Você sabe como comprar ações?

Gabriel Alves

Educação Financeira

CEO da empresa Delta, de consultoria, Gabriel escreve sobre economia e finanças e dá dicas de inteligência no gerenciamento de gastos e de como conquistar o equilíbrio entre desejo de aquisições e controle emocional para otimizar as despesas.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Se você acompanha essa coluna – ou tem interesse por assuntos econômicos e de mercado financeiro –, certamente já se deparou com termos como bolsa de valores e ações. Mas você sabe o que acontece quando se compra uma ação na bolsa de valores? Entender o conceito por trás do homebroker (plataforma de negociação das corretoras de valores) é fundamental para fazer parte da filosofia dos investimentos e passar os seus valores – ambientais, sociais, trabalhistas e muitos outros – ao seu portfólio de ações.

Muito sucinto? Está aí a beleza dos textos: agora vou desmembrar toda essa introdução para você entender ainda melhor o que é ser um investidor.

Pois comecemos, então, definindo a bolsa de valores. Para tornar possível os negócios em setor de bolsas, é necessário que empresas de infraestrutura de mercado financeiro exerçam atividades primordiais, como – de acordo com a própria bolsa de valores brasileira – a “criação e administração de sistemas de negociação, compensação, liquidação, depósito e registro para todas as principais classes de ativos, desde ações e títulos de renda fixa corporativa até derivativos de moedas, operações estruturadas e taxas de juro e de commodities”. No Brasil, existe apenas uma empresa responsável por exercer tais atividades, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. Ao redor do mundo, existem diversas outras; como as Nasdaq e Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos; a Bolsa de Valores de Londres, na Inglaterra; a Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha e por aí vai.

Contudo, isso pode ficar ainda mais simples quando tomamos consciência de as bolsas globais serem como uma feira (essas de frutas, legumes e carnes) onde encontram-se vendedores e compradores dispostos a negociar determinado produto. Todavia, nessa grande e tecnológica feira da bolsa de valores, negociam-se – dentre alguns outros produtos – as ações.

Mas, então, como chegar nessa “feira da bolsa de valores”?

Antes de mais nada, é necessário tornar-se cliente de alguma corretora ou banco de investimentos; são as instituições financeiras, as responsáveis por realizar a comunicação entre você e a bolsa de valores. Feito, é através do homebroker, plataforma de negociação disponibilizada na sua conta da corretora de valores, que você poderá comprar suas ações; e agora começa a sua jornada por boas escolhas. Falemos delas!

Compor um portfólio de ações não é simples; mas o conceito é fácil. Comprar ações te faz tornar-se um acionista: um pequeno sócio de determinada companhia/empresa. Portanto, é importante compor o seu portfólio com ações de empresas que julgar ser coerente e tornar-se sócio. Não faz sentido algum comprar determinado papel (nomenclatura técnica sinônima a “ação”) de uma empresa sem saber, nem mesmo, quais os produtos e/ou serviços tal empresa oferece para a sociedade. É a partir daqui que você começa a pôr seus valores em questão: procure entender o propósito da companhia; sua relação e responsabilidade com a sociedade; entenda se os produtos e/ou serviços são realmente relevantes e rentáveis.

Além de toda essa filosofia de investimentos, há também a visão técnica; é somente aqui que você analisa os resultados das empresas e, caso bons ou minimamente promissores, adicione-os ao seu portfólio. Mas lembre-se, o ponto fundamental é a diversificação. Um portfólio bem distribuído com algumas boas empresas e de diferentes setores são fundamentais para diminuir os riscos de mercado (os riscos que toda empresa está sujeita).

Mais importante que começar a investir, é entender a filosofia por trás do investidor. E isso é bastante simples.

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