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Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
Embarcamos na charge de Silvério, publicada na capa da edição do último fim de semana, de cabeça inchada. O sonho do Hexa ficou no travesseiro de quem passou noites sonhando com mais uma estrela na camisa da seleção canarinho. Futebol é arte e, como tal, ganhar ou perder faz parte da competição.
E o Caderno Z, que é uma arte em formato impresso, nos trouxe a magia da Arteterapia, não apenas como o uso das potencialidades humanas, mas, acima de tudo, como uma descoberta dessas potencialidades. Ideias que surgem de uma brincadeira podem se transformar em uma vocação. É o caso da Banda K7, quando “sete amigos decidiram reunir seus instrumentos” para animarem uma festa e o resultado foi o surgimento da banda. Do “Ford Ka”, os sete rapazes atravessaram até as fronteiras de Nova Friburgo.
Em “A esperança em cada pincelada”, Marcelo Gonzales nos apresentou Marcos Vinicius de Palma, artista plástico que encontrou na natureza da região onde vive, em São Pedro da Serra, a diretriz para as suas pinceladas. Filho de uma artista formada em Belas Artes e de um médico, seu ambiente familiar foi sempre entre desenhos e imagens. Nascido com uma alteração no diafragma, Marcos relata que seu primeiro desafio foi com a primeira respiração, até que o ar, finalmente, entrasse em seu pulmão. E sua vida seguiu num ambiente de buscas e revelações, dando sempre ênfase ao ato de criar...
Kátia Regina Gonzales, arteterapeuta com formação em várias especialidades, descobriu que a terapia da arte sempre existiu, quando costurava roupinhas de boneca, a partir dos retalhos das costuras de sua avó. A profissão de arteterapeuta, reconhecida por lei, é mais uma prova de que a arte abrange os elementos para uma vida saudável.
Paulo Antunes, presidente da Associação de Arterapia do Rio de Janeiro, destaca: “A regulamentação nos coloca em novo patamar de serviços oferecidos à sociedade”.
A coluna “Há 50 anos” é mesmo a arte de reviver o passado. Na edição 3 e 4 de julho de 1976 festejava-se o aniversário da primeira “viagem automobilística de Nova Friburgo à Niterói”, isso em 1915. Mas, antes, em 1913, chegou um automóvel Berlier, com faróis que “causaram medo a muita gente”. O veículo de Augusto Luiz Spinelli foi a condução usada na célebre viagem que abriu caminhos para a comunicação territorial.
Na arte do encantamento humano, duas aniversariantes muito amadas na cidade. Rosangela Cassano, atuante no desenvolvimento social e direitos humanos, envolvida em projetos culturais, destaque nas lutas contra violência de gênero, festejando o novo ciclo nesta segunda-feira, 6. Outra querida, Cora Ventura Spinelli, abrindo espaço para a nova idade, na quarta-feira, 8, ao lado de sua linda família. Parabéns! Vivas também para o Coral Allons Chanter, celebrando 25 anos de profícua existência. Um Jubileu de Prata que vale ouro. Ao maestro e ao coral de vozes femininas, nossos louvores!
Desde que o mundo é mundo, mudanças ocorrem entre as gerações. Nos tempos atuais, não seria diferente, pois a “Geração Z” prima pela pluralidade em suas conquistas. Os objetivos são quase os mesmos, porém não seguem um roteiro definido. Aliás, coisa alguma pode ser definida, engessada. Vimos a Seleção Brasileira perder a chance do Hexa, mais uma vez. O Brasil volta para o Brasil sem a taça. Contudo, vale o espetáculo que o futebol consegue promover. 2030 pode parecer distante, mas fica o tempo de espera. Mais quatro anos para rever os erros e reconhecer que os outros países “aprenderam” as artimanhas da bola. Vamos buscar novos formatos para que o nosso futebol arte seja mais ofensivo e muito mais habilidoso para driblar o adversário. Mais gol e menos fama!

Elizabeth Souza Cruz
Surpresas de Viagem
A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.
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