Uma longa e enriquecedora jornada
O Caminho da Mata Atlântica é a maior trilha contínua em implementação no Brasil, passando por 132 municípios, cinco estados e duas macrorregiões. Tendo seu extremo norte no Parque Estadual do Desengano, na cachoeira do Mocotó (Campos dos Goitacazes/RJ) e seu extremo sul no Parque Nacional de Aparados da Serra, no Canyon do Itaimbezinho (Cambará do Sul/RS). J
Já tem mais de 900km sinalizados e visa ser um grande corredor florestal por toda serra do mar e parte da Serra Geral, sendo assim, um corredor climático oferecendo resiliência a espécies deste bioma. O fortalecimento da cadeia produtiva do turismo é a peça-chave para termos um impacto positivo no local e assim mostrar que é possível regenerar a Mata Atlântica enquanto se gera riqueza para comunidade local.
Esta iniciativa, além de ser um potencial de geração de renda e fomento ao turismo regional, nacional e internacional, também abrange ao longo da mesma a restauração de ecossistemas, o fortalecimento de unidades de conservação e de comunidades tradicionais e base para pesquisas sobre a resiliência da Mata Atlântica frente às mudanças climáticas.
O segmento de trilhas de longo curso atrai milhares de turistas por ano nos Estados Unidos e na Europa, já tendo rotas consolidadas no Chile e na Argentina. No Brasil, diversas iniciativas vêm sendo geridas nos últimos anos. O Caminho da Mata Atlântica é uma das iniciativas mais antigas em implementação no Brasil e talvez a que abarque mais elementos socioambientais nos seus objetivos.
A trilha em Nova Friburgo
Em nosso município, a trilha percorre aproximadamente 80 quilômetros, atravessando áreas rurais, áreas florestais e áreas urbanas, contando já com 16 parceiros cadastrados oficialmente para apoiar os turistas que percorrerem o caminho, entre produtores de mudas, coletores de sementes, guias, pousadas, transfer e produtores agroecológicos da região.
Atualmente a iniciativa já vem fortalecendo dois roteiros de turismo rural com produtores agroecológicos no município. A partir do fortalecimento desses roteiros, o caminho pretende diversificar a oferta de experiências ao turista que visita o local, e também diversificar as possibilidades de geração de renda aos proprietários rurais.
Até o momento, os resultados da iniciativa já alcançados são: trecho já sinalizado: + de 900 Km; 108 parceiros cadastrados no site do Caminho da Mata Atlântica (guias, pousadas, campings, transfer, etc); 4.393 voluntários cadastrados no site; três roteiros de agroecoturismo fortalecidos; três roteiros de TBC fortalecidos; área de restauração: 500 ha.; monitoramento da biodiversidade (flora e fauna), com 99 câmeras instaladas.
Uma rede de pesquisadores que atuam em diversas áreas vem se formando para monitorar as condições ambientais e sociais e a biodiversidade ao longo do Caminho.
“Nós enxergamos a iniciativa como uma estratégia para fortalecer a pesquisa e o conhecimento sobre a Mata Atlântica e apontar caminhos para a conservação e restauração do bioma e adaptação às mudanças climáticas. A mobilização de pesquisadores em torno desse projeto está em andamento e diversas publicações discutem o Caminho da Mata Atlântica e as trilhas de longo curso e suas contribuições para a conservação e sociedade.”
Mais informações em: https://caminhodamataatlantica.org.br/o-que-e-o-caminho/. Instagram da Julieta Santamaria: @Julisantta.
Notícias de Nova Friburgo e Região Serrana
Julieta Santamaria, argentina, 25 anos, em jornada pelo Caminho da Mata Atlântica
Uma longa e enriquecedora jornada
O Caminho da Mata Atlântica é a maior trilha contínua em implementação no Brasil, passando por 132 municípios, cinco estados e duas macrorregiões. Tendo seu extremo norte no Parque Estadual do Desengano, na cachoeira do Mocotó (Campos dos Goitacazes/RJ) e seu extremo sul no Parque Nacional de Aparados da Serra, no Canyon do Itaimbezinho (Cambará do Sul/RS). J
Já tem mais de 900km sinalizados e visa ser um grande corredor florestal por toda serra do mar e parte da Serra Geral, sendo assim, um corredor climático oferecendo resiliência a espécies deste bioma. O fortalecimento da cadeia produtiva do turismo é a peça-chave para termos um impacto positivo no local e assim mostrar que é possível regenerar a Mata Atlântica enquanto se gera riqueza para comunidade local.
Esta iniciativa, além de ser um potencial de geração de renda e fomento ao turismo regional, nacional e internacional, também abrange ao longo da mesma a restauração de ecossistemas, o fortalecimento de unidades de conservação e de comunidades tradicionais e base para pesquisas sobre a resiliência da Mata Atlântica frente às mudanças climáticas.
O segmento de trilhas de longo curso atrai milhares de turistas por ano nos Estados Unidos e na Europa, já tendo rotas consolidadas no Chile e na Argentina. No Brasil, diversas iniciativas vêm sendo geridas nos últimos anos. O Caminho da Mata Atlântica é uma das iniciativas mais antigas em implementação no Brasil e talvez a que abarque mais elementos socioambientais nos seus objetivos.
A trilha em Nova Friburgo
Em nosso município, a trilha percorre aproximadamente 80 quilômetros, atravessando áreas rurais, áreas florestais e áreas urbanas, contando já com 16 parceiros cadastrados oficialmente para apoiar os turistas que percorrerem o caminho, entre produtores de mudas, coletores de sementes, guias, pousadas, transfer e produtores agroecológicos da região.
Atualmente a iniciativa já vem fortalecendo dois roteiros de turismo rural com produtores agroecológicos no município. A partir do fortalecimento desses roteiros, o caminho pretende diversificar a oferta de experiências ao turista que visita o local, e também diversificar as possibilidades de geração de renda aos proprietários rurais.
Até o momento, os resultados da iniciativa já alcançados são: trecho já sinalizado: + de 900 Km; 108 parceiros cadastrados no site do Caminho da Mata Atlântica (guias, pousadas, campings, transfer, etc); 4.393 voluntários cadastrados no site; três roteiros de agroecoturismo fortalecidos; três roteiros de TBC fortalecidos; área de restauração: 500 ha.; monitoramento da biodiversidade (flora e fauna), com 99 câmeras instaladas.
Uma rede de pesquisadores que atuam em diversas áreas vem se formando para monitorar as condições ambientais e sociais e a biodiversidade ao longo do Caminho.
“Nós enxergamos a iniciativa como uma estratégia para fortalecer a pesquisa e o conhecimento sobre a Mata Atlântica e apontar caminhos para a conservação e restauração do bioma e adaptação às mudanças climáticas. A mobilização de pesquisadores em torno desse projeto está em andamento e diversas publicações discutem o Caminho da Mata Atlântica e as trilhas de longo curso e suas contribuições para a conservação e sociedade.”
Mais informações em: https://caminhodamataatlantica.org.br/o-que-e-o-caminho/. Instagram da Julieta Santamaria: @Julisantta.
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