5 dicas para economizar com material escolar

Gabriel Alves

Educação Financeira

Especialista em finanças e sócio de um escritório de investimentos, Gabriel escreve sobre economia, finanças e mercados. Neste espaço, o objetivo é ampliar a divulgação de informações e conhecimentos fundamentais para a nossa formação cidadã.

sexta-feira, 04 de fevereiro de 2022

Sabe aqueles textos sazonais que eu faço questão de repetir por aqui? Este é um deles, afinal, todo início de ano vemos o mesmo compromisso de pais e mães com filhos em idade escolar: a compra de materiais didáticos. É uma tarefa inevitável, mas os gastos supérfluos são facilmente evitáveis – e por isso estou aqui.

Costumo falar sobre a diferença entre consumo e consumismo e aqui a ideia não é diferente, apesar de coincidir com um ponto bastante delicado: a inocência de nossas crianças. Estes conceitos se cruzam quando a necessidade encontra a incerteza do dispensável. Tratando especificamente do assunto em questão, qual é a diferença prática entre um caderno de 96 páginas de R$7,90 e outro de R$24,90? Isso é consciência de consumo; é educação financeira.

 A propósito, já parou para refletir sobe a importância em falar sobre finanças com seus filhos? Talvez este seja um ótimo momento e te proporcione a chance de prepará-los para o que o mundo lhes guarda. Bom, aqui fica a deixa para a primeira das cinco dicas que vêm por aí. Portanto, vamos a elas!

 ● Reaproveite o que puder

O primeiro passo para garantir economia nessa empreitada é analisar tudo o que pode ser reutilizado. Nem sempre e necessário comprar uma mochila ou estojo novos; até canetas, lápis de cor – entre outros materiais – podem ser, com a ajuda e cuidado dos filhos, reaproveitados.

● Analise se é necessário comprar tudo agora

Desembolsar uma quantia alta de uma só vez dói muito mais que entrar em contato com a escola e pedir um cronograma de como o material didático será utilizado. Você terá a oportunidade de fracionar as compras e reduzir, assim, os impactos financeiros do início de ano.

● Siga a lista (mas não tanto)

A volta às aulas é sempre época de grandes vendas em livrarias, e como todos sabemos, períodos sazonais de comércio são momentos de gerar ainda mais lucro. Então resista aos filhos e atente-se com as técnicas de venda; não compre o que, por tendências de mercado, está fora da lista e assim você vai economizar ainda mais.

A propósito, é bom lembrar, existem itens que não podem ser exigidos nas listas de material escolar.

Certifique-se dos seus direitos.

● Compare preços

Essa é a principal dica. Comparar preços é fundamental para qualquer compra que você venha a fazer. A diferença é real!

Na cidade de São Paulo, foi realizada uma pesquisa pela Associação de Defesa do Consumidor cujo resultado aponta – numa lista de materiais com 25 itens – uma diferença que chega a 150% no valor total da compra.

E comparar preços também é essencial ainda que dentro de uma mesma loja. É claro, as variações de preço podem ser justificadas pela qualidade do produto, mas nem sempre se restringe a isso.

● Pechinche

Para fechar com chave de ouro as compras escolares, procure conseguir um desconto no valor final. O pagamento à vista e em dinheiro, por exemplo, é sempre uma opção que te trará alguma oportunidade de desconto. Analise se é viável e vantajoso para as suas finanças.

Economizar agora pode ser sinal de prosperidade futura (para você e seus herdeiros).

Pense nisso!

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Gabriel Alves

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Especialista em finanças e sócio de um escritório de investimentos, Gabriel escreve sobre economia, finanças e mercados. Neste espaço, o objetivo é ampliar a divulgação de informações e conhecimentos fundamentais para a nossa formação cidadã.

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