “Páscoa em tempos de isolamento”. A Semana Santa já começou e se aproxima e o sonhado “feriadão” que, para alguns, era uma combinação de passeios, encontros e comemorações. Ele ficou meio perdido entre as tensões da atual pandemia. Para os religiosos, apesar dos distanciamentos das igrejas, a semana seguirá mais no recôndito dos corações. Contudo, o isolamento social pode ser compensando com a tecnologia da comunicação virtual. As sugestões para uma “alternativa segura e viável” são muitas e, por meio de aplicativos, familiares e amigos podem se reunir para conversas online.

O suplemento de fim de semana do jornal trouxe entrevistas com alguns religiosos e todos eles destacaram em seus pronunciamentos que, por mais que seja um momento doloroso, o tempo é de transformação humana. A pastora Ana Maria Rangel ressaltou: “Esse momento é de afastamento físico, mas não afetivo. É momento de estreitarmos os relacionamentos, especialmente em casa”. O pastor Gerson Acker disse bem: “Sábias são as pessoas que aproveitam a quarentena para nutrir sua espiritualidade”. Entretanto, para as crianças que sonham com o Coelhinho da Páscoa, há uma variedade de dicas de pequenos produtores trabalhando as guloseimas para entregas em vários pontos da cidade.

Wanderson Nogueira, em Palavreando, nos convidou a escolher uma música para o dia da vitória, dos abraços, para cantar “bonito e forte”. Eu já escolhi uma canção: “Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita e é bonita...”. Nos esportes, o cenário é de incertezas. Como demonstra Vinicius Gastin, para o Friburguense, já se sabe que o time “não disputará qualquer competição profissional em 2020”. Em entrevista ao jornal, o gerente de futebol do Tricolor da Serra, José Siqueira, explicou que ainda é cedo para se fazer previsões: “A prioridade do momento é a questão da saúde para depois se pensar num calendário esportivo”. E arrematou, brilhantemente: “Cada um se coloque no lugar do outro e ver o que é melhor para todos”.

Os contribuintes do Imposto de Renda terão agora até 30 de junho para entregarem a declaração de imposto de Pessoa Física. A prorrogação do prazo visa facilitar a organização de contribuintes confinados em casa, o que dificulta a aquisição dos documentos que possam estar retidos em empresas, escritórios ou clínicas.

Enquanto a gente fica em casa, há aqueles que permanecem no trabalho para atender as demandas do isolamento. A Associação Comercial, por exemplo, está se esforçando para manter seus canais de comunicação com os associados e o povo em geral. Em sua pesquisa sobre a pandemia, “demonstrando a conscientização da população, da importância do isolamento social”, 75,8% dos entrevistados responderam que somente irão às ruas “em caso de necessidade, mesmo com o comércio aberto”.

Em plena Semana Santa, para os católicos a orientação é a de que fiquem em casa e participem dos ritos pelas transmissões da internet. Tudo em função do isolamento social, quando cada um de nós deve agir com responsabilidade em prol do todo. No município vizinho de Duas Barras, a prefeitura instalou pias, com água e sabão, na Praça Governador Portela e em outros pontos, visando facilitar a higienização das mãos dos moradores que necessitarem ir às farmácias ou a outras demandas indispensáveis. Toda nossa vida está mudada.

Depois de adultos, tivemos que aprender a lavar as mãos corretamente e, mais do que isso, cada vez mais, aprendemos a usar nossas mãos a serviço do próximo. No fim das contas, estaremos mais puros e confirmaremos o pensamento que nos trouxe Massimo: “Sem pureza na ação a verdadeira natureza do Ser não pode ser reconhecida”. O prefeito Renato Bravo anunciou que a quarentena será prorrogada, confirmando: “Neste momento isso é fundamental, essencial para preservar vidas...”. Bravo! Liderança com sensatez é tudo no momento. Nossa riqueza humana em primeiro lugar. Que seja uma Semana Santa de muita reflexão dentro de casa e no coração.

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Bela iniciativa solidária

terça-feira, 07 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Bela iniciativa solidária

Em tempos de solidariedade, ainda mais neste momento de pandemia, jovens do grupo Caminhada de Emaús, da Igreja Santa Terezinha, de Conselheiro Paulino, e também, uma participante do segmento evangélico MPV-Ministério Palavra e Vida, têm mostrado belos exemplos e de ação eficaz.

