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Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 21 de abril de 2026
por Elizabeth Souza Cruz

Nossa viagem começa na carona da charge de Silvério, na capa da edição do último fim de semana, que destacou o perigo na sinalização de Mury. Com tamanho movimento de veículos na região, é preciso ter muita cautela, porque sinal com defeito é sinal de insegurança no trânsito. Valeu, Silvério! O mês de abril tem sido favorecido em termos de feriados. A Semana Santa gera praticamente quatro dias, tem o Dia de Tiradentes e, ainda, o Dia de São Jorge.

Aliás, aqui em Nova Friburgo, São Jorge escapou de ser “enforcado” na segunda-feira, 20, pois o governo municipal tentou “imprensá-lo”, mas graças ao empenho da vereadora Maiara Felicio e de integrantes de lideranças religiosas das casas de matriz africana, o feriado foi mantido no próprio dia 23, quinta-feira. Parabéns! Jorge, o Guerreiro, precisa ser respeitado com toda a sua representatividade e não pode ficar relegado às conveniências dos interesses mundanos. Salve, Jorge!

E o retorno do Caderno Z está cheio de novidades, mas sempre o tive como uma voz falando e tocando os corações sensíveis. Não foram poucas as vezes que o interpretei com uma trilha sonora. Foi o meu “xodó” literário, a “plataforma de embarque” para as minhas viagens literárias. E tenho certeza de que esse embarque continuará efetivo, sendo a estação “Z” de idas e vindas para o mundo mágico dos conhecimentos.

E logo de cara, encontro Beto Grillo, pessoa do mais alto eixo da esfera cultura de Nova Friburgo, dissertando sobre a edição do World Creativity Day de 2026. E Beto realça: “Em um tempo em que as pessoas estão cada vez mais isoladas em suas bolhas, criar possiblidades de conexão e vínculo é algo extraordinário”. O WCD, no dizer de Lívia Serrão “reforça o papel de dar visibilidade às histórias que já existem na cidade. Muitas vezes, o que falta não é talento, é espaço...”. Sim, nossa cidade é canteiro de talentos e dos bons!

Ainda no “Z”, desponta Bernardo Dugin, artista, dramaturgo, em “Vozes da Serra”, que define sua história: “A arte não entrou em minha vida como escolha, ela entrou como necessidade”. E acrescenta: “O teatro me deu um lugar de pertencimento quando o mundo ainda parecia pedir que eu me encaixasse em formatos que não eram meus”. Caru de Souza, cantora, compositora, estilista se define: “A arte, para mim, é a cor da vida. É ela que fomenta a reflexão e o pensamento crítico de uma forma doce e sutil, ainda que nos lugares mais doídos e desconfortáveis da existência humana”.  

Agradecendo a Marcelo Gonzales pelo conteúdo expressivo do Caderno Z, vamos seguir viagem até 1976, quando em “Há 50 Anos”, a notícia impactava: “Adeus, Eldorado”. Era o fim de um tempo que marcou a vida de muita gente. O espaço fora vendido para uma empresa bancária e, da história do cinema, só restariam as lembranças dos friburguenses. Minhas tias e a vovó Mariana não perdiam as películas. Morávamos na Filó e o último ônibus para o bairro, só sai do centro quando terminava a última sessão da noite. Minhas primeiras vivências foram com os filmes de Elvis Presley. Que saudade!

Em homenagem a Monteiro Lobato, 18 de abril é o Dia do Livro Infantil e no dia 23, comemora-se o Dia Mundial do Livro. Em minha casa da infância, os livros eram personagens constantes. Mamãe, nascida em 1919 começou a comprá-los desde os seus 14 anos de idade. Seu cultivo literário marcou tanto a nossa vida que, atravessando gerações, minha filha caçula, aos 6 anos de idade, fez um comentário, quando saíamos da casa de uma família amiga: “Mãe, achei aquela família muito esquisita, porque eu não vi um livro naquela casa!”. É esquisito mesmo uma casa sem livros!

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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