O novo secretário de Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Mascarenhas, identificou uma suposta estrutura de funcionários fantasmas instalada na pasta. Segundo uma auditoria interna, o total de servidores saltou, nos últimos anos, de 143 para 354 — um aumento de quase 150%. Ao todo, o novo secretário já pediu a exoneração de 250 servidores desde que assumiu a pasta.
A maior concentração de cortes ocorreu no próprio gabinete do secretário, que abrigava mais de 160 pessoas. Atualmente, restam apenas 18. Segundo Mascarenhas, há indícios de que a maior parte desses servidores eram funcionários fantasmas no gabinete. “Eu chamei o servidor responsável pelos recursos humanos e pedi para me apresentar a lista de pessoal. Somente no gabinete do secretário, havia mais de 130 servidores lotados. Eu perguntei se essas pessoas trabalhavam, e a resposta foi ‘Não’. Só no primeiro dia, foram 82 exonerações”, afirmou o secretário.
Além dos cortes, o novo secretário também determinou uma reestruturação interna na Secretaria estadual de Ambiente. A mudança resultou na extinção de duas subsecretarias: a de Conscientização Ambiental e a de Manutenção de Áreas Verdes Urbanas.
Segundo Mascarenhas, as estruturas também faziam parte de um esquema de funcionários fantasmas e serviam para abrigar apadrinhados políticos. Uma delas, a de Conscientização Ambiental, era comandada por Thamires Rangel. Ela é filha do deputado estadual Thiago Rangel, preso pela Polícia Federal, em maio, sob acusação de fraudes na Secretaria estadual de Educação (Seeduc-RJ). “Não localizamos nenhum projeto, nenhuma ação no que diz respeito à subsecretaria”, disse o secretário.
Criadas duas novas subsecretarias
Como parte da reorganização, as duas estruturas desativadas deram lugar às subsecretarias de Economia Circular e de Recursos Hídricos e Resíduos. Além disso, a Subsecretaria de Infraestrutura Ambiental passou por 22 exonerações e acabou rebaixada ao status de superintendência.
A nova gestão instaurou, ainda, grupos de trabalho para revisar licenças ambientais suspeitas concedidas a grandes empresas. Um dos alvos é a refinaria Refit, segunda maior devedora de impostos do estado, que obteve a renovação de sua licença em 2024 mesmo após alerta da área técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre riscos de contaminação.
(Portal Tempo Real com informações da TV Globo Rio

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