Bela iniciativa solidária

Em tempos de solidariedade, ainda mais neste momento de pandemia, jovens do grupo Caminhada de Emaús, da Igreja Santa Terezinha, de Conselheiro Paulino, e também, uma participante do segmento evangélico MPV-Ministério Palavra e Vida, têm mostrado belos exemplos e de ação eficaz.

Nos últimos fins de semana, alguns deles - como aparecem  na foto Ana Júlya Ribeiro da Silva, Igor Schott Carvalho, João Pedro Thurler, Daiara Martins, Caio Cler Araújo e Guilherme Silveira Vasconcellos - têm recolhido doações de alimentos não perecíveis em supermercados e até mesmo recebendo algumas auxílios a carentes.

Com isso, esses jovens já estão ajudando as famílias cadastradas com diversas cestas básicas. Guilherme, um dos integrantes do grupo, lembra que quem desejar fazer eventuais doações financeiras, pode depositando o que quiser e puder, na conta corrente 48.016-9 - agência 0335-2, do Banco do Brasil.

Já se algum empresário se interessar em apoiar a campanha, aceitando que os jovens façam a arrecadação dos donativos em seus estabelecimentos,

pode ligar para o cel-zap (22) 9.9773-3238 e agendar os horários mais convenientes.

Nosso diamante!

Hoje, 7, sem dúvida o mais importante aniversariante do dia, é o jornal A VOZ DA SERRA que completa 75 anos de fundação, chegando assim ao seu Jubileu de Diamante.

Parabéns Adriana Ventura e todos que contribuíram e contribuem para isso, sem esquecer de pilares extraordinários, os senhores Américo e Laercio, o pai e filho dos Ventura do jornalismo.

Dia do jornalismo

Ainda sobre o aniversário de A VOZ DA SERRA, vale a reflexão, se não a confirmação, de que esta data é tão significativa que hoje também é o Dia do Jornalismo.

Reeleito na Associação

Desde o dia 8 de março, a Associação de Moradores do Parque Residencial Maria Tereza, está com nova diretoria. O presidente Emílio Alonso foi reeleito para mais dois anos a frente dos destinos daquela instituição.

O presidente Emílio passa a contar agora com Roseli do Almo como vice-presidente; William Teixeira, 1° secretário; Solange Boulhosa, tesoureira e Maria Lúcia Branco, conselheira fiscal. Portanto, uma equipe quase que totalmente feminina.

Duas décadas rotarianas

A empresária Elizabeth Bôscolo Muylaert (foto), por sinal a mais friburguense de todas as mineiras nascidas em São João Del Rey e que aqui reside há décadas, vem sendo cumprimentada por amigos e companheiros rotarianos.

É que na semana passada, ela que já ocupou praticamente todos os cargos naquele clube de serviço, completou 20 anos de sua posse no clube de serviço, que por todo carinho e amizade que dá e recebe, representa como ela mesma costuma afirmar, sua segunda família.

Aniversário amanhã

Se hoje, 7, os parabéns vão para a família Ventura pelo aniversário do jornal, amanhã outro membro do clã Ventura completa novo ano de idade: o amigo e conceituado médico dr. Marcelo Ventura Figueira, que junto do lindo filhinho Lucas e esposa dra. Lindner, celebra seus 6.5. Parabéns e muitas felicidades!

Pesar pelo Waldir

No último fim de semana, uma triste notícia abalou a muitos em Nova Friburgo: o falecimento do amigo e ex-representante comercial que atualmente possuía um estacionamento no centro da cidade, Waldir Ernesto Führ. Eles nos deixou aos 66 anos de idade, após perder a luta para uma grave enfermidade.

Waldyr Führ era gaúcho de nascimento, mas adotou, há algumas décadas, Nova Friburgo como sua cidade de coração, aqui fazendo muitos amigos e se desenvolvendo profissionalmente. Nossas condolências à esposa Elizabeth e ao filho Rodrigo.

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    Bela iniciativa solidária

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    Duas décadas rotarianas: Elizabeth Bôscolo Muylaert

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Reflexões sobre o tempo

segunda-feira, 06 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Com a tão repentina chegada do Corona Vírus, as paredes serenam e não mais limitam a vontade irresistível de ultrapassá-las. Aos poucos, vão se tornando resignadas companheiras durante o isolamento, ficando solidárias a este modo de estar solitário. Tão silenciosas como o tempo que circula entre elas, que não mais transpassa suas estruturas rígidas, deixando pensamentos, emoções e afazeres bailarem nos espaços vazios. O tempo se torna inexistente como, de fato, é. A quietude das paredes, então, passa a mostrar a verdade que as pessoas fazem questão de não perceber: o tempo não existe.

