Mudar não resolve, transformar é a solução.

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

quarta-feira, 01 de agosto de 2018

Pelos próximos meses, a jornalista Laiane Tavares assina a coluna no lugar do titular Wanderson Nogueira. A Justiça Eleitoral determina que candidatos nas Eleições 2018 não podem apresentar, participar ou dar nome a programas de rádio e TV. A regra não se aplica aos órgãos impressos. Mesmo assim, o colunista e A VOZ DA SERRA, em comum acordo, optaram pela alteração neste período. Wanderson Nogueira volta a assinar o Observatório em outubro, após o período eleitoral.

Hoje é dia

  • nacional do selo

O dia

Em 1º de agosto de 1993, o Cruzeiro Real se tornava a moeda oficial do Brasil em substituição ao Cruzeiro, por excesso de zeros. Na transição as notas de 50 mil, 100 mil e 500 mil cruzeiros foram carimbadas para o novo padrão e aproveitadas. Em junho do ano seguinte (1994) o Cruzeiro Real foi substituído pelo Real.

Observando...

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Palavreando

“Os homens pensam que possuem uma mente, mas é a mente que os possui”
(Bob Marley)

Mudar não resolve, transformar é a solução.

Estamos sempre querendo algo novo, diferente, ‘na moda’. Dos sapatos à política o anseio por mudança é sempre uma luz no fim do túnel das nossas aflições. Mudar é bom, mas até para mudar leva tempo. Não é assim, de um dia para o outro. Mudanças trazem com elas a possibilidade de transformações, e são nestas transformações, e não nas mudanças, que estão nossa esperança.

A dificuldade de perceber as intenções por trás das nossas próprias ações, relativiza o objetivo, seja qual for. A sensação é que para tudo que não nos cabe mais, basta uma substituição que venha do externo. Como se ao alterar algumas peças virássemos o tabuleiro, esquecendo que ainda jogaremos o mesmo jogo.

E é assim que muitos de nós pretende ir para as eleições. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva demonstra que um total de 109 milhões de pessoas no país afirmam não querer votar em alguém que esteja exercendo mandato. O número representa 78% dos eleitores brasileiros.

Pode parecer um reflexo dos debates políticos acalorados dos últimos quatro anos, mas não é uma novidade. Historicamente, o índice de substituição de nomes no Congresso beira os 50%, ou seja, nada de novo no nosso desejo de mudança.

A mudança virou um hábito, uma ação de reflexo para questões complexas e de raízes estruturais. Nesse ‘troca troca’, perdemos os bons, aqueles que não fazem negociatas e que se mantém como resistência. Ficam por lá a metade podre, e se depois de muito nos ferrarem, forem descobertos, mesmo fora, se mantém no jogo. Com influência elegem cúmplices e parentes.

No fim, a mesma história: nova roupagem, mesmas intenções. A oferta é sempre inferior a demanda por renovação. Por isso, transformação exige também a continuidade dos bons. É a nossa insistência no que dá certo e não nossa insatisfação que fará a diferença real e gradativa. Em tempos obscuros como estes, não dá para arriscar. Os bons existem e devem continuar. Não podemos perder o que temos por um impulso de mudar o que, na verdade, precisa ser transformado.

Professores insatisfeitos 

A pesquisa Profissão Docente, iniciativa da organização Todos Pela Educação e do Itaú Social, revelou que no Brasil metade dos professores não recomendaria a um jovem se tornar educador. O motivo principal é a desvalorização da profissão. De acordo com o levantamento feito pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede Conhecimento Social, a maioria (78%) dos professores disse que escolheu a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão. Entretanto, 33% dizem estar totalmente insatisfeitos com a atividade docente e apenas 21% estão totalmente satisfeitos.

Caminhos para solução

Os dados da pesquisa ‘Profissão Docente’ são preocupantes e alertam para a urgência de enfatizar a valorização dos educadores como prioridade no país. Apesar de senso comum nos debates, sendo constantemente apontado como prioridade absoluta em alguns casos, a questão salarial não aparece como fator principal para avanços no quadro geral de insatisfação.  De acordo com a pesquisa, como medidas mais importantes para a valorização da carreira no Brasil foram apontadas a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%). Eles consideram também urgente a restauração da autoridade e o respeito à figura do professor (64%), além do aumento salarial (62%).

Foto da galeria
Entre as nossas montanhas, as luzes da cidade acesas. Registro do anoitecer friburguense pelas lentes de Douglas Oliveira no Instagram oficial da campanha ‘O melhor Frio do Rio’.
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