Os motoristas que passam pela rodovia RJ-150 (Nova Friburgo-Amparo-São José do Ribeirão), principalmente no trecho urbano, entre a fábrica Haga e o bairro Chácara do Paraíso, devem redobrar a atenção e torcer para, ao final do percurso de pouco mais de dois quilômetros, não terem os pneus furados ou alguma avaria mecânica. O trecho está cheio de buracos, alguns são verdadeiras crateras. Há desníveis na pista e muitos até se arriscam tendo que invadir a contramão para desviar dos buracos, aumentando a chance de colisões.
Última reforma completa do pavimento foi feita há 26 anos
Os pedestres também são penalizados, pois em grande parte do trecho não há acostamentos. Em dias de chuva, a situação piora com os bolsões d’água que se formam na rodovia que também não tem sistema de drenagem. Um perigo total. Não por acaso, a RJ-150 foi batizada pelos moradores da Chácara do Paraíso, como a “Estrada da Vergonha”.
Ainda de acordo com os moradores, a última reforma em toda a extensão da RJ-150 foi realizada em 2000. De lá para cá, a rodovia vem recebendo apenas serviços parciais e operações tapa-buracos realizadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ).
“Por aqui passam muitos pacientes do Hospital Unimed e ambulâncias. Com tanto buraco, o risco de acidentes é grande. Por ironia, a usina de asfalto da prefeitura fica nesta estrada. Por que não é feita uma parceria. O Estado arcaria com a mão de obra e o município com o asfalto. Assim quem ganha é a população”, sugere o morador Paulo de Souza, que conta já ter furado dois pneus do seu carro nos buracos da RJ-150.
Intervenção do MP não surtiu efeito
Há um ano, o Ministério Público estadual (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Friburgo, expediu uma recomendação para que DER-RJ apresentasse um projeto de reparo da pavimentação da RJ-150, mas até hoje apenas tapa-buracos pontuais têm sido promovidos periodicamente.
Nesta terça-feira, 16, A VOZ DA SERRA questionou, mais uma vez, o DER-RJ sobre a necessidade de reparos na RJ-150, mas até o fechamento desta edição não obtivemos resposta.
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