Com a tão repentina chegada do Corona Vírus, as paredes serenam e não mais limitam a vontade irresistível de ultrapassá-las. Aos poucos, vão se tornando resignadas companheiras durante o isolamento, ficando solidárias a este modo de estar solitário. Tão silenciosas como o tempo que circula entre elas, que não mais transpassa suas estruturas rígidas, deixando pensamentos, emoções e afazeres bailarem nos espaços vazios. O tempo se torna inexistente como, de fato, é. A quietude das paredes, então, passa a mostrar a verdade que as pessoas fazem questão de não perceber: o tempo não existe.

Aristóteles afirmou que o homem precisou criar os calendários, as horas e os minutos para evitar o caos, mas os animais não usam relógios porque não sentem necessidade em organizar seus dias; eles o vivem. Ah, os pirilampos ficam fosforescentes ao anoitecer e não precisam de alarmes que lhes avisem que está na hora de se apagarem; o nascer do sol lhes é suficiente. As cigarras, ao sentirem o calor do verão, cantam operetas nas árvores. A Dama-da-Noite exala perfume quando as estrelas enfeitam o céu.

Esse vírus nos fez retirar a palavra tempo do vocabulário porque agora sentimos o jeito dos momentos pelo o que sentimos e fazemos. Para alguns pode ter o ritmo do sapateado, para outros o som do canto do rouxinol. Ainda há quem sinta o sabor do azedo quando o vivenciam. A vida se realiza no vai e vem do acontecer, como a espuma do mar que desaparece na areia. Nada se repete e tudo se faz de novo. Acordamos para um amanhecer diferente e nunca comemos a mesma torta de maçã.

A vida acontece do brilho da lua cheia ao quarto minguante, como a gota d´água que brota na nascente e rio abaixo vai, deslizando em corredeiras, despencando em cachoeiras, batendo em pedras, descansando em poços. Até no mar desaguar. 

A ciranda da vida roda sem pedir consentimentos. Cada um vai sendo e fazendo sua história. Com o gosto de mel ao de fel, cada um vai regando suas hortas, trabalhando nas colheitas, temperando e degustando as refeições.

O covid 19 nos mostra que em qualquer instante pode haver uma caixa de surpresa. Nestas épocas de pandemia, quando a tampa abriu, escutamos os ruídos do trovão. Mas, amanhã, queremos ver os raios de sol.  


 

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Às avessas

sábado, 04 de abril de 2020
por Jornal A Voz da Serra

Para pensar:

“Sem pureza na ação, a verdadeira natureza do Ser não pode ser reconhecida.”

Sathya Sai Baba

Para refletir:

“Caminho para a paz é destruir a inimizade, não o inimigo.”

Frei Raniero Cantalamessa

Às avessas

Para pensar:

“Sem pureza na ação, a verdadeira natureza do Ser não pode ser reconhecida.”

Sathya Sai Baba

Para refletir:

“Caminho para a paz é destruir a inimizade, não o inimigo.”

Frei Raniero Cantalamessa

Às avessas

A mitologia grega eternizou Midas, Rei da Frígia, com uma das histórias mais fascinantes de nosso imaginário coletivo, cuja principal virtude é demonstrar que mesmo uma habilidade aparentemente tão valiosa quanto transformar em ouro tudo o que se toca pode representar, de fato, uma maldição muito dolorosa e mesmo mortal.

Popularmente, a história tem inspirado diversas metáforas a respeito de pessoas que aparentemente alcançam sucesso em tudo o que fazem, e prosperam em várias frentes.

Dedo podre

Mas, claro, entre os personagens reais parece haver também aqueles que seriam Midas às avessas, pessoas com esse estranho dom de transformar em problema tudo o que contaminam através do toque.

Aparentemente temos personagens assim em Nova Friburgo atualmente.

Historinha

Permitam que este colunista conte uma historinha rápida.

No início deste ano, a coluna apurou junto ao governo estadual que Nova Friburgo havia recebido um repasse de R$ 18 milhões oriundos do Programa de Financiamento aos Municípios na Área de Saúde (FinanSUS).

