Quem costuma fazer caminhadas pela calçada da Avenida Galdino do Valle Filho, na margem do Rio Bengalas, no centro da cidade, ou pedalar pela ciclovia, certamente se deparou nestes últimos dias com uma cena lastimável. Infelizmente. As lixeiras de plástico fixadas junto às grades do rio, no trecho entre o Clube de Xadrez e a Ponte Branca, foram arrancadas, outras danificadas, pichadas, e o pior, atiradas no leito. Puro vandalismo.

Com o ato criminoso, a população não tem mais onde descartar o lixo. Na manhã desta quinta-feira, 2, flagramos, pelo menos, três lixeiras ainda nas águas do Bengalas, agarradas ao fundo do leito. Aos transeuntes restou o artifício de depositar o lixo sobre as muretas da margem do rio ou na calçada junto às bases das lixeiras que não estão mais por lá.
O vandalismo revolta moradores e frequentadores da ciclovia. “Esse ato criminoso é bem recente. Deve ter sido praticado no último fim de semana. Quem fez isso, merece punição. Em vez de multa, deveria, por ordem judicial, ter que comprar novas lixeiras e doá-las à prefeitura e ainda ajudar os servidores a instalá-las nos locais novamente”, disse um ciclista.

Um morador de um dos edifícios residenciais da Avenida Galdino do Valle observa que a Polícia Civil deveria investigar o caso e tentar identificar os vândalos que arrancaram as lixeiras e as atiraram nas águas do Bengalas. Ele observa que as câmeras do circuito de monitoramento do programa Cidade Inteligente, possivelmente, captaram as imagens do ato de vandalismo. “Ou será que os equipamentos não estavam funcionando?”, questiona o morador.
Ela cita também que costuma avistar, com frequência, da janela de seu apartamento, grupos de jovens que fazem algazarras naquela via, sem contar o consumo de drogas nos recuos da calçada junto à ciclovia. “O que era para ser um espaço agradável em meio ao trânsito intenso, está se tornando cada vez mais perigoso. Precisamos de maior patrulhamento por aqui. Sei que isso daria mais trabalho à Polícia Militar, mas a circulação de guardas municipais à pé, certamente iria contribuir para aumentar a segurança e inibir a ação de vândalos”, completa o morador que reside na Avenida Galdino do Valle há mais de três décadas.

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