Brasil volta para casa mais cedo

Vinicius Gastin

Esportes

Jornalista e apaixonado por esportes, responsável pela coluna de esportes do Jornal A Voz da Serra desde 2012, dando vez a todas as modalidades esportivas de Nova Friburgo e região. Também é radialista e está à frente do jornalismo da Rádio Friburgo FM.

terça-feira, 07 de julho de 2026
por Vinicius Gastin

Afinal, por que não ganhamos dos europeus?

Em 2006, a Seleção Brasileira perdeu para a França e deu adeus ao sonho do hexa. Na Copa seguinte, foi a vez de a Holanda frustrar os planos brasileiros. Em casa, no Brasil, sofremos o traumático 7 a 1 para a Alemanha, e na decisão pelo terceiro lugar, perdemos para a Holanda. Em 2018 o algoz foi a Bélgica, e em 2022, a Croácia.

A Noruega é a mais nova seleção a bater o Brasil com o dramático 2 a 1 do último domingo, 5. Mais uma européia. E por que não ganhamos mais os europeus em mundiais, desde a final de 2002?

Poderíamos nos ater apenas ao superficial. Desde os caprichos e inexplicáveis do futebol, no caso do massacre alemão, a detalhes como um contra-ataque não neutralizado diante da Croácia. Ou ao pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães, que poderia mudar os rumos da partida contra os noruegueses. Discutir por que não o Vini Jr. cobrar aquela penalidade. Podemos - e devemos - lamentar as várias chances desperdiçadas durante o jogo, ou a atuação inspirada do goleiro adversário.

Todos esses contextos são válidos, mas na visão deste que vos escreve a análise deve ser mais ampla. O mundo evoluiu, e todos aprenderam a jogar futebol. Conforme já escrito nesta coluna, com algumas exceções, a distância entre os melhores e piores já não é tão grande.

Todos têm os seus destaques que brilham nos grandes centros, as suas estratégias. O equilíbrio observado em campo nesta Copa do Mundo é consequência de organização, melhora das estruturas e entendimento do jogo.

Faltou ao Brasil um ciclo decente, diferente deste feito com quatro treinadores, durante 37 jogos até a Copa, apenas 12 deles com Ancelloti. Falta competência para quem administra, planeja e gere. Ainda assim, com tudo isso, falta algo essencial: brasilidade. Jogar como Brasil. Produzir jogadores e pensar o futebol de acordo com a nossa cultura, a nossa forma de ser e de jogar. Que nos levaram a carregar cinco estrelas no peito. E que em algum momento foi perdida.

Scaloni, técnico argentino, falava sobre isso: de uma Seleção representar o seu país, a sua cultura e a sua identidade de jogo. E lá ele o faz: resgatou a identidade de uma Argentina que dita o ritmo. Com seus baixinhos habilidosos e aquele jogo característico. Algo que Klopp tentará fazer na Alemanha. E Ancelotti terá como missão nos próximos quatro anos.

Jogar em transição foi um modelo adotado para fazer do Brasil um time competitivo em meio ao pouco tempo para o italiano trabalhar. Mas o trabalho, a partir de agora, vai além: a transição necessária é aquela que traz as raízes do passado para o presente e para o futuro. Do Brasil que joga de forma alegre, que preserva o talento em detrimento apenas da força física e da organização tática. Que fazem parte, é claro. Mas que podem e devem ter um toque de brasilidade.

E esse processo passa por rever conceitos das nossas divisões de base, investimentos, modelos de trabalho e priorização de contextos. Os clubes precisam sim, formar para vender. Mas é preciso encontrar um equilíbrio para fazer do atleta um produto atraente sem abrir mão do talento. Para que, no topo dessa pirâmide, na Seleção Brasileira, a nossa identidade seja resgatada. E assim possamos voltar a vencer os europeus e o restante do mundo com aquilo que sempre foi o nosso diferencial: a brasilidade.

 

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No topo do jiu-jítsu nacional

Atletas da Neobrasil JJ colocam Friburgo no pódio  

São vários os trabalhos e projetos que revelam e produzem talentos nas diversas modalidades de artes marciais em Nova Friburgo. Iniciativas que transformam vidas, redirecionam caminhos, promovem qualidade de vida e, consequentemente, permitem aflorar uma vocação por muitas vezes escondida - e até mesmo desconhecida pelos próprios atletas em algumas ocasiões.

Um exemplo dentre essas equipes é a Neobrasil JJ. E dois de seus representantes conquistaram resultados importantes em competições recentes. Bia Maia, por exemplo, se sagrou campeã brasileira sem kimono da Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu, uma das principais federações que regem a Arte Suave em âmbito nacional e internacional. Bia fez duas lutas difíceis, mas saiu vencedora para alcançar o lugar mais alto do pódio.

Marcio Leandro também brilhou no Brasileiro Sem Kimono, conquistando o terceiro lugar em sua categoria, faturando assim o vice-campeonato no absoluto. O peso médio fez três lutas que exigiram muita técnica e garra, representando a equipe e o CT Brandão Reis.

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    Bia subiu no lugar mais alto do pódio ao brilhar em mais uma competição (Fotos: Arquivo pessoal)

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    Marcio enfrentou adversários difíceis, mas alcançou resultados importantes no Brasileiro (Fotos: Arquivo pessoal)

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