Faleceu na última segunda-feira, 22, aos 79 anos, o poeta, escritor e professor de Língua Portuguesa e Literatura, Irapuan Teixeira Guimarães. A causa da morte não foi informada. Natural de Cantagalo, mas friburguense de coração, começou a escrever ainda na adolescência, no antigo Colégio Rui Barbosa.
Suas primeiras obras foram editadas ainda durante o período do governo militar, quando ele e muitos outros escritores foram cerceados pela censura. Seu primeiro livro, "Redemoinho”, por pouco não foi proibido. Depois, Irapuan lançou mais obras didáticas de literatura e gramática: "Desabafo - poema mural”; a antologia "Rituais” e ainda, "O Pio da Jiripoca - o lado avesso de Nova Friburgo”, que descortina um pouco do comportamento da sociedade local.
Com uma linguagem simples, mas forte, Irapuan se definia como um poeta que não escreve para acadêmicos. "O que eu vejo e apuro é para ser escrito no muro, ou seja, lido por todos e interpretado da maneira que quem ler achar melhor. Por isso priorizo poemas curtos, objetivos, bem dosados. Hoje em dia a maioria das pessoas não tem tanto tempo para se dedicar à leitura, uma pena. Textos longos são desprezados. Poeticamente falando, os poemas têm que dizer tudo quando não há mais tempo de dizer nada”, filosofou o autor, que começou a escrever sem a pretensão de tornar-se um autor publicado.
Irapuan também foi membro da Academia Friburguense de Letras, ex-presidente do Conselho Municipal de Cultura de Nova Friburgo, homenageado com o título de cidadão friburguense oferecido pela Câmara Municipal, bem como, pelo Grupo Arte, Movimento e Ação (Gama), do qual fez parte nos anos 1990, ao lado de um dos seus fundadores e idealizadores, o saudoso Júlio Cézar Seabra Cavalcanti, o Jaburu.
O corpo de Irapuan será cremado nesta quinta-feira, 25, no Crematório Luterano, em Nova Friburgo. A VOZ DA SERRA envia o seu pesar à família enlutada.

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