Pois bem, este que vos escreve jamais mencionou isso antes, mas entende que uns e outros olharam para parte significativa desses recursos e começaram a ter ideias sobre possíveis aplicações que pouco ou nada tinham a ver com a destinação original, na saúde pública.

Notícia aguardada

Com a mesma justiça, a coluna sabe que diversos projetos começaram a ser amarrados no âmbito da Secretaria de Saúde, e uma das possíveis notícias - a de que as rescisões dos ex-funcionários da UPA de Conselheiro, ainda nos tempos do Instituto Unir Saúde, seriam quitadas com esse dinheiro - foi especialmente ansiada por este colunista, que há tempos aguarda pela oportunidade de divulgar uma notícia boa e de grande alcance vinda do governo municipal.

Diversas vezes perguntamos sobre atualizações a esse respeito.

Insulto

Pois bem a aguardada notícia nunca chegou, mas de uns dias para cá vários desses ex-funcionários começaram a ser procurados pelo escritório de advocacia contratado pela Organização Social Unir Saúde, com propostas que eles próprios assumem ser próximas a 50% do valor devido a cada profissional.

Apurações ainda incompletas indicam que a OS recebeu os valores que lhe eram devidos, e agora está fazendo propostas em relação a algo que é um direito evidente de cada ex-funcionário.

Ora, perdoem a sinceridade, mas isso só pode ser descrito como um insulto.

Hora de união

A coluna evidentemente se coloca à disposição para ajudar os ex-funcionários na reivindicação de seus direitos, e entende que seria digno por parte da prefeitura unir forças com o intuito de assegurar que cada um receba integralmente o que lhe é devido.

Caso o Ministério Público do Trabalho deseje se manifestar publicamente sobre o tema, o espaço fica igualmente aberto.

Abandono

O leitor sabe que, em ano eleitoral, muitas consultas informais de opinião são feitas por diversos partidos, a fim de levantar as mais diversas informações.

Meses, por exemplo, atrás o colunista teve acesso a um desses levantamentos, e basicamente ele apontava que o maior fator da insatisfação do friburguense - evidentemente estamos falando de um cenário anterior à Covid-19 - não era a saúde pública, mas o que foi descrito como “estado de abandono da cidade”.

Naturalmente tais informações devem ser consideradas com muitas ressalvas, mas o resultado indicado foi exatamente este.

Cobranças

Tal apontamento fornece o gancho para uma situação bastante inusitada que andou tirando o vereador Wellington Moreira do sério, chegou a ser judicializada, e envolve outro exemplo de prática que aparentemente vem ocorrendo às avessas em nossa cidade.

Em essência, o vereador encaminhou diversos ofícios denunciando a carência de alguns serviços públicos básicos para localidades específicas, em especial nas cercanias da Rua General Osório e transversais, e também no Tingly, entre outros exemplos.

Polêmicas

E ficou louco da vida quando ouviu de alguns moradores - e a coluna teve oportunidade de ouvir o mesmo relato por parte de uma moradora - que um serviço público que vinha sendo realizado próximo à General Osório estaria sendo interrompido para que os trabalhos fossem concentrados na rua onde reside o vereador.

“A rua onde moro sempre recebe mais atenção do que as outras”, protesta Wellington, acreditando que o objetivo por trás da situação seria desgastar sua imagem.

O que importa

Polêmicas à parte, o fato é que a questão foi parar no Ministério Público, e quando o município alegou que as ruas em questão estariam sim recebendo a atenção necessária o vereador foi a campo e fez dezenas de fotos que dão total razão ao resultado apontado meses atrás pela tal pesquisa de opinião.

De fato, espaços como a Praça da Bandeira, a Rua Alberto Rangel (subida da Fundação) e a até mesmo a creche Leda Tavares de Moreira encontravam-se até pouco tempo atrás em situação inaceitável, e a coluna abre espaço para que os leitores informem se algo mudou a esse respeito.

Lembrete

Encerrando os trabalhos da semana, um lembrete simples.

Se o leitor possui carro ou moto, não os utiliza há muito tempo, e não precisa quebrar o isolamento social para ter acesso ao veículo, então não deixe de fazer o motor funcionar por alguns minutos de vez em quando, preferencialmente utilizando álcool em gel após tocar em suas superfícies.

Manter os veículos operacionais neste período de quarentena não é apenas uma questão de economia, mas pode também ser importante numa eventual situação de emergência